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Acordo Ortográfico

7 Abril, 2008

O Acordo Ortográfico tem como primeira conseqüência a criação de uma nova norma ortográfica. Tínhamos duas normas, a brasileira e a portuguesa. Agora passamos a ter três: a brasileira, a portuguesa e a do acordo ortográfico. O que faz sentido. A língua é uma forma de reforçar a identidade de um grupo. A nova norma do acordo ortográfico serve para reforçar a identidade dos burocratas da língua. Tínhamos duas comunidades lingüísticas que se entendiam perfeitamente. Vamos ter três. A função da terceira é confundir o que estava claríssimo.

O Acordo Ortográfico tem como primeira consequência a criação de uma nova norma ortográfica. Tínhamos duas normas, a brasileira e a portuguesa. Agora passamos a ter três: a brasileira, a portuguesa e a do acordo ortográfico. O que faz sentido. A língua é uma forma de reforçar a identidade de um grupo. A nova norma do acordo ortográfico serve para reforçar a identidade dos burocratas da língua. Tínhamos duas comunidades linguísticas que se entendiam perfeitamente. Vamos ter três. A função da terceira é confundir o que estava claríssimo.


61 comentários leave one →
  1. Nelson Gonçalves permalink
    7 Abril, 2008 12:31

    ahahahah

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  2. Filipe permalink
    7 Abril, 2008 12:48

    Andas com o sentido de humor em alta.

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  3. Sokal permalink
    7 Abril, 2008 12:54

    O texto está escrito duas vezes, mas por sinal na mesma norma.
    Qual é a piada?

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  4. 7 Abril, 2008 12:59

    Linguísticas ou lingüisticas, mas não linguisticas; a norma Edite Estrela não foi aprovada.

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  5. dimais permalink
    7 Abril, 2008 13:12

    Isso tudo é verdade, JM.

    Temos dois falares surgidos de uma base semelhante, que, mercê do envolvimento cultural e geográfico diferente, se personalizaram numa evolução paralela quão divergente, cada um fiel à sua norma evolutiva adequada ao rumo e grau de desenvolvimento.

    Agora, vêm uns energúmenos burocratas dizer que se pode represar o ritmo dos dois falares numa poça de acordo forçado, gratuito, sem a salvaguarda da via erudita e popular que, culturalmente, ditaram o afastamento vivo desses falares.

    E teremos aí uma “alqueva” de lodo comum, assinada por três, quatros ministros de nada, uns paspalhos e pedreiros, trolhas e burocratas, a respeito do que seja a evolução natural a respeitar-se de uma língua.

    E nem se importam os ‘gajos’ que continuemos a falar diferente, apesar deles, porque não podem reprimir essa liberdade, que é como uma consciência.

    De mais, a origem dos dois falares não é assim tão comum como se pretende, se o Brasileiro de fundo provém sobretudo do falar dos colonos idos do Norte de Portugal, do Minho e mais Trá-os-Montes, que deu esse cunho tradicional tão característico de falares do Sertão e Nordeste brasileiro, a par de povoações como Vila Flor, Carrazeda, Alfândega da Fé, indicativas da procedência dos seus fundadores, sem falta de Santarém e outras.

    A isto acresce a tendência mundialista, mais aberta do Brasileiro, que facilmente absorve termos práticos surgidos com as várias ciências e a comunicação, propiciadores de uma grande renovação da Língua.

    E isto não se estagna ou nivela com o dito acordo, esse remendo inútil de burocratas vãos, porque ognorantes e vaidosos.

    Mas é como fazer uma ponte, um aeroporto, dá nome.

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  6. Lololinhazinha permalink
    7 Abril, 2008 13:16

    Ainda não percebi se o acordo é bom, mau ou indiferente.

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  7. Kramer Cosmo permalink
    7 Abril, 2008 13:17

    Há algum acordo ortográfico UK/EUA/Canada/South Africa/Australia/New Zealand/India/(…)?

    Como será que esses pobres desgraçados se entendem sem ninguém a escrever acordos linguísticos?

    Portugal não poderia dar-lhes uma ajuda?

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  8. Sem Anestesia permalink
    7 Abril, 2008 13:18

    Um colega irlandês, quando informado do que estava a acontecer (Acordo Ortográfico) retorquiu: Who wants to do that!?

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  9. santos permalink
    7 Abril, 2008 13:20

    E isso é um pouco como ver-se aquele salazar vir dizer que andam aí a vocoar jogos, numa vontade de subalternizar o maior clube português, que melhor joga em campo, e não na intriga de guerras constantes, por motivo de um adn impregnado de inveja.

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  10. 7 Abril, 2008 13:31

    A pronúncia das palavras escritas pelo Acordo também é diferente.
    Têm uma entoação entre o fado e o samba.

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  11. Mialgia de Esforço permalink
    7 Abril, 2008 13:45

    E o que acontece a quem não cumprir o acordo ortográfico? Leva uma coima? Ou será côima?

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  12. Pi-Erre permalink
    7 Abril, 2008 14:14

    Valia mais adoptarem o esperanto.

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  13. Red Snapper permalink
    7 Abril, 2008 14:51

    Se a sociedade civil reclama pela normalização da ortografia, por que não ir de encontro a esse anseio? De resto parece-me uma excelente ideia acabar com a actual barafunda. Claro que quem tem vistas curtas só conseguirá visualizar a turbulência que o período de adaptação pode introduzir. Mas como se sabe com vistas curtas nunca se foi a lado algum.

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  14. Nelson Gon\c calves permalink
    7 Abril, 2008 15:12

    “Se a sociedade civil reclama pela normalização da ortografia, por que não ir de encontro a esse anseio?”

    Não me lembro de ter visto nenhuma manifestação.

    “De resto parece-me uma excelente ideia acabar com a actual barafunda”

    Qual barafunda ?

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  15. Red Snapper permalink
    7 Abril, 2008 15:50

    A normalização da ortografia é uma proposta conjunta das Academias das Artes e das Ciências e da Academia Brasileira de Letras. O Estados apenas se limitam a aprovar o acordo. Pretende-se apenas uniformizar a forma como as palavras são escritas e jamais legislar sobre a língua ou sequer intervir como se pronunciam as palavras. Tão simples como isto.

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  16. lisbondude permalink
    7 Abril, 2008 17:52

    E o autor do post ainda decidiu ir buscar a norma vigente até 1911, ao reutilizar o trema.

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  17. I am a pt idiom specialist permalink
    7 Abril, 2008 17:53

    “proposta conjunta” Propõem a quem?
    “aprovar o acordo” Acordo entre que partes?

    apenas uniformizar”… “Tão simples como isto.”

    Continuo sem perceber porque é que os atrasados dos anglófonos nunca se lembraram de uma coisa destas.

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  18. 7 Abril, 2008 20:21

    este acordo tem única mas grande vantagem. a partir de agora, nas organizações internacionais, não terão de ser preparados documentos em português de Portugal e português do Brasil mas sim um único documento numa única língua. no resto cada um que fale e escreve como queira…

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  19. 7 Abril, 2008 22:03

    Se a palavra Futebol continua a escrever-se e a jogar-se da mesma maneira, para que é que serve o acordo ortográfico?

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  20. Micas permalink
    7 Abril, 2008 22:44

    Actualmente há duas normas: a designada luso-africana e a brasileira. Ou seja a grafia “portuguesa” pratica-se em todos os países de língua oficial portuguesa excepto, claro, no Brasil. Relativamente à suposta necessidade de harmonizar ambas as normas em prol da simplificação, por exemplo, em instâncias internacionais, remeta-se apenas para o caso da língua inglesa. De facto nos dois lados do Atlântico existem numerosas palavras que se escrevem de forma diferente (e.g. colour/color) e ainda mais palavras ou expressões que são totalmente diferentes, tal como existe entre o português e o brasileiro e que não são susceptíveis de unificação possível. Tal, contudo, não impediu que o inglês se tornasse actualmente a lingua universal por excelência e que fosse aprendida por todos os povos do globo.

    Para além da já conhecida e sobejamente divulgada dispensa da consoante muda no meio das palavras (e.g. activo passa a ativo) o Acordo reserva algumas surpresas:

    1) Janeiro passa a janeiro, Norte passa a norte (sistematização da minúscula no início da palavra). No estanto esta “regra” tem numerosas excepções, admitindo maiúscula ou minúscula, nas formas de tratamento (Exmo Senhor ou exmo senhor), nos lugares públicos (Rossio ou rossio), etc.
    2)Supressão do acento em palavras graves. Exemplos:
    – lêem passa a leem
    – pára (do verbo parar) passa a para
    – pélas (do verbo pelar) passa a pela
    etc.
    3) Uso do hífen: antiaéreo mas anti-ibérico.

    Por último, o Acordo pouco uniformiza, uma vez que o emprego da dupla grafia continua a ser permitido em inúmeros casos: variação de pronúncia (sectorial/setorial),de acentuação(académico/acadêmico), de timbre (judo/judô).

    Assim, a pergunta que fica é: a quem interessa efectivamente este tema?

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  21. 7 Abril, 2008 23:07

    De fato, uma boa piada.

    De facto, uma boa piada.

    🙂

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  22. 8 Abril, 2008 13:26

    Julgo que a Ortografia não é propriamente uma ciência, mas apenas um feixe de regras convencionais.
    O Acordo só vai aproximar as duas normas ortográficas mas nunca as unificará. E deixará de fora outros aspectos importantes da Linguística e da Gramática. Por isso é provável que em pouco tempo caia em desuso.
    O verdadeiro problema é que o Brasil não está minimamente interessado em se submeter a qualquer norma linguísticas lusitana; quer independência e joga com o argumento numérico (maior população e maior dimensão). Por isso, houve um maior número de cedências ortográficas do lado português. Mas não vai valer de nada.
    Os nossos (poucos) filmes e telenovelas que chegam ao Brasil continuarão a ser legendados ou dobrados com falares brasileiros.

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  23. Katia permalink
    8 Abril, 2008 20:55

    “fb Diz:
    este acordo tem única mas grande vantagem. a partir de agora, nas organizações internacionais, não terão de ser preparados documentos em português de Portugal e português do Brasil mas sim um único documento numa única língua. no resto cada um que fale e escreve como queira…”

    Provavelmente terão de ser na mesma preparados documentos nas duas vesões. A única vantagem e que deu origem à questão do acordo ortográfico é a unificação da ORTOGRAFIA. Algo que não é salvaguardado com as normas deste acordo ortográfico, continuam a existir divergências.

    A língua (portuguesa) essa não pode ver as suas várias “versões” serem unificadas, nem com este acordo nem com nenhum. É algo que se forma de modo não imposto pelo poder político, mas sim aceite pelos “falantes”.

    Consultem um dicionário de português do Brasil e vejam a quantidade de diferenças no vocabulário que chega ao ponto de um documento mais técnico quando escrito numa das versões não ser plenamente compreendido na outra e em matéria de documentos de interesse relevante, é fundamental que se compreenda plenamente o conteúdo, logo, continuará a ser necessário por diversas vezes haver domentos preparados em português de Portugal e português do Brasil.

    Para além da fraca utilidade do acordo. O motivo de até agora o acordo só ter sido ratificado por três países, com Portugal passaria a quatro, é motivo suficiente para recusar a sua aplicação. Salvo erro nem só em termos de objectivos (uma grafia para toda a língua – isso inclui os países africanos) mas também em termos jurídicos.

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  24. Minhoto permalink
    8 Abril, 2008 23:57

    O Brasil é uma superpotência, aqui em Portugal não temos bem a noção do que é de facto o Brasil, temos uma visão de um ângulo muito reduzido, é um país que de tecnologia de ponta está equiparado a
    qualquer outra superpotência ( em certos sectores é líder mundial) e como qualquer país nesta situação tem anseios imperialistas o que se nota neste caso para os palops. Eu acho que é um erro crasso Portugal aderir ao acordo pois assim perde (mais) um nicho de mercado e de influência política.

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  25. Minhoto permalink
    9 Abril, 2008 00:10

    Não esquecer que se o Português está no top 10 das línguas mais faladas no mundo é devido ao Brasil! Mas sendo assim surge-me uma dúvida que é a seguinte, se os restantes falantes de português
    fora do Brasil não chegam a 15% da população brasileira pq esta insistência no acordo ortográfico?
    A resposta que encontro é a mais prática possivel, é uma questão de monopolizar o mercado da língua!

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  26. Philip permalink
    9 Abril, 2008 00:27

    E já só falta tratarmo-nos por ‘Você’ e dizer ‘Cara’.

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  27. 10 Abril, 2008 14:35

    Para mim, tanto importa se Portugal vai ou não ratificar o acordo, ou vai querer continuar como um dinossauro. O que interessa é que, para o Brasil, a nova regra ortográfica vem resolver problemas de ortografia que os professores de Português acham sofríveis de ensinar aos alunos. Por exemplo: ensinar para uma criança que as paroxítonas terminadas em ditongo crescente são acentuadas é muito difícil. Primeiro, a criança tem que saber onde é a sílaba tônica, sabendo isso, tem que identificar se a palavra é paroxítona, oxítona ou proparoxítona; depois, a criança tem que identificar se a palavra termina em ditongo crescente (mas para isso tem que saber a diferença entre ditongo crescente e descrecente); tudo em um piscar de olhos e, enfim, poderá acentuar a palavra. Sei que é importante desenvolver o raciocínio e a memória dos alunos, mas há muitas outras maneiras, inclusive mais úteis, de desenvolvê-los.
    Portanto, a mudança ortográfica está de parabéns!
    Ah, mais uma coisa: para quem pensa que a mudaça (adaptação) ortográfica vai mudar de duas normas do português para apenas uma, digo que está enganado, pois o que diferencia as duas normas não é a ortografia, que já é praticamente igual, mas sim a sintaxe, a semântica e o léxico.
    Por exemplo: a colocação pronominal (PT: Eu vi-o. BR: Eu o vi.)
    PT: talho, rapariga, puto Br: Açouque, moço, rapaz
    Diga-me: há algum problema referente à ortografia nos exemplos acima?
    Respondo: Claro que não. O problema é que o povo opina sem ter informação sufuciente para isso.
    Portanto, descansem que continuaremos tendo duas normas, para nosso azar no cenário internacional.

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  28. Anónimo permalink
    10 Abril, 2008 14:41

    Para mim, tanto importa se Portugal vai ou não ratificar o acordo, ou vai querer continuar como um dinossauro. O que interessa é que, para o Brasil, a nova regra ortográfica vem resolver problemas de ortografia que os professores de Português acham sofríveis de ensinar aos alunos. Por exemplo: ensinar para uma criança que as paroxítonas terminadas em ditongo crescente são acentuadas é muito difícil. Primeiro, a criança tem que saber onde é a sílaba tônica, sabendo isso, tem que identificar se a palavra é paroxítona, oxítona ou proparoxítona; depois, a criança tem que identificar se a palavra termina em ditongo crescente (mas para isso tem que saber a diferença entre ditongo crescente e descrecente); tudo em um piscar de olhos e, enfim, poderá acentuar a palavra. Sei que é importante desenvolver o raciocínio e a memória dos alunos, mas há muitas outras maneiras, inclusive mais úteis, de desenvolvê-los.
    Portanto, a mudança ortográfica está de parabéns!
    Ah, mais uma coisa: para quem pensa que a mudaça (adaptação) ortográfica vai mudar de duas normas do português para apenas uma, digo que está enganado, pois o que diferencia as duas normas não é a ortografia, que já é praticamente igual, mas sim a sintaxe, a semântica e o léxico.
    Por exemplo: a colocação pronominal (PT: Eu vi-o. BR: Eu o vi.)
    PT: talho, rapariga, puto Br: Açouque, moço, rapaz
    Diga-me: há algum problema referente à ortografia nos exemplos acima?
    Respondo: Claro que não. O problema é que o povo opina sem ter informação sufuciente para isso.
    Portanto, descansem que continuaremos tendo duas normas, para nosso azar no cenário internacional.

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  29. Anónimo permalink
    10 Abril, 2008 14:47

    Acho uma vergonha que o preconceito e o sentimento de superioridade que os portugueses têm em relação aos brasileiros tenha surgido, agora, de forma tão clara. No fundo, no fundo, ficar contra o acordo é mostrar o despeito e o desrespeito que têm em relação aos brasileiros por terem perdido um país tão lindo como aquele. Só que os brasileiros não têm culpa disso porque, inclusive, estão lá porque foram levados pelos portugueses. Uns por meio de tráfico escravagista, outros por exílio, ou coisa assim.

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  30. Carla permalink
    10 Abril, 2008 14:56

    Saibam o seguinte, Portugal ratificando o acordo, ainda tem uma hipótese de achar que é dono da língua. Caso não ratifique, nos acordos internacionais será usado o português brasileiro e Portugal está fora. Porque no cenário internacional é o Brasil que interessa.
    Então, anos mais tarde, vai haver uma nova língua no mundo, a língua brasileira que, por sinal, dirão: veio do português e este, por sua vez, veio do latim.
    E é completada a descolonização portuguesa no Brasil. Oba!

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  31. Paulo permalink
    10 Abril, 2008 20:24

    Eu quero um acordo ortografico….e Já.
    Por duas razoes:
    1º- Portugal sem o acordo fica sem possiblidades de dar força à Língua Portuguesa a nível internacional. porquê? porque havendo duas ortografias, o portugues do brasil será o preferido, contudo a Língua nao será muito respeitada porque haverá sempre a ideia que o portugues do brasil – bem ou mal- nao é a norma correcta.
    2º – Os brasileiros actualmente nao lêem livros portugueses, e os poucos que lêem sao traduzidos para “brasileiro”, o que faz com que nós portugueses através das novelas e da música conheçamos os termos brasileiros mas o contrário …NÃO. Com o acordo tudo mudará e um pequeno país como portugal pode influenciar o brasil. ACORDO JÁAAAAAA

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  32. 10 Abril, 2008 20:52

    Caríssima Carla, eu pensava que o Brasil era uma nação independente desde o século XIX; apercebo-me, com espanto, de que alguns brasileiros ainda se consideram colonizados. Tal facto diz mais sobre esses brasileiros do que sobre Portugal: por cá já nos deixámos de tentações imperialistas há uns bons anos. Quanto à língua “brasileira”, será como diz: também o inglês que hoje se fala e escreve pelo mundo é, sobretudo, o da variante estadunidense. Mas tal como não me considero dono de nenhuma língua, também não vou renunciar a escrever como aprendi, pura e simplesmente porque acho belas as palavras “facto” e “lêem” e “vêem” e “nocturno” e “óptimo” e e e. Por isso Carla (permita-me tratá-la assim), “cada macaco no seu galho” e não será por falta do acordo que deixarei de ler com prazer Jorge Amado ou Eça de Queirós.

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  33. Carla permalink
    11 Abril, 2008 15:14

    Caro António, se posso chamá-lo assim… infelizmente não são todos os que pensam como tu. Não me considero colonizada, mas vejo que muitos pensam que são ainda colonizadores. Tenho ouvido coisas horríveis, como “nós é que somos os donos da língua”. Também acho que cada língua têm seu charme e que fale cada um como quiser. Pessoalmente, acho lindo o falar brasileiro, mas também leio com muito prazer de Eça de Queirós a Saramago e Lobo Antunes.
    Apenas sinto muito que o preconceito “que há” contra brasileiros, e digo isso porque sinto na pele e tenho provas disso, tenha aflorado agora.

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  34. Lusófona permalink
    13 Abril, 2008 22:09

    O acordo também vai alterar algumas palavras no Brasil, mas tenho visto que em Portugal há uma maior resistência. Mesmo sendo brasileira fiquei espantada quando cheguei em Portugal e ouvi alguém dizer que eu falava brasileiro…. nunca tinha ouvido isso antes, para mim, eu falo português.

    Eu concordo com a Carla, pois também tenho lido horrores escritos por portugueses, não sei o porquê desse ataque contra a ortografia no Brasil, afinal, as diferenças não são drásticas.

    Eu leio perfeitamente facto com “c” e sem o “c”, também não tenho problemas em ler humido ou úmido.

    Já acho uma façanha o Brasil ser o único país na América do Sul a falar português, penso que os portugueses teriam que sentir orgulho disso e não despeito.

    O meu marido é português, acho lindo o sotaque português e acho que cada país tem a sua beleza “fonética”, o acordo ortográfico é preciso apenas para acordos internacionais, documentos diplomáticos, ninguém precisa deixar de escrever ou de falar como aprendeu.

    Talvez fosse melhor não haver o acordo e que cada país seguisse distintamente, é claro que ninguém ganharia nada com isso, mas pelo menos ninguém se sentiria ofendido.

    Penso que nunca haverá unificação na língua portuguesa, pois ela é muito rica e, é isso que a torna tão bela.

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  35. 14 Abril, 2008 17:04

    Olá!
    Sinto ainda um certo receio a este novo acordo ortográfico, no entanto compreendo todas as nossas dúvidas em Portugal e no Brasil. É algo de novo. Quem estudar um pouco da história da evolução da língua Portuguesa irá se deparar com vários acordos e diferenças ao longo do último século. O português dos meus avós e diferente do dos meus pais e o meu também difere. No passado haviam mais “m” e “n” e “l” na nossa língua que foi caindo em desuso e pura e simplesmente desapareceu. Depois vieram os “p” e “h” que evoluíram de maneira diferente deste lado e do outro lado do Atlântico, inclusivamente, o atribuição dos acentos.
    Não nos podemos esquecer que todos os povos que Portugal “ocupou” no passado, ao terem a possibilidade de serem países autónomos, tiveram a oportunidade de se adaptarem aos povos já existentes e àqueles que daí fizeram o seu país natal. No Brasil nota-se uma forte influência de francesismo ou anglicanismos, por vezes não aparentes, mas isso nota-se na construção da sintaxe da gramática. Essa influência não irá desaparecer. Os nossos povos unidos pela língua: Português, Brasileiro, Angolano, Moçambicano, Timorense, Cabo Verdiano, Guineense, e de São Tomé, continuaram a se expressar da mesma maneira e os seus sotaques continuaram os mesmos. Teremos tão somente a união da língua escrita.
    E concordo a união “total” nunca será alcançada, pois a nossa língua com mil anos de evolução do Latim, continuará a evoluir dia após dia graças à imensidão do nosso povo falante.

    Mais uma vez digo que também estou um pouco renitente, pois todos nós vamos ter de fazer cedências e algumas não serão fáceis de “engolir”. Quanto a simplificar a língua repleta de regras concordo, mas vai talvez haver um retrocesso já que as nossas crianças do futuro não terão de se esforçar tanto para compreender os tais ditongos ou se a palavra é paroxítona, oxítona ou proparoxítona.

    Abraço forte e amigos vamos em união de povos tornar a nossa língua uma das mais faladas e escritas, deixando de ser uma das 10 e passando a uma das 5 mais faladas no mundo.

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  36. 17 Abril, 2008 13:19

    Carla Diz:
    10 Abril, 2008 às 2:56 pm

    Saibam o seguinte, Portugal ratificando o acordo, ainda tem uma hipótese de achar que é dono da língua. Caso não ratifique, nos acordos internacionais será usado o português brasileiro e Portugal está fora. Porque no cenário internacional é o Brasil que interessa.
    Então, anos mais tarde, vai haver uma nova língua no mundo, a língua brasileira que, por sinal, dirão: veio do português e este, por sua vez, veio do latim.
    E é completada a descolonização portuguesa no Brasil. Oba!

    Cara Carla

    Mesmo que o acordo seja ratificado, as diferenças entre português europeu e português do Brasil persistirão, visto que as mesmas são a nível sintáctico, semântico e lexical. Por exemplo, nós vamos continuar a dizer autocarro e vocês vão continuar a dizer ônibus; nós vamos a adequar o sujeito e o verbo em número enquanto vocês não o farão; entre muitas outras diferenças.

    Para mim, este acordo serve maioritariamente os interesses do Brasil. O argumento numérico não é válido. Afinal de contas, o português só foi levado para o Brasil no século XVI! Havendo acordo, este deveria ter como norma o português europeu, como é o caso dos PALOP.

    Eu tenho muito orgulho na língua portuguesa tal como ela é falada em Portugal e não pretendo alterar a minha maneira de escrever mesmo que este acordo seja ratificado. Sei que a língua vai evoluir, mas deixem-na evoluir naturalmente sem nos forçar a uma adaptação desnecessária.

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  37. Alexandra permalink
    17 Abril, 2008 18:16

    Cara Carla,

    E que tal ler as opiniões dos portugueses sobre o assunto antes de insinuar que eles têm mentalidade de colonizadores?

    É que falar sem conhecimento de causa cai um pouco mal. E leva à interpretação de que muitos brasileiros ainda têm preconceito por terem em tempos sido colónia e os portugueses terem sido os colonizadores e, com isso tentam fazer braço-de-ferro a ver se ganham aos portugueses.

    Vamos lá aterrar no século XXI que é a actualidade e é na actualidade que se coloca a questão do acordo ortográfico.

    Nem sequer todos os brasileiros concordam com o acordo. Há africanos que ainda não se pronunciaram sobre o assunto ou que não são favoráveis ao acrodo. Porque é que só criticou os portugueses?

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  38. Alexandra permalink
    17 Abril, 2008 18:30

    Paulo,

    Portugal sem o acordo não fica sem possiblidades de dar força à Língua Portuguesa a nível internacional. É um erro pensar o contrário.

    O que dá força a uma língua é muito mais do que a quantidade de falantes. Veja-se o que aconteceu com o latim, bem se fixou normas para que fosse uma língua viva, no entanto, actualmente é considerada uma língua morta.

    Com este acordo ortográfico continuam a haver duas ortografias, dão-lhe é uma nome mais giro “variantes”. Uma vez que há diferença entre a pronúncia do Brasil e a pronúncia de Portugal, logo, Portugal ao abdicar de letras como “c”, “p” “m” no contexto geral, teve de manter no contexto específico uma variante ortográfica diferente porque há palavras em que não dá para mudar, assim como a acentuação também mantém algumas diferenças após-acordo.

    Na verdade essa questão de havendo duas ortografias, o portugues do brasil ser o preferido, tem que se lhe diga. Dependerá do contexto. Por exemplo nos acordos que metam a União Europeia, poderá acontecer ser escolhida a ortografia que em Portugal se utiliza, bem como em acordos com países africanos.

    Os brasileiros não lêem na sua maioria livros portugueses pelo mesmo motivo que os portugueses não lêem na sua maioria livros brasileiros. Não é o acordo que vai mudar isso, é uma ilusão pensá-lo.

    Mais importante do que o acordo seria ter uma política linguística conjunta, algo que não há nem o acordo irá fazer com que passe a haver.

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  39. 18 Abril, 2008 17:52

    Acho que seria bom se houvesse um bom acordo ortográfico do português, mas parece-me que o que se aprovou, tal como está concebido, não vem beneficiar nada a língua, pois continuará a haver duas normas: a da pronúncia brasileira, que corresponde praticamente à actual norma do Brasil; a da pronúncia portuguesa, que vai implicar a alteração da ortografia de muitas palavras em relação à actual norma de Portugal, de forma chocante. Essas palavras nem serão grafadas à portuguesa nem à brasileira. Dou o exemplo de “recepção”, que no Brasil continuará a escrever-se da mesma forma, porque pronunciam o p, e em Portugal passará a receção. O mesmo acontece com “decepção”, e outras (cacto,concepção, corrupto, peremptório, sumptuoso, etc.). É certo que a base IV do acordo diz que a eliminação dessas consoantes é facultativa, o que é contraditório com a ideia de norma. De facto, para quê consagrar situações geradoras de aleatoriedade na grafia? Mais valia um meio termo, isto é, que tivessem aproximado o acordo da norma brasileira (já que são em muito maior número), mantendo como estão as palavras de Portugal onde certas consoantes mudas não se lêem mas que no Brasil são pronunciadas. Recepção e decepção e muitas outras do género, continuariam como estão.
    Além disso, é preciso considerar que nos países africanos de lígua portuguesa, que adoptam a norma lusitana, a lingua oficial não é ainda dominada por muita gente, não havendo uma cultura oral que permita distinguir se uma consoante é muda ou aberta e onde se acentua a palavra.Aliás, este fenómeno até em Portugal se verifica, quando temos locutores da TV a dizer “sekestro” (falta lá o trma brasileiro)e outros erros relativamente a palavras fora do comum.
    Julgo que, neste contexto, o actual acordo é inútil, inclusivamente prejudicial, e mais vale deixar tudo como está. Até me repugnava menos se adoptassem a norma brasileira como a oficial.
    Aliás, os argumentos sobre a maior difusão internacional do português após a adopção das normas do acordo, são falaciosos, como já aqui houve quem sublinhasse comparativamente com o inglês RU e inglês EUA, em que duas normas coexistem, em relação a uma língua que, há quem diga, é o idioma universal dos nossos dias.

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  40. Feio permalink
    20 Abril, 2008 01:34

    Este caso não deve ser levado para quem foi colonizador ou colonizado, isso é um assunto politico já ultrapassado a muito tempo. O que deve ser discutido é quem foi o precursor da lingua, os outros que a começaram a falar que se adaptem. Ou será que temos de nos curvar a outros pelo simples FACTO de sermos mais pequenos. Com esta mania das modernices e mania da imitação num futuro próximo ainda vamos baptizar os nossos filhos com o nome de Um Dois Trez de Oliveira Quatro porque isso é usual no Brasil.

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  41. 23 Abril, 2008 16:13

    Não vejo qual o problema do actual acordo ortográfico. Não é o primeiro do género, nem sequer é o mais radical. Sim, porque no inicio do século XX ainda se escrevia Thomar ou Pharmácia. O que seria se agora se pretendesse mudar chegar para xegar?
    E porque os Ingleses não têm nenhum acordo ortográfico, também não o devemos fazer? Não temos autonomia para pensar e decidir diferente do que fazem os outros? Ou ainda temos a mentalidade de que o que se faz lá fora é que é bom?
    Não vejo que problema vem ao mundo por se pretender harmonizar algumas regras que acompanhem a evolução viva da língua.

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  42. Marcio permalink
    23 Abril, 2008 23:58

    Esta discussao e ridicula!Claro que nao vai haver nenhum “acordo” e mesmo se ouvesse era o mesmo que nao ouver pois continuaria a existir 2 variantes do portugues e logo esse “acordo”nao serviria para nada!!!brasil”eu estou falando com voce”portugues”eu estou a falar contigo”!Portugal nao e o dono da lingua portuguesa porque essa e universal e muito variada pelo mundo inteiro,mas somos sim donos do nosso portugues que escrevemos e falamos todos os dias!!era bom que so podesse haver um portugues escrito,mas mas por varias razoes culturais simplesmente e impossivel!!!

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  43. 25 Abril, 2008 23:49

    Depoix de ler o comentário de Marcio dcedi adrir à onda prá frenteks e passar a xkrever como falo, ao abrigo da base IV do acordo ortográfico. Axo ko acordo é inútil, poix se não o ouvesse era o mesmo ke o ouver. Só ke sria melhor se houvesse um ke não altrasse tanto a forma como os portuguesex stão abituadox a xkrever. A não ser que passemox a pronunciar akto, eléktrico, receppcão, deceppção, akção, perspektiva, etc., pra podermox manter boa parte dax palavrax aktuaix. Sempre se rexpeitava a base IV e é como se não o ouvesse. É isso ke devo fazer.
    Nota: vi-me aflito pra escrever isto, com tantos erros (à luz das normas actuais). Mas foi uma gostosura e espero que se entenda.

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  44. Henrique permalink
    26 Abril, 2008 20:02

    Muito sintomático do quão a sério esse acordo está sendo levado aqui no Brasil é o fato de que nem sequer se comenta sobre ele na imprensa. Mesmo numa busca no Google, a maioria das menções a ele se encontram em sites/sítios portugueses. E, claro, se o Brasil não adota, ele não vinga.

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  45. 27 Abril, 2008 23:06

    Sou contra o acordo ortográfico. Nós colonizámos o Brasil e isso é uma verdade com a qual os brasileiros têm de viver no decurso da história mundial. É certo que não fomos os únicos, mas fomos os preponderantes. A língua portuguesa foi “transportada” para o Brasil e assumiu-se como a língua dominante. Eles apenas falam um dialecto parecido com o português. O Brasil expande-se hoje pelo mundo, através da emigração, porque o seu país está um caos económico e social e para fugir a uma miséria sustentada acorrem em fluxo imparável para o país mais logicamente acessível: Portugal. A próxima geração de brasileiros nascida no nosso território já será legalmente portuguesa, tal como os africanos, também estes colonizados por vários países europeus com primordial incidência portuguesa.
    O que nós estamos a assistir, numa Europa covarde e escravizada pelos Estados Unidos, é a um espectáculo de aglutinação cultural, económica e social por parte de povos que, sendo uns mais evoluídos do que outros, trazem para o continente costumes, língua, hábitos e religiões sem abdicar dos mesmos, impondo a sua forma de viver e causando um embaraço diplomático nas sociedades ocidentais que se encontram, elas mesmo, em decadência. As corporações mandam nos governos, o capital fala a linguagem universal. O que for mais economicamente viável, prevalecerá nesta teia da globalização com o grande maestro americano a comandar a batuta.
    Por isso, o acordo ortográfico é mais um instumento do capitalismo do que um interesse em globalizar a etimologia linguística. O ideário capitalista domina esta questão, tanto como dominará todas as questões que se porão no futuro aos mais diferentes níveis.

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  46. 27 Abril, 2008 23:19

    Sendo nós os portugueses que acolhem os imigrantes com boa vontade temos uns gonvernantes de cócó que estão sempre a baixar as calças em prol de ficarmos bem na fotografia. Aconteceu com as Lajes em que o nosso querido e imbecilíssimo Durão Barroso foi lá lamber as botas aos americanos. Mais uma vez, com o acordo ortográfico vamos lamber as botas aos brasileiros que estão mais enterrados na porcaria do que nós. Nao contentes com isto, estou a ver-nos qualquer dia sem identidade cultural nenhuma. Ou seja, mais uma vez estamos na esteira dos americanos, que não são nada e são todos, uma salada de raças sem qualquer tipo de identidade. No entanto, vêmo-los como o modelo de vida a adoptar mundialmente.
    Onde estamos nós, os portugueses? Onde nos encontramos? Somos todos sopeiras e trolhas dos outros povos?

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  47. 29 Abril, 2008 02:29

    Também me parece que a globalização é um desastre (entre outros males, veja-se a fome que aí vem com a falta de cereais, como na Idade Média…) e que não temos tido bons governos. Mas não digam mal do Brasil nem dos brasileiros, pois equivale a chamar todos os nomes aos nossos irmãos! Não acho nada bem que se fale mal dos brasileiros, que formam um povo imenso, de que Portugal se deve orgulhar por ter estado em grande parte na sua origem. O Brasil é um colosso, é um Mundo, impressiona positivamente quem lá vai! E naquela imensidão territorial há uma uniformidade linguística invulgar: falam todos português de Norte a Sul! Português com uma pronúncia aberta, mais clara que a nossa, que fechamos as vogais todas e comemos sílabas. Se a língua que eles falam fosse um dialecto, então o que diríamos do português dos açoreanos, madeirenses e doutras regiões de Portugal? Só que a versão linguística deles é diferente da nossa não apenas na pronúncia, mas também na semântica e conjugações pronominais. Mas percebemos tudo. Eles não nos percebem sempre, sobretudo se falarmos rapidamente comendo sílabas, mas entendem bem a nossa pronúncia se tivermos o cuidado de falar com uma boa dicção. Também a ortografia tem diferenças, como é sabido, que nos choca em certos casos, mas isso não é o mais grave. O pior é o vocabulário técnico, que os brasileiros importam do inglês aportuguesando mal as palavras. Por exemplo, a procura (no mercado) é demanda (de “demand”), quando esta última palavra em Portugal exprime uma acção judicial; o rendimento lá é renda, quando para nós esta palavra exprime o que se paga por arrendar um imóvel; variáveis aleatórias são lá variáveis randômicas (de “random variables”). E há muitos outros casos, por vezes tão chocantes como “randômicas”. Como consequência, os professores e alunos das faculdades portuguesas recusam estudar por livros traduzidos no Brasil, adoptando antes as versões originais em inglês, e eles recusam os nossos livros e artigos técnicos, que têm de ser “traduzidos”. Ora, o acordo ortográfico não virá resolver nenhum destes graves problemas e só virá criar mais confusão.
    As luminárias que tanto se têm preocupado em pôr-nos a escrever duma forma nalguns casos absurda(v.g. receção, deceção, etc.) deveriam era gastar o nosso dinheiro a tentar uniformizar a semântica, especialmente o vocabulário técnico.
    O Henrique disse acima que lá ninguém comenta o acordo ortográfico, o que o leva a pensar que ele não entrará em vigor. Pode não entrar no Brasil, mas em Portugal tudo leva a crer que sim, pois o actual governo (ao qual se aplicam todos os “mimos” contidos nos dois comentários que antecedem este), já ratificou o “famoso protocolo” de S.Tomé e Príncipe (142.500 habitantes, menos que a Amadora nos subúrbios de Lisboa, que tem 176.239). A Assembleia da República prepara-se para fazer o mesmo e o PR deve promulgá-lo. Esse protocolo diz que quando 3 Estados tenham ratificado o Acordo, ele entra em vigor. Como o Brasil ratificou, S. Tomé e Príncipe também e Portugal está em vias disso, o acordo vai vigorar. Pelo menos em Portugal e S. Tomé e Príncipe. O resultado será, se se concretizar o que diz o Henrique: os brasileiros continuarão a escrever como agora; portugueses e santomenses passam a escrever a salganhada engendrada pelo desconchavado acordo; os outros países de língua portuguesa continuarão com a nossa actual ortografia. Os responsáveis, do lado de cá serão José Sócrates, Jaime Gama (que se referiu a isto nas comemorações do 25 de Abril), se calhar todos os deputados do PS (menos Manuel Alegre, já disse que recusa) e outros; finalmente, Cavaco Silva. Isto se não houver o bom senso de pôr termo a este absurdo processo e renegociar uma coisa mais racional e útil, o que parece improvável.
    É tão triste!!!!

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  48. Feio permalink
    29 Abril, 2008 20:54

    Não querendo ser xenofobo ou racista mas brasileiros gosto muito deles mas só do outro lado do Atlantico. Não quero ver na minha lingua o ” terno ” que em portugues de PORTUGAL será uma expressão de afecto ou um conjunto de tres (como no jogo de cartas), o “ato” que na nossa lingua é a forma de atar mas os sapatos e não a forma de actuar como no teatro,o “fato” que por cá é um modo de vestir e não um acontecimento. Já agora se quizerem podem acrescentar tambem o FRIZER porque cá na terra das DESCABELADAS E BIGODODOS não existe a palavra frigorifico.

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  49. Luis Ribeiro permalink
    10 Maio, 2008 03:07

    Dos comentários acima escritos, o do Miguel Madeira é o que maís se aproxima do que é realmente o significado deste acordo ortográfico.
    Todos devem saber pelos inúmeros factos apresentados que este acordo em nada facilita a ortografia dos países que falam e escrevem portugês,porque isso, é uma missão impossivél, tentar unificar a grafia de paises sócio economica e socialmente tão díspares como Portugal e Brasil.Vejam um exemplo onde se nota claramente que o acordo de ortografia nada tém , mas de politico tém muito, por exemplo o “h” na palavras “homem”,”hotél” “hóspede” tém “h” em Portugal e “h” no Brasil,mas a palavra húmido leva o “h” em Portugal, mas não leva o “h” no português brasileiro,ora , se é para se retirar as consoantes que não se falam, porque não se retiram todos os “h” nas versões portuguesa e brazielira da lingua????,mas não, como os brazileiros não utilizam “h” em “húmido”, nós vamos ceder nosso “h” lindoo !!!!, então expliquem a lógica de nós cedermos o “h” se alguem for capaz claro !!!! penso que não há lógica.
    A lógica de tudo isto explica-se da seguinte maneira, evidentemente o acordo nada tém de simplificar ortografias, mas sim um acordo politico de legitimação da ortografia brasileira.
    É sabido que de á uns vinte a vinte cinco anos para cá, que o Brasil luta por um lugar no conselho de segurança na ONU,pois entrando nesse restricto clube poderá usar o poder de veto ou apoiar decisões favoráveis á politica Brasileira no mundo.Toda esta luta começou com o presidente José Sarney, convocando este, os países falantes de língua portuguesa para a extrema oportunidade de unificar a ortografia, para o fortelacimento da língua, evidentemente que os políticos portugueses deveríam ter desconfiado disto logo desde inicio, afinal o Brasil no passado nunca incorporou nenhuma renovação ortográfica, porque estaria agora disposto a um acordo ???????.
    A verdadeira diferença do português brasileiro para o português europeu ,tirando claro está muitas palavras usadas por eles que nós não têmos, mas aqui em Portugal num país tão pequeno também há disso, exem. café “simbalino” no porto , “bica” em lisboa ,cerveja de pressão “fino” no porto “imperial” em lisboa etc etc etc …as verdadeiras diferenças estão nas consoantes ditas “mudas” que neste vergonhoso acordo desaparecem no português europeu, legitimando assim a português brasileiro como uma lingua importante,tendo a politica externa brasileira um importante trunfo de afirmação na ONU, ás custas de Portugal se ter rebaíxado culturalmente,parabéns Brasil, triste Portugal,á trezentos anos andamos na decadência , começamos na decadência política, segui-se a económica e agora segue-se a cultural.
    Sinto-me muito triste com tudo isto.

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  50. Fernando Rodrigues permalink
    10 Maio, 2008 13:56

    O (des)acordo ortográfico é uma tentiva colonizadora do Brasil, que alguns portugueses, espantosamente, parcem aceitar. O Brasil está sozinho com a sua ortografia, e já fala uma língua bastante diferente do português de Portugal. A ortografia portugesa é usada em todos os outros países lusófonos. As coisas estão bem, e nada faria supor esta investida brasileira – mas o Brasil pretende impôr-se ao mundo, e resolveu começar por “colonizar” os países lusófonos africanos. Só que, para isso, precisa que estes aceitem as suas edições e os seus documentos, o que será impossível com a actual ortografia. Vai daí, José Sarney começou a campanha que desembocou no actual aborto a que chamam, pomposamente “Acordo Ortográfico”. Já tínhamos tudo um, em 1945, que o Brasiul, assinou, mas não ratificou, alegando que seria uma “violência” impôr a ortografia desse acordo ao povo brasileiro. No entanto, agora quyerem-nos impor um acordo trecnicamente mau, com justificações espúrias (espanta-me como alguém possa aceitar e fazer-se eco de argumentos como “os acordos internacionais” e o “ensino das criancinhas”, já para não falar na mistificação serôdia do “enriquecimento da língua”) que, basicamente, consiste em nós mudarmos as palavras que pronunciamos de igual forma para a grafia deles, e aquelas que são pronunciadas de forma diferente cada um escreve à sua maneira – que raio de acordo é este? Para piorar, pretende-se que abdiquemos das chamadas “consoantes mudas”. Estas consoantes cumprem funções importantíssimas nas palavras – respeitam a etimologia, permitindo recuar directamente à origem da palavra; fazem com a vogal seja aberta (em Portugal, as vogais são por regra fechadas, excepto nos casos de acentuações ou quando seguidas de consoante muda); e fazem com que os vocábulos sejam directamente correspondentes aos sinónimos em línguas estrangeiras como o espanhol, o francês, o inglês e o italiano. Se o Brasil quer um acordo, então serão eles q

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  51. Fernando Rodrigues permalink
    10 Maio, 2008 14:07

    O (des)acordo ortográfico é uma tentiva colonizadora do Brasil, que alguns portugueses, espantosamente, parcem aceitar. O Brasil está sozinho com a sua ortografia, e já fala uma língua bastante diferente do português de Portugal. A ortografia portugesa é usada em todos os outros países lusófonos. As coisas estão bem, e nada faria supor esta investida brasileira – mas o Brasil pretende impôr-se ao mundo, e resolveu começar por “colonizar” os países lusófonos africanos. Só que, para isso, precisa que estes aceitem as suas edições e os seus documentos, o que será impossível com a actual ortografia. Vai daí, José Sarney começou a campanha que desembocou no actual aborto a que chamam, pomposamente “Acordo Ortográfico”. Já tínhamos tudo um, em 1945, que o Brasiul, assinou, mas não ratificou, alegando que seria uma “violência” impôr a ortografia desse acordo ao povo brasileiro. No entanto, agora quyerem-nos impor um acordo trecnicamente mau, com justificações espúrias (espanta-me como alguém possa aceitar e fazer-se eco de argumentos como “os acordos internacionais” e o “ensino das criancinhas”, já para não falar na mistificação serôdia do “enriquecimento da língua”) que, basicamente, consiste em nós mudarmos as palavras que pronunciamos de igual forma para a grafia deles, e aquelas que são pronunciadas de forma diferente cada um escreve à sua maneira – que raio de acordo é este? Para piorar, pretende-se que abdiquemos das chamadas “consoantes mudas”. Estas consoantes cumprem funções importantíssimas nas palavras – respeitam a etimologia, permitindo recuar directamente à origem da palavra; fazem com a vogal seja aberta (em Portugal, as vogais são por regra fechadas, excepto nos casos de acentuações ou quando seguidas de consoante muda); e fazem com que os vocábulos sejam directamente correspondentes aos sinónimos em línguas estrangeiras como o espanhol, o francês, o inglês e o italiano. Se o Brasil quer um acordo, então serão eles que terão de mudar estas palavras, e não nós.
    Mas continuo a não perceber para quê um acordo. A Espanha define a grafia do espanhol, e os países hispânicos seguem ou não, conforme quiserem. Se contarmosa com toda a América Latina, a proporção é capaz de ser ainda mais desfavorável a Eszpanha do que noi caso de Portugal e do Brasil, mas não passa pela cabeça a ninguém vir impôr aos espanhóis a ortografia da sua língua. O mesmo se passa com Espanha.
    O inglês, que domina actualmente no mundo, tem duas variantes importantes – o inglês US e o inglês UK. Mas como não se fazem tratados nem documentos internacionais em inglês, ninguém precisou até agora de qualquer acordo uniformizador. Só nós, lusófonos, que somos, como se sabe a grande força cultural e política do mundo, sem cuja língua o desenvolvimento do planeta parará, é que precisamos urgentemente de “uniformizar” a grafia das consoantes mudas, por forma a que o mundo inteiro passe a falar e a escrever português (mesmo que achem absurdo que exception em português seja exceção, ou optimum seja ótimo – afinal nós é que estamos bem, os outros estão todos mal). E como somos países sem quaisquer problemas sociais, nadando na abundância, ssem fome ou criminalidade, e com uma educação primorosa, temos que nos entreter com alguma coisa como discutir a ortografia. Haja paciência, e que venham os génios que inventaram o “acessar” o “deletar”, o “usuário”, a “mixagem” e outras preciosidades ensinar-nos a falar e a escrever português.

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  52. Luís Filipe permalink
    21 Maio, 2008 16:43

    Já assinei a peitção contra o acordo ortográfico … porquê ?? porque é desnecessário, não quero mudar as regras da escrita do português do Brasil, também não quero que os brasileiros mudem as nossas regras.
    A lingua não é um obstáculo entre Portugal e o Brasil, nunca foi e nunca será, temos muito para fazer de um lado e de outro e em conjunto também, existem matérias muito mais importantes para perder o nosso tempo e investir o nosso dinheiro é completamente estúpido querer alterar a cultura linguística de qualquer dos dois países, olhem antes para os problemas e oportunidades aos níveis económicos e sociais, vamos fazer acordos e investimentos onde é preciso …

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  53. joaopaulotc permalink
    30 Maio, 2008 01:33

    Tendo em conta que vivo na ilha de S. Miguel/ Açores (ao contrário do que muitos pensam, só na ilha de S.Miguel se tem aquele sotaque estranho) proponho um acordo ortográfico inter-insular, onde o dialecto micaelense será misturado com o madeirense e com o calão dos putos da cova da moura. Que tal?

    O ACORDO ORTOGRÁFICO É RIDICULO E PROSTITUI A IDENTIDADE DE UM PAÍS NO SEU PATRIMONIO MAIS ELEVADO: A LINGUA!

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  54. Helenilson Pereira da Silva permalink
    6 Junho, 2008 15:45

    Jamais entenderei qual é o lucro daqueles que querem fazer tal reforma. Deveriam antes atualizar algumas palvaras que surgiram com a internet e não criara mais confusão como querem alguns.

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  55. Ênio Kersting Correa permalink
    3 Julho, 2008 13:23

    REFORMA ORTOGRÁFICA IRRACIONAL
    O gramático paulista Eduardo Carlos Pereira, no início do século 20, em sua “Grammatica Historica”, dizia que o sistema ortográfico ideal seria fonético e teria um só símbolo para cada fonema. Já observava ele que isto era impossível com as vogais porque existem mais sons vocálicos do que letras.
    Então, os defeitos do Acordo Ortográfico são: 1)elimina o trema ao invés de eliminar os dígrafos “GU” e “QU”; 2)traz de volta as letras “W”, “Y” e “K”, para cujos fonemas já existem símbolos.
    Parece-me que houve mais uniformização do que aperfeiçoamento.
    Minhas saudações!

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  56. 28 Julho, 2008 22:41

    esqueceste-te da quarta, sim porque tinhamos duas normas, a que era respeitada em Portugal e a quue era repeitada no Brasil, agora passamos a ter Quatro! A Brasileira, a Portuguesa, a do acordo ortografico e a quarta,a Anarquia que vai ficar depois do acordo entrar em vigor.

    Saudações Bloguisticas
    Raio do blogue Trovoada Seca

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  57. jorge permalink
    6 Agosto, 2008 15:20

    Para acabar de vez com a celeuma, sugiro que se faça um abaixo, ou acima, assinado onde se volte, à atenção das tradições deste portentoso país, a falar e escrever o português da época da epopeia marítima lusitana – Aqui vai um exemplo do texto da carta (final da carta) de Pero Vaz de Caminha ao rei D. Manuel a dar conta do descobrimento do Brasil e da consequente imposição idiomática aos nativos de então – “E pois que Snõr he çerto que asy neeste careguo que leuo como em outra qual quer coussa que de vosso seruiço for uosa alteza ha de seer de my mujto bem seruida, a ela peço que por me fazer simgular merçee mã de vijr da jlha de sam thomee jorge do soiro meu jenro, o que dela receberey em mujta merçee. / beijo as maãos de vosa alteza. deste porto seguro da vosa jlha da vera cruz oje sesta feira prim.o dia de mayo de 1500” – O final da carta foi proposital – Já naquela época a corrupção grassava através das cunhas…

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  58. 1 Setembro, 2008 19:35

    R=bom

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  59. marco permalink
    26 Novembro, 2008 10:04

    Sou, como todos vocês, contra o acordo ortográfico! Acho que um país enorme como o Brasil não tinha que se preocupar com minorias cuja participação na difusão da língua portuguesa no mundo é praticamente ZERO! Aliás, acho mesmo que o idioma BRASILEIRO deveria ser oficializado. Em Angola ensinar-se-ia BRASILEIRO, em Moçambique, na Guiné e, quem sabe, um dia, até em Portugal. Mas a condescendência e solidariedade em relação aos ditos “donos da língua” (idiomas tem dono???) tem passado das medidas. Ainda assim, acho que já deram satisfações a mais. Divulguem o BRASILEIRO e os outros se se sentirem prejudicados que corram atrás do prejuízo!

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  60. Nelson Oliveira permalink
    1 Janeiro, 2009 19:35

    Só tenho que dizer o seguinte: Se o Brasil tivesse sido colonizado pelos inglêses, hoje seriámos a principal potência mundial e a nossa língua seria obrigatoriamente falada em todo o planeta. Sem contar que seriámos nós os donos do mundo, e não os Estados Unidos da América do Norte.

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  61. Prof. SC permalink
    20 Fevereiro, 2009 00:39

    O interessante é que as pessoas vêem (percebem a conjugação???)como um problema ou melhoria para as novas gerações que vão aprender essa nova norma ortográfica, mas não percebem que nosso grande problema principalmente como professores é apresentar para uma criança que aprendeu a “antiga regra” e agora deve esquecer de tudo que aprendeu e voltar no tempo… Isso é uma palhaçada! Concordo com as palavras que acabam surgindo, mas não mudar um acento diferencial de ‘por’ e ‘pôr’ tendo que ensinar para os aluninhos ainda mais o contexto. Ensinar a palavra é complicado para alguns, imaginem então o contexto. Me declaro totalmente contra, e até o último dia de 2011 escrevo: SOU APAIXONADA PELOS CONTEÚDOS DA LINGÜÍSTICAS com trema e sem me preocupar com o contexto da palavra ‘pelo’.

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