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Bem haja

5 Novembro, 2008
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o povo americano que elegeu Obama e não escolheu o velho nem a mulher. Pois se estas almas tivessem recebido apoio idêntico da imprensa, do poder económico e de Deus não faltariam vozes a avisar para a conspiração subjacente a esta eleição. Até a avó não teria morrido vítima de doença mas sim teria sido mantida viva até à véspera da eleição presidencial de modo a influenciar o eleitorado. Espero apenas que toda esta histeria com Obama não se transforme daqui a alguns anos em mais ressentimento contra os EUA um país de que às vezes discordo, que tem coisas queme irritam mas que admiro profundamente.  Não deixo de pensar como será ter um boletim de voto com isto ou com isto? E já agora isto

Ps- Parece hoje evidente que a Europa pode dormir descansada: os EUA estão preparados para ter um preto, negro, afro-americano… na Casa Branca. Aliás impressiona o número de pessoas da cor do Obama que estão nos parlamentos europeus muito mais preparados que os seus congéneros norte-americanos. Na Europa os políticos da cor do Obama são mais raros que o lince da Malcata e costumam ter o azar ou a falta de vislumbre  de não optar pela esquerda

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20 comentários leave one →
  1. jofer permalink
    5 Novembro, 2008 10:47

    Esta posta mais parece um elogio funebre, com algum ressentimento por ter sido eleito um preto que é contra as grandes desiguldades que existem no USA.
    Bem haja Barack Obama

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  2. Anónimo permalink
    5 Novembro, 2008 10:50

    Helena, sempre de mal com a vida…

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  3. Anónimo permalink
    5 Novembro, 2008 10:56

    Helena Matos…Preto…Negro? O homem é mestiço (que grande azar, querem ver que o homem ficou com o melhor de cada raça? seja lá o que for o “melhor”)…E o que tem a raça a ver com o ser de Direita ou a Esquerda?
    Grande azia que para aqui é destilada.

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  4. Fernando S permalink
    5 Novembro, 2008 11:01

    E eu que pensava que “racismo” era preferir um candidato a outro por causa da cor da pele !…

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  5. Anónimo permalink
    5 Novembro, 2008 11:10

    A azia habitual…

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  6. 5 Novembro, 2008 11:20

    Não é azia. É a America a voltar ao comando da “moral issue”.

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  7. Omazumba permalink
    5 Novembro, 2008 11:27

    Já que fala em Europa, então que fique como exemplo uma das últimas frases do discurso de Obama.

    “…a message to the world that we have never been just a collection of individuals or a collection of red states and blue states, we are and always will be the United States of America.”

    Obama refere numa linha apenas as diferenças macro para a Europa. Uma união em torno do grupo e a perpetua aliança que uma Confederação de Estados representa. Só para que se tenha a visão da distância: a Europa ainda discute (e provavelmente nunca adoptará) o modelo federal, quanto mais uma confederação. Comparar o incomparável apenas serve para fazer bonitos ramalhetes de…nada.

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  8. anónimo permalink
    5 Novembro, 2008 11:35

    Esta posta mais parece um elogio funebre

    E o é. Do propio Busho. Só que a Heleninha nao se atreveu e assim que tivo que o disfraçar…

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  9. blogdaping permalink
    5 Novembro, 2008 11:46

    Realmente , a reacçon está muito mal disposta hoje…deve ser da tal azia….azar !!!

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  10. fidel permalink
    5 Novembro, 2008 11:48

    hehehehe muito bem apanhado, quantos deputados da cor do obama tem o bloco no parlamento ?

    p.s grande vitoria a do camarada obama.

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  11. Ricardo Geurra permalink
    5 Novembro, 2008 11:51

    Nunca vi tanta azia junta, hoje deviam chover lamelas de Rennie no planetinha liberal do Blasfémias.

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  12. caramelo permalink
    5 Novembro, 2008 11:52

    Também não percebo esta sequência de posts.

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  13. Anónimo permalink
    5 Novembro, 2008 12:00

    Ele tem razão. Na europa os babacas só ligam é aos estados unidos ou para dizer mal ou para idolatrar e ambos se reunem para dizer mal dos próprios países e da europa. Completos babacas.

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  14. 5 Novembro, 2008 12:07

    Esse deputado preto do CDS não foi aquele que foi aos cornos à Nogueira Pinto? Realmente é azar…

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  15. 5 Novembro, 2008 13:03

    um preto que é contra as grandes desiguldades que existem no USA.

    Ontem uma senhora, por acaso preta, dizia que Obama agora ia pagar o gás e a amortização da casa que ela devia ao banco.
    Acho bem.
    Ainda lhe devem ter ficado uns trocos dos triliões que gastou na campanha.

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  16. MigSil permalink
    5 Novembro, 2008 13:15

    Concordo com a Helena. Para mim não se trata de “azia”, trata-se da constatação da realidade. Azia teria tido a esquerda moderna, iluminada e “salvadora” caso o seu “Messias” não tem ganho.

    As primeiras duas frases da Helena são comprovadamente verdadeiras. Basta ver o “tratamento” diferente dado aos casos (semelhantes) de Paul Wolfowitz e Dominique Strauss-Khan (em ambos o grave é a questão dos favorecimentos, porque quem leva para a cama quem, é, em princípio, assunto privado).

    Quanto ao sentido geral do “post”, transcrevo (porque eu nunca o conseguiria escrever tão bem e tão claramente) o João Pereira Coutinho na sua crónica do Expresso on-line de 27/10/2008.

    Escreve o João Pereira Coutinho:
    “Um amigo meu encomendou, via Amazon, uma camisola de apoio a John McCain. A camisola veio, ele vestiu-a e foi trabalhar. Nada o preparava para o espectáculo posterior: colegas e amigos olhavam para ele com um esgar de incompreensão e nojo. A coisa foi tão ostensiva que, a meio da tarde, ele resolveu mudar de roupa para não arranjar sarilhos num meio maioritariamente artístico, ou seja, de esquerda.

    O episódio é interessante porque revela o quadro mental em que a esquerda usualmente chafurda. Creio que foi Roger Scruton quem o resumiu na perfeição: quando um “conservador” critica um “progressista”, ele parte do pressuposto de que o adversário está errado. O critério é epistemológico, não ético. Mas quando um “progressista” critica um “conservador”, o julgamento é moral; e o adversário, um simples inimigo.

    Naturalmente que existem todas as excepções do mundo. Mas as excepções confirmam a tese: o pluralismo não entra na cabeça de uma esquerda moralista e intolerante. Foi precisamente esta arrogância moral da esquerda, a que se junta uma óbvia falta de sentido de humor, que fizeram de mim uma pessoa à direita.

    E McCain? E Obama? Sim, gostaria que McCain ganhasse. E ainda acredito que McCain vencerá: as sondagens sempre inflacionaram os Democratas (lembrar Carter contra Reagan). Mas não me repugna que Obama vença. O que ouvi dele sobre política externa (Afeganistão, Paquistão, Irão) chega e sobra para adivinhar duas fatalidades. Primeiro, que a esquerda vai ter uma desilusão profunda com o Santo Obama (para meu infinito riso). E, segundo, que Obama será um digno representante da América democrática e livre de que eu tanto gosto.” – fim de citação!

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  17. Fernando S permalink
    5 Novembro, 2008 14:34

    Foram os autoproclamados “campeões” do “anti-racismo” que introduziram e instrumentalizaram a questão da raça nestas eleições americanas.
    Como argumento positivo : “O acontecimento historico que é a eleição de um negro à Casa Branca”.
    Como argumento negativo : “Se porventura o Obama perdesse seria o efeito Braddley” (o volte face à boca das urnas de eleitores que nas sondagens tinham manifestado a intenção de votar pelo candidato democrata).

    Obama ganhou. Afinal o “efeito Braddley” não se verificou e os americanos ja não são racistas !!…

    Por sinal, ja tinha sido anteriormento demonstrado que algo que se assemelha ao “efeito Braddley” existe efectivamente, e não apenas nos EUA, mas não tem nada a ver com questões de raça. Tem antes a ver com o facto de muitos dos eleitores de direita preferirem esconder as suas preferencias politicas quando são sondados e manifesta-las apenas no segredo das urnas. Os melhores sondagistas costumam introduzir nos calculos um factor que corrige este fenomeno. Mesmo assim, muitos se enganam quase sistematicamente. Aconteceu, por exemplo, nas anteriores eleições americanas, ganhas no final por George W. Bush apesar de as sondagens darem a vitoria a Al Gore. Aconteceu igualmente algo de semelhante nestas eleições tendo em conta que o resultado do voto popular a nivel nacional (Obama : 52% ; McCain : 48%) foi muito mais serrado do que as sondagens previam.
    Quando muito, poder-se-ia falar de um corolario deste tipo de efeito ligado à questão da raça : alguns dos sondados teriam indicado não terem escolhido ou até a intenção de votar no candidato negro apenas para não serem associados a uma atitude racista. Mas, ao contrário do que pretendem os “anti-racistas” de serviço, este tipo comportamento não é normalmente revelador de qualquer sentimento verdadeiramente racista. Antes pelo contrário, mostra antes que estas pessoas são sensíveis ao problema e não suportam a ideia de as suas escolhas políticas poderem ser interpretadas como sendo racistas.

    O factor racial não pesa na escolha efectiva da esmagadora maioria dos americanos. Incluindo os quase 48% de eleitores que votaram agora por John McCain.
    De qualquer modo, pesou bem menos nos eleitores de McCain do que nos eleitores de Obama.
    Desta vez, a comunidade negra votou em massa no candidato democrata. Mesmo admitindo que os democratas sempre foram maioritários no eleitorado negro, mesmo admitindo que um número mais importante de afro-americanos foi sensível à mensagem política de Obama, ninguém pode negar que o facto de Barack Obama ser “negro” (na verdade é tão “negro” como “branco”, mas pouco importa) está na origem da forte mobilização da comunidade negra a seu favor.
    Muitos dos que votaram por Obama e pertencentes a outros grupos etnicos, a começar pelos “brancos”, entraram em conta com o facto de se tratar de um candidato “de cor”. Foi certamente o caso de eleitores tradicionais dos republicanos que, mantendo-se distantes das ideias dos democratas e do respectivo candidato presidencial, deram uma ponderação elevada ao significado simbolico de uma nação americana com um presidente afro-americano.
    Todas estas razões e motivações, desde o sentimento de orgulho da comunidade negra até ao desejo de contribuir para a eleição de um “não branco” por parte de uma parte do eleitorado republicano tradicional, teem um significado “racial” mas não devem ser consideradas “racistas”. Existirão certamente verdadeiros racistas, que nunca votariam num candidato “branco” ou “latino”, mesmo democrata, mas são certamente minoritários. Como são minoritários os racistas de extrema direita que nunca votariam por um candidato “negro”, mesmo que fosse republicano.

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  18. 5 Novembro, 2008 14:36

    Não se importa de pôr aí a imagem da t-shirt.
    É que a rejeição pode ser estética.

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  19. 5 Novembro, 2008 20:29

    Penso que os norte-americanos votaram sobretudo a favor da mudança, do fim da intervenção no Iraque e de um período de tréguas internacionais para poderem, enfim, respirar um pouco de ar puro, independentemente do candidato ser branco, negro, amarelo ou albino. O espírito democrático dos americanos é suficientemente elástico para que, nestas circunstâncias, o factor “cor” não constituisse entraves.
    Não quero com isto retirar mérito à campanha de Obama nem tão pouco à sua personalidade. Considero que ele deve ser um ser humano de excepção; só não estou certa de que venha a dispôr do apoio necessário para cumprir o seu mandato de acordo com as suas convicções.

    Hillary Clinton foi preterida porque a ganhar a eleição, a sua política nas questões essenciais, não iria diferir muito da de McCain.
    Mas, admito que possa estar errada…

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