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Prós & Contras (5)

12 Fevereiro, 2008
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O Prof. Hespanha, perfidamente, a virar o bico ao prego depois das intervenções de Paulo Morais tentando extrair a peregrina conclusão de que a corrupção se deve a menos Estado e menores índices de regulação.

Quando é exactamente o contrário. A corrupção, sobretudo a do Urbanismo, decorre de planeamento a mais e a regulação obssessiva. Ou seja, da omnipresença do Estado e não da sua carência.

Dizer o contrário, como o Prof. Hespanha forçou, é contrariar a realidade e resvalar no velho vício de tentar a cura pelo incremento da doença.

14 comentários leave one →
  1. 12 Fevereiro, 2008 01:20

    Estou farto de ouvir que “o fenómeno é muito complexo”.
    E pronto.
    É complexo.
    Estamos informados !

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  2. 12 Fevereiro, 2008 01:28

    Claro que é complexo, se o não fosse nós percebiamos aquilo tudo e não precisávamos deles… a complexidade é o poder dos complexos sobre os complicados.

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  3. salvaterra permalink
    12 Fevereiro, 2008 01:33

    Então e não é isso que também defende o Drº Marinho Pinto que o CAA tanto defendeu, ou será que o Drº Marinho Pinto já está a perder qualidades?

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  4. 12 Fevereiro, 2008 02:04

    O que não disse por exemplo MJMorgado:
    …enquanto ministros, deputados, juízes, notários, autarcas, etc&tal, continuarem a frequentar camarotes presidenciais de estádios, a convite ou a pedido dos próprios…

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  5. 12 Fevereiro, 2008 02:42

    Caro CAA,
    o que o Prof. Doutor Hespanha disse não foi que a corrupção decorre de menos Estado e menores indices de regulamentação. Ele disse foi que a SOLUÇÃO para a corrupção NÃO passava necessariamente por mais Estado e maior regulamentação(logo, o contrário do que afirmou no seu post).Ou seja, não será necessariamente a maior intervenção do Estado que resolverá esse fenómeno gravissimo, por ventura essa maior intromissão resultará antes em maiores possibilidades do fenómeno se expandir.Porém, tal como o Prof. Doutor Hespanha proferiu os conceitos de interesse público, de serviço público, boa-fé, boas práticas e por ai adiante, têm sido corrompidos copiosamente,nomeadamente pelos meios de comunicação social nacionais, que valha-nos a sinceridade são de uma mediocridade incrível, parece que tomam o povo portugês por acrítico e autómato.
    Apenas quis deixar este esclarecimento, pois reparei que aquilo que afirmou não estava de acordo com o que foi dito, e apesar de as palavras serem mais ou menos as mesmas, o conteúdo encontra-se nos antípodas.

    CAA disse:
    “Dizer o contrário, como o Prof. Hespanha forçou, é contrariar a realidade e resvalar no velho vício de tentar a cura pelo incremento da doença.”

    Bem, aqui já esclareci que houve uma confusão quanto ao que foi dito. Já o “contrariar a realidade” devo dizer que depende das perspectivas. Sou da opinião que as certezas absolutas são muito poucas (muito mesmo) e que devemos sempre procurar um pluralismo, ou pelo menos aceitá-lo.Como tal não concordo com a peremptoriedade da afirmação, até porque a solução poderá inclusive passar por uma maior intervenção e regulamentação do Estado, ideia da qual me afasto em certos pontos (noutros, naturalmente, me aproximo)…isto é, são várias as hipóteses que se nos colocam para fazer face a este fenómeno da corrupção, porém não existem “fórmulas perfeitas”, por isso teremos de conjugar e concertar esforços, tentar várias soluções, mas sobretudo – é isso que realmente é relevante- AGIR, procurando a maior eficácia possível (apesar de não haver uma fórmula perfeita e do ser humano não ser infalível, daí a necessidade do pluralismo na nossa sociedade em TUDO, e não só a este respeito).

    Na esperança de ter sido útil.
    Cumprimentos sinceros.

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  6. 12 Fevereiro, 2008 04:44

    Xiça penico, o único que sa safou foi o Paulo Morais, os outros andaram para ali embrulhados so a clarividencia do unico que não era jurista se sobreponha. Aqui tem razão, a filosofia nunca foi pragmatica e aprova disso esta o mar de contradições nos proprios textos.

    Sai um penico para a mesa do canto

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  7. estroncio permalink
    12 Fevereiro, 2008 07:39

    Of topic

    Inacreditável. Um jornal identifica uma jovem que aborta numa escola! Que falta de respeito.

    http://dn.sapo.pt/2008/02/12/sociedade/estudante_19_anos_aborta_escola.html

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  8. estroncio permalink
    12 Fevereiro, 2008 08:43

    Isto assusta-me porque nem se sabe ao certo se foi crime ou nao foi crime, drama foi certamente. E daqui a 5, 10, 20 anos a rapariga pode ter seguido o rumo que tiver seguido, mas alguém que fizer uma pesquisa na net,lá vai encontrar a noticia do dn. É uma cousa.

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  9. Onagrus pagantibus L. permalink
    12 Fevereiro, 2008 08:56

    a culpa continua a ser destes “faxistas” que se instalaram no poder através da legitimidade do gatilho

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  10. 12 Fevereiro, 2008 14:55

    A intragável fatinha dos prós e contras é a negação de uma moderadora da TV. Proponho que não se veja nenhum programa onde ela apareça a confundir, baralhar e a intrometer-se a despropósito. Chega de protagonismo bacoco.

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  11. 12 Fevereiro, 2008 17:23

    Ao ouvir a intervençao de Paulo Morais achei tudo muito familiar. Desde Julho que ando nisto.
    Continuo uma luta peregrina, mas que está dificil lá isso está!
    http://fontedolavra.blogspot.com

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  12. 12 Fevereiro, 2008 19:11

    “A corrupção, sobretudo a do Urbanismo, decorre de planeamento a mais e a regulação obssessiva”.

    Óbvio. Se deixar de ser crime matar alguém, deixa de haver assassinos…

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  13. 13 Fevereiro, 2008 09:23

    «A corrupção, sobretudo a do Urbanismo, decorre de planeamento a mais e a regulação obssessiva. Ou seja, da omnipresença do Estado e não da sua carência.»

    Será. Mas não decorre necessariamente disso. Não terá a ver com fiscalização a menos, mais do que regulação a mais?

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Trackbacks

  1. cinco dias » O oxímoro do costume

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