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E a DECO quem atenderia primeiro? E os indignados com a discriminação a quem dariam prioridade?

27 Novembro, 2008

Ciclicamente a DECO indigna-se. O sector privado então causa-lhe indignações múltiplas. Uma delas prende-se com o facto de   Exames médicos no privado mais rápidos sem credencial   Em Abril deste ano, o PÚBLICO na sequência das queixas de discriminação por parte de utentes do SNS que procuravam marcar exames em clínicas privadas revelou que por uma ecografia pélvica uma clínica recebe como preço total  14 euros se o utente for do SNS, 19 se for da ADSE, quase 40 euros se for de uma seguradora e mais de 50 se se apresentar como particular. Nos primeiros dois casos, o reembolso demora vários meses; nas seguradoras leva menos tempo (pode rondar um mês) e o particular paga na hora.

Para a DECO nada disto importa. E muito menos importa que o SNS trabalhe mal. A DECO vira a questão ao contrário e vá de se mostrar indignada com os privados simplesmente porque eles atendem primeiro quem paga mais e mais rápido. Curiosamente a DECO  apesar de fortemente apoiada pelo Estado português – o que é mesmo que dizer que beneficiada com o dinheiro dos contribuintes – é muito zelosa no que respeita ao pagamento dos seus serviços: ou se é associado ou não há esclarecimento. Sobre esse assunto a DECO nunca fez qualquer inquérito e muito menos se indignou. Mas deixando a DECO propriamente dita para outra oportunidade será que esta associação não poderia ser um bocadinho mais isenta?

29 comentários leave one →
  1. 27 Novembro, 2008 11:22

    O mal não está em que o particular seja atendido na hora porque paga de imediato (até se compreende) as empresas têm as suas necessidades, mas em cobrar-lhes mais do que pelas outras vias: SNS, ADSE e Seguradors. Direi, até, que esse preço mais alto é uma imoralidade, já que muitas vezes é a aflição, por demora dos serviços que os deviam apoiar, que leva os particulares a avançar a expensas suas.

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  2. honni soit qui mal y pense permalink
    27 Novembro, 2008 11:31

    Vá lá ver quem são os sócios fundadores , e os actuais , e vai perceber alguma coisinha mais .

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  3. honni soit qui mal y pense permalink
    27 Novembro, 2008 11:32

    fortemente apoiada

    português

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  4. henrique cimento permalink
    27 Novembro, 2008 11:48

    gosto mais de ver jogar
    “aquele puto borbulhento”
    de quem usam o nome
    deviam olhar para o mau estado do estado
    andam desaparecidos
    a ministra da saúde
    o conde drácula do fisco, o super sábio

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  5. Carlos Duarte permalink
    27 Novembro, 2008 11:51

    Cara Helena Matos,

    O problema é que essas empresas assinaram contratos com o SNS, em que uma das cláusulas especifica que o beneficiários do SNS não podem ser prejudicados a nível de serviço quando comparados com utentes provenientes de outros sistemas de saúde ou mesmo particulares.

    Logo, há um incumprimento de contrato.

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  6. 27 Novembro, 2008 11:51

    É fácil: a culpa é do Cavaco e do Oliveira e Costa. Mais nada. A DECO foi infiltrada por gente do Cadilhe.

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  7. Joca permalink
    27 Novembro, 2008 11:51

    A Deco é um embuste a velhacaria vai ao ponto de:

    Se tem depósitos ou outras aplicações no Banco Português de Negócios, pode manter, apesar de o Governo ter nacionalizado o banco. (texto do site da Deco)
    Com papas e bolos se enganam os tolos.

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  8. 27 Novembro, 2008 11:52

    Lá está. Diz o Joca. BPN.

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  9. 27 Novembro, 2008 12:20

    “Logo, há um incumprimento de contrato”.

    Mas, se há incumprimento do contrato, como diz, denuncie-se o contrato. Só isso.

    Mas, de facto, a Helena tem razão num ponto: a DECO só vem para a praça pública alertar para determinados assuntos, porque lhe dá publicidade para arranjar mais “sócios”.

    Já tive um problema, e contactei-os. Disseram-me logo, que teria que ser sócio! Ora bem, “olha para aquilo que eu digo, não olhes para aquilo que eu faço”.

    Já para não dizer que de vez em quando lá recebo um envelope com um monte de publicidade a mencionar que se aderir a sócio da DECO posso ter uma belíssima máquina de calcular que também mede a temperatura!

    Com gente desta, que diz que ajuda os consumidores, mais vale ser fornecedor…..do SNS, e receber mais daqueles que pagam “cash”, e não….pagam como o SNS, a perder de vista!

    É que, se o SNS pode ter razão para denunciar o contrato, o fornecedor quase de certeza que também tem, já que o SNS não sabe quando paga….

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  10. Pi-Erre permalink
    27 Novembro, 2008 12:35

    “Deco-dependentes
    Custa ver a nossa selecção jogar sem Deco, o homem que organiza todo o nosso futebol de ataque. A Suécia é-nos inferior, mas hoje tivemos também um árbitro contra. Se aquele lance do Paulo Ferreira não é penalti, então não sei o que é um penalti. Ainda assim, este empate não põe em causa as nossas pretensões. Quarta-feira é para ganhar à Albânia para encostar na Dinamarca.” Pobo do Norte, blog

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  11. 27 Novembro, 2008 12:47

    Bom post. Muito bem.

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  12. Pedro Sousa permalink
    27 Novembro, 2008 13:10

    “Mas, se há incumprimento do contrato, como diz, denuncie-se o contrato. Só isso.” – Mas entretanto a situação é denunciada pela DECO. Independentemente da validade das críticas à DECO, o exemplo utilizado é mau porque se as clínicas privadas consideram que o contrato é desvantajoso não o celebram. Se o celebram, têm que o cumprir. Simples.

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  13. jsimoes permalink
    27 Novembro, 2008 13:27

    “Logo, há um incumprimento de contrato- Mas, se há incumprimento do contrato, como diz, denuncie-se o contrato. Só isso”-

    Não. O não cumprimento de um qualquer contracto pode ter uma consequência que vá para além da denuncia. Não há dois casos iguais, mas o incumpridor pode mesmo ser obrigado a cumprir.

    Ou será que eu posso comprar um telemóvel com fidelização e decido não pagar antes do prazo acordado e a operadora simplesmente denuncia o contrato, só isso?

    José Simões

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  14. Carlos Duarte permalink
    27 Novembro, 2008 13:28

    Exactamente. O exemplo é mau e o Estado tem razão…

    Se quiser “pegar” com a DECO, vejo o caso do sector energético (electricidade, gás, combustíveis).

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  15. jsimoes permalink
    27 Novembro, 2008 13:35

    “Se tem depósitos ou outras aplicações no Banco Português de Negócios, pode manter, apesar de o Governo ter nacionalizado o banco”.

    Eu acho isso um aviso/informação acertado. Antes justifica-se a opinião que era um mau investimento. Agora é tão perigoso como investir na CGD (e mais do que maioria dos bancos).

    Aliás não é só manter, eu até aconselho NOVOS depósitos enquanto as condições continuarem a ser boas.

    José Simões

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  16. berto permalink
    27 Novembro, 2008 14:06

    Pois, o utente do SNS é quem sai sempre lixado sem ter culpa nenhuma.

    A meu ver o que a DECO quis dizer é que não pode haver discriminação no atendimento. Se as clinicas privadas têm um contrato com o estado e o estado não cumpre ou cumpre mal não é o desgraçado do utente do SNS que tem de pagar as favas. Bem sei que sem o carcanhol as privadas não podem funcionar, mas se é assim não façam os tais contratos com o estado.
    Ou precisam assim tanto dele para sobreviver?

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  17. Anónimo permalink
    27 Novembro, 2008 14:22

    Que cena na cnn. A jornalista estava a fazer uma reportagem sobre o ataque terrorisa e à volta uma série de pessoas a sorrir e acenar para as camaras ao estilo da baixa do Porto em dia de futebol. Decide fazer uma pergunta a um deles e aparece logo a segurança a dizer que ela não tinha licença para perguntar nada a ninguém e lá acabou a reportagem com o segurança a discutir com a jornalista. Fim. Parecia na China.

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  18. 27 Novembro, 2008 14:23

    “se as clínicas privadas consideram que o contrato é desvantajoso não o celebram. Se o celebram, têm que o cumprir. Simples”.

    De acordo. Mas, como em qualquer contrato que não é cumprido, as partes tentam pressionar o outro lado, para que cumpra.

    Ou seja, as Clínicas não recebem “em tempo” do SNS, e pressionam o SNS, através da prestação de um serviço pior (lista de espera). Pode ser que assim, o SNS passe a pagar a horas!

    Numa negociação estão duas partes. Quando não se cumpre, de um dos lados, o outro pressiona da forma que pode!

    Por exemplo, o SNS deveria eliminar quem não atende com equidade! Mas, duvido que o faça, porque não paga nunca a horas…..

    Mas, concordo que o….”Zé” é que é o mexilhão, entre um Estado ineficiente e um privado que precisa de pagar ordenados, luz e água!

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  19. Inês permalink
    27 Novembro, 2008 14:49

    Já fui tão trucidada pela DECO, que me sinto completamente indefesa perante esta gente.
    Quem nos defende da DECO?
    Se alguém quiser criar uma DVDECO (Defesa das vítimas da DECO) eu assino já!!!

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  20. 27 Novembro, 2008 14:51

    Desculpem lá a rudeza mas eu sou um bocado atrasado intelectualmente.
    Mas é: quem se f**** é o Pagode. O Zé não, que esse já se passou para o Costa.

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  21. Luís Lavoura permalink
    27 Novembro, 2008 15:51

    O que não se percebe – e não entendo como é que a Helena não fala disso – é que as empresas façam preço mais baixo a quem com mais demora paga, isto é, ao Estado.

    Seria justo e adequado que quem paga na hora (o particular que paga com o seu próprio dinheiro) pagasse menos do que quem paga atrasado. Ora, verifica-se o contrário: por um mesmo serviço, que paga menos é quem paga mais atrasado – o Estado.

    Que raio de empresas são estas que, por um mesmo serviço, cobram preços com um diferencial de 1 para 3?

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  22. João Sebastião permalink
    27 Novembro, 2008 16:20

    E que dizer do empréstimo, com aval do estado, a contrair pela CGD no valor de 2000 milhões de Euro? Porque não se deixou as leis do mercado ‘lidarem’ com o BPN… e ‘a moeda boa expulsar a moeda má?’. Assim a CGD já, ‘só’, tinha de pedir 1000 milhões… será que também já estão a pensar em dar a mão ao BPP? BPP e BPN juntos representam 2% do mercado…
    Mas quem teve a oportunidade de negociar com empresas do grupo do BPN…agora compreende a situação…

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  23. 27 Novembro, 2008 16:30

    “E que dizer do empréstimo, com aval do estado, a contrair pela CGD no valor de 2000 milhões de Euro?”

    Não é só o BPN. Vá lá ver a que valores é que a CGD tem registado em Balanço, as paricipações no BCP, EDP, Galp, etc,…..

    Os buracos são em vários sítios. Isto para não falar do malparado.

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  24. 27 Novembro, 2008 16:31

    A PROPÓSITO da DECO, e já que aqui tanto se fala, também, do BPN:
    Que tal juntar ambas as realidades e imaginar uma cena em que aquela simpática associação recomenda o não menos simpático banco?

    Pois uma história dessas, que não é ficção, é contada hoje por Joaquim Letria – [aqui]…

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  25. 27 Novembro, 2008 16:55

    Vou abster-me de comentários sobre a DECO, mas não posso concordar com o ponto de vista da helenafmatos.

    Então há direito de rapinar mais do triplo do custo ao utente do SNS, só por ele querer usufruir do contrato que a empresa assinou com o SNS?

    Porque é qie a helenafmatos não se indigna que estas empresas utilizem estas habilidades para “lixar ainda mais o mexilhão”, enchendo assim os bolsos à custa de quem está já depauperado?

    Será que, a helenafmatos, gostará de sentir na pele, esse tipo de discriminação quando tiver necessidade de recorrer a algo de que precise urgentemente?

    Duvido.

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  26. ordralfabetix permalink
    27 Novembro, 2008 17:31

    “Então há direito de rapinar mais do triplo do custo ao utente do SNS, só por ele querer usufruir do contrato que a empresa assinou com o SNS?

    A questão é que o preço justo é o preço que paga o privado. Nenhuma clínica conseguiria subsistir se recebesse de todos os clientes o que o SNS paga. Por isso é que as que podem já nem querem fazer convenções com o SNS. Nem com a ADSE que também paga muito mal. Pior só as ADM’s que pagam pouco e 2 anos depois.

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  27. 28 Novembro, 2008 10:10

    Mas alguem tem duvidas que os beneficiários do SNS sempre foram e serão portugueses de segunda no que diz respeito a cuidados de saúde?
    E como é que se chega á leviana conclusão de que pelo facto de haver uma disparidade entre preços cobrados, logo os preços mais altos são rapinas?
    Se o SNS paga pouco e a perder de vista não será natural que para viabilizar a sua clinica se estabeleça preços diferentes?
    Se pagassem pouco mas em tempo oportuno não seria que a disparidade de preços diminuiria? Alguma clinica ou grupo de clinicas pode ou consegue alterar significativamente os valores e prazos pagos pelo SNS?
    Aqui apenas se vê a fome junta com a vontade de comer. Afinal a única possibilidade de sobreviver e os mais desprotegidos, beneficiários do SNS são quem fica prejudicado.
    Milhares de clinicas se recusam a estabelecer acordos de serviços com o SNS, fazendo com que os utentes deste serviço gastem em tempo, transportes e perdas de tempo produtivo.
    Essa sim a maior injustiça. A de portugueses de primeira e de segunda.

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  28. 28 Novembro, 2008 11:41

    Não tenho conhecimento de que os advogados da DECO alguma vez se tenham pronunciado sobre (ou alguma vez se tenham mostrado indignados com) a transparência dos preços, e as prioridades no atendimento, por parte dos advogados que prestam serviços jurídicos.
    Será que os clientes com maior poder económico têm prioridade no atendimento – relativamente aos pobrezinhos – por parte dos advogados ? E será que os pobrezinhos pagam honorários mais baixos (e, em caso afirmativo, são atendidos com maior prioridade ou com menor prioridade do que os clientes com maior poder económico) ?

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