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Responsabilidade individual

29 Maio, 2008

Escreve o Tiago Barbosa Ribeiro:

O João Miranda sugere que os portugueses comprem acções da Galp para partilharem os lucros resultantes da sua actividade monopolista. Acabar com ela, aparentemente, não é opção. Mas para os portugueses que já endividaram 129% do rendimento disponível tenho uma alternativa ainda melhor à opção, digamos assim, do investimento bolsista: o investimento em barris de petróleo.

Este comentário do Tiago é revelador. Neste post eu defendi que as pessoas numa sociedade capitalista têm opções. Claro que optar por comprar acções da GALP implica duas coisas: poupança e capacidade de antecipação. A poupança consegue-se através do trabalho e da abdicação de conforto e status. A capacidade de antecipação consegue-se através do cultivo da inteligência, do estudo, da consulta de informação relevante e de hábitos de trabalho e decisão rigorosos. Acho por isso interessante que o Tiago tenha optado por, numa discussão pública, ter vindo com a desculpa do endividamento dos portugueses. O endividamento resulta das opções de alguns portugueses, mas não de todos. Os portugueses que optaram por se endividar fizeram as suas escolhas e tiraram delas o respectivo proveito. O endividamento é agora uma responsabilidade pessoal de quem se endividou. Endividaram-se e não se preveniram para uma possível alteração da conjuntura económica? O que é que aqueles que não se endividaram têm com isso?

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138 comentários leave one →
  1. A pregar aos peixes permalink
    29 Maio, 2008 17:58

    “A poupança consegue-se através do trabalho e da abdicação de conforto e status. A capacidade de antecipação consegue-se através do cultivo da inteligência, do estudo, da consulta de informação relevante e de hábitos de trabalho e decisão rigorosos.”

    Lirismo puro.

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  2. acoraL permalink
    29 Maio, 2008 18:04

    Nojento…

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  3. ferro permalink
    29 Maio, 2008 18:12

    o jm confunde seres humanos com culturas de bacterias

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  4. 29 Maio, 2008 18:14

    Era só que faltava… Um guionista!!! João Miranda isto não é uma ficção, os cenários não mudam de um momento para o outro. Acha sinceramente que apenas uma minoria está endividada? Com milhares de pessoas com contratos de trabalho precário, desemprego, salários baixos e os bens essenciais elevadíssimos não percebo a sua visão.

    http://sefosseprimeiroministro.wordpress.com

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  5. 29 Maio, 2008 18:15

    enfim…. pelo menos está tudo de acordo. Vá lá ao menos!

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  6. 29 Maio, 2008 18:18

    Há uma outra opção, cada vez para mais:
    assaltar as bombas da Galp.

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  7. JoaoMiranda permalink*
    29 Maio, 2008 18:21

    ««Acha sinceramente que apenas uma minoria está endividada?»»

    Se for maioria muda alguma coisa? Quem se endividou fez as suas opções.

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  8. Carlos Gonçalves permalink
    29 Maio, 2008 18:22

    Caro pregador,
    eu sei que avisa fazê-lo para os peixes, mas importa-se de sublinhar as partes mais líricas?
    O Senhor acha mesmo que a citação e o comentário se referem aqueles que nunca tiveram hipótese de conforto ou status? O Senhor acha realmente que os bancos venderam liquidez a quem não oferecia garantias?

    Pode crer no que entender, reflectir muito ou pouco acerca dos tempos e dos modos.
    Quem não se endivida, não tem realmente nada a ver com isso. Com o lirismo de quem acredita que ninguém vai pagar o jantar.

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  9. 29 Maio, 2008 18:22

    «O endividamento resulta das opções de alguns portugueses, mas não de todos.»

    A ter casa é, para o JM, um luxo despropositado que merece castigo. Está bem. Está tudo dito.

    Já agora, antes que me veja com o argumento de que podíamos arrendar, pense nas implicações para o seu raciocínio. O que você diz é: “O endividamento é agora uma responsabilidade pessoal de quem se endividou. Endividaram-se e não se preveniram para uma possível alteração da conjuntura económica? O que é que aqueles que não se endividaram têm com isso?”.
    O endividamento existe em ambos os casos – só o credor é que muda: ora o banco, ora o senhorio.

    O JM confunde liberalismo com egoísmo.

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  10. jon jon permalink
    29 Maio, 2008 18:27

    há pessoas que tiveram a irresponsabilidade de nascer.

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  11. 29 Maio, 2008 18:28

    Caramba homem (joão Miranda) que bem pior que errar é subsistir no erro.Mas voce não percebe que “é difícil ser liberal em Portugal”? Não vê que não tem audiência? mas poupar o quê?! Prescindir de que status? Pensa que está na Noruega? Já agora, quanto ganha? É que para prescindir do “conforto” é preciso ter rendimento para a subsitência básica, não vê que é isso que dizem todos os estudos. A classe média, o motor dessas coisas todas, está em agonia.

    “A capacidade de antecipação consegue-se através do cultivo da inteligência, do estudo, da consulta de informação relevante e de hábitos de trabalho e decisão rigoroso”

    Isto já integra o domínio do delírio. Voce precisa de sair de casa. Vá à rua, apanhe ar e veja com olhos de ver, o mundo á sua volta e depois diga coisas.E leia com calma. Os autores ás vezes são alienados. Falta-lhes a ligação com a realidade concreta.

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  12. JoaoMiranda permalink*
    29 Maio, 2008 18:32

    ««A ter casa é, para o JM, um luxo despropositado que merece castigo. »»

    Que castigo? As pessoas fazem opções. A responsabilidade é delas. Querem uma casa, pois então que comprem uma. O que não podem é esperar que os outros se responsabilizem pelo que correr mal.

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  13. JoaoMiranda permalink*
    29 Maio, 2008 18:35

    ««O JM confunde liberalismo com egoísmo.»»

    Dizer que as pessoas devem ser responsabilizadas pelas suas opções é egoísmo?

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  14. 29 Maio, 2008 18:38

    Não votar PS

    Começou oficialmente a campanha eleitoral dos professores contra o PS, com o slogan: ‘VOTA À DIREITA OU À ESQUERDA! NÃO VOTES PS!’ A DERROTA DAS MAIORIAS O governo governa com a maioria e não com as manifestações da Rua, diz o Sr. Primeiro Ministro. É verdade, se o PS não tivesse a maioria, o Governo nunca teria tido a coragem de insultar os professores, nem de aprovar o novo estatuto da carreira docente, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação. Já foi votada no Parlamente por três vezes a suspensão do novo estatuto da carreira docente e das três o PS votou contra suspensão.
    http://criticademusica.blogspot.com/

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  15. 29 Maio, 2008 18:38

    Pergunta: «Dizer que as pessoas devem ser responsabilizadas pelas suas opções é egoísmo?»

    Resposta:«Que castigo? As pessoas fazem opções. A responsabilidade é delas. Querem uma casa, pois então que comprem uma. O que não podem é esperar que os outros se responsabilizem pelo que correr mal.»

    O JM é tão responsável, que chega a ser autosuficiente.

    De qualquer modo, permita-me, a mim, a pergunta: se para o JM ter casa é uma “opção” (seja ela comprada ou arrendada) , qualquer é a alternativa?

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  16. 29 Maio, 2008 18:40

    “Claro que optar por comprar acções da GALP implica duas coisas: poupança e capacidade de antecipação. A poupança consegue-se através do trabalho e da abdicação de conforto e status.”

    Vá dizer isso aos que ganham o salário mínimo que é… afinal quanto é mesmo o salário mínimo em Pt?

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  17. 29 Maio, 2008 18:41

    João Miranda muda tudo… Sabendo que a maioria está endividada perde a lógica o seu comentário. Tal como disse a Sofia, acha um luxo ter casa própria?

    Não estou com isto a querer defender alguém, muito menos a mim mesmo, no entanto é uma constatação lógica. Entendo o seu ponto de vista, mas de acordo com a nova situação económica, não é aplicável. É lamentável que, uma vez mais, o país esteja em completa debanda emigratória, sobretudo jovens de vinte e poucos anos recentemente licenciados. Será que estes também tem de assumir agora as consequências, ou e a sociedade e o governo que tem de mudar algo?

    A população cumpre com os seus deveres constitucionais. O governo terá de fazer o mesmo. Ao invés de defender que os portugueses fossem accionistas da Galp, talvez fosse mais sensato defender a rápida publicação do relatório, relativo ao tema, da entidade para a concorrência. Digo eu!

    http://sefosseprimeiroministro.wordpress.com

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  18. 29 Maio, 2008 18:42

    As cabeças “bem pensantes” até têm vergonha de responder, e lá fora se calhar até mentem, e dizem o salário mínimo espanhol…

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  19. linberal permalink
    29 Maio, 2008 18:43

    eu concordo com tudo isso há pessoas que merecem morrer a fome, as que não tem capacidade de antecipação ou hábitos de consulta

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  20. 29 Maio, 2008 18:43

    Quanto é o salário mínimo em Portugal para fazermos as contas e sabermos quanto podem poupar por mês para comprarem as tais acções da Golpe, perdão, Galpe, digo Galp…

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  21. 29 Maio, 2008 18:44

    Alvaro Diz:
    29 Maio, 2008 às 6:40 pm

    €426

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  22. JoaoMiranda permalink*
    29 Maio, 2008 18:44

    ««É lamentável que, uma vez mais, o país esteja em completa debanda emigratória, sobretudo jovens de vinte e poucos anos recentemente licenciados.»»

    Sabe porquê? Porque quem tem iniciativa não está para aturar todos aqueles que acreditam que ter casa própria é um direito ou ter gasolina barata é um direito.

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  23. Luis permalink
    29 Maio, 2008 18:44

    De facto, não compreendo comentários tão abstrusos:

    “Com milhares de pessoas com contratos de trabalho precário, desemprego, salários baixos e os bens essenciais elevadíssimos não percebo a sua visão”

    Pessoas com salários baixos e/ou desempregados precisariam talvez de não se endividarem, não lhe parece ?

    “ter casa é, para o JM, um luxo despropositado que merece castigo.”

    É uma opção. Há excelentes argumentos para preferir arrendar. Mas a decisão cabe a cada um…

    “É que para prescindir do “conforto” é preciso ter rendimento para a subsitência básica, não vê que é isso que dizem todos os estudos.”

    Não está a insinuar que o endividamento serviu para a “subsistência básica”, ou está ?

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  24. JoaoMiranda permalink*
    29 Maio, 2008 18:45

    ««Vá dizer isso aos que ganham o salário mínimo que é… afinal quanto é mesmo o salário mínimo em Pt?»»

    Mas quem tem o salário mínimo compra gasolina?

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  25. 29 Maio, 2008 18:46

    Parece que ninguém sabe… Bem me parecia…

    Em UK um motorista de autocarros ganha 500 pounds por semana, com base. Será que poupa para comprar acções da Golpe? Hum…

    Afinal qual é o salário mínimo neste país tão desenvolvido, com tantos quilómetros de auto-estradas, tantos estádios de futebol, tanta avaliação dos professores… Qual é o salário mínimo em Pt, quem sabe? http://criticademusica.blogspot.com/

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  26. 29 Maio, 2008 18:48

    «Porque quem tem iniciativa não está para aturar todos aqueles que acreditam que ter casa própria é um direito ou ter gasolina barata é um direito.»

    JM,
    Tenha fé e não se confunda com a maioria.

    Ainda não me respondeu ao comentário 16 e estou em pulgas.

    PS: não é ter casa própria que é um direito (fundamental, aliás), é ter casa – ponto.

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  27. 29 Maio, 2008 18:49

    25 –

    se calhar…

    O passe para andar em Lisboa custa 28 euros. Só para a cidade.

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  28. JoaoMiranda permalink*
    29 Maio, 2008 18:50

    ««se para o JM ter casa é uma “opção” (seja ela comprada ou arrendada) , qualquer é a alternativa?»»

    Arrendar ou comprar são opções. Endividar-se de acordo com as próprias possibilidades ou não também são opções. E tendo em conta que a discussão começou por causa dos coitadinhos que não conseguem pagar a gasolina, qualquer um pode optar entre poupar andando de transportes públicos ou não poupar andando de carro. A vida está cheia de opções. Até os que recebem o salário mínimo tiveram um dia a opção de estudar e desenvolver-se e a maior parte deles não o fez.

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  29. 29 Maio, 2008 18:51

    «Mas quem tem o salário mínimo compra gasolina?»

    Quem tem o salário mínimo também compra produtos (maxime essenciais). Estes, repercutem no preço final os custos de produção e transporte. Portanto, respondendo à pergunta que deveria ter colocado, sim. Quem ganha o salário mínimo tem muito que ver com os aumentos dos combustíveis.

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  30. JoaoMiranda permalink*
    29 Maio, 2008 18:51

    ««PS: não é ter casa própria que é um direito (fundamental, aliás), é ter casa – ponto.»»

    Pois. É por isso que depois todos querem direitos e ninguém os quer pagar. Já agora, há alguma coisa que não seja um direito neste país? E quem paga?

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  31. 29 Maio, 2008 18:51

    Se fôr uma família de 3 vai quase aos 90 euros.

    Se o salário mínimo andar na casa dos 500 vê-se bem que podem comprar acções da Golpe.

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  32. 29 Maio, 2008 18:51

    Sofia Ventura,

    Ter casa própria é uma opção, um investimento pessoal no longo prazo, e nem sempre as pessoas mediram bem o valor que estavam a pagar em função dos seus rendimentos, presentes e futuros. Poderiam ter optado por casas mais baratas, ou negociado melhor com os vendedores, que especularam nas épocas de juro baixo.

    Eu, que optei por adquirir uma casa a um preço mais equilibrado – podia ter ido muito além – precisamente para estar mais descansado nas épocas mais difíceis, para poder ter outras formas de poupança – e estou a aproveitar agora os benefícios dos juros altos, onde sem dificuldade consigo rentabilidades entre 5 e 10% – é que não tenho culpa das dedcisões dos outros. E espero, agora, fazer um bom negócio imobiliário, pois comprei bem, em planta,

    Egoísmo – para não dizer outra coisa – é gastar o que não se tem, ficando à espera que os outros paguem a conta.

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  33. 29 Maio, 2008 18:52

    Resmas de acções da Golpe…

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  34. 29 Maio, 2008 18:54

    «“ter casa é, para o JM, um luxo despropositado que merece castigo.”

    É uma opção. Há excelentes argumentos para preferir arrendar. Mas a decisão cabe a cada um…»

    Luís,

    Se tiver paciência para reler os meus comentários (principalmente o primeiro, mas apenas pelo prazer de constatar todas as gralhas) vai ver que o que diz não tem nada a ver com o que escrevi.

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  35. Anónimo permalink
    29 Maio, 2008 18:54

    bemvindos à selva

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  36. JoaoMiranda permalink*
    29 Maio, 2008 18:54

    ««Quem tem o salário mínimo também compra produtos (maxime essenciais). Estes, repercutem no preço final os custos de produção e transporte. Portanto, respondendo à pergunta que deveria ter colocado, sim. Quem ganha o salário mínimo tem muito que ver com os aumentos dos combustíveis.»»

    Portanto, se bem percebi, existe o direito inalienável à gasolina barata. Mesmo que o árabe não queiram vender o petróleo barato. Eu vejo aqui um problema. Como é que vamos convencer os árabes a oferecer-nos gasolina barata?

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  37. Luis permalink
    29 Maio, 2008 18:56

    “Tal como disse a Sofia, acha um luxo ter casa própria?”

    Por acaso, é. Entre outros motivos,

    a)dificulta a resposta a dificuldades financeiras temporárias (em caso de desemprego, p.ex, no arrendamento é mais fácil procurar uma casa mais pequena, mais longe, whatever..)

    b)introduz um factor extra de desencorajamento de udanças de emprego, p.ex;

    c)tende a encorajar a compra de casas desnecessariamente grandes e caras no início de vida, com os subsequentes custos adicionais ..

    d)tende a empurrar cada vez mais gente para a periferia das cidades, criando volumes de tráfego significativos, com os inevitáveis custos..

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  38. 29 Maio, 2008 18:56

    ” Quem tem o salário mínimo também compra produtos (maxime essenciais). Estes, repercutem no preço final os custos de produção e transporte. Portanto, respondendo à pergunta que deveria ter colocado, sim. Quem ganha o salário mínimo tem muito que ver com os aumentos dos combustíveis.”

    para já n falarmos assim, que é a realidade. Fiquei-me pelos 3 passes sociais só para andar em Lisboa. Agora sabe-se bem que quem ganha o salário mínimo não vive na cidade. Só se conseguir ir para um “bairro social”… que deve ser mto agradável… mas que devem estar cheios…

    Portanto, o total do valor para os passes dos transportes será bem além daquele que eu referi com base nos 28 euros do passe social para andar em Lisboa-cidade.

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  39. 29 Maio, 2008 18:58

    Portanto um agregado de 2 a ganharem um salário mínimo de 500 euros * 2 mesmo que consigam um pouco mais… com um filho…

    Vai conseguir comparar resmas, muitas resmas de acções da Golpe.

    Bravo João Miranda! Viva o liberalismo! Melhor: o capitalismo liberal.

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  40. Luis permalink
    29 Maio, 2008 19:02

    “Se para o JM ter casa é uma “opção” (seja ela comprada ou arrendada) , qual é a alternativa?”

    Sim, pode optar por comprar ou arrendar. E depois, optar por maior ou menor. Mais perto ou mais longe. Aqui ou acolá. Nova ou usada.

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  41. JoaoMiranda permalink*
    29 Maio, 2008 19:03

    ««Portanto um agregado de 2 a ganharem um salário mínimo de 500 euros * 2 mesmo que consigam um pouco mais… com um filho…»»

    Lembro que toda esta discussão começou com os coitados que não conseguem pagar a gasolina para meter no carro. Gasolina, carro. Também serão bens essenciais?

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  42. 29 Maio, 2008 19:03

    «Arrendar ou comprar são opções. Endividar-se de acordo com as próprias possibilidades ou não também são opções.»

    Vamos lá ver se nos entendemos: quem compra casa com recurso ao crédito, endivida-se junto de um banco; quem arrenda uma casa, endividade-se junto de um senhorio. Endividamento existe num e noutro caso. Logo, das duas uma: ou o JM acha que apenas ter casa própria é que é opção – e então, nem sempre «O endividamento resulta das opções de alguns portugueses, mas não de todos.»; ou acha que arrendar, na medida em que implica também um endividamento, é também uma acto de vontade livre – e nesse caso, o que diz é que ter casa (ainda que alheia) é ainda um acto de vontade livre, que exige responsabilidade individual e nós não temos nada a ver com isso. ” O que é que aqueles que não se endividaram têm com isso?” (só para deixar bem, claro).

    Daí a minha pergunta: se comprar e arrendar são opções, qual é a alternativa a estas duas hipóteses? Ou acha – mesmo – o JM que ter um tecto não é um direito?

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  43. Luis permalink
    29 Maio, 2008 19:09

    “Vamos lá ver se nos entendemos: quem compra casa com recurso ao crédito, endivida-se junto de um banco; quem arrenda uma casa, endivida-se junto de um senhorio. ”

    O arrendamento não é endividamento. É um contrato, bem mais flexível que a compra de casa. No dia em que não puder suportar a renda, tem a opção de procurar mais barato.
    E tem sempre a opção de não casar se não pode.

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  44. 29 Maio, 2008 19:11

    «Egoísmo – para não dizer outra coisa – é gastar o que não se tem, ficando à espera que os outros paguem a conta.»

    RAF,

    Serve-lhe muito bem a caricatura. Tem, no entanto, de me dar o benefício aceditar – até que me cite estudos – que baseia o seu raciocínio nas suas própias presunções.

    (Para além de não resolver a minha objecção à questão do arrendamento – já disse mil vezes que não está em causa, no meu raciocínio, um direito fundamental a ter casa própria. E, já agora, hão de me demonstrar que as rendas, pelo menos em Lisboa, são mais baratas que a prestação de um crédito habitação)

    O RAF presume que todo o português incumpre os contratos bancários por megalomania no momento da escolha de casa. Fica por demonstrar que assim seja.
    Até porque, o RAF há-de convir, que se torna dificil pagar a prestação (ou renda) de um T0, por exemplo, quando se está desempregado.

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  45. JoaoMiranda permalink*
    29 Maio, 2008 19:11

    Cara Sofia,

    O que estou a dizer é que as pessoas fazem opções na vida e dessas opções obtêm resultados. Quando se coloca a questão como a Sofia a coloca, obviamente que é impossível de perceber que alugar uma casa ou comprar são opções diferentes com consequências diferentes. Tal como é impossível perceber que as pessoas têm sempre a opção de poupar mais ou menos, desde que estejam dispostas a abdicar de alguma coisa.

    Quanto ao facto de ter um tecto ser um direito, volto perguntar: quem é que está disposto a viver e a produzir num país em que todos se acham com direito a alguma coisa, até a uma casa ou a gasolina barata?

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  46. 29 Maio, 2008 19:13

    não compreendo como se pode julgar pessoas que não tem alternativa ao crédito! o que acha que se pode fazer com o ordenado minimo? não é um problema de minorias

    continuação da resposta em:
    http://sefosseprimeiroministro.wordpress.com/2008/05/29/uma-opcao-polemica/

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  47. 29 Maio, 2008 19:14

    «Portanto, se bem percebi, existe o direito inalienável à gasolina barata. Mesmo que o árabe não queiram vender o petróleo barato. Eu vejo aqui um problema. Como é que vamos convencer os árabes a oferecer-nos gasolina barata?»

    E os árabes aqui tão perto, JM…!

    Vá lá, vamos ficar no domínio do real. Já está disposto a admitir que, para si, comprar casa/arrendar casa é tudo uma opção e que, portanto, quem não pode pagar tem mais é que desamparar a loja?

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  48. JoaoMiranda permalink*
    29 Maio, 2008 19:18

    ««Já está disposto a admitir que, para si, comprar casa/arrendar casa é tudo uma opção e que, portanto, quem não pode pagar tem mais é que desamparar a loja?»»

    Não, não estou. Ter casa não é um direito. Mas gostava que a Sofia identificasse quem tem a obrigação de providenciar esse direito. Se todos temos direito a uma casa, quem tem obrigação de a fornecer?

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  49. Luis permalink
    29 Maio, 2008 19:19

    “Vá lá, vamos ficar no domínio do real. Já está disposto a admitir que, para si, comprar casa/arrendar casa é tudo uma opção e que, portanto, quem não pode pagar tem mais é que desamparar a loja?”

    Porque é que quem não pode pagar casa em Lisboa tem que ter casa em Lisboa?

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  50. jofer permalink
    29 Maio, 2008 19:19

    ««É lamentável que, uma vez mais, o país esteja em completa debanda emigratória, sobretudo jovens de vinte e poucos anos recentemente licenciados.»»

    E o J Miranda sabe porquê? Muitos empresários? (patrões) querem pagar só 400€ ou 500€ por mês a quem andou a queimar as pestanas durante anos. Muitas vezes dão-lhe lucros de milhões a esses patrões.
    É a ganancia de muitos sr Miranda. Aqueles que o sr,. tanto defende.

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  51. JoaoMiranda permalink*
    29 Maio, 2008 19:19

    ««não compreendo como se pode julgar pessoas que não tem alternativa ao crédito! o que acha que se pode fazer com o ordenado minimo? não é um problema de minorias»»

    Ordenado mínimo com crédito? Nada mal.

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  52. Anónimo permalink
    29 Maio, 2008 19:22

    Ó JM, quem ganha menos de €500 por mês não tem lá muitas opções…
    Pimenta no cú dos outros é refresco…

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  53. 29 Maio, 2008 19:23

    «O arrendamento não é endividamento. É um contrato, bem mais flexível que a compra de casa. No dia em que não puder suportar a renda, tem a opção de procurar mais barato.
    E tem sempre a opção de não casar se não pode.»

    Não se escandalize Luís, mas os empréstimos bancários também são contratos.
    E o efeito nas finanças familiares é o mesmo. Todos os meses a pessoa sabe que x é para o banco ou para o senhorio. Eu chamo-lhe endividamento. Digamos que um asset não será…

    «E tem sempre a opção de não casar se não pode.»

    Esta é preciosa.
    Está a ver aquele relatório de que andaram para aí a falar esta semana… qualquer coisa que ver com desigualdades sociais? Já vi que acha que é assunto para socialista!
    E, desculpe lá, mas e natalidade em Portugal? Não andava muito mal e assim? ou a minha mãe deve-me sustentar a mim e aos netos, também? E, não querendo chatear, se a minha mãe tiver uma pensão miserável e eu estiver desempregada, onde é que devemos morar de modo a que a mudança seja mais rapida e menos inconveniente para o senhorio?

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  54. JoaoMiranda permalink*
    29 Maio, 2008 19:26

    ««Ó JM, quem ganha menos de €500 por mês não tem lá muitas opções…
    Pimenta no cú dos outros é refresco…»»

    Vocês adoram ir buscar os casos dramáticos dos que ganham €500. Mas eu volto a lembrar pela 5ª vez que a discussão surgiu a propósito de quem anda revoltado contra as subidas do preço da gasolina. Das duas uma, ou quem ganha €500 ainda tem dinheiro para pagar gasolina, e nesse caso poderia poupar usando os transportes públicos, ou quem ganha €500 não é relevante para a discussão.

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  55. Anónimo permalink
    29 Maio, 2008 19:26

    Os que não se endividaram têm a ver com isso , sim , mas nas consequências. Eu já percebi que ando a pagar os juros da tal crise de subprime na alta dos preços da comida e gasolina .E aqueles que não se endividaram , mas que têm actividades cujo rendimento depende do andamento da economia , seja profissões liberais , sejam empresas , também pagam as consequências e duplamente : com a falta de dinheiro geral para comprar os seus produtos e serviços e com a subida dos preços.
    O endividamento lixou-nos a todos.

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  56. Luis permalink
    29 Maio, 2008 19:26

    ««não compreendo como se pode julgar pessoas que não tem alternativa ao crédito! o que acha que se pode fazer com o ordenado minimo? não é um problema de minorias»»

    A opção de quem não tem capacidade de aceder ao crédito deve ser … deixe ver – não ter crédito ?

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  57. JoaoMiranda permalink*
    29 Maio, 2008 19:27

    ««E, desculpe lá, mas e natalidade em Portugal?»«

    Um país que não sabe lidar com a realidade não merece reproduzir-se.

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  58. Luis permalink
    29 Maio, 2008 19:35

    “Não se escandalize Luís, mas os empréstimos bancários também são contratos.E o efeito nas finanças familiares é o mesmo. Todos os meses a pessoa sabe que x é para o banco ou para o senhorio. Eu chamo-lhe endividamento. Digamos que um asset não será…”

    Ah bom, então registo a sua definição de endividamento – tão vasta que parece abranger até os contratos de trabalho (“Todos os meses a pessoa (eu?) sabe que é “X” para o banco (funcionário)”) .

    Há uma diferença, mínima, mas uma diferença, apesar de tudo: o arrendamento não amarra (enfim, não devia – mas esqueçamos o bendito congelamento das rendas) o “pobrezinho” ao pagamento de uma prestação durante 40 anos. Permite-lhe ajustar o seu “tecto” às suas necessidades/possibilidades momentâneas.

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  59. 29 Maio, 2008 19:35

    “A opção de quem não tem capacidade de aceder ao crédito deve ser … deixe ver – não ter crédito ?”

    Não perguntei qual era a opção dessas pessoas. Perhuntei sim, qual a opção de quem não tem como fugir dele….

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  60. 29 Maio, 2008 19:36

    “A poupança consegue-se através do trabalho e da abdicação de conforto e status. A capacidade de antecipação consegue-se através do cultivo da inteligência, do estudo, da consulta de informação relevante e de hábitos de trabalho e decisão rigorosos”.

    Afinal de contas, estava enganado: o JM é um poeta! Já agora: quem ganha o ordenado mínimo “compra” gasolina, na medida em que paga as consequências do seu preço, no preço dos produtos que tem que consumir.

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  61. 29 Maio, 2008 19:36

    «volto perguntar: quem é que está disposto a viver e a produzir num país em que todos se acham com direito a alguma coisa, até a uma casa ou a gasolina barata?»

    Caro JM,

    O seu post dizia, essencialmente, isto: “O que é que aqueles que não se endividaram têm com isso?”

    Eu respondo: o argumento da responsabilidade individual tem cabimento quando discutimos: carros para uso recreativo, roupa de marca, casas com tipologias desfazadas das necessidades do agregado, etc…; quando se trata de assegurar o “mínimo compaginável com a dignidade humana” o seu argumento é abstruso.
    Sucede que seu post não faz qualquer destrinça entre uma e outra situação.

    Quanto à pergunta que transcrevi acima, respondo-lhe que eu e outros tantos como eu. O meu problema é, precisamente, o contrário: eu jamais viveria bem num país onde a dignidade dos seus cidadãos não é tida nem achada. É uma questão de formação.

    Quanto à gasolina a baixo preço, não delire. O que se constesta é que os aumentos de combustíveis pelas repercussões transversais na economia (mas não só: veja os bombeiros e as polícias) sejam concertados pelas gasolineiras de modo a deturpar (o seu amigo) mercado e aumentar o lucro de uns poucos à custa de fortes implicações para todos nós.
    Quanto à “responsabilidade individual” (no sentido que usa) da GALP e afins, cabe-nos a nós assegurá-la. Ah, e o Jumbo de Palmela (consta) é o que tem a gasolina mais barata!

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  62. Anónimo permalink
    29 Maio, 2008 19:36

    “Vocês adoram ir buscar os casos dramáticos dos que ganham €500”
    Mas a maior parte das pessoas ganham menos de €500!!! E não estou a exagerar!!!
    “nesse caso poderia poupar usando os transportes públicos”
    Meu caro Portugal não é Lisboa ou Porto, no resto do país os transportes são de qualidade duvidosa, horários insuficientes ou simplesmente transportes públicos inexistentes.
    Como disse anteriormente, pimenta no cú dos outros é refresco.

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  63. Luis permalink
    29 Maio, 2008 19:38

    “Esta é preciosa.Está a ver aquele relatório de que andaram para aí a falar esta semana… qualquer coisa que ver com desigualdades sociais? ”

    So what ?

    “E, desculpe lá, mas e natalidade em Portugal? Não andava muito mal e assim? ou a minha mãe deve-me sustentar a mim e aos netos, também? E, não querendo chatear, se a minha mãe tiver uma pensão miserável e eu estiver desempregada, onde é que devemos morar de modo a que a mudança seja mais rapida e menos inconveniente para o senhorio? ”

    Talvez fosse melhor, antes de assumir um compromisso, ponderar se tem capacidade para o cumprir – e as consequências do eventual incumprimento.
    Evidentemente, é mais fácil esperar que alguém pague por si. A pergunta é : quem ?

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  64. 29 Maio, 2008 19:39

    “Vocês adoram ir buscar os casos dramáticos dos que ganham €500″
    Mas a maior parte das pessoas ganham menos de €500!!! E não estou a exagerar!!!
    “nesse caso poderia poupar usando os transportes públicos”
    Meu caro Portugal não é Lisboa ou Porto, no resto do país os transportes são de qualidade duvidosa, horários insuficientes ou simplesmente transportes públicos inexistentes.

    Muito bem….

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  65. Luis permalink
    29 Maio, 2008 19:40

    “Não perguntei qual era a opção dessas pessoas. Perguntei sim, qual a opção de quem não tem como fugir dele….”

    Como por exemplo ?

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  66. dazulpintado permalink
    29 Maio, 2008 19:41

    Áqueles que ganham o salário mínimo porque a sua formação não lhes permite procurar vida melhor, eu tiro o meu chapéu.E ajudo-os com os meus impostos.
    Aos que só choram e nada fazem por si mesmos eu recomendo-lhes que trabalhem 14 ou mais horas por dia, como eu fiz, procurem um emprego melhor, mesmo que isso represente , de tão longínquo,não ver os filhos crescer. Mas não venham dizer-me que têm direito a que eu vos sustente!
    Força, alguns de vocês ainda vão a tempo.

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  67. Anónimo permalink
    29 Maio, 2008 19:42

    “os casos dramáticos dos que ganham €500” para quem defende o fim do salário minimo 426€ o dramatismo da coisa não deve chegar.
    Já agora sabendo que há fome em portugal, a alimentação é um direito?
    E sabendo que há quem tenha demasiado para comer? quem deve pagar a alimentação desses?

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  68. 29 Maio, 2008 19:43

    «Não, não estou. Ter casa não é um direito.»

    Sinto aqui uma ligeira contradição.

    «Mas gostava que a Sofia identificasse quem tem a obrigação de providenciar esse direito. Se todos temos direito a uma casa, quem tem obrigação de a fornecer?»

    Resposta: O Estado não tem o dever, em primeira linha, de assegurar casa a ninguém. (gostou?) É cada um de nós – a tal da sua responsabilidade individual – que deve promover a sua habitação.
    O que não torna o seu post menos absurdo. Primeiro, porque muita gente não tem problema nenhum com as “habitações sociais”; depois, porque se se quer responsabilizar o cidadão pelo seu alojamento, as condições têm de permanecer praticáveis. Se o mercado se torna impraticável, não é expectável que os cidadãos possam assegurar condições mínimas. Logo, o Estado tem de “monitorizar” o funcionamento de mercado, intervindo – quando necessário – para assegurar a “praticabilidade social” do mesmo.

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  69. 29 Maio, 2008 19:43

    Os paises reproduzem-se ?
    Xiça !

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  70. Luis permalink
    29 Maio, 2008 19:46

    “Meu caro Portugal não é Lisboa ou Porto, no resto do país os transportes são de qualidade duvidosa, horários insuficientes ou simplesmente transportes públicos inexistentes.”

    …sendo de esperar que os preços das casas sejam significativamente mais baixos..

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  71. 29 Maio, 2008 19:47

    «Vocês adoram ir buscar os casos dramáticos dos que ganham €500. Mas eu volto a lembrar pela 5ª vez que a discussão surgiu a propósito de quem anda revoltado contra as subidas do preço da gasolina. Das duas uma, ou quem ganha €500 ainda tem dinheiro para pagar gasolina, e nesse caso poderia poupar usando os transportes públicos, ou quem ganha €500 não é relevante para a discussão.»

    E eu já lhe respondi que o que menos me preocupa é o encargo da gasolina para o pópó. Quero saber é até que ponto o aumento dos custos de transporte se vão repercutir no preço de tudo quanto é produtos (também os essenciais); se os bombeiros têm dinheiro para circular (e apagar fogos, mais dia menos dia); se as polícias podem fazer patrulhamentos, etc… Tudo coisas que só se fazem se ouver dinheiro para gasolina. Está ver?

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  72. Luis permalink
    29 Maio, 2008 19:49

    “Se o mercado se torna impraticável, não é expectável que os cidadãos possam assegurar condições mínimas. Logo, o Estado tem de “monitorizar” o funcionamento de mercado, intervindo – quando necessário – para assegurar a “praticabilidade social” do mesmo.”

    E isso faz-se como ?

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  73. 29 Maio, 2008 19:49

    «JoaoMiranda Diz:
    29 Maio, 2008 às 7:27 pm
    ««E, desculpe lá, mas e natalidade em Portugal?»

    Um país que não sabe lidar com a realidade não merece reproduzir-se.»

    Respire fundo, Jm. Isso mais um bocadinho e vamos parar à eugenia ou o camandrio.

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  74. Anónimo permalink
    29 Maio, 2008 19:53

    “…sendo de esperar que os preços das casas sejam significativamente mais baixos..”
    Você fala de conhecimento próprio ou simplesmente está a especular?
    São mais baixas, mas não “significativamente mais baixos”.
    Sabe, você não sai de Lisboa e entra na Papua Nova-Guiné, continua em Portugal, mas só em preços de bens e impostos, porque no resto, é o valha-me Deus.

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  75. 29 Maio, 2008 19:55

    «E isso faz-se como ?»

    Actuando quando se identificam situações de cartelização, por exemplo.
    Se é mercado que se quer, é mercado que se tem. E mercado é concorrência.

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  76. 29 Maio, 2008 20:03

    Cara Sofia.

    ter um tecto é uma necessidade mas ter casa não é um direito. quando era estudante partilhei a minha primeira a casa com 3 pessoas, e o meu quarto não tinha janelas. depois mudei-me para um rés-do-chão com mais 2 pessoas, sem sala, com uma cozinha pequena e com cogumelos a crescerem na porta das traseira… mais tarde, com melhor gestão da minha parte e mais desafogo e crença nas minhas capacidades pelos meus pais, mudei-me para um simpático 4º andar sem elevador, onde partilhava a casa com mais uma pessoa, e na sala pouco cabia do q uma mesa e um armário, tb sem janelas.. agora, trabalho , mas ainda no principio da minha vida, alugei uma casa com a minha namorada, não pq nos tenhamos juntado ou decidido casar, mas porque ambos precisámos de mudar de casa na mesma altura, para a mesma zona, e nenhum tinha dinheiro para uma casa só para si. sabe que os senhorios ou os bancos têm o hábito desagradável, e pelos vistos incompreensivel para si, de pedir pela sua propriedadade o preço que acham justo para pagar todo o trabalho, material, energia e esforço que foi dispendido no seu desenho, na sua construção e na sua manutenção…
    como disse ter tecto é uma necessdade mas ter uma casa só para si não é de todo um direito. se não tem mais de 500€ para pagar por um pequeno apartamento em lisboa pode arranjar perfeitamente quartos por menos de metade disso. se tiver disposta a partilhar o espaço da casa com mais do que 2 ou 3 pessoas, pode até arranjar quartos por 100€. e se tiver disposta a partilhar o próprio quarto, pode arranjar quartos mais baratos que uma cerveja e uma sandes em alguns restaurantes “chique”.. os imigrantes, pessoas que tiveram de abandonar o seu país por uma vida melhor, muitas vezes fazem isso.. eles não sentem esse “direito” a ter uma casa só para si, onde querem e como querem , só pq acham que o mundo lhes deve tal… fazem escolh,as sacrificios, e abdicam de uma vida mais confortável agora, por um futuro mais risonho, ou para ajudar a sua familia, em situações dramáticas.
    já agora, perguntou qual é a diferença entre alugar e comprar uma casa. conselho. enquanto não tem dinheiro, fique pelo aluguer. evite os aumentos inesperados das prestações do banco. as rendas são contratualizadas, e com um aumento acordado. não tem encargos com seguros, condominios ou manutenção da habitação. e se vier equipadada com electrodomésticos, tb esses são encargo do senhorio. como vê em muitos casos são a melhor situação. se calhar, era melhor passar mais tempo a ver como se pode poupar, gastar menos e quais as nossas opções em vez de reclamar continuamente num blogue pelos nossos direitos não?…

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  77. 29 Maio, 2008 20:11

    Sofia Ventura,
    Obviamente que o meu comentário tinha o seu quê de caricatural, e que eu acredito que muita gente tenha sido induzida e até um pouco negligente/naif na hora de contratar. Mas as sociedades também aprendem, e o acto de consumir/investir tem o sue processo de aprendizagem.
    Portugal viveu na adolescência do consumo durante uns largos anos, e agora tem, necessariamente, de sofrer as consequências dos seus actos. A maioria dos consumidores portugueses é, hoje, bme mais preparada do que o era em 1990. O que não pode acontecer é que se aprovem medidas paliativas que façam com que ser leviano compense, à custa do dinheiro dos contribuintes.

    “Até porque, o RAF há-de convir, que se torna dificil pagar a prestação (ou renda) de um T0, por exemplo, quando se está desempregado.”

    Há bancos que cobrem o risco de desemprego nos seus contratos de crédito. O problema é que houve gente que preferiu ter empréstimos maiores, prescindindo de alguns seguros. Se agora cobrimos quem ficou desempregado e não se precaviu, como ficam os que andaram a pagar pelos seguros?

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  78. Luis permalink
    29 Maio, 2008 20:12

    “Você fala de conhecimento próprio ou simplesmente está a especular?
    São mais baixas, mas não “significativamente mais baixos”.
    Sabe, você não sai de Lisboa e entra na Papua Nova-Guiné, continua em Portugal, mas só em preços de bens e impostos, porque no resto, é o valha-me Deus.”

    Falo de conhecimento próprio. Moro fora de Lisboa – 2 paragens de comboio antes da Papua Nova-Guiné. E o dinheirão que poupei..

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  79. dazulpintado permalink
    29 Maio, 2008 20:13

    E já agora Sofia & Cª, deixe-me dizer-lhe que os que mais reclamam por direitos, são aqueles que menos contribuiem para os que, tendo realmente direitos, nem sabem como reclamá-los.

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  80. Luis permalink
    29 Maio, 2008 20:17

    “Actuando quando se identificam situações de cartelização, por exemplo. Se é mercado que se quer, é mercado que se tem. E mercado é concorrência.”

    Huuum…
    Eu pensava que mercado era comprar petróleo a quem o tem, e vendê-lo a quem o comprar.

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  81. 29 Maio, 2008 20:19

    “Como por exemplo ?”

    eu dou-lh com muito agrado. Como o país não é só Porto ou Lisboa há várias familias que, como os transportes não são uma alternatica necessitam de carro …

    outro… Quem deseja ter casa própria porque pensa que ao pagar uma mensalidade que seja pelo menos para algo que está a adquirir…

    outra, quem deseja ver um filho formado e sabe que o estado não dá apoio…
    mas já sei que tem solução…

    andar a pé ou de bicicleta….

    dormir com os país, mesmo que queira constituir familia…

    “obrigar” o filho a trabalhar… ou então que contrai a divida o filho para a pagar depois com os primeiros ordenados.

    ou então que emigrem….. …. … está tudo certo menos os “pobres” que lutam para que a vida seja melhor

    podemos ter de tudo neste país, os mais estravagantes luxos, mas nem pensar em baixar o ISP… enfim!

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  82. 29 Maio, 2008 20:20

    Por partes:

    «quando era estudante partilhei a minha primeira a casa com 3 pessoas, e o meu quarto não tinha janelas. depois mudei-me para um rés-do-chão com mais 2 pessoas, sem sala, com uma cozinha pequena e com cogumelos a crescerem na porta das traseira… mais tarde, com melhor gestão da minha parte e mais desafogo e crença nas minhas capacidades pelos meus pais, mudei-me para um simpático 4º andar sem elevador, onde partilhava a casa com mais uma pessoa, e na sala pouco cabia do q uma mesa e um armário, tb sem janelas.. agora, trabalho (…)»

    Surpreendente! Eu que já fui acusada de eduquesa, vejo com a maior das naturalidades que os jovens (que não trabalham) vivam com parcimónia. Nunca acreditei em jovenzionhos mal habituados. Logo, independentemente das leituras que faça do que escrevi, não defendo almoços grátis para ninguém.

    «sabe que os senhorios ou os bancos têm o hábito desagradável, e pelos vistos incompreensivel para si, de pedir pela sua propriedadade o preço que acham justo para pagar todo o trabalho, material, energia e esforço que foi dispendido no seu desenho, na sua construção e na sua manutenção…»

    Este é um comentário conclusivo e desnecessário que não acrecenta nada à discussão. Mas não, está enganado! Acho que os bancos e senhorios devem ser pontualmente pagos perlo acordado. Limitei-me a dizer que se as condições do mercado não forem praticáveis… vejam bem, isso não vai acontecer.

    «se não tem mais de 500€ para pagar por um pequeno apartamento em lisboa pode arranjar perfeitamente quartos por menos de metade disso.»

    Está a ver, aqui é que nos começamos a afastar. Eu considero que viver, transitoriamente, num quarto quando se está deslocado é normal; quando de “vive num quarto” há já qualquer coisa que me parece bulir com a dignidade da pessoa.

    «e se tiver disposta a partilhar o próprio quarto, pode arranjar quartos mais baratos que uma cerveja e uma sandes em alguns restaurantes “chique”..»

    Pois, olhe, eu partilhar o meu quarto, não partilho; mas, em compensação, restaurantes “chiques” só quando há dinheiro. Mais um vez, é a tal da responsabilidade individual.

    «se calhar, era melhor passar mais tempo a ver como se pode poupar, gastar menos e quais as nossas opções em vez de reclamar continuamente num blogue pelos nossos direitos não?…»

    Não diga isso, Lord Jeremias. Eu sou tão poupadinha que, quando precisar de consultor financeiro, até sou capaz de lhe pedir os seus prestimos à borla. Agora, não percebi – por incapacidade minha, está visto – é a sua objecção a que reclame “num blogue pelos nossos [seus, também, então] direitos”. Mas é capaz de ser coisa de gaja. O pessoal é assim, nunca está satisfeito, sabe como é que é.

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  83. 29 Maio, 2008 20:26

    «Mas as sociedades também aprendem, e o acto de consumir/investir tem o sue processo de aprendizagem.
    Portugal viveu na adolescência do consumo durante uns largos anos, e agora tem, necessariamente, de sofrer as consequências dos seus actos.»

    Concordo consigo, sem reservas.
    Não me parece é que se fomos todos nós “quem viveu na adolescência do consumo”, não se pode falar, em termos absolutos em “responsabilidade individual”, como faz o JM.
    São se pode ser instigador ou cúmplice num determinado estado de coisas e depois sacudir a água do capote, porque não se foi o autor imediato.
    Como começa por dizer o RAF, “muita gente tenha sido induzida e até um pouco negligente/naif na hora de contratar” e, normalmente, essa gente (mais facilmente manipulável na hora de contratar) são aqueles com menos formação e recursos mais frágeis. Logo, aqueles que mais facilmente eb«ntram em incumprimento.

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  84. Luis permalink
    29 Maio, 2008 20:35

    “há várias familias que, como os transportes não são uma alternatica necessitam de carro”

    O carro que utilizo diariamente custou-me 850 euros.

    “outro… Quem deseja ter casa própria porque pensa que ao pagar uma mensalidade que seja pelo menos para algo que está a adquirir…”

    Precisamente. Quem DESEJA, diferente de quem PRECISA. Eu também desejo um Porsche 911, mas na verdade só preciso é de um 106 a cair de podre. Próximo exemplo, por favor.

    “Quem deseja ver um filho formado e sabe que o estado não dá apoio…”
    O Estado não dá apoio? Está a brincar, seguramente. Sabe quanto custa um aluno ao Estado (a todos os que pagam impostos..)?

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  85. 29 Maio, 2008 20:36

    dazulpintado Diz:
    29 Maio, 2008 às 8:13 pm

    Isso não sei. Não conheço “os que mais reclamam por direitos”. Só posso falar por mim. posso informá-lo que não devo nada às finanças e, com excepção de um cartão de crédito miserável, nem à banca devo alguma coisa.

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  86. 29 Maio, 2008 20:37

    «Huuum…
    Eu pensava que mercado era comprar petróleo a quem o tem, e vendê-lo a quem o comprar.»

    Então é esse o seu problema. Falta-lhe ler alguns livros de economia.

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  87. Luis permalink
    29 Maio, 2008 20:42

    “Então é esse o seu problema. Falta-lhe ler alguns livros de economia.”

    Não duvido. Mas como a Sofia já identificou as tais situações de cartelização, podia mandar um mail lá para a tal autoridade da concorrência, a ver se apressava a conclusão. Como dizia o João Miranda, raio de organismo redundante, que gasta tanto tempo e recursos para concluir aquilo que qualquer taxista sabe de ciência certa..

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  88. anonymouse permalink
    29 Maio, 2008 20:47

    Eu sou de direita, mas não querer ser socialmente responsável é uma forma alienada de irresponsabilidade.

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  89. 29 Maio, 2008 20:48

    Parte do meu plano de optimização de recursos, com vista a evitar situações de endividamento passa por não trabalhar de borla. Por isso vou fazer fé que, penso que para a semana – segundo o que li hoje – quem lá trabalha, já tenha o serviço feito.

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  90. 29 Maio, 2008 20:49

    O meu último comentário era resposta ao Luís em 88.

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  91. Luis permalink
    29 Maio, 2008 20:49

    Não se escandalize, Sofia, mas aquela história do petróleo no Beato era treta. A triste verdade é que a Galp não faz petróleo – compra-o, em mercados internacionais. E verdade, verdadinha, os preços em Portugal, antes de impostos, são 2 cêntimos superiores à média da UE. Dando de barato os custos de transporte, parece que em termos de cartel, é pouca fruta para tanto trabalho..

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  92. 29 Maio, 2008 20:51

    «2 cêntimos superiores à média da UE.»

    Está a ver bem o que são 0.02€ por litro de gasolina? Mas, se não é nada, os tipos que baixem esses dois cêntimos.

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  93. Luis permalink
    29 Maio, 2008 20:53

    “Parte do meu plano de optimização de recursos, com vista a evitar situações de endividamento passa por não trabalhar de borla.”

    Faz muito bem. Mas parece-me um pouco egoísta. Não me diga que quer lucrar com o seu trabalho?

    “Por isso vou fazer fé que, penso que para a semana – segundo o
    que li hoje – quem lá trabalha, já tenha o serviço feito.”

    Apesar de tudo, muito ineficiente. Qualquer comentador deste post podia ter feito o trabalhinho em menos tempo que o necessário para dizer “Blasfémia!”

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  94. 29 Maio, 2008 20:56

    «Faz muito bem. Mas parece-me um pouco egoísta. Não me diga que quer lucrar com o seu trabalho?»

    Que me diga socialista, ainda posso admitir. Mas de onde é que me diz comunista?
    Já agora, o Luís é dificil de contentar. Afinal, como é que me quer? Egoista ou comunitarista? Não me dá a licença de ser, ecologicamente, uma híbrida, não?

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  95. Luis permalink
    29 Maio, 2008 20:56

    “Está a ver bem o que são 0.02€ por litro de gasolina? Mas, se não é nada, os tipos que baixem esses dois cêntimos.”

    Estou. È aproximadamente o valor de 1 dos 20 aumentos de 2008.

    much ado about nothing..

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  96. 29 Maio, 2008 20:58

    «Apesar de tudo, muito ineficiente. Qualquer comentador deste post podia ter feito o trabalhinho em menos tempo que o necessário para dizer “Blasfémia!”»

    Ain’t democracy grant?

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  97. 29 Maio, 2008 20:59

    «Estou. È aproximadamente o valor de 1 dos 20 aumentos de 2008.»

    Então pode imaginar os lucros deste ano das gasolineiras. Olhe, a GALP, em 2007, foram 109 milhões.

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  98. Luis permalink
    29 Maio, 2008 21:02

    “Que me diga socialista, ainda posso admitir. Mas de onde é que me diz comunista?”
    Não digo nem deixo de dizer. Apenas estranhei que você quisesse ver o seu trabalho remunerado, quando defende os “pobres”.

    “Já agora, o Luís é dificil de contentar. Afinal, como é que me quer? Egoista ou comunitarista? Não me dá a licença de ser, ecologicamente, uma híbrida, não?”

    Pode ser o que quiser..

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  99. dazulpintado permalink
    29 Maio, 2008 21:03

    Sofia Ventura Diz:
    29 Maio, 2008 às 8:36 pm

    Pois muito bem Sofia, se todos a tomarmos como exemplo , este tipo de discussões não voltará a ter lugar.

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  100. Luis permalink
    29 Maio, 2008 21:04

    “Então pode imaginar os lucros deste ano das gasolineiras. Olhe, a GALP, em 2007, foram 109 milhões.”

    Desse lucro, quanto é atribuível à venda de combustíveis? E à refinação? E às vendas das lojas ?
    E qual foi a taxa de retorno dos capitais investidos?

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  101. 29 Maio, 2008 21:05

    «Não digo nem deixo de dizer. Apenas estranhei que você quisesse ver o seu trabalho remunerado, quando defende os “pobres”.»

    Hmmmm… porque…

    Sabe que, como o conhecimento, dinheiro é poder. Se não tiver nem um nem outro, ou ambos na proporção devida, é dificil ajudar seja quem for.
    Além do que sou solidária, não sou parva.

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  102. 29 Maio, 2008 21:08

    Luis Diz:
    29 Maio, 2008 às 9:04 pm

    Honestamente, não sei.

    Mas, como protectora dos mais “pobres” (e já agora dos animaizinhos), o processamento da ideia de 109 milhões de euros consumiu toda a minha energia.

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  103. dazulpintado permalink
    29 Maio, 2008 21:16

    Sofia Ventura Diz:
    29 Maio, 2008 às 9:05 pm

    “”Além do que sou solidária, não sou parva.””

    Infelizmente Sofia, os ” Parvos ” começam a ficar cansados daqueles que se dizem ” Solidários “mas com o dinheiro que não lhes pertence.

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  104. dazulpintado permalink
    29 Maio, 2008 21:19

    Podem criticar o JM, mas a verdade é que ele vos é irresistível.

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  105. anonymouse permalink
    29 Maio, 2008 21:26

    deazulpintado a quantidade dos seus impostos utilizados a “ajudar os pobres” é irrisória. Informe-se.
    O mais provável é estarem enterrados por aí em alguma rotunda.

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  106. 29 Maio, 2008 21:27

    dazulpintado Diz:
    29 Maio, 2008 às 9:16 pm

    1.º Isto começa porque o JM fala em “responsabilidade” e acusam-me de facilitista; fala-se do meu trabalho e do seu preço e, de repente, a responsabilidade não se aplica ao “empregador”. Não percebo.

    2.º Que os deputados e afins tenham de entregar declarações de rendimentos e património (o que muitos não fazem), compreende-se. Que eu o tenha de fazer para participar numa tertúlia, parece-me largamente exagerado.
    Folgo, no entanto, em saber que tem pouca fé da generosidade alheia. Poupar-lhe-á maiores desilusões ao longo da vida.

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  107. 29 Maio, 2008 21:35

    sabe quanto dá o estado a um aluno do ensino superior? 28€ mensais… e recebe 795€ de propina anuais…. para alunos que estejam fora 50 km da sua area de residência oferece instalação… so isso. E os transportes? os livros? fotocópias?

    quanto ao carro… mesmo por esse preço muitas familias só o conseguem recorrendo a im micro–crédito…

    a casa não se trata de quererem o que não podem… muitos podem… mas só com empréstimo… é isso que está em causa… e com emprestimo a vida fica dificultada…

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  108. 29 Maio, 2008 21:46

    claro que oferece alojamento aos que são considerados “bolseiros”

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  109. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 22:21

    eu acho que deviamos ter direito a passar férias 3 vezes por ano, no estranjeiro porque o stress do dia-a-dia é elevado. Além disso, ir de férias para a estranja alarga os horizontes e os conhecimentos. Sem falar no know-how do uso frequente de pelo menos uma língua estranha, que ajuda mais a competitividade dos trabalhadores portugueses.

    Portanto, eu este ano exijo ao Estado férias:

    México, para conhecer a flora local e arranhar o meu fraco portunhol;

    Noruega, para compreender as maravilhas das tais energias alternativas, que diz o nosso PR, lá existem;

    Hungria, para estabelecer relações culturais com um recém-membro da UE, em especial com a fauna feminina do sitio, onde dizem que são verdadeiras musas.

    Portanto, vou enviar já requerimento ao director do serviço estatal correspondente a este meu direito alienável, que é enriquecer culturalmente, tratar da minha saúde mental e sexual, aprender novos conhecimentos in loquo. Através das férias pagas pelo Estado.

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  110. anti-comuna permalink
    29 Maio, 2008 22:22

    Ah! Não me importo de não possuir o direito ao carro e à casa estatal. Prefiro férias no estranjeiro. 🙂

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  111. Doe, J permalink
    29 Maio, 2008 22:44

    veto11 Diz:
    “sabe quanto dá o estado a um aluno do ensino superior? 28€ mensais… e recebe 795€ de propina anuais….”

    Hummm…

    (Exercício de ficção. QQ semelhança com a realidade é pura coincidência, etc etc etc) 😉

    795 euros anuais * 30 alunos = 23.850
    1 Prof = 1250 * 12 meses = 15000
    23850 / 15600 = 1,52 profs por cada “turma de 30 alunos”
    E o resto?…

    Hummm…

    Conclusões ficcionadas:

    Estado (essa entidade incorpórea com fontes de rendimento de geração espontânea ;)) especulador?
    ou
    contribuintes forretas?
    ou
    recém-diplomados voluntariando-se para trabalhos em favor da comunidade de sujeitos passivos que lhe pagou o curso?

    Naaaaaa… 🙂

    Fim da ficção e conclusão constitucional e politicamente correcta:

    O Estado devia cobrar 28 anuais e pagar 795 mensais a cada estudante. Pum!

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  112. Vitor Oliveira permalink
    29 Maio, 2008 23:38

    Já foi a alguma faculdade? uma turma não tem 30 alunos. perto de 100. as vezes mais. um professor não dá aulas a uma só turma… Mais a mais o ensino é publico não é suposto que as custas sejam, todas, dos alunos

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  113. Cãocio permalink
    29 Maio, 2008 23:53

    entao vitor oliveira? as custas têm de ser dos que nunca la andaram nem têm filhos lá a estudar?

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  114. Doe, J permalink
    29 Maio, 2008 23:57

    Vitor Oliveira Diz:
    “Já foi a alguma faculdade? uma turma não tem 30 alunos. perto de 100.”

    E, da ultima vez que olhei, também não funcionavam só com um professor. Ou no vazio… 😉

    “Mais a mais o ensino é publico não é suposto que as custas sejam, todas, dos alunos”

    Porquê?

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  115. Anónimo permalink
    30 Maio, 2008 00:24

    Eu não compreendo é como os iluminados que dirigem o país e que tudo querem regular não foram capazes de prever , bem fácil , o que está a acontecer ( a ruína das familias) e mandar mais uma lei qualquer ,género colher de pau ,determinando que só se podia pedir crédito para casa ou carro dando , no mínimo , um terço de entrada. Muitos dos problemas de hoje não existiriam. Muita gente , em vez da casinha de 30 mil contos , tinham-se ficado pela de 15 mil e em vez do Audi , andavam de fiat. E agora estavam tranquilos.
    Cuidam de nós tanto , mesmo quando nem queremos , e aqui não o fizeram. Porque será?

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  116. Ana permalink
    30 Maio, 2008 01:42

    No meu agregado familiar temos 2 situações: ou se trabalha das 2h da manhã às ??h ou das 8h às ??h durante a semana e fim de semana, não pelos dramáticos 500€ mas pelos ‘fantásticos’ 750€ (claro que os ?? significam ser hora de sair e sem pagamento de horas extraordinárias).

    Não me importo de pagar para ‘dar bolsas de estudo’: aliás foi desse modo (aliado ao trabalho em part-time claro, que não tenho perfil de dependente)que consegui terminar a licenciatura. Isto porque considero um investimento (na formação de pessoas mais capazes, com maior conhecimento e capacidade de se defenderem) que em última análise poderá beneficiar este país (quer aos que têm filhos ou não). Estas bolsas que podem ir até ao salário mínimo nacional são atribuídas com base no rácio rendimentos/gastos fixos de um agregado familiar e têm em conta o mérito do aluno também.

    Agora importo-me e isso sim, que os meus pais tenham trabalhado 30 e tal anos para se calhar terem 400€ de reforma (bem, talvez a falência do sistema de segurança social ainda ocorra antes) enquanto algumas pessoas que supostamente nos representam trabalhem 3 meses/5 anos e tenham reformas milionárias. Confesso que me custa que do pouco que desconto algum tem um fim assim ou semelhante.

    E com direitos e leis destas têm razão, estamos mal habituados e, sim ainda há quem espere ter direito a uma casa ou dinheiro para os transportes.

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  117. NMCAF permalink
    30 Maio, 2008 03:15

    Sem querer ser mal interpretado, muitas vezes a maior parte dos comentadores de serviço gostam de mandar umas bocas cá para fora sem se informarem primeiro. O direito à opinião é indiscutível, mas uma opinião sem fundamento transforma-se num mero exercício de demagogia.
    Quantas pessoas que aqui comentam já se deram ao trabalho de ler o relatório do primeiro trimestre de actividade da GALP em 2008? Está disponível no site da CMVM, quem tiver iniciativa percebe rapidamente onde a GALP está a ganhar os lucros “pornográficos”, na actividade de produção e exploração de petróleo. E que na actividade de refinação e distribuição (onde estão as vendas de gasolina/gasóleo) os resultados descem consideravelmente. Quem queira perceber a diferença também compreende porque é que resultados a subir não implicam obrigatoriamente roubo aos consumidores.
    A redistribuição do rendimento é uma das funções do Estado, pode-se discutir a validade de investimentos e polítias e discordar delas, no entanto, isso não valida automaticamente todas as más políticas. Enquanto contribuinte, não percebo a que título uma fatia dos impostos que pago vai para subsidiar combustíveis, isto não é redistribuição de rendimento, é populismo. As taxas de juro dos empréstimos à habitação duplicaram em pouco mais de dois anos, um problema que afecta transversalmente a sociedade, astronomicamente mais que a alta dos combustíveis, e até à data não me lembro de tamanho frenesim a pedir um aumento da dedução no cálculo do IRS ou regimes bonificados para o pessoal.
    Os preços devem reflectir o aumento do custo dos factores de produção e ponto final. Enquanto consumidor, vou decidir onde gastar o meu dinheiro (mais onde não gastá-lo neste momento…), pagar impostos para subsidiar artificialmente actividades económicas está testado, é errado, não resolve nada, e é uma afronta a todos os consumidores que não beneficiam destas benesses, bem como de qualquer contribuinte, ande ele a pé, de transportes, de carro ou motoreta.

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  118. 30 Maio, 2008 08:40

    Ana Diz:
    30 Maio, 2008 às 1:42 am

    Nem mais.

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  119. Raskolnikov permalink
    30 Maio, 2008 08:49

    Esta posta é típica de um pensamento “ultra-liberal”.
    Os cidadãos, depois de mais uma década de pressões dos bancos e do Estado para se endividarem, são agora deixados à sua sorte e responsabilizados por todos os males de uma economia capitalista, especulativa, e, cada vez mais, SELVAGEM!
    O liberalismo é um “flop” e em Portugal (país pobre, atrasado e bloqueado com uma classe política do pior que se podia inventar!) leva-nos todos os dias à miséria!

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  120. Daniel Rodrigues permalink
    30 Maio, 2008 09:06

    Bravo!

    “”””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””
    JoaoMiranda Diz:
    29 Maio, 2008 às 6:44 pm
    ««É lamentável que, uma vez mais, o país esteja em completa debanda emigratória, sobretudo jovens de vinte e poucos anos recentemente licenciados.»»

    Sabe porquê? Porque quem tem iniciativa não está para aturar todos aqueles que acreditam que ter casa própria é um direito ou ter gasolina barata é um direito.
    “””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””””

    Ora nem mais!!! 🙂 Eu entro na estatística. E note-se bem, isto é verdade para todas as classes, porque em todas as classes há quem não esteja para aturar certas e determinadas coisas, como dizia o outro…

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  121. Winston Smith permalink
    30 Maio, 2008 09:34

    anti-comuna Diz:
    29 Maio, 2008 às 10:21 pm

    eu acho que deviamos ter direito a passar férias 3 vezes por ano, no estranjeiro porque o stress do dia-a-dia é elevado. Além disso, ir de férias para a estranja alarga os horizontes e os conhecimentos.

    Anti-comuna:

    Não alinhe na onda do JM que, a si, fica-lhe mal. Não há ninguém por aqui que goste menos da mentalidade “socialista” que está impregnada na sociedade portuguesa (e não só) do que eu.

    Mas dá-me asco ler um gajo que tirou um mestrado qualquer numa universidade pública onde não pagou um chavo, que dá umas aulas ou faz “investigação” e recebe o saláriozeco certinho ao fim do mês como qualquer outro funcionário público, que passa metade do dia a escrever posts e no fim vem para aqui dizer que quem ganha salário mínimo foi porque “deciciu” não estudar… Este gajo alguma vez saiu de casa?… (e, como é óbvio, não estou a falar de si, anti-comuna)

    É muito lindo ser “ultra-hiper-super liberal” com a vida dos outros. O “meu” (neste caso dele) vem do Orçamento de Estado e o resto é treta. O que resulta aliás de uma opção absolutamente liberal: “um liberal maximiza o seu bem estar e se isso passar por ser empregado do Estado, assim seja”.

    Assim também eu.

    Anti-comuna: você até costuma ver um bocado mais longe. Olhe para a história e veja lá o que aí vem… Ainda vamos ver muitos dos “ultra-hiper-super liberais” a clamar por mais protecção…

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  122. 30 Maio, 2008 10:27

    “Até os que recebem o salário mínimo tiveram um dia a opção de estudar e desenvolver-se e a maior parte deles não o fez.”

    A sua teoria falha exactamente aí. É que uma parte significativa (nem sequer interessa se é a maior parte ou não, eu estu convencido que sim) não teve oportunidade de “estudar e desenvolver-se”. Não foi uma opção de cada um, mas sim um contigência da vida – e do país em que vivemos (não interessa para a discussão ir às razões desse problema). O que o João Miranda diz, e faz de sim egoísta, para além de arrogante é que quem ganha mal e vive com dificuldades não merece que ser considerado… Uma sociedade deve premiar os melhores e os que mais se esforçam, agora não deve simplesmente esquecer-se dos mais desfavorecidos. Isso é o que o JM defende nas entrelinhas, por isso não deve admirar-se quando lhe chama egoísta (e outras coisas piores)…

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  123. Luis permalink
    30 Maio, 2008 10:38

    “quanto ao carro… mesmo por esse preço muitas familias só o conseguem recorrendo a um micro–crédito…”

    E então? Talvez seja preferível isso do que comprar um carro novo que custa no mínimo 15 ou 30 vezes esse valor.

    “a casa não se trata de quererem o que não podem… muitos podem… mas só com empréstimo… é isso que está em causa… e com emprestimo a vida fica dificultada…”

    A questão é que se calhar há opções.

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  124. Luis permalink
    30 Maio, 2008 10:53

    O problema é que a generalidade das pessoas não quer ajudar os “pobres” e os que “ganham pouco” – quer é subsidiar a classe média.

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  125. caramelo permalink
    30 Maio, 2008 11:36

    Ó anti-comuna, eu hei-de apanhá-lo a queixar-se aqui mais do que quer que seja, do país, do governo, etc, como é seu costume, e devolvo-lhe essa das opções de vida e da liberdade. Acho que lhe vou responder que tem sempre a opção de ir viver para outro lado e que não nada que nos incomodar com as suas queixas. A hipocrisia e a incoerência são coisas tramadas.

    E agora o Blasfémias deu em retratar a classe média portuguesa como um grupo de gente mimada, que passa a vida em férias nas Seicheles, e que, por isso, não tem nada que se queixar do custo de vida. Que ter casa e carro é uma opção de vida… Ó João Miranda, até viver e respirar são opções de vida, temos sempre a alternativa de deixar de respirar, não é?…

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  126. 30 Maio, 2008 11:58

    O que eu sei é que, apesar dos preços, do endividamento, da “crise”, o que se vê é engarrafamentos, filas nas bombas de gasolina, shoppings cheios,restaurantes cheios ao fim de semana, não há vagas nos aviões para o Brasil e Caraíbas,…

    IMPORTAM-SE DE PARAR COM O CHORADINHO?

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  127. caramelo permalink
    30 Maio, 2008 12:06

    Ó SG, não está a confundir os aviões para o Brasil e Caraibas, com os comboios da linha de Sintra? 😉

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  128. Lololinhazinha permalink
    30 Maio, 2008 13:33

    Estou a ver que a classe média veio subsitituir os judeus na sua tradicional função de bode expiatório.
    Agora a culpa é da classe média que anda mais de carro do que devia, quer viajar, deu-lhe para querer ter casas e tudo! Se a classe média se limitasse a trabalhar (preferencialmente recebendo como contrapartida esse luxo do ordenado mínimo) dez horas hora dia, se morasse em tendas de campismo e se andasse a pé ou se skate a economia nacional seria maravilhosa. Os lucros da banca transbordariam, o ar de lisboa seria respirável, em vez de lojas de chineses teríamos uma louis vuitton em cada esquina e o mundo seria maravilhoso!
    Fora com a classe média que anda a destruir este país com essa sua mania de querer ter coisas! E ainda por cima reproduzem-se! Chiça!

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  129. Lololinhazinha permalink
    30 Maio, 2008 13:42

    “Endividaram-se e não se preveniram para uma possível alteração da conjuntura económica? O que é que aqueles que não se endividaram têm com isso?”

    O expoente máximo da solidariedade nacional!!
    Hummmm…deixa cá ver…talvez tenha sido o endividamento de uns que tenha permitido o enriquecimento dos outros? A última vez que vi ainda erámos uma sociedade.

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  130. Raskolnikov permalink
    30 Maio, 2008 14:00

    Lolozinha:

    Tem toda a razão. No entanto, não há que haver preocupação: com um governo como o que temos, a classe média está quase a desaparecer…

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  131. 30 Maio, 2008 16:58

    !— menos de €500!!! —!
    !— €426 —! e.t.c.

    “Casa onde não há pão…
    todos ralham e ninguém tem razão.”

    Ditado popular

    Gato

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  132. Tribunus permalink
    30 Maio, 2008 17:00

    Com o amorim e os italianos, não è de comprar….

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  133. Sabido permalink
    1 Junho, 2008 01:03

    Não sei se sabem… e provávelmente não sabem… porque de outra forma não estariam a ter esta conversa sobre compra de acções com salários de 426€/mês….MAS!… existem mínimos. Número mínimo de acções a comprar / Valor mínimo e comprar em acções. Impostos pela empresa. Lembro-me (a título de exmplo) que quando o benfica se lembrou de também participar na bolsa impôs o limite mínimo de 100 acções por comprador… o que correspondia no início a cerca de 500€ uma vez que quando começaram a ser transaccionadas em bolsa valiam 5€.
    Ora… 500€ > 426€ … até uma criança da primária consegue ver… ou seja, com o salário mínimo mensal nem 100 acções do benfica conseguiriamos comprar!
    Dá vontade de rir.

    Ora, como nem todas as empresas são como essa mui nobre instituição, a larga maioria das empresas possui mínimos bem mais elevados!

    Bem… e falando no Zé Povinho que ganha 426€.
    O Zé não vai directamente à Bolsa comprar e vender… precisa de um intermediário… quem? um banco! um qualquer… que impõem um mínimo de 2000€ em acções, caso contrário nem sequer se dignam a mexer a ponta de um dedo.
    Voltamos ao mesmo… 2000€ >> 426€

    Será que alguém ainda pensa que é através da actividade bolsista e do uso da “capacidade de antecipação” e do “cultivo da inteligência, do estudo, da consulta de informação relevante e de hábitos de trabalho e decisão rigorosos” que com 426€ consegue comprar acções e ganhar dinheiro?

    AH! MAS ESPEREM! esqueci-me de dizer que quaisquer que sejam os ganhos em bolsa, o banco intermediário cobra uma taxa? e que sobre esses mesmos ganhos (ja depois da taxa) é aplicado o IVA?… mas isto até nem teria muita importância, uma vez que com 426€ somente conseguiriamos como ganhos um riso sarcástico à senhora do balcão xD

    PS – Ri-me, no entanto, de tanta parvoice aqui escrita.

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  134. Anónimo permalink
    2 Junho, 2008 09:32

    Número mínimo de acções a comprar e “impostos pela empresa”?

    Muito sabido, de facto

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  135. Inês permalink
    16 Junho, 2008 13:56

    Caro Jõao Miranda,
    o sr fala de transportes publicos … e uma realidade citadina, é triste pois pelos vistos so isso que conhece , o alentejo e pobre em transportes, a partir das 17 h acabaram os autocarros de Beja , e se la trabalho como faço… eu tenho pass custa 80 euros e 35 euros a vinheta. mas saio do emprego tenho de me por a boleia para ir para casa?
    façamos contas
    a receber 547 euros por exemplo, paga transportes 512, sem contar com o pass q é renovado todos os anos
    alimentação 170 euros minimo fica com 342 euros
    casa propria ou arrendada minimo paga um tecto 300 euros
    fica com 47 euros
    ya n se precisa endividar qd fica doente
    ou se tem um azar
    atenção eu n pus valores de seguro de carro
    n pus electricidade , àgua, q eu saiba são muito mais de 47 euros
    Por amor de Deus , acorde para a realidade

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