Regulação bancária
10 Outubro, 2008
Rodrigo Moita de Deus defende que o problema não é o facto de a banca não ser regulada. O Rodrigo reconhece que é. O problema é a qualidade e o tipo de regulação a que a banca esteve sujeita. Ou seja, o Rodrigo está a reconhecer que não existe nenhuma filosofia liberal de laissez-faire no sector da banca. O que existe é uma filosofia estatista de comando e controlo. E, claro, essa filosofia estatista de comando e controlo não produziu os resultados que é suposto produzir. Mas pelos vistos existe uma regulação ideal que funciona, mesmo perante situações novas para as quais essa regulação não foi concebida. Por onde andará ela?
9 comentários
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Existe uma regulação ideal que funciona, tal como existem tribunais ideais que funcionam, tal como existe uma polícia ideal que funciona, e tal como existem umas Forças Armadas ideias que funcionam.
Em todas as funções do Estado se concebe um ideal que funciona, embora se reconheça que, na prática, muitas vezes esse ideal só parcialmente é atingido.
Creio que até o mais clássico dos liberais reconhece isto.
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JM, o austriaco, ainda não percebeu que o problema foi de excesso de crédito ?
Cá está, ou não é austriaco ou só vai perceber dentro de meia-dúzia de posts… Aposto na 1ª. O JM é apenas um neo-liberal deslumbrado e superficial.
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Whats the difference between a banker and a pigeon?
A pigeon can still make a deposit on a Ferrari
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««JM, o austriaco, ainda não percebeu que o problema foi de excesso de crédito ?»»
Recomendo-lhe a leitura dos arquivos do Blasfémias. E já agora, recomendo-lhe que assine com o seu próprio nome quando fizer esses comentários pessoais.
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João Miranda
A revista The Economist resumiu de uma forma brihante o que se passa hoje com a intervenção estatal: “Não é socialismo, é pragmatismo”.
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««A revista The Economist resumiu de uma forma brihante o que se passa hoje com a intervenção estatal: “Não é socialismo, é pragmatismo”.»»
A CRISE FINANCEIRA E O PRAGMATISMO
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“Não é socialismo, é pragmatismo”.
Pragmatismo: doutrina filosófica que adopta como critério da verdade a utilidade prática, identificando o verdadeiro com o útil.
Para socialistas, a intervenção estatal é uma utilidade prática…
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Faltou o link, João Miranda.
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“Não é socialismo, é pragmatismo”.
Um bom exemplo, de pragmatismo.
“A factura começa a surgir. Ao princípio a poderosa máquina de propaganda do Governo foi dizendo que o almoço era grátis e o país, anestesiado, acreditou. Agora, começam a aparecer as facturas para pagar. E, claro, quem vai pagar será o contribuinte. As Câmaras Municipais são intimadas a assumir mais um custo fixo e, de custo em custo, vão ficando todas na situação da Câmara de Lisboa: falidas e ingovernáveis. Não é pouca coisa assumir os custos da assinatura anual de Internet. Dá 20 euros mensais por aluno. Uma Câmara Municipal que assuma os custos da assinatura anual de 500 alunos, fica com uma despesa adicional fixa de 125 mil euros. Meu Deus! 125 mil euros que vão direitinhos para os cofres da TMN, Zon, Optimuas e Vodafone! Ainda por cima, a maior parte dessas 500 assinaturas de Internet nunca chegarão a ser usadas, simplesmente porque as crianças de 6 e 7 anos de idade vão preferir brincar a estarem a navegar na Net. Razão têm aqueles que afirmam ser José Sócrates mais do que um primeiro-ministro: é sobretudo um promotor da Zon, TMN, Vodafone e Optimus.”
http://www.profblog.org/2008/10/quem-paga-o-migalhes-so-as-cmaras-por.html
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