Sei o que escreveste no Verão de 2009 I

No dia 24 de Setembro de 2009, Rui Hebron, do Simplex, escrevia  sobre os estímulos esconómicos do governo:

1) A reabilitação e modernização do parque escolar, envolvendo um montante de investimento, em 2009, até 700 milhões de euros.
2) A promoção das energias renováveis, da eficiência energética e das redes de transporte de energia.
3) A modernização de infra-estruturas tecnológicas, em particular ao nível das chamadas redes de banda larga de nova geração.
4) [...]  linhas de crédito com taxas de juro bonificadas: PME Investe I, II, III e IV, num montante global de 3,75 mil milhões de euros.
Em paralelo com as medidas mais transversais da Iniciativa para o Investimento e o Emprego, o Governo desenvolveu também alguns programas de apoio sectoriais, focados em determinadas áreas e actividades específicas da economia portuguesa (nomeadamente para o sector automóvel).

.
Gastar dinheiro à maluca durante o ano de 2009, foi a solução implementada pelo governo para combater a crise. Na altura nenhum dos abrantes achou que isso poderia criar problemas futuros. Foi num ano em que a actividade económica caiu abruptamente e em que era evidente que a receita ia cair e que o défice ia disparar.

17 Comentários

  1. lucklucky
    Posted 13 Abril, 2011 at 12:03 | Permalink

    Sócrates : “aumentámos o défice porque quisemos”.

  2. lucklucky
    Posted 13 Abril, 2011 at 12:05 | Permalink

    Ou seja mais uma demonstração que o Keyenesianismo não passa de um “culto de carga”.

  3. Lionheart
    Posted 13 Abril, 2011 at 12:54 | Permalink

    O país vive numa realidade virtual. Como é possível que alguém ainda pense que Portugal não precisa de ajuda externa?? Em breve não vai haver dinheiro para pagar salários à função pública sequer!! As receitas do Estado estão num ponto baixíssimo, devido à degradação da actividade económica, enquanto a despesa está incontrolável devido ao aumento das despesas sociais e porque o Estado está a saque. É o salve-se quem poder, enquanto ainda podem sacar algum.

    Nós é que estamos verdadeiramente na bancarrota. Mais do que os irlandeses e até os gregos, porque a situação económica aqui está mais deteriorada que quando esses países foram obrigados a aceitar intervenção externa. Vamos partir de um ponto ainda mais baixo, que terá como consequência que a recuperação será mais dura e morosa. Só me pergunto como será governável este país. Sem perspectivas de evolução social, sem o escape da emigração (a Europa rica e os EUA têm um desemprego alto e não estão nada receptivos à imigração que não de quadros altamente qualificados, que no nosso caso são uma pequena minoria), Portugal será um barril de pólvora. Aquando da última bancarrota, a “resposta” foi a repressão do Estado Novo bem como sua doutrinação, para que o povo aceitasse viver com os (parcos) meios que o país proporcionava. E agora? O mais certo será vivermos um período de grande instabilidade como aquando da I República, porque o Estado está a desagregar-se e as forças da Lei e da Ordem são tudo menos isso…

  4. Gasel
    Posted 13 Abril, 2011 at 13:03 | Permalink

    4) [...] linhas de crédito com taxas de juro bonificadas: PME Investe I, II, III e IV, num montante global de 3,75 mil milhões de euros.
    ..
    O que tb seria uma vez interessante era saber oq se fez com este dinheiro (corresponderá a qt do PIB??, a qts % do déficit anual?. qt terá contribuido para o déficit externo?)
    Saber o q a nossa maravilhosa economia privada – por aqui tão endeusada – conseguiu fazer com esta facilidade de financiamento…

  5. Posted 13 Abril, 2011 at 13:13 | Permalink

    Convém dizer que o IAPMEI só está a apoiar empresas que devam às finanças ou à segurança social…

  6. Posted 13 Abril, 2011 at 13:16 | Permalink

    Limitar o problema do País à falta de dinheiro e ao pagamento da dívida, é uma fraude! Pagar através de cortes salariais e de aumentos de impostos, sem nada mais alterar, é preparar as coisas para que tudo fique na mesma. As propostas dos partidos de poder é nesse sentido que apontam.

  7. certo
    Posted 13 Abril, 2011 at 13:53 | Permalink

    O nosso querido líder tem algo de sobre-humano, é louco, e mais alguns serviçais da seita já o seguem, como o Francisco Assis, Silva Pereira e o mesmo converso das finanças, quem diria, àquela idade. São loucos, comungam da mesma loucura de grandeza e usura em prol da seita de boys da famiglia que nos esbulha. E deviam prestar contas por anos de mentira devotada ao roubo, à ruína das finanças públicas, que se deus não nos ajuda ainda aprofundam, até ao último dia. Basta a um lembrar-se da véspera desse último dia de outro governo de transição para ir dar ao outlet de Alcochete, logo empacotado na justiça como se ordenava. Pois só eles não têm culpa, o grande ministro, mor sacerdote, o querido líder, dado a grandezas, ao gasto impulsivo, um doido varrido, como os seus ministros, todos apanhados como na Korea e entre nós já vimos.
    Sim, mas aí o líder era outro, diferente, não achas?
    Of course, não era assim louco, uma sorte.

  8. JP
    Posted 13 Abril, 2011 at 13:54 | Permalink

    Onde estão os 1250 milhões deste ano? E os do ano que vem? Onde estão inscritos?
    « Comissão Europeia vê com bons olhos o investimento anunciado esta semana por Portugal na Agenda Digital portuguesa, na ordem dos 2,5 mil milhões de euros até 2012, por considerar que esse esforço terá «efeitos benéficos imediatos» na recuperação económica, refere a Lusa.»

  9. Posted 13 Abril, 2011 at 14:47 | Permalink

    Oh Luckyluck, muito cuidado quando fala dessa forma do Keynesianismo.

  10. Posted 13 Abril, 2011 at 15:10 | Permalink

    A propósito da renovação do parque escolar: muitas das obras que estão a ser ralizadas nas escolas são excessivas e inúteis. Por exemplo: na Escola Secundária de João de Deus em Faro a empresa Parque Escolar impôs a demolição de um Auditório com 5 anos e a construção de um novo.

  11. Posted 13 Abril, 2011 at 15:20 | Permalink

    Esperemos que na campanha eleitoral PPC ou alguém por ele atire às fuças dos mafiosos xuxas com essas loucuras criminosas.

  12. Arlindo da Costa
    Posted 13 Abril, 2011 at 16:28 | Permalink

    Este Sátiro acredita no Pai Natal, isto é, no PPC, um menino betinho chique do centro-esquerda!
    Óh Sátiro, eu pensava, que tu gostavas era dum Salazar com tomates!
    Com esta «direita» não vamos lá e só dá vontade para rir!

  13. António Ferreira
    Posted 13 Abril, 2011 at 17:34 | Permalink

    João Miranda,

    O Strauss-Kahn recomenda:
    “As políticas de redução orçamental podem baixar o crescimento económico a curto prazo e isto pode mesmo conduzir a um aumento a longo prazo do desemprego, transformando-se assim um problema cíclico num estrutural”, sublinhou o responsável.
    É preciso fazer os ajustes orçamentais “com um olho subtil no crescimento”, alerta.

    em http://www.jornaldenegocios.pt

  14. Beirão
    Posted 13 Abril, 2011 at 18:03 | Permalink

    A propósito: em 2012, Portugal será o único país do mundo – repito, do miundo – a estar em recessão, advertiu hoje o FMI. Com o país e os portugueses a espernear na estrequeira nojenta para onde o Louco nos atirou, não surpreende que Otelo venha hoje mesmo confessar estar arrependido de ter realizado o ’25 de Abril’, e que, se tivesse sabido que as coisas – a Fome de mais de 2 milhões de pobres e o Desemprego e a Precariedade de mais uns quantos milhões de infelizes portugueses, tinha despido então a farda e tinha-se posto nas putas… Claro que a verdade vem sempre, sempre ao de cima.

  15. Dr Mabuse
    Posted 13 Abril, 2011 at 20:06 | Permalink

    2009 foi o ano disto:
    http://www.ionline.pt/conteudo/29485-controlo-do-defice-e-obras-publicas-podem-viver-juntos-no-governo
    Citação:
    «Parece um exercício de equilibrismo de difícil execução: como é que o novo ministro das Obras Públicas, António Mendonça, pode levar adiante os grandes projectos como o TGV sem colidir com a futura prioridade de redução do défice do colega das Finanças, Teixeira dos Santos? O consenso instalado aponta para que António Mendonça não tenha dinheiro para fazer muito – e que esse será o seu maior desafio – mas os economistas lembram que é possível fazer as duas coisas ao mesmo tempo: atirarando para o futuro o pagamento das despesas com as parcerias público-privadas (PPP) e a dívida das empresas públicas de transportes, que não entram para o défice.»
    Fim de citação.
    Pergunta: que “economistas” eram estes? Não sei, mas imagino que devem ser da escola dos senhores economistas que apresentaram uma queixa ao PGR sobre as agências de rating.
    2009. Que país era este? É que não foi há tanto tempo assim.

  16. Posted 13 Abril, 2011 at 22:20 | Permalink

    Beirão

    já tinha escrito sobre isso:
    http://mentesdespertas.blogspot.com/2011/04/bancarrota-ps-socrates-unica-no-mundo.html

    Cúmulo da incompetência,..irresponsabilidade…corrupção…propaganda mafiosa

  17. JMLM
    Posted 14 Abril, 2011 at 09:07 | Permalink

    Verdades nuas e cruas, mas do conhecimento de todos = 25 ANOs de governos


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