O petróleo está a cair 10%
10 Outubro, 2008
80 79 78 77
Há 2 ou 3 meses dizia-se que uma das poucas opções correctas de José Sócrates foi ter apostado nas energias alternativas. Claro que o Estado empresário quando não acerta nas conjecturas sobre o futuro já não parece grande ideia.
No fim de semana passado deu um programa de televisão sobre a história da CUF/Quimigal. Nos anos 80 ainda andavam a tentar implementar ideias de negócios concebidas antes do 1º choque petrolífero.
35 comentários
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e o preço dos combustiveis a descer 0,0000%
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Para não falar no BRENT que hoje já bateu nos 73,3
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Foi um belo programa esse da CUF. Em vez de escreverem nos manuais escolares aquelas frases especiais de corrida sobre como o comunismo foi bom, deveriam era apresentar obrigatoriamente esse documentário aos jovens, com o título “Como destruir a indústria de um país em meia dúzia de dias”. Para os adultos o mesmo documentário poderia ser “O partido que nos lixou”.
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Só tenho pena que essa descida não tenha nada a ver com o seu equivalente no preço dos combustíveis. Eu julgava que sim mas o ministro da informação da APETRO, o presidente da Galp e o amigo do Pinho que está na AdC juram que não…
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Se o petroleo estar agora baixinho é um indício a favor da tese do João Miranda, suponho que se daqui a uns dias voltar a subir valentemente será um indício do contrário…
É que eu, se tivesse dinheiro e possibilidade, comprava petroleo já, já.
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Hum…Estás a sugerir que não vamos precisar de energia,que o petróleo será sempre barato ou que o risco não faz parte do custo??
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Os idiotas dos candidatos à presidência dos EUA não ouvem o JM… depois queixem-se…
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O petroleo está barato para os recursos que existiam há uns tempos quando ele estava caro, Como agora está tudo mais pobre e sem dinheiro, creio que o petroleo deve estar ao dobro do preço…lol Está mais caro na mesma. Ou seja o petroleo pode ficar mais barato, mas as pessoas possue menos dinheiro para o comprar. Por isso o melhor é investir nas renovaveis na mesma.
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“Hum…Estás a sugerir que não vamos precisar de energia, que o petróleo será sempre barato ou que o risco não faz parte do custo??”
Nada disso, caro Tonibler. A única coisa que o post sugere é que os privados sabem muito melhor que qualquer governo, a altura mais vantajosa para investir.
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Interessante é também a queda do euro face ao dólar. O cross EURUSD já caiu 17% desde o seu valor máximo
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E esta implícita asserção do post, é baseada na nossa experiência milenar. Claro que há algumas excepções. Mas de uma maneira geral os Estados não foram feito para tratar da economia.
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O facto de as pessoas agirem distintamente e também valorizarem diferentes coisas aumenta a redundância do sistema e a sua segurança. O Estado como é único e maior logo as suas decisões têm muito mais risco. Se estão erradas é o desastre.
Isto não quer dizer que os indíviduos não possam agir todos da mesma maneira. Muita propaganda num só sentido pode levar a decisões iguais de muitas pessoas, foi assim com o Comunismo e no Nazismo. È aliás um dos problemas induzidos pela facilidade de comunicação.
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“os privados sabem muito melhor que qualquer governo”
nos dias que correm é de uma facilidade obscena arrancar gargalhadas á audiência.
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««Se o petroleo estar agora baixinho é um indício a favor da tese do João Miranda, suponho que se daqui a uns dias voltar a subir valentemente será um indício do contrário…»»
Qual é a minha tese? Escolha múltipla:
1. Já se sabia que no futuro o petróleo iria ser barato, logo apostar em renováveis é estúpido.
2. o futuro é incerto, logo Governos que apostam em renováveis correm riscos com o dineiro dos outros.
3. Se usamos os mesmos critérios que serviram para provar que Sócrates era bestial há 3 meses, temos que concluir que agora Sócrates é uma besta.
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o ponto 2 é incorrecto. O futuro é certo e taxativo no que diz respeito ao petroleo. Não se podem é construir centrais renováveis a pensar no futuro dos 2 meses.
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««O futuro é certo e taxativo no que diz respeito ao petroleo.»»
Pode-me dizer qual será o preço do petróleo em 2018?
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Boa John Doe! As energias alternativas devem ser vistas como um negócio de muito longo prazo e não acredito que alguém tenha pensado nisso de outro modo. São equipamentos muitos dispendiosos e tecnologia de ponta em muitos casos. O carro eléctrico, os novos paineis fotovoltaicos, a energia da ondas, bla bla, são produtos em desenvolvimento ou início de comercialização que apontam para um futuro menos dependente do petróleo. Como país não produtor de petróleo, não nos resta muitas hipóteses alternativas de crescer sem piorar a balança comercial, a não ser usar a racionalização do uso da energia e usar energias alternativas. Espero que o governo continue esta aposta com a certeza que a geração dos nossos filhotes terá de viver isto de modo ainda mais grave e será certamente uma oportunidade para eles o que resilientemente mantivermos hoje.
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há 2 3 meses também se dizia que a especulação era “benigna” e “garantia os preços”, afinal apenas servia para dobrar o preço de um produto cuja procura e oferta não se modificou.
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Parece difícil compreender que um investimento resulta sempre de uma especulação sobre os preços futuros. Se essa especulação estiver errada o investimento é um desastre. Uma das formas de uma especulação estar errada é pressupor preços futuros do petróleo mais elevados do que os reais ou pressupor tecnologias futuras das alternativas piores que as reais.
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E tanto especularam que o dinheiro ficou pelos produtores do dito cujo.
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bem me lembro desse tipo de investimento no petroleo, com dicas semanais à imprensa e mercado sobre até onde iria subir o petroleo seguidas de respectivas subidas. A subida dos preços segue o investimento e não o contrário. Parece que nos dias que correm não há dinheiro pa especular o petroleo tambem baixa espectacularmente.
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JM, o tempo que nós os dois gastamos a dizer o contrário do que dizemos agora. Então o preço do petróleo não resultava da procura na China? O preço alto do oil não tinha sido a melhor contribuição para o investimento nas energias alternativas?Então a escassez do oil ( e a sua produção, cada vez mais cara) e haver milhões de chineses e indianos que acediam á compra de carro e a casa decentes,não aumentariam definitivamente o preço dos combustíveis? Eu dizia que era especulação, o dinheirinho a refugiar-se no oil, nos cereais.malandros fartos de saber o que íria acontecer!
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Há dois ou três meses onde é que o sr. João Miranda diria que se devia investir?
Era na banca. Ou já previa o que está a acontecer e não avisou o pessoal?
Ou se calhar os chineses e os indianos largaram o petróleo e também estão a investir em energias alternativas.
Ou então o sr. só acerta prognósticos depois do jogo acabar.
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Pronto … está na hora, com este desafogo, de investir forte e feio nos bio-combustíveis. Basta só uma ajudita de 30c por litro. Força no carro eléctrico …
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««Há dois ou três meses onde é que o sr. João Miranda diria que se devia investir?»»
O problema base do raciocínio está em pensar-se que alguém sabe onde se deve investir. Ninguém sabe, porque ninguém sabe os preços futuros. Logo, o Estado também não sabe. O problema dos investimentos do Estado é que:
1. tendem a não ter qualquer base real.
2. dependem dos caprichos e das visões do político do momento
3. Mobilizam grandes quantidades de recursos não havendo qualquer avaliação pelo mercado durante muitos anos.
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Miranda,
O mercado só existe se for livre e só é livre se a liberdade for protegida. O facto é que petróleo é dominado por filhos de puta cuja ideia que têm para a tua liberdade é cortarem-te os tomates para ires tomar conta do harém deles. Claro que desde que o meu carro ande, estou-me nas tintas para os teus tomates. Infelizmente, aquilo que a nação decidiu foi que te deveríamos proteger os tomates e, por isso, para que o meu carro ande e tu fiques com os teus tomates, a missão que está guardada ao estado é tentar produzir energia sem que os teus tomates fiquem em risco.
Mas, claro, podemos dizer que os teus tomates são um capricho e que são um recurso desmobilizável a bem da não intervenção (não do mercado livre)….
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“Pode-me dizer qual será o preço do petróleo em 2018?”
Não, mas não deveria ter de dizer-lhe que todas as petrolíferas e todos os gabinetes energéticos estatais possuem estimativas relativamente convergentes (no prazo de uma década) para a curva de produção de crude que na sua generalidade indicam que a em 2018 a produção será menor do que netse preciso momento. Mesmo que a produção se mantenha constante até 2018, a procura será certamente muito maior, a menos que o repertório de ideias peregrinas do JM inclua a inversão daquela que é a tendência desde sempre. Assim sendo, a disponibilidade de petróleo será bastante mais baixa e o preço exponencialmente mais alto. Os registos histórios permitem estimar que cada quebra de 5% na produção faz qualquer coisa como triplicar ou quadruplicar o preço.
Enfim… tendo em conta que o preço do petróleo é uma variável altamente volátil e com uma tendência quase certa para subir bastante durante a próxima década, afirmar que o investimento em renováveis depende “dos caprichos e das visões do político do momento” parece mais um autoretrato do que um tiro acertado.
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a descida do crude deve-se à descida do consumo brutal com a crise económica. O k só desmente a histeria sobre a especulação. A opep jà quer descer a produção. As compras são para entrega em novembra. Mas dá um prazer especial ver os auto proclamados novos donos do mundo-kremlin, chavez, opep- a perderem a arrogância e falar pianinho.
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««“Pode-me dizer qual será o preço do petróleo em 2018?”
Não,»»
Então, se não sabe o preço como é que sabe quando investir?
««em 2018 a produção será menor do que netse preciso momento.»»
Pois, mas ninguém lhe garante que o preço será suficiente para rentabilizar as alternativas.
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««O mercado só existe se for livre e só é livre se a liberdade for protegida. O facto é que petróleo é dominado por filhos de puta cuja ideia que têm para a tua liberdade é cortarem-te os tomates para ires tomar conta do harém deles. Claro que desde que o meu carro ande, estou-me nas tintas para os teus tomates. Infelizmente, aquilo que a nação decidiu foi que te deveríamos proteger os tomates e, por isso, para que o meu carro ande e tu fiques com os teus tomates, a missão que está guardada ao estado é tentar produzir energia sem que os teus tomates fiquem em risco.»»
O facto de a energia produzida ser muito mais cara e de não servir para alimentar carros é um pequeno pormenor.
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“Então, se não sabe o preço como é que sabe quando investir?”
Por exemplo, o governo americano sabe, porque leu o relatório que o seu departamento de energia encomendou e que foi coordenado por Robert Hirsch. Relatório em que é dito que de forma a evitar uma transição abrupta aquando do pico, como falta de combustíveis e preços elevadíssimos é necessário iniciar a construção de alternativas com cerca de 20 anos de antecedência.
Porém, esta conclusão e as estimativas que indicam que o pico acontecerá na próxima década são para ignorar, já que o João Miranda, catedrático em conversa de café, e que sabe mais a dormir que o resto do mundo acordado diz que só quando o petróleo estiver caro é que vale a pena começar. Sigamos o líder.
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««Por exemplo, o governo americano sabe, porque leu o relatório que o seu departamento de energia encomendou e que foi coordenado por Robert Hirsch. Relatório em que é dito que de forma a evitar uma transição abrupta aquando do pico, como falta de combustíveis e preços elevadíssimos é necessário iniciar a construção de alternativas com cerca de 20 anos de antecedência.»»
O que ainda não me conseguiu explicar é como é que se sabe que os preços serão elevadíssimos. Já reparou que se as recomendações desse tal relatório forem seguidas os preços não serão elevadíssimos. Assumir preços elevadíssimos é assumir que o mundo é estático e que os agentes não reagirão à perspectiva de preços elevadíssimos. Esse pressuposto leva a que quem investe a contar com preços elevadíssimos arrisca-se a investir prematuramente.
««orém, esta conclusão e as estimativas que indicam que o pico acontecerá na próxima década são para ignorar, já que o João Miranda, catedrático em conversa de café»»
O Yoda devia aproveitar os seus comentários para apresentar argumentos relevantes para a discussão em vez de os usar para ataques pessoais. Por exemplo, devia explicar porque razão é que um país pequeno como Portugal haveria de seguir uma estratégia que pressupõe que mais ninguém investirá em alternativa e que portanto não haverá uma queda da procura das energias fósseis. Outra coisa que terá que explicar é porque é que um país como Portugal haveria de meter toda a carne no assador das eólicas a 20 anos da sua possível rentabilidade. Em vinte anos mudam os preços, quer do investimento que baixa, quer das fósseis que pode subir, ou não.
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Miranda,
“O facto de a energia produzida ser muito mais cara e de não servir para alimentar carros é um pequeno pormenor.”
O facto de não servir para alimentar carros é um pormenor de facto. Na realidade os árabes também não te querem cortar os tomates, só te querem a carregar baldes de cimento…HONK!
Depende do teu critério de valorização. O petróleo vale 82 USD em bruto, mais uma guerra no Iraque, mais uma ameaça permanente da Arábia Saudita, da Rússia, da Venezuela de de todo o filho de puta que nasce por cima de um poço. Na realidade, o petróleo é transaccionado sem os custos nacionais(os riscos vão por conta dos estados, não das refinarias) e por isso é que tem esse preço. Se encontrasses uma forma de colocar os custos dos soldados mortos e das bombas largadas sobre o Iraque no preço do petróleo, qual achas que seria o preço?
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“Já reparou que se as recomendações desse tal relatório forem seguidas os preços não serão elevadíssimos.”
– Já. É justamente isso que o relatório diz. Aliás, foi justamente isso que eu disse. Obrigado por lembrar.
“Assumir preços elevadíssimos é assumir que o mundo é estático e que os agentes não reagirão à perspectiva de preços elevadíssimos.”
– Precisamente por o mundo não ser estático é que a produção de petróleo dimunuirá mais depressa e os preços aumentarão. Se o mundo fosse estático os preços manter-se-iam. Mas obrigado por lembrar, uma vez mais. Os agentes reagirão à subida dos preços? Pois claro que sim. Como? Procurando alternativas aos combustíveis fósseis. Mas quem procurar na altura chegará tarde. De qualquer modo eu percebo a sua perspectiva, a de que essa reacção conduzirá a uma manutenção dos preços num patamar constante. É a sua perspectiva, relembro-lhe que uma variação de -5% na produção conduz a preços bem mais do que 1.05 vezes mais elevados.
“Esse pressuposto leva a que quem investe a contar com preços elevadíssimos arrisca-se a investir prematuramente.”
– Porquê? É daqueles que considera a energia eólica uma tecnologia nova a estrear? E não será que um aumento da procura da eólica conduzido pelo abandono do petróleo produzirá preços mais elevados? Caso não saiba, um MW hoje custa mais que um MW há um par de anos atrás (consulte os dados do GWEC). Naturalmente, o JM “esquece” sempre o aspecto ambiental. A eólica não produz CO2 e, mais importante do que isso, não liberta metais pesados nem compostos de enxofre, isso tem o seu valor.
“O Yoda devia aproveitar os seus comentários para apresentar argumentos relevantes para a discussão em vez de os usar para ataques pessoais.”
– A sua susceptibilidade àquilo que apelida de “ataques pessoais” começa a tomar proporções míticas. Você fala de tudo, porém, suponho que não saiba de tudo. Compare o leque de temas que aborda com o leque de temas que os restantes participantes neste blog abordam. Você faz lembrar os heróis da conversa de [CENSURADO].
“Outra coisa que terá que explicar é porque é que um país como Portugal haveria de meter toda a carne no assador das eólicas a 20 anos da sua possível rentabilidade. Em vinte anos mudam os preços, quer do investimento que baixa, quer das fósseis que pode subir, ou não.”
– Já lhe disse que, evidentemente, essas variações que proclama não são assim tão claras. E já agora, em que Portugal é que vive? A carne toda no assador? Está a falar do TGV e do aeroporto? Além disso a generalidade do investimento é privado. Está armado em regulador? Portugal chega atrasado à modernidade desde o século XVI, obviamente os paladinos desse fenómeno continuam de pedra e cal.
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A tese do João Miranda é a número 2 (segundo a sua enumeração), embora esteja incompleta: o João Miranda também assume que isso é mau.
Se as decisões (de “arriscar”) fossem sempre benéficas para o bem comum, as pessoas aceitariam com mais facilidade essa situação, mas o João Miranda defende que não é esse o caso.
Aquilo que eu disse é que se evoca os preços baixos de hoje como um indício a favor da sua tese, então terá de admitir os preços altos de amanhã (se ocorrerem) como um indício contra.
Devo acrescentar que é defensável que a inacção seja ela própria um risco. Nesse sentido o risco é inevitável, e resta apenas esperar que sejam tomadas as melhores decisões.
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