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Her master voice? (actualizado)

18 Dezembro, 2008

Ontem participei no debate online disponibilizado pelo blog SIC/Parlamento Global, o qual permitia comentar em directo o debate no Parlamento e no qual participaram, entre outros, vários jornalistas parlamentares, alguns deputados e pelo menos um ministro.
Após alguns comentários publicados notei que um ou outro não tinha sido publicado. Insistia e repetia. Nada. Fazia um comentário sobre outra matéria e entrava. Repetia o anterior e nada. Não era um problema técnico, era mesmo a «moderação» que não permitia publicar certos comentários. Protestei e também não deixaram publicar. A certa altura Anabela Neves escreve que «Infelizmente algumas pessoas estão a usar este blogue de forma fraudulenta». Não era para mim, pois sempre me identifiquei e escrevi dentro das regras da boa educação. Mandei no final um email a protestar e a exigir explicações que também ficou sem resposta. Sinceramente, é ultrajante e uma vergonha que jornalistas tenham por sua iniciativa praticado censura. Sem motivo que não seja não terem apreciado certos comentários. Shame on you!

Ver também Paulo Querido

Adenda: Telefonei para Anabela Neves a pedir explicações sobre o sucedido e  fui informado que a iniciativa é encarada pelos seus autores como jornalismo, estando, (como aliás indicado no blog), as participações sujeitas a moderação. Mais me indicou que tal moderação (para além da identificação das pessoas e das regras de educação) obedeceria a «critérios jornalísticos» que não identificou. Questionei-a sobre o facto de os meus comentários terem sido em resposta a outros e/ou sobre o que estava a suceder no parlamento, não descortinando qualquer motivo «jornalístico» para a sua não publicação, tanto mais que tinha sido solicitada a participação das pessoas, ao que Anabela Chaves reforçou que tal se devia á actividade «moderadora», da responsabilidade de quem permitia ou não a sua publicação. Ou seja, não foi  explicado porque umas vezes era «permitido» publicar e outras não, ficando claro que tal ficou dependente sempre da «boa vontade» (ou da sua ausência), por parte de quem estaria supostamente a aplicar «critérios jornalisticos» na análise do que era escrito pelos participantes. O que não deixa de ser uma forma de censura, como lhe referi.
Informou ainda Anabela Neves que tinham tido uma número grande de participantes, que para a iniciativa ter ritmo e interesse «não se podia deixar publicar tudo», que  eu até «nem tinha motivos especiais de queixa, pois fui dos teve vários comentários publicados», (referindo eu que isso não tinha sentido, pois comentários meus a comentários de outros participantes não foram publicados, prejudicando a dinâmica do debate que supostamente se pretendia realizar), que vão continuar em próximas iniciativas a exercer tal forma de «moderação», usando os ditos «critérios jornalísticos» pois que «tal como num jornal não se publica tudo, e somos nós que decidimos o que é publicado». Concluo que se tratou de uma situação muito infeliz, especialmente penosa por ser protagonizada por jornalistas. Creio mesmo que nem sequer saibam o que estão a fazer nem tenham qualquer ideia do que seja o jornalismo online, pelo que melhor seria continuarem tão só dedicarem-se a descrever (como largamente fizeram ao longo do debate) quem entrava, quem saía, quem se sentava e com quem falava……..

 

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71 comentários leave one →
  1. monárquico permalink
    18 Dezembro, 2008 14:34

    publique-os aqui para se tirarem conclusões.

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  2. lucklucky permalink
    18 Dezembro, 2008 14:40

    O que é que julga que é o Jornalismo? Jornalismo é isso mesmo, censura/escolha com outro nome. Por isso é que práticamente desapareceram os Repórteres e apareceram os Jornalistas.

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  3. 18 Dezembro, 2008 14:44

    Lamenta-se o ocorrido.
    Próprio dos tempos “simplex” e da política light democrata q.b.

    Mas também é verdade que certos jornalistas (e esta não é para si, Mr. Gabriel Silva), publicam e omitem o que querem, sobre todo o tipo de actividades.

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  4. Pi-Erre permalink
    18 Dezembro, 2008 14:49

    Jornalistas parlamentares?!
    Foram eleitos?

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  5. SeaKo permalink
    18 Dezembro, 2008 14:50

    Tb me aconteceu o mesmo…mesmo assim lá consegui enviar uma posta ao impagável deputado Agostinho Branquinho, que para além de querer privatizar a RTP, a Lusa e até o DN(?! lol) parece ter um novo alvo a abater: o INE.

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  6. 18 Dezembro, 2008 14:51

    Não admira; se contarmos as “news” sobre a ocupação do Tibete (onde se pratica autêntico genocídio), no Darfur (outro, muito pior), o silêncio criminoso sobre os presos políticos cubanos (que não têm a “honra” de ser lembrados e visitados e defendidos) quando se fala de Guantanamo ali mesmo ao lado, a perseguição aos assinantes da CARTA 08 que exigem direitos humanos na China, o autêntico despejo dos trabalhadores chineses das zonas urbanas para as rurais, sem apoio social, os “progroms” contra os Cristãos na Índia, com centenas de mortos e milhares de feridos e desalojados em 3 meses…
    Como isto tudo é censurado, porque é que as “news” sobre o País não haviam de ser também???

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  7. José permalink
    18 Dezembro, 2008 14:55

    Tenho para mim que a miséria do jornalismo português advém da falta de vergonha, que já se afigura completa.

    Não há vergonha de censurar, escolher, manipular, virar o sentido das coisas e até da realidade se tal for possível.

    Para aferir tal conclusão empírica, bastam-me os telejornais televisivos ( com excepção, da Manuela Moura Guedes à Sexta) e os noticiaristas da Lusa e das rádios, como a Antena 1 e a TSF.

    Um unanimismo noticioso, com comentários subtis nas notícias, para além de uma escolha que por omissão dão a imagem perfeita da Cooperativa onde estamos atolados.

    Uma boa parte de nós, à força e sem meios de forçar a saída.

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  8. 18 Dezembro, 2008 14:56

    Deixe lá.
    A mim também me costuma acontecer o mesmo, sobretudo nos comentários ao CAA e ao João Miranda.

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  9. José permalink
    18 Dezembro, 2008 14:59

    Pergunto-me como foi isto possível e a resposta surge, cristalina: money. Dinheiro.

    Os jornalistas, normalmente vêm de meios remediados. Os pais ganham relativamente pouco e os rendimentos disponíveis, são medianos.

    Um jornalista que se apanha num jornal, rádio ou tv, a ganhar um pouco mais dos 3000 euros, passa a uma classe superior: o de membro efectivo da Cooperativa.

    E é assim que abastarda uma classe. Dantes, o que havia era amor à camisola do partido ou da Esquerda em geral. Hoje, é a pertença à Cooperativa. Só e que lhes permite ascender socialmente.

    Estou a insultar todos os jornalistas? Não. Só alguns. A maior parte.

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  10. 18 Dezembro, 2008 15:01

    Não sabias???!!!
    Hombre: eles censuram e depois de avisarem e apagarem à última da hora notícias já editadas, dispensam colaboradores, caramba.
    Foi na SIC? Nos jornais, há mais. Com nome na praça. É a crise. Podes falar. Podes escrever. Podes é ficar só por aí e ninguém te ouvir ou deixar-te ouvir.
    Vai lá ver sem contar com os ” conectados ” com o Sistema, os avençados, ( nem imaginas a gorgeta que reputados escribas recebem de quem só eles sabem, pois ), e os estagiários, onde e como andam para aí tantos jornalistas tarimbados, com nome feito na investigação, por exemplo.
    Alguns do Independente, mais outro exemplo. E porquê.
    Até porque, lá está, a investigação sai cara e tem um preço que ninguém quer ou tem coragem para pagar.
    Tudo normal, portanto.

    http://bandeiranegra1.wordpress.com/2008/12/18/18-de-dezembro-solidariedade-com-os-autonomos-gregos-a-luta-e-de-todos-e-de-nos-tambem/

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  11. jupiter permalink
    18 Dezembro, 2008 15:07

    “Uma rede de tráfico chefiada por um empresário de automóveis de Leiria a que está ligado um militar da GNR foi desmantelada pela PJ. A rede tinha ligações directas à Camorra, a mafia napolitana, a primeira vez que tal acontece no nosso país”.
    Redes semelhantes já estão a actuar há muito no rectângulo, os mídia não são excepção, o que não quer dizer que alguns tugas envolvidos tenham sequer consciência do facto.

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  12. José permalink
    18 Dezembro, 2008 15:08

    Quando vejo um Mário Bettencourt Resendes na SIC-Notícias, até me dá o dó de peito, pelo estado do jornalismo em Portugal.

    O Rui Costa Pinto, era jornalista na Visão. Publicou algumas reportagens sobre assuntos judiciários e meteu-se com a Cooperativa, no caso dos voos da Cia. Foi corrido, está no desemprego e nem sequer lhe reconhecm o valor.

    A Judite de SOusa parece que ensina jornalismo. Está tudo dito.

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  13. Luis Marques permalink
    18 Dezembro, 2008 15:11

    Tens toda a razão Gabriel Silva… SHAME…
    Não há em Portugal um debate sério e livre… só aqui nos Blasfémias…
    Então o poder público está totalmente protegido (armado contra seria mais correcto), exigir um debate sério e aberto está totalmente contra o “Status Quo Politico”…
    Repito e adiciono o Gabriel Silva… “O João Miranda, tem a coragem de falar e de deixar falar, mesmo aos que lhe mandam constantemente “bocas”… Concidadãos, falar livremente é ainda algo de raro na nossa terra cheia de tabus e de uma nova raça de homens lusos, o Struthio camelus Lusitanum.
    É entristecedor de quer tão poucos concidadãos, pais, familiares a expor e gritar contra o maior crime contra a humanidade institucionalizado, a maior pouca-vergonha, a mais abjecta violação dos Direitos Humanos e da Criança…
    O eliminar, o matar a figura do pai institucionalizado feito por medíocres energúmenos sem carácter e frustrados em nome da lei e do Estado…
    Sem o blasfémias, o nosso Portugal seria mais pobre e menos debatido…
    Sim pais Struthio Camelus Lusitanum, somos todos Tavóras, Negros do Apartheid, Judeus do Auxchevitz ….
    Solução final: “Endlösung” dos pais… e do elo entre filhos e pais… e não há Homens a expor este crime contra a humanidade, contra vós? Contra os vossos, nossos filhos… Contra os nossos familiares…
    SHAME”

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  14. jupiter permalink
    18 Dezembro, 2008 15:12

    18.12.2008 – 13h26 Lusa
    “O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, fez hoje votos de “muita tranquilidade institucional” para 2009, considerando que tal será positivo para enfrentar as dificuldades que os portugueses têm pela frente”.
    Este presidente dir-se-ia o Paulo Bento a falar aos microfones.
    Chagámos a isto. Ele que fique com a tranquilidade dele enquanto nós não lhe dermos razão para ficar muito intranquilo.

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  15. 18 Dezembro, 2008 15:17

    Caro Gabriel,

    Lamentável. Tenho a certeza que os teus comentários não fugiam do nível a que nos habituaste no blogue. Certamente seriam críticas assertivas à propaganda do governo, coisa que infelizmente muitos jornalistas se esquecem de fazer. Assim vai o estado do (algum) jornalismo português.

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  16. Afonso Azevedo Neves permalink
    18 Dezembro, 2008 15:25

    publica aqui os teus comentários.

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  17. 18 Dezembro, 2008 15:26

    @Monárquico, não publico os comentários retidos, só o Gabriel (ou a Anabela) tem tal poder, mas publico no meu post “gémeo” a transcrição da sessão pública, onde podemos ver o tom pertinente e educado das intervenções do Gabriel (e não só).

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  18. 18 Dezembro, 2008 15:32

    Gabriel, tens os comentários censurados? Podes mostrar?

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  19. José permalink
    18 Dezembro, 2008 15:40

    Nos blogs dos jornais e em sítios de jornais, alguns comentários são insultuosos e até grosseiros.

    Normalmente são anónimos e valem geralmente nada. São comentários de bota-abaixo, semm sustentação alguma. Não valem para nada, mas há quem lhes dê um valor supremo que os justifica a censurar.
    São esses comentários que justificam toda a censura, como pretexto.

    E desse modo, evitam-se os comentários que incomodam mesmo, porque esses nada incomodam, a não ser os vidrinho se cheiro.

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  20. Vou ali e já venho... permalink
    18 Dezembro, 2008 15:42

    Isto vindo do gabriel silva que ainda há poucos dias se fartou de CENSURAR os meus comentários a uma “posta” da helena, alegando que eram “insultuosos” mas não tendo a coragem de os mostrar, é mesmo revelador do seu carácter.

    Em português:

    TENHA VERGONHA!!!!

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  21. Luis Marques permalink
    18 Dezembro, 2008 15:50

    Há anónimos e anónimos… muita gente no nosso Querido Portugal ainda tem medo de falar, e expor o que pensa… de expor as injustiças… as discriminações…
    Aqui quem fala podem ser violentamente castigado… liberdade de expressão aqui é infelizmente só aceitação do que a “opinião publica aceita”…
    Falta o verdadeiro debate, o respeito pelas ideias mais diversas… um verdadeiro debate de ideais, não o dogmatismo pseudo-intelectual que se vende nos media…

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  22. Anónimo permalink
    18 Dezembro, 2008 16:13

    Este blog ja fez o mesmo. Assunto ja denunciado noutro blog(portugal contemporaneo).

    E uma aspiral de pobreza mental.

    Lideres pobres, classe alta pobre, classe media pobre, classe baixa pobre.

    Paulo Pereira.
    (Tenho nome, pago impostos, sou cidadão)

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  23. 18 Dezembro, 2008 16:20

    Estou cansado de escrever sobre a censura que grassa aí pelos jornais, pela informação assassina que se publica sem castigo, pelos ardilosos títulos de primeira página por vezes diametralmente opostos ao sentido da notícia, dos editoriais por encomenda, etc., etc…

    Por isso me abstenho de participar em fantochadas deste tipo, pois sei que ou sou abruptamente silenciado com a desculpa de que há mais gente em linha que quer expressar a sua opinião, ou simplesmente teclo directamente para um balde do lixo qualquer ao lado do censor jornalístico do dia.

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  24. Luis Marques permalink
    18 Dezembro, 2008 16:44

    «critérios jornalísticos» PORTUGUESES DIZ TUDO………………

    “…acéfalos e submissos, assim como a “opinião pública”, pelo menos é o que o sistema quer… porque “gerir” (abusar seria o termo mais exacto) um povo acéfalo e submisso, sem espírito crítico e autonomia intelectual é sempre mais fácil do que “gerir” um povo com cabeça, independente, forte com espírito crítico e autonomia intelectual…”

    Struthio Camelus Lusitanum… Jornalistas a entrar nessa faixa social…

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  25. Luis Marques permalink
    18 Dezembro, 2008 16:45

    teofilo m. Diz:
    18 Dezembro, 2008 às 4:20 pm
    Estou cansado de escrever sobre a censura que grassa aí pelos jornais, pela informação assassina que se publica sem castigo, pelos ardilosos títulos de primeira página por vezes diametralmente opostos ao sentido da notícia, dos editoriais por encomenda, etc., etc…

    OH Homem… Lutar Lutar….

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  26. Luis Marques permalink
    18 Dezembro, 2008 16:48

    HAHAHA ainda falam mal da ex PIDE DGS…..

    “censor jornalístico” é mais sofisticado…..

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  27. 18 Dezembro, 2008 16:52

    Anabela Neves, é a jornalista da SIC que tramsmite as notícias convenientes e se entusiasma desmesuradamente com tudo o que é PS ?

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  28. Luis Marques permalink
    18 Dezembro, 2008 16:53

    A PIDE FEZ MENOS CRIMES DO QUE A Segurança Social tuga…

    Nao matavam pais as criancinhas so por que era so pais…

    Quantas milhares de vitimas a SS ja fez?

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  29. lucklucky permalink
    18 Dezembro, 2008 16:54

    As pessoas continuam a não perceber que Jornalismo é isto mesmo. O Jornalismo é uma peneira. E o que é “Informação” depende do lobby que comanda a peneira numa dada altura ou lugar.

    Há uns anos Palestinianos atacaram e destruiram relíquias na Gruta de José na Tumbas dos Patriarcas em Hebron. Nem uma notícia apareceu a não ser em jornais Israelitas e religiosos. Se tivesse sido ao contrário pode-se ter a certeza do que seria falado por muitos anos.

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  30. Anónimo permalink
    18 Dezembro, 2008 17:03

    os pides, bufos e comissários politicos do nacional-socialismo do largo dos ratos tomaram de assalto a comunicação social e agora fazem o mesmo nos blogues. consideram que é necessário “partir os dentes à reacção”

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  31. 18 Dezembro, 2008 17:37

    Gabriel, penso que a Anabela se escudou nos critérios jornalísticos, como infelizmente fazemos (enfio o garruço) tantas veze na classe. Percebo-a e até simpatizo (vou ser acusado de paternalismo, mas que se foda) pois que está a ter os primeiros contactos com a web social. Que, como sabemos (olha eu!…), é muito severa para com agentes de classes que já deviam ser mais transparentes nos seus exercícios.

    Não encontro outra justificação.

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  32. Filipe Sousa permalink
    18 Dezembro, 2008 17:47

    Permitam-me que dê os parabéns a todas a eminências pardas que aqui comentam.
    Felicito-vos pela global reacção infantil de quem acha que tudo o que diz é importante e deve ser alvo do domínio público.
    Não desejo funcionar como advogado de defesa de ninguém em particular e devo deixar bem claro que concordo de sobremaneira com quem acha que o jornalismo em Portugal anda lá no fundo…
    Critérios jornalísticos…algo que deixou muita gente confusa, parece-me.
    O jornalismo deve ser objectivo, nao é?
    Mas é praticado por humanos, logo, essa objectividade é subjectiva.
    Os critérios são sobejamente conhecidos e têm muito a ver com o que é notícia e o que não é.
    Todos sabemos que isso é pura teoria no sensacionalismo em que o jornalismo português esta soterrado, por isso vamos deixar isso aqui bem claro. Eu não vivo numa utopia nem acho que o jornalismo em Portugal funcione como deve.
    Mas peguemos neste caso em particular.
    Partindo do princípio que nenhuma das pessoas que veio aqui reclamar está ainda na infância, presumo que não vá ter de lidar com a questão de quem disse primeiro ou quem quer ter a última palavra e, partindo do princípio que já nenhum dos senhores vive na adolescência, tmabém não deverá haver aquela trica de quem tem o pénis maior.
    Ou seja, meninices?
    Aquilo que se reclama aqui é o direito a publicar todo e qualquer comentário, diga ele o que disser e, caso não vejam a vontade satisfeita, são os jornalistas que são uns mauzões?
    Critérios jornalísticos?
    Basta serem critérios de QUALIDADE e basta esbarrarem em questiúnculas de crianças que tardam em crescer e acham que tudo o que dizem é digno de relevo, mesmo que tenha o valor equivalente ao resultado de uma bela refeição depois de passar pelos sistemas digestivo e excretor.

    Cresçam!

    Pensei que a discussão política teria um pouquinho mais de qualidade que a porcaria que tenho o desgosto de ler todos os dias nos comentários do jornal Record!
    Agora parece-me que a única diferença é a ausência de erros ortográficos.

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  33. 18 Dezembro, 2008 18:08

    Quando me pagam pela participação, não me importo que publiquem, ou não, o que escrevo. Critérios editoriais.
    Participações avulsas, com moderador…
    Não, obrigado.

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  34. lucklucky permalink
    18 Dezembro, 2008 18:11

    “Os critérios são sobejamente conhecidos e têm muito a ver com o que é notícia e o que não é.”

    Não brinque comigo, o jornalismo existe para criar um efeito no leitor, por isso é que para uns lobbies X é notícia e Y não, e para outro lobby o inverso.

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  35. 18 Dezembro, 2008 18:12

    Essa D. Anabela é o fim da macacada.
    Distingue-se pelas calinadas gramaticais, por um lado, e o serviço canino ao PS, por outro.
    Dará uma excelente directora da Censura após o ansiado triunfo final da ditadura socretino-chuchialista.

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  36. Pancho Bomba permalink
    18 Dezembro, 2008 18:37

    Mitos Comunistas

    (Grandes Aldrabices)

    Em Maio de 1940, enquanto que a França colaboracionista se ajoelhava às patas de Hitler, 700 mil refugiados judeus amontoavam-se em Bordéus. Apercebendo-se da situação desesperada daquela gente, o cristão António de Oliveira Salazar deu ordens ao pessoal do consulado para darem com urgência os vistos. Aristides Sousa Mendes viu nisto uma fonte extra de rendimentos, para assim poder satisfazer a sua exigente mulher, cumpriu a ordem , mas a troco de 500$00 cada passaporte. O negociante diplomata partiu para Bayone, foi até à fronteira de Henday e, com a sua caneta, começou a assinar a papelada….dando assim início ao negócio. Quando Salazar é informado da situação, manda regressar o responsável e expulsa-o do Corpo Diplomático, obrigando-o a devolver o dinheiro. Ficará célebre a frase de Salazar: ‘Salvarei todos os que puder ‘”.

    Para uns, Sousa Mendes é recordado como um «homem bom e justo» que, em Junho de 1940, contrariando as ordens do Governo de Lisboa, emitiu vistos e passaportes e, nalguns casos, chegou mesmo a atribuir falsamente a identidade portuguesa a milhares de foragidos, sobretudo judeus, que pretendiam a todo o custo alcançar os lugares tidos por seguros. Como Portugal, que Salazar conseguiu manter neutral no conflito.
    Para outros, o cônsul está longe de justificar o papel de «herói» que muitos lhe atribuem e, aqui e ali, tentam repor a verdade àquilo a que chamam «falsificação da História» e, através de factos, muitos deles documentados, desmistificam a «lenda» Sousa Mendes. Bastará uma pesquisa atenta no arquivo do MNE ao processo do antigo cônsul — apesar de muitas peças do seu dossier terem misteriosamente desaparecido, sem que até hoje ninguém tenha procurado investigar quem foi o autor (ou autores) do desvio — para que algumas pessoas «verdades» deixem de o ser.
    Ao contrário do seu irmão gémeo César, que também fez carreira na diplomacia tendo alcançado o posto de Ministro Plenipotenciário de 2.ª classe, Aristides arrastou-se entre postos consulares de pequeno relevo, foi acumulando processos e mais processos disciplinares desde o longínquo ano de 1917, na I República, até 1940, tendo acabado por passar à disponibilidade e aguardar aposentação, mas continuando a auferir a totalidade do vencimento correspondente à sua categoria (1.595$30). O que desde logo «mata» a tese dos que teimam em acusar Salazar de ter «perseguido» o cônsul e de o ter «obrigado» a «morrer na miséria». Pelo contrário, o então Presidente do Conselho mostrou-se benevolente com Aristides em muitas alturas, nomeadamente quando, contrariando o parecer do Conselho Disciplinar do MNE que, na sequência de mais um processo disciplinar, propôs a pena de descida de categoria do cônsul, apenas determinou a sua inactividade por um ano, com vencimento de categoria reduzido, mas recebendo a totalidade do salário correspondente ao exercício.
    Outra verdade que tem sido ocultada pelos defensores de Aristides Sousa Mendes: o cônsul condicionava a emissão de vistos e passaportes ao pagamento de verbas e à obrigatoriedade de contribuição para um estranho «fundo de caridade» por si próprio instituído e gerido, situação que viria a ser denunciada junto do MNE quer pelos serviços da embaixada britânica quer por muitos dos que beneficiaram das «facilidades» de Mendes.
    Também esclarecedora para a verdade sobre Sousa Mendes é a carta que o Embaixador Carlos Fernandes(*) dirigiu, em Maio de 2004, a Maria Barroso Soares, presidente da entretanto criada «Fundação Aristides de Sousa Mendes», quando esta pretendeu promover uma homenagem nacional, custeada com dinheiros públicos, ao antigo cônsul.
    O DIABO teve acesso à referida missiva, bem como a algumas «notas soltas» que o embaixador lhe juntou, que aqui publicamos na íntegra.

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  37. Pancho Bomba permalink
    18 Dezembro, 2008 18:39

    «Lisboa, 5/5/04

    Senhora Dra. Maria Barroso Soares

    Um antigo embaixador de Israel em Portugal, que foi «instrumental» na mistificação de Aristides de Sousa Mendes, publicou há dois dias no Diário de Notícias, a propósito do aniversário daquele antigo cônsul, um artigo de elogio a Sousa Mendes, reincidindo em duas mentiras que foram fundamentais para aquela mistificação:
    a) que foi expulso da carreira diplomática;
    b) que morreu na miséria (depreendendo-se que por ter sido expulso da carreira diplomática e sem vencimento).
    Ora, tanto quanto eu pude averiguar, primeiro Sousa Mendes nunca foi da carreira diplomática, pertencendo sempre à carreira consular, que era diferente, e, em princípio, mais rendosa; depois, nunca dela foi expulso: como conclusão de um 5.º processo disciplinar, foi colocado na inactividade por um ano, com metade do vencimento de categorias e, depois desse tempo, aguardando aposentação com o vencimento da sua categoria (1.595$30 por mês) até morrer, sem nunca ter sido aposentado, situação mais favorável do que a aposentação.
    Portanto, se morreu na miséria, ou pelo menos com grandes dificuldades financeiras, isso deve-se a outros factores que não à não recepção do seu vencimento mensal em Lisboa. Demais, A. Sousa Mendes viveu sempre com grandes dificuldades financeiras.
    É óbvio que, quem tenha 14 filhos da mulher, uma amante e uma filha da amante não sairá nunca de grandes dificuldades financeiras, salvo se tiver outros rendimentos significativos, além do vencimento de cônsul.
    Vi pelo artigo acima referido que a Sr.ª Dr.ª Maria Barroso é presidente da Fundação A. S. Mendes, e só por isso lhe escrevo esta carta e lhe remeto os elementos de informação anexos.
    Eu escrevi sobre Sousa Mendes, de forma simpática, num livro publicado há dois anos (Recordando o caso Delgado e outros casos, Universitária Editora, Lisboa, 2002) de págs. 27 a 30, porque o conheci e tive ocasião de ajudar dois dos seus filhos, um em Lisboa e outro depois em Nova Iorque quando lá era cônsul.
    Nada me move contra A. Sousa Mendes, antes o contrário, mas não posso pactuar com a mentira descarada e generalizada. Salazar é atacável por várias razões, mas não por ter «perseguido» A. Sousa Mendes, que, aliás teve problemas disciplinares em todos os regimes de 1917 a 1940.
    Quando fui director dos Serviços Jurídicos e de Tratados do MNE, tive de estudar o último processo disciplinar de A. Sousa Mendes, de cuja pasta retiraram já muitas peças.
    Por outro lado, o meu amigo Prof. Doutor Joaquim Pinto, sem eu saber, fez um estudo bastante completo sobre A. Sousa Mendes, e com notável imparcialidade.
    Eu não pretendo vir a público atacar ou defender A. Sousa Mendes, e, por isso, nem penso rectificar o artigo do embaixador de Israel, mas em abono da verdade, e para seu conhecimento, entendo ser meu dever remeter-lhe uma cópia do estudo e notas em anexo, de que poderá fazer o uso que entender.
    Com respeitosos cumprimentos,
    Carlos Fernandes»”

    In «O Diabo», n.º 1579, 03.04.2007, pág. 6

    (*) Embaixador Carlos Augusto Fernandes, licenciado em Direito, com distinção, pela Faculdade de Direito de Lisboa. Entrou no MNE em Abril de 1948 como adido da Legação. Foi cônsul de Portugal em Nova Iorque e Encarregado de Negócios no Paquistão, Montevideu (Uruguai) e Venezuela. Foi conselheiro da Legação Portuguesa na NATO (Paris), Director Económico do MNE. Director dos Serviços Jurídicos e Tratados do MNE e Embaixador de Portugal no México, Holanda e Turquia.

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  38. faztodoosentido permalink
    18 Dezembro, 2008 19:24

    E no Youtube???

    Existe tanta censura hoje em dia no Youtube …
    que estão a organizar um boicote AMANHA!!!

    …portanto … se amanha não usarem o Youtube…
    estarão a fazer um favor a todos!!!

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  39. Filipe Sousa permalink
    18 Dezembro, 2008 19:34

    Perdoem-me, não tinha percebido que estava no blog oficial do Circo Chen.

    1) o youtube não tem nada a ver com jornalismo, logo, é bem sintomático da confusão que povoa certas cabecinhas.

    2) “Não brinque comigo, o jornalismo existe para criar um efeito no leitor, por isso é que para uns lobbies X é notícia e Y não, e para outro lobby o inverso.”
    Isto será algo que se ensina em alguma escola de jornalismo que desconheço.
    A poesia também existe para criar um efeito no leitor e não é jornalismo, o romance idem… é preciso continuar?

    Dá para ver o porquê de tanta reclamação. Puro desconhecimento.

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  40. 18 Dezembro, 2008 19:49

    35-Essa “explicação” quase estraga tudo.

    40, 41- Verdades bombásticas como essas farão no séc XXI a verdadeira História do séc XX muito diferente do que se impinge diariamente nos media.

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  41. lucklucky permalink
    18 Dezembro, 2008 21:43

    “Isto será algo que se ensina em alguma escola de jornalismo que desconheço.”

    De certeza que não se ensina porque é isso que se camufla, aliás não há coisa pior que escolas de Jornalismo que não fazem mais do que acentuar a monocultura da classe afastando inúmeras áreas do saber. O Jornalismo tem um pecado original. Nasceu da necessidade das elites ou de quem se acha elite guiar o rebanho politicamente. Para isso o velho sucinto reporter deu lugar aos “critérios” opacos, ao julgamento, ás narrativas assim nascendo o Jornalista, criatura que faz proselitismo político e moral substituíndo os Padres em vez de simplesmente informar.

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  42. Doe, J permalink
    18 Dezembro, 2008 22:07

    Filipe Sousa Diz:
    “Os critérios são sobejamente conhecidos e têm muito a ver com o que é notícia e o que não é.”

    Tretas. Um Blogue não é um jornal logo essa conversa não pega. Se discorda tire uma senha e, quando chegar a sua vez, queixe-se ao sindicato que no aqui, no submundo, ninguém que não seja pago para tal enfia essa carapuça.

    De caminho, pode explicar também à dona Anabela que ao chamar blogue áquele troloró arrisca-se a que as pessoas a levem a sério e pretendam utiliza-lo assumindo a interactividade normal a que se habituaram diariamente na blogosfera mundial.

    Assim e para evitar novos equívocos, da próxima vez que se lembrarem de brincar ás interactividades pré-encenadas chamem-lhe outra coisa qualquer. Fórum TSF, por exemplo. 🙂

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  43. 18 Dezembro, 2008 22:39

    Descontado o tom, que não subscrevo, Doe, J (# 47) mete o dedo na ferida. Se o parlamentoglobal.pt anuncia um blog e convida ao comentário aberto da sociedade, passa a ter de agir em função da expectativa criada. Se o parlamentoglobal.pt é um órgão jornalístico (o que é duvidoso, até para quem o promove), só pode convidar os leitores ao comentário próprio dos órgãos jornalísticos, que é um comentário sem ilusões de participação aberta.

    Ora, o site afirma-se exclamativamente: “eminentemente de serviço público!” e na sua página de apresentação nunca fala em jornalismo. Fala em “serviço público” e em “abrir as portas da Assembleia da República ao país desafiando deputados e cidadãos a dialogarem”.

    Menos se aceita a evocação de “critérios jornalísticos” para uma moderação que se compreende necessária, e cujos critérios, sendo um serviço público, devem ou ser do consenso geral no que se designa por blogosfera, ou publicitados sem equívoco.

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  44. 19 Dezembro, 2008 01:47

    Mr. Paulo Querido,

    Anabela Neves é, ou não é, a jornalista da SIC especialmente ternurenta para com o PS ?

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  45. 19 Dezembro, 2008 10:43

    José:
    Na ” Visão “? Só?
    ( Espero que tivesse contrato e receba subsídio. Sério ).

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  46. 19 Dezembro, 2008 12:06

    Vejam a entrevista do jornalista Rui Costa Pinto no jornal Diabo.

    Está lá muito clraramente quais são as práticas actuais do grupo Balsemão…

    Práticas essas que já conhecia, diga-se de passagem, quando soube de alguém que foi convidado pelo Mário Crespo para entrevista num noticiário da SIC Notícias e desconvidado duas horas depois…

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  47. Pancho Bomba permalink
    19 Dezembro, 2008 15:00

    Mitos Comunistas

    (grandes aldrabices)

    A Vítima de Alegre & Companhia

    Antes de ir para o Canadá como delegado português na Organização Mundial da Aeronáutica Civil, era Director Geral da Aeronáutica e despachava directamente com o Dr. Oliveira Salazar. Após esta missão foi para Washington como militar da Nato. Finda a comissão, regressou a Portugal para ocupar novamente o mesmo cargo. Mas o organograma do Estado tinha mudado e entre o Director Geral da Aeronáutica e o Presidente do Conselho havia agora o Ministro das Comunicações. Delgado não gostou e incompatibilizou-se com Salazar. Como de costume numa democracia, chegaram as eleições presidênciais e resolveu concorrer. Perdeu, o povo não se deixou enganar por um indivíduo arrogante, politicamente ambicioso e amigo das filosofias totalitárias. Como não gostou do “não”, pediu asilo político à embaixada do Brazil (uma ditadura). Alguns meses depois Salazar teve pena dele e deixou-o partir. Passeou-se por vários países (incluindo muitos de leste) a dizer mal de Portugal, até que se juntou ao grupo terrorista de Argel. Depressa se apercebeu do nojo onde se tinha metido e arrependeu-se, contactando o governo do seu país, para se entregar e revelar as atrocidades que o Grupo de Argel pretendia fazer no Continente e Províncias Ultramarinas (como foi confirmado pelo genocídio africano pós-25 de Abril). O local do encontro com a Brigada da PIDE comandada por Rosa Casaco foi combinado.

    Alegre e membros do PCP conseguem subornar alguns elementos desse brigada (que desapareceram após o ataque). O general tinha de ser morto ! A prova disso é que até levaram cal, escondida do chefe.

    Todos sabiam que Humberto Delgado andava sempre armado e que disparava caso fosse atacado. O golpe estava montado ! Quando fez sinal à PIDE da sua posição, um dos elementos da brigada, comprado pelo Grupo de Argel, puxou da arma e disparou contra ele. Tudo se precipitou, o plano comunista triunfou, o general de meia-tijela estava prostrado no chão, juntamente com a sua secretária para todo o serviço.

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  48. José permalink
    19 Dezembro, 2008 15:33

    O jornalismo a sério está a passar um mau bocado, há muito tempo.

    O Cerejo, está proscrito. O Felner, vai a caminho. O Costa Pinto, proscrito está. Os novos não arriscam que têm medo. Muito medo, que este PM é vingativo e recalcitrante e mete-se no assunto pessoalmente se preciso for e o caso lhe for muito prejudicial. Mete-se descaradamente e sem medo, porque sabe que tem as costas quentes, apoiado pelos outros todos da Cooperativa.

    A Manuela Moura Guedes arrisca. Vamos ver até quando.

    A moça merece agora todos os elogios. Vamos ver até onde irá. Até onde a deixam ir.

    Manuela! Os blogs descomprometidos estão contigo!

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  49. José permalink
    19 Dezembro, 2008 15:36

    O interessante é que me parece que a Cooperativa já anda a fazer a cama ao próprio Sócrates. E assim que isso suceder, quando a cama já está estiver feitinha e arranjada, vai ser o descalabro. O tipo não vai ter lugar onde se meter sequer e vai ser de arrebimba o malho.

    Sócrates! Repara nisto, pá: quando fores para a rua, vais de carrinho!

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  50. Filipe Sousa permalink
    19 Dezembro, 2008 18:50

    Luckluck, os meus parabéns por conseguir tanto escrever sem nada dizer.
    De facto, um portento político, essa arte de não dizer nada em mil palavras.

    Doe, J, tirar uma senha e ir ao sindicato?
    Tanto quanto sei, o sindicato do jornalistas não é a secção de charcutaria do continente, por isso não me parece um bom método.
    Em segundo lugar, o blogue que gerou esta celeuma é um blogue jornalístico e pretende ter critérios consentâneos com essa prática.

    Vejamos um caso muito simples. Eu tenho um blogue. Eu posso moderar os comentários do meu blogue simplesmente porque…é meu! No caso da Anabela Neves, o blogue é um blogue jornalístico, é de um projecto jornalístico que nasceu da cooperação de várias entidades. E tem essa vertente. Logo, é natural que se reja por critérios jornalísticos!

    Vêm vocês com essas tretas de censura e que é um blogue e que deve passar tudo.

    Imagine-se que aparecia um papalvo a dizer que a sra mãe do eng sócrates era uma profissional da noite e atacava numa esquina. Não deve ser censurado? Deve passar porque há liberdade de expressão?
    Ou que vem um triste qualquer que resolve dizer “Abaixo o governo e viva o Benfica!”.
    Na opinião de muitos este tipo de parvoíces devem passar, não?
    Ou só aquilo que vocês escrevem e que acham que foi bastante pertinente?

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  51. nem estranho não estranhar permalink
    19 Dezembro, 2008 19:08

    Já há anos constatei isso, mesmo em simples e-mails, que passam em rodapé no “público” Opinião Pública.

    Nunca mais ousei meter lá alguma colherada.

    Muito menos faço o televoto a 60 cts. mais IVA nem que seja para dizer se acredito ou não no Pai Natal.

    Esse “controlo” abjecto deriva da deriva em que vai o Jornalismo. Controleiro. Censurável. Comissionista.

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  52. 20 Dezembro, 2008 02:55

    A explicação é cabal e perfeitamente lógica: do jornalismo, de qualquer anabela, só pode sair uma boa bosta. Estranho é ainda haver inocentes que escrevem e telefonam (?!) a ‘jornalistas’. Eu só se estiver mesmo grosso é que me ponho a telefonar aos calhaus com carteira profissional.

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  53. Filipe Sousa permalink
    20 Dezembro, 2008 04:34

    hajapachorra, provavelmente seria uma boa ideia não andar a beber a ponto de ficar bêbado à hora dos programas coordenados por jornalistas (um bocadinho diferentes daqueles que dão em horários tardios, apresentados por bonecas de carne e osso),da mesma forma que não é boa ideia chegar perto de um pc e tentar escrevinhar quando está grosso.
    só isso explica a generalização dos “calhaus com carteira profissional” e de “qualquer Anabela”.
    ou então o senhor é simplesmente desprovido de bom senso. isto, para não ir mais longe.

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  54. Doe, J permalink
    20 Dezembro, 2008 08:24

    Filipe Sousa Diz:
    “Tanto quanto sei, o sindicato do jornalistas não é a secção de charcutaria do continente, por isso não me parece um bom método.”

    Se preferir não tirar senha também pode ir para o molho. São muitos os que descartaram os blogues como “lixo” ou “submundo” mas não resistem a por lá andar e meter a sua colherada.
    E por muito que tentem descartá-los, talvez por terem visto neles uma ameaça à sua, até então, “exclusiva” tarefa de decidir o que é ou não noticiável, eles vieram para ficar.

    “No caso da Anabela Neves, o blogue é um blogue jornalístico, é de um projecto jornalístico que nasceu da cooperação de várias entidades.”

    Um blogue é um blogue e um jornal é um jornal e, assim, faz tanto sentido falar num “blogue de critérios jornalísticos” como num “jornal de critérios bloguisticos”. Bullshit!… 🙂

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  55. Filipe Sousa permalink
    20 Dezembro, 2008 14:41

    A grande vantagem dos blogues é a possibilidade que qualquer caramelo tem de assinar como Zé da Esquina e deixar o seu bitaite completamente desprovido de significado ou importância.
    Havia quem quisesse fazer o mesmo na referida ocasião e eu acho muito bem que a moderação tenha impedido que tal acontecesse.
    O resto são balelas.
    Se uma pessoa ou uma entidade querem ter um blogue com alguma qualidade e para isso têm de filtrar os comentários que lhes aparecem isso parece mal?
    Como é que se escreve uma notícia?
    Tudo é notícia? Ou tem de se ver o que tem real interesse?
    É que essa teoria de escrever para o leitor é muito bonita só que é graças a isso que surge o sensacionalismo. Escrever para atrair o leitor.
    Isso não é jornalismo.

    “Um blogue é um blogue e um jornal é um jornal e, assim, faz tanto sentido falar num “blogue de critérios jornalísticos” como num “jornal de critérios bloguisticos”.”
    Agora gostava de saber se escreveste isso porque achas que teve piada ou se realmente ficas contente por escrever trampa. É que o que escreveste é apenas SHIT. Isso nem faz sentido!
    Aliás, para que não haja dúvidas, dou-te apenas um pequeno exemplo da burrice que escreveste. O blogue é interactivo, no entanto podes escolher a opção de não aceitar comentários, deixando este de ser interactivo. Muito bem. O jornal NUNCA O será. Simples.

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  56. Doe, J permalink
    20 Dezembro, 2008 22:38

    Filipe Sousa Diz:
    “Agora gostava de saber se escreveste isso porque achas que teve piada ou se realmente ficas contente por escrever trampa. É que o que escreveste é apenas SHIT. Isso nem faz sentido!”

    Agora sim, temos finalmente o “critério jornalístico” do verdadeiro jornalista. Ainda hei-de tentar perceber é se já nascem assim ou são formatados depois. 🙂

    Quanto ao blogue, ao jornal e aos “critérios jornalísticos”, meu caro…

    “Critérios jornalísticos” aplicam-se aos acontecimentos que podem, ou não, ser noticia, não se aplicam a comentários. A não ser que os comentários sejam A noticia o que não faz lá grande sentido, pelo menos na minha realidade. Mas se calhar aí é diferente.

    E porque a bullshit continua a crescer, fico por aqui. N’joy!… 🙂

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  57. Anónimo permalink
    21 Dezembro, 2008 01:39

    Criterios editoriais, nao e isso que por aqui faz CAAs, Carlos Loureiros, Jcds etc?

    Agora queixam-se….ja me apagaram por aqui diversos comentarios, alguns por estar a reponder a letra ao autor do post (insulto por insulto…segundo o “criterio editoriais”:o insulto esta reservado aos autores do blog..shame on you!).

    Um pouco do vosso veneno!

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  58. Luís Lavoura permalink
    21 Dezembro, 2008 18:47

    Trata-se apenas de um caso de criação de falsas expetativas.

    Se o Gabriel Silva enviar a um jornal qualquer uma carta ao diretor ou um artigo de opinião, é certo e sabido que o diretor se reserva o direito de publicar ou não publicar essa carta ou artigo. O diretor do jornal é que seleciona aquilo que deixa publicar num espeço que é seu.

    No caso do blogue, a situação é exatamente idêntica: há critérios editoriais (justos ou injustos, não é isso que está em causa), de acordo com os quais o diretor do jornal deixa que nesse blogue apareçam certos comentários, mas elimina outros.

    O Gabriel Silva foi iludido por uma falsa propaganda do jornal, que lhe sugeriu, erradamente, que qualquer pessoa poderia publicar no blogue fosse o que fosse.

    Quanto aos critérios de acordo com os quais os comentários do Gabriel não foram publicados, não os conheço. Se calhar, foi apenas por esses comentários serem da autoria do Gabriel, precisamente, esse blasfemo.

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  59. 22 Dezembro, 2008 09:21

    Ah, o Senhor Neves…

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