Reforma da Administração Local

O Governo vai apresentá-la hoje.

Dos anunciados 4 eixos fundamentais e das várias medidas que neles se inserem, saliento aqueles (eixos) e aquelas (medidas) que me parecem de alcance mais pró-estrutural, ou seja, os aspectos mais “reformadores propriamente ditos”,  da dita reforma:

- Eixo 4: Democracia local e, em particular, a mudança (ou, simplesmente, a vontade de mudança) da respectiva Lei Eleitoral. Vivemos (apenas nós, a Itália e uma região das Alemanha … e, mesmo assim, não inteiramente como nós), de facto, num equívoco: a constituição de executivos municipais multicocolores, com vereadores da oposição, a maior parte deles, sem “pelouro”. No fundo, o equivalente a, no Governo de Passos Coelho, terem também assento, por exemplo, Seguro e Jerónimo de Sousa. Independentemente de coligações circunstanciais ou da vontade do próprio Primeiro-Ministro. É isto que se passa com os executivos municipais. A eleição directa (e não através da Assembleia Municipal) dos executivos camarários desemboca nesse equívoco. Por outro lado, no nosso sistema actual, diminuem-se os poderes de fiscalização do executivo pela Assembleia Municipal, precisamente com o argumento/justificação de que já lá poderão estar vereadores da oposição!

- Eixo 2: Sector Empresarial Local e a intenção expressa, já antecipadamente, de se suspender a criação de  novas empresas municipais, acompanhada da criação de critérios apertados para a monitorização, fiscalização e fusão de entidades do Sector. Ou seja, tentar-se acabar com o regabofe do endividamento, em termos de Sector Empresarial Municipal, impedindo as empresas municipais de serem um veículo para o endividamento das autarquias, fora do controle e das regras da contabilidade pública. Ah! e já agora, uma fonte de mordormias suplementares para o aparelho e amigos do aparelho!

Há outros eixos e aspectos da tentativa de reforma em causa que se podem também discutir e que geram expectativas. Por exemplo, a redução substancial do número de freguesias (e não de concelhos, uma vez que não os temos em excesso!) poderá ser uma reforma mesmo se, efectivamente e no que respeita a tais autarquias (as freguesias) acabar-se com o princípio da uniformidade. Não faz sentido que uma pequena freguesia rural com 100 habitantes tenha o mesmo tipo de atribuições e competências do que uma outra de cariz industrial ou de uma freguesia de um grande centro urbano, com milhares de habitantes. Essa flexibilidade significaria, também, mais eficiência e eficácia na acção e na gestão pública de tais autarquias…

E quanto à verdadeira “mãe de todas as reformas”, neste âmbito, ou seja, a”regionalização”? Se bem que o Governo e Miguel Relvas em particular digam que não é, agora, prioridade e -suspeito eu – apesar de pensarem que, com esta reforma, até talvez a consigam empurrar com a barriga para as calendas (digo eu!), o facto é que, pelo menos os contornos que se conhecem da agora anunciada Reforma da Administração Local não a inviabilizarão. Ou seja, não se nota que existam elementos estruturais que dificultem – mais do que já está e, desde logo, em termos de duplo referendo constitucional – a “instituição de regiões em concreto”, num futuro que, poderá ser mais ou menos longínquo… mas que acabará por ser inevitável! Aí, sim, falaremos, a sério, de administração local reformada e de Democracia Local.

32 Comentários

  1. Posted 26 Setembro, 2011 at 15:38 | Permalink

    Espanha
    Zapatero dissolve o Parlamento e marca eleições para 20 de Novembro (Sol)

    José Luis Zapatero dissolveu o parlamento espanhol. O primeiro-ministro anunciou esta segunda-feira a medida e a marcação de eleições legislativas para 20 de Novembro, data que será eleito um novo governo para enfrentar os 21 por cento de desemprego e uma economia que luta para fugir a um iminente pedido de ajuda externa.

  2. Posted 26 Setembro, 2011 at 15:53 | Permalink

    Não pode estar bem. Toda a gente sabe que um bom bulshit se baseia em duas bases, se sustenta em 3 pilares, se enquadra em quatro paredes e segue apenas um eixo. Portanto, isso não presta para nada. E quando se lê, confirma-se….

  3. trill
    Posted 26 Setembro, 2011 at 16:32 | Permalink

    esta parece-me essencial:

    “a intenção expressa, já antecipadamente, de se suspender a criação de novas empresas municipais, acompanhada da criação de critérios apertados para a monitorização, fiscalização e fusão de entidades do Sector. Ou seja, tentar-se acabar com o regabofe do endividamento, em termos de Sector Empresarial Municipal, impedindo as empresas municipais de serem um veículo para o endividamento das autarquias, fora do controle e das regras da contabilidade pública. Ah! e já agora, uma fonte de mordormias suplementares para o aparelho e amigos do aparelho!”

  4. trill
    Posted 26 Setembro, 2011 at 16:34 | Permalink

    “Não faz sentido que uma pequena freguesia rural com 100 habitantes tenha o mesmo tipo de atribuições e competências do que uma outra de cariz industrial ou de uma freguesia de um grande centro urbano, com milhares de habitantes. Essa flexibilidade significaria, também, mais eficiência e eficácia na acção e na gestão pública de tais autarquias…”

    Obviamente.

  5. jose.gcmonteiro
    Posted 26 Setembro, 2011 at 17:17 | Permalink

    Coragem para mudar é precisa.

  6. Posted 26 Setembro, 2011 at 17:20 | Permalink

    Fusão voluntária? Não resulta.
    Proposta:
    http://notaslivres.blogspot.com/2011/09/como-reduzir-o-numero-de-autarquias.html

  7. JCA
    Posted 26 Setembro, 2011 at 17:50 | Permalink

    .
    Numa perspetiva de ‘descentralização’ mantendo a conservação do Centralismo do Estado herdado de antes do 25 de Abril este projecto talvez tenha na parte micro (Juntas de Freguesia) algum interesse embora a carga conflitual que no seu conjunto – o MUNICIPALISMO – acarreta. Potencialmente a aniquile à partida porque escapam-lhe tantas variantes de interesses, sobrevivência, qualidade de vida e vida locais …..
    .
    Tudo sugere que numa perspetiva que de facto queira REFORMAR então teria de começar pela implementação da REGIONALIZAÇÃO. E posteriormente serem os próprios orgãos regionais eleitos localmente que resolvessem, se fosse de resolver, a questão das autarquias, juntas etc na sua propria Região. Uns com os outros. A Regionalização não tem nada a ver com a Descentralização apregoada pelos Centralistas herdeiros do antes 25 de Abril iniciado cerca de 1800/1900. VELHO, ultrapassado, serviu perfeitamente as Ditaduras.
    .
    Sou pessimista com este projeto do arco da governação, Oposição/Situação.
    .
    Parece que tudo isto, o pacote de austeridade que é uma peixeirada completa, por não quererem baixar até 20% da massa salarial paga pelo Estado e Para-Estado. Duma penada estava a treta do deficit resolvida. E antes do fim do ano. Ficava logo resolvida. O País já estava a andar para a frente em vez de estar na senda de regredir ATÉ CERCA DE 2020. parece que é o que estão a arranjar.
    .

    .

  8. SM
    Posted 26 Setembro, 2011 at 18:14 | Permalink

    é engraçado ver pessoas a falarem de cátedra do que não sabem. PMF, os executivos camarários, os vereadores, são eleitos directamente e não através da assembleia municipal. PMF, existe um pequeno problema na fiscalização quando a assembleia municipal não é a tempo inteiro, como os deputados da AR que fiscalizam o Governo. Como há muita coisa que não vai à assembleia municipal e era de alguma maneira fiscalizada pelos vereadores da oposição, ainda vou ver daqui a uns anos blasfemos a gritarem contra uma maior corrupção nas câmaras.

  9. Posted 26 Setembro, 2011 at 18:19 | Permalink

    O ataque ao sector Empresarial Local (que servia quase exclusivamente para colocar os amigos sem lugar como vereadores…) é um murro bem dado nas gorduras do Sector Público.
    MERECE TODO O APLAUSO.
    quanto à regionalização, não faz falta nenhuma.
    criar regiões seria GASTAR EM MORDOMIAS O QUE SE POIPUA COM OS VEREADORES E O S.E.E

  10. Posted 26 Setembro, 2011 at 18:20 | Permalink

    Oops..

    POUPA

    e não POIPUA, obviamente

  11. Posted 26 Setembro, 2011 at 19:58 | Permalink

    Caro SM.

    esta sua frase – “PMF, os executivos camarários, os vereadores, são eleitos directamente e não através da assembleia municipal.” – já permite perceber que nem sequer leu com atenção o post. Nem percebe a lógica da lei actual.
    Quanto ao resto que poderíamos debater (e em relação ao qual, na sua opinião, eu não percebo nada) teríamos muita coisa a dizer, mas assim, de facto, não valerá a pena….

  12. Posted 26 Setembro, 2011 at 20:30 | Permalink

    Há cada macaco… Quando se pretende diminuir o número de freguesias e concelhos, logo aparece um símio qualquer a gritar pela regionalização… É preciso ter lata. Há gente que não se conforma com o facto de Portugal ainda não ter atingido a miséria total.

  13. Arlindo da Costa
    Posted 26 Setembro, 2011 at 21:13 | Permalink

    Infelizmente, Portugal com este governo vai atingir a miséria total dentro de meia dúzia de meses.
    É o que faz os portugueses serem uma cambada de tansos!

  14. trill
    Posted 26 Setembro, 2011 at 21:24 | Permalink

    uma cambada de tansos pq re-elegeu o senhor da Cova da Beira, do diploma assinado ao domingo, etc, quando já era evidente de quem se tratava na realidade.

  15. Arlindo da Costa
    Posted 26 Setembro, 2011 at 21:38 | Permalink

    A Beira sempre deu bons governantes tementes a Deus: António Oliveira SALAZAR e António Oliveira GUTERRES.
    Embora Sócrates seja oficialmente um transmontano, é um beirão por opção e dedicação.
    Das melhores colheitas que aquela região já teve.
    Já não há politicos como antigamente.

  16. anti-comuna
    Posted 26 Setembro, 2011 at 23:05 | Permalink

    Mais boas noticias para Portugal. Muito boas noticias.
    .
    .
    O ICEP publicou uma série de estatísticas relativas ao comércio externo, relativos ao primeiro semestre. Pois bem. As exportações para a Alemanha subiram 25% no primeiro semestre. E as exportações para França subiram 20%.
    .
    .
    O saldo da balança comercial positivo com a França subiu para os 666 milhões de euros. Um dos valores mais altos que eu conheça. Talvez seja mesmo um recorde. Demonstrando que Portugal está a conseguir transformar as suas relações económicas com a França de um modo radical.
    .
    O saldo da balança comercial com a Alemanha é negativo mas caiu dos 1700 milhões para os 955 milhões. Uma queda de cerca de 44%. As importações cairam ligeiramente, cerca de 1,6% mas o que realmente está a ter um comportamento maravilhoso é o aumento das exportações portuguesas para a Alemanha. Se correr bem, Portugal equilibrará o seu saldo comercial com a Alemanha nos próximos 8 trimestres.
    .
    .
    Infelizmente não saíram dados relativos a Espanha e os conhecidos aplicam-se apenas aos primeiros 4 meses do ano. E as exportações subiram ligeiramente, apenas cerca de 11%. Tanto como as importações. O mercado espanhol é mesmo bastante difícil mas estou mesmo convencido que estaremos no limiar de uma viragem, quando as empresas portuguesas começarem a trabalhar o mercado espanhol de uma forma mais profunda e profissional. E a Espanha, além de ser o nosso maior parceiro comercial, é aquele que gera o maior défice da balança comercial. Portugal tem que inverter este saldo, custe o que custar. Mas estou esperançado que o irá conseguir, mas deverá levar mais tempo do que o desejável.
    .
    .
    Os dados relativos a França e Alemanha demonstram que é possível aos portugueses mudar os seus saldos deficitários. Leva tempo mas com esforço, profissionalismo e não esperar resultados imediatistas, o nosso tecido produtivo poderá obter resultados bastante bons. O saldo com a França positivo com a França multiplicou por 5 em apenas um ano. Demonstrando que o nosso tecido produtivo está bastante mais competitivo do que à primeira vista nos mostram os dados macroeconómicos. Empresas como a CIN e a Renova estão a dar a volta à crise, vendendo muito mais para França. Mas penso que estes resultados muito bons com a França também tem muito a ver com a excelente relação qualidade/preço das nossas exportações, em especial aquelas ditas private label. Ou seja, produtos pensados, criados e até produzidos em Portugal para as grandes marcas de luxo francesas. Não deve ser por acaso que a Louis Vuitton está a abrir um fábrica própria em Portugal. Porque, mesmo que em termos fiscais tenhamos algumas desvantagens, temos outras que outros países não conseguem copiar.
    .
    .
    O nosso tecido produtivo que está no negócio do private label precisa de apostar cada vez mais nas suas marcas próprias e canais de distribuição. Como bem refere o CCZ a cada passo ( http://balancedscorecard.blogspot.com/ ), em vez de estarmos a trabalhar para o contentor, temos que trabalhar para os preços mais altos cobrados. Como está a fazer o Calçado. É um trabalho duro, extremamente difícil (a má imagem de Portugal no exterior corta as pernas e as margens a muitas empresas tugas) mas bastante compensador.
    .
    .
    Apesar do pessimismo reinante em Portugal (e cada vez mais no exterior), Portugal está a fazer uma profunda revolução económica. E os resultados começam a surgir e tornarem-se mais claros. Roma e Pavia não nasceram num dia, mas estou cada vez mais convencido que Portugal vai ultrapassar a crise melhor que que a generalidade dos analistas pensam. Se andava a ficar optimistas de há uns trimestres para cá, cada vez mais estou optimista para o sucesso do nosso tecido produtivo. Apesar das núvens negras no horizonte, em termos internacionais, penso que o nosso tecido produtivo vai ser capaz de passar relativamente incólume a uma eventual recessão internacional.
    .
    .
    Portugal está a conseguir dar a volta!

  17. anti-comuna
    Posted 26 Setembro, 2011 at 23:22 | Permalink

    Interessante o que o líder da Nokia disse sobre Portugal. Apenas isto que deveria fazer pensar todos nós portugueses:
    .
    “Embora não tenha avançado números, o responsável sublinhou que a Nokia considera que vale a pena investir em Portugal.

    “Há a questão do risco financeiro, mas, de resto, existe o que interessa: há mão-de-obra qualificada, o custo é muito competitivo dentro da Europa, a qualidade é muito boa, há inovação, a lei laboral não é muito rígida e tem tendência a ficar mais flexível”, afirmou João Picoito.”
    .
    E isto:
    .
    “O presidente da Nokia Siemens para a Europa disse ainda que Portugal “está ao nível europeu” em relação ao mundo académico. “Portugal tem três ou quatro escolas de engenharia que são equivalentes às melhores de Itália, França e Alemanha”.”
    .
    In http://www.boasnoticias.pt/noticias_Nokia-quer-contratar-mais-colaboradores-em-Portugal_8173.html
    .
    .
    Na verdade as nossas escolas de engenharia conseguem formar excelente mão-de-obra, bastante competente quando trabalha no estrangeiro. É uma das coisas que os portugueses se podem orgulhar. Dos nossos engenheiros. Não sei se o mérito se deve tanto às escolas se aos próprios portugueses. Temo bem que se deve mais à capacidade inata dos portugueses para as engenhocas que propriamente as nossas escolas.
    .
    .
    Uma coisa é certa. Temos tudo para criar grandes empresas de engenharia, em várias especializações, desde a engenharia civil até à de software, electrónica, etc. Não é por falta de excelente mão-de-obra em Portugal que não temos excelentes empresas em Portugal. E a EFACEC é, para mim, uma das empresas-símbolo de uma engenharia portuguesa de alta qualidade, que pode exportar para todo o mundo.
    .
    .
    Talvez por a nossa engenharia ser excelente é que as máquinas e equipamentos são cada vez mais uma especialização do nosso tecido produtivo. Que pode vir a alcançar resultados excepcionais para Portugal. Se Portugal se safar de um default e conseguir demonstrar que consegue controlar a sua dívida pública e peso do Estado na economia, talvez a imagem de Portugal dê uma volta de 180 graus. Se o fizer, Portugal pode muito bem vir a ter crescimentos económicos surpreendentes, mesmo para os pouco optimistas como eu, quanto à capacidade dos portugueses. Precisamos de um clique, que mude de vez a imagem de Portugal e dos portugueses, no mundo. Se o conseguirmos…

  18. trill
    Posted 27 Setembro, 2011 at 00:18 | Permalink

    ” a Espanha, além de ser o nosso maior parceiro comercial, é aquele que gera o maior défice da balança comercial. Portugal tem que inverter este saldo, custe o que custar. Mas estou esperançado que o irá conseguir, mas deverá levar mais tempo do que o desejável.”

    e isto é estranho pois a espanha não possui mais knowhow do que portugal nas áreas “de ponta”. Ou seja: andamos a importar (más) laranjas, tomates e peixe congelado de espanha! É ridículo.

  19. JCA
    Posted 27 Setembro, 2011 at 01:33 | Permalink

    -
    Sátiro,
    a Regionalização desemboca num modelo mais eficaz de Orçamento Geral do Estado e mais eficiente no controle do Despesismo Nacional. O que há a dividir, como se divide por cada Região, e cada Região que se organize e reorganize para viver com o que há. Não há mais do País além disso. Se as Despesas das Regiões não ajustarem ao há que o País lhes dá para viverem o ano, problema delas. Se pedrem emprestado aguentem-se, paguem. O resto do País não é o fiador e pagante. Por isto defendo a Regionalização.
    .
    Na Descentralização ou Autonomias no Centralismo atual a culpa é sempre dos outros. Não há responsaveis. Basta olhar à volta no que se passa hoje. E o Cidadão de ‘Milheirós de Cima’ é que vai pagar o que se fez na ‘Varzea de Baixo’ de que ele nunca ouviu falar.
    .
    São modelos de eficiência e eficácia financeira diferentes que a Politica por vezes ensombra. Trata-se de dinheiro, aumentos de impostos, salários ora pagos pelo Estado, moedlos de desenvolvimento local, estratégias atrair investimento etc etc. Pôr internamente o País a COMPETIR entre si com projetos diferentes uns dos outros.
    .
    À margem, dispersas:
    .
    -EM 1957 ERA FORD NUCLEON:
    The Atomic Automobile
    http://www.damninteresting.com/the-atomic-automobile/
    .
    -CANARIAS:
    Lorca and Mazarron hit by two earthquakes and El Hierro suffers 48
    http://www.thereader.es/spain-news-stories/7144-Lorca-and-Mazarron-hit-by-two-earthquakes-and-El-Hierro-suffers-48.html
    .
    -GASOLINA BAIXA NO RESTO DO MUNDO:
    The upside of economic worries: Lower gas prices
    http://finance.yahoo.com/news/The-upside-of-economic-apf-1068721792.html?x=0&sec=topStories&pos=main&asset=&ccode=
    .
    -O NOVO AVIÃO DE ‘PLASTICO’:
    After 3 years, Boeing Dreamliner becomes reality
    http://www.reuters.com/article/2011/09/25/us-boeing-idUSTRE78O20D20110925
    .

  20. leme
    Posted 27 Setembro, 2011 at 02:07 | Permalink

    Infelizmente, as piniões expressas sobre a qualidade do ensino em Portugal estão fora da realidade, O ensino em Portugal, comparado com a maioria dos países europeus é medíocre para não dizer mau,

  21. anti-comuna
    Posted 27 Setembro, 2011 at 08:22 | Permalink

    Em Portugal a televisão pública continua a ser uma máquina de propaganda governamental. Mesmo mudando o governo. A semana passada no Prós e Contras tivemos uma ministra na sua propaganda. Esta semana outro ministro. Mas para que serve mesmo a RTP? “Serviço público”? Ou máquina de propaganda ao serviço do poder político?
    .
    Mudou o governo mas a porcaria é a mesma. Que pouca vergonha.

  22. SM
    Posted 27 Setembro, 2011 at 08:36 | Permalink

    PMF, sim, equivoquei-me. Li de cátedra e percebi mal. O meu pedido de desculpas.
    Mas o resto era claro. O problema da fiscalização da governação. A nível nacional temos uma AR com deputados a tempo inteiro dedicados à fiscalização do Governo. Nas Assembleias Municipais não existem condições para uma fiscalização eficaz, que actualmente é razoavelmente feita pelos vereadores da oposição, considerando também que muitas das decisões não passam pela AM.

  23. Lima
    Posted 27 Setembro, 2011 at 10:47 | Permalink

    “Infelizmente, Portugal com este governo vai atingir a miséria total dentro de meia dúzia de meses.”
    Wishful thinking.
    “É o que faz os portugueses serem uma cambada de tansos!”
    Auto-retrato.

  24. JCA
    Posted 27 Setembro, 2011 at 11:47 | Permalink

    .
    À at de A-C:
    .
    ACORDO DE LONDRES DE 1953:
    .
    “A dívida era de 32 biliões de marcos dividida em partes iguais entre dívida originada antes e após a II Guerra.
    FOI PERDOADA 50% DA DIVIDA e feito o reescalonamento da restante por UM PERIODO DE 30 ANOS que para parte desta dívida Alemã ainda foi mais alongado.
    .
    O acordo de pagamento não visou o curto prazo mas assegurar o crescimento económico do DEVEDOR ALEMANHA e a SUA CAPACIDADE REAL DE PAGAMENTO.
    .
    O acordo RESPEITOU SEIS FUNDAMENTAIS:
    .
    1- PERDÃO/redução substantial da dívida;
    .
    2- REESCALONAMENTO do prazo da divída Alemã para o LONGO PRAZO;
    .
    3- CONDICIONAMENTO das prestações à CAPACIDADE DO DEVEDOR ALEMANHA PAGAR.
    .
    4-O PAGAMENTO EM CADA ANO NÃO PODER EXCEDER A CAPACIDADE DA ECONOMIA. E no caso de dificuldades, foi prevista a SUSPENSÃO e a RENEGOCIAÇÃO DOS PAGAMENTOS.
    .
    5-Os montantes afectos ao SERVIÇO DA DIVIDA nao podiam ser superiores a 5% DO VALOR DAS EXPORTAÇÕES
    .
    6-As TAXAS DE JURO só podiam ser entre ZERO e 5 %.
    ,
    A preocupação ‘ANGLOFILA’ e dos ‘IMPERIALISTAS AMERICANOS’ foi que a Alemanha gerasse excedentes para pagarem a GIGANTESCA DIVIDA SEM REDUZIREM O CONSUMO. Foi considerado INACEITAVEL PARA OS ‘ANGLOFILOS’ e PARA OS ‘IMPERIALISTAS AMERICANOS’ REDUZIR O CONSUMO DOS ALEMÃES PARA PAGAREM A DIVIDA. ”
    .
    Pois é. E agora como é com essa dos Planos de Austeridade ? Foram inventados por quem ?
    .
    .

    .

  25. JCA
    Posted 27 Setembro, 2011 at 12:22 | Permalink

    .
    -German turmoil over EU bail-outs as top judge calls for referendum
    GERMANY’S TOP JUDGE HAS ISSUED A BLUNT WARNING THAT NO FURTHER FISCAL POWERS MAY BE SURRENDERED TO EUROPE WITHOUT A NEW CONSTITUTION AND A POPULAR REFERENDUM, VASTLY COMPLICATING PLANS TO BOOST THE EU’S RESCUE MACHINERY TO €2 TRILLION (£1.7 TRILLION).
    HTTP://WWW.TELEGRAPH.CO.UK/FINANCE/FINANCIALCRISIS/8790785/GERMAN-TURMOIL-OVER-EU-BAIL-OUTS-AS-TOP-JUDGE-CALLS-FOR-REFERENDUM.HTML
    .
    -Geithner Plan for Europe is last chance to avoid global catastrophe
    http://www.telegraph.co.uk/finance/comment/ambroseevans_pritchard/8788138/Geithner-Plan-for-Europe-is-last-chance-to-avoid-global-catastrophe.html
    .
    Este trader explica na BBC que os Governos não mandam nada, os Politicos são zombies:
    .
    Trader on the BBC says Eurozone Market will crash
    .

  26. anti-comuna
    Posted 27 Setembro, 2011 at 12:26 | Permalink

    Caro JCA, o perdão da dívida alemã é mais complexo do que nos parece. Eu não sou especialista do assunto, porque conheço mal a matéria (em especial o que se passou após o Tratado de Versailles que foi uma tentativa de desindustrializar a Alemanha), mas não sei se se pode comparar as situações.
    .
    .
    Repare que pagar as dívidas não serve apenas o credor mas o devedor. E quando a Alemanha recebeu o perdão, ao mesmo tempo foi obrigada a fazer importantes reformas económicas. (Aliás, os alemães até as fizeram contra a vontade das potências ocupantes, mas até isso é debatido.) Mas sofreram imenso para beneficiarem de taxas de juro reais baixas e ganharem credibilidade internacional.
    .
    .
    Aqui neste caso, o problema não está apenas em não aliviar a crise grega, está em obrigar os gregos a fazerem reformas económicas. Compare com Portugal mas se calhar duas ou três vezes pior que a situação portuguesa. Ora, de nada vale fazer um perdão da dívida se não forem feitas reformas económicas, pois isso iria levar a que passado meia dúzia de anos estejam na mesma situação. E quem se lembrar do que se passou na década de 80, pode ver que ainda hoje, a generalidade dos países envolvidas pagam taxas de juro muito altas. Até o Brasil as paga.
    .
    .
    O caso português de 1894 mostra que tivemos um perdão da dívida mas que não resolveu o problema. Porquê? Porque não fizemos reformas económicas associadas e as taxas de juro continuaram a ser proibitivas.
    .
    É por isso que uma corrente de opinião quer que a Grécia faça reformas económicas, mesmo com perdão da dívida. Mas se a Grécia receber um perdão da dívida, irá sempre pagar taxas de juro altas e sem reformas económicas, dentro de meia dúzia de anos, volta a ter os mesmos problemas. É por isso que essa corrente de opinião (sobretudo na Alemanha) pede que a Grécia se mantenha no euro, mas não faça um default. Assim eles irão fazer as reformas e depois poderão aceder ao mercado de crédito a preços baixos e poderá receber apoio dos restantes estados-membros.
    .
    .
    O problema é sempre este. O caloteiro que não quer pagar também está pouco preocupado com as suas dívidas. Como quer dar o berro, quanto mais se endividar melhor. Ora, esse comportamento não pode ter lugar na zona euro, pois isso irá contagiar o nível das taxas de juro dos países mais fracos. (Como Portugal, Irlanda, etc.) Se houver o calote da Grécia, é inviável a manutenção da Grécia no euro. A menos que tenha feito importantes reformas económicas. Coisa que eles ainda não o fizeram. Portanto, se a Grécia fizer um default ela sairá da zona euro e talvez da UE. E se calhar nós vamos atrás. O que levaria à morte o próprio projecto europeu.
    .
    .
    Em todo o caso, o caso alemão (e de certa forma o caso iberoamericano, que receberam créditos para financiar compras aos próprios credores para além da corrupção, claro) não é o mesmo do da Grécia. Parece, mas não é. Em todo o caso, todos os estudos mostram que um caloteiro pagará sempre taxas de juro mais altas no futuro durante décadas. E poucos países conseguiram evitar voltarem a estoirar no futuro, porque acabam sempre por se endividarem (basta uma crise económica ou um choque externo) e como pagam taxas de juro altas, ficam logo na situação de falidos. Portanto, um default é uma das piores soluções sobretudo para os gregos. E, claro, para nós, que depois pagaremos também o efeito-contágio.

  27. JCA
    Posted 27 Setembro, 2011 at 13:49 | Permalink

    .
    A Grécia sabe nuito bem o que está a fazer. Não se preocupe com o default. Eles ganham sempre em qualquer dos carrinhos. Já nós é que é outra conversa. É mais do género perdemos sempre em qualquer dos carrinhos porque mais as Governações não sabem fazer.
    .
    Espere-lhe pela volta.
    Os planos em curso JÁ FALHARAM. Deixou de prestar. repetem-se as mesmas cenas socratianas que amaldiçoaram para serem o mesmo. Nem vale a pena aplicar o Plano de Austeridade.. 2012 até já não será como adivinhavam. Têm de ser outros andamentos bem diferentes que deveriam ter sido instalados logo em 2008. Mesmo hoje é possivel resolver o indicador do deficit com um simples decreto de lei. Mesmo o de 2011. Tão simples quanto isto em vez de autenticos enredos, fantasias e romances que chamam ‘Politica’.
    .

  28. JCA
    Posted 27 Setembro, 2011 at 14:15 | Permalink

    .
    Quanto há outra questão mimetisada no Acordo de Londres de 1953, ou arrasando com a II ou noutros cenários sem guerra formal, no lavar dos cestos é a mesma coisa. Trata-se de como quem deve irá tentar pagar e como pode pagar. Até pode ser por o devedor ‘a pão e àgua’ como inventado mais hodiernamente.
    .
    Naturalmente que, como bem chamou à colação, tem sempre acopulados aspetos estruturantes do Tecido Produtivo que obriguem novas condições que magnetizem a criação de riqueza deitando fora o velho e ronceiro ‘mais do mesmo’ . Não obstante a arco da governação em poder cá na terra lá chegará. Continuar a recusar-se conscientemente em não tocar no cancro é deixá-lo espalhar-se até à ‘morte’ e quando estiver ‘quase, quase, quase’ …… o habitual.
    .

  29. anti-comuna
    Posted 27 Setembro, 2011 at 14:26 | Permalink

    “A Grécia sabe nuito bem o que está a fazer. Não se preocupe com o default. Eles ganham sempre em qualquer dos carrinhos. ”
    .
    Está enganado. As pessoas têm dificuldade em entender o valor do dinheiro no presente e no futuro e a sua taxa de actualização. Uma taxa de actualização de 5 ou 6% é bem diferente de 10 ou 12%. (Como no Brasil, por exemplo.) Esse é dos erros maiores nos dias de hoje, a nível financeiro. É mesmo uma pecha que é uma pena haver nos dias de hoje. As pessoas não fazem a mínima do que significa ter uma taxa de actualização de 5 para 7% ou de 6% para 12%. E que depois leva a um empobrecimento enorme.
    .
    Vai-me desculpar. Um default tem um custo futuro que normalmente é uma estupidez a quem a ele o recorre. Ou seja, só o deve fazer mesmo em último recurso. Se eu dever 100 e levar um perdão de 50 mas passar a pagar uma taxa que é o dobro, apenas ganho tempo, mas em termos financeiros é um desastre. Taxas de juro são apenas taxas de crescimento (e suas funções exponenciais) mas aplicadas ao dinheiro. E infelizmente, as pessoas hoje em dia, descuram da primordial importância de entender os efeitos das diferentes taxas de crscimento. (Ou actualização, como se queira.)
    .
    Agora, se a Grécia der o berro aos seus credores, nós portugueses podemos vir a pagar pelo erro alheio. Aliás, já o estamos a pagar. Não é apenas um problema grego, é também nosso.
    .
    .
    “Os planos em curso JÁ FALHARAM.”
    .
    Vc. faz-me lembrar um tipo que leva quimioterapia para tratar do cancro e que desiste de viver só porque a cura o leva ao definhamento. Claro que quando vemos o definhamento de quem sofre o tratamento contra o cancro, ficamos muito aturdidos. E até perdemos a esperança, porque a cura leva ao enfraquecimento do corpo do paciente. Mas só depois do tratamento (e do definhamento do paciente) completo e do tempo necessário a curar o doente, é que passamos a ver melhorias. E até a cura total.
    .
    Neste caso, ao contrário do que Vc. pensa, a Grécia ainda não falhou. Os planos ainda não falharam. O que falhou foi a falta de tempo. O tempo necessário para a cura e aquele que os mercados nos dão. No outro dia, ri-me imenso com o RB, que achava que poderia dominar o tempo que os mercados nos dão. Infelizmente, os mercados têm um timing bem diferente do político e até das curas. Mas para isso é que a troika exige que a Grécia faça o seu trabalhinho de casa antes de lhe emprestar a massa. Coisa que normalmente os mercados não dão. Os mercados costumam ser demasiado complacentes em períodos optimistas e demasiado exigentes quando estão pessimistas. Os mercados chegam a emprestar dinheiro a países com dívidas de 220% (como o Japão) como os estrangula quando estes mal passam os 60% Os mercados são um bocado esquizofrénicos.
    .
    .
    O problema também é este. Hoje a maioria dos analistas querem resultados para o trimestre seguinte. Mas o que tem acontecido é a completa falência desse tipo de análise de empresas, pois quem procura obter resultados em apenas meia dúzia de trimestres, acaba por perder pau e bola. Vc. está a pedir que a Grécia apresente resultados em pouco tempo. Mas é um erro. A cura demora tanto quanto maior for a causa e gravidade do cancro. A Grécia tem a sorte de ter a ajuda. Se a perder, acontece-lhes como ás Argentinas, que de default em default, transformou-se num país pobre quando há 80 anos era dos países mais ricos do mundo.
    .
    .
    Mas, claro, isso vai muito de quem analisa estas questões. Uns querem resultados rápidos e lixa-se. O Buffett, por exemplo, demonstra-o, é paciente e mostra que os resultados são melhores. Não caiamos nesse erro. A cura demora tempo, mas é preciso passar pelo definhamento. Que poderá ser maior ou menor, consoante a gravidade do cancro que o paciente sofre. É duro? É. Doi ver o paciente a definhar? Doi. Mas depois ficamos felizes com a saúde que retorna. Quem já passou por um tratamento ao cancro, directamente ou indirectamente, percebe perfeitamente do que eu estou aqui a falar.

  30. JCA
    Posted 27 Setembro, 2011 at 22:23 | Permalink

    .
    A-C vamos à Grecia,
    ao carrinho do default fica sem dividas….. e deixa uma ‘bomba atomica’ à Alemanha, França e até a Portugal que ainda ninguém explicou como se enfiou para ser o 4º mais pendurado se a Grecia ‘defoltar’. Isto para não falar na enxurrada de carros, avioes, barcos etc etc que passariam a entrar pelos portos gregos. Hamburgo e Roterdão seriam meninos de coro ….
    -
    E a seguir ?
    A seguir importa e exporta~. Há muitas formas de fazer negócios. E eles sabem da póda. Até nos boicotados internacionais o ‘vil metal’ está acima de tudo.
    .
    A Grecia ganha sempre. Sabe tem uma passado diferente do nosso, Teve a II Guera Mundial. Até teve um Onassis que casou com uma Kennedy. E por aí a fora. Eles sabem bem o que estão a fazer. Estão muito mais batidos no mundo que a rapaziada de aviário que anda por cá em agendas ….
    -
    A proposito o Youtube acima das 12.22H está a passar em todos os grandes meios de comunicação europeus. Aqui os vizinhos espanhóis em horário nobre. Que se passa com a nossa Informação que abafou ?? Porquê ? Uma coisa tão corriqueira que em qualquer cantito da Europa já é conhecido. Então e aqui esses ‘ça+is azuis provincianos’ escondem isso dum País inteiro ???? Quem são os analfabetos ???
    .

  31. JCA
    Posted 27 Setembro, 2011 at 22:48 | Permalink

    -
    Neste exato momento a TV 24H espanhol está a passar um debate sobre o BBC acima 12.20H.
    Como a classe politica e a Informação passam a vida a ‘ver a banda passar’ …… que provincianismo. E é esta gente paga a peso de ouro ….
    .

  32. contribuinte
    Posted 28 Setembro, 2011 at 17:53 | Permalink

    A medida peca por tardia mas, a pensar no interesse público, parece-me de aplaudir, é realmente “a”
    oportunidade.
    As dificuldades não serão apenas de ordem politico-administrativas…os obstáculos mais dificeis serão de ordem social…as populações e os seus, muitas vezes, bairrismos bacocos, vão mover céus e terras…lembro-me de Vizela…do emparcelamento…claro que os “interesses politicóides” movimentarão as suas forças…
    As grandes mudanças estruturais no país, teriam de começar nas “mentes”…não vejo luz no fundo do tunel!…o individualismo impera!!!!


Afixar um Comentário

Os campos necessários estão marcados com *

*
*

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 22.316 other followers