1. Quando o candidato a líder do maior partido da oposição dá uma entrevista em prime time, com uma audiência potencial de mais de 1 milhão de pessoas, espera-se que responda a perguntas sobre o país, particularmente a perguntas sobre como pretende tirar o país do pântano em que se encontra. Judite de Sousa preferiu perguntar sobre as tricas internas do PSD. Tendo em conta que o PSD tem, no máximo, 75 mil militantes activos e que a esmagadora maioria terá TV Cabo, uma entrevista na RTPN ou no Povo Livre teria sido suficiente.
2. Claro que pode dar-se o caso de Judite de Sousa ter o hábito de se preparar para as entrevistas com base nas tricas do dia-à-dia dos partidos, não tendo capacidade para distinguir o essencial do acessório. Admito que avaliar um relatório do Banco de Portugal seja bem mais complicado do que estar a par das últimas tricas social-democratas. Nesse caso a entrevista foi o melhor que poderia ter sido. Saber quem apoia quem, quem traiu quem ou quem se aliou a quem não requer grande preparação formal. Algumas pessoas estão naturalmente preparadas para perceber uma intrincada rede de ódios e alianças. Já perceber a situação orçamental pode necessitar de algum conhecimento formal de economia e matemática.
3. Passos Coelho contribuiu para uma má entrevista, embarcando numa discussão rasteirinha sobre os problemas internos do PSD, não tendo nenhum interesse em fazê-lo, e aproveitando para dar as suas alfinetadas. Os seus adversários continuarão a dizer que Passos Coelho é oco e não tem ideias, o que é uma acusação sem grande fundamento, mas Passos perdeu uma oportunidade de os desmentir.
40 Comentários
Pois (2) esse é que é o problema!
Judite joga no jogo do mau jornalismo! Do jornalismo que se alimenta de tricas, do jornalismo rasteiro e mesquinho.
Se há sector a precisar de novas oportunidades. é este!
Para os apoiantes nacionais de Ron Paul
É tudo tão frágil que qualquer soprosinho pode parecer um furacão.
Fala-se constantemente dos problemas internos do PSD só para desviar as atenções do PS e do seu (des)governo.
Já Salazar sabia muito bem que compensava distrair os portugueses com o futebol…
A entrevista de ontem pode resumir-se nisto:
Uma jornalista sem grande preparação política, entrevistou um político
ressacado por anos de «partidarite» e por ser uma velhíssima promessa sempre
adiada.
“pode dar-se o caso de Judite de Sousa ter o hábito de se preparar para as entrevistas com base nas tricas do dia-à-dia dos partidos, não tendo capacidade para distinguir o essencial do acessório”.
Você sacou, né?
Parabéns, JM. E recuso acreditar que só agora tenha percebido o estilo da Judite.
Bateu no fundo
O PSD, nunca vai ultrapassar as divergencias entre si.
http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1475830
O Senhor Conselheiro de Estado deixou obra
O problema é esse: Passos tem uma imagem injusta,que não corresponde ao que ele é, nem é aquilo a que ele quer corresponder. Mas o equívoco instalou-se, mais um no seio do PSD – eternamente órfão de Sá Carneiro, eternamente refém do mesmo.
Coragem, coragem teria quem rompesse não só com o cavaquismo – uma maneira conspirativa e não assumida de jogar nos bastidores e de ter um discurso vácuo de tão neutro, cheio de melindres éticos na aparência, mas digamo-lo sem reservas, chatíssimo, repetititvo, fazendo lembrar o américo tomasismo – mas com o sá-carneirismo. Ou seja, teria de haver coragem de romper com o burocrata evasivo e com o santo carismático.
Mas a resposta não está na reserva baronial. Estão todos gastos, todos zangados – e numa palavra, nunca ninguém lhes disse – outdated. Mofo. Reumático. No osso e na ideia. Na proposta e na zanga. Na teima e na palavra.
Por isso o PSD precisaria de ser refundado, profundamente. Não se põe vinho novo em velhos odres, velha verdade. Teria que ir tudo e todos pela borda fora. Por isso o melhor seria acabar de vez com o partido. Tem à vista 12 anos de anemia e de quezília, de divisão eterna. De facadas públicas e privados envenanementos. É como aqueles casamentos cheios de fúria e ressentimento mas que nunca mais acabam.
O melhor seria divórcio, pois, E que cada facção siga à sua vida, se é que ainda a tem. Mas o mais provável é que se tenha transformado num partido fantasama, sem dar por isso.
Neste momento Passos Coelho é um transgender político no seu próprio partido.
“continuarão a dizer que Passos Coelho é oco”
E não é?
Se a entrevista fosse feita, por exemplo, pela Ana Lourenço, seria completamente diferente.
Até no visual.
O sorrisinho postiço da Judite nunca me convenceu.
Conduz as entrevistas como alguns árbitros de futebol. Com muitas habilidadezinhas para fazer um resultado.
-Oh presidente, ligou-me ele hoje de manhã a pedir fruta.
-Sim sim, diga que sim senhor!
Concordo com a análise.
Para ser justo com Passos Coelho – que, quem lê os meus comentários, sabe que considero uma fraude -, penso que a principal culpa da má entrevista cabe à Judite de Sousa. Das poucas vezes em que ao entrevistado foi permitido dizer algo sobre o país, nomeadamente sobre as negociações do orçamento, a jornalista desviou logo o assunto para as directas. Claro que se Passos Coelho tivesse tomates e não fosse de plástico, recusava-se a responder às perguntas da jornalista e falava directamente ao país. Como é mais um político de plástico, fez um frete ao mau jornalismo e não ganhou um voto com isso.
Continuo a colocar a mesma questão: do que é que Marcelo está à espera?
Com raras excepções são assim a maioria das mulheres que fazem entrevistas na TV em Portugal: coscuvelhice e conversa de vizinhas aplicada à política. Depois quando se aventuram mais além é só frases feitas que ouviram em algum lado.
Agora a culpa da loura!!!
hehehe
É preciso recusar o óbvio. Pode não ser evidente mas o careca, marido da loura, é que é o culpado.
É mais um que usa a mulher para tentar deitar abaixo a candidatura do eterno rapaz, que tem qualidades, apesar de não serem evidentes, para por o PSD e o País nos eixos.
Há grande Obama do PSD!
Por mim, qualquer coisa é melhor que trafulha palhaço!
Portanto, vamos ver…
Na linha do que o João Miranda afirmou neste post, penso que Judite de Sousa fez uma entrevista verdadeiramente deplorável. Mais 90% do teor das perguntas tinham, de facto, que ver com as tricas e os ódios entre pessoas e facções no PSD. E isso é o que menos interessa ao País.
Quanto a Passos Coelho, não esteve mal. Mas só timidamente tentou recentrar o debate nas questões essenciais. Podia ter feito mais para falar aos portugueses sobre o seu programa para o país. Agora, terei de comprar o livro “Mudar” para o saber.
Em todo o caso, gostei da afirmação categórica, uma ou duas vezes repisada, de que pretende representar uma alternativa NÃO socialista.
eu gosto mais do aguiar branco. de longe.
“Os seus adversários continuarão a dizer que Passos Coelho é oco e não tem ideias, o que é uma acusação sem grande fundamento, …”
JM
É realmente injusto. O rapaz lampeja ideias à velocidade da luz.
Só mais um exemplo:
Em Setembro, durante a campanha eleitoral, a criatura defendeu o investimento em “TGV” precisamente no mesmo dia em que MFL defendia a suspensão do investimento em “TGV” por tempo indeterminado.
Na entrevista mencionada por JM, o mamífero garante que não se prestaria à negociação do orçamento sem a garantia prévia de que o governo promoveria a suspensão “das grandes obras”…
Porque é que os “adversários” deste rapaz não percebem que ele não é “rasteirinho” e“oco”?
Bom, em primeiro lugar porque são “adversários”…
Depois, por causa da parvalhona da jornalista que só queria falar dos “problemas internos do PSD” e de “alfinetadas”, que outra coisa podia ser?
Este PPCoelho veio defender com a mesma frase emulando Socrates:
“estou farto do bota-baixismo”
Pra mim tem a cartilha lida:
Só mudam as moscas!!!
Esqueci-me(# 23,9:07 pm)de lembrar que PPC considerou imperativo informar o mundo da sua ideiazinha acerca da importância estratégica dos “TGVês” apenas DEPOIS de MFL ter afirmado que a situação financeira do país impunha a suspensão do investimento por tempo indeterminado.
O Passos Coelho é muito bom.
Bem, assim de repente é só o que me vem à cabeça.
Se esse Passos Coelho vier a ganhar as eleições no PSD eu vou emigrar para o Uganda!
Para que é que um tipo tão novo pinta o cabelo?
Assim de repente também é a única coisa que me vem à cabeça.
A partir de que idade se pinta o cabelo?
Os homens não pintam o cabelo.
A coisa pisca, ou pinta o cabelo ou já fala como os metrossexuais de esquerda.
E não há centimetrossexuais de direita a pintar o cabelo?
Deve haver até para frente, para trás, às arrecuas, para cima ou em roda.
Agora com preocupações no politicamente correcto de ser preconceito dizer-se que os homens não pintam o cabelo, só mesmo a “escardalhada”.
32
Não.
E milimetrosexuais só há um, como sabes desde que nasceste.
#33.
Eu não disse que era preconceito, quando se diz que os homens não pintam o cabelo.
Só não percebo porque é que, quem quer que seja, macho ou fêmea, não há-de pintar o cabelo se o quiser fazer.
E quem diz cabelo, diz qualquer parte do seu próprio corpo.
E alguém disse que é proibido?
É mas é sintomático. Essas coisas fazem-nos os homens inseguros quando vão para velhos.
Agora um tipo novo que não é punk e veste à beto, é mesmo caso estranho. Quer iludir a passagem do tempo como se fosse um jota a vencer uma senhora velha?
Se não é marketing para isso, ainda é pior.
Quem pinta o cabelo e quem anda de brinco ou coisa assim.
Agora um tipo de “tailleur”,, armado em galã a pintar o cabelo em campanha para chegar a PM não era eu que comprava.
E pulseira no tornozelo?
Totalmente de acordo.
Pedro Passos Coelho, falou para dentro do partido e assim sendo falou mal. Um lider deve falar para as massas votantes, apresentar propostas, eleger um caminho, dar uma esperança, falar claro em tdos os temas, apresentar-se forte e decidido. Tal não se verificou, falou para dentro, para os que são contra e a favor dele, para os antigos e os novos no PSD. Um partido que quer ser candidadto a governo tem que ter um lider forte e determinado, que corte com o passado, que limpe máquina, que troque as peças desgastadas. Se Pedro Passos Coelho quiser conquistar o partido terá que falar para o eleitorado, o povo, caso contrário corre o risco de ser mais um para simplesmente “queimar”.
Para já nada, resta-nos ficar com a esperança que ele seja uma boa surpresa. Veremos.
JoaoMiranda em 22 Janeiro, 2010
1… Judite de Sousa preferiu perguntar sobre as tricas internas do PSD…
2… a entrevista foi o melhor que poderia ter sido. Saber quem apoia quem, quem traiu quem ou quem se aliou a quem não requer grande preparação formal. Algumas pessoas estão naturalmente preparadas para perceber uma intrincada rede de ódios e alianças.
Já perceber a situação orçamental pode necessitar de algum conhecimento formal de economia e matemática.
3. Passos Coelho contribuiu para uma má entrevista, embarcando numa discussão rasteirinha… e aproveitando para dar as suas alfinetadas. Os seus adversários continuarão a dizer que Passos Coelho é oco e não tem ideias, o que é A MAIS PURA DAS VERDADES!
Porque é que ele havia de ser questionado sobre o país quando ainda nem sequer ganhou o partido ?
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