Justiça extraviada *
O processo de Maddie foi arquivado. Tal como o procurador-geral se tem fartado de afirmar, em todo o Mundo há casos de extravio de menores que nunca são resolvidos. Mas os equívocos e as ineficiências patenteados são mais um sinal de que as rotinas da nossa Justiça deixam muito a desejar.
Para além dos defeitos antigos, acresce uma relação desequilibradamente doentia com os media – oscilando entre a aversão rancorosa e um acasalamento descarado.
O sistema de Justiça tem sido posto à prova, fartamente: nos casos Moderna, Casa Pia, Joana, Esmeralda, Apito Dourado, etc.. Os resultados são invariavelmente medíocres.
O caso Maddie só foi mais aborrecido porque fez perceber lá fora como é que aqui as coisas estão. O estado de negação ficou mais difícil.

Parabéns CAA.
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Nem foi só da policia – justiça que se viu o que estava mal. É o jornalismo também. De arrepiar. E os comentadores que apareciam na tv a especular? Coisa monstra.
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A justiça portuguesa tem dificuldades em se fazer ouvir. Em vez de vir a público prestar esclarecimentos (não estou, logicamente, a falar de processos em segredo de justiça) escuda-se num silêncio autista. Os média, que descobriram que a justiça vende jornais fica liberta para dizer os disparates que lhe apetece sem qualquer exercício de contraditório por um grupo de pessoas que continuam convencidos que não têm que dar satisfações a ninguém.
Esta história não é nova. Já aconteceu noutros países em que já se percebeu que a justiça tem que comunicar com as pessoas e fazer-se ouvir (quanto mais não seja para calar aquilo que muitas vezes não passa de disparates).
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Mais uma vergonha Nacional, volta Souto Moura.
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É pena que a senhora da fotografia não seja capaz de dizer o que aconteceu à filha.
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Mais uma refleção sobre o estado da nação, neste caso o espelho da nação…
Tudo isto é um processo, as vezes longo e penoso, mas vamos lá chegar..
Faz falta desde há alguns anos, quer na justiça, quer nas policias, gabinetes de informação.
Como toda a gente sabe, os gabinetes de informação fazem exactamente isso, gerir e capitalizar a informação.
Estes gabinetes por norma são mantidos por profissionais qualificados em gestão de documentação e informação especializados para a area em que estão a trabalhar e em regime de exclusividade para dar informações oficiais nos timings programados e só nestes. Levaria a que muitas situações menos agradáveis e momentos menos felizes da parte de alguns intervenientes não existissem.
Não. Não tem nada a ver com liberdade de informação, expressão ou imprensa.
Tem a ver com objectividade, rigor e qualidade da informação.
Isto de andar aí cada um a dizer o que lhe apetece sobre o mesmo cargo ou processo, dá um bocado a ideia que a justiça é feita pela relevancia mediática que pode ter ou pela opinião deste ou daquele comentador mais ou menos habilitado…
Bafo’s
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Reflexão…claro.
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No caso Joana havia uma coisa que nuunca percebi. Os jornalistas andavam para tra´s e para a frente com o padrasto que aparecia sempre sorridente e sempre a tratarem o mesmo como uma vitima, o mesmo que disse que ajudou a esconder o corpo com um amigo num carro vermelhoe e que nem sei se foi condenado a alguma coisa. Coisa mais esquisita e estrambólica aquilo.
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Se juntarmos a tudo isso , os 7 anos ( sim sete) anos em media para resolver um qualquer contrato civil ( arrendamento , dividas , incumprimentos etc) , verificamos que a nossa justiça estará muito proxima da justiça do Zinbabué. Que tristeza!!!!
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“Mais uma vergonha Nacional, volta Souto Moura.”
Volta Souto Moura? Estamos a meio do Sócratismo. Souto Moura foi despachado como a Catalina Pestana, Cravinho e o antigo director da PJ, arrumado para lá colocar outro qualquer como o senhor que acompanhou o caso “Mad”. Ninguém piou e não há limites, porque no PS nunca houve limites para coisa nenhuma, a não ser quando preocupados com as cadeiras na AR. Nessa altura transfiguram-se, passando a defender a democracia, o estado de direito e até os bons costumes.
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Anónimo 10,
Acha que o PS também é responsável pelo caso Madie?
Nunca ouviu falar no princípio da separação de poderes?
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“Nunca ouviu falar no princípio da separação de poderes?”
Então para que serve o ministro da justiça? É para fazer número?
A ” justiça” portuguesa mete “nojo” e o governo não tem nada a ver?
Andam a fazer o quê? Só são capaz de por os cobradores de impostos a funcionar? Porque não contratam o Paulo Macedo para por a justiça a funcionar ? Não querem porquê?Têm medo de quê?
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O extracto que hoje o Correio da Manhã publica do livro da autoria do ex-inspector é a coisa mais nojenta que já lá vi estampada.
Pensar que fulanos deste calibre tiveram um poder imenso nas mãos, assusta.
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“Acha que o PS também é responsável pelo caso Madie?”
Não percebi onde foi buscar a pergunta.
Mas já que fala nisso, as conversas Sócrates-Brown foram sobre pesca ou rugby?
“Nunca ouviu falar no princípio da separação de poderes?”
Diga isso ao novo secretário-geral da segurança. Ele explica-lhe.
Pergunte também ao senhor que avisou Felgueiras, que dizem que fazia parte da máquina justiçada.
Também pode perguntar ao senhor que foi à sede do PS avisar do caso…
Isto é cada separação!
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“Mas já que fala nisso, as conversas Sócrates-Brown foram sobre pesca ou rugby?”
Olhe se calhar foram sobre os caes… Falaram sobre os caes que vieram ajudar a policia portuguesa a cheirar sangue no apartamento para constituir arguidos os pais. Coisa que nunca aconteceria se nao fossem os ingleses.
lol é só doidos com as teorias de conspiraçao…
´
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“Então ?” – perguntava o Inspector Escada-Abaixo, enquanto esfregava os ossos doridos da mão direita – “o que é que se passou ?”
“Fui eu que matei” – reconheceu o jovem cuspindo o sangue que lhe escorria do nariz – “matei os dois”.
“Está bem, o morto só era um, mas tu naquela aflição, nem os conseguiste contar, não foi ?”
Moral da históris: Quando a melhor polícia do mundo não consegue uma confissãozita…
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Tudo a falar de comunicação quando o cerne da questão são as técnicas (ou falta delas) de investigação criminal e forense, em que a tecnologia e informação de ponta devia estar a ser aplicada e pelos vistos não está. Desgraçado de quem é vitima, de crime e posteriormente do sistema.
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“Nunca ouviu falar no princípio da separação de poderes?” Lololinhazinha
“Quando a melhor polícia do mundo…” Carneiro
Umas pitadas de humorismo sabem sempre bem.
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Fado Alexandrino Diz:
23 Julho, 2008 às 4:46 pm
O extracto que hoje o Correio da Manhã publica do livro da autoria do ex-inspector é a coisa mais nojenta que já lá vi estampada.
Pensar que fulanos deste calibre tiveram um poder imenso nas mãos, assusta.
o que assusta é isto?
(…) Na terceira ou quarta noite em Maiorca, depois do jantar, comendo e bebendo, quando se encontravam sentados ao redor de uma mesa num pátio exterior da casa, K.G. assiste a uma cena que lhe causa receio relativamente ao bem-estar da sua filha e das outras crianças. Estava sentada entre Gerry McCann e David Payne, quando ouviu este último perguntar se ela, talvez referindo-se a Madelein, faria ‘isto’, começando em acto seguinte a chupar um dos seus dedos, o qual entrava e saía da boca, insinuando um objecto fálico, ao mesmo tempo que, com os dedos da outra mão, fazia círculos à volta do mamilo, de uma forma provocadora e sexual. No momento em que K.G. olhou com estupefacção para Gerry McCann e para David Payne, fez-se um silêncio nervoso. Depois continuaram todos a conversar como se nada tivesse acontecido. Este episódio provocou em K.G. uma séria dúvida relativamente ao relacionamento de David Payne com crianças. Ainda noutra ocasião, K.G. voltaria a ver David Payne a fazer os mesmos gestos, desta vez falando da própria filha. Naquele período de férias eram os pais que davam banho às crianças, mas a partir dali K.G. nunca mais deixou o David Payne aproximar-se da sua filha. Depois dessas férias em Maiorca, K.G. só encontrou o casal David e Fiona Payne numa ocasião, não falando com eles desde essa altura (…) Correio da Manhã
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Justiça portuguesa, fala-se por aqui. Alguém tem a noção exacta do caos que por aí vai?
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Lololinhazinha,
Separação de poderes! Santa ingenuidade…
Quem nomeia o PGR? Quem nomeia metade mais um, dos Juízes do Tribunal Constitucional?
Montesquieu deve dar voltas no túmulo!
Acorde…
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_separa%C3%A7%C3%A3o_dos_poderes
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Ainda não perecebi como é que se atribui uma reforma a um funcionário público com apenas alguns anos de serviço e 48 anos de idade…pago pelos nossos impostos.
Que favores lhe estão a pagar e quem?
E ainda o deixam escrever um livro a contar aquilo de que tomou conhecimento no âmbito da sua actividade profissional – então já não há sigilo por parte dos funcionários públicos? Nem dever de reserva? Nem obrigação de não divulgar aquilo de que tomou conhecimento por via das suas funções?
Nos contratos de trabalho privados, as pessoas não podem simplesmente divulgar aquilo de que tomaram conhecimento, sem mais nem menos. Nomeadamente, sabendo-se já que ele vai pôr em causa a ineficiência e incompetência da sua anterior entidade patrional e, indirectamente, do estado português – não haverá violação do dever de respeito e de sigilo?
E vamos todos pagar umas sopas a quem nos vai envergonhar a todos?
E como é que lhe é possível criticar uma equipa, de que ele próprio era o responsável? Então, o culpado é ele próprio?
Mais ninguém acha esta figura muito estranha?
Penso que o senhor ex-inspector, além do seu aspecto pouco limpo, e da quantidade de líquidos que ingeria durante os seus longos almoços, pretende enveredar por uma outra carreira, subsidiado pelo erário público e patrocinado por este governo e e pelo actual PS do Eng.º Sócrates.
De onde lhe advirá tanto poder? Apenas por ter um cartão rosa?
Digo eu…
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Há porcos mais iguais do que outros!
Animal Farm, George Orwell.
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A “Joana” e a sua Mãe, nunca poderão ser comparadas com a Maddie e a sua “Mãe”.
É o Portugal de Abril eficiente e sem corporações.
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O apito dourado é da facto um escândalo como ainda não há nenhum dirigente preso, estou de acordo.
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portela menos um Diz:
23 Julho, 2008 às 10:27 pm
talvez referindo-se a Madelein
É isto que me assusta.
Os talvez, parece que, acredito, podiam mandar-me a mim e a si para a cadeia.
Penso não é lá muito agradável.
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“Os talvez, parece que, acredito, podiam mandar-me a mim e a si para a cadeia.”
Este é o cerne da questão.
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a justiça em portugal vai de facto pela rua da amargura. O apito final prova-o.
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Como explicam, que as investigações, onde se encontrou o cheiro a cadaver, pelos ca~es pisteiros, ingleses, que o denunciaram, tinham junt a si, policias inglese, que cooperavam na investigação e poderam verificar a excitação dos cães! que houve mortes no quart, não resta a menor duvida!
Então porque se suspendeu a investigação?
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