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Perfeitamente legal

11 Fevereiro, 2008

No Público discute-se os casos das mulheres que, em pouco mais de 6 meses, já usufruíram da nova lei do aborto pelo menos duas vezes. Não percebo a preocupação. Para alem de ser perfeitamente legal, é um direito. As mulheres têm tanto direito ao segundo aborto como ao primeiro. O segundo feto tem tantos direitos como o primeiro.

PS – Também se discute se as mulheres devem ser obrigadas a uma consulta após o aborto. Alguém diz que não se pode ir buscar as mulheres a casa para a consulta. De facto não se pode.

34 comentários leave one →
  1. 11 Fevereiro, 2008 16:46

    Muito bom. Você até parece humano quando fala do aborto.

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  2. 11 Fevereiro, 2008 16:53

    Independentemente da opinião de cada um sobre IVG e da lei que a regulamenta, esta afirmação é duma frieza e duma desumanidade arrepiante. Quando uma mulher recorre no espaço de seis meses a um serviço público para realizar dois abortos é sinal de que falhámos todos!

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  3. Zeca permalink
    11 Fevereiro, 2008 16:55

    Realmente eu até pensava que, após tão férrea campanha pelo aborto, até dessem prémios a quem fizesse mais.
    Afinal não é assim?
    Aqui há tempos havia gente muito preocupada porque se estavam a fazer muito menos abortos que o estimado…
    Já que são poucas a abortar, ao menos que sejam activas!

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  4. lucklucky permalink
    11 Fevereiro, 2008 17:03

    Estranhos abortistas, votaram sim que raio é que queriam, ainda por cima com o dinheiro dos contribuintes? Isto está escrito na maioria de estudos. Então aceita-se a morte de um ser humano por que sim á primeira mas já não á segunda? E como o João Miranda diz o que é que faz o segundo ser humano ter mais do que zero direitos enquanto o primeiro não tem nada?

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  5. dazulpintado permalink
    11 Fevereiro, 2008 17:22

    O Piscoiso vem já esclarecer.

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  6. 11 Fevereiro, 2008 17:36

    “Quando uma mulher recorre no espaço de seis meses a um serviço público para realizar dois abortos é sinal de que falhámos todos!”
    Responsabilidade colectiva por actos individuais!? Essa é boa…

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  7. 11 Fevereiro, 2008 17:39

    PM Diz:
    11 Fevereiro, 2008 às 4:53 pm

    Está muito enganado. Quem falhou foi ela e/ou o copulador.
    Eu também não gozei nada!

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  8. Red Snapper permalink
    11 Fevereiro, 2008 17:50

    O problema é que fazer abortos deixa mazelas na mulher que o faz, e pode mesmo por-lhe em risco a vida. Depois, ser um direito não significa automaticamente que é uma coisa boa. Por fim, quanto menos abortos se fizerem menores são os custos. Este post é muito mau. O JMiranda quando quer é um péssimo ser humano.

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  9. Luis Moreira permalink
    11 Fevereiro, 2008 17:57

    As mulheres que em seis meses fazem dois abortos devem ser tratadas em psiquiatria.Não me venham com essa que é por causa da lei do aborto!

    O que é que a impedia de ir ao vão de escada?

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  10. dazulpintado permalink
    11 Fevereiro, 2008 17:58

    Red Snapper ,pôr o dedo na frida doi, não?

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  11. 11 Fevereiro, 2008 18:01

    “Quando uma mulher recorre no espaço de seis meses a um serviço público para realizar dois abortos é sinal de que falhámos todos!”

    PM, fale por si. E por todos os que votaram sim, com aquele argumento muito pouco honesto de que assim iam melhorar a vida das mulheres. Vocês são de facto culpados. Ao menos reconheçam isso, pode ser que se juntarem todos alguma coisa acontença.

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  12. dazulpintado permalink
    11 Fevereiro, 2008 18:07

    Luis Moreira, em sua opinião qual seria a média de abortos aceitável? Dois por ano, três?

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  13. dazulpintado permalink
    11 Fevereiro, 2008 18:13

    Fado Alexandrino, o senhor diz:

    “”Está muito enganado. Quem falhou foi ela e/ou o copulador.
    Eu também não gozei nada!””

    Por favor não se esqueça de que o homem não é visto nem achado na livre decisão da mulher abortar?

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  14. Red Snapper permalink
    11 Fevereiro, 2008 18:13

    Claro que pôr o dedo na ferida dói. Mas não é claramente este o caso. Neste caso o dedo foi colocado no cinismo mais sórdido. O JMiranda diz cinicamente que não percebe a preocupação de a mesma mulher fazer muitos abortos. Como quem tivesse votado Sim não tivesse agora legitimidade para estar preocupado com essa situação!! Que cabeça mais confusa! Acaso lhe ocorreu pensar que quem discute no Público são justamente aqueles que votaram Não? O Que é que estrada da beira tem a ver com a beira da estrada!! Valha-me Deus.

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  15. Luis Moreira permalink
    11 Fevereiro, 2008 18:14

    Dazulpintado

    Nos abortos em vão de escada não deve haver limite.No aborto assistido vai chegar uma altura em que a saúde da mulher vai levar o médico a tomar medidas,mais que não seja dizer isso á mulher.

    Agora no aborto clandestino só acaba quando morrem!

    É capaz de me dizer que o seria diferente se não houvesse esta lei? Não sabíamos de nada,varridos para debaixo do tapete da ignorância!

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  16. Anónimo permalink
    11 Fevereiro, 2008 18:20

    JM,

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  17. dazulpintado permalink
    11 Fevereiro, 2008 18:31

    Red Snapper, eu não sei se o JM é ou não cínico,o que sei é que do ponto de vista dos que defendem os direitos de um feto viável e saudável acima dos direitos da mãe, um aborto já é mau de mais.Na perspectiva dos que defendem o contrário, a questão que se coloca é qual a média de abortos aceitável por si próprios? Um por ano, dois, três ?

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  18. Luis Moreira permalink
    11 Fevereiro, 2008 18:37

    Dazulpintado

    Sabe bem que o aborto clandestino sempre existiu.A única diferença e fundamental é que agora nós estamos aqui a discutir o assunto.

    Dormia melhor não sabendo nada sobre uma realidade tão dolorosa?

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  19. Tribunus permalink
    11 Fevereiro, 2008 18:38

    Falam em abortos, isso era salvação para umas taradas, que choraram de comoção no Altis, nessa noite de vergonha!
    O estado propôs-se a roubar o contribuinte, pagando (só a primeira intervenção) as outras 2 que as paguem……. a concepção assistida!
    Isto não è um governo, porque se o fosse encarava pelos cornos a situação de 20.000 crianças e adolescentes que vegetam em serviços de assistencia e fazia uma campanha séria para divulçar
    o meio de adotar uma ou mais crianças! o que se faz (não faz) è
    ter uma justiça pouco expeditiva, por vezes entregue a juizes com pouca experiencia, e criando uma teia de complicações.
    Estariamos a fazer cidadãos uteis para o país! Vejam, que nos casos em que è feita uma adopção como os pais lutam pelas crianças……………

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  20. dazulpintado permalink
    11 Fevereiro, 2008 18:47

    Luís Moreira, eu dormia bem antes e nada se alterou desde aí. E você?

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  21. 11 Fevereiro, 2008 19:03

    Só uma pequena achega, que me parece pertinente.
    Há dias ligou-me um amigo ( não vou revelar a profissão), que vinha
    revoltado porque, tinha estado com um seu amigo de infância, que lhe contou esta coisa surpreendente.
    Encontra-se a trabalhar na Suíça para onde foi deixando a mulher em portugal grávida.
    No Natal veio de férias, e para seu espanto a sua mulher tinha decidido abortar.
    Ninguém põs qualquer objecção, porque a mulher é que decide relativamente a algo que é tanto dela como dele ou não será?

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  22. Luis Moreira permalink
    11 Fevereiro, 2008 19:03

    Dazulpintado

    Se dormia bem porquê essa ansiedade? Não sabia que havia mulheres que faziam abortos nos vãos de escadas? Está preocupado agora que as mulheres podem ser auxiliadas sem medo de serem perseguidas?

    Não haver abortos era o melhor,mas havendo,então que seja em lugares decentes.

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  23. 11 Fevereiro, 2008 19:09

    -Sai mais barato realizar abortos (grátis), que adquirir contraceptivos (apenas comparticipados). Só uma questão, e se daqui a um ano, chegarmos á conclusão que existem pessoas que já realizaram 5 abortos? Deverá o SNS pagar o 6º, o 7º e o 8º? Cerca de 6 mil seres Humanos, não viram ser-lhes reconhecido o direito a nascer, para como todos nós, livremente viverem!

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  24. dazulpintado permalink
    11 Fevereiro, 2008 19:33

    Luís Moreira , eu não estou nada ansioso,apenas questionei qual seria do seu ponto de vista a média anual de abortos que, segundo o seu critério, seria aceitável fazer-se.Já sabemos que para si, uma mulher que aborte duas vezes em seis meses precisa de tratamento psiquiátrico! Mas se for três por ano o Luís Moreira já acharia aceitável?Porque a questão é essa, ou não?Se o Luís Moreira acha que deve haver um limite, qual é ele?

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  25. 11 Fevereiro, 2008 19:36

    Caro António de Almeida: o benchmark é Inglaterra (não era o JS que falava nas melhores práticas?). Lá, é comum haver mulheres que recorrem ao oitavo aborto. E o Estado paga. Oitavo aborto… Acha que esta gente quer saber alguma coisa das vidas humanas? Daqui a nada estamos a discutir o direito de vida de uma criança deficiente até aos cinco anos. Tenho a certeza. E sempre com o argumento nazi que é o direito da mulher (depois dirão que é o direito dos pais), que ninguém pode obrigar pais a terem um fardo destes, que é a moral Judaico-Cristã que quer obrigar os pais a lidarem com a consequência dos seus actos sexuais, bla bla bla. É esperar para ver. E o povo a votar sim. Claro.

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  26. 11 Fevereiro, 2008 20:21

    E como é com o segundo, terceiro, etc., abortos? O Estado ainda paga?

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  27. menfis permalink
    11 Fevereiro, 2008 21:17

    De facto, a existir, a contestação lá deve visar os homens, também, porque se o segundo aborto não valesse, ou o terceiro, ainda, coitados dos homens, lá teriam de pousar o mastro, que é um dizer, a pena, a caneta, e ora há lá assim tanto macho latino, aí, nesse país de telenovela e benficas, que saiba mais alguma coisa interessante para se ocupar e com que se possa entreter?

    Acaso haverá?!

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  28. menfis permalink
    11 Fevereiro, 2008 21:23

    E deixe, ó António Almeida, que o problema não é de abortos nem preservativos, mas de interioridade e litoral, ó caro, que no litoral continuará a haver miúdos, como na França e na Suíça dos nossos emigrantes, só no Interioor do País, com aborto ou sem aborto, é que não.

    E por que é que será que as pessoas vêem as coisas sempre mais pelo prisma da árvore que da floresta? Pois hoje há mais gente que no tempo de JCristo, que há trinta anos e há três…

    Ai, Joseph Antoine, quanta e quanta gente a mais aí há!…

    E deus não está lá no céu.

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  29. Beirão permalink
    11 Fevereiro, 2008 22:08

    O mercado pelos vistos vende as camisinhas caras de mais.Assim fica mais barato ir ao SNS fazer o aborto.Claro que os velhinhos que vomitarem a sua roupa no hospital vão nus para casa …

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  30. frei de jesus permalink
    12 Fevereiro, 2008 00:08

    «As mulheres têm tanto direito ao segundo aborto como ao primeiro. O segundo feto tem tantos direitos como o primeiro».

    Inexcedível.

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  31. Joaquim Amado Lopes permalink
    12 Fevereiro, 2008 15:42

    Pra os que leram o post do João Miranda e não o perceberam (pelos vistos, a maioria dos que o comentaram), o João recorreu a uma figura de estilo que dá pelo nome de “ironia”. Pretendeu tão só demonstrar o quanto a nova Lei do Aborto é má e que está a acontecer precisamente aquilo para que muitos (do lado do “Não”) alertaram durante a campanha e que muitos outros (do lado do “Sim”) se recusaram simplesmente a discutir.
    Que, como era óbvio já durante a campanha e é agora (dolorosamente) evidente, no referendo estava muito mais em causa do que se “as mulheres que abortam devem ir para a prisão”.
    E, como se costuma dizer, ainda a procissão vai no adro.

    Temos o país que merecemos, independentemente de contribuirmos para isso ou não. Só espero que, dentro de alguns anos, mereçamos melhor e, no terceiro referendo sobre o aborto a pedido, não sejamos tão hipócritas e/ou preguiçosos quanto fomos no último.

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  32. frei de jesus permalink
    13 Fevereiro, 2008 17:00

    Joaquim Amado :
    Ainda agora não tenho a certeza da sua interpretação. E, como tive dúvidas ao ler o “post” de João Miranda, comentei apenas com um enigmático «inexcedível» … porque é de facto inexcedível escrever-se isto : – «O segundo feto tem tantos direitos como o primeiro».

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  33. Joaquim Amado Lopes permalink
    14 Fevereiro, 2008 13:44

    Frei de Jesus,
    Basta conhecer a posição do João Miranda (JM) sobre a despenalização do aborto a pedido até às 10 semanas para se poder interpretar correctamente o que ele escreveu.

    E há muito a ler na expressão que refere, talvez mesmo mais do que o JM antecipou quando a escreveu. O “inexcedível” é justificado e o JM está de parabéns.

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