2010 AECPES

2010 será o Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social.
Seria um excelente momento para estudar o fenómeno da exclusão sem preconceitos ideológicos de esquerda, para conceber e implementar mecanismos de combate efectivo á pobreza e também para avaliar as políticas que vêm sendo seguidas.
Em particular em Portugal, seria bom que se compreendesse qual o percurso de progressão social dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção, que são cada vez em mais e os mesmos. Também é urgente apurar quantas pessoas saíram da pobreza, por acção da intervenção de algumas das instituições que se dedicam a este combate. Julgo que poucas, até porque se acabam os pobres, que vão fazer os dirigentes destas instituições e os seus protegidos? Estes, pelo menos, não correm o risco de pobreza.

12 Comentários

  1. Posted 8 Dezembro, 2009 at 16:54 | Permalink

    Seria um excelente momento para estudar o fenómeno da exclusão sem preconceitos ideológicos de esquerda…

    Esta frase parece já enfermar de um preconceito ideológico.

  2. Posted 8 Dezembro, 2009 at 17:32 | Permalink

    Certamente que o Professor Doutor Alfredo Bruto da Costa, eminente estudioso dos fenómenos da pobreza e da exclusão social, e actual Presidente do Conselho Económico e Social disporá, ou saberá de quem disponha, desses dados para fornecer a outros estudiosos.

  3. Anónimo
    Posted 8 Dezembro, 2009 at 18:17 | Permalink

    #1
    Totalmente de acordo.

  4. Lusitânea
    Posted 8 Dezembro, 2009 at 18:32 | Permalink

    Estudem a pobreza e as suas causas estudem.Mas não se olvidem da Lei da Nacionalidade esse milagre dos pães que transforma bons selvagens em cidadãos pobres e carregados de desigualdades.
    Trabalhem muito, sejam empreendedores que impostos são precisos!Desde logo para pagar as “frotas” de audis escavacados com excesso de velocidade e de whisky e depois os diferentes que os ex-descolonizadores, agora numa de missionarismo laico nos oferecem às dezenas de milhar todos os anos…
    PS
    Só não nacionalizam é mais Gulbenkens…

  5. Lusitânea
    Posted 8 Dezembro, 2009 at 18:36 | Permalink

    Mas olhem que fé o que não falta aos laicos que nos governam.Até acreditam que mandar soldados(sem aqueles gritos de nem mais um…)para locais exóticos como o Afeganistão os vai encher de “orgulho” por participarem em cruzadas fracassadas à partida…

  6. Posted 8 Dezembro, 2009 at 18:39 | Permalink

    Incluir-me-ei nos consumidores da informação que Paulo Morais reclama pois também acho necessário escrutinar a eficácia com que são aplicados os nossos impostos.

  7. Anónimo
    Posted 8 Dezembro, 2009 at 21:16 | Permalink

    “dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção, que são cada vez em mais e os mesmos.” ah pois são , reproduzem-se que nem coelhos. ninguém diria que até têm plasmas para se entreterem à noite e pílulas grátis.

  8. Pi-Erre
    Posted 8 Dezembro, 2009 at 21:23 | Permalink

    O combate à pobreza sempre foi um rico negócio.

  9. Posted 8 Dezembro, 2009 at 23:11 | Permalink

    Para as respostas sugiro os livros:

    (1) Um olhar sobre a pobreza, de Alfredo Bruto da Costa e outros, Gradiva, 2008.

    (2) Distribuição do rendimento, desigualdade e pobreza, de Carlos Farinha Rodrigues, Almedina, 2007.

    O rendimento mínimo não serve para tirar pessoas da pobreza mas para atenuar pobreza extrema. (2)

    Os pobres não são sempre os mesmos. Ao longo dos anos 1995-2000 houve cerca de 46% de todos os residentes em Portugal que passaram pela pobreza, pelo menos durante um ano. Apenas cerca de 6,5% dos residentes esteve na pobreza durante todo o período. Durante cada ano cerca de 20% dos indivíduos são pobres. (1)

    Mais alguns dados: (1)
    30,8% dos pobres são pessoas que trabalham por conta de outrem;
    21,6% dos pobres são reformados;
    18% dos pobres são pessoas que trabalham por conta própria;

    Os desempregados e outros inactivos representam apenas 10,3% dos pobres; os restantes cerca de 20% de pobres são pessoas com algum tipo de actividade seja doméstica, em formação ou trabalho familiar.

  10. Paulo Morais
    Posted 9 Dezembro, 2009 at 00:43 | Permalink

    #9

    “O rendimento mínimo não serve para tirar pessoas da pobreza mas para atenuar pobreza extrema.”

    Muito Obrigado pelo seu contributo.

    Não concordo com a visão que cita. Em meu entender, é mesmo esta uma das causas da eternização do problema.

  11. Posted 9 Dezembro, 2009 at 01:34 | Permalink

    “O rendimento mínimo não serve para tirar pessoas da pobreza mas para atenuar pobreza extrema.”

    O RSI completa os rendimentos de uma família até um limiar que é inferior ao limiar de pobreza. Logo não pode tirar ninguém da pobreza.

    Sobre o RSI, um guia da Seg Social.

    Sobre a definição de pobreza, a intervenção de Luís Capucha nesta audição.

  12. lucklucky
    Posted 9 Dezembro, 2009 at 09:55 | Permalink

    É só mais um “Dia” para aumentar o Poder do Estado e assim termos mais pobreza e mais corrupção para nascerem mais observatórios, comissões, entidades reguladoras, supervisores, organizações não governamentais pagas com dinheiro do Governo e muita chantagem sobre as empresas…claro com muitos lugares para boys e girls. Enquanto houver dinheiro de alguém que esteja disposto a ser escravo e pague a conta.

    “O combate à pobreza sempre foi um rico negócio.”

    Ora aí está.


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