O voto Chega
No Chega votaram ricos e pobres, urbanos e rurais, mulheres e homens, liberais e estatistas, intelectuais e incultos. Entre um milhão e meio de eleitores do Chega encontram-se perfis pessoais variadíssimos e, provavelmente, um milhão e meio de diferentes razões de voto.
Mas como chão comum a tanta gente talvez estejam algumas ideias simples: o voto no Chega é o que mais irrita os jornalistas e comentadores que querem impôr uma narrativa paternalista no espaço público; é o voto que mais assusta uma classe política que protege e reparte poder e privilégios entre si há décadas; é o voto que mais indigna os sinalizadores de supostas virtudes; é o voto que mais deixa raivosos aqueles que se sentem ungidos por uma superioridade moral.
Há 23% de Portugueses que não estão demasiado preocupados com a falta de consistência doutrinária do Chega, nem com as pantominas de André Ventura, ou com propostas políticas pouco estruturadas que são solução para coisa nenhuma.
Uma camada muito importante de eleitores terá usado o seu voto para dizer que quer que o país mude de vida e rompa com o sistema politico-mediático que se instalou em Portugal, e acabe com o circuito-fechado e a transumância entre a classe dirigente e as elites culturais e mediáticas, que se têm organizado de forma clandestina num aparelho de troca de favores e lealdades subterrâneas.
Em vez de se agregarem em milícias populares inorgânicas ou em movimentos civis anarquistas, um milhão e meio de pessoas terá visto nas eleições uma forma pacífica de através do seu voto rejeitar que lhes digam o que pensar sobre a situação do país ou que lhes condicionem as vidas particulares.
Mas numa sociedade verdadeiramente livre não é a vontade maioritária do povo que deve ser feita política através da Lei, nem os interesses e desejos particulares de uma elite que devem comandar a vida colectiva.
Se a democracia decidir o mínimo possível acerca das nossas vidas e interferência do Estado na esfera individual fôr também mínima, menos espaço haverá para populismos e polarização entre as pessoas. Por isso, é melhor que cada um de nós possa praticar a liberdade no seu quotidiano do que esperar cartas de alforria outorgadas pelos partidos ou o Estado.
A minha crónica-vídeo de hoje, aqui:
Análise do resultado eleitoral
Eu tenho uma explicação para tudo o que aconteceu na eleição legislativa de ontem e como ainda não encontrei uma tão boa, decidi partilhar convosco este material que abdico de usar para a minha tese de doutoramento.
Muito resumidamente, o que aconteceu é que as pessoas foram votar e escolheram a combinação de votos que originou este resultado. Se tivessem escolhido um partido diferente do que o escolheram, o resultado seria seguramente diferente. Vai daí, agora que estão explicados os resultados eleitorais, fica por explicar o motivo pelo qual os portugueses decidiram rejeitar a proposta governativa oferecida pela comunicação social. Não tenho completa certeza, mas existem indícios de que esta rejeição advém da questão existencial colocada nestes termos: se nem o governo serve efectivamente para governar, porque haveria a comunicação social, que nem para comunicar serve, servir para governar?
TRAGO UMA REFLEXÃO…
A luta há muito que deixou de ser esquerda contra direita (aliás, conceitos inventados que surgiram na Revolução Francesa apenas porque os girondinos estavam sentados, na Assembleia Constituinte, à direita, e os jacobinos, à esquerda).
A luta sempre foi entre o SOCIALISMO (um Estado que centraliza em si todos os segmentos da sociedade civil) e quem se opunha ao SOCIALISMO (que queria um Estado menos interventivo ou até totalmente ausente).
O conceito ideológico criado na Revolução Francesa (não esquecer que estas revoluções tiveram a mão impulsionadora das elites que continuam a comandar os destinos do mundo para criar uma nova ordem mundial) foi usado APENAS para DIVIDIR, criar facções. Quanto mais dividido estiver um povo, mais a sua força enfraquece e mais difícil se torna derrubar um sistema instituído, porque esse sistema favorece APENAS as grandes forças partidárias.
Sob a ILUSÃO da democracia partidária, fomos doutrinados a acreditar que o nosso voto conta e que quanto mais partidos houver, mais pluralidade, mais democracia. Aparentemente, seria a lógica. Só que não.
Na verdade, fomos manipulados para fazer crescer absurdamente a classe política em “representação” dos nossos direitos, quando menos de metade bastaria. Porquê? Porque na essência só existem duas formas de governar/gerir uma nação: com muito Estado ou com pouco Estado.
Essa manipulação tem, desde o início, um alvo principal: aqueles que se OPÕEM a um Estado interventivo (os não socialistas). Se observarem com atenção, os partidos da ala SOCIALISTA não se combatem; respeitam-se nas diferenças; colaboram entre si; fazem alianças (estão instruídos para que assim seja). As pessoas que os apoiam, TAMBÉM (porque o exemplo vem de cima, e se os seus líderes não se atacam, eles também não o fazem). Não os vemos a destilarem ÓDIO entre eles.
Porém, do lado oposto, a ala que NÃO QUER UM ESTADO INTERVENTIVO (os não socialistas), desde partidos até aos militantes, combatem-se ferozmente, destilam ódio, rotulam-se do pior, tentam aniquilar-se. Já refletiu sobre isto?
A razão por detrás deste comportamento são ANOS de “programação” sobre os “não socialistas” pelos media (detidos pelas elites globais).
Durante ANOS foram inconscientemente conduzidos a eleger sempre os mesmos partidos, da ala não socialista, como se vota num clube de futebol. Durante décadas, mesmo desiludidos com as fracas prestações dos seus líderes, casos de corrupção e compadrio, continuaram a dar-lhes a sua confiança. Nunca houve uma ruptura, um basta! Não. Em todas as eleições, a cruzinha ia para os de sempre, mesmo que insatisfeitos, “porque os outros eram piores”, porque “os outros também roubam”, porque “não havia nada a fazer”, porque “é tudo uma cambada de políticos mentirosos”, etc. etc.
E assim, o objectivo das elites globalistas estava a ser cumprido: não haver, na ala não socialista, quem se levante e dê um grande murro na mesa e faça cair a agenda da criação de uma nova ordem mundial, cujo único obstáculo são os partidos nacionalistas (que defendem a sua soberania, cultura, tradições e História).
Assim, a AGENDA 2030, planeada com Kalergi na década de 1920, foi avançando sem oposição, devagarinho, devagarinho… quer pelo PS (através da Fundação Soros), quer pelo PSD (através do Clube Bilderberg chefiado em Portugal por Pinto Balsemão). Não se esqueçam jamais do afastamento de Pedro Passos Coelho (que sofreu traição dentro do seu próprio partido para lhe retirar o poder) mesmo depois de ter GANHO as eleições em 2015. Lembram-se da decisão de Cavaco em dissolver a AR e aceitar a Geringonça? Reflictam.
Até que chega um furacão. Não importam aqui as motivações pessoais de quem provocou esse furacão seguido de um tremor de terra e tsunami. Importam, sim, para esta reflexão, as consequências: nunca mais o tabuleiro político foi o mesmo.
Ainda com um único deputado, e ANTES que pudesse fazer ou dizer o que quer que seja, já tinha nos media um nome repetido até à exaustão, 24 horas sobre 24: xenófobo racista (uma falácia sem precedentes, sabendo que o seu braço direito era congolês; havia militantes, homens e mulheres brancos de todos os quadrantes, negros oriundos de todos os países, de etnia cigana, de todos os credos). A ele juntaram-se mais, de outros partidos, e AINDA BEM!
A ameaça não passou a ser, como foi largamente “ad eternum” divulgado, a xenofobia e o racismo dentro do parlamento, mas sim a ameaça à ALA SOCIALISTA de implementação da Agenda 2030 (um governo mundial autocrático), a tal que vai dar lugar a um governo NÃO ELEITO mundial.
Em conclusão, HOJE EM DIA, quando elege um governo, não está a escolher entre “direita/esquerda”; está a escolher entre um governo GLOBALISTA ou NÃO GLOBALISTA.
O problema é a desinformação dos media que lhe ensinaram ERRADAMENTE (de propósito) que um governo globalista (veja a diferença entre GLOBALISMO e GLOBALIZAÇÃO) é bom e defende os seus direitos fundamentais porque quer uma sociedade de livre circulação de pessoas e bens; que é humanista; que coloca a defesa da sua liberdade acima de tudo. É FALSO.
Na sua criação, a UE era uma CEE (GLOBALIZAÇÃO): Comunidade Económica Europeia onde esses princípios estariam salvaguardados. Mas não era o objetivo FINAL. A criação da CEE foi o CAMINHO usado para chegar à agora UE: uma união de países europeus comandada por eurocratas NÃO ELEITOS a suprimir direitos fundamentais enquanto retira, aos poucos, soberania aos países aderentes sob falsos pretextos a partir dos caos criados por eles. Em suma, o socialismo no seu estado puro.
Por isso, pense bem. Reflicta.
Termino com um pedido à minha ala NÃO SOCIALISTA, sejam partidos, sejam militantes ou, simplesmente, simpatizantes: unam-se contra o socialismo. O vosso combate não é com os vossos pares, uns contra os outros, porque são mais as coisas que vos UNEM do que aquelas que vos SEPARAM. Ao combaterem-se mutuamente, estão a ENFRAQUECER a luta da RESISTÊNCIA ao SOCIALISMO e a empurrar o país para o ABISMO: a AGENDA 2030.
Nota final: para ajudar à reflexão, deixo aqui as minhas crónicas sobre o Plano Kalergi; Agenda 2030; emigração descontrolada.
Leão XIV
Nas últimas semanas pudemos assistir e acompanhar um importante e substantivo acontecimento, a todos os títulos de uma elevação anos-luz superior à embaraçosa realidade nacional de uma campanha eleitoral de políticos medíocres e partidos imprestáveis.
A eleição e as primeiras acções do Papa Leão XIV têm sido um feliz oásis no meio do poluído ambiente das notícias nacionais e do comentário político.
Mas na sua habitual indigência os jornais e televisões analisaram a escolha do líder da Igreja Católica sob o prisma estapafúrdio e doentio de avaliar se o novo Papa é «pró» ou «anti» Trump. O desarranjo mental desta gente é de tal ordem que vai ao ponto de medir a escolha do sucessor de S. Pedro pela pequenez das suas efémeras obsessões políticas.
Ao contrário dos omniscientes comentadores, a esmagadora maioria dos fiéis católicos e mesmo dos não crentes sabe pouco acerca da personalidade do até há dias Cardeal Robert Prevoste e da interpretação e matizes que Leão XIV dará à Doutrina da Igreja. Acresce que em condições naturais este novo Pontificado irá ser longo, pelo que é elementar prudência dar tempo ao tempo até formar uma opinião sobre o exercício de um cargo de tão grande exigência.
Mas os primeiros sinais e informações são positivos e encorajadores. Desde logo a forma serena e segura com que surgiu e se dirigiu à multidão logo a seguir à sua eleição. O uso dos paramentos tradicionais faz crer que o novo Papa preza a importância e o peso da continuidade com o passado assim como a estabilidade das instituições.
A primeira homilia foi sóbria e centrada na essência da Fé e da mensagem dos Evangelhos tendo a primeira missa sido celebrada em Latim confirmando a substância e importância da liturgia. No encontro com os jornalistas acreditados no Vaticano usou de humor e clareza de discurso e à varanda da Basílica de S. Pedro durante a primeira cerimónia de Domingo surpreendeu cantando ele próprio uma oração mariana.
Quando surgiu o fumo branco em resultado da sua eleição, jornalistas registaram a reacção dos presentes em Roma, e mesmo algumas dessas pessoas, visivelmente não católicos, disseram «já temos Papa!». O facto de não católicos sentirem que “têm Papa” é revelador da importância da Igreja.
Esperemos que o Pontificado de Leão XIV venha a ser aquele que o mundo merece e de que a Igreja precisa.
A minha crónica-vídeo de hoje, aqui:
O grande debate de hoje à noite
Hoje é o dia do grande debate entre Luis Montenegro e Pedro Nuno Santos.
Seguirei a contenda com a atenção que dedico aos pregões das varinas e acompanharei a discussão com o mesmo entusiasmo que me suscita o sprint de uma lesma. A problemática foi magistralmente sintetizada nos anos 80 por uma banda de rock portuense no refrão de uma canção que dizia: “Quem vê TV, sofre mais que no WC”.
O debate é, no entanto, tido pelos analistas como decisivo, provavelmente por não decidir absolutamente nada e visto pelos especialistas como uma oportunidade de esclarecimento dos eleitores que estão mais do que esclarecidos quanto à semelhança entre os dois protagonistas.
Até agora não assisti a nenhum dos debates políticos que passaram nas televisões, assim como não vi nenhum dos comentários aos debates, nem segui nenhum dos debates sobre os comentários aos debates. Estou em modo como que de «apagão» bem antes de segunda-feira por forma a manter a salubridade intelectual.
Admito, no entanto, que o programa de logo à noite venha até a ter um nível de audiências razoável, demonstrando talvez que a minha atitude perante a campanha eleitoral em curso seja atípica e, quiçá, desleixada em relação à participação cívica esperada de um cidadão informado.
Todavia, a questão radica numa atitude cultural e de consciência mais funda. Não dou para o peditório daqueles que criam expectativas de que os políticos possam, queiram ou saibam melhorar as nossas vidas, corrigir problemas sociais ou lidar com crises de variada origem.
Embora possam atender no imediato aos interesses específicos de um determinado grupo ou uma realidade específica, é irrealista pensar que as decisões dos políticos, não têm uma contrapartida nefasta noutras áreas e até agravarão os problemas já existentes noutros domínios. As políticas da classe dirigente são implementadas à custa de valores fundamentais como a liberdade, a expensas de um nível aceitável de fiscalidade ou em prejuízo do crescimento económico.
Quero com isto dizer que não precisamos do Estado para nada? Não. Mas convém ter presente que Democracia e Liberdade são conceitos diferentes e que quanto mais delegarmos aos políticos a responsabilidade de orientar e regular as nossas vidas, ou quanto maiores forem as nossas expectativas em serem os decisores públicos a tomar decisões sobre o nosso futuro colectivo, mais se alarga o campo de conflito, o espaço para erro e a infantilização das pessoas.
Um adulto trata da sua vida com liberdade e responsabilidade. Mas é mais fácil ser criança e ver TV.
A minha crónica-vídeo de hoje, aqui:
Ranking científico para determinar os mais chalupas
Por ordem decrescente de referências no programa eleitoral à expressão “alterações climáticas”.
| 1º e 2º | PS, Livre | 15 referências |
| 3º | AD | 10 referências |
| 4º | IL | 8 referências |
| 5º e 6º | BE, PCP | 1 referência |
| 7º | Chega | 0 referências |
Os menos chalupas são Chega, Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português. Portanto, como já são dados conhecidos, lamento não ter novidades a apresentar com este estudo.
Há mais défice para além de dívida
Alguns excertos do meu artigo de hoje, na coluna da Oficina da Liberdade:
«Um défice da balança comercial regista-se sempre que o valor do investimento seja superior ao da poupança nacional. Ou seja, a abstração contabilística chamada «défice comercial» equivale a dizer que, na prática e na realidade, estrangeiros estão a financiar um padrão de vida e um nível de actividade económica para o qual o país não tem internamente capital suficiente.»
«É apenas sobre esta a componente pública da dívida externa que se coloca a questão da sustentabilidade dos défices comerciais. O problema não está em si mesmo no facto de as exportações representarem um menor valor do que o das importações totais, mas sim nos défices orçamentais e na dívida pública que para ele contribuem.»
«Por exemplo, querer eliminar os défices comerciais e simultaneamente procurar atrair investimento estrangeiro é inconsistente. Como vimos, os défices comerciais e os excedentes de capital são duas faces da mesma moeda. É recomendável por isso aos apologistas das “melhorias” da balança comercial terem prudência naquilo que desejam.»
O artigo completo, aqui:

Uma mulher é uma mulher
Um Supremo Tribunal decidiu por unanimidade que uma mulher é uma mulher. Parece mentira, mas pelos vistos a questão teve de ser dirimida na justiça…
O caso aconteceu no Reino Unido pondo fim a uma batalha jurídica de sete anos entre o governo escocês e uma associação de defesa das mulheres sobre a definição de «mulher». Tudo começou em 2018, quando o Parlamento Escocês aprovou um projeto de lei para fomentar a dita “igualdade de género” na administração pública através de quotas que reconheciam como mulheres, homens transgénero mas com certificado de género feminino.
Hoje, os juízes do Supremo Tribunal decidiram por unanimidade que os termos “mulher” e “sexo” se referem ao sexo biológico, e não ao género adquirido. As mulheres transgénero não são, portanto, mulheres à luz da Lei. Nem à luz da Lei, nem do bom-senso, da razão ou da natureza, acrescento eu.
Na sua decisão, o tribunal acrescentou que o “conceito de sexo é binário”. Ou seja: um homem é um homem; uma mulher, uma mulher. Nenhum pedaço de papel, mesmo que lhe chamem certificado de género, pode transformar um homem numa mulher, ou vice-versa.
As mulheres não precisavam um tribunal para confirmar o que todos sabemos, mas a deriva política da esquerda progressista e de grupos de radicais alucinados ultra-minoritários levou-nos a este ponto. Mas, ainda há pouco tempo assistimos a casos como o de uma enfermeira ser suspensa do trabalho por se dirigir a um pedófilo transgénero por “senhor”; ou de mulheres terem problemas profissionais por se queixarem de homens que se identificam como mulheres partilharem o mesmo balneário ou vestiário das senhoras.
Felizmente a sanidade mental e a racionalidade básica parecem ter finalmente regressado. A política de igualdade de género não é um ato de bondade para com uma minoria oprimida. É antes um tumor ideológico fundamentalista, perigoso e prejudicial para mulheres e homens. Nas suas versões mais extremas a ideologia de género consiste pura e simplesmente no abuso de crianças. Aliás, experiências ultrajantes têm vindo a ser levadas a cabo em nome desta ideologia criminosa, prejudicando irreversivelmente crianças saudáveis, por exemplo através de tratamentos hormonais e mutilações.
O receio de alguém ser acusado no espaço público de ser transfóbico por um activista progressista qualquer não desculpa o silenciamento destes escândalos nem justifica que alguém seja cúmplice para com tão abjectos atentados à dignidade humana.
a minha crónica-vídeo de hoje, aqui:
Pedro Duarte “n’um é do Norte!”
Um homem que andou meses hesitante, sem qualquer firmeza de propósitos, cheio de dúvidas, sem assertividade e com posições públicas dúbias e pouco claras sobre a sua eventual candidatura à presidência da Câmara Municipal da cidade do Porto, finalmente disse hoje em artigo publicado no Jornal de Notícias ao que vinha. O ainda ministro dos assuntos parlamentares é candidato à Câmara do Porto pelo PSD.
Como diria um personagem humorístico da nossa praça, um fulano tão vacilante e trémulo “n’um é do Norte, carago!”
Pedro Duarte foi recentemente responsável por um dos mais infames e desbragados programas de controlo político da comunicação social e ainda há dias contemporizou com restrições à liberdade de expressão no espaço público.
Mas a agora anunciada sua candidatura num texto repleto de platitudes e frases pretensiosamente poéticas tem pormenores curiosos.
Desde logo o site oficial da sua candidatura ser gerido por uma empresa que foi anteriormente responsável também pela direcção operacional da campanha de Rui Moreira. Logo após a eleição de Moreira, entre fevereiro e junho de 2014, uma das sócias da consultora foi assessora da empresa municipal Porto Lazer. Em 2015 foi novamente escolhida pelo Município do Porto como «Diretora da Movida», um cargo criado por Moreira para, segundo um vereador, ter “um papel holístico na gestão da noite portuense”. Em Maio desse ano tornou-se mesmo Administradora-Executiva da empresa municipal Ágora, auferindo salário equiparado a gestor público, cargo em que se manteve até final de 2021.
Porém, isso não impediu, ou quiçá até facilitou, que a Ágora contratasse por ajuste directo a empresa privada em que a senhora se manteve como sócia. Um gestor público contratar a sua própria empresa de assessoria de comunicação pagando com dinheiro dos contribuintes benefícios privados é, digamos, audacioso…
Já sabíamos o suficiente sobre Pedro Duarte para perceber que o Porto merecia um candidato de outra craveira. Conhecemos também o dito popular: «Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.».
A minha crónica-vídeo de ontem, aqui:
De quem é a culpa?

E pronto! Lá vamos nós outra vez a eleições! O governo sucumbiu à pressão da oposição e jornalistas à volta dos negócios de Montenegro. Podia ter sido evitado? Claro que sim. Mas para isso, teria sido necessário uma liderança firme e corajosa que nunca existiu.
Todos se lembrarão do dia em que a aliança AD venceu, sem maioria absoluta (PSD – 28,08% contra PS – 28,0%), as legislativas de 2024. Finalmente, o PS era arredado do poder ao fim de 8 anos de “Costismo” (por poucochinho, mas foi!) sem hipóteses de fazer nova geringonça porque havia pela primeira vez uma maioria parlamentar à direita (IL – 4,94%, PSD – 28,08%, CHEGA – 18,07%)! Parecia o fim da hegemonia socialista no horizonte. Demos pulos de satisfação acreditando que era agora a mudança que se esperava há tanto tempo num país devastado pelo socialismo que o deixou na cauda da europa.
Ler mais…O teatro dos imigrantes
Ontem foram expulsos 450 imigrantes de uma sala de espectáculos de gestão privada que havia sido ocupada ilegalmente desde Dezembro passado.
Várias dezenas de “activistas” – como agora é moda classificar quem suporta delinquentes – apoiaram a ocupação da sala e resistiram à remoção dos imigrantes tendo a polícia sido obrigada a usar gás lacrimogéneo para impôr a ordem.
Alguma da habitual esquerdalha veio para as redes sociais atacar a decisão das autoridades em restabelecer as condições para a actividade normal do teatro e criticar a polícia por expulsar os marginais.
Desde 17 de dezembro que todos os eventos nesta sala de espectáculos foram cancelados A brincadeira custou à instituição centenas de milhar de euros, além de outros negócios de proximidade terem também sido gravemente afetados pela ocupação.
A história por trás de tudo isto conta-se rapidamente: os responsáveis pela organização dos espectáculos são de esquerda e organizaram uma conferência de entrada gratuita sobre «reinventar o acolhimento de refugiados» tendo como oradores responsáveis da Cruz Vermelha e eminentes académicos. Apareceram para assistir de borla mais de 200 migrantes. No entanto, quando o evento terminou a plateia recusou-se a sair e ocupou o edifício.
Entretanto o número de participantes nesta ramboia foi aumentando, tendo mais imigrantes sido levados para o local por activistas de esquerda ainda mais radicalizados do que a própria direcção do teatro. Esta cambada via a ocupação como um ponto de encontro para a sua dita “luta anti-racista e anti-colonial”.
Entre cânticos e toque de tambores os ocupantes gritavam através de megafones doces e judiciosas palavras de ordem como «Somos todos iguais, não somos ilegais» ou «Estamos fartos da polícia, queremos liberdade».
Os imigrantes alegavam ter menos de 18 anos e reivindicavam o direito de serem alojados pelas autoridades. Todavia, veio-se a verificar tratar-se de adultos e que a maioria estava a dormir ao relento antes de ser encaminhada para a sala pelos ativistas de esquerda.
O proprietário do edifício é uma câmara municipal socialista, mas recusou-se a despejar os ocupantes para efeitos de sinalização de virtude. Mas não é virtude é “síndrome de Estocolmo” – onde as vítimas desenvolvem sentimentos positivos em relação aos seus captores. Ontem, finalmente e após mais de três meses de rebaldaria, a polícia expulsou toda a gente.
As cenas passaram-se em Paris, França, mas é um espelho das tácticas e agendas subversivas que os partidos e organizações de extrema-esquerda em Portugal tentam importar.
A minha crónica-vídeo de hoje, aqui:
Eleições que importam
O nível rasteiro das lideranças partidárias é tão confrangedor que qualquer delegado de turma do ensino básico faria mais decente e melhor figura. Daí que muitos eleitores estejam saturados de berreiro e pantominas infantis, sendo-lhes na prática e racionalmente, indiferente quem venha a ganhar as eleições.
Na verdade, qualquer primeiro-ministro português finge e fingirá sempre gerir com a sua batuta a economia e o quadro institucional do país. Mas sabemos todos que quem manda substancialmente mais é a oligarquia burocrática não-eleita da Comissão Europeia, a chefe do Banco Central Europeu e os dirigentes dos grandes países da Europa.
Portanto, mais decisivos para o nosso futuro colectivo serão os desenvolvimentos políticos noutras geografias. E o que se vê por aí não é nada animador…
Na Alemanha o muito celebrado futuro Chanceler, congemina uma espécie de golpe de estado, contornando à má fila as normas constitucionais que limitam o tecto de despesa pública. Friedrich Merz e os partidos que estão dispostos a apoiá-lo têm apenas maioria de dois terços no antigo parlamento, e não no novo, sendo que os 2/3 são necessários para alterar a Constituição. Assim, além de quebrar a sua própria promessa eleitoral de não aumentar mais a dívida pública, Merz pretende, à revelia das boas práticas democráticas, ignorar a relação de forças no parlamento recém-eleito e usar o parlamento cessante para aprovar uma alteração à Constituição, escassos dias antes da tomada de posse dos novos deputados. Ou seja, trata-se de uma manobra pela porta-do-cavalo e anti-democrática porque não parece legítimo comprometer a Alemanha com investimentos na ordem do trilião de euros à revelia da vontade popular expressa nas urnas.
Entretanto, depois de em dezembro o resultado das eleições na Roménia ter sido invalidado, muito por pressão da União Europeia, e após ser detido quando ia submeter a sua nova candidatura a presidente, o candidato que surge à frente nas sondagens foi banido pelas autoridades locais de concorrer às eleições, entretanto reconvocadas. O candidato a presidente é um nacionalista e populista muito crítico das narrativas dominantes nos corredores de Bruxelas. Seria inconveniente no quadro da união europeia.
Mas, aparentemente, tanto no caso da Roménia como da Alemanha, todos estes procedimentos e situações rocambolescas parecem ser aceites como normais e, até, virtuosas aos olhos dos representantes políticos dos cidadãos europeus. Assim sendo, para quê nos preocuparmos com as disputas entre Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos?
A minha crónica-vídeo de hoje, aqui:
Ucrânia e os «vassalos de Putin»
Em Portugal e na Europa, estamos novamente num pico máximo do pensamento único, de policiamento de opinião, de delação de narrativas desalinhadas, de difamação de quem diverge da norma e analisa criticamente o grande assunto do momento: a guerra na Ucrânia e os caminhos para a Paz.
Quem pensou que a histeria colectiva alucinada com a Covid tinha sido o mais estúpido dos tempos, pode verificar agora que a palermice veio para ficar. A ideia de que se duas pessoas tiverem acesso à mesma informação terão inexoravelmente opinião igual sobre os factos, é uma doutrina perigosamente dominante.
Vejo frequentemente gente dizer que quem viu as cenas na sala oval entre Zelenski e JD Vance, se for sério, só pode ter uma interpretação dos factos. Ou seja: que Trump e Vance montaram uma cilada capciosa ao herói Vlodomir. Se se entende coisa diferente ou se introduz nuances na análise, não passa de um canalha putinista.
Vi partilhada à saciedade nas redes sociais a afirmação de um cronista da nossa praça de que Trump é a pior pessoa “de toda a história da Humanidade”, mais malévolo portanto que Idi Amin, Pol Pot, Hitler ou mesmo Putin, só para referir alguns nomes de ditadores da história contemporânea… Quem não der por certa esta asserção, segundo a voz corrente, ou é comuna ou é fascista.
Quem ousar alertar para a leviandade de a partir do sofá se exigir a terceiros que façam o sacrifício de manter indefinidamente e até ao último homem um combate às forças invasoras russas, esse alguém é, segundo os cânones actuais, um bronco vassalo de Putin.
Aqueles que recusam a excitação de comentadores sentenciando que a Europa não deve alinhar nem ponderar interesses e posições com os Estados Unidos são, de acordo com a boa opinião publicada, inimigos públicos.
Os políticos já perceberam a delicadeza e os perigos da situação internacional. Mas, como na covid, como o povo e os opinion-makers clamam pela imperiosa necessidade de os dirigentes tomarem atitudes, os políticos e burocratas europeus alimentam uma narrativa cheia de indignações para auto-apreciação de fictícia superioridade moral. A cólera anti-Trump, serve para massajar egos insuflados. Mas, na verdade, enquanto estão no poder a Ucrânia é apenas instrumental para preservarem a sua popularidade eleitoral. As consequências e escrutínio dos seus actos virão mais tarde, quando já estiverem no conforto de não serem políticos no activo.
Todavia, para um caminho de Paz, exigir-se-ia realismo e não proselitismo. Para inteligência e sensatez na acção, reclamar-se-ia consideração por pontos de vista diversos e até antagónicos. E a bem da liberdade e da segurança, a discordância de opinião não deveria ser considerada maligna ou um pecado.
A minha crónica-vídeo de hoje, aqui:
Apelo à IL
Sempre ressenti a criação deste partido. Conhecia muitas pessoas que nele viam uma boa ideia, e que para ela avançaram sacrificando o maravilhoso estatuto que alcançaram como poetas de uma sociedade em ruínas pelo estatuto de membros do chiqueiro político-partidário. A política partidária é a forma mais baixa, básica e analfabeta de intervenção social. É abdicar do papel de juiz para a condição de réu. Foi com pena que vi pessoas com capacidade para intervenção cultural abraçarem o projecto de se enfiarem no beco sem saída da partidarite, a mais ridícula das religiões vigentes, a que substitui a satisfação intelectual pela doutrina acéfala de uma devoção ao processo burocrático.
Fizeram muitas asneiras, como seria expectável. Agora lá estão, à procura de cargo, tarefa, secretaria que expie o pecado da alienação intelectual através de um punhado de notas. Não há salvação possível. Abdicaram de relevância crítica ao sistema para se tornarem em rodas dentadas deste.
Agora, publicam um cartaz de teor canino. Literalmente. Nele, podemos ver uma caricatura de Putin, com Trump por uma trela, que por sua vez tem uma representação canídea de Ventura pela trela de Trump. Esqueceram-se de qualquer membro da IL na trela da senhora von der Leyen, ela própria com uma trela que dispensa explicações. O meu apelo vai no sentido de rogar para que, pelos tempos em que demonstravam uma capacidade extraordinária de entendimento dos problemas de dependência nacional, retirem o cartaz justificando-o como um erro de julgamento de um designer menos capaz, fruto de anos de escola pública e uma academia depauperada de intelectuais.
Ao mesmo tempo, vai no sentido de, já que se colocaram em posição de escolha por portugueses, passarem a servir os interesses destes em vez do interesse imperialista americano. Passaram três anos a incentivar o testa-de-ferro Zelensky a colocar o país que representa entre a espada e a parede de Moscovo e Washington, até não restar mais que partir o país aos pedaços entregando uma parte à Rússia e outra aos Estados Unidos. Perpetuidade na exploração de minério. Só falta acrescentar o direito americano pela virgindade das jovens ucranianas, mas ainda há espaço negocial. Tudo para manter uma bandeirinha regional que nada serve excepto para criar uma falsa sensação de pertença aos ucranianos que sobreviveram à chacina incentivada pelos abortos falhados de europeus a que os média – e mais ninguém – chamam de líderes políticos.
Procurais inimigos? Já o tendes. Não é Ventura, não é Trump, não é Putin. O vosso inimigo são os povos da Europa, de Lisboa aos Urais, passando por Kiev. Nunca pensei ver pessoas inteligentes a encontrarem-se voluntariamente à parede. Por outro lado, o erro pode ter sido meu, ao deslumbrar-me por uma inteligência que afinal nunca existiu.
O Parlamento sempre foi mal frequentado

Quem me conhece sabe que eu nunca me pronuncio na espuma dos acontecimentos. Por uma razão muito simples: as primeiras impressões, consoante os protagonistas, são sempre enviesadas, manipuladas, meias-verdades ou mentiras absolutas. No mundo atual, infelizmente, não basta saber dos factos pelos noticiários; é preciso investigar tudo o que nos é transmitido pelos meios de comunicação. E a razão é muito simples: 15 milhões de António Costa e 55 milhões de Luís Montenegro para a comunicação social.
Quando temos avençados da (des)informação, nunca podemos tirar ilações imediatas, porque, se o fizermos, estamos a participar, mesmo que involuntariamente, na divulgação de informação falsa. Quem é pago por governos para informar não está a fazer jornalismo. Está a fazer propaganda. Isto é indiscutível.
Esta semana fomos surpreendidos por mais um episódio sobre o partido Chega. O que foi desta vez? Um suposto insulto a uma deputada invisual do PS, por parte de uma deputada do partido Chega e outros vindo de apartes deste grupo parlamentar com microfone desligado. Assim, de repente, qualquer pessoa bem formada fica imediatamente horrorizada com a situação. Mas quem pode admitir, em pleno Parlamento, um comportamento injurioso dessa natureza por parte de deputados da nação, na Casa da Democracia? Obviamente, ninguém com um mínimo de carácter. Nesta parte, estamos completamente em sintonia.
Ler mais…Tentação íntima gigantesca
Depois de um muito decepcionante préstimo de Rui Moreira à frente do município, nomeadamente com uma parola oligarquia instalada que se sente proprietária da cidade, o suposto proto-candidato oriundo do espaço do movimento independente de Rui Moreira ainda no poder não parece ter qualquer hipótese de ser eleito e é confrangedor assistir ao seu desespero em se tornar conhecido, enquanto o seu padrinho político e actual edil o enxovalha em público.
Parece, pois, que para rivalizar com o candidato do PS, Manuel Pizarro, só Pedro Duarte, actual ministro dos assuntos parlamentares se afigura como uma real alternativa.
Pedro Duarte declarou há dias, em tom possidónio, que tem uma “tentação íntima gigantesca” de se candidatar à Câmara do Porto. Vou por isso assumir que será mesmo ele o candidato do PSD, quiçá com o apoio da Iniciativa Liberal e do CDS.
Pedro Duarte vem das juventudes partidárias, foi director de campanha de Luís Filipe Menezes, e mais tarde director da campanha de Marcelo Rebelo de Sousa. Recentemente e já como ministro do governo de Montenegro, foi o responsável por um dos mais infames e desbragados programas de controlo político da comunicação social, nacionalizando a Lusa e distribuindo mais de 50 milhões de euros dos contribuintes para benefício de órgãos de comunicação social sem clientes e que, pervertidos e corrompidos na sua missão de informar, logo aceitaram de bom grado serem serventuários do poder a troco de esmolas desviadas dos impostos dos portugueses.
O ministro Pedro Duarte é o homem que afirmou que a economia portuguesa deveria seguir o exemplo do futebol profissional em Portugal. Ou seja, largamente permissivo à corrupção e tristemente falido. Pedro Duarte é o homem que gostaria de impedir discriminação na remuneração no desporto, e por isso imagino que veria com bons olhos aprovar uma lei que determinasse que o salário de Cristiano Ronaldo não deveria exceder o de Jéssica Silva.
Moral da história: a cidade do Porto vê-se na contingência de a sua Câmara Municipal passar novamente para mãos socialistas, quer com Manuel Pizarro quer com Pedro Duarte.
Estes dois homens são de partidos diferentes, mas têm em comum a circunstância de serem ambos intrinsecamente de Esquerda.
Tal como acontece com PS e PSD a nível nacional.
A minha crónica-vídeo de hoje, aqui:
Disparates sobre comércio internacional
A propósito das tarifas aduaneiras e das questões relacionadas com o comércio internacional, tem sido impressionante o chorrilho de disparates que tem sido apresentado no espaço público por supostos especialistas e analistas hipoteticamente qualificados nestas áreas. De forma muito simples e breve, vale a pena referir algumas das falácias mais curiosas e tolas que se têm produzido.
Desde logo convém ter noção de que a «Europa» não exporta, nem importa nada. Não são os países enquanto entidades abstractas que têm preferências, gostos ou que tomam decisões sobre os produtos a comprar e vender. Só indivíduos, empresas e entidades concretas são agentes económicos.
Relacionado com isto, e por definição, para que uma importação ou exportação aconteça tal resulta da vontade de ambas partes. Se alguém comprar maçãs, é porque prefere ter o fruto a comer notas de euro à sobremesa. Não é um jogo de soma nula. Ambas as partes ganham. Não há justificação ética nem moral para que o Estado se intrometa em relações voluntárias.
Outra ideia estapafúrdia é de que o défice da balança comercial gera dívida. Ai sim?! O Pingo Doce quando encomenda robalo da Grécia não paga a encomenda? Ou o leitor/ouvinte quando vai ao supermercado, exige que o Lidl lhe compre alguma coisa em troca para ficar com uma balança comercial equilibrada?
Alguns dizem que as tarifas proteccionistas acabarão por conduzir a preços mais baixos, tornando a concorrência estrangeira mais cara, criando incentivos a que se regresse a comprar a empresas nacionais. Ora, se a actividade das empresas nacionais fosse rentável com preços iguais ao de comércio livre, já o estariam a fazer. Além disso com a procura adicional por bens nacionais, os preços locais tendem a subir e acabam por ficar ao nível do preço-base mais a tarifa, ou seja, acabam todos a pagar mais.
As tarifas são impostos adicionais que se cobram aos agentes económicos dos países que as impõem. Por isso a chamada «retaliação comercial» é estúpida e só piora as coisas. É absolutamente irracional!
Havendo ou não ameaças de imposição de tarifas pelos EUA, a melhor opção da União Europeia seria sempre abolir as tarifas que a própria UE já tem. A liberalização unilateral é sempre benéfica para quem a faz. Mas os burocratas não eleitos e os nossos ignorantes políticos parecem optar pelo contrário, prejudicando ainda mais os europeus e os portugueses em particular.
A minha crónica-vídeo de hoje, aqui:
O “Malas”

Miguel Arruda foi sem dúvida a grande surpresa da semana. Quem iria sequer imaginar que um deputado da nação, com um salário acima dos 4000€ fosse roubar à fartazana, de cara destapada e no local mais vigiado do planeta, malas aleatórias que depois armazenava no seu gabinete na AR à vista de todos? Ninguém.
Obviamente que por se tratar de um indivíduo ligado ao partido mais odiado dos media do mainstream teve direito a um destaque privilegiado, com aberturas bombásticas em horário nobre e horas a fio de comentaristas avençados a não largar o assunto, abandonando por completo o caso das gémeas onde Sandra Felgueiras, na Comissão Parlamentar de Investigação, acabara de confirmar o envolvimento directo de Marcelo Rebelo de Sousa e Lacerda Sales. Que conveniente que foi este “lapso” do Miguelito “tontito”.
Ler mais…Amuos infantis da União Europeia
Amuados pelo facto de os norte-americanos não terem votado como gostariam, os líderes da União Europeia parece terem entrado num autofágico e contraproducente desafio a Donald Trump, numa espécie de ressentimento infantil que só prejudica severamente os cidadãos europeus e, em particular, os Portugueses.
A presidente da Comissão Europeia veio, na prática, dizer recentemente em Davos que a nova administração Trump se tornou um inimigo externo da União Europeia. Ou seja, em vez de aproveitar o momento e os tempos de mudança de se vivem a nível global para libertar as economias europeias dos seus espartilhos, os frágeis e não-eleitos burocratas de Bruxelas proclamam a intenção de aprofundar as suas políticas que têm resultado na estagnação económica e social da Europa e no definhar do espaço europeu.
Ursula Von Der Leyen expressou por exemplo o seu inabalável empenho na continuação das políticas ambientais e nas fantasias de suposto combate às alterações climáticas, nomeadamente assinalando as falsas virtudes do Acordo de Paris que apenas tem resultado no exacto oposto dos objectivos pretendidos, nomeadamente aumentando a dependência energética da União nas importações de gás natural liquefeito e de carvão e, simultaneamente, causando danos profundos nas infraestruturas industriais e empresariais europeias.
A Comissão Europeia também não está nada interessada em que os países membros reduzam nem os gastos nem a dívida pública e muito menos os excessivos encargos fiscais e legislativos que impõe às empresas e aos cidadãos. Isto quando os enormes pacotes fiscais e monetários dito “de estímulo” tiveram por efeito que o PIB nominal da União Europeia tenha aumentado apenas 11% nos últimos 16 anos, enquanto no mesmo período o PIB dos Estados Unidos cresceu 94%, ou seja, oito vezes mais.
No mesmo registo de enfiar a cabeça na areia, o nosso desorientado primeiro-ministro avisou o secretário-geral da NATO de que não vale a pena insistir, conforme Trump quer que os países europeus façam, na necessidade de aumentar para mais de 2% do PIB o investimento em Defesa, pois Portugal não está disponível fazer cortes no estado social.
Ora, é uma boa maneira de Luís Montenegro manter o Estado Social em frangalhos e, ao mesmo tempo, expôr o país a mais riscos e a uma ainda mais profunda dependência dos Estados Unidos para sua segurança.
O intervencionismo estatal e a bazófia de pobretanas nunca deram bons resultados.
A minha crónica-vídeo de hoje, aqui:
Todos encostados à parede, sim!

Imaginem que algum membro da vossa família resolvia, de um dia para o outro, abrir a porta de casa a todo o indivíduo que precisasse, ou simplesmente quisesse viver ali, sem o seu consentimento. Imagine uma entrada livre sem qualquer controlo, nem quanto à quantidade nem quanto ao cadastro, onde bastaria formalizar a “intenção” de viver na sua casa, mesmo sem trabalho, assegurando todo as necessidades primárias dos indivíduos acolhidos. O que aconteceria ao seu lar? Simples: ao fim de poucos meses, teria uma sobrelotação de gente proveniente dos mais diversos quadrantes, a partilhar o mesmo espaço, sem um mínimo de condições e onde uma nova maioria acabaria por sobrepor-se ao seu modo de viver, na sua própria casa, tornando a convivência insustentável. Além disso, a qualidade de vida que tinha até então, deixaria de existir porque além de tudo, teria de disponibilizar os seus recursos financeiros limitados, para sustentar aquela nova realidade.
O nosso país é A NOSSA CASA, também. É a extensão do nosso lar no colectivo. Se não deixa que isto aconteça na sua propriedade, por que aceita isto no seu país?
Ler mais…Javier Milei | Discurso em Davos
Transcrição e tradução para Português pela Oficina da Liberdade do discurso do Presidente da Nação Argentina, Javier Milei, na 55ª Reunião Anual do Fórum Económico Mundial, em Davos.

Excertos:
É nosso dever moral e nossa responsabilidade histórica desmantelar o edifício ideológico do wokismo doente.
O denominador comum em países e instituições que estão a falhar é o vírus mental da ideologia woke. Esta é a grande epidemia do nosso tempo que tem de ser curada, é o cancro que tem de ser eliminado.
Substituíram a liberdade pela libertação, usando o poder coercivo do Estado para distribuir a riqueza criada pelo capitalismo. A sua justificação foi a sinistra, injusta e aberrante ideia de justiça social, complementada por referenciais teóricos marxistas cujo objetivo era libertar o indivíduo das suas necessidades.
Do conceito de liberdade como proteção fundamental do indivíduo contra a intervenção do tirano, passamos ao conceito de libertação através da intervenção do Estado. Com base nisso, construiu-se o wokismo, um regime de pensamento único apoiado por instituições cujo propósito é penalizar a dissidência. O feminismo, a diversidade, a inclusão, a equidade, a imigração, o aborto, o ambientalismo, a ideologia de género, entre outros, são cabeças da mesma criatura cujo propósito é justificar o avanço do Estado através da apropriação e distorção de causas nobres.
O wokismo conseguiu perverter essa ideia elementar de preservar o meio ambiente para o usufruto dos seres humanos, passamos por um ambientalismo fanático onde o ser humano é um cancro que deve ser eliminado, e o desenvolvimento económico pouco menos que um crime contra a natureza.
nas suas versões mais extremas a ideologia de género consiste pura e simplesmente no abuso de crianças. São pedófilos, portanto.
Os países livres começaram a se autodestruir quando ficaram sem adversários para derrotar. A paz enfraqueceu-nos, fomos derrotados pela nossa própria complacência.
a nossa primeira cruzada, a mais importante se quisermos recuperar o progresso para o Ocidente, se quisermos construir uma nova era de ouro, tem de ser a redução drástica do tamanho do Estado.
O único conflito relevante deste século e de todos os que já passaram: o conflito entre cidadãos livres e a casta política que se agarra à ordem estabelecida, redobrando os seus esforços de censura, perseguição e destruição.
Ser corajoso consiste precisamente em ser extemporâneo, consiste em andar para trás, em não se deixar deslumbrar pelo passageiro, perdendo de vista o universal; Consiste em recuperar verdades que eram óbvias aos nossos antepassados e que estão na base do sucesso civilizacional que tem sido o Ocidente, mas que o regime do pensamento único das últimas décadas percebia como se fossem heresias.
ESG e Acordo de Paris: intervencionismos bacocos
Os justiceiros sociais, os presunçosos comentadores na comunicação social, a esmagadora maioria dos nossos patéticos políticos, grande parte dos hipócritas homens de negócios tugas e a quase totalidade da triste academia portuguesa manifesta-se chocada com a reversão das políticas e regulamentações ambientais, sociais e de governação – vulgo ESG – anunciada por Donald Trump.
Desde o início desta imbecil moda que o ESG não é mais do que um conluio entre interesses corporativos, um pequeno grupo de activistas alucinados, e decisores políticos degenerados em governos nacionais ou instituições multilaterais como as Nações Unidas.
O movimento ESG é uma invenção das elites, sem qualquer apoio de base ou sustentação real. As políticas ESG têm vindo a ser impostas às empresas através de ameaças veladas de futuras represálias legais e políticas. Os proponentes dos burlescos princípios ESG não têm feito cerimónia em alertar as empresas que se recusam a aderir a esta tendência patética que poderão sofrer “riscos reputacionais” por irem contra um suposto curso virtuoso da história e do desenvolvimento. Mas esse risco é falacioso. As penalizações são apenas criadas artificialmente pela seita fundamentalista do ESG, precisamente para evitar comportamentos e opções não conformes à narrativa sinalizadora de falsa virtude que querem impôr a todos.
Faz, pois, muito bem Donald Trump em desprezar esta classe de fanáticos woke e, em vez de politizar à força os investimentos financeiros e as opções das empresas, optar antes por criar um contexto de negócios neutro e livre para o mercado funcionar com menos distorções.
Assim como é acertada a decisão de Trump de fazer sair os Estados Unidos do chamado Acordo de Paris sobre o clima, que tem sido utilizado como instrumento de controlo económico e social, destruindo aliás o tecido industrial e empresarial da União Europeia.
Defender o ambiente e o clima implica mais liberdade económica e não intervencionismo bacoco.
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Colinho português aos gangues moçambicanos
Karl Marx, Vladimir Lenine, Mao Tsé Tung, Ho Chi Min, Kim Il Sung: são nomes de algumas das principais avenidas da cidade de Maputo, capital de Moçambique.
O problema não é a toponímia, mas o facto de estas, digamos, «personalidades históricas», continuarem a ter ressonância no modo de pensar e influência na doutrina política daquela sociedade.
São estas inspirações políticas que fazem com que volvidos quase 50 anos da sua independência Moçambique continue a ser um dos países mais pobre do Mundo. Diria até que é uma sociedade falhada, que por culpa própria se deixou capturar pela cleptocracia dos seus dirigentes políticos, por diversos gangs de interesses económicos instalados que extraem para meia dúzia de beneficiários aquilo que nunca chegará aos restantes 34 milhões de habitantes. É um país sem instituições credíveis, em que o Estado de Direito é apenas uma miragem e onde as comunidades urbanas vivem num contexto de ausência dos mais elementares princípios éticos e morais.
É sério o problema do terrorismo islâmico em Moçambique; o país tornou-se entreposto útil para o narcotráfico; as cidades acolhem o refugo da criminalidade internacional fugida à Justiça.
Há dezenas de anos que qualquer representação diplomática em Maputo sabe que as eleições e as consultas populares são uma fantochada, um exercício de faz-de-conta organizado pelas várias facções da pequena classe dirigente e as máfias económicas que mandam. Uma roubalheira pegada! Um descaramento de manipulação.
Apesar disso, talvez reflexo de um infundado trauma psicológico de ex-colonizador, Portugal, ou melhor, a oligarquia que por cá também existe, sempre se fez míope perante esta realidade e deu colinho aos prevaricadores que em Moçambique traíam o seu próprio povo, bastando recordar os abraços dados e a cumplicidade repulsiva de Marcelo Rebelo de Sousa como presidente da república cessante de Moçambique.
Cada país sabe de si. Os moçambicanos darão o destino que quiserem a Moçambique.
Já em Portugal, conviria era ter políticos mais asseados e inteligentes.
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Contrição de Zuckerberg e censura de Ursula
O dono do Facebook, Mark Zuckerberg, tornou ontem pública uma mensagem em que confirma ter cedido à pressão dos governos e dos meios de comunicação mainstream para exercer fortíssima censura. Disse ainda que os chamados polígrafos ou verificadores de factos foram politicamente tendenciosos e destruíram a confiança na sua rede social. Já em Agosto passado tinha revelado que a Administração Biden e de Kamala Harris e até o próprio FBI tinham dado instruções ao Facebook para remover conteúdos online que consideravam politicamente inconvenientes.
Agora Zuckerberg admitiu que o Facebook praticou censura e desvirtuou de forma drástica a informação na internet e afirmou que a sua empresa colaborou no silenciamento de opiniões e na exclusão de pessoas com ideias diferentes. Curioso também que o magnata tecnológico tenha informado que deslocará parte das equipas do Facebook para áreas geográficas onde os seus recursos humanos sejam menos afectados pela cultura de preconceito contra liberdade de expressão, sendo que a censura e o cancelamento são o cerne da nefasta, perigosa e pestilenta cultura woke e do “politicamente correcto”.
Mas não nos deixemos enganar: tudo isto soa a cinismo e hipocrisia de Zuckerberg. Durante anos a fio o Facebook foi cúmplice e actuou com dolo na tentativa de transformação da sociedade numa comunidade pidesca de delatores e execráveis criaturas sempre dispostas a vitimizarem-se e a sentirem-se oprimidas com a liberdade de expressão. Parece que só quando se apercebeu da possível vitória de Donald Trump e, depois, da sua efectiva eleição é que Zuckerberg se lembrou que o valor da liberdade de expressão é fundamental numa democracia e sociedade civilizadas. Tivesse Kamala Harris sido eleita presidente e Zuckerberg estaria neste momento a defender mais restrições e mais ferramentas censórias em nome do mendaz suposto combate à desinformação e extremismo.
Entretanto, a contraciclo e percorrendo um caminho de decadência, a Comissão Europeia ameaça censurar preventivamente uma conversa em direto na rede social X entre Elon Musk e Alice Weidel, a co-líder do partido de direita alemão AfD. Isto porque os eurocratas de Bruxelas acham que as ideias da responsável do partido que as sondagens indicam poderá ser o vencedor das eleições gerais no mais importante país da Europa, violam as regras que a Comissão definiu sobre o que se pode dizer no espaço público.
Quem, nomeadamente em Portugal, apoiou e apoia a Comissão de Ursula von der Leyen deveria ter vergonha na cara por pactuar com tiranetes e fomentar a violação dos mais básicos direitos humanos.
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Um estulto bispo, nada Católico.
Este estulto e estouvado cavalheiro, ex-deputado municipal pelas listas do Partido Socialista, só no corrente ano foi candidato a presidente do Conselho Superior do Futebol Clube do Porto apoiando Pinto da Costa; fez vídeos a acenar com notas de 50 euros em campanha de angariação de fundos para uma empresa privada; e andou a distribuir beijinhos e fazer selfies na Festa do Avante.
Muita gente acha fantochada pitoresca, castiça e um sinal de proximidade ao povo. Mas é, na verdade, um afastamento da Igreja e da doutrina Católica, tornado irremediável com a sua presença em vestes de Cardeal no Congresso do Partido Comunista.
A Congregação para a Doutrina e Fé do Vaticano, tem há bastante tempo uma Instrução formal onde se estatui que o Marxismo não é compatível com a concepção Cristã da humanidade e da sociedade. O socialismo científico e o comunismo, a luta de classes conduzida por meios ideológicos e políticos, a coletivização dos meios de produção, a ditadura do proletariado e a revolução social para introduzir o socialismo e, finalmente, o sistema comunista em todo o mundo, são elementos ideológicos de Marx e Engels que ainda hoje o PCP defende e almeja. Simplesmente todos e quaisquer destes princípios divergem radicalmente da doutrina da Igreja Católica e, conforme refere o documento oficial do Vaticano, a sua colocação em prática leva inexoravelmente à instituição de uma sociedade totalitária.
O ateísmo e a negação da pessoa enquanto indivíduo, da sua liberdade e dos seus direitos, estão no cerne da teoria marxista. Contrária, portanto, às verdades da Fé e revelando incompreensão pela natureza espiritual da pessoa e introduzindo uma subordinação total do indivíduo à coletividade.
Em nome da ideologia Marxista mataram-se mais de 100 milhões de pessoas e o longo Papado de João Paulo II contribuiu de forma decisiva para a queda de regimes comunistas, mas Américo Aguiar celebra agora esta missa no templo do PCP: ver vídeo a partir dos 03m02s
A minha crónica-vídeo de hoje, aqui:
Papa ausente, super-ricos presentes
Poucos dias antes da mais importante celebração da Igreja Católica, na Páscoa de 2019 a catedral de Notre-Dame em Paris sofreu um terrível incêndio. Cinco anos depois, a duas semanas do Natal, a magnífica catedral gótica literalmente renasceu das cinzas abrindo de novo as suas portas para se mostrar radiante e luminosa.
Este templo católico tem uma importância colossal para os crentes, mas é também um símbolo maior da civilização e cultura europeia e mundial. A relevância e valor sagrado de Notre-Dame, joia arquitetónica que acolhe de séculos de orações e fé não pode ser menosprezada. Por isso surpreendeu a ausência do Papa Francisco que rejeitou o convite do Presidente francês para a cerimónia de há dias, sem oferecer uma explicação oficial.
Em 2019, um bombeiro saiu da sua missão profissional convertido à fé. O capelão da catedral arriscou a vida, para no meio das chamas salvar a Coroa de Espinhos e o Santíssimo Sacramento. Os carpinteiros que restauraram os tectos do edifício pediram para que os seus machados fossem benzidos antes de começarem o seu trabalho. Mas o Papa recusou viajar até Paris, não percebendo a extraordinária oportunidade do sinal de fé e esperança que a sua presença daria a milhões de pessoas em todo o mundo. Contudo, a sua condição física é suficientemente robusta para iniciar no próximo dia 15 uma visita à Córsega.
Num comentário mais mundano e material lembro que para a restauração de Notre Dame foram arrecadados 846 milhões de euros entre 340 mil doadores privados e particulares de todo o mundo, incluindo doações milionárias por parte de duas das famílias mais ricas de França.
A reconstrução de Notre-Dame ilustra também como alguns bens públicos podem realisticamente ser financiados de forma privada por aqueles que preferem pagar um preço elevado para usufruir desse bem por razões subjectivas. Se é verdade que muita gente nunca estaria genuína e voluntariamente disposta a gastar o seu dinheiro para pagar pela restauração de Notre-Dame, também é verdade que se não existissem impostos tão elevados muitas mais pessoas teriam dinheiro para contribuir para uma obra que lhes diz muito. Entretanto, as doações dos super-ricos foram-nos muito úteis.
A minha crónica-vídeo de hoje, aqui:
Trump venceu, e agora?

Foi a loucura generalizada assim que o mundo acordou para a realidade: Trump acabara de vencer as eleições presidenciais de 2024, em todas as frentes, não deixando margens para dúvidas, numa votação sem igual e que pintou de vermelho o mapa americano. Incrédulos, os democratas, habituados a “corrigir” as pequenas margens de vantagem dos republicanos, foram arrasados por um “tsunami Trump” que não permitiu despejar, a meio da votação, toneladas de votos irregulares sobretudo de defuntos e menores de idade, como assistimos incrédulos no ano de 2020 em directo nas televisões (veja aqui; aqui; aqui; aqui; aqui; aqui; aqui; aqui). Este ano, não havia fraude que chegasse para o que estava a acontecer.
Trump ganhou o Senado, a Câmara dos Representantes e o Congresso. Varreu tudo. E porquê? Porque os americanos não perdoaram a quem os roubou. Senão vejamos:
Trump já tinha governado durante 4 anos. Deixou um legado de paz, economia a crescer, e melhorias das condições de vida. Mas tudo estava a correr demasiado bem, e antes que pudesse obter números históricos, eis que, o vírus criado em laboratório e já patenteado (veja aqui e aqui), se espalha precisamente em 2020 – depois da simulação feita pela elite mundial no Evento 201 em 2019 – quase um ano antes das eleições, para fazer tombar drasticamente a economia do país e culpar Trump de “incompetência” (como acabámos por observar na campanha eleitoral de Biden).
Nem assim, os objectivos dos democratas em 2020 – que desejavam uma derrota estrondosa de Trump para colocar uma marioneta senil do “deep state” na presidência dos EUA – foram alcançados. Por isso, foi necessário um recorrer a um plano B e assim, em directo na noite eleitoral, pudemos assistir com estupefacção, a uma paragem abrupta da aferição de votos assim que Trump descolou nas contagens, para a retomar depois com uma vantagem a pique (tipo foguete em direcção ao espaço, estão a ver?) do Biden senil (um marco histórico com mais de 81 milhões de votos, jamais alcançado por outros candidatos) e que nenhuma estatística explica de forma natural (veja aqui).



Os democratas sabendo que Trump reagiria, criaram mais um cenário fictício de uma invasão, pelos republicanos, ao Capitólio. Transformaram uma manifestação pacífica, de revolta mais do que legítima por fraude descarada, em tumultos extremados com violência e destruição. Exactamente como no Brasil (não há coincidências). Só que, as câmaras de vigilância não deixaram dúvidas, de que essas invasões tinham colaboradores internos. Porém, mesmo com provas documentais e testemunhais, o processo foi arquivado e quem o denunciou foi censurado pelos meios de comunicação corruptos. (veja aqui; aqui; aqui).
Mas o povo americano tem memória. Esperou resignado enquanto o caos foi-se instalando em todos os segmentos da sociedade americana e em 2024, aumentaram a vigilância e controlo nos Estados Chave para que desta vez não houvesse qualquer hipótese de manipulação dos resultados para que os democratas alcançassem outra vitória fraudulenta.
Ninguém votou massivamente, há 4 anos, num doente senil, provavelmente com doença de Alzheimer, como fizeram crer os media avençados mentirosos e corruptos. Os americanos podem ser doidos mas não são estúpidos a esse ponto (veja aqui). Nunca quiseram um boneco ventríloquo incapaz de liderar a maior potência mundial. E vimos isso, claramente, com os nossos próprios olhos, em 2020, durante o directo nas tvs com Trump a liderar, sem quaisquer dúvidas, as votações até ao apagão. (veja aqui)
Mas os media e “big tech” avençados propagandearam que sim (veja aqui) e a resposta do povo americano foi esta: um “tsunami chamado Trump” em 2024.
Agora, Trump não perdoa e promete voltar a processar quem em 2020 manipulou as eleições. E diga-se, com toda a legitimidade.
Mas o “perigoso” e “temível” novo presidente não se fica por aqui: vai auditar o Estado Federal; vai banir a ideologia de género nas escolas; vai impedir a transição de género em menores; denunciar a fraude climática; limpar o CDC da corrupção com farmacêuticas e restaurar a PAZ mundial. Ainda não se sentou na sala oval mas já há um “efeito Trump” nos EUA e no mundo:
- Primeira mulher nomeada como Chefe de Gabinete;
- Nova Iorque deixará de dar cartões de débito para imigrantes ilegais;
- Empresas dos EUA trazem produção de volta ao país;
- Mercado de acções atinge níveis recorde;
- Bitcoin atinge níveis recordes;
- Nova caravana de imigrantes dispersa-se;
- Catar concorda em expulsar líderes do Hamas;
- Hamas pede “fim imediato” da guerra;
- Talibã afirmam querer um “novo capítulo”;
- China deseja “convivência pacífica”;
- Rússia está “pronta” para conversar com os EUA;
- UE quer comprar gás dos EUA, não da Rússia;
- Líderes da Ucrânia em conversas com Trump/Elon.

Entretanto, veja como se comportam os líderes mundiais na presença do novo presidente eleito dos EUA, e observe o RESPEITO entre as partes (veja aqui; aqui; aqui).
O que é verdadeiramente assustador é a ala que se diz à direita condenar/ridicularizar um indivíduo que promove estes valores, enquanto defende democratas criminosos marionetas da WEF. Já tinha escrito sobre essa “direita Biden” em 2021. (Leia aqui)
Como se não bastasse, a administração Biden/Kamala está envolvida no tráfico de crianças (veja aqui; aqui; aqui; aqui; aqui; aqui). Pois é… Pois é… Mas a “direita biden” gosta desta “malta”.
Curioso é saber que antes de Trump se candidatar a Presidente pelos republicanos, era elogiado e querido por todos, dos artistas aos políticos, passando também pela comunicação social. Há inúmeros registos disso. Só por aqui podemos confirmar a farsa do “homem perigoso” que vai despoletar a 3ª guerra mundial, perseguir mulheres e abolir direitos fundamentais. Todos aqueles que participam deste teatrinho sabem que não são estas as razões que os levam a temer Trump. Muito, muito, longe disso.
A lista de apoiantes de Kamala (também ela envolvida no caso Diddy) e que agora estão a colocar-se em fuga dos EUA, não o fazem pelos motivos que alegam (veja aqui). Estes pérfidos personagens estão de rabo preso (ah! bem preso!) na lista de Epstein (que conseguiram silenciar para toda a vida) e voltam a estar ameaçados pela recente detenção de Puff Diddy por pedofilia, tráfico humano e sacrifício humano de crianças e adenocromo. Uma lista de horrores que pode condenar os implicados a prisão perpétua. E Trump prometeu trazer a lista de Epstein e Diddy à luz do dia, bem como desclassificar o dossier do 11 Setembro e o assassinato de J.F.Kennedy. Realmente, este homem destemido mete medo (mas só aos criminosos que ele promete combater).
Nos tempos que correm, não se trata mais de escolher entre um candidato republicano ou democrata; de esquerda ou direita mas sim, entre o BEM e o MAL ou seja, entre GLOBALISTAS (uma elite perversa que pretende impor uma autoridade global escravizadora) ou ANTI-GLOBALISTAS (que defendem as liberdades individuais, a soberania das nações e direitos Humanos). Quem pensar o contrário não vive no mundo actual mas sim, noutra dimensão criada pela formatação dos meios de comunicação social avençados.
Sair da “matrix” é fundamental para o despertar das populações que têm nas suas mãos o poder de DERRUBAR o mal, por um futuro melhor.
Trump ganhou, e agora? Aguardemos tranquilamente. Pior do que um senil manipulado por gente perversa, não eleita, e com agendas obscuras para implementar a escravidão global (e não só), não será de certeza absoluta.
Descarbonizados e famintos
Da COP 29 que decorreu no Azerbeijão – reunião mundial que se notabiliza por juntar ansiosos climáticos e evangelistas do apocalipse do planeta – os resultados foram considerados por muitos como decepcionantes. Os activistas políticos neo-marxistas acharam que a promessa de os países ricos gastarem cerca de 300 mil milhões de dólares por ano no que chamam de «reparações climáticas» é apenas uma “migalha”, quando comparada com a dimensão da suposta tarefa da descarbonização e de outras políticas delirantes que advogam.
Ora, os países pobres são responsáveis por menos de 0,5% das emissões de carbono do planeta, e nestas geografias morrem mais de 10 milhões de pessoas todos os anos devido à fome e doenças várias. Todavia os dirigentes políticos e os auto-ungidos patronos do bem-comum estão preocupados com a instalação de painéis solares em África e na Ásia onde graça o flagelo da malária, da tubercolose, ou da mortalidade infantil.
Indivíduos como António Guterres e todos os outros sinistros alucinados pelo clima sabem perfeitamente que as condições meteorológicas extremas resultam em cerca de 9.000 vidas perdidas por ano. Ou seja, 1.100 vezes menos mortes do que as provocadas pela fome e doenças. Mas ainda assim, são suficientemente pervertidos para em frente dos microfones das televisões exigirem que se desviem recursos para a fantochada da transição verde que só prejudica os mais vulneráveis dos vulneráveis.
Como assinalava Bjorn Lomborg num recente artigo publicado no Wall Street Journal, a dita ajuda climática “é a pior forma de melhorar a qualidade de vida ou prevenir mortes”. Os pobres não precisam de descarbonização. Necessitam de crescimento económico, nomeadamente através de acesso a energia abundante e fiável, coisa que nem a energia solar nem eólica garantem.
A cegueira fundamentalista e estupidez ideológica de grande parte do movimento ambientalista dos nossos dias condena à pobreza e à morte gente que poderia ser salva se os apoios financeiros fossem dirigidos por exemplo a campanhas de vacinação infantil, à melhoria das redes escolares, ao alargamento de acesso a água potável, etc…
Perversamente, no ano passado, por exemplo, o Banco Mundial destinou 44% dos seus empréstimos a causas climáticas, o Banco Africano de Desenvolvimento 55% e o Banco Europeu de Investimento 60%. Isto sendo que dois terços deste financiamento climático vão para políticas de “mitigação carbónica” e “transição energética”, obrigando os pobres a reduzir as emissões de carbono, nem que para isso tenham de deixar de comer.
Dá jeito ter pobres, famintos e doentes para que os privilegiados urbanos progressistas ocidentais possam continuar a autocontemplar a sua falsa e desumana virtude.
A minha crónica-vídeo de hoje, aqui:
Do barco furado ao pedido de Gouveia e Melo
Aparentemente Gouveia e Melo é proto-candidato presidencial. A maior crítica que lhe fazem é a de não se conhecer o seu pensamento político. Ora, para mim, essa seria uma vantagem do putativo candidato, já que sempre que abre a boca diz asneira e quando lhe entregam missões de trabalho deixa muitíssimo a desejar.
Recordo por exemplo que em Março do ano passado 13 militares recusaram embarcar num navio da Marinha alegando razões de segurança por se verificarem fissuras na estrutura da barcaça, não ser estanque à água e o esgoto da casa das máquinas não funcionar. Perante isto, chefe da Armada em vez de tratar do assunto internamente com discrição, resolveu fazer uma espécie de conferência de imprensa para ser transmitida pelas televisões, humilhando, julgando sumariamente e condenando na praça pública os seus subordinados. Não é coisa de digna de um militar.
Incumbiram o senhor Gouveia e Melo de gerir uma operação logística para inoculação de produtos farmacêuticos experimentais da Pfizer e logo o especialista em submarinos, pateticamente, declarou “guerra” à covid, cavou trincheiras e com ego inchado falou do seu objectivo de “encurralar o vírus a um canto”. Confessou até que “a retórica da guerra ajudou na tarefa de combater o inimigo”, neste caso um microrganismo acelular infecioso.
A dada altura o Sr. Almirante vestiu a pele de Prof. Bambo, deitou búzios e leu cartas tendo declarado que “as alterações climáticas estiveram por trás da pandemia”. Pena não ter deixado o seu contacto telefónico na secção “RELAX” do Jornal de Notícias, não fosse alguém o querer consultar para outras feitiçarias.
Durante a sua chefia da task-force distribuiu insultos por quem decidiu conscientemente não se injectar. Chamou negacionistas e malucos a uma data de gente e apelidou de obscurantismo todo e qualquer pensamento crítico sobre a gestão da covid. Pelo meio ainda surgiu a canalhice de sugerir que a inoculação de crianças e jovens era um dever cívico, quando hoje até a Autoridade de Saúde proíbe essa administração.
Dizem que o putativo candidato presidencial tem um perfil que é a antítese de Marcelo Rebelo de Sousa. Errado. Lembro-me bem do Sr. Gouveia e Melo se fazer a aplausos em eventos públicos, distribuir emblemas do SNS, tirar selfies e distribuir beijinhos ao povo e andar na rua com guarda-costas. Chegou até a ser recebido como um herói na Web Summit onde aliás deu conselhos sobre parentalidade.
Ofuscado pela sua húbris, achou que tinha coisas relevantes para dizer ao mundo e, ridiculamente, decidiu escrever um livro de memórias. Multiplicou-se em longas entrevistas de vida, pungentes conversas televisivas, revelou pormenores da sua infância e adolescência a revistas côr-de-rosa e deu-se a conhecer na intimidade que deve ser tão entusiasmante como a de uma mosca-varejeira.
O fulano que é especializado em Comunicações e Guerra Electrónica, mas teve o desplante de aceitar receber o Prémio Nacional de Bioética, talvez num dos momentos mais deprimentes da nossa Academia.
Por fim, lembro que quando questionado acerca de um eventual futuro político, Gouveia e Melo pediu, e cito: “Se isso acontecer, deem-me uma corda para me enforcar”.
A minha crónica-vídeo de hoje, aqui:
Meet the new boss, same as the old boss
As nomeações que vão sendo anunciadas pela futura administração Trump são todas saídas da lista de entertainers modernos, “influencers” sem lugar na tóxica beatificação da infantilização do liberalismo democrata dos últimos anos. O pedantismo insuportável anterior está a ser substituído por uma tralha igualmente pedante de sentido aparentemente — só aparentemente — contrário, deixando intacto todo o azeite, trocando apenas o estapafúrdio progress by design por uma nostalgia falsa por tempos menos confusos, um tradicionalismo fajuto desconexo de uma sociedade que efectivamente não tem tempo nem disponibilidade mental para “pensar a sociedade” (abençoados sejam). No fundo, o que Hugo Chavez iniciou no início do século com o seu “populismo de fato de treino”. Tarifas, designed in California, manufactured in China. Venham lá as tarifas para a Gigafactory Shanghai.
Nada contra populismo. Pelo contrário: a essência da democracia é o populismo, como demonstrado pela história e pela negação constante dos pseudo-eruditos de regime. Tudo contra o beatismo. Elon Musk, Linda McMahon, Robert Kennedy Jr., Mehmet Oz? Trump não está a “make America great again”, está a demonstrar que esta já só tem um papel decorativo no rumo do mundo fora daquilo em que os EUA são realmente bons: fomentar guerra e destruição em territórios alheios.
“Drugs are bad, m’kay?” Gritar “socialismo”. Dogmas à lá católico com origem protestante. “Freedom!” Übermensch. Green Card, Holocaust Card.
Tenho ido ao X. É uma trampa, igual às outras trampas de afagar egos, como o Facebook ou os podcasts iconoclastas do Daily Wire. “África, povo”, Jordan Peterson, Herman José e a Rainha Santa Isabel. Memes que não são, por definição memes, por esquecidos três horas depois. Old e New Media, as duas faces da mesma caverna. Amor platónico. Truman Show. Woke e anti-woke, que é igualmente woke.
Deixai as ilusões à porta: estais sós e continuareis sós.
Cem anos de solidão
Apoio popular é o primeiro elemento necessário para a criação de autoridade. Contudo, uma autoridade assente somente nessa fundação é frágil, incerta e vacilante. Portanto, qualquer um que se encontre investido de autoridade baseada apenas no apoio popular terá que tomar medidas que melhorem e consolidem as fundações pela criação de força. Da mesma forma, teremos que olhar para poder, isto é, a capacidade de usar a força, como a segunda fundação na qual toda a autoridade é baseada. Esta fundação é mais estável e segura, mas não necessariamente mais forte que a primeira. Se o apoio popular e o poder se encontram unidos e passíveis de serem mantidos por algum tempo, então uma autoridade pode surgir baseada numa fundação ainda mais forte, nomeadamente a autoridade da tradição. E, finalmente, se apoio popular, poder e tradição estão unidos, então a autoridade baseada nestes poderá ser vista como invencível.
in “Mein Kampf”, Adolf Hitler (Julho de 1925)
Tradução pouco profissional mas suficientemente aceitável do autor do post.
Precious Bodily Fluids
União Europeia vs América com Trump
A esmagadora maioria dos europeus e a quase totalidade dos actuais líderes dos países da União Europeia teriam votado em Kamala Harris para Presidente dos EUA, se tivessem tido essa oportunidade.
A infantil presunção de que a Europa poderia influenciar a vontade popular nos Estados Unidos teve a resposta democrática que se impunha: os americanos votaram maioritariamente em Donald Trump.
Ora, dado que os nossos políticos disfarçam muito mal o incómodo e angústia que sentem ao constatar que a vontade da população americana não coincide com os seus interesses enquanto dirigentes europeus, para sinalizar uma suposta virtude que auto-reclamam ter e se diferenciarem ainda mais do agora presidente-eleito dos Estados Unidos, a União Europeia poderá ser tentada a adoptar uma desastrosa resposta a Trump que sobranceiramente sempre tiveram como inimigo moral e adversário.
Para os europeus a pior coisa que a União Europeia poderá fazer será manter ou aprofundar as suas próprias constantes medidas proteccionistas e a insuportável regulamentação e regulação dos mercados com base na intrujice do chamado “combate às alterações climáticas”.
Se as empresas e os cidadãos europeus continuarem a ser alvo do saque fiscal a que têm vindo a ser submetidos, o fosso da competitividade e robustez da economia europeia face à americana tornar-se-à ainda mais pronunciado, já que é provável que a Administração Trump introduza um ambiente mais favorável ao investimento nos Estados Unidos através da baixa de impostos e desregulamentação.
Se para concorrer com os Estados Unidos a União Europeia insistir na fantasia de reforçar os seus programas de estímulo económico – que não estimulam economia coisíssima nenhuma, mas estimulam apenas os egos de políticos e privados encavalitados no Estado – o fracasso e efeitos nefastos que já temos com os planos Juncker e Next Generation vão repetir-se e agravar-se. Em vez de subsidiar ineficiências e despejar dinheiro à Lagardère na economia seria bem mais produtivo a União Europeia investir na defesa e indústria militar.
A eleição de Trump é uma oportunidade única para a União Europeia arrepiar caminho e passar a comportar-se como adulta em benefício dos seus cidadãos. Resta saber se ou quando os dirigentes europeus ganharão consciência da necessidade imperiosa de uma radical mudança de orientação de políticas.
A minha crónica-vídeo, aqui:
EUA: a Democracia venceu a manipulação
Quiseram manipular o Povo, e a Democracia respondeu dando a vitória a Trump.
Quiseram dizer aos americanos qual a opção política certa e qual o voto legítimo, mas os cidadãos fizeram a sua própria escolha livre e consciente.
A esquerda corrupta e moralmente falida mobilizou a casta de celebridades do showbiz para a sua agenda fanática anti-Trump, mas o país ignorou as vedetas.
Os órgãos de comunicação social empenharam-se no activismo político descarado, na mentira constante, no silenciamento de opinião desalinhada, na deturpação de factos e na disseminação de narrativas fraudulentas, mas os eleitores souberam pensar pela sua cabeça e defenderam a liberdade de expressão.
Kamala Harris teve apoios financeiros gigantescos e muito superiores aos de Trump, e nem assim a sua campanha conseguiu comprar a liberdade dos votantes.
Em Portugal, perante os resultados eleitorais de hoje, os autointitulados defensores da democracia entrarem em gritaria e choro convulso. Além de ridículo, revela mais uma vez o quão hipócritas são as causas da nossa oligarquia instalada no conforto urbano do «bem-pensismo».
Mas, mais do que uma vitória de Trump, talvez tenha sido um grito popular por liberdade e reconquista do controlo sobre as suas próprias vidas o grande vencedor destas eleições. Contra hordas de tiranetes e socialistas, passe a redundância.
A Esquerda Progressista e a Direita que lhe presta reverência deveriam aproveitar a ocasião para fazer a sua própria autópsia e recuperar alguma probidade e honradez que já tiveram.
Não creio que o façam, mas por vezes há boas notícias, como as de hoje.
A minha crónica-vídeo, aqui:
Um partido que já foi Democrata
Na madrugada da próxima quarta-feira existe em Portugal a probabilidade, quiçá superior a 50%, de se dar um colapso nervoso e uma derrocada psicológica por parte da esmagadora maioria dos comentadores e analistas políticos com acesso ao espaço público.
É que Donald Trump poderá mesmo ganhar as eleições presidenciais nos Estados Unidos e para a nossa parola classe bem-pensante isso será uma tragédia apocalíptica e um regresso à era do Paleolítico Inferior.
Tão empenhados que estão em sinalizar a sua ficcionada virtude que ocupam por inteiro as suas cabecinhas a regurgitar delirantes soundbytes que nas suas bolhas urbanas privilegiadas são tidos como as opiniões que convém ter a quem quer ser socialmente aceite nos corredores do lupanar e da ramboia de Cascais a Campo de Ourique, da Comporta à Foz do Douro.
Não é de estranhar. Cerca de 60 milhões de americanos não vão nas cantigas da adversária de Donald Trump e, por isso, ao tomar consciência de que metade do eleitorado tem um QI superior ao seu, até Kamala Harris veio dizer que Trump é o novo Hitler. Inquirida posteriormente sobre se era mesmo essa a comparação que queria fazer, dona Kamala, idolatrada em Portugal, confirmou: sim, Trump é Hitler.
O partido de Kamala está tão radicalizado que já nem se importam das desumanas e grotescas amoralidades do seu discurso, nem de demonstrar a sua profunda e perigosa ignorância da história mundial.
Se a escolha livre e consciente dos americanos levar Trump a ganhar as eleições, espero que reste alguém no actual partido extremista de Kamala que pelo menos se lembre que um dia esta força política chegou a ser conhecida por “Partido Democrata”.
A minha crónica-vídeo de hoje, aqui:
Crianças usadas
Dos inúmeros crimes cometidos a pretexto da farsa do “combate” à covid 19, um dos mais abjetos e desumanos teve como vítimas as crianças. Esses delitos tiveram como responsáveis as mais altas figuras da hierarquia do Estado e dirigentes de agências e organismos ligados à saúde. Mas também um larguíssimo número de pais que não hesitaram em inverter valores e torcer elementares princípios éticos usando de forma nojenta os seus próprios filhos como supostos escudos humanos, disfarçando as suas cobardia e hipocondria.
Grande parte da sociedade, investida na sua faceta de talibãs sanitários, concordou e suportou a infâmia da inoculação generalizada de crianças saudáveis a partir dos 6 anos de idade com a profilaxia genética experimental contra a covid 19, a que alguns patuscos ainda hoje insistem em chamar de «vacinas».
Como recordou recentemente a médica Teresa Gomes Mota em artigo publicado no jornal Observador, depois de em 2021 ter sido exercida toda a pressão, coação e até quase imposição para injectar nas crianças produtos farmacológicos contra COVID-19, dois anos depois dessa fatídica data a administração das mesmas substâncias ao grupo etário dos mais pequenos foi “interdita” pelas autoridades Portuguesas. Ou seja, passamos da quase obrigatoriedade formal das injecções para a sua proibição taxativa em crianças saudáveis. Esta interdição entrou em vigor de for sinistramente discreta ou mesmo escondida.
Os mesmos sociopatas que fizeram a propaganda da absoluta necessidade sanitária e do dever de cidadania de inocular as crianças portuguesas, mesmo contrariando inúmeros alertas e recomendações disponíveis à data dos factos, são os mesmos desequilibrados patológicos que agora sabem que é perigoso, ao ponto de imporem por via legal uma proibição.
Importa por isso que se tornem públicos e se divulgue de forma transparente e completa o número e gravidade das reações adversas às inoculações contra a COVID-19 que terão até levado à morte alguns dos nossos filhos. Mais não seja para que os Pais que erraram e se acobardaram, mas tiveram a sorte de não ter consequências nefastas para os seus filhos, se possam reconciliar com a sua própria consciência.
A minha crónica-vídeo de hoje, aqui:
Is it better for a man to have chosen evil than to have good imposed upon him? — Anthony Burgess, “A Clockwork Orange”
Após a surreal diabolização súbita de Putin a propósito da substituição americana de um Saddam Hussein melhorado na figura do grande herói do momento — aquele que pode gozar de um certo período de graça até ser devidamente… digamos… regado de humildade e/ou benzina —, eis que a Europa pode aplaudir alegremente o Leviatã ou a grande serpente. Ouvi atentamente, na medida do (pouco) possível os comentários nacionais sobre a “reeleição” (já lá vamos) da maldade em estado puro para a Comissão Europeia, não encontrando qualquer sinal de alarme, pelo que tudo está bem, shalom alechen, que Deus e/ou Trump a guarde.
Vozes dissidentes? Afastadas. Afinal, a senhora distribuiu vacinas pela plataforma piramidal que é a zona euro. Explicações ao parlamento? Para quê, se temos conferências de imprensa para muito melhor efeito? Manutenção de uma certa hierarquia de controlo? Para quê, se nem Zelensky consegue manter chefias de forças armadas mais que o tempo necessário para enterrar umas dúzias de dispensáveis (no entanto, agradece-se a contribuição pela diminuição de emissões de CO2 antropogénico).
“Subida da extrema-direita” pela Europa fora requer medidas fortes, femininas, teutónicas, até um bocadinho nazis. Da mesma forma que uma pessoa tem que gastar dinheiro para ganhar algum, o combate ao fascismo também requer uma certa dose de medidas fascistas. É tudo pelo bem colectivo et al e o raio que vos parta, bando de extremistas multi-fóbicos e/ou degenerados. Quem falta para preencher o ramalhete do poder absoluto da senhora von der Leyen? Nada mais, nada menos que o pacóvio que delapidou todo o capital que o Partido Socialista Português conseguiu ao longo dos últimos 50 anos. Vai ser um excelente bibelot porque calado sempre foi um grande poeta. Graças a YHWH que Montenegro já avançou com a OPA sobre mais um grupo de “jornalistas independentes” a ver se passamos todos a cantar o mesmo hino, que até pode ser a nona acompanhada de um copinho de leite.
É continuar aí entretidos com o diz que disse de um orçamento ridículo que serve para discutir para onde vão as migalhas.
Nacionalismo cristão
O que une o velho guru da direita saudosista por uma fantasia que nunca existiu, Jordan Peterson, ao novo João Baptista em cuecas, Russell Brand, mais conhecido por assediar o actor Andrew Sachs (“he fucked your granddaughter”)? O filme de terror da substituição da razão pela fé, como se fizessem parte do mesmo plano de abstracção na modernidade bafienta.
Há um guru para todos os gostos. Musk, Trump ou o Papa. Antropoclimoeugénicos e neganeganegovacinatomosféricos. O que não há é juízo para desligar toda a parafernália pós-capitalista onde proliferam.
Essa é a tragédia. O orçamento é uma pestana caída no oceano.
O Povo é inimigo da Democracia
Há bastante tempo, provavelmente desde José Sócrates, que não assistíamos a tamanho despautério e desfaçatez por parte de um líder de governo num ataque feroz à liberdade de expressão e de imprensa.
Mascarado de sorrisos e finório discurso, Luís Montenegro veio afirmar que as redes sociais são inimigas da Democracia. Ora, as redes são por definição compostas por conteúdos alimentados pelas pessoas que utilizam o Facebook, o Twitter e outras plataformas. Ou seja, Montenegro acha que, no fundo, o povo é inimigo da Democracia. É um conceito canalha, mas partilhado por uma grande parte da classe dirigente e privilegiados urbanos fazedores de opinião, nomeadamente por jornalistas sabujos que se notabilizam pela profanação dos mais elementares princípios deontológicos.
(Ver vídeo com declarações de Luís Montenegro a partir do 1m05s, aqui.)
A coberto da distração com a novela deprimente das negociações do orçamento de Estado, e sem um pingo de vergonha na cara, o governo apresentou no pardieiro de um evento promovido pela CNN o chamado «plano de acção para a comunicação social», mas que, verdadeiramente, não passa de uma forma de torrefacção de milhões de euros para amansar e colher simpatias junto da comunicação social; de uma forma de outorgar a jornalistas tornados operacionais do governo o poder de vigilância e censura nas redes sociais sobre o que quem manda arbitrariamente considere e defina ser “desinformação”; e de um novo meio para desviar dinheiro de todos os contribuintes subsidiando a assinatura de jornais falidos porque, sensatamente, ninguém quer ler pasquins.
Ao contrário do que diz ser a sua intenção, o governo pretende ter maior interferência e controlo das notícias que saem para o espaço público. É uma subversão da Democracia e um aprofundar de uma sociedade cada vez mais fechada.
Quem seja livre não poderá confiar em alguém que apoie ou seja benevolente com o plano do governo.
A minha crónica-vídeo, aqui:
O orçamento
É proibido fumar nas escolas.
É proibido usar telemóvel nas escolas.
É permitido usar livros digitais nas escolas em telemóveis desde que gigantes.
Dizem que ainda há escolas.
Servem para aprender a taxar gorjetas.
Discute-se aborto. Discute-se eutanásia. Discute-se.
Telemóveis são proibidos nas prisões.
Temos prisões de “alta segurança”.
Toque à campainha para saber se pode parir aqui ou se deve ir para outro distrito para retirar a criatura que não abortou a tempo.
É o orçamento, o orçamento, o orçamento…
Acabaram os incêndios. Venham as cheias.
Em Março planeia-se a limpeza dos bueiros. Faça-se um grupo de trabalho e de inquérito e de macro-coiso sobre a micro-coisa.
Invada-se a Rússia. Estão a precisar da democracia da boa. Desta.

