Mas experimentar “fora dos formatos” não é um formato em si mesmo?

«Um filme – “Pare, Escute e Olhe”, de Jorge Pelicano – e os três prémios que ganhou no DocLisboa abriram a polémica: está o festival de cinema documental contaminado pela televisão e a premiar um produto de TV? Não, dizem os defensores: o filme não só é cinema como tem uma capacidade de comunicar com o público, coisa que muitos não têm. Está sim, contrapõem os críticos, quando o que devia fazer era valorizar quem experimenta fora dos formatos. Que festival deve ser o Doc?»

7 Comentários

  1. anónimo
    Posted 6 Novembro, 2009 at 18:58 | Permalink

    bora lá proibir a passagem de filmes na tv e video filmes tamém, só no nimas com pacote de pipocas.

  2. Posted 6 Novembro, 2009 at 19:02 | Permalink

    Onde é que se pode baixar o filme, para o poder comentar?
    Ah, é sobre formatos!
    Ou seja, será que algo não formatado, já tenha um formato?
    Haverá um (ou mais) formato fora dos formatos?
    Afinal para que serve o formato, se fora dele já é?

  3. Posted 6 Novembro, 2009 at 19:06 | Permalink

    Iuuuuuuuh! Quer dizer que o filme foi visto por público??? Como é que agora pode receber subsídios????

  4. x-tremis
    Posted 6 Novembro, 2009 at 21:02 | Permalink

    Desculpem lá, mas expliquem-me neste contexto, e como se eu fosse muito burro, qual é a diferença entre “televisão” e “cinema” (tirando o tamanho do ecrã, claro).

    Porque é que se diz que o tal documentário (do qual vi o “trailer” e me pareceu bastante interessante) é “televisão” e não “cinema”?

    “Cinema” tem efeitos especiais e a “televisão” não? O “cinema” tem mais meios? É uma questão de técnica? De “qualidade” (se formos por aí, há muito “cinema” que é bem pior do que muita “televisão”)? Angulos de camera? É a duração? Mas normalmente (digo eu) os documentários são maiores que um programa de televisão “normal” (uma série, por exemplo)… Ou para ser “cinema”, um documentário tem que ter hora e meia? Ou tem que ter actores profissionais? Ou o quê?

    Expliquem-me lá, quem estiver por dentro das artes, por favor, que isto está a fazer-me confusão…

  5. AB
    Posted 6 Novembro, 2009 at 21:05 | Permalink

    Lena,

    Não se pode cair na armadilha dos formatos. Quantos filmes “main- stream” integram hoje a linguagem que nos habituamos a considerar própria dos documentários?

    Aposto que vai encontrar três ou quatro exemplos num minuto.

    Já nem Hollywood se prende com esse tipo de classificações.

    A ideia de Documentário/Filme está completamente posta em causa. Veja o caso do Pedro Costa.

    Sobretudo o que é preciso evitar são os purismos. Falamos de Cultura e do modo como deve continuar a ser um território de transgressão, onde a contaminação não leva ao hospital!

  6. bandiduh
    Posted 6 Novembro, 2009 at 21:23 | Permalink

    O “Pare, Escute e Olhe” é um filme do outro mundo! E vi-o no cinema…será cinema?

  7. AB
    Posted 7 Novembro, 2009 at 15:39 | Permalink

    É! Mesmo que o tivesse visto no laptop.


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