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Desvalorização do euro

22 Julho, 2008

Quando se olha para a cotação do euro em dólares dá a impressao que o euro está a valorizar, ou pelo menos que não está a desvalorizar. Mas isso não bate certo com o facto de todos os bancos centrais, BCE incluido, terem andado a emitir quantidades massivas de moeda. O gráfico seguinte ajuda a criar uma ideia mais realista do que se está a passar. É a cotação do euro em coroas checas.

130 comentários leave one →
  1. Bull permalink
    22 Julho, 2008 12:05

    A valorizacao ou desvalorizacao de uma moeda nao existe em termos absolutos. E sempre contra uma outra divisa, pelo que o raciocinio e evidente e nao constitui surpresa.

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  2. Carlos Duarte permalink
    22 Julho, 2008 12:12

    Sim, porque a Coroa Checa é aquele verdadeiro padrão monetário internacional! Provavelmente junto com o Franco Centro-Africano!

    Ò JM, se quiser comparar, compare com um “cabaz” de moedas. A sua análise, quanto muito, poderia ser de que a coroa checa está a valorizar…

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  3. Manel da Avó permalink
    22 Julho, 2008 12:13

    E?

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  4. JoaoMiranda permalink*
    22 Julho, 2008 12:16

    ««A valorizacao ou desvalorizacao de uma moeda nao existe em termos absolutos. »»

    Como é que se explica então que a inflação seja maior que zero em todos os países do mundo?

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  5. JoaoMiranda permalink*
    22 Julho, 2008 12:20

    ««Ò JM, se quiser comparar, compare com um “cabaz” de moedas.»»

    O ponto do post é que se comparar com um cabaz de moedas o mais provavel é que as moedas contituintes desse cabaz estejam todas a desvalorizar.

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  6. Carlos III permalink
    22 Julho, 2008 12:20

    Qualquer moeda tem sempre uma componente convencional ou, se quisermos, psicológica. Por isso mesmo é que é “moeda”. O seu valor objectivo nunca pode ser determinado com precisão.

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  7. Anónimo permalink
    22 Julho, 2008 12:21

    ihihih

    isto é mesmo…
    mais um poste para desmoralizar. Sim porque o euro a subir até podia ser estimulante
    assim é mais uma maneira que conseguem fazer para a historieta do quanto pior melhor…

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  8. Anónimo permalink
    22 Julho, 2008 12:23

    Mais bonito era comparar o dolar com a coroa checa…
    era abismal..

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  9. Carlos Duarte permalink
    22 Julho, 2008 12:26

    Ò JM,

    Não, não quer. Se o cabaz for bem escolhido de forma a representar uma percentagem signicativa da economia mundial (em termos transações), significa que o seu termo de comparação (neste caso a coroa checa) está a VALORIZAR.

    Se não, cai-se no rídiculo de eu comparar o euro ou o dólar US com o dólar zimbabweano e dizer que o Euro e o Dólar estão com uma valorização astronómica!

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  10. Anónimo permalink
    22 Julho, 2008 12:28

    Mas atao pá,a coroa checa nao tem de se valorizar para se aproximar ao euro e aderirem para o ano ao euro??
    Qual é a nobidade?

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  11. JoaoMiranda permalink*
    22 Julho, 2008 12:37

    ««Não, não quer. Se o cabaz for bem escolhido de forma a representar uma percentagem signicativa da economia mundial (em termos transações), significa que o seu termo de comparação (neste caso a coroa checa) está a VALORIZAR.»»

    Reponda a uma pergunta simples: porque é que a inflação é em todos os países maior que zero? Inflação maior que zero em todos os países não implica que as moedas estão todas a desvalorizar?

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  12. Carlos III permalink
    22 Julho, 2008 12:43

    Segundo a teoria clássica a moeda deveria ter 2 funções: intermediário geral das trocas e reserva de valor. O que acontece é que essas funções são de algum modo contraditórias entre si, pelo que os Estados não conseguem, com os instrumentos monetários vigentes, ultrapassar o dilema.

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  13. Luís Lavoura permalink
    22 Julho, 2008 12:48

    Muito interessante.

    Só não percebo bem o que quer o JM demonstrar.

    O euro está a desvalorizar porque a inflação na zona euro é 4%. A coroa checa também está a desvalorizar porque a inflação na República Checa também é superior a zero. E?

    As moedas valorizam-se e desvalorizam-se todas umas em relação às outras, e em relação a diversas mercadorias. Também se poderia comparar o euro com o forint húngaro, ou com o rublo ou com o dinar marroquino. Em todos esses países há inflação (provavelmente superior à da zona euro).

    A valorização das moedas umas em relação às outras não tem a ver com a inflação nos respetivos países, mas sim com a procura de que essas moedas são alvo no mercado internacional de capitais. Essa procura pode dever-se a necessidades do comércio externo, ou à compra/venda de bens finanaceiros.

    Enfim. Post muito interessante, mas não percebo onde quer o JM chegar.

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  14. Luís Lavoura permalink
    22 Julho, 2008 12:55

    “O ponto do post é que se comparar com um cabaz de moedas o mais provavel é que as moedas contituintes desse cabaz estejam todas a desvalorizar.”

    !!!

    Que frase tão esquisita. Que confusão vai pela cabeça do João.

    Quando se compara uma moeda com um cabaz de outras, conclui-se que a moeda em questão está a valorizar ou desvalorizar em relação a esse cabaz. Nada mais se conclui. Nada se conclui sobre as moedas do cabaz.

    O João Miranda parece partir do estranho princípio de que há um padrão absoluto de valor. Ora, tal coisa não existe. O que existem é preços relativos. As moedas não valorizam nem desvalorizam em termos absolutos, ao contrário daquilo que a frase do João Miranda sugere: as moedas valorizam ou desvalorizam em relação a outras coisas (moedas ou bens). Por exemplo, o euro está a desvalorizar em relação ao petróleo, mas a valorizar em relação aos computadores. O euro pode estar a desvalorizar em relação ao trigo e a valorizar em relação à alface. Não há valores absolutos.

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  15. JoaoMiranda permalink*
    22 Julho, 2008 12:58

    ««O João Miranda parece partir do estranho princípio de que há um padrão absoluto de valor. »»

    Existe é um padrão que pode ser usado para calcular a inflação de todas as moedas do mundo. E esse padrão mostra que todas estão a desvalorizar.

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  16. ferro permalink
    22 Julho, 2008 13:01

    oh nao vamos voltar à discussão do padrão ouro e á idade das cavernas.

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  17. 22 Julho, 2008 13:35

    Oh JM,

    Que pretende?

    Faça este exercício:

    – Compare a evolução das moedas com maior impacto económico no mundo: Dólar, Euro, Yuan, Iene, Libra, Real, Dólar Canadiano, Dólar Australiano.
    – Se quiser junte outras economias emergentes ou com importância económica: Coroa Sueca, Coroa dinamarquesa, Lira Turca ou o Won Coreano.

    Depois de ver o resultado, vê-se quem anda melhor….neste momento.

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  18. Luís Lavoura permalink
    22 Julho, 2008 14:09

    “Existe um padrão que pode ser usado para calcular a inflação de todas as moedas do mundo”

    Não, não existe. A inflação, ela própria, é calculada contra um cabaz, ponderado, de produtos. A inflação não é algo de absoluto: é algo que é calculado em função do preço de um cabaz ponderado de diversos items. Se a composição ou ponderação desse cabaz fôr alterada, o valor da inflação também se altera. Se, por exemplo, a inflação em Portugal fosse calculada apenas em termos do preço das alfaces, cebolas e maçãs, essa inflação seria muito menor (se calhar até seria negativa!) do que aquela que conhecemos.

    Ou seja, não há nenhum padrão absoluto. Todos os preços são meramente relativos a todos os outros.

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  19. JoaoMiranda permalink*
    22 Julho, 2008 14:11

    ««Não, não existe. A inflação, ela própria, é calculada contra um cabaz, ponderado, de produtos.»»

    É quanto basta.

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  20. JoaoMiranda permalink*
    22 Julho, 2008 14:23

    ««Depois de ver o resultado, vê-se quem anda melhor….neste momento.»»

    Pois, mas isto não é uma competição. Eu não estou a defender que o euro está melhor ou está pior que outras moedas. O que eu estou a defender é que o euro em 2008 está pior que o euro em 2005.

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  21. 22 Julho, 2008 14:30

    “O que eu estou a defender é que o euro em 2008 está pior que o euro em 2005”.

    Comparado com quê? Com o ouro? Com o petróleo? Com o milho? Com a soja? Com o Won Coreano?

    Ok, está pior do que a Coroa Checa. e porquê a Corôa Checa? Terá alguma coisa que ver com Kafka?

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  22. JoaoMiranda permalink*
    22 Julho, 2008 14:32

    ««Comparado com quê? »»

    Comparando o euro de 2008 com o euro de 2005.

    ««Ok, está pior do que a Coroa Checa. e porquê a Corôa Checa?»

    Está explicado no post: “O gráfico seguinte ajuda a criar uma ideia mais realista do que se está a passar.”

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  23. JoaoMiranda permalink*
    22 Julho, 2008 14:34

    Se fosse possível viajar no tempo sem custos entre 2008 e 2005, as pessoas prefeririam gastar os seus euros em 2005 e não em 2008.

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  24. Carlos Duarte permalink
    22 Julho, 2008 14:40

    Err, Ò JM, esta então é que não faz sentido nenhum. Prefeririam porquê? Olhe, eu prefiro importar dos EUA agora do que em 2005 mas se calhar não prefiro importar da Rep. Checa…

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  25. JoãoMiranda permalink
    22 Julho, 2008 14:42

    ««Prefeririam porquê?»»

    Porque o poder de compra do euro era maior em 2005.

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  26. Miguel Lopes permalink
    22 Julho, 2008 14:45

    Isto é lindo!! 😉

    João Miranda, dê a conhecer ao mundo o seu manual de mercados financeiros!!

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  27. JoãoMiranda permalink
    22 Julho, 2008 14:47

    ««Isto é lindo!! 😉

    João Miranda, dê a conhecer ao mundo o seu manual de mercados financeiros!!»»

    Normalmente, quem escreve estas coisas não sabe argumentar. Espero que não seja o seu caso. Quais são então os seus argumentos para esta discussão?

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  28. 22 Julho, 2008 14:51

    JM,

    Com argumentações destas, “Está explicado no post: “O gráfico seguinte ajuda a criar uma ideia mais realista do que se está a passar.””, só pode ser da Biotecnologia!

    Fundamentação de mercados financeiros, não é com certeza.

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  29. JoãoMiranda permalink
    22 Julho, 2008 14:56

    ««Fundamentação de mercados financeiros, não é com certeza.»»

    Importa-se de explicar o que quer dizer com isso? Mas explique devagarinho para eu perceber quais são os seus pressupostos.

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  30. Bafo D'Onça permalink
    22 Julho, 2008 14:58

    João Miranda não foi muito feliz noseupost, e tambémnão te sidouitofeliz nos comentarios que temfeito a proposito.
    Não podem comparar situações não comparáveis. Fazer uma comparação do euro coma coroa checa é no mínimo irresponsável..
    Comparar a zona euro que está a atravessar a maior crise economica desde a sua existencia com a republica checa que é uma das economias em pot~encia e com maior taxa de crescimento da europa não faz sentido.
    Porque é que nenhum dos brilhantes comentadores não comparou o euro á libra, por exemplo, ou ao dólar canadiano! Porque a tendencia é inversa, a tendencia é de uma desvalorização acentuada destas duas moedas, e não só, em relação ao euro.
    Comparem as situações comparáveis! Se dissermos que a inflacção na zona euro não é alta quando comparada à do Zimbabwe é uma verdade, mas não é uma verdade comparável!
    Bafo’s
    http://www.petitiononline.com/FIMDORSI/petition.html

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  31. JoãoMiranda permalink
    22 Julho, 2008 14:58

    ««Olhe, eu prefiro importar dos EUA agora do que em 2005 mas se calhar não prefiro importar da Rep. Checa…»»

    O que interessa para se saber se o euro desvalorizou é se compensaria usar os euros de 2008 em 2005. O euro de 2008 deve ser comparado com o de 2005 e não com o dólar.

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  32. Red Snapper permalink
    22 Julho, 2008 15:00

    “Mas isso não bate certo com o facto de todos os bancos centrais, BCE incluido, terem andado a emitir quantidades massivas de moeda.” JM

    Concordo com João Miranda: o Euro desvalorizou em termos absolutos. Mas a principal razão não é o aumenta da massa monetária. A principal razão é a tese de Malthus: existe incompatibilidade entre o crescimento demográfico e à disponibilidade de recursos.

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  33. JoãoMiranda permalink
    22 Julho, 2008 15:01

    ««Não podem comparar situações não comparáveis. Fazer uma comparação do euro coma coroa checa é no mínimo irresponsável..»»

    Mas fazer comparação com o dólar, que é o que tem sido feito, já é responsável?

    ««Porque é que nenhum dos brilhantes comentadores não comparou o euro á libra, por exemplo, ou ao dólar canadiano! Porque a tendencia é inversa, a tendencia é de uma desvalorização acentuada destas duas moedas, e não só, em relação ao euro.»»

    O ponto do post é mostrar que todas as moedas sem excepção estão a desvalorizar e não apenas algumas. Não adianta comparar duas moedas em deslizamento continuo para daí concluir que o euro é uma moeda forte.

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  34. CMO permalink
    22 Julho, 2008 15:06

    Ai Joaozinho, já te disse uma vez : tens de pensar primeiro e postar depois.

    Mas eu vou-te explicar: A “desvalorização” da moeda em relação à “média” dos Bens/Serviços chama-se … Inflação. Pois é JM. Pois é.

    Assim essa desvalorização não se demonstra por haver inflação – essa desvalorização é a inflação. Topas? Em resumo tu dizes : uma vez que há inflação só posso concluir que há inflação.

    Resume a pergunta nestes termos : porque é que DESDE QUE SE INVENTOU A MOEDA há inflação? Esquece a “desvalorizaçâo” do euro ou o raio.

    Eu disse uma vez sob outro nick : “nem sequer se compreende bem porque é que há inflação”.

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  35. CMO permalink
    22 Julho, 2008 15:07

    É por isso que há tantos doutoramentos em econimia sobre esse tema – a inflação.

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  36. CMO permalink
    22 Julho, 2008 15:08

    Na Checa uma coisa te garanto . . . há inflação!

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  37. Carlos Duarte permalink
    22 Julho, 2008 15:09

    Caro JM,

    Um nota de Euro é um pedaço de papel… que Vc. pode trocar por x dólares, x libras, x yuans, etc. Ou então pode comprar batatas ou automóveis. O Euro (ou qualquer outra moeda actualmente) não tem significado “físico”… é uma versão “avançada” de eu dou-lhe uma dúzia de peixes por 25 kgs de batatas!

    O facto de existirem mais ou menos “papeluchos” em circulação não tem interesse nenhum, apenas “implica” que o número de papeluchos para comprar o mesmo bem, em termos IMEDIATOS e desde que esse bem não tenha relação com os papeluchos (i.e. seja exterior ao valor dos papeluchos) é maior.

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  38. CMO permalink
    22 Julho, 2008 15:09

    Na China há inflação.

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  39. CMO permalink
    22 Julho, 2008 15:10

    No tempo de D. João II havia inflação.

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  40. CMO permalink
    22 Julho, 2008 15:10

    No Oeste americano havia inflação.

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  41. Carlos III permalink
    22 Julho, 2008 15:12

    Apenas 2 notas: 1) Desde Keynes que os Estados descobriram que a inflação é o imposto mais discreto e eficaz que existe. O problema é que não pode ser aplicado por todos os Estados ao mesmo tempo. O que nos leva a que 2) Não se deve confundir inflação com taxa de câmbio, nem com valor aquisitivo. A cotação internacional de uma moeda pode alterar rapidamente em virtude apenas de uma modificação da taxa de desconto do respectivo Banco Central.

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  42. CMO permalink
    22 Julho, 2008 15:14

    O Carlos Duarte ajudou um pouco o JM, mas ele próprio não percebeu une petite chose : defacto interessa e muito saber quantas coisa poderás comprar amanhã com os papeluchos que tens hoje na carteira. Os dois juntos (JM e Carlos Duarte são já um avanço . . . mas ainda falta muito se fazer un debate interessante).

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  43. CMO permalink
    22 Julho, 2008 15:15

    Olha o erro no teclar rápido!

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  44. JoãoMiranda permalink
    22 Julho, 2008 15:19

    Caro CMO,

    Muito nos ensina. Só lhe falta perceber o que está a ser discutido.

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  45. Carlos Duarte permalink
    22 Julho, 2008 15:21

    Caro CMO,

    Claro que interessa, porque ninguém anda a trocar peixes por batatas. Se andassem (se fosse uma mera nota promissória) e se os bens fossem para consumo “directo” (i.e. não para armazenamento ou revenda), era indiferente se valia 20 papeis ou 100 papeis. A coisa complica-se porque Vc., com os papeis, tem a capacidade de os armazenar na expectativa de em vez de comprar 25 kgs de batatas, comprar 25 Kgs mais 5 Kgs de cebolas 😉

    Agora, do ponto de vista instantaneo e se os bens trocados forem para consumo “imediato”, é indiferente.

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  46. JoãoMiranda permalink
    22 Julho, 2008 15:21

    ««O facto de existirem mais ou menos “papeluchos” em circulação não tem interesse nenhum, apenas “implica” que o número de papeluchos para comprar o mesmo bem, em termos IMEDIATOS e desde que esse bem não tenha relação com os papeluchos (i.e. seja exterior ao valor dos papeluchos) é maior.»»

    O facto de haver mais ou menos papeluchos em circulação tem importância para o valor dos papeluchos. Que por acaso é o tema do post (ver título). Quanto mais papelinhos, menor o seu valor.

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  47. JoãoMiranda permalink
    22 Julho, 2008 15:23

    Aliás, caro CMO, não se iniba de assinar o seu próprio nome. Talvez assim possamos avaliar melhor o que é que pretende dizer, se é que o que costuma dizer mantém alguma coerência entre nicks.

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  48. Carlos Duarte permalink
    22 Julho, 2008 15:29

    Caro JM,

    Aí é que se engana. Só tem menos valor quando comparados com ALGO. Em termos absolutos não vale nada (bem, pode valer para quem tenha uso “final” para o papel em si). E se definir os papeluchos como padrão, funciona ao contrário. O resto das coisas é que valem mais papeluchos.

    Com o Euro é uma moeda mais forte (porque os papeis representam um maior numero de batatas e peixes transacionados ou potencialmente transacionaveis) que a coroa checa, seria mais correcto dizer que a coroa checa se tem vindo a valorizar.

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  49. JoãoMiranda permalink
    22 Julho, 2008 15:33

    ««Só tem menos valor quando comparados com ALGO. »»

    A comparação é feita entre o momento que há mais papeluchos e o momento que há menos.

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  50. Bafo D'Onça permalink
    22 Julho, 2008 15:38

    “O ponto do post é mostrar que todas as moedas sem excepção estão a desvalorizar e não apenas algumas. Não adianta comparar duas moedas em deslizamento continuo para daí concluir que o euro é uma moeda forte.”

    Então o que é que adianta comparar?
    Se comparar duas moedas em ritmo de desvalorização está a comparar bem, pois são duas situações comparáveis entre moedas.
    Quando a estas comparções quiser introduzir factores de crescimento ou de conjectura económica então tem que colocar os mesmos termos comparativos, certo?

    Objectivamente, hoje um Europeu zona euro compra os mesmos produtos em Inglaterra mais baratos que há um ano, porque a libra há uma ano valia 1.5€ e agora só vale 1.3€. Não se pode contrapor isto com o facto do Europeu zona euro ter menos dinheiro nos bolsos que há uma ano (menos poder de compra), a não ser quando comparado com o poder de compra do ingl~es de há um ano. Daí eu dizer comparar o que é comparavel!
    Bafo’s

    http://www.petitiononline.com/FIMDORSI/petition.html

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  51. 22 Julho, 2008 15:45

    Está a ver, JM?

    Tribunais internacionais.

    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1336194&idCanal=11

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  52. Uribe permalink
    22 Julho, 2008 15:50

    Imagine um mundo com moeda, com mercado e sem inflação.

    Imagine outra vez.

    Está na Antartida não está? O valor relativo das coisas foi congelado com tudo o resto. A capacidade da economia encaixar qq mudança desapareceu não foi?

    Digamos que aí, sim nunca aparecerá o carro eléctrico!

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  53. CMO permalink
    22 Julho, 2008 15:51

    Puzzle. Juntar as coisas.

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  54. Carlos Duarte permalink
    22 Julho, 2008 15:54

    Caro JM,

    Não, você não pode comparar os papeluchos “dentro de si” (euros com euros) porque estes, em relação a si mesmos, não valem nada. A moeda só tem valor quando comparada com “algo” (bens, outra moeda).

    E quando comparar com algo, tem que comparar com algo significativo (daí o cabaz) senão corre o risco de comparar graus de importância distintos.

    Para um Checo, que compra bastante coisas ao resto da Europa, é consideravelmente mais relevante esta subida da Coroa face ao Euro que para um Euro-peu (entenda-se…) que compra, por comparação, consideravelmente MENOS à Rep. Checa. Para a maioria dos Portugueses (que nao compram skodas), o valor da Coroa Checa é prefeitamente irrelevante. Já por outro lado, duvido que o mesmo se passe com os Checos e o Euro…

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  55. CMO permalink
    22 Julho, 2008 15:55

    Está-se a pescar mais – o país empobrece.

    Descobriu-se uma nova aplicação para a pata de pinguim – o país empobrece.

    Fazem-se casacos de pelo de urso sem ter de matar o urso – o país empobrece.

    Não há inflação – a economia desaparece lentamente.

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  56. CMO permalink
    22 Julho, 2008 15:56

    Puzzle – a palavra chave.

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  57. Manuel permalink
    22 Julho, 2008 15:57

    12 valores

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  58. É bem permalink
    22 Julho, 2008 15:59

    A verdade é que a coroa checa vale tanto como termo de comparação quanto o dólar do Zimbabwe. E que se deixarmos de olhar para os câmbios e em vez disso olharmos para a evolução do que se compra em 2005 para 2008, todas as moedas estão a desvalorizar. Mas isso não se usa em lado algum. É uma falácia andar a definir uma escala absoluta em Economia. As referências valem tanto quanto mais peso elas tiverem. Por isso faz-se a comparação ao dólar, porque a economia americana tem um grande peso, e bem mais importância do que a Rep. Checa. Pela mesma razão, a inflação é calculada com base em produtos com algum significado para a economia, e não com base no preço do abacate de Mirandela.

    Ah, sim, e concluindo, o post é uma treta…

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  59. CMO permalink
    22 Julho, 2008 16:53

    Contudo, teoricamente, isto não tinha de acontecer.
    Bastava que os preços baixassem e subissem livremente para que isso permitisse que a mudança do valor relativo das coisas ocorresse, permitindo a flexibilidade inerente á vida económica.

    Porque é que os preços de uma parte significativa dos bens não se comportam dessa maneira? Porque é que, ao contrário do petróleo ou das acções na bolsa de valores, os preços sobem mais fácilmente do que descem ? Porque é que isso acontece desde que há moeda?

    Porque é que o aluminio ou o café sobe ou desce de preço rapidamente e o preço, por exemplo do imobiliário (para venda) ou sobe ou pára, descendo muito pouco mesmo quando os clientes (a economia) desaparece?

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  60. Uribe permalink
    22 Julho, 2008 16:56

    Não sei que nota te hei-de dar CMO?
    Dá-lhe a mesma que me deste a mim, diz o Manuel.

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  61. Uribe permalink
    22 Julho, 2008 17:07

    Solicito formalmente que o Blasfémias apague o post intitulado “Desvalorização do Euro” da autoria do Dr. João Miranda.

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  62. PMA permalink
    22 Julho, 2008 17:41

    estou algo espantado.
    Leitor diário do blog, q aliás muito aprecio, confesso q este post nem parece ser daqui, tal a distência a q está da qualidade a q aqui nos têm habituado.
    Um lapso!
    Acontece aos melhores.
    Continuem o bom trabalho..

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  63. lucklucky permalink
    22 Julho, 2008 17:44

    O post é um aviso que o BCE, como aliás a Reserva Federal está fabricar montes de papel/dinheiro E a irresponsabilidade total está ao virar da esquina.
    Eu acho surpreendente que as pessoas continuem a ter confiança cega nos velhos esteios da economia mundial: EUA, Europa Ocidental. Intelectualmente não se nota muita sabedoria nos dois lados do Atlântico. Quando não tinham competição, por exemplo a Inglaterra podia estar perto da bancarrota, mas como não havia muitos países seguros para investir não afectava…Agora já não é assim.

    “A verdade é que a coroa checa vale tanto como termo de comparação quanto o dólar do Zimbabwe.”

    Não seja pateta, se tivesse comprado Coroas checas tinha muito mais poder de compra do que tem agora em Euros.

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  64. JoaoMiranda permalink*
    22 Julho, 2008 17:52

    ««Leitor diário do blog, q aliás muito aprecio, confesso q este post nem parece ser daqui, tal a distência a q está da qualidade a q aqui nos têm habituado.»»

    Tem a certeza que percebeu o post?

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  65. Carlos permalink
    22 Julho, 2008 17:53

    Olha descobriu que o dinheiro hoje vale mais do que amanhã!!!

    Que treta de post!

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  66. Carlos Duarte permalink
    22 Julho, 2008 17:54

    “Não seja pateta, se tivesse comprado Coroas checas tinha muito mais poder de compra do que tem agora em Euros.”

    E se fosse do Zimbabwe e tivesse comprado Euros tinha mais poder de compra agora (e durante os próximos 5 segundos) do que teria agora em dólares zimbabweanos…

    Ou seja, como termo de comparação, não vale bem a mesma coisa (porque a economia checa é mais forte e a moeda mais forte) mas o exemplo é válido.

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  67. Carlos Duarte permalink
    22 Julho, 2008 17:55

    “Tem a certeza que percebeu o post?”

    Caro JM,

    Acho que ninguém percebeu… ou está tudo a rezar (os crentes) para que tenham percebido mal. Agradecia (e suponho que outros também) explicações.

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  68. JoaoMiranda permalink*
    22 Julho, 2008 17:59

    Caro Carlos Duarte,

    O que é que está escrito no post com que não concorde?

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  69. JoaoMiranda permalink*
    22 Julho, 2008 18:00

    Vou separar frase a frase para que me diaga qual a frase que não percebeu:

    1. Quando se olha para a cotação do euro em dólares dá a impressao que o euro está a valorizar, ou pelo menos que não está a desvalorizar.

    2. Mas isso não bate certo com o facto de todos os bancos centrais, BCE incluido, terem andado a emitir quantidades massivas de moeda.

    3. O gráfico seguinte ajuda a criar uma ideia mais realista do que se está a passar.

    4. É a cotação do euro em coroas checas.

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  70. É bem permalink
    22 Julho, 2008 18:18

    concordo com a 4.

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  71. É bem permalink
    22 Julho, 2008 18:28

    1. Se alguém sabe alguma coisa de mercados, sabe que a cotação do Euro em relação ao Dólar vale o que vale. Não retira demasiadas conclusões do assunto. Sugeria ao JM que nos indicasse que apreciações é que faz do fenómeno para que eventualmente possa ser esclarecido, e talvez perceber qual é o significado (relativo) dos câmbios.

    2. Essa visão monetarista é demasiado simplista, e não explica nada. É como dizer que por haver uma descoberta de um poço de petróleo gigante amanhã no Médio Oriente o preço do petróleo teria necessariamente de cair. Remeto novamente à minha resposta do ponto 1.

    3. Aqui é bem mais complicado de responder, porque andar a tentar ter “uma ideia mais realista” da situação do Euro, oferecendo UM câmbio como dado, é de doidos…

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  72. CMO permalink
    22 Julho, 2008 18:31

    COMUNICAÇÃO EXPLÍCITA

    1.Sim. O Euro valorizou-se em relação ao dólar.

    2.Não. Se a expansão da massa monetária ocorrer de forma identica em vários países, mantidas imutáveis as outras variáveis, é possível que essa expansão não altere o valor relativo de cada uma delas.

    3.Não. O gráfico não altera o facto de que o Euro se valorizou em relação ao dólar.

    4.Não. Pelos motivo supracitado.

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  73. MReis permalink
    22 Julho, 2008 18:37

    Bom, vamos supor que
    1. so existe uma moeda no mundo, chame-se Mundis.
    2. o pessoal que nao percebeu o post recebe 3000 mundis por mes brutos, o que depois de impostos da 1000.
    3. esses 1000 mundis na data X dao para pagar casa, escola dos putos, carro, ferias e ainda sobra para aforrar. O total de mundis em circulacao no planeta e’ 3000x 10^12
    4. (Memo – nao existem outras moedas para comparacao)
    5. Devido a uns pseudo problemas de mercado, o banco central mundial decide injectar na data X+n mais 3000 X 10^12 Mundis (duplica) para controlar a economia.
    6. O pessoal que nao percebeu o post, vai continuar, na generalidade, a receber liquidos 1000 mundis. E vao ver q ja nao chega para os gastos: a p*** da inflacao subui como o caral** desde que o BCM decidiu produzir mais papel.

    Conclusao: apos a producao de mais moeda, a moeda desvalorizou em termos relativos e absolutos.

    Pronto, foram os meus 0,05€ de contribuicao para o descirnimento de alguns.

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  74. CMO permalink
    22 Julho, 2008 18:39

    COMUNICAÇÃO IMPLÍCITA

    1. A expansão da massa monetária em muitos países é má para a economia. Explique por favor em detalhe (ou peça para apagar o post, que a rapaziada perdoa).

    2. A inflação da zona euro contribui para a desvalorização em relação à coroa checa. Explique por favor a especial relevância desse “facto” (ou peça para apagar o post, que a rapaziada perdoa).

    3. Usar o termo desvalorização(cambial) como sinónimo de inflação, seguido de tautologia explanatória, para obter efeito retórico. Falhou dado ter leitores atentos (ponderar retirar o post, que a rapaziada esquece).

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  75. JoaoMiranda permalink*
    22 Julho, 2008 18:41

    ««2.Não. Se a expansão da massa monetária ocorrer de forma identica em vários países, mantidas imutáveis as outras variáveis, é possível que essa expansão não altere o valor relativo de cada uma delas.»»

    Quem falou em valor relativo?

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  76. JoaoMiranda permalink*
    22 Julho, 2008 18:43

    ««3.Não. O gráfico não altera o facto de que o Euro se valorizou em relação ao dólar.»»

    Curioso. Ia jurar que o ponto 3 não fala do dólar. Fala sim de “uma ideia mais realista do que se está a passar”. Vocês têm problemas de português e depois queixam-se dos posts.

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  77. CMO permalink
    22 Julho, 2008 18:43

    Mrepublicanos,

    adescobriste ca inflação às bezes é bué da má. Agora no exemplo imagina que a inflação foi de binte porcento e os salários aumentarem bibnte e dois por ssento. Eu acho que pagava o colégio dos putos e ainda sobrava dinheirom para navegar na net.

    Quieres ezemplos?

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  78. CMO permalink
    22 Julho, 2008 18:46

    Dr. João Miranda

    venho requerer, por piedade, a retirada do post “Desvalorização do Euro” da sua autoria.

    Há dias assim.

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  79. brutamontesalentejano permalink
    22 Julho, 2008 18:46

    Depois de uns dias a tomar a medicação, o JM voltou às irrelevâncias e mistificações.

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  80. MReis permalink
    22 Julho, 2008 18:47

    Claro que quero pa.
    Ou achas que nao ha um atraso temporal no reflexo dos salarios?
    Tipo em janeiro, a inflacao sobe 20 por cento, e so es aumentado no fim do ano, a nao ser que trabalhes por tua conta e possas seguir a inflacao com essa rapidez que dizes, capice?

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  81. brutamontesalentejano permalink
    22 Julho, 2008 18:56

    Mas diga-se que é verdade o que diz sobre a emissão massiva de moeda pelos países da UE. Está tudo eufórico com as taxas altas das aplicações financeiras e a ver-se livre do investimento em património e, dentro em breve vão ver que “ir na onda” acaba sempre mal porque quanto maior é a onda com mais força rebenta… Eh, eh, eh. Não é JM?

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  82. CMO permalink
    22 Julho, 2008 18:57

    MRepublicanos,

    just for starts,

    —- Abstract —–

    The purpose of this paper is to study the correlation among growth and inflation at the OECD level, within the framework of the so-called convergence equations, and to discuss whether this correlation withstands a number of improvements in the empirical models, which try to address the most common criticisms of this evidence. The main findings are the following: 1) the negative correlation among growth and inflation is not explained by the experience of high-inflation economies; 2) the estimated costs of inflation are still significant once country-specific effects are allowed for in the empirical model; and 3) the observed correlation cannot be dismissed on the grounds of reverse causation (from GDP to inflation).

    *Published: The Costs and Effects of Price Stability. Feldstein, Martin, ed., Chicago: The University of Chicago Press, 1999, pp. 315-341.

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  83. brutamontesalentejano permalink
    22 Julho, 2008 18:58

    Já viram como o euro se tem valorizado face à rupia indiana? O que quererá isto dizer? Eh, eh, eh.

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  84. brutamontesalentejano permalink
    22 Julho, 2008 18:59

    Já viram como o euro se tem valorizado face à rupia indiana? O que quererá isto dizer? Eh, eh, eh.

    http://finance.google.com/finance?q=EURINR

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  85. CMO permalink
    22 Julho, 2008 19:04

    A inflação é, por definição numa economia de mercado, o aumento da massa monetária em circulação, sem alterações de demografia económica justificativas. O aumento médio dos preços é tão só uma forma prática de medir o incremento de papael moeda circulante.

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  86. MReis permalink
    22 Julho, 2008 19:06

    Nao responde de maneira clara ‘a situacao exposta.
    O que esta em causa ‘e o tempo que leva at’e os sal’arios se adaptarem a esse aumento de moeda em circulacao.
    Nao me parece ser assim tao dificil de perceber.

    Imagina por exemplo que estas reformado e tens todas as tuas poupancas em moeda. Assim que aumente para o dobro a quantidade de moeda em circulacao, ficas automaticamente com metade do valor que tinhas.

    The university of common sense, 2008

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  87. brutamontesalentejano permalink
    22 Julho, 2008 19:16

    “CMO Diz:
    22 Julho, 2008 às 7:04 pm
    A inflação é, por definição numa economia de mercado, o aumento da massa monetária em circulação” ????????????

    Onde foi buscar esta definição? A inflação é o indice de preços no consumidor, isto é, tem que ver directamente com o aumento ou a diminuição de preços, independentemente da massa monetária circulante. É claro que se aumentar a massa monetária circulante, isto é, se houver mais dinheiro em circulação, os preços aumentarão. Contudo, o que faz aumentar imediatamente a inflação é a escassez de um determinado bem, em especial se fôr essêncial e difícil de substituir.

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  88. brutamontesalentejano permalink
    22 Julho, 2008 19:18

    Essencial em vez de “essêncial”.

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  89. Uribe permalink
    22 Julho, 2008 19:26

    MRepublicanos,

    isto vai doer um bocadinho, mas eu não acredito no parto sem dor.

    Quando o BC decide aumentar a massa monetária (por exemplo mandando imprimir notas que depois cede a instituições de crédito comercial) não costuma enviar por correio azul resmas de notas para as empresas dia 1 de Janeiro. Costuma dar-lhes moeda a moeda ao longo do ano.

    A fracção da riqueza que é entregue ao factor trabalho não é actualizada dia 31 de Dezembro de cada ano.

    Com inflação acima dos 1,5 a 2,5 % é óbvio que a distribuição da riqueza sofre correcções menos suaves e há pessoas que se movem degrau a degrau e outras de dois em dois degraus.

    Não vale a pena vires com exemplos de subgrupos pois estamos a falar do bolo inteiro.

    O Bom Senso volta a esmagar o Senso Comum. Yes!

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  90. Uribe permalink
    22 Julho, 2008 19:39

    brutamontesalentejano, my God! Do I have to explain everything?

    In classical political economy, inflation meant increasing the money supply
    Wikipedia

    Se estamos a falar de inflação ELEVADA (o banco central mau do JM enlouqueceu de vez, inflação é = a aumento da massa monetária. São dois aspectos do mesmo fenómeno.

    Se me disseres baixa inflação, então a coisa complica-se pois podem entrar outros conceitos como “money velocity” (a mesma massa monetária a trocar mais vezes de mãos) . . . mas lembra-te que se os preços aumentam e as coisas são compradas é porque há mais “papel moeda” em circulação.

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  91. brutamontesalentejano permalink
    22 Julho, 2008 19:48

    Uribe Diz:
    22 Julho, 2008 às 7:39 pm
    “… inflação é = a aumento da massa monetária”

    Não é. Inflacção é o aumento de preço de um bem provocado pelo aumento da procura. Aliás, o dinheiro desvaloriza segundo o mesmo princípio: se há mais dinheiro em circulação, aumenta a “oferta” de dinheiro, logo ele devaloriza.

    E essa coisa de usar a Wikipedia como referência… Enfim, só para quem não sabe mais, não é?

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  92. Uribe permalink
    22 Julho, 2008 19:54

    “E essa coisa de usar a Wikipedia como referência… Enfim, só para quem não sabe mais, não é?”

    Quem será esse alguém?

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  93. Uribe permalink
    22 Julho, 2008 19:58

    A ideia de um prático:

    Many, including some not so well educated financial analysts call this inflation.

    The truth is, inflation is not the price of things increasing. When prices rise, this is merely the symptom of what true inflation is: adding more currency to the money supply.

    Alex Stanczyk

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  94. 22 Julho, 2008 20:09

    Podias ter comparado o escudo caboverdiano com o euro e chegar à mesmissima conclusão .
    Com a vantagem de que Cabo Verde diz-me mais do que rep. Checa.

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  95. Uribe permalink
    22 Julho, 2008 20:17

    A ideia de um semi-teórico:

    If the price of oil goes up, and if people continue to use the same amount of oil as before, people will be forced to allocate more money to oil. If people’s money stock remains unchanged, less money is available for other goods and services, all other things being equal. This of course implies that the average price of other goods and services must come down. Remember: a price is the sum of money paid for a unit of a good. (The term “average” is used here in conceptual form. We are well aware that such an average cannot be computed.)

    Frank Shostak

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  96. Uribe permalink
    22 Julho, 2008 20:31

    A ideia de um teórico:

    The late and great Milton Friedman told us that inflation is always and everywhere a monetary phenomenon.
    Friedman reaches his conclusion by analyzing changes in the money supply in the following way: Imagine that a helicopter randomly drops money down on a population; the people of the society pick up the money and proceed to spend it until prices have risen to a level high enough to once again balance the demand for money with the increased supply.

    But there is an asterisk to his equation that we need to examine, namely, the velocity of money.
    When most of us think of the velocity of money, we think of how fast it goes through our hands. Basically, this is speaking of the average frequency with which a unit of money is spent.

    A ideia doutro teórico (Oskar Morgenstern ):

    If no account is given where this additional money originates from, where it is injected, with what different magnitudes and how it penetrates (through which paths and channels, and with what speed), into the body economic, very little information is given. The same total addition will have very different consequences if it is injected via consumers’ loans, or via producers’ borrowings, via the Defense Department, or via unemployment subsidies, etc. Depending on the existing condition of the economy, each point of injection will produce different consequences for the same aggregate amount of money, so that the monetary analysis will have to be combined with an equally detailed analysis of changing flows of commodities and services.

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  97. CMO permalink
    22 Julho, 2008 20:35

    Em verdade vos digo : quem perceber completamente o significado da inflação mudará a economia para sempre.

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  98. Manuel permalink
    22 Julho, 2008 20:37

    Um último lancinante apelo Miranda: apaga o post!

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  99. Manuel permalink
    22 Julho, 2008 20:37

    Ah Ah chegámos aos 100 comentários!
    Mais uma vitória para o JM.

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  100. Carlos Duarte permalink
    22 Julho, 2008 22:14

    “1. Quando se olha para a cotação do euro em dólares dá a impressao que o euro está a valorizar, ou pelo menos que não está a desvalorizar. ”

    Err. Sim… o Euro está a valorizar FACE ao dólar

    2. Mas isso não bate certo com o facto de todos os bancos centrais, BCE incluido, terem andado a emitir quantidades massivas de moeda.

    Bem, e tirando tudo o resto do caminho, se o Fed emitir mais que o BCE, o Euro valoriza… XARAM!

    3. O gráfico seguinte ajuda a criar uma ideia mais realista do que se está a passar.

    Coroas Checas?

    4. É a cotação do euro em coroas checas.

    Pois é… e quem lhe diz que, por exemplo, o Banco Central Checo não está a tirar coroas de circulação? Também funciona, sabe…

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  101. JoaoMiranda permalink*
    22 Julho, 2008 22:35

    ««Bem, e tirando tudo o resto do caminho, se o Fed emitir mais que o BCE, o Euro valoriza… XARAM!»»

    Como é que a emissão de moeda pelo BCE permite tornar o Euro mais valioso? Quando o Carlos Duarte lê desvalorização pensa que eu estou a falar de uma desvalorização da moeda em relação a outra coisa, mas não estou. Quando eu digo que a moeda X devalorizou quero dizer que ela vale menos agora do que valia antes. X no presente relativamente a X no passado.

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  102. CMO permalink
    22 Julho, 2008 23:05

    Miranda, verifico, com desgosto, que não apagou o post.

    Finjemos que acreditamos que de facto não falava do valor cambial das moedas.

    Neste contexto o nosso bom Miranda afirma “Quando eu digo que a moeda X devalorizou quero dizer que ela vale menos agora do que valia antes. X no presente relativamente a X no passado”.

    A questão que se levanta é : porque é que não usa aquela palavra chamada “inflação” em vez de a moeda hoje vale menos do que ontem?

    Já se apercebeu os seus leitores toparam que está, neste capítulo, a Rui Tavesar, não já? Ora todos sabemos que Tavesar é uma coisa muito feita.

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  103. CMO permalink
    22 Julho, 2008 23:07

    Talvez deva dizer Tavarar. RuiTavarar.

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  104. Micas permalink
    23 Julho, 2008 01:03

    Um post e cento e tal comentários depois, só para dar uma achega: parece-me que o Miranda queria falar sobre o poder de compra(“O euro de 2008 deve ser comparado com o de 2005 (…)”, diz ele a certa altura…) Será isso? Chamou-lhe desvalorização, prontos, comparou o euro com a coroa checa (?!?), o que é que se há-de fazer. Mas não será simplesmente do poder de compra que ele quer falar? É isso que vc quer dizer, JoãoMiranda?
    Vc começa a falar de economia é a confusão na área. Livra!

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  105. Pizarro permalink
    23 Julho, 2008 01:05

    Não percebo onde foram tirar essa definição ridícula da inflação (=aumento de moeda em circulação). Então quando temos um choque pelo lado da oferta (caso do aumento do preço do petróleo)? Não me vão querer convencer que o aumento do preço do petróleo=emissão de moeda…

    No entanto penso que se incorre aqui num erro, visto que não podemos considerar o resto da economia como ceteris paribus. O facto das economias serem abertas e haver trocas (importações/exportações) onde se envolvem câmbios, implica que o poder de compra tenha também a ver com a relação com as outras moedas.

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  106. CMO permalink
    23 Julho, 2008 01:22

    “Não percebo onde foram tirar essa definição ridícula da inflação (=aumento de moeda em circulação). Então quando temos um choque pelo lado da oferta (caso do aumento do preço do petróleo)? Não me vão querer convencer que o aumento do preço do petróleo=emissão de moeda…”

    Sim é disso mesmo que te vamos querer convencer.

    Vou-te contar uma história (não original) sobre porque é que é mau que a inflação seja o que é : aumento da massa monetária (em grande parte – a coisa é mais complexa na verdade).

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  107. CMO permalink
    23 Julho, 2008 01:28

    Cá vai.

    Um Rei, quando as moedas eram de ouro, decidiu recolhe-las para as substituir por outras de cunho diferente.

    As de cunho antigo deixaram de ter valor.

    Quando caçou as moedas fundiu-as e juntou-lhes uma liga amarela ficando no fim com mais moedas. Ou seja substituiu 10.000 moedas de ouro por 15.000 moedas de liga de ouro. Devolveu à população as 10.000 moedas e ficou com 5.000 extras para eles.

    Com essas 5.000 moedas foi comprar as coisas que lhe apeteciam. As pessoas em breve descobriram que a oferta escasseava pois havia um novo comprador em larga escala : o Rei.

    Aumentou a procura sem aumentar a oferta, pois o Rei não produzira nada de novo para além de diluir moedas. Logo os preços aumentaram.

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  108. CMO permalink
    23 Julho, 2008 01:30

    Em termos reais o monarca apropriou-se através desse método engenhoso de boa parte dos bens da população.

    Não houve matança de cobradores de impostos nem rebeliões contra o novo imposto. Mas nasceu uma nova palavra : inflação.

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  109. CMO permalink
    23 Julho, 2008 01:30

    Os bancos centrais têm impressoras, tinta e papel. Precisam de dinheiro? É só imprimir.

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  110. CMO permalink
    23 Julho, 2008 01:35

    Suponhamos que um país, os USA, tinham uma dívida muito grande à China. Compravam coisas baratas à China e esta compra dívida pública emitida pelo banco central dos USA.

    A certa altura este hipotético país acha que a moeda da china está sub-valorizada mas esta não quer valorizá-la pois isso prejedicaria as suas exportações para os USA.

    O que fazem os USA? Dão força às rotativas e começam a imprimir ~milhares de milhões de dólares. A inflação interna aumenta para 4,1% e a sua moeda desvaloriza!

    A fortuna da china (os dólares que comprara em dívida pública americana) esfuma-se.

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  111. CMO permalink
    23 Julho, 2008 01:38

    É claro que o petróleo aumenta. Por essa via e por muitas outras (aliás bem mais importantes).

    Agora porque é que cá, na europa, a inflação havia de aumentar só porque o preço do petróleo aumenta.

    Repetindo um analista :
    If the price of oil goes up, and if people continue to use the same amount of oil as before, people will be forced to allocate more money to oil. If people’s money stock remains unchanged, less money is available for other goods and services, all other things being equal. This of course implies that the average price of other goods and services must come down. Remember: a price is the sum of money paid for a unit of a good. (The term “average” is used here in conceptual form. We are well aware that such an average cannot be computed.)

    Frank Shostak

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  112. CMO permalink
    23 Julho, 2008 01:43

    Ora o estado não quer que “the average price of other goods and services come down” pois isso significaria a falência de muitas empresas. Então emite moeda. Papel e tinta. Com esse papel paga o petróleo, diminuíndo o aumento de transferência de recursos esperado pela a OPEP/petroliferas e, assim, minimizando as perdas.

    A verdadeira história é bem mais complexa, mas esta historieta mostra parte do que está em causa.

    MIRANDA APAGA O POST!

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  113. Pizarro permalink
    23 Julho, 2008 01:46

    Pois claro, os choques petrolíferos anteriores não existiram. O choque pelo lado da oferta não tem só a ver com o petróleo que usa no seu automóvel, mas reflete-se no preço dos outros bens. É por isso que os choques pelo lado da oferta são complicados de resolver. Se os custos de produção aumentam, o preço do bem para o consumidor final também irá aumentar. E por isso é que neste momento o aumentar a taxa de juro para tentar resolver a inflação não funciona, simplesmente porque o problema não está na procura, mas na oferta.

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  114. CMO permalink
    23 Julho, 2008 02:20

    O choque não é bem pelo lado da oferta.

    A procura aumentou. A China e a India querem petróleo. Os investidores institucionais, não confiando nas bolsas em perigo por causa do sub-prime, começaram a comprar petróleo (futuros de petróleo) pois é uma coisa que se vende bem.

    Há petróleo que chegue para o consumo actual, mas a procura aumentou. Como muita gente quer comprar o mesmo o preço sobe. Se os produtores aumentarem a produção o preço não muda muito pois há muito capital disponível. E as rotativas da Reserva Federal e do BCE continuam a imprimir papel moeda às toneladas.

    Para se trocar uma coisa por outra tem de haver das duas : petróleo de um lado e papel moeda do outro. Há as duas coisas – inflação!

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  115. Carlos Duarte permalink
    23 Julho, 2008 09:05

    “Como é que a emissão de moeda pelo BCE permite tornar o Euro mais valioso?”

    Porque se o seu negócio for basicamente comprar nos EUA e vender cá, aumenta a sua margem de lucro. Por exemplo…

    “Quando o Carlos Duarte lê desvalorização pensa que eu estou a falar de uma desvalorização da moeda em relação a outra coisa, mas não estou. Quando eu digo que a moeda X devalorizou quero dizer que ela vale menos agora do que valia antes. X no presente relativamente a X no passado.”

    Não não vale… e é isso que Vc. não percebe. A moeda “em si” não vale NADA (eventualmente vale o papel em que está impressa ou o metal em que é cunhada). Apenas vale quando Vc. a troca por bens ou serviços. Voltando aos peixes e batatas, Vc. trocava 6 peixes por 25 kg de batatas (troca directa) e depois, com a moeda, passa a vender 6 peixes por 10 moedas, com as quais (as 10) compra 25 kg de batatas. Se, por algum motivo (aumento do número de moedas, vulgo inflação) Vc. vender 6 peixes por 20 moedas MAS assumindo um equilibrio perfeito, tiver de gastar 20 moedas para os 25 kg de batatas, a moeda na sua teoria “desvalorizou” 50%, a inflação subiu 100%, mas Vc. fica EXACTAMENTE na mesma. Não perdeu nem ganhou. O facto de, “no passado”, conseguir comprar 50 kgs de batatas com o que consegue agora comprar 25kg é irrelevante… pq no passado também não conseguia vender 6 peixes ao que vende agora.

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  116. MReis permalink
    23 Julho, 2008 10:46

    CMO Diz:
    23 Julho, 2008 às 1:28 am

    Pa, n te entendo.
    Entao o que o rei fez n foi o mesmo que imprimir mais papel? Que resultou no aumento dos precos das coisas (que ‘e a mesma coisa que dizer que desvalorizou a moeda e a plebe ficau mais pobre).

    E dizer que quando o banco central emite mais moeda nao se sente imediatamente na economia (pq as poe a circular nas empresas aos bocadinhos?!?) ‘e errado porque se nao ‘e para por a circular (via taxas de juro mais baixas) nao imprime!!

    Resumindo, a tua analogia do rei vai de encontro ao que eu disse: aumentando o montante de moeda em circulacao, a moeda desvaloriza relativamente ao seu valor anterior; chame-se inflaccao ou outra coisa qq, o facto ‘e que imprimir mais moeda ‘e um roubo a quem tem poupancas nessa moeda e leva a que se tente substituir a moeda por bens tangiveis como forma de poupanca.

    Rest my case.

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  117. CMO permalink
    23 Julho, 2008 12:17

    Inflação. Muita é má. Pouca é boa. Nenhuma é péssima. Deflação é catastrófica.

    Rest my case.

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  118. Anónimo permalink
    23 Julho, 2008 15:14

    “Inflação. Muita é má. Pouca é boa. Nenhuma é péssima. Deflação é catastrófica.
    Rest my case.”

    Não descansa nada a sua mala.
    😉
    Ainda agora começou e estas como a muita é má, pouca é boa, etc, fica no ar uma coisa meio anti-cientifica.
    Que decerto terá explicação.

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  119. CMO permalink
    23 Julho, 2008 15:41

    Malandreco! Queres é chegar aos 500 comentários não é?

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  120. Leandro permalink
    23 Julho, 2008 15:41

    Mais uma vez um grande Post!

    Pura e simplesmente irrelevante! Moedas como a Coroa Checa, Coroa Eslovaca, o florim húngaro, entre outras de países que recentemente entraram para a União Europeia estão todas a valorizar relativamente ao Euro, o que faz todo o sentido pois aproxima o poder de compra a nível europeu.

    Mas obrigado pela gargalhada, gostei especialmente da parte “O gráfico seguinte ajuda a criar uma ideia mais realista do que se está a passar.”

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  121. Carlos permalink
    23 Julho, 2008 17:31

    “Quando eu digo que a moeda X devalorizou quero dizer que ela vale menos agora do que valia antes. X no presente relativamente a X no passado.”

    E repito… e qual é a novidade de isto?? Toda a teoria financeira é baseada neste simples facto: Dinheiro hoje vale mais do que dinheiro amanhã!

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  122. Helare permalink
    23 Julho, 2008 18:04

    Eh malta,

    Acabo de ver a comparação entre o Euro e o Peso Chileno. Este gráfico é que é… Explica todos os males da economia mundial! Bibo o Miranda pela dica.

    http://finance.google.com/finance?q=EURCLP&hl=en

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  123. Anónimo permalink
    23 Julho, 2008 22:40

    “Malandreco! Queres é chegar aos 500 comentários não é?”

    Depende de si. Se conseguir explicar em 5, chegamos aos 135.
    Toca a abrir a mala, neste caso o teclado, e explicar essa do “Inflação. Muita é má. Pouca é boa. Nenhuma é péssima. Deflação é catastrófica.

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  124. Anónimo permalink
    24 Julho, 2008 00:43

    Ja , quem estiver a aumentar o consumo interno de petroleo como a china e a india, vai pagar mais pelo aumento que aqueles que estão a diminuir o seu consumo, como na generalidade dos países ocidentais e conforme gráficos aqui publicados anteriormente.

    O que tornará a china menos rica, novamente.

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  125. CMO permalink
    24 Julho, 2008 13:01

    Tens mesmo a certeza Bom anónimo que queres que eu explique?

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  126. Anónimo permalink
    26 Julho, 2008 12:57

    Porque é que o JM diz que está a falar da desvalorização do euro por si só, sem querer aquelas comparações tipo face ao dólar e depois para argumentar e dar uma ideia realista do que está a passar faz exactamente isso, uma comparação com outra moeda?

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  127. Capitão Gancho permalink
    28 Julho, 2008 01:32

    127 – esse comentário foi fatal!

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  128. Carlos Santos permalink
    5 Agosto, 2008 04:48

    A resposta fica como desafio. Consegue explicar o gráfico em http://ovalordasideias.blogspot.com/?

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  1. Reserva de valor? « O Insurgente

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