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Relação entre o preço da gasolina e o preço do petróleo

17 Setembro, 2008

No gráfico, Brent(-2) é o preço do petróleo desfasado 2 semanas, Refinaria é o preço da gasolina à saída da refinaria, Platts é o preço da gasolina nos mercados internacionais e  PMVP é o preço de venda ao público. Como se percebe facilmente, o preço à saída da refinaria e Portugal segue os preços da gasolina nos mercados internacionais e não o preço do petróleo. Por uma razão simples: a procura de gasolina no período do Verão no Hemisfério Norte é proporcionalmente maior que a procura por outros combustíveis. Há escassez relativa de gasolina. Isto implica que o queixume que tanto se ouve de que o preço da gasolina não segue o preço do petróleo não faz sentido nenhum. Não segue, nem tem que seguir. Gasolina e petróleo são produtos diferentes com procuras diferentes e logo variações de preço diferentes.

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77 Comentários leave one →
  1. Luís Lavoura permalink
    17 Setembro, 2008 11:24

    Bom post.

    O Augusto Cymbron da ANAREC, em vez de falar do preço do petróleo Brent, deveria falar do preço dos carburantes (gasolina e gasóleo) no mercado internacional.

  2. Anónimo permalink
    17 Setembro, 2008 11:28

    JM,

    Por acaso tem disponível algum gráfico com toda a evolução em Portugal?

  3. Anónimo permalink
    17 Setembro, 2008 11:32

    O chefe da galp já explicou que a não descida se deveu a uma valorização do dollar nos últimos dias, que terá sido da ordem do 40%, imagino eu, assumindo que se trata de gente séria.

  4. fnv permalink
    17 Setembro, 2008 11:32

    Aprendo imenso consigo, mas não acompanho tudo: quando petróleo subiu de 90 para 140 e picos U$, a gasolina subiu 30%. Agora, no caminho inverso, a gasolina desceu apenas 6%. E isto para o mesmíssimo intervalo de tempo: dois meses.Bizarro.

  5. JoaoMiranda permalink*
    17 Setembro, 2008 11:32

    #2
    Não sei se percebi a pergunta. A linha azul (Refinaria) e a linha preta (venda ao público) do gráfico são preços da gasolina para Portugal.

    Procure no relatório da Autoridade para a Concorrência:

    http://www.concorrencia.pt/Conteudo.asp?ID=1397

    Pode ser que esteja lá o que pretende.

  6. JoaoMiranda permalink*
    17 Setembro, 2008 11:35

    ««Aprendo imenso consigo, mas não acompanho tudo: quando petróleo subiu de 90 para 140 e picos U$, a gasolina subiu 30%. Agora, no caminho inverso, a gasolina desceu apenas 6%. »»

    Como se vê no gráfico, o preço da gasolina nos mercados internacionais não segue o preço do petróleo. Tem períodos em que se afasta e outros em que se aproxima. Essas contas que fez têm que ser feitas com base no preço da gasolina nos mercados internacionais e não com base no preço do petróleo.

  7. rxc permalink
    17 Setembro, 2008 11:36

    O distinto JM que explique então as subidas que se verificaram quando o petróleo subiu para os USD 140+. É que se a gasolina e o petróleo são produtos assim tão diferentes (vamos por de lado o facto, insignificante a todos os níveis, da gasolina ser feita a partir de petróleo), a aparente relação deve ser obra do acaso (ou dum desígnio superior, que serve para explicar outras coisas igualmente).

  8. Manuel Duarte permalink
    17 Setembro, 2008 11:36

    Independentemente da sua análise, algo fica contudo por explicar: porque razão é que, quando se tratou do aumento dos preços dos combustíveis, o único argumento apresnetado pelas gasolineiras se baseava no facto de o preço do petróleo estar em alta, chegando inclusive a ser claramente afirmado que a descida deste produto implicaria uma descida dos combustíveis. Os argumentos das gasolineiras é que, provavelmente, não terão sido os melhores. Contudo, o seu gráfico só apresenta a evolução dos preços até Abril de 2008, não abrangendo a actual fase e aquela que lhe é imediatamente anterior. Acresce que, não tendo entretanto aumentado (ao que se saiba) os custos associados a salários e os custos associados a outras matérias-primas (com a excepção dos custos de transporte, ainda assim correspondentes a fretes há muito certamente acordados e portanto sem grande impacte no custo final), é de esperar que os custos à saída da refinaria acompanhem (em baixa) os custos da principal matéria-prima.
    Desta forma, não se entende porque não baixa o preço do combustível no consumidor, a não ser porque existe de facto uma posição muito pouco liberal no actual mercado nacional (ou seja, existe um quase monopólio por parte da Galp), pelo que esta empresa pode manobrar os preços como muito bem entende e justificar as suas opções como bem quer, ao sabor do momento. Ou tem dúvidas de que numa verdadeira posição de mercado livre, o preço do produto finala companharia o preço da principal matéria-prima, uma vez que se mant~em inalteráveis os restantes custos de exploração?

  9. JoaoMiranda permalink*
    17 Setembro, 2008 11:37

    ««O chefe da galp já explicou que a não descida se deveu a uma valorização do dollar nos últimos dias, que terá sido da ordem do 40%, imagino eu, assumindo que se trata de gente séria.»»

    A valorização do dólar foi de cerca de 12%.

  10. Anónimo permalink
    17 Setembro, 2008 11:40

    JM,

    Peço desculpa, mas como o gráfico aparentava terminar em Abril, em #2 eu assumi que isto fosse um brincadeira, pelo que dei essa interpretação ao seu post.

  11. JDC permalink
    17 Setembro, 2008 11:42

    O grande problema, como já aqui foi dito, é que a subida galopante, ás vezes tri-semanal, dos preços dos combustíveis foi sempre justificada com a contemporânea subida do preço do petróleo. E já nem vou falar que, durante a subida do preço de petróleo, o euro se valorizou face ao dollar.
    Em que ficamos? Quando é para subir já existe uma correlação imediata mas quando é para descer assobiamos para o lado?

  12. 17 Setembro, 2008 11:47

    caro joão,
    quando diz que “o preço à saída da refinaria e Portugal segue os preços da gasolina nos mercados internacionais e não o preço do petróleo” não está a ser exactamente correcto. está mais próximo dos preços dos mercados internacionais, e com uma relação mais directa, como é obvio, mas segue claramente (como se vê bem no gráfico (mesmo tendo em conta a tal situação do verão)) o preço do petróleo. eliminando a linha laranja ninguem diria que o preço à saida da refinaria não segue o preço do petróleo. os graficos interpretam-se como se quiser, e como der mais jeito…

  13. JoaoMiranda permalink*
    17 Setembro, 2008 11:48

    ««Acresce que, não tendo entretanto aumentado (ao que se saiba) os custos associados a salários e os custos associados a outras matérias-primas (com a excepção dos custos de transporte, ainda assim correspondentes a fretes há muito certamente acordados e portanto sem grande impacte no custo final), é de esperar que os custos à saída da refinaria acompanhem (em baixa) os custos da principal matéria-prima.»»

    Pelas razões exposta no post não é. O preço à saída da refinaria é um preço de mercado que depende da oferta e da procura. A Galp não vai vender gasolina à saída da refinaria abaixo do preço do mercado mundial, mesmo que os seus custos não variem.

  14. JoaoMiranda permalink*
    17 Setembro, 2008 11:51

    ««eliminando a linha laranja ninguem diria que o preço à saida da refinaria não segue o preço do petróleo. os graficos interpretam-se como se quiser, e como der mais jeito…»»

    Para que os preços à saída da refinaria sigam o preço do petróleo, as linhas azul e verde teriam que se mais ou menos paralelas. Não são. Têm períodos em que se aproximam e períodos que se afastam significativamente.

  15. Santa Paciência permalink
    17 Setembro, 2008 12:00

    o joão miranda tem esta “invejável” capacidade e “talento” para explicar o inexplicável. e adora usar gráficos para isso. mas ao contrário do que afirma as linhas azul e verdes estão quase sempre paralelas, havendo apenas um ou outro ponto onde isso não acontece, que certamente será explicado por questões pontuais e que seria importante analisar.

    Esta de mostrar gráficos para provar conversa avulso tem muito que se lhe diga…

  16. Santa Paciência permalink
    17 Setembro, 2008 12:03

    ó joão miranda, você ainda é daqueles que acha que o estado não deve intervir nos mercados financeiros?…

  17. Filipe permalink
    17 Setembro, 2008 12:04

    João

    Eu posso ver mal mas olhando para o gráfico aquilo que vejo é “paralelismo” entre todas as linhas. As diferenças pontuais parecem-me completamente residuais.

    Mas isso são os meus olhos, claro. Para tirar dúvidas há a estatistica (e software mto bom para identificar relações)

  18. 17 Setembro, 2008 12:06

    “Para que os preços à saída da refinaria sigam o preço do petróleo, as linhas azul e verde teriam que se mais ou menos paralelas. Não são. Têm períodos em que se aproximam e períodos que se afastam significativamente.”

    só não querendo não se vê que são mais ou menos paralelas, embora com os tais periodos em que se afastam…

    se, em vez dos gráficos, tivesse uma tabela com dados podia calcular o coeficiente de correlação entre essas duras variáveis e, garanto-lhe, estaria bastante próximo de 1 (correlação máxima). sem mais nem menos…

  19. JoaoMiranda permalink*
    17 Setembro, 2008 12:15

    ««só não querendo não se vê que são mais ou menos paralelas, embora com os tais periodos em que se afastam…»»

    Períodos que por acaso correspondem a vários meses.

  20. Palmira Brito e Cunha permalink
    17 Setembro, 2008 12:24

    Só que não contam toda a verdade. Por cada litro de gasolina são feitos seis de gasóleo. O “Refinaria” do gasóleo não tem em conta o “Platts”. Aqui é que está a fraude, que é de fraude que se trata e como tal um caso grave de polícia.

  21. 17 Setembro, 2008 12:24

    Refinaria é o preço da gasolina à saída da refinaria
    e a que preço sai da refinaria a gasolina que a galp exporta ao desbarato?

  22. Palmira Brito e Cunha permalink
    17 Setembro, 2008 12:27

    E a BP já se apercebeu da gravidade da situação e baixou o gasóleo, compensando logo, como manda o manual do “mafioso”, subindo o preço da gasolina. Atiraram areia aos olhos da autoridade” Vamos ver como é que o “Estado de Direito” reage!

  23. MigPT permalink
    17 Setembro, 2008 12:30

    Para o Santa Paciência.
    O problema dos mercados financeiros está directamente relacionado com a intervenção dos estados ou de reguladores “BC”.
    O problema do Subprime que resultou neste efito dominó surge exactamente por causa da intervenção do Governo Federal Americano no mercado imobiliário.
    O problema de muitos portugueses e europeus em geral é só lerem os títulos das noticias, marcados por agendas ideológicas muito claras. Mais uma vez, uma mentira repetida muitas vezes torna-se verdade.

  24. Santa Paciência permalink
    17 Setembro, 2008 12:50

    “O problema do Subprime que resultou neste efito dominó surge exactamente por causa da intervenção do Governo Federal Americano no mercado imobiliário.”

    então é este o novo nome que se dá ao facto-dos-bancos-terem-emprestado-dinheiro-a-quem-não-tinha-e-nunca-teve- condições-para-pagar…

    maldita ideologia que não faz nascer dinheiro nas carteiras.

  25. ordralfabeletix permalink
    17 Setembro, 2008 12:53

    “o queixume que tanto se ouve de que o preço da gasolina não segue o preço do petróleo não faz sentido nenhum. Não segue, nem tem que seguir. ”

    Isso aplica-se só à descida do preço? Ou também à subida? É que fomos ouvindo ao longo de meses que o preço da gasolina subia pela subida do petróleo.

    “A valorização do dólar foi de cerca de 12%.”

    A cotação do dólar é relevante só quando valoriza? É que antes desta valorização o dólar deslizou de 0.88 para 1.57€.

  26. Santa Paciência permalink
    17 Setembro, 2008 12:53

    “Períodos que por acaso correspondem a vários meses”

    mais uma inverdade.

  27. Santa Paciência permalink
    17 Setembro, 2008 12:56

    “Isso aplica-se só à descida do preço? Ou também à subida? É que fomos ouvindo ao longo de meses que o preço da gasolina subia pela subida do petróleo.”

    nesta coisa do preço do petróleo aplica-se o velho adágio ao contrário: a subir todos os santos ajudam.

  28. doomer permalink
    17 Setembro, 2008 13:27

    «Por cada litro de gasolina são feitos seis de gasóleo.»

    Falso, de um barril de petróleo é refinada mais gasolina que diesel.

    “One barrel of crude oil (42 gallons), when refined, produces about 20 gallons of finished motor gasoline, and 7 gallons of diesel, as well as other petroleum products.”

    http://www.eia.doe.gov/kids/energyfacts/sources/non-renewable/oil.html#Howused

    Nós, por exemplo, exportamos gasolina para os EUA e estes são grandes exportadores de diesel para a Europa.

    Com algumas refinarias e oleodutos offline no Golfo do México devido ao Gustav e ao Ike, a procura por petróleo caiu (refinarias desligadas), ao mesmo tempo que aumenta a procura por produtos refinados (escassez de produtos refinados). Isto até pode explicar o aumento da gasolina e a descida do gasóleo hoje em Portugal.

    Ver aqui o efeito das refinarias e oleodutos offline nos preços da gasolina na costa Este dos EUA:

    http://www.gasbuddy.com/gb_gastemperaturemap.aspx

  29. Tone permalink
    17 Setembro, 2008 13:28

    Gostava de ler um “post” sobre a intervenção do governo dos Eua na “salvação” da “AIG”, tendo em conta que, segundo os liberais, o mercado é que se deve autoregular.

  30. 17 Setembro, 2008 14:39

    Caro JoaoMiranda,

    A Galp revende Gasolina ou tem refinarias?!

  31. Luís permalink
    17 Setembro, 2008 14:59

    Estimado João Miranda,

    Provávelmente já venho tarde e não verá a minha resposta. Estive nos EUA entre 31/7 e 18/8. Aluguei carro e a redução de preço da gasolina entre essas duas datas foi de 11%. Volto a Portugal e comprovo que a baixa de preço de gasolina entre os dias 30/7 e 19/8 foi de 3,5%. É isto que as pessoas reclamam, embora a maior parte delas não o saiba.

  32. JoaoMiranda permalink*
    17 Setembro, 2008 15:15

    ««Caro JoaoMiranda,

    A Galp revende Gasolina ou tem refinarias?!»»

    As duas coisas.

  33. JoaoMiranda permalink*
    17 Setembro, 2008 15:16

    ««Aluguei carro e a redução de preço da gasolina entre essas duas datas foi de 11%. Volto a Portugal e comprovo que a baixa de preço de gasolina entre os dias 30/7 e 19/8 foi de 3,5%.»»

    Não me espanta. O peso dos impostos fixos na gasolina portuguesa é maior.

  34. 17 Setembro, 2008 15:24

    A Galp revende Gasolina ou tem refinarias?!»»

    As duas coisas.

    Logo a justificação de que o preço da gasolina é mais relevante para Portugal que o preço do barril, parece-me, no mínimo conveniente para a Galp!

  35. 17 Setembro, 2008 15:32

    O gráfico só vai até Abril. A polémica recente não está reflectida nestes números.

  36. 17 Setembro, 2008 15:37

    Nestes dias em que o petróleo tem baixo significativamente de preço é de notar que para justificar a não baixa do PVP, a Galp apresenta justificações incoerentes com as acções anteriores.

    Nomeadamente:
    1. houve uma vez que a justificação para não baixar o preço foi algo como “os preços serão revistos na próxima revisão semanal”. Nos períodos quentes de subida do crude, a Galp chegou a aumentar três vezes na mesma semana o PVP dos combustíveis. Agora que estamos em baixa, afinal a revisão já só é semanal.

    2. foi lançado pela APETRO a argumento de que o dólar está a valorizar-se mas o factor desvalorização do dólar foi ignorado no momento dos aumentos.

  37. 17 Setembro, 2008 15:39

    O argumento de que cá os impostos são maiores não serve para justificar as menores baixas de PVP quando comparado com outros países (ver DN de hoje). Os impostos não variaram desde Junho para cá. Além disso estamos a falar de variações percentuais.

  38. 17 Setembro, 2008 15:42

    A taxa robin, esse imposto absolutamente idiota que apenas servirá para criar receita adicional, não pode no entanto ser usada para justificar que a Galp seja prudente a baixar os preços. Este imposto, se realmente foi aprovado (a esperança é a última a morrer), será descontado nas receitas líquidas da empresa durante o exercício do ano seguinte, o que leva a que nesse ano pague menos IRC. A taxa robin apenas serve como antecipador de receitas, uma espécie de mercado de futuros para impostos.

  39. 17 Setembro, 2008 15:43

    Resumindo a coisa:
    Por mais cambalhotas que dêem, o manual das desculpas esfarrapadas esgotou-se, apenas lhes restará dizer que eles tem obrigações perante os seu accionistas e que nunca vão reduzir voluntariamente as suas margens de lucro!!

  40. Bonifácio permalink
    17 Setembro, 2008 15:48

    Caro João Miranda,

    Mas que caralho de lógica é esta que diz que o petróleo e a gasolina são produtos diferentes e os seus preços não estão relacionados? Acredite, estão a tentar enganar o senhor.
    Explico e até lhe envio gráficos, se for preciso. A gasolina é um dos subprodutos do refino do petróleo, pelo que o preço do barril de petróleo é influenciado pelo preço da gasolina, ou melhor, a gasolina é o principal componente do preço do petróleo(Se excluirmos os factores políticos, que hoje são os mais importantes-1).
    Agora, vamos analisar outro facto. O preço da gasolina subiu num contexto de economia em recessão(Se utilizarmos um deflator não viciado, é isso que se passa), e a gasolina tem uma demanda muito mais elástica que o Diesel, já que os seus consumidores reagem muito mais ao estímulo do preço, ou seja, a sua procura deve ter caído mais que os outros subprodutos do petróleo.
    Assim, e tendo em conta que o fdp do senhor da GALP tenta nos enganar com a estorinha ridícula de que foi a variação negativa do euro em relação ao dólar que não permitiu uma descida do preço da gasolina(Será que ele conhece o mercado tão mal assim?), esta teoria é uma tentativa de encaixar a realidade numa tese falsa.
    Mas, se quisermos entender o que realmente se passa, devemos analisar coisas que os “cosidetti” liberais esquecem nas suas análises “bem comportadas”. Vejamos quais são estas coisas;

    1 – Quantas e quais empresas importam o petróleo?
    2 – Quantas e quais empresas refinam o petróleo?
    3 – Quantas e quais empresas distribuem o petróleo?
    4 – Quem ganha com isso e qual a sua influência no estado, ou melhor, no grande expropriador?

    Garanto que quem responder a estas perguntas descubrirá que vivemos num estado socialista a soldo de grandes corporações.

    1 – Quanto à importância do factor político na formação de preços do petróleo, escreverei somente um facto que a grande imprensa tenta ignorar. Há reservas no Oregon estimadas entre 1 a 2 trilhões de barris de petróleo de fácil extracção. Isso são de 3 a 6 Arábias Sauditas. E não são as únicas reservas gigantes escondidas do grande público.
    Qual o porquê? Imagine o que aconteceria às grandes empresas petrolíferas se o preço do petróleo desabasse depois de tudo o que investiram? E aos bancos seus credores? Acredite, isso seria uma revolução, pois só algumas reservas do Médio Oriente continuariam competitivas(Pense agora na Guerra do Iraque e na estorinha do aquecimento global).

  41. Santa Paciência permalink
    17 Setembro, 2008 15:53

    “Gostava de ler um “post” sobre a intervenção do governo dos Eua na “salvação” da “AIG”, tendo em conta que, segundo os liberais, o mercado é que se deve autoregular.”

    vai ser difícil, porque estes nossos amigos não acreditam nisso. mas não tem a ver com o liberalismo. tem a ver com preconceitos, ideias feitas e lugares comuns.

    sabe, assim como há anti-americanos primários, que por detrás de cada desgraça do mundo encontram sempre um americano, estes nossos amigos, por detrás de cada desaire do mercado, encontram sempre a mão do governo ou do estado (não confundir com a mão invisível ou com a mão de Deus).

  42. 17 Setembro, 2008 15:54

    Bonifácio

    interessante post, pode continuar sim sr.

  43. 17 Setembro, 2008 15:59

    Já agora, se não estou em erro, a elevada procura foi usada recorrentemente neste blog como justificação para os preços do crude em alta. Dedos foram apontados às pujantes economias “Chíndia” como responsáveis por essa elevada procura. Estão elas agora a estagnar? Se não, porque está então o crude em queda?

  44. JoaoMiranda permalink*
    17 Setembro, 2008 16:22

    RV,

    Este blog defendeu várias razões para a subida do petróleo. A razão principal defendida por mim não é essa.

  45. 17 Setembro, 2008 16:41

    Ok, tenho uma ideia difusa sobre isso e não fui ler para trás.

  46. doomer permalink
    17 Setembro, 2008 17:36

    Volatilidade dos preços é o esperado num ambiente de oferta restringida.

    Há um ano 90$/b seria considerado um preço altíssimo (preço médio WTI em 2007 – 72.32$).
    Há dois anos quem previsse petróleo a 100$/b seria provavelmente ridicularizado (preço médio WTI em 2006 – 66.02$).

    A tendência de longo prazo é a subida de preços, com muita volatilidade pelo meio.

    É normal os preços baixarem quando há uma ameaça de recessão global e falta de liquidez (talvez também consequência do fardo sobre as economias que foi 147$/b).

    Mesmo que a economia colapse e o petróleo desça até aos 10$/b se ninguém tiver dinheiro suficiente para o comprar, continua a ser caro e escasso.

    Com os preços abaixo dos 100$ muitos projectos milionários de extracção de petróleo, ou substitutos, correm o risco de ser cancelados, por ex:

    “Oil sands economics under pressure

    CALGARY AND VANCOUVER — As the U.S. banking crisis boosts borrowing costs and crude prices plummet on global demand fears, the economics of building oil sands projects are coming under pressure.”

    http://www.theglobeandmail.com/servlet/story/RTGAM.20080917.wrbanksoil17/BNStory/energy/home

  47. Tonecas permalink
    17 Setembro, 2008 17:38

    21 Palmira – informação correcta
    29 Doomer – aldrabão

    “Ein Barrel Rohöl (42 Gallonen), wenn raffiniert, produziert etwa 20 Liter Diesel-Motor fertig, und 7 Liter Benzin-Motor fertig, wie auch andere Erdölprodukte.”

    http://carbon-needs.com

  48. doomer permalink
    17 Setembro, 2008 17:45

    Tonecas, esse link não vai dar a lugar nenhum.

    Confirmo o que disse e tenho links que o comprovam:

    http://www.eia.doe.gov/kids/energyfacts/sources/non-renewable/oil.html#Howused

    http://knowledgenews.net/moxie/todaysknowledge/a-barrel-of-oil-refined.shtml

    As quantidades relativas de gasolina e gasóleo que se podem refinar de um barril de petróleo variam muito pouco, dependendo do tipo de petróleo que se refina e da configuração da refinaria.

    Aldrabão é você.

  49. Carlos Duarte permalink
    17 Setembro, 2008 17:46

    O grande problema de toda esta discussão é que se passou a ideia (erradíssima, aliás) que o preço dos refindos nas bombas dependiam de forma imediata e linear do petróleo. Não dependem… para além de existir um lag na formação dos preços, correspondentes ao tempo necessário entre a ordem de compra (e estabelecimento de preço) e a disponibilzação do refinado, existem limitações de capacidade.

    As refinarias possuem, na sua maioria, um relativo grau de flexibilidade na distribuição de refinados, i.e., podem variar dentro de uma certa margem se produzem mais de “x” ou “y”. Mas essa flexibilidade é reduzida e não é ilimitada, i.e., não é possível uma refinaria deixar de produzir gasóleo para produzir gasolina.

    Nesta altura do campeonato (i.e., hoje) existe uma procura bastante acentuada de gasolina nos EUA (uma vez que estão com capacidade de refinação reduzida e estarão durante algum tempo – não são 24h para “limpar a refinaria” como o ignaro dos revendedores disse) e o preço no mercado está – se quiserem, artificialmente – alto. Na mesma linha, as refinarias estão a subir à produção de gasolinas e diminuir a refinados mais pesados (como gasóelo, fuel, etc.), o que acaba por afectar igualmente o gasóleo, apesar de em menor grau.

    Caso as refinarias nos EUA arranquem em breve (e não hajam mais tempestades, furacões e afins) a situação dever-se-á corrigir, eventualmente com uma LIGEIRA baixa dos refinados e uma SUBIDA do petróleo. Caso contrário, a procura de gasóleo de aquecimento vai subir (esperem por Outubro…), o que vai empurrar o preço dos refinados para cima, enquanto o petróleo eventualmente continuará a descer até ao ponto de equílibrio.

  50. Bonifácio permalink
    17 Setembro, 2008 17:53

    Tenho uma rectificação a fazer do meu comentário anterior. A reserva que citei é no Colorado.

  51. observador permalink
    17 Setembro, 2008 17:56

    Em 2002 um barril de petróleo custava 70 dólares , o que equivalia, grosso modo, a 77 Euros; em 2008 o barril chegou a custar (cerca de) 120 dólares – o que equivale, sensivelmente, a 77 Euros!!!
    No entanto, se compararmos o preço da gasolina em 2002… com o preço da gasolina de 2008…

    MANIFESTAÇÃO POPULAR
    O caso do preço da gasolina mostra, muito claramente o seguinte: os especuladores privados estão a precisar de concorrência pública!
    Mais, todos nós sabemos que os governantes (Pinas’s Moura’s e afins) adoram fazer negociatas para amigos.
    Conclusão final: é urgente que exista uma Manifestação Popular para exigir que, CONSTITUCIONALMENTE, os governos sejam obrigados a ter em funcionamento empresas 100% públicas (nos sectores considerados vitais para a economia) a fazer concorrência às empresas privadas. Mais, caso um governo não seja capaz de ter essas empresas públicas (a fazer concorrência às privadas – nos sectores considerados vitais) a dar lucro, então um governo deve ser, CONSTITUCIONALMENTE, imediatamente demitido pelo Presidente da República.

  52. Tonecas permalink
    17 Setembro, 2008 18:04

    49 Doomer – contínua a tentar aldrabar.

    “D’un baril de pétrole (42 gallons) est affiné 20 liters de diesel et de 5 gallons d’essence. Cependant, la contre-exposé de pétrole dit exactement le contraire, conduisant à la tromperie des citoyens moins que les qualifications académiques”

    http://www.citizen-anhuca.org

  53. Cicciolina Mendes permalink
    17 Setembro, 2008 18:09

    “Da un barile di petrolio (42 galloni) è raffinato 20 litri di birra, 10 litri di strame, 50 rotoli di carta igienica, 20 modelli di Budda, 200 pannolini per incontinenza, 1500 preservativi, 12 bolycaos e un litro di benzina adulterato ”

    Doomer está enganado!

  54. doomer permalink
    17 Setembro, 2008 18:09

    ««Em 2002 um barril de petróleo custava 70 dólares , o que equivalia, grosso modo, a 77 Euros; em 2008 o barril chegou a custar (cerca de) 120 dólares – o que equivale, sensivelmente, a 77 Euros!!!
    No entanto, se compararmos o preço da gasolina em 2002… com o preço da gasolina de 2008…»»

    Eu pergunto-me onde é que as pessoas vão buscar estes números???

    Mostre-me onde é que o barril de petróleo em 2002 chegou aos 70$/b?
    Qual é o gozo em inventar números, não sabe usar o google?

    http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Oil_Prices_Medium_Term.jpg

    Em 2002 os preços andavam à volta dos 30$/b.

    E que o choradinho que faz depois de inventar números, torna tudo muito ridículo.

  55. doomer permalink
    17 Setembro, 2008 18:16

    Tonecas e cicciolina:

    nunca estas palavras me soaram melhor:

    “So one may almost say that the theory of universal suffrage assumes that the Average Citizen is an active, instructed, intelligent ruler of his country. The facts contradict this assumption.”
    —James Bryce (1909, 35)

  56. Bonifácio permalink
    17 Setembro, 2008 18:16

    Achei um link com um artigo sobre o assunto;

    http://www.stansberryonline.com/OIL/20060405-OIL-COL.asp

    Está cada vez mais difícil achar informações sobre estas “descobertas”.
    Mas há muito mais para provar que a teoria do “Peak Oil” é uma farsa tão grande quanto a tese do aquecimento global por acção antropogénica, e que o mercado petrolífero é tão cartelizado quanto o dos diamantes.
    Há estimativas não divulgadas pela imprensa que correm acerca das “recentes descobertas” abaixo da camada de sal na Bacia de Santos que apontam para algo entre 500 bilhões a 1,5 trilhões de barris. Tudo leva a crer que não se tratam de vários poços, mas de um gigantesco campo.

  57. Bonifácio permalink
    17 Setembro, 2008 18:23

    A coisa é tão impressionante que se a presidência americana fosse ocupada por alguém não comprado pelas corporações, o que não é o caso do Osama e do Manchurian Candidate, gente como as rainhas da Inglaterra e da Holanda(accionistas da Shell e da BP) teriam que se dedicar ao alterne.

  58. observador permalink
    17 Setembro, 2008 18:23

    Mostre-me onde é que o barril de petróleo em 2002 chegou aos 70$/b?

    OK, fui induzido em erro…

  59. Bonifácio permalink
    17 Setembro, 2008 18:23

    Troquem o “teriam” por “teria”.

  60. doomer permalink
    17 Setembro, 2008 18:36

    Bonifácio,

    Peak oil significa apenas a máxima taxa de extracção que será atingida no ciclo de produção do petróleo. A única dúvida é o seu timing.
    Tem a noção que um campo petrolífero quando é explorado atinge um pico de produção máximo e depois declina? O mesmo se passa com regiões petrolíferas inteiras, países e um dia será o mundo.
    O peak oil é uma evidencia matemática e por mais campos que descubram o pico será atingido.

    Se olhar para um gráfico histórico das descobertas vs produção fica com uma ideia da big picture:

    http://www.eurotrib.com/files/3/050831_oil_discovery_vs_production.jpg

    Desde 1980 que cada ano usamos mais do que descobrimos.
    Outra questão é a dificuldade e o custo de extracção das novas reservas, esse campo que fala, é um campo situado no Atlântico a 300 Km da costa e a grande profundidade, muito mais difícil de extrair e com taxas de extracção menores que os grandes campos do médio oriente.
    O grande problema é que vamos ter que começar a substituir os grandes campos do passado, com petróleo de alta qualidade, grandes taxas de extracção e baixos custos de produção, por campos cada vez mais pequenos/difíceis/caros de produzir.

  61. Bonifácio permalink
    17 Setembro, 2008 19:22

    Caro Doomer,

    É precisamente em relação ao timming que há razão para discutir, e quanto mais informações busco, mais acredito que isso não acontecerá. É muito provável que antes disso a fusão nuclear, ou uma outra tecnologia mais barata, seja uma realidade.
    Por outro lado, há pesquisadores que defendem a origem mineral do petróleo, contrariando a actual ideia de que é um combustível fóssil. Defendem eles que o petróleo é resultado de processos geológicos nas profundezas do planeta e que só quando é ejectado para camadas superiores é “infectado” com os resíduos que apoiam a tese da origem fóssil. Será? Podemos perguntar até que ponto o dinheiro manda na ciência. O debate sobre o aquecimento global demonstra…
    Em relação ao campos de petróleo em alto mar, o preço para que eles sejam lucrativos é de cerca de US$ 25 o barril, o que está muito abaixo dos preços atuais. Somente no Oriente Médio há reservas signicativas, em exploração, com custos menores. Há uns anos atrás eu me lembro de que o preço de extracção na Árabia Saudita estava em US$1.
    Não esqueça que a maior parte da crosta terrestre ainda não foi alvo de investigações geológicas, portanto, há muito para descobrir. O artigo que enviei é sobre o xisto betuminoso descoberto no Colorado, que é bem mais barato de refinar que o equivalente do Canadá. Mas lá também há reservas gigantescas de óleo fino que têm por baixo uns 700 bilhões de barris. Ainda estou a procurar um artigo sério sobre o assunto.
    Quanto ao facto de que desde 1980 utilizamos mais óleo do que descobrimos, isso é uma falácia, mas é o que a grande imprensa passa. Basta procurar saber quem possui as agências internacionais que passam as notícias(A Reuters é dos Rothschild). Eu já acreditei nisso, mas desde que comecei a investigar o assunto mais profundamente, vi que estamos todos a ser chulados por monopolistas.
    Agora, finalizo o que tenho a dizer com uma estorinha que podes investigar e pode abrir os olhos acerca de coisas que querem nos esconder.
    Um dos maiores financiadores dos bolcheviques foi a Standard Oil Company, do senhor Rockefeller. Não por acaso eles acabaram por receber como prémio o monopólio sobre a venda do petróleo soviético através da subsidiária da Vacuum Oil Corp. na Roménia.

  62. Bonifácio permalink
    17 Setembro, 2008 19:35

    Há algo que esqueci de referir. Outra coisa que vale a pena investigar é acerca do financiamento das ongs “ambientalistas” e dos lobbies que impedem a exploração de tantas reservas de petróleo sob a farsa dos “Santuários Ecológicos”.
    O estranho é que quando permitem as explorações é sempre para os mesmos.

  63. Cicciolina Mendes permalink
    17 Setembro, 2008 19:45

    Doomer 56

    Respondo com uma citação indicada para o seu caso:

    “Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio (…), uma burguesia cívica e politicamente corrupta (…, um poder legislativo esfregão de cozinha do executivo (…), partidos sem ideias, planos nem convicções, incapazes…” – Guerra Junqueiro

    E nem precisei de ir ao estrangeiro!

  64. doomer permalink
    17 Setembro, 2008 20:10

    ««mais acredito que isso não acontecerá.»»

    Mas porquê, o petróleo é infinito? Será possível aumentar a sua taxa de extracção indefinidamente no futuro? Não me parece.

    ««É muito provável que antes disso a fusão nuclear, ou uma outra tecnologia mais barata, seja uma realidade.»»

    E se não descobrirmos? de qualquer modo e perante esse cenário, continuaria a haver peak oil, a máxima taxa de extracção.

    ««Por outro lado, há pesquisadores que defendem a origem mineral do petróleo, contrariando a actual ideia de que é um combustível fóssil.»»

    A teoria abiogénica da origem do petróleo, ou a terra é um mon-cherie recheada de petróleo. O problema é que o petróleo contém bio-indicadores que permitem identificar os organismos que lhe deram origem. Também nunca se viu um caso em que um poço explorado e esgotado de repente começasse a encher novamente.
    Além de que ao ritmo que consumimos petróleo hoje, esse processo seria tão lento que o resultado seria o mesmo.

    ««Em relação ao campos de petróleo em alto mar, o preço para que eles sejam lucrativos é de cerca de US$ 25 o barril, o que está muito abaixo dos preços atuais.»»

    Tem fontes que confirmem esse preço?
    Esse preço é variável e depende duma quantidade de factores, já ali atrás tinha deixado um link de projectos em risco de serem cancelados com o petróleo abaixo dos 100$/b:

    http://www.theglobeandmail.com/servlet/story/RTGAM.20080917.wrbanksoil17/BNStory/energy/home

    O caso das Oil Sands do Canadá é exemplar em como grandes reservas não são iguais a grandes taxas de extracção, necessitam de muita energia, muito capital para serem extraídas a um ritmo muito lento.

    ««Não esqueça que a maior parte da crosta terrestre ainda não foi alvo de investigações geológicas, portanto, há muito para descobrir.»»

    A maior parte da crosta terrestre já foi explorada, para além de que o petróleo necessita de certas condições para se formar, portanto só se encontra onde essas condições existem.

    ««O artigo que enviei é sobre o xisto betuminoso descoberto no Colorado, que é bem mais barato de refinar que o equivalente do Canadá. Mas lá também há reservas gigantescas de óleo fino que têm por baixo uns 700 bilhões de barris.»»

    Hype, essas reservas são conhecidas há décadas e nunca produziram nada de significativo, aquilo é rocha, permeabilidade próxima de 0. Mais uma vez, haja energia e capital para as produzir, nunca produzirão a taxas elevadas.

    ««Quanto ao facto de que desde 1980 utilizamos mais óleo do que descobrimos, isso é uma falácia, mas é o que a grande imprensa passa.»»

    Fontes por favor?
    É que eu também posso começar a inventar números e até posso dizer que há 1 trilião de barris no meu quintal.

    ««Agora, finalizo o que tenho a dizer com uma estorinha que podes investigar e pode abrir os olhos acerca de coisas que querem nos esconder.»»

    E????
    Histórias de conspirações há em todos os ramos da industria e da economia. Isso é irrelevante para o tema peak oil.
    E se há coisa que nos querem esconder neste tema é o próprio peak oil, nunca ouvi referência directa a este tema nos mass media, apenas ofuscação.

  65. doomer permalink
    17 Setembro, 2008 20:12

    cicciolina,

    Pois, o que diria o Guerra Junqueiro da manipulação de factos e mentiras que tu e o Tonecas fizeram há pouco.
    Repito, tu e o tonecas mentiram e não são capazes de aceitar os factos.

    Get a life.

  66. trololo permalink
    17 Setembro, 2008 20:47

    ainda vão bewber o petróleo até se afogarem..empresários e chulos ..a diferença está no método..uns criam escravAS OUTROS CRIAM MISÉRIA E POBREZA QUE INDUZ Á PROSTITUIÇÃO..

  67. 17 Setembro, 2008 22:32

    Caro João Miranda.

    Não retiro do gráfico as mesmas conclusões que você retira. Mas aceito que posso não ter tanta informação como você terá.

    Há, no entanto, um ponto essencial, não reflectido no gráfico. Tem a ver com o facto de a mais recente polémica (em datas posteriores a Abril.2008) não estar reflectida no gráfico utilizado. Será que neste último período, ou seja, entre Maio.2008 e hoje, se verificam as mesmas relações? Tenho as minhas dúvidas.

    Se puder esclarecer-me sobre isso, agradeço.

  68. Bonifácio permalink
    18 Setembro, 2008 02:25

    Doomer,

    De tudo o que dissestes, escolhi o que considero relevante para responder.
    Quanto à sua observação sobre a teoria abiogénica da origem do petróleo, me parece uma crítica a considerar. Eu, que não sou mineralogista ou químico, me limito a constatar que não há consenso nesta área e que todo o consenso científico, ainda mais quando tem consequências políticas, é suspeito.
    Quanto às fontes sobre o preço das plataformas, fui impreciso em relação a uma coisa. O preço se refere às novas plataformas para explorar o petróleo recentemente descoberto pela Petrobrás. Os dados foram retirados de artigos na Folha e no Estado de São Paulo. Quanto ao preço das actuais plataformas, eu tenho que pesquisar a informação. Mas adianto uma coisa. Há dez anos o petróleo estava próximo de 10 US$ e elas continuavam a extrair.
    Quanto à observação de que a maior parte da superfície terrestre foi escrutinada, nesse ponto tens razão. Mas não podemos deixar de considerar que as tecnologias para isso estão a melhorar e que as reservas marítimas são ainda um mistério, mesmo em mares de países como Portugal. Imagine então a costa africana, especialmente agora que estamos a desenvolver tecnologias para explorar poços mais profundos.
    Em resposta ao teu pedido de fontes sobre o facto da ideia de escassez estar errada, te envio uma: http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=10430264
    Há muito mais, basta procurar.(Mas é interessante a “solução” apontada pela revista para a resolução do problema, que não é por nada inocente)
    E para finalizar, se queres um veículo que divulga artigos assustadores sobre o Peak Oil, tens a Reuters.
    Analisando a forma como a informação é passada pelos grandes meios de comunicação, podemos verificar um modelo bem claro. Há os que defendem a ideia de que chegamos ao Peak Oil e que os preços vão aumentar constantemente, e há os que defendem que a produção só não aumenta devido ao impedimento da exploração de muitas regiões atualmente fechadas às grandes empresas. Me parece que isso é um movimento dialéctico cuja síntese é o mesma de sempre, i.e, enrabar os pagadores de impostos.
    É estranho o que digo, mas se lembrarmos da guerra no Iraque poderemos entender onde quero chegar. Uma das razões que conveceram muitos da necessidade da guerra foi a abertura dos poços iraquianos às “nossas” empresas. Ao contrário do que se prometia, a produção iraquiana continua na mesma base e agora o preço do petróleo é muito maior que na altura da própria guerra.

  69. Cicciolina Mendes permalink
    18 Setembro, 2008 08:00

    Doomer

    A Kind of unworldly person!

  70. Cicciolina Mendes permalink
    18 Setembro, 2008 08:02

    Doomer is just wog!

  71. 18 Setembro, 2008 08:04

    A frase preferida do Doomer

    Tudo na Galp, nada contra a Galp, nada fora da Galpa!

    O mal regressa sempre sob formas diferentes!

  72. o tinhoso permalink
    18 Setembro, 2008 22:32

    Você,JM, é uma peça e tantos.Não sei quem é que lhe paga, mas se o seu salário não for elevado, é porque ou é otário,ou então esse salário ainda é mais elevado do que o seu cinismo!

  73. o tinhoso permalink
    18 Setembro, 2008 23:03

    A Cidade dos abismos

    Gostaria de escrever uma carta que eu sei nunca escreverei. Não sei a quem a hei-de endereçar, e quanto à matéria, o meu sentimento é de que seria tão inútil, que a vontade de a escrever me passa quase logo. Fico descansado. Afinal tudo isto não passa de uma indisposição momentânea, e com uma boa mentira, uma noite de sono, a leitura dos jornais, ou uma ida ao cinema, esta vontade que tenho de dizer não sei o quê, não sei a quem, passa, e fico logo calmo, adaptado ao lindo Sol que desce da serra por onde sobe o Teleférico. Afinal é tudo uma questão de jeito, um tique que se adopta, e fica-se vimaranense sem mais estragos de consciência, e só a chuva quando cai, ou os mortos, cada vez mais jovens que lá vão indo, se apercebem dos abismos de Guimarães. Abismos?…
    Toda a gente sabe o que é um abismo! Não sabem? Eu explico! É o fim do mundo, quando a terra acaba e na frente está o vazio onde vamos cair, sem nada para nos segurar; nem a história, que só torna bonitos alguns, diga-se que sempre os mesmos, nem a família, que até nos arruína e sacode quando sente problemas, ou os amigos, que viram a cara para o outro lado se alguém lhes disse que a mulher nos engana, ou até a mulher, que depois de nos ter enganado, nos abandona de facto se o negócio começa a ser menos rentável.
    Há uns dias atrás instalei-me na cidade, após muitos anos de ausência. Foi o destino que aqui me fez voltar, e a ideia não me agradou, de início, mas quando comecei a perceber o que queria o insondável irmão Destino, fiquei curioso. Parece que uma mão me agarrou pela garganta, e sob ameaça de estrangulamento, obrigou-me a olhar para a cidade. Vi logo democracia! Quer dizer, vi os muros atrás dos quais trabalha a democracia, das nove da manhã até ás cinco da tarde. São muros bonitos, com pedra muito antiga em forma de muralha do século treze ou coisa que o valha. Tudo muito fechado e guardado, com correntes discretas a travar o pé, de tal ordem que o segurança que por ali anda, quando vê alguém passar, entende que se trata de um engenheiro ou arquitecto, senão quando até um vereador, e então faz uma vénia. Percebi logo que a Democracia é uma coisa muito especial, e portanto compreendi que pudesse ser só para alguns. Os varredores herdaram dos pais as vassouras, do mesmo modo que aos nobres calhou em herança os empregos bem pagos, quando os havia, e quando não, criavam-se à medida. A coisa nem está mal pensada, argumentei. Então não é claro o quão parolo seria dar a um trolha instrução para ser vereador, quando toda a tradição do ganho está claramente do lado das famílias nobres? E que dizer da patetice de estragar com trabalho árduo as finas mãos e o frágil talento dos filhos, genros, noras e demais amigos e familiares, cujo génio volátil se perderia para sempre, com prejuízo incontável para a comunidade, se algum deles, por manifesta incompetência ou descuido, fosse parar ao departamento das limpezas?
    O que é que as bestas do povo fariam se tivessem a democracia nas unhas? Está fácil de ver! Iriam tratá-la como animais que são, sem porte nem educação, sem travo nem paladar, ou sequer jeito para se sentarem à mesa dos bons restaurantes, essa corja das “diárias” cheia de pó na louça, faria a delicada democracia espirrar com as duas narinas, e ainda iria meter os dedos no nariz para limpar com as unhas os restos de justiça que ali ficasse colada ao muco. Os sacanas eram gentalha para lhe pôr ideias, suficientemente maus para lhe plantar couves, postas de bacalhau, toucinho cozido ou cebolas com sal grosso, azeite, e até vinagre, muito vinho verde carrascão ou maduro zurrapa, e, com o pior dos gostos, ainda lhes restaria energia para fazer da democracia um pagode popular, uma romaria em honra de um santo ou santa milagreiros, dessas onde se juntam no Verão à raça que o país despediu como emigrantes por não caberem na delicada democracia. Não! Definitivamente, eu concordava com aquelas correntes pintadas de vermelho para lhes impedir a entrada!
    Eu não era o presidente da Câmara, mas conseguia perfeitamente imaginá-lo a entrar naquelas correntes, cheirando a lavado com cremes de bom gosto, escanhoado com perícia, o fato bem liso e a gravata a condizer, o segurança a levar a mão ao boné, sorriso puxado por guita de salário ao fim do mês, e ele, Presidente, a pensar com receio no fraco coração. O seu cardiologista andava de mau humor, mas a democracia não se apreensa com essas coisas!
    Para quem não conhece a Cidade Berço, ela tem um castelo, uma parte da Idade Média, restaurada, outra dos anos 60/80, e agora aquela que todos conhecem, as dos prédios com tentativas hercúleas de fazer arquitectura, as vivendas sumptuosas de seres misteriosos, que ninguém conhece, nem sabe que desvelos puseram no carinho secreto pela pátria e a democracia, mas que lá no detrás da mente toda a gente pensa que andam a fugir aos impostos, metidos em tráficos de toda a espécie, a roubar, numa injusta suspeita própria de gente sem maneiras nem cultura. Mais um atroz defeito da democracia, e mais uma solene razão para privar a reles populaça desse bem mais que precioso! Já têm que chegue, ouvi dizer, e concordei logo. Até quase ia baixando a cabeça, tal a forma violenta como aquela certeza me atingiu! Por uns breves e deliciosos segundos, o devaneio, tal brisa vinda dos gabinetes com sofás forrados a couro fino, levou-me a sentir que a Democracia era minha! Minha! A Democracia era só minha, apenas minha e de quem eu a quisesse dar! Que bom! Que bem me fazia sentir! Toda Ela só para mim! Com tudo aquilo ao meu dispor, castelos e palácios, jardins e poder, roseirais e mais poder, estatuto e graça, importância e inveja, todos com desejo de me verem, de me falarem, de se aproximarem de mim para me cheirarem, de estarem a sós comigo para me adularem, para me corromperem em segredo, me pedirem favores para eles e os filhos, me oferecerem prendas e agasalhos, sorrisos e louvores, e tudo aquilo só para mim! Ah! Que se a minha santa mãe, que Deus a lá tenha, me pudesse ver!?
    Senti-me um pobre diabo, por saber que tudo isso era mentira.A Democracia não era minha! Comecei a ficar deprimido por me parecer que não era de ninguém, andava perdida, mulher fatal do fado que todo mundo ama, e ela não ama ninguém; bela, a pedir de porta em porta, parece que nos meteu sem querer um feitiço na alma, uma fotografia a preto e branco cheia de dor pelo olhos dentro, personagens condenadas a um sofrimento misterioso, almas penadas que nem o diabo quer, e que à noite se libertam para invadir de saudade irremediável o nosso ser, os nossos sonhos e esperanças, vírus absurdo, incompreensível, por nesta terra não servir para nada.

    Os seus órgãos vitais estavam doentes, e o seu instinto de politico, era o de se proteger, criando barreiras à sua volta, usando muros feitos pelos fundadores da cidade, e usando o dinheiro para criar uma família de amigos e conhecidos que o acarinhassem na velhice, boas ajudas para que a jóia da coroa, a Democracia, não caísse na rua, nas mãos dos velhacos do povo, esses vermes que só se lavam uma vez por semana, só vêm futebol e telenovelas, e ainda por cima, ganham pouco, não têm maneiras nem estatuto algum, e quando pedem alguma coisa, é sempre com muitos Sua Excelência e chapéu na mão, desgrenhados e com cheiro a estrume, barba por fazer, e dentes sujos! Que coisa!
    A minha concordância com essa democracia era tão empenhada e desinteressada que me levou à desconfiança! Dei comigo em análises frias por certa manhãs, a ver os prós e os contras de o povalhaço não ter a ver com aquela democracia, nem com outra que pudessem ter inventado. Mas afinal o que é que o povo tinha a ganhar com a democracia? Nada! Alias, se fosse coisa boa para ele, já teria de certeza inventado também uma! Quem quer ter democracia que a faça, que a invente, que sue as estopinhas, e se não tinham uma é porque não lhes fazia falta nenhuma! De certeza que até lhes estorvaria a vida, e se agora não tinham trabalho nem dinheiro para pagar os empréstimos ao banco, se os seus negócios estavam falidos, se o futuro dos filhos era um pesadelo donde não se podia acordar, não era agora a democracia, muito menos a justiça, que os podia tirar daquele abismo! Se houvesse democracia para todos, quem é que faria o trabalho duro sujo e mal pago? Quem iria ocupar os lugares reservados aos analfabetos, e esperar anos por uma pequena cirurgia? Quem iria morrer mais cedo uns anitos por ter de se cuidar nos remédios públicos, e quem iria, por via disso, dar trabalho a bruxos e bruxas? Quem iria no fim de uma vida de cão gastar mais de metade da reforma em medicamentos só para durar mais uns meses?
    Logo por estas razões, senão por mais umas quantas, se vê que não é possível repartir a democracia! A ideia até é bonita, agrada, e alguns idiotas sem tempero nem emenda, ainda se põem a respingar, sem ideia nenhuma do sacrifício que é repartir, dar aos outros o que lhes pertence e nos sobra, ser solícito e bem empregado, com sorriso triste de amigo compreensivo e pronto. Pronto a quê? À democracia?
    Esqueça, esqueça, ocupe-se das suas vaquinhas e deixe para quem sabe estas coisas da política! Trate da vidinha, da sua, e no tempo livre faça algo de útil por nós! Fazer algo por nós é agradável, é democracia!
    Munido desta certeza, continuei a viver e a olhar para a Cidade dos Abismos. Esta questão da Democracia estava definitivamente resolvida na minha cabeça, e por mais argumentos que visse contra no meio do povo, a certeza que tinha adquirido, era para sempre.
    Alguns dias depois com surpresa, como acontece sempre nestas coisas, o Presidente morreu. Foi enterrado num dia de muita chuva, pesado, e os nobres que acompanharam o féretro num último adeus de alívio, rapidamente se encafuaram nos Mercedes e BMWs, tendo cuidado para não deixar a aba do sobretudo presa na porta, ao fechá-la. Pude ver isso por me encontrar no cemitério da Atouguia à procura da campa de um amigo que se matou, quando eu não estava na cidade. Aquele funeral e a chuva fizeram – me pensar que era melhor voltar noutra altura.
    Aquele amigo também não prestava. Acabara com a vida, sem dizer a ninguém, nem à mulher, porquê. Podia ter explicado as suas razões, ser simpático connosco e revelar alguns segredos, antes de dar um tiro na cabeça. Mas não, foi egoísta e matou-se sozinho, sem câmeras de filmar para todos verem na televisão, e sem deixar um reles bilhete, por consideração aos amigos, a dizer um adeus, ou isto ou aquilo. Pum! Morreu e foi enterrado na Atouguia!
    E portanto tinha tudo. Era jovem, inteligente e criativo, casado com uma mulher rica, e fisicamente atractiva. Pum!
    Outro que vi uma noite em que fui estacionar o carro, com a vida desgovernada a pedir uma moeda. Dois dias volvidos voltei a dar com ele numa fotografia a cores, na vitrina de uma loja. Na foto estava barbeado, e coisa esquesita, tinha ar de morto. Ainda pensei que isso era por saber agora da sua morte, mas a verdade é que estava mesmo morto, e portanto era natural que tivesse esse ar de coisa ausente Também era jovem, mas toxicodepente e pobre.
    Outra ainda que…
    Felizmente o tempo mudou, puseram-se uns dias de sol, e eu, como uma criancinha invadi a cidade, inconsciência própria dos analfabetos. Parecia que uma coisa maravilhosa me esperava algures, mas era o Sol que me alucinava, pois quando olhava, via gente à espera do autocarro, comerciantes envelhecidos a vender roupa pimba nas lojas vazias, e alguns homens e mulheres a conduzirem carros alemães de grande cilindrada.
    Quando enfim acordava para a ausência de magia, enterrava o pescoço na gola do sobretudo, e lá ia pelo passeio, já com o sol a iluminar apenas gente preocupada, velha, sem motivação para nada, e com o olhar meio desconfiado. Via – se que a idade de ouro já tinha passado, e um abismo separava agora todas essas pessoas de qualquer futuro.
    No dia seguinte encontrei uma personagem por cima da Praça, num café de esquina. Digo personagem porque aquele homem não é nada senão aquilo que mostra. Parece ter sido cuspido naquele canto por um indigesto palavrão de alguém mal disposto com os credores à perna, não ter família nem amigos, verdadeiros ou falsos, e as pessoas já não lhe ligam nenhuma. Muitos devem até confundir o bicho com um caixote de lixo, de tão habituadas estarem de o ver por ali.
    Não sou guarda de todos os juízos para saber e dizer se o homem é normal ou não. Algures deve ter uma normalidade qualquer que lhe permite estar vivo, ser diferente de todos os outros, e sair impune, é o que parece, mas vai lá parar toda a porcaria dos habitantes da cidade, adquiriu tiques paranóicos, faz figuras a imitar todo o tipo de animais, veste-se com roupas desiguais e cores garridas, é alcoólico e deserdado. Há muitos assim, em todas as cidades. Quando morrem, raramente os põem nas fotografias das agências mortuárias: desaparecem sem ninguém notar, até que outro é cuspido para tomar o seu lugar, e a retrete fica de novo aberta ao público.
    Tudo isto faz parte da higiene das pessoas da Cidade Berço, e se vo lo conto, num dia em que me descuido, e a democracia foi tomar café ao outro lado da cidade, quem passar nas ruas meia hora antes do almoço, vai sentir no ar o cheiro das panelas ao lume, adivinhar pelo odor o que a mulher da casa está a cozinhar, supor quantas pessoas se irão sentar por detrás das cortinas de linho nas janelas de madeira antigas, o silêncio da casa burguesa de província, vazia, porque os filhos e filhas ainda não chegaram para almoçar.

    Esta cidade já teve várias indústrias, muitos agricultores analfabetos vindos das aldeias para serem operários, mas o progresso traiu-os, mandou-os de volta para a terra, desempregados. Os empresários venderam os terrenos onde mantinham as fábricas aos imobiliários, e recolheram-se nas suas vivendas e quintas. Em dia de jantar mais ataviado, entram nos lustrosos Mercedes e conduzem devagar para sair de entre-muros. Entre uns e outros, quedou-se a Democracia atrás das Muralhas, os comerciantes envelhecidos com lojas a vender roupa pimba, e um novo palhaço, para que a cidade tenha a sua retrete sempre aberta.

    Guimarães, 22 de Fevereiro, de 2006
    António Elba

  74. 3 Setembro, 2009 18:23

    r5ijoljmk,m hjgtklçmnbvgf

  75. Miguel Ferreira permalink
    17 Junho, 2012 12:22

    Nao concordo em nada com a analise feita, pois para a subida da gasolina justificam-se com a subida galopante do petroleo e para a descida afinal já nao é bem assim…alem do mais justificaram-se tambem com a anterior valorização do dollar…mas a prova disso é que o dollar já mais recentemente foi desvalorizado e afinal tambem nao serve para descer a gasolina…o que digo é que o império das gasolineiras, etc etc é muito forte…isso sim.

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