Gostei de algumas crónicas no DN (A?). Um estilo marcadamente MEC, mas com tendência para se soltar e ganhar vida própria. Escreve bem, portanto.
Parece-me um bom recenseador de livros, na vertente que gosto: a do gosto mais popular e menos académico.
Quanto à personalidade, não conheço bem, mas parece-me o género videirinho disfarçado. Nunca aceitou discutir em público ideias, mormente na tv para onde teria sido convidado, porque alegadamente ( confessou-o por escrito), não se sentia preparado para falar de tudo um pouco como o aqui CAA o faz alegremente.
Até gostei da declaração, porque me pareceu sincera.
Agora, esta nomeação para a Cinemateca, com aceitação imediata, significa uma coisa simples: entregou-se ao Sistema. Deixou de ser livre, se é que alguma vez o foi.
Agora, até poder fazer obituários, porque de facto morreu, nesse aspecto, para a liberdade de escrita desprendida.
O Estado Civil, aliás, já era um obituário vivo.
Tudo junto, devo convir, que não temos tantos Pedros Mexias como gostaria, pelo que fico à espera de me surpreender.
“Tudo junto, devo convir, que não temos tantos Pedros Mexias como gostaria,..”
É essa a grande diferença entre críticos tais como José e críticos tais como Pedro Mexia. O José é daqueles que fala muito, de uma forma petulante e pessoal e em que ninguém está interessado em ouvir. Enquanto Pedro Mexia é culto, sabe do que fala, é inspirado e capta a atenção. Assim se compreende que José não passe de um comentador de blogues enquanto Pedro Mexia arranja trabalho onde quiser.
não o conheço, Josés há muitos, baseio-me unicamente neste seu comentário. Assim como você também admite que não conhece Pedro Mexia e não hesita desfazê-lo em público.
Citei o M Twain de memória pelo que não estou seguro das palavras exactas (em inglês). A ironia, porém, está precisamente no “sempre” pois anunciaram mais do que uma vez a morte do escritor…
O Pedro Mexia foi há uns tempos a uma edição do Câmara Clara, na RTP 2. A outra convidada era a Inês de Medeiros e ele defendia a cultura anglo-saxónica e ela a francesa. Foi um programa interessante e bem-disposto. Gostei muito.
E escreveu para o dn jovem. Esqueceram-se desse marco.
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Ok, está bem, viva o exercício, mas porque a coisa é adiada para os 2048, altura em que poderá adiar-se o evento, a rever a tempo.
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Porque sobe o preço do gasóleo ?
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http://www.lefigaro.fr/conso/2008/06/05/05007-20080605ARTFIG00528-pourquoi-le-prix-du-gasoil-rattrape-celui-de-l-essence-.php
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Poderá ser disperso mas não há ninguém melhor do que ele e vai dar o melhor ministro da cultura de sempre.
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Tenho mixed feelings em relação a Pedro Mexia:
Gostei de algumas crónicas no DN (A?). Um estilo marcadamente MEC, mas com tendência para se soltar e ganhar vida própria. Escreve bem, portanto.
Parece-me um bom recenseador de livros, na vertente que gosto: a do gosto mais popular e menos académico.
Quanto à personalidade, não conheço bem, mas parece-me o género videirinho disfarçado. Nunca aceitou discutir em público ideias, mormente na tv para onde teria sido convidado, porque alegadamente ( confessou-o por escrito), não se sentia preparado para falar de tudo um pouco como o aqui CAA o faz alegremente.
Até gostei da declaração, porque me pareceu sincera.
Agora, esta nomeação para a Cinemateca, com aceitação imediata, significa uma coisa simples: entregou-se ao Sistema. Deixou de ser livre, se é que alguma vez o foi.
Agora, até poder fazer obituários, porque de facto morreu, nesse aspecto, para a liberdade de escrita desprendida.
O Estado Civil, aliás, já era um obituário vivo.
Tudo junto, devo convir, que não temos tantos Pedros Mexias como gostaria, pelo que fico à espera de me surpreender.
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Como é que dizia o Mark Twain? “As notícias sobre a minha morte são sempre algo exageradas…”
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“Tudo junto, devo convir, que não temos tantos Pedros Mexias como gostaria,..”
É essa a grande diferença entre críticos tais como José e críticos tais como Pedro Mexia. O José é daqueles que fala muito, de uma forma petulante e pessoal e em que ninguém está interessado em ouvir. Enquanto Pedro Mexia é culto, sabe do que fala, é inspirado e capta a atenção. Assim se compreende que José não passe de um comentador de blogues enquanto Pedro Mexia arranja trabalho onde quiser.
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Tina:
V. esmagou-me, com essa apreciação pessoal. Como presumo que não me conhece, só lê o que escrevo e não saberá do que falo.
E tem toda a razão, no que diz: não passo de um comentador de blogs.
Como dizia o outro: com muito gosto!
E grátis…
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Carlos III
«sempre» não hão-de ter sido…..
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“só lê o que escrevo e não saberá do que falo.”
não o conheço, Josés há muitos, baseio-me unicamente neste seu comentário. Assim como você também admite que não conhece Pedro Mexia e não hesita desfazê-lo em público.
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Caro Gabriel,
Citei o M Twain de memória pelo que não estou seguro das palavras exactas (em inglês). A ironia, porém, está precisamente no “sempre” pois anunciaram mais do que uma vez a morte do escritor…
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Sobre isso da tv:
O Pedro Mexia foi há uns tempos a uma edição do Câmara Clara, na RTP 2. A outra convidada era a Inês de Medeiros e ele defendia a cultura anglo-saxónica e ela a francesa. Foi um programa interessante e bem-disposto. Gostei muito.
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Talvez quando o homem morreu mesmo não tenham exagerado na notícia! 🙂
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Tina:
Desfazer, é assim a modos que um obituário de um vivo. Uma incongruência.
Mas agradeço a sua atenção, na leitura do que escrevo. Pelo menos, tenho uma leitora.
“Não! Não sou o único”.
Que momento de felicidade, Tina!
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morbido.
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