Daqui segue já uma declaração de amor à FENPROF

A FENPROF acusa Emídio Rangel de ódio aos sindicatos. E sentiu-se a FENPROF tão agravada que apresentou queixa contra Emídio Rangel.  Emídio Rangel prepara-se para ter de explicar por que não ama a FENPROF coisa que sem dúvida fará história no mundo da opinião. De caminho temos processos de Armando Vara contra Miguel Sousa Tavares e Henrique Monteiro; de Noronha do Nascimento contra José Manuel Fernandes e de José Sócrates contra João Miguel Tavares. Lendo os textos que causaram as iras dos queixosos apenas se encontra opinião. Nada mais do que isso.  E opiniões que noutros países ou noutros tempos em Portugal poderíamos definir como muito moderadas. Mas os tempos vão assim: liberdade respeitosa.  Vamos acabar todos a escrever em novilíngua umas coisas que não querem dizer nada, a meter umas buchas para que alguns entendam mas sem nos comprometermos e, pior do que tudo, termos depois de os aturarmos a porem-se a jeito para uns textos que os elogiem.

19 Comentários

  1. balde-de-cal
    Posted 25 Novembro, 2009 at 10:40 | Permalink

    as elites ligadas ao ps do actual prec
    impõem o esquema
    «todos iguais,
    todos deferentes»

  2. José
    Posted 25 Novembro, 2009 at 10:59 | Permalink

    Para mim, o mais absurdo de todos é o do Noronha contra o JMF. Porque é “sentido” e é de natureza cível, para doer no bolso do visado. Aliás a atitude do mesmo visado, em si mesma e ao propor a acção, é suscepível de gerar outro processo da mesma ordem que o gerou: ofensa à honra.

    Todos os demais são processos fictícios.

    Mas daqui a uns anos, poucos, lá virá o tribunal Europeu dos direitos do Homem, dizer que Portugal deve indemnizar os arguidos condenados por não o deverem ser. Porque a nossa lei de responsabilidade penal é manhosa. E a cível,neste caso, ainda mais.

  3. Posted 25 Novembro, 2009 at 10:59 | Permalink

    Nada disto acontecia se o murro nos cornos não fosse tão condenado. Ah, esqueci-me! Não se pode bater em jornalistas, pois não? Que maçada…

  4. Posted 25 Novembro, 2009 at 11:01 | Permalink

    A que textos se refere, os que causaram as iras dos queixosos? Links?
    Se acha que são opiniões moderadas, poderão figurar aqui, onde as opiniões imoderadas fazem gala.

  5. helenafmatos
    Posted 25 Novembro, 2009 at 11:11 | Permalink

    5. Olha a gracinha. Coragem é escrevê-lo com o seu nome num jornal não sobre o CAA que lhe retriburá como bom tripeiro que é mas por exemplo sobre um dos ofendidos referidos no meu texto.

  6. José Manuel
    Posted 25 Novembro, 2009 at 11:46 | Permalink

    No tempo do Eça de Queirós isto resolvia-se à bengalada e poupava-se trabalho aos tribunais.

  7. Anónimo
    Posted 25 Novembro, 2009 at 11:55 | Permalink

    Isto está pior que no tempo do Salazar. Os socialistas não gostam que lhes descubram as carecas. O exemplo foi dado pelo Mário Soares, quando mandou apreender o livro do Rui Mateus, sem desmentir nada do lá está escrito. E o modo como o Sócrates trata jornal, tv, jornalista etc. que fale do que ele não gosta, não indicia nada de bom para a liberdade de expressão neste país. Os ataques aos media, e agora até à magistratura, por MINISTROS deste governo, é arrepiante, pelo simples facto de o Procurador Geral da Républica não se ter pronunciado sobre o assunto, até porque nenhum jornalista lho perguntou; é o chavismo instalado em Portugal. Senão for corrido do governo, se calhar ainda vamos ver o Sócrates falar horas seguidas na tv como o amigo dele faz lá na Venezuela. E onde está a indignação das inteligencias da esquerda, sempre prontas a acusarem o Berlusconi, ou o Sarcozy, destes desmandos sobre a liberdade de expressão?

  8. não estranho nem estranhar
    Posted 25 Novembro, 2009 at 11:57 | Permalink

    “Vamos acabar todos a escrever em novilíngua umas coisas que não querem dizer nada”.

    É verdade. Muitos já escrevem.

  9. não estranho nem estranhar
    Posted 25 Novembro, 2009 at 12:08 | Permalink

    Apesar de nunca termos sabido quem foi a jornalista que enfrentou o “animal feroz”, quando Sótraques apontou que “não mordo”, a voz feminina (ouvida na tv) replicou, com coragem:
    “Mas rosna. E muito!”.

    É a frase do ano.

  10. Anónimo
    Posted 25 Novembro, 2009 at 12:25 | Permalink

    É a moderação que leva países a isto onde chegámos. Também é muito interessante o facto de em temas sensíveis para alguém, como os crimes de atentado ao basilar, haver ampla liberdade para opiniar abertamente, publicamente e acérrimamente pela inocência, até com desconsideração criminosa pelas instituições e pilares fundamentais de um Estado de Direito. Mas não o contrário. Fomos moderados logo quando o Sr.Constâncio e o Sr.Sócrates fizeram de conta que não sabiam que o défice era o que era. A moderação tem e terá um preço alto demais. Foi dessa moderação que surgiu o seu contrário na forma de abuso. Comecemos pelos impostos que oficialmente não vão subir.

  11. zedostoimates
    Posted 25 Novembro, 2009 at 12:57 | Permalink

    O Rangel é um sebento, um amargurado e revoltado contra tudo e todos (excepto o enginheiro corrupto que ele apoia incondicionalmente na esperança de voltar a ter uma tv onde mandar), e só o $$$ que ainda deve ter explica a “gaija boa” que o acompanha e estava com ele numa inauguração qualquer um destes dias.

  12. Ed
    Posted 25 Novembro, 2009 at 13:35 | Permalink

    “Isto” só passa a valer a pena quando acabar a moderação e passarmos a chamar os bois pelos nomes.

    Infelizmente, acho difícil que isso algum dia aconteça, a não ser que “isto” seja colonizado. Entretanto, a liberdade não passa por aqui (Portugal). E também não passa nos comentários aos posts do CAA.

  13. Mariana
    Posted 25 Novembro, 2009 at 13:59 | Permalink

    Uma coisa é expressar uma opinião, outra bem diferente, Helena, é insultar e/ou difamar. Mas mesmo que se entenda como uma mera opinião, o visado tem todo o direito, num estado democrático, de pôr os processos que muito bem entender, Depois estarão os tribunais para decidir quem tem razão. Certo?

  14. Acção Directa
    Posted 25 Novembro, 2009 at 14:26 | Permalink

    Precisei do Vosso post para um link.

    Obrigada.

    Passionaria.

  15. Anónimo
    Posted 25 Novembro, 2009 at 17:35 | Permalink

    O Zédostoimates tem uma inveja do caraças. Não gostarias de também ter dinheiro? Olha o Rangel não está revoltado com a gaija, contrarimente ao que dizes. Mas tu parece que estás. Se calhar anda aí bichanisse. miau, miau, tens um piquinho a azedo!

  16. caramelo
    Posted 25 Novembro, 2009 at 18:25 | Permalink

    Ó Helena Matos, eu acho que com a pressa nem leu o texto que linka. Então, a fenprof está a acusar o Emidio Rangel em tribunal de ter ódio aos professores? É essa a queixa? Eu dou-lhe uma ajuda e transcrevo: “Nesse dia, Emídio Rangel comparou os professores a hooligans, acusou-os de mau profissionalismo e afirmou que se encontravam ao serviço de um partido político que, inclusivamente, teria pago os autocarros para aquela Marcha.”. Chama-se difamação.

    Eu acho que ele não vai “ter de explicar por que não ama a FENPROF”, coisa que ninguém lhe exigiu. O que ele vai ter de explicar, e provar, é que os manifestantes “estavam ao serviço de um partido político que lhes pagou os autocarros para aquela marcha”.

    Sempre pode invocar o seu pleno dreito a manifestar a sua opinião de que aqueles professores “se encontravam ao serviço de um partido político que, inclusivamente, teria pago os autocarros para aquela Marcha.” ;)

  17. caramelo
    Posted 25 Novembro, 2009 at 18:48 | Permalink

    12.

    Ó CAA, também está a asfixiar o país? Olhe, já fez mais um mártir da liberdade de expressão :) Em cada minuto, nasce um.

  18. tt
    Posted 25 Novembro, 2009 at 23:06 | Permalink

    Olhe, Helena: Não fui a manifestação nenhuma; não me sinto representada por nenhum dos sindicatos de professores (muito menos pela Fenprof) e considero fundamental avaliar bem as escolas e os professores, sobretudo pelos resultados que obtêm em provas nacionais que deviam existir para todas as disciplinas.

    No entanto, já me senti muitas vezes insultada por esse ex-administrador; ex-jornalista e actual ‘acomentador’. Na verdade, para essa criatura, a palavra professor é um substantivo colectivo, assim em jeito de manada, que não tolero.
    Cada frase que brota daquela falsa mansidão é um atentado à inteligência e à ética, pelo que estranho, MUITO!, essa sua mão estendida a tão plástica personagem!

    Em nome da liberdade? Não me venha com tretas! Você sabe bem que o exercício da liberdade não compactua com seguidismo.

    No exercício da minha liberdade de pensamento e de expressão, atrevo-me a admitir que esta sua declaração de amor a Rangel não é inocente… Lamento-o!

  19. Zé do Povo
    Posted 26 Novembro, 2009 at 07:11 | Permalink

    E ainda por cima o Emídio que trouxe de Angola um diploma falso de bacharelato em História, que transformou em Licenciatura no continente, não sem antes ter enchido de graxa o pessoal do MPLA. Um nojo!


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