Política e regulação *

Em 2004 Manuel Sebastião comprou uma casa a uma empresa de que eram sócios Manuel Pinho e sua mulher. A confiança era tal que tudo se terá realizado sem contrato promessa ou escritura. Em 2005, Pinho foi nomeado ministro da Economia e afirma ter abandonado a empresa – mas há indícios contraditórios.
Em Março passado, Abel Mateus, presidente da AdC, saiu em ruptura com Pinho que, lesto, escolhe Sebastião para dirigir esta relevante função reguladora. A isenção de Sebastião levantou dúvidas mas tudo carecia de corroboração – agora inverteu-se o ónus da prova. Pinho e Sebastião que têm de provar ao País:
(i) se lesaram o Estado com o negócio imobiliário;
(ii) se subsistem condições de idoneidade e independência para que ambos continuem nos seus cargos.

* Publicado no CM em 22.IX.2008

24 Comentários

  1. Zenóbio
    Posted 11 Novembro, 2008 at 20:54 | Permalink

    CAA,

    Como estamos em pleno desvario Berlusconiano, certamente sairá uma fornada legislativa para “branquear as acções do ministro e do seu fiel FiFi.

  2. tancredo
    Posted 11 Novembro, 2008 at 21:16 | Permalink

    As noneações deste (des)governo parecem mais um negócio de família e amigos.Ainda não falamos do grupo de Macau!

  3. P1
    Posted 11 Novembro, 2008 at 21:50 | Permalink

    Tudo… bons rapazes!

  4. Anónimo
    Posted 11 Novembro, 2008 at 22:20 | Permalink

    “agora inverteu-se o ónus da prova. Pinho e Sebastião que têm de provar ao País:”

    Depois do caso Independente passa tudo, como é óbvio.

  5. alice
    Posted 11 Novembro, 2008 at 22:28 | Permalink

    Oh, é padrinhada e nepotismo.

  6. Posted 11 Novembro, 2008 at 22:42 | Permalink

    «Em 2004 Manuel Sebastião comprou uma casa a uma empresa de que eram sócios Manuel Pinho e sua mulher. A confiança era tal que tudo se terá realizado sem contrato promessa ou escritura.»

    Os contratos-promessa sobre imóveis também liquidam IMT, como é que ainda ninguém se lembrou que não houve contrato-promessa para não ter de pagar este imposto?

  7. Posted 11 Novembro, 2008 at 22:49 | Permalink

    Tem uma cara de sonso, mas é um espertalhão.

  8. suzy
    Posted 11 Novembro, 2008 at 22:59 | Permalink

    mais uma vigarice, e ainda este povo lhes presta vassalagem a esta cambada de gatunos que são os politicos; todos eles.
    Tenho vergonha de ser portuguesa que povo de babanas.

  9. Laden bumbum
    Posted 11 Novembro, 2008 at 23:40 | Permalink

    Esta a ficar cada vez melhor. A vossa terra é um covil curto mas muito mais abandalhado do que parece à primeira vista. Consta que os da camorra já fora aconselhados a visitar-vos para ver como se pode roubar milhões sem ser necessário matar ninguém. Parabéns. Só que o nosso tempo está a chegar, lembrem-se que a nossa lei é cortar o braço a quem rouba e não se aceitam braços artificiais. Imaginem o número de manetas.

  10. JP
    Posted 11 Novembro, 2008 at 23:54 | Permalink

    CAA

    Você ainda se admira?

    Com todo o respeito q o seu trabalho e percurso académico me merecem, pergunto: qual a eficácia do que propõe à discussão? É mais do mesmo, meu caro… se Tocqville tivesse passado por aqui…

    Se enalteço a coragem de propor à discussão mais este episódio, qual a eficácia disso, num espaço geográfico em que já os romanos ironizavam sobre a incapacidade de os “nativos” se governarem ou deixarem governar? Vamo-nos arranjando, com muita flexibilidade muita mesmo, que talvez um dia a antropologia cultural investigue e sistematize este porreirismo.

    Mas já agora… a questão da política e regulação que pôs à discussão é mais uma manifestação de uma estrutura cultural que nos tranversa… em todos os domínios…

    Já viu, consultou, pensou ou amadureceu o anteprojecto do decreto-lei relativo ao regime jurídico do título de especialista? Não será ele mesmo a formalização da mesma estrutura cultural que caracteriza transversalmente este espaço geográfico tal como a questão da política e regulação?

    Cumprimentos

    JP

  11. CD
    Posted 11 Novembro, 2008 at 23:54 | Permalink

    Esperamos atentamente o relatório do Dr. Vitor Constâncio.

    Já que não atina com os bancos espera-se que faça alguma coisa

  12. Laden bumbum
    Posted 12 Novembro, 2008 at 00:02 | Permalink

    CD, nem pense, o vitinho nunca fará nada de positivo, nem mesmo ir-se embora a única coisa sensata nas miseráveis circunstâncias. É a vida já dizia o amigo dele há uns anos.

  13. Zenóbio
    Posted 12 Novembro, 2008 at 00:13 | Permalink

    Só para lembrar os ínvios caminhos que a casa de Almeida Garrett sofreu às mãos do IPAR. Claro que não houve nenhuma pressão para não se classificar um imóvel histórico que teve o azar de pertencer a um banco.
    Corrupção, compadrio e práticas mafiosas ao mais alto nível.

  14. J
    Posted 12 Novembro, 2008 at 00:13 | Permalink

    CAA,

    Embora ache que Você é capaz de escrever melhor do que lhe saiu, percebo-o. Mas o título do “post” deveria ser antes: “Ligações perigosas”.

    Mas, por aqui, onde uma Senhora que foge da Autoridade Judicial para país estrangeiro, após dezenas de crimes perpretados, não sofre grande condenação, como é que esta “pequena” ligação perigosa iria fazer alguma coisa?

    PS O que acha das loas do seu grande Admirado Conde de Gaia ao “Engenheiro” por fax?

  15. CD
    Posted 12 Novembro, 2008 at 00:13 | Permalink

    Vamos ver se nos entendemos.
    Governante é governante, tudo o que disserem de mal ou assim-assim sobre eles não passa de má-lingua.
    Subdito é subdito, tudo o que disser não vale a pena.

  16. CD
    Posted 12 Novembro, 2008 at 00:15 | Permalink

    Por outras palavras.

    Alguém está já à espera de alguma responsabilidade governamental?

  17. Posted 12 Novembro, 2008 at 10:17 | Permalink

    Segundo os accionistas do BPN (em directo na RTP no programa Prós e Contras) existia uma teia á volta do BPN. Será que Pinho e Sebastião não pertenciam a uma outra teia á volta do BES?

  18. Anónimo
    Posted 12 Novembro, 2008 at 10:50 | Permalink

    “Tenho vergonha de ser portuguesa que povo de bananas”

    Tenho ouvido e lido de muitos portugeses frases como esta.
    Mas o País e os Portugueses são os mesmos que noutras épocas tornaram Portugal e os Portugueses admirados e respeitados em todo o mundo.
    O que deve envergonhar os Portugueses e Portugal é uma minuria que tem arrasado o País pesicológica e moralmente.
    Camões com razão pode dizer: – Ditosa Pátria que tais filhos tem.
    O que agora poderá dizer-se, de quem conduziu Portugal e os Portugueses para a situação em que se encontra, será apenas: – Desditosa Pátria que tais filhos tem.

  19. Posted 12 Novembro, 2008 at 11:38 | Permalink

    A mim quer parecer a “caça ás bruxas” ou, tambem me parece que é para esconder uma truta do CDS BES, no caso dos terrenos para lá de Vila Franca, é curioso, então Pinho que empregado do Ricardo Salgado, este levou com a “Golpada” do Pinho.

    Que historia mais esfarrapada, isto é coisa do Portas, é uma “peixarada de comadres”.

  20. Anónimo
    Posted 12 Novembro, 2008 at 12:24 | Permalink

    “Os contratos-promessa sobre imóveis também liquidam IMT, como é que ainda ninguém se lembrou que não houve contrato-promessa para não ter de pagar este imposto?”

    E que estado de direito é que depois trata disso? O espanhol?

  21. salvaterra
    Posted 12 Novembro, 2008 at 12:25 | Permalink

    Isto é só teias e mais teias. Até um accionista do BPN diz que há grandes teias no caso do banco agora nacionalizado. E o Pino também não escapa. Pino e Lino, Lino e Pino a fama já chegou a território venezuelano.
    Agora não percebo como se atreve o CAA a criticar o Pino, quando este mesmo Pino anda em lua-de-mel com o Menezes. Os elogios bem recentes em mais um show mediático de Menezes a este Pino, não perturbaram em nada o CAA. Será que o CAA já não se revê na grande esperança que era e ainda parece ser, para alguns, o Menezes para o PSD?
    Nem um postzinho humorístico do CAA sobre o laudatório que o grande dirigente de Gaia e arredores teceu ao Pino? Isto é que vai uma crise!

  22. Raskolnikov
    Posted 12 Novembro, 2008 at 13:45 | Permalink

    Ditado Português: «Em Portugal quem não tem padrinho é mouro».

  23. Ramiro
    Posted 12 Novembro, 2008 at 13:58 | Permalink

    Chulos……


Afixar um Comentário

Required fields are marked *

*
*

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 23.146 outros seguidores