Autoridade em liberalismo
25 Maio, 2008
O liberal não é isso, não é Dra Manuela Ferreira Leite?
Manuela Moura Guedes, neste debate.
12 comentários
leave one →
O liberal não é isso, não é Dra Manuela Ferreira Leite?
Manuela Moura Guedes, neste debate.
O que é importante é que já se começa a falar em liberalismo, para o qual o vosso blogue contribuiu muito sem dúvida. Mas vejo que Passos Coelho não é tão liberal quanto o João, acabou de pedir a Sócrates para baixar o ISP enquanto ontem no DN o João disse que era uma ideia estúpida!…
GostarGostar
Se a Manuela Ferreira, tivesse os lábios da Manuela Moura, ainda tinha hipóteses.
GostarGostar
“o regresso da velha Senhora”. todos muito cordatos com ela. o tio patinhas pertencia a outra telenovela
GostarGostar
Qual liberal qual quê?
É a guerra estúpido!
“Fez sentido o tempo da guerra (na educação)?
Quando se tem uma grande vontade de atingir um determinado objectivo, tem de se ser muito determinado e mobilizar os meios necessários para atingir o objectivo. É como numa operação militar.” http://criticademusica.blogspot.com/
GostarGostar
Manuela Moura Guedes venceu o debate.
GostarGostar
Aqueles lábios da Manuel Moura Guedes servirão para quê?
GostarGostar
E essa pergunta de António Sousa serve para quê, para além de mostrar que é parvo?
GostarGostar
As ideias liberais da Moura Guedes estão ao nível das dos candidatos.Ou é ao contrário?
A MMG é inenarrável.Nenhum marido,digno desse nome,faria uma coisa destas á mulher.Se a ideia é ter argumentos e provas para um divórcio litigioso…
GostarGostar
Ainda alguem quer saber do PSDê quando os liberais têm o amigo Sócrates?
GostarGostar
O problema não é o liberalismo embora a dose certa pudesse ajudar. Leiam:
Precisa-se de matéria prima para construir um País
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia,
bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que
Sócrates não serve.
E o que vier depois de Sócrates também não servirá paranada. Por
isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foiSantana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema
está em nós.
Nós como povo. Nós como matéria prima de um país. Porque
pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada,
tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde,lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras
particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para
casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola
dos filhos …. e para eles mesmos. Pertenço a um país onde as
pessoas sesentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito.
Onde os directores das empresas não valorizam o capital
humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiramlixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos.
Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é “muito chato ter que ler”) e não há consciência nem memória política,histórica nem económica.
Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana
para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações
médicas podem ser “compradas”, sem se fazer qualquer exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma
criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda
ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como
português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não.
Não. Já basta. Como “matéria prima” de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa “CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA” congénita,
essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evoluiaté se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates,
é que é real e honestamente má, porque todos eles são
portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte…
Fico triste. Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o
próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma
matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não
poderá fazer nada… Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho
destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo,
ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e
nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa “outra coisa” não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados….igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade
autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de
desenvolvimento como Nação, então tudo muda… Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro… Somos nós que
temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim,
exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ
ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa?…. MEDITE!
EDUARDO PRADO COELHO
GostarGostar
Anónimo às 4:05 diz “E essa pergunta de António Sousa serve para quê, para além de mostrar que é parvo?”
O anónimo tem razão. Apeteceu-me ser parvo. E agora lavado em lágrimas vou desaparecer (da net, claro).
GostarGostar
?!!
GostarGostar