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Pizza Hut (tempo de espera: 30 minutos)

29 Dezembro, 2008

A Pizza Hut entrega uma pizza a um cliente com fome em meia hora. O Serviço Nacional de Saúde demora 3 horas a atender um cliente com uma pedra nos rins que está a fermentar uma infecção.

A Pizza Hut não culpa os clientes pelo mau atendimento.

A Pizza Hut gosta que os clientes visitem os seus restaurantes. Não os manda comer em casa.

A Pizza Hut não manda os clientes cozinhar a própria refeição.

A Pizza Hut não acha que os clientes precisem de um programa de reeducação. Não saber cozinhar é normal.

A Pizza Hut reforça o pessoal durante os picos de procura.

Quando as coisas correm mal, a Pizza Hut corrige os erros e pede desculpa. Não aparece o presidente da Pizza Hut a tentar desmentir a realidade com retórica.

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55 comentários leave one →
  1. Carlos permalink
    29 Dezembro, 2008 20:41

    Este post é bonito.
    Quem me dera que posts desses aparecessem mais vezes.

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  2. 29 Dezembro, 2008 20:49

    Acontece uma diferença sensível.
    Na tal empresa das pizzas paga-se ao receber o produto.
    No outro caso é quase de borla, nalguns casos é mesmo de borla.

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  3. Anónimo permalink
    29 Dezembro, 2008 20:52

    Somos um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
    fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de
    misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas somos
    capazes de sacudir as moscas …’ Guerra Junqueiro escrito em 1886

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  4. SeaKo permalink
    29 Dezembro, 2008 20:55

    E se 30 mil pessoas forem à Pizza Hut pedir Cozido à Portuguesa?

    Enfim…

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  5. 29 Dezembro, 2008 20:57

    A Ana Jorge e o George deviam ser obrigados a esperar sete horas sete nas Urgências do São José.
    Era o mínimo, para não expelirem bacoradas.

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  6. José permalink
    29 Dezembro, 2008 20:57

    Parabéns. Belíssima comparação. É pelo absurdo que se expôem as deficiências do sistema.

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  7. 29 Dezembro, 2008 21:06

    Interessante post.

    Nacionalize-se essa empresa de pizas e privatize-se “a Saúde” !

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  8. Dazulpintado permalink
    29 Dezembro, 2008 21:15

    Quem dera à Pizza Hut ter 30 mil pedidos de uma só vez. Resolveria o problema em 3 horas ou menos.

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  9. 29 Dezembro, 2008 21:17

    Nesta fábula mirandesa, penso que pretende dizer que meia hora para servir uma pizza a um cliente com fome é aceitável e 3 horas para atender uma emergência de pedra no rim é demais.Naturalmente, o atendimento deveria ser imediato, não é?
    Peço-lhe o seguinte, faça lá mais uma fabulazinha mirandesa a explicar como é que você, caso fosse ministro na fábula, resolveria este assunto, importante para a saúde de todos nós,principalmente se temos pedra no rim, ou na cabeça, ou sei aonde, porque se tivermos fome já sabemos onde resolver o assunto.

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  10. Doe, J permalink
    29 Dezembro, 2008 21:19

    fado alexandrino Diz:

    “Na tal empresa das pizzas paga-se ao receber o produto.”
    “No outro caso é quase de borla, nalguns casos é mesmo de borla.”

    “No passado dia 08, a ministra da Saúde, Ana Jorge, garantiu que a dívida vencida do SNS, no valor de 908 milhões de euros, vai ser paga até ao final do ano”
    http://www.destak.pt/artigos.php?art=18146

    Para “borla” até que nem sai nada barato… 🙂

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  11. hora-porra permalink
    29 Dezembro, 2008 21:38

    um bufo socialista disse que o serviço do sns é quase de graça. não deve pagar impostos.

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  12. Dazulpintado permalink
    29 Dezembro, 2008 21:43

    CC, se tiver o cuidado de tentar saber como fazem os nossos vizinhos, verá que fábula é o que por cá se passa.

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  13. Paulo Renato permalink
    29 Dezembro, 2008 21:44

    Falando com algum conhecimento de causa, o tempo de espera médio desde que um doente entra nas urgência até que sai é de 3 horas e tende a diminuir ainda mais no Hospital Stº António.

    De todas as urgências, mais de 30% são falsas urgências que acabam por gastar tempo e recursos desnecessários.

    Sinceramente, acho isto excelente.

    Sim, a Pizza Hut é capaz de ser um bocadinho mais rápida, mas vá a um restaurante de luxo (tal como os equipamentos e profissionais de alguns dos nossos hospitais) em vez de um fast food e veja se também não espera mais tempo

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  14. 29 Dezembro, 2008 21:53

    Seria interessante saber a incidência do consumo de pizzas nos clientes do Serviço Nacional de Saúde.

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  15. Anónimo permalink
    29 Dezembro, 2008 22:01

    Pois é. se o tal piza não funciminar , a gente vai com o nosso dinheirinho a outro tasco. Agora claro que se a piza tivesse sido paga adiantado (e tendo nós de pagar 2 vezes indo a outro tasco) estavam se borrifando pró mau serviço. Sobretudo porque nem podemos refilar.É come e cala.

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  16. 29 Dezembro, 2008 22:01

    um bufo socialista disse que o serviço do sns é quase de graça. não deve pagar impostos.

    Se insulta perde a vantagem no debate.
    Eu pago impostos.
    Também pago portagens.
    Pago as Scuts mesmo quando não as uso.
    Acontece que o senhor vai a um hospital paga dois euros e ainda exige que lhe façam um TAC e JÁ.
    Os ciganos, os desfavorecidos, os RSI e todos aqueles que têm uma reforma que permita ter o RT no cartão não pagam nada e também não pagam impostos.
    O que é que o senhor tem a dizer disto.
    A mim parece-me de borla.

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  17. Aquilino permalink
    29 Dezembro, 2008 22:10

    Perdoai-lhes Senhor que não sabem o que dizem.

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  18. 29 Dezembro, 2008 22:16

    “Na tal empresa das pizzas paga-se ao receber o produto.”
    “No outro caso é quase de borla, nalguns casos é mesmo de borla.”

    A Saúde é bem cara. Fica de borla é para quem recorre ao SNS.

    O post do JM está mal formulado porque a questão coloca-se nestes termos.

    PONTO 1:
    “A Pizza Hut entrega uma pizza a um cliente com fome em meia hora”
    “Aa pizzas da Pizza Hut são grátis”
    “Os clientes que já jantaram, como as pizzas são grátis, recorrem à Pizza Hut”
    A” Pizza Hut fica entupida com clientes.

    PONTO 2:
    Os clientes realmente com fome fartam-se de esperar na Pizza Hut. Pelo que recorrem à TelePizza ou à Portugália.

    PONTO 3:
    Felizes os que não comem na Pizza Hut. E vão jantar ao Bull and Bear ou ao Shis.

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  19. Anónimo permalink
    29 Dezembro, 2008 22:19

    e que tal pôr os homens da Pizza a atenderem doentes com pedra nos rins e pôr os médicos a venderem pizzas ?

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  20. 29 Dezembro, 2008 22:22

    “Falando com algum conhecimento de causa, o tempo de espera médio desde que um doente entra nas urgência até que sai é de 3 horas e tende a diminuir ainda mais no Hospital Stº António.”

    No Santo António, como na maioria dos Hospitais do SNS aplica-se a triagem de Manchester. em que os doentes são atendidos não por ordem de chegada mas por critérios de gravidade.

    O doente chega ao SU e é logo atendido por uma enfermeira a quem apresenta as suas queixas. É então definido um código ( vermelho, laranja, verde,azul). Os azuis só serão atendidos quando não hoe«uver ninguém com maior prioridade.

    Os vermelhos são atendidos imediatamente.

    Assim quem recorre a um SU com um febere sem outros sintomas ou uma dor de costas vai esperar horas.

    E

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  21. Anónimo permalink
    29 Dezembro, 2008 22:29

    O SNS não tem clientes, tem utentes!

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  22. Anónimo permalink
    29 Dezembro, 2008 22:37

    Esta historieta das urgencias é tudo encomendado por casua da nova especialidade médica de emergencia, não é? É sempre a mesma coisa e nunca relovem nada.

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  23. Pi-Erre permalink
    29 Dezembro, 2008 22:38

    Entendido! A partir de hoje, quando eu estiver engripado vou à Pizza Hut.

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  24. Anónimo permalink
    29 Dezembro, 2008 23:01

    Um cheque piza para entregar à casa com maior e melhor capacidade de resposta ? è isso que muitos defendem pró dinheirinho na educação , não é ? Não vejo por que não se poderia aplicar às pizas.

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  25. pvl permalink
    29 Dezembro, 2008 23:04

    Tendo em conta que para tratar gripes não é preciso tecnologia de ponta, esta comparação é assustadora: médicos por 1000 habitantes (dados de 2003 fonte gapminder.org)

    Alemanha 3.4
    Portugal 3.3
    Suécia 3.3
    Noruega 3.1
    Holanda 3.1
    Finlândia 2.6
    Reino Unido 2.2

    Nem quero imaginar os problemas que a gripe deve estar a causar nestes países europeus.

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  26. Anónimo permalink
    29 Dezembro, 2008 23:24

    Pvl , por acaso sabe a situação dos serviços ( centros de dia , serviços de saúde vocacionados só para idosos ,etc) para idosos nesses países que dizemos mais desenvolvidos e com menos médicos por habitante ?
    é que cá o entupimento , nos centros de saúde por exemplo , deve-se aos reformados que marcam 4 , 5 , consultas por mês ( e vão para lá na boa ás 5 da matina – não têm sono , nem trabalham) e cuja única doença é falta de conversa.

    Eu penso que devia haver serviços de saúde para activos e descendentes e serviços de saúde para os que não já ligam ao tempo.

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  27. 29 Dezembro, 2008 23:27

    “Tendo em conta que para tratar gripes não é preciso tecnologia de ponta,”

    Ao contrário do que muita gente possa pensar não falta em portugal tecnologia de ponta na área da Saúde. Falta organização e sobretudo coragem para perceber que o modelo do SNS é um modelo esgotado.

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  28. José permalink
    29 Dezembro, 2008 23:27

    Como já me chamaram salazarento noutro comentário, aqui vai mais alguma coisa de um tempo passado:

    Os médicos, dantes, iam à casa das pessoas. Os médicos que prestavam cuidados de saúde primários, nas Casas do Povo, eram médicos tipo João Semana.

    Dantes, havia poucos carros, poucos meios de diagnóstico, poucos medicamentos, comparados com hoje.

    Hoje, concentrou-se tudo nos Hospitais e tudo se passa nesses locais.

    Um médico qualquer de clínica geral acha abstruzo ir a casa de um doente que lhe telefone. Que vá ao Centro de Sáude ou ao Hospital.

    Há agora um sistema de atendimento pelo telefone. 24 não sei quê.

    Só pergunto: Na Suécia, Suíça e outros lados é assim?

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  29. 29 Dezembro, 2008 23:40

    “Só pergunto: Na Suécia, Suíça e outros lados é assim?”

    In Sweden the responsibility for providing health care is decentralized to the county councils and, in some cases, the municipalities. A county council is a political body whose representatives are elected by the public every four years on the same day as the national general election. According to the Swedish health and medical care policy, every county council must provide residents with good-quality health services and medical care and work toward promoting good health in the entire population.

    Sweden is divided into 20 county councils. One municipality, the island of Gotland, carries the same responsibilities as the county councils for health care. Around 90 percent of the Swedish county councils’ work involves health care but they are also involved in other areas, such as culture and infrastructure.

    The population in these 21 areas ranges from 60,000 to 1,900,000. The county councils have considerable leeway in deciding how care should be planned and delivered. This explains the wide regional variations.

    Similarly, Sweden’s 290 municipalities are responsible for care for elderly people in the home or in specially adapted housing. This includes people with physical or psychological disabilities. Services provided by doctors are not included in the care for which municipalities are responsible.

    The role of central government is to establish principles and guidelines for care and to set the political agenda for health and medical care. This is achieved by means of laws and ordinances or by reaching agreements with the Swedish Association of Local Authorities and Regions (Sveriges Kommuner och Landsting, SKL), which represents the county councils and municipalities

    Today most health care is provided in health centers where a variety of health professionals – doctors, nurses, midwives, physiotherapists and others – work. This should simplify things for patients and foster teamwork. Patients should be able to choose their own doctor. Around 25 percent of health centers are privately run by enterprises commissioned by county councils. There are special clinics for children and expectant mothers as well as family planning clinics for teenagers.

    Sixty hospitals provide specialist care with emergency room services 24 hours a day. Eight are regional hospitals where highly specialized care is offered and where most teaching and research is located. Since many county councils have small service areas, six health care regions have been set up for more advanced care. Furthermore, as Sweden only has nine million inhabitants, the entire country must serve as one service area for the most advanced specialist care. This is coordinated by a newly formed committee, Rikssjukvårdsnämnden, within the National Board of Health and Welfare.

    The county councils own all emergency hospitals, but health care services can be outsourced to contractors. For pre-planned care there are several private clinics from which county councils can purchase certain services to complement care offered within their own units. This is an important element of the effort to increase accessibility.

    Costs for health and medical care amount to approximately 9 percent of Sweden’s gross domestic product (GDP), a figure that has remained fairly stable since the early 1980s. In 2005 care and services provided by the county councils, including the subsidization of pharmaceuticals, cost SEK 175 billion (USD 25.4 billion). Seventy-one percent of health care is funded through local taxation, and county councils have the right to collect income tax, the average level being 11 percent. Contributions from the state are another source of funding, representing 16 percent, while patient fees only account for 3 percent. The remaining 10 percent come from other contributions, sales and other sources.

    The fee for staying in a hospital is SEK 80 per day. Fees for outpatient care are decided by each county council. Fees to consult a primary care physician range from SEK 100 to 150. An appointment with a specialist will cost more. To limit costs for the individual there is a high-cost ceiling, which means that after a patient has paid a total of SEK 900, medical consultations in the twelve months following the date of the first consultation are free of charge. A similar ceiling exists for prescribed medication, so no one pays more than SEK 1,800 per twelve-month period.

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  30. José permalink
    29 Dezembro, 2008 23:46

    “Similarly, Sweden’s 290 municipalities are responsible for care for elderly people in the home or in specially adapted housing. This includes people with physical or psychological disabilities. Services provided by doctors are not included in the care for which municipalities are responsible.”

    Aqui o indivíduo que recebeu de prenda de Natal um cheque de 2550 euros para gastar em roupa na Fashin Clinic, vai à urgência, numa manobra estudada, para propaganda e por causa de uma gripe. E anunciou que lhe deram um antibiótico. Se foi por causa de uma gripe, o médico que o atendeu, deve ser das Novas Oportunidades.

    Quando se espalhou ao comprido na neve, no entanto, não foi. Preferiu o tratamento mais específico de uma unidade de saúde melhorada.

    Este gajo, esgota a paciência ao mais santo.

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  31. pvl permalink
    29 Dezembro, 2008 23:53

    26, há sempre uma desculpa razão para os maus resultados. At the end of the day, o que interessa são os resultados vergonhosos obtidos com recursos semelhantes (e superiores) aos dos países mais evoluídos do mundo.

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  32. José permalink
    29 Dezembro, 2008 23:56

    Alguém já se deu ao cuidado de ver a sala de atendimento das consultas externas de um hospital distrital?

    Todos os dias, é uma romagem de doentes idosos, sentados em cadeiras de plástico, tudo a monte, à espera que os chamem por um sistema de alta-voz roufenho que irrita os ouvidos e que nomeia o sorteado para ir ao gabinete nº 9, 11 e por aí fora.

    O médico da especialidade espera, no gabinete, sem outro meio de diagnóstico que não o estetoscópio e uma balança. E um computador para ir escrevendo e vendo a evolução do doente. Acabada a consulta, se tiver necessidade de meios complementares de diagnóstico o idoso ou doente, volta à sala, á bicha do costume e espera que lhe ponham um carimbo no papel de requisição, para ir para outra bicha marcar o exame que pode ser radiográfico ou hematológico.

    A pessoa por trás do guichet, olha para o papel, verifica no computador a disponibilidade de vaga e marca. Tudo no Hospital.

    Para entrar no Hospital, há cancelas para que os carros com os doentes de consultas externas, não ocupem os lugares dos Volvos dos senhores administradores ( agora há três mais um, que são três com cartão do partido e um de carreira, nos hospitais distritais).

    Isto é apenas um lampejo do SNS que custa milhões.

    Poderia conmtinuar a escrever sobre o papel dos médicos e do que os mesmos ganham em urgências de 24 horas. Médicos e enfermeiros, claro.

    Nos outros países é assim?

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  33. José permalink
    29 Dezembro, 2008 23:58

    Estou convencido que o ISCTE teve alguma coisa a ver com isto. Estarei enganado?

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  34. Confrade permalink
    30 Dezembro, 2008 00:03

    Eterna diferenca entre utentes e clientes! Um doente NÂO É um cliente!

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  35. pvl permalink
    30 Dezembro, 2008 00:23

    “In Sweden the responsibility for providing health care is decentralized to the county councils […] Sweden is divided into 20 county councils […] county councils have the right to collect income tax ”

    Alguém conhece um exemplo de um país desenvolvido, que tenha mais de 5 milhões de habitantes, e que funcione de forma centralizada? Tenho a impressão que andamos sem sucesso a tentar pôr a funcionar uma roda quadrada.

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  36. Anónimo permalink
    30 Dezembro, 2008 00:41

    Pvl , eu sei que não é desculpa. Mas deixar andar no sistema pessoas que não estão doentes ( à parte os achaques da idade )misturados com quem precisa de se curar depressa ( ou curar dependentes) para se apresentar no trabalho está errado.
    Claro que proporcionar serviços aos que já deram e querem receber custa dinheiro , mesmo que seja só conversa. Agora, não temos de pagar uns pelos outros com claras minusvalias para os que precisam ainda de produzir.

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  37. Anónimo permalink
    30 Dezembro, 2008 00:52

    E claro , Pvl , lendo seu último comentário , só posso concordar. Poder local. Próximo dos cidadãos. Com a tal de Europa , estado nação é anacronismo total.

    Oh gajos dos partidos!!! preparem-se para politiquice global , não tarda globalização chega a vocês e de certeza que há para lá uns politicos à maneira chinesa ( pena de morte para os corruptos ) para vos pôr num chinelo.
    Ai , ai .. quero sair da união global , nè? Chinesices só são boas pró povo ,prós políticos? nem pensar!!

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  38. Doe, J permalink
    30 Dezembro, 2008 09:35

    José Diz:
    “Isto é apenas um lampejo do SNS que custa milhões.”

    Como é que pode custar milhões se continuam por aqui uns crânios a jurar que é de borla?

    Claro que se só a dívida de 980 milhões for repartida pelos 10 milhões de habitantes, incluindo bebés e crianças pois então, vê-se logo de caras que maior borla que o SNS é impossível.

    E para a exemplar qualidade de serviço que apresenta, além da expansão em curso em que todos os meses abrem novos centros de saúde, maternidades e hospitais por troca com as VMERS e os helicópteros do antigamente, então chega-se à conclusão que em cima da borla ainda se devia pagar mais qualquer coisa… Umas taxas moderadoras ou coisa assim… 🙂

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  39. Victor C permalink
    30 Dezembro, 2008 10:24

    Com tanto mal que dizem do SNS é pena não conhecerem os de outros países, nomeadamente dos Estados Unidos. Quanto à espera nos Hospitais e não só, o mal maior é a aberração dos utentes, recorrerem por tudo e por nada, a esses lugares. E como se não chegasse, vai toda a família, para serem muitos. Se chegassem aos hospitais apenas aqueles que necessitam de facto de ajuda, os médicos, se calhar, eram acometidos de tédio. É uma questão de cultura e de civismo, que é coisa que por aqui não há. Espirrar e ir para o hospital é coisa de doidos!

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  40. Pi-Erre permalink
    30 Dezembro, 2008 11:09

    39.

    Isso é nos Estados Unidos?

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  41. ordralfabeletix permalink
    30 Dezembro, 2008 12:32

    “Como é que pode custar milhões se continuam por aqui uns crânios a jurar que é de borla?”

    O SNS é caro para o Estado. É de borla para muito dos seus utentes ( e por isso, às vezes além de usarem, abusam).E não valorizam. Porque não pagam. Há tempos a falar com uma médica checa ela revelava que no seu Pís acontecia o mesmo. E achava que mesmo não pagando as pessoas deveriam levar para casa a factura das despesas efectuadas.

    Assim, se percebessem que uma ida a um SU , com análises, mediação e estudo imagiológico pode custar mais de 500€, ou que uma prótese vascular que se mete numa cirurgia de um aneurisma pode custar mais de 10000€, talvez valorizem mais os cuidados que lhe são prestados.

    É que, com a nossa mentalidade, só o que é caro é que é bom.

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  42. p D s permalink
    30 Dezembro, 2008 12:40

    JMiranda,
    sabe um coisa, por alturas do Euro, já não me lembro bem qual era jogo, encomendei uma pizza no PizzaHut, ao inicio da partida. Ao intervalo, ainda nada, e quando liguei novamente, pediram-me para esperar mais 30 minutos…ou seja, o “30 minutos” que refere já iam em 75 pelo menos, e pizz nem ve-la …

    Claro que para a sua comparação, qualquer realidade imaginaria serviria de exemplo.

    Obviamente, recorri á concorrencia…agora o atraso e ver o jogo em jejum, já ninguem pode evitar!!!

    DEMAGOGIA, é o que considero a sua analogia. Mas tábem…

    e já agora, exprimente mandar todos os “engripados” encomendar uma pizza, e depois pergunte como foi o serviço !!!

    Por um lado queixa-se com o despesismo e com o Estado e afins, por queria um SNS preparado para responder a casos extremos de afluencia simultanea…

    …sabe, embora não conheça a PizzaHut da Finlandia, cheira-me que se num dado dia especifico existir um numero se encomendas ANORMALMENTE inesperado…creio que as pizzas vão chegar com atrasos consideraveis…ou não lhe parece ???

    Sabe o que lhe digo, esqueça a pizza, e faça mas é um caldinho em casa

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  43. Anónimo permalink
    30 Dezembro, 2008 15:35

    Oh homem! Case-se!

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  44. 30 Dezembro, 2008 16:08

    “Como é que pode custar milhões se continuam por aqui uns crânios a jurar que é de borla?”

    O senhor parece não saber, mas a esmagadora despesa do SNS é em remédios, receitados a eito.
    O motivo disto dava para outra discussão.

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  45. 30 Dezembro, 2008 17:17

    É a primeira vez que aqui venho e desde ja quero felicitar o autor do texto pelo produto intelectual com que nos brindou.

    Em segundo lugar, e também em ultimo lugar (uma vez que sou pessoa de poucas palavras, visto que com muitas as vezes nao nos fazemos entender na mesma…) quero deixar claro que:

    1 – A ideia deste texto, terá sido a de mostrar o absurdo em que o SNS se tornou, nao importa se se pode comparar a Pizza Hut ou nao, o que interessa é o núcleo dessa comparaçao. podia ser o Mac Donalds, mas esse ja estará muito batido.

    2 – Nao se esforcem a desculpar gente que nao se importa convosco (Ministros, PM, etc..), melhor dizem que se importam, mas no fundo é tudo retorica e demagogia politica.

    3 – Recorram a um Centro de Saude numa aldeia e vejam se nao pagam. Podem nao pagar o serviço, mas nao recebem um dia de trabalho porque o deixaram todo la.

    4 – Nao importa se quem escreve estes textos tem ou nao a soluçao, o que importa é que textos como estes nao podem deixar de existir. Mais profundos, menos profundos, comicos, ironicos, tragedias gregas, sonetos,poemas…o que importa é que temos que continuar a ter opiniao, a pensar pela nossa cabeça, a ver as coisas para além do “ah pois é, mas é tao complicado fazer melhor. Vai pra la tu a ver se te safas!” Pensamentos desses queres eles.

    eu acho que a lista podia continuar… mas…

    Viva a Liberdade! Viva a Democracia! Viva a liberdade de Expressao!

    P.S.: Afinal nao foram assim tao poucas palavras! 😉

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  46. Tribunus permalink
    30 Dezembro, 2008 18:40

    Essa fulane que se diz ministra da saude, se tivesse algum tino,
    (como aliaz o governo) não desmentia o que toda a gente viu na televisão ou sentiu na pele se teve que recorrer a um pseudo serviço de saude. Esta fulana è imcompentente e malcriada, porque não pediu desculpa ao povo portugues, que precisou do serviço nacinal de saude!
    Não querer fazer do SNS um utilizador pagador, de acordo com a sua capacidade economica, è uma farsa, para o qual não existe dinheiro!

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  47. Tribunus permalink
    30 Dezembro, 2008 18:42

    Essa fulane que se diz ministra da saude, se tivesse algum tino,
    (como aliaz o governo) não desmentia o que toda a gente viu na televisão ou sentiu na pele se teve que recorrer a um pseudo serviço de saude. Esta fulana è imcompentente e malcriada, porque não pediu desculpa ao povo portugues, que precisou do serviço nacinal de saude!
    Não querer fazer do SNS um utilizador pagador, de acordo com a sua capacidade economica, è uma farsa, para o qual não existe dinheiro! A censura que estão a fazer, com a indicação que foi dito atrás, não è verdade, se não gostam, não leiam………

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  48. nunocalvin permalink
    31 Dezembro, 2008 11:17

    Como médico, estou estupefacto com esta comparação miserável. Se num dia de urgência, recorrem 10 doentes à urgência, estarão lá 4 médicos para o atender, isto nos balcões de atendimento do hospital onde trabalho. Se aparecerem 400 doentes, estão lá os mesmos. Se aparecerem 1000, exactamente igual. Na lógica da sua comparação, calculo que a PizzaHut tenha dois, três, senhores a fazer pizzas. O que chega perfeitamente para saciar a sua fome. Mas se calhar não chega para alimentar 1000 bocas que, por acaso, decidam aparecer num dia.
    E, se calhar, o pizzeiro não acharia grande piada ter que estar a fazer uma pizza a um tipo às 4 da manhã quando ele provavelmente nem tem fome.
    E essa da privatização do SNS só me dá vontade de rir. Rezem, meus amigos, para isso nunca acontecer. Porque nesse dia, estamos todos lixados. Esta malta que tem seguros de saúde, pensa que está muito bem protegida em relação a eventuais doenças que possam vir a ter. Tudo bem, se forem constipações, gripes, eventualmente uma pneumonia. Mas eu estou farto de receber doentes que tiveram um azar (uma neoplasia, uma necessidade de cuidados intensivos) e o plafond acaba após o terem sugado em exames complementares e terapêuticas. E acreditem nas minhas palavras… os privados largam os doentes nem que seja nas traseiras do hospital, quando acaba o dinheirinho. Vão como estão (entubados, ventilados, com ciclos de quimioterapia a meio) para a rua. Se é esse o SNS que querem…
    Acho muito bem essa ideia de os doentes serem informados de quanto é que se gastou com eles num determinado acto médico. Uma facturinha descriminada só lhes fazia bem, não para pagarem, mas a título informativo. Para saberem que umas simples análises, um rx tórax e mais a receita que levam na mão custam muitos euros. E se por acaso ficarem internados, sobe para as centenas ou milhares de euros. E que há frasquinhos de medicação que custam 5000 euros.
    Um abraço a todos.

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  49. 31 Dezembro, 2008 11:52

    Caro JM,

    Aconselho-o a recorrer urgentemente a um S.U. do SNS… certamente será triado com a cor vermelha (quanto muito laranja)… pois a infelicidade do seu discurso preocupa…

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  50. Aventura permalink
    18 Fevereiro, 2009 19:38

    Já vi k aqui é só pessoal inteligente e agressivo… uns contra, outros a favor… outros k partem para a agressão verbal e outros mais k exigem o silêncio de terceiros…
    Será k tenho direito a dar a minha opinião? Vou dá-la na mm…
    Para mim a verdade é só uma: O SNS em Portugal está uma m…., talvez ñ tenha uma solução para o problema, mas como ñ ganho milhares de euros ao fim do mês, acho k ñ me compete a mim soluciona-lo…
    E para um povo k tem “ditados” para tudo e mais alguma coisa, k gosta de fazer trocadilhos com as palavras, ñ gostaram da comparação do SNS com a pizza hut!!!

    Vá potugueses, eu sei k isto tá mau, mas vocês ñ se andam a divertir… gozem a vida e se possivel, longe dos hospitais.

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  51. 30 Abril, 2009 23:37

    quanto mitudo de espera au forno e o segundo au fogo como eu devo fazer isso em por favor mim mada o recardo…

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  52. 12 Agosto, 2009 18:47

    ************************************

    Não há mortos maus

    Quando uma pessoa morre, é certo
    Vão maiores elogios, em profusão,
    Menos que santo não lhe é afecto,
    À una, sem qualquer contestação.
    Que é táctica de Chico-esperto
    Radica a minha suposição:
    Quando for a nossa vez, decerto,
    Nós ganharemos a nossa porção.

    ***********************************

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  53. neotonto permalink
    2 Abril, 2013 08:15

    A Pizza Hut entrega uma pizza a um cliente com fome em meia hora. O Serviço Nacional de Saúde demora 3 horas a atender um cliente com uma pedra nos rins que está a fermentar uma infecção.

    Quem? Quém pagou a JM para que consuma uma porçao de pizza namentras está na espera de ser atendido por pedras nos rins? Quém?

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