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A verdade

2 Janeiro, 2009

O que é que esta passagem do discurso de Cavaco Silva:

Quero também lembrar dois outros grupos da nossa sociedade que são frequentemente esquecidos e que vivem tempos difíceis.

Os pequenos comerciantes, que travam uma luta diária pela sobrevivência. O pequeno comércio deve merecer uma atenção especial porque constitui a única base de rendimento de muitas famílias.

Os agricultores, aqueles que trabalham a terra, que enfrentam a subida do preço dos adubos, das rações e de outros factores de produção.

tem a ver com esta:

Devo falar verdade.

A verdade é essencial para a existência de um clima de confiança entre os cidadãos e os governantes.

É sabendo a verdade, e não com ilusões, que os portugueses podem ser mobilizados para enfrentar as exigências que o futuro lhes coloca.

[…]

Há uma verdade que deve ser dita: Portugal gasta em cada ano muito mais do que aquilo que produz.

?

Se é para falar verdade, não será melhor começar por dizer a agricultores e comerciantes que se calhar essas actividades são, em muitos casos, inviáveis? O discurso do presidente é ele próprio uma forma de ocultar a verdade ao desresponsabilizar os agricultores e os pequenos comerciantes dos seus próprios problemas.

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42 comentários leave one →
  1. Pi-Erre permalink
    2 Janeiro, 2009 10:26

    O problema é que os agricultores e os comerciantes não se apercebam de que são eles próprios os responsáveis pela situação em que se encontram.
    E os discursos institucionais também não ajudam a essa tomada de consciência, muito pelo contrário.

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  2. Anónimo permalink
    2 Janeiro, 2009 11:04

    Quando tens empresas portuguesas a ter que competir com empresas a quem lhes dão subsídios para construir centros comerciais, será que os pequenos comerciantes não tem razão ?
    Quando tens empresas como a Pescanova a quem lhes dão subsídios e a quem lhes permitem desenvolver aquicultura em zonas ambientalmente sensíveis e que sempre estiveram vedadas às empresas nacionais, será que as pequenas ou grandes empresas portuguesas não tem razão ?
    Quando tens o governo a decidir e a subsidiar a compra sem concurso de centenas de milhar de computadores Intel ClassMate, será que as centenas de lojas de informática que dão emprego em Portugal a milhares de pessoas na área não tem razão de queixa ?
    Quando tens o governo via operadoras de comunicações a vender milhares e milhares de portáteis as restantes lojas não tem razão de queixa ?
    Quanto tens o governo a dar apoios a grandes empresas como a Autoeuropa as pequenas empresas não tem razão de queixa ?

    Se não percebeu, era sobre isto tudo e muito mais que falava Cavaco.

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  3. Anónimo permalink
    2 Janeiro, 2009 11:30

    Parece que afinal o crime violento está a aumentar em Portugal: Seis assaltos por mês a carrinhas de valores. Sabe que não se pode deixar levar pelas “gordas” dos jornais, é preciso comparar os números a longo prazo…

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  4. Acção Directa permalink
    2 Janeiro, 2009 11:31

    Num País como o nosso, a agricultura é inviável?
    Com o modelo de crescimento e desenvolvimento que Abril lhe impôs e uns pós comunitários, acredito. E aí reside parte do problema. Como com a liquidação da frota pesqueira.
    Coisas que saloios como nós não entendemos. Falta-nos a visão ” cosmopolita “. Campos de golfe, ressorts turísticos, especulação de terrenos ( = betão, obras públicas e privadas ), eliminação da floresta, importação sem nexo e em prejuízo próprio, reforço dos intermediários e etc. Percebe-se.
    Aliás o que seria este Portugal da modernidade piolhosa sem centros comerciais? E dos autarcas?
    Enfim…

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  5. O Silva permalink
    2 Janeiro, 2009 11:31

    Quando temos empresas que tem o monopolio das pontes sobre o tejo, e quando se mandou uma carga policial para reprimir uma manifestação contra as portagens numa dessas pontes, será que era dos comerciantes e agricultores que tem de pagar 1,35euros e 2, qualquer coisa euros, para atravessar a ponte, que cavaco falava?

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  6. Pi-Erre permalink
    2 Janeiro, 2009 11:41

    #2

    Os pequenos comerciantes, agricultores e pescadores terão as razões deles, defendem os mesquinhos interesses que só a eles dizem respeito.
    Estão no seu direito, claro. Mas o que é que o resto do país tem a ver com isso? Será que isso representa algum progresso ou é apenas a manutenção do atraso herdado de tempos antigos?
    Por vontade dessa gente ainda hoje estariamos na Idade Média, com uma economia baseada no artesanato de pucarinhas de barro e chapéus de palha.

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  7. 2 Janeiro, 2009 11:46

    meus caros o problema é que os subsidios não chegaram a todos.Os do sistema levaram tudo e os outros nunca conseguiam porque lhes levantavam imensos problemas,ao invés quando os amigos estavam saciados inventaram empresas ficticias para levarem o resto.passou-se não só no instituti de emprego mas em todas as instituições que distribuiam os fundos europeus.Por isso é que estamos como estamos.E ainda por cima não contentes preferem devolver o dinheiro de volta em vez de facilitarem os empresários.Isto é morbido.

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  8. hora-porra permalink
    2 Janeiro, 2009 11:49

    que destino teriam estes dois sectores económicos?
    muitos portugueses sibrevivem da horta e de algum gado
    o meu merceeiro está crivado de dividas porque o belmiro não fia
    gente bem instalada na vida não conhece o país que habita.

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  9. Luís Lavoura permalink
    2 Janeiro, 2009 11:49

    Bom post. Concordo.

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  10. Doe, J permalink
    2 Janeiro, 2009 11:52

    “Se é para falar verdade, não será melhor começar por dizer a agricultores e comerciantes que se calhar essas actividades são, em muitos casos, inviáveis?”

    Mas afinal será preferível existir um comercio e uma agricultura ditos de subsistência ou obrigar mais uns milhares a irem para a fila do rendimento mínimo? É que nunca me pareceu que o Ti Manel da mercearia da esquina, a Ti Felismina do café da praceta ou o Ti Jaquim da banca da hortaliça pretendessem competir com o Jumbo ou com o Continente mas se calhar estou enganado. 🙂

    E já não chegava ter uma ASAE a impor normas pensadas para a estandardização em empresas transnacionais, e adaptadas em PT para a maximização de receitas extraordinárias sob o pretexto da segurança e da higiene bacteriologicamente pura, como também agora temos um Estado que além de extorsionário se converte também numa espécie de caixeiro-viajante e onde desempenha ao mesmo tempo o papel de arbitro e jogador.

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  11. 2 Janeiro, 2009 11:52

    Quando alguém me vem dizer cousas, como sendo o dono da verdade das cousas, saio logo da igreja.

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  12. Joaquim permalink
    2 Janeiro, 2009 12:22

    A agricultura é inviável?! Por acaso deixámos de necessitar de comer?

    A agricultura em Portugal é inviável porque essa mesma actividade é altamente subsidiada noutros países e em Portugal os subsídios para não produzir só chegam a alguns.
    Podem ser necessários ajustes aos modelos de explorações agrícolas mas um país que desiste de produzir (pelo menos uma parte importante de) aquilo que come não tem futuro.

    Os agricultores são responsáveis por muitos dos seus problemas. Mas não são responsáveis por o “jogo” estar viciado pela PAC.

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  13. Luis Moreira permalink
    2 Janeiro, 2009 12:28

    A agricultura é inviável? Só se for em Wall street!

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  14. 2 Janeiro, 2009 12:32

    “Se é para falar verdade, não será melhor começar por dizer a agricultores e comerciantes que se calhar essas actividades são, em muitos casos, inviáveis? O discurso do presidente é ele próprio uma forma de ocultar a verdade ao desresponsabilizar os agricultores e os pequenos comerciantes dos seus próprios problemas.”

    Prefere mais uns subsidiodependentes estatais, certo?
    Eu não.
    Já basta a classe polítiqueira e afins toda subsdiodependente, bem alapada.

    E raramente convivo com as saloices das modernices das grandes superfícies. Faço todas as compras no “pequeno” comercio e no caso dos serviços, também

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  15. Anónimo permalink
    2 Janeiro, 2009 12:45

    Quando a crise apertar é que o amigo de cima vai avaliar a inviabilidade da nossa agricultura!! Temos é que produzir e o pescar no nosso mar, que é o maior da Europa contando com as ilhas. Aliás nunca percebi a razão das Câmaras não começarem a distribuir terenos autárquicos pela população, para uma agricultura biológica e afins, como vejo noutros países menos necessitados que o nosso.

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  16. A agricultira acabou permalink
    2 Janeiro, 2009 12:46

    O JM se parasse para pensar um bocadinho e postasse menos (digamos de 8 em 8 dias) aventaria menos dislates. Assim vai continuar a ser dificil.

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  17. 2 Janeiro, 2009 13:01

    JM,

    Há ainda uma coisa que CS e JS não perceberam, e que se calhar o JM também não percebeu:

    – Portugal não é um país viável. Pelo menos, como país independente.

    Perante um facto destes, o que deverão fazer os Responsáveis (Políticos, Académicos, Juízes, Oficiais Generais, etc.) pelo país?

    É que, apesar do crescimento do PIB ser moribundo desde há muitos anos, cerca de 2% do PIB são subsídios comunitários!

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  18. 2 Janeiro, 2009 13:15

    “- Portugal não é um país viável. Pelo menos, como país independente.”

    Com certeza J, mas isto é devido a estas pequenas inviabilidades todas que se vão promovendo (até na forma de discurso como JM bem aponta) em vez de cortar o mal pela raíz.

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  19. Anónimo permalink
    2 Janeiro, 2009 13:26

    A julgar pelas fotos da criatura, parte significativa da produção agrícola pode ter como fim o bandulho do espécimen…

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  20. 2 Janeiro, 2009 13:28

    Ó “J”, o que é que vc sugere para os países inviáveis, como diz ser Portugal ?
    Deitam-se ao mar ?

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  21. votoembranco permalink
    2 Janeiro, 2009 13:37

    Por quem Deus nos manda avisar!
    O Cavaco é o principal construtor do “caminho estreito” quando utilizou os fundos estruturais sem qualquer critério e dirigidos principalmente aos amigos da CAP, dos cimentos e da banca.
    Criou no seu seio espécimes que enriqueceram e se reproduziram como élites contribuindo para a desmoralização deste país.

    Paulo Teixeira Pinto, seu delfim, multi – milionário reformado por ter conduzido o banco que administrava à praça pública do escândalo.
    Ferreira do Amaral, seu ministro, hoje gestor riquissímo por ter desbaratado muitos milhões de fundos públicos num negócio ruinoso com a Lusoponte que hoje dirige.
    Oliveira e Costa, seu secretário de estado, que levou à falência o banco que administrava, por trafulhices várias, nacionalizado com os impostos pagos pelos sacrificados dos portugueses.
    Dias Loureiro – seu ex-ministro hoje milionário, e conselheiro de estado e … Siresp e … incendios … e BPN … tudo negócios altamente suspeitos.
    Fernando Nogueira, seu ministro, hoje vive bem, graças a Deus, como alto funcionário do BCP em Angola, banco que ajudou a criar enquanto governante.

    Diz-me com quem andas … e não me chateies, Cavaco, com discursos para me dizer o que o Professor Medina Carreira já diz há anos, com outra credibilidade.

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  22. Pi-Erre permalink
    2 Janeiro, 2009 13:56

    E os populares pragões matinais
    Que já não voltam mais.

    Pois é. Ai que saudades! – dizem alguns…

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  23. Pi-Erre permalink
    2 Janeiro, 2009 13:56

    Pregões.

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  24. Pi-Erre permalink
    2 Janeiro, 2009 14:00

    · As varinas com a sua canasta á cabeça, e com os seus pregões matinais contagiantes
    Oh viva da costa.
    Olha a sardinha, é vivinha da costa.
    Há carapau e sardinha linda.
    Há Carapau fresquinho, olha o carapau para o gato.
    Ó freguesa desça a baixo.
    Ó freguesa leve um quarteirão, é fresquinha a minha sardinha.
    Tenho Chicharro lindo, carapau, pescada fina.
    · As mulheres com um grande panelão á cabeça, enrolado entre papéis de jornais e serapilheira vinha apregoar
    Fava rica, que quer almoçar.
    · Outras mulheres de cesta de verga á cabeça vinha ao meio da tarde a anunciar
    Quer figos quem quer merendar,…. olha o figo madurinho.
    Olha o figo da capa- rôta.
    · E ainda outras com os cestos bem acondicionados, trapos e jornais anunciavam
    Olha o marmelo cozido.
    Pêra parda cozida, é da rocha.
    · Lá vinha o homem pelo meio da manhã vender para as casas mais finas (naquele tempo era um luxo para alguns) carregado em cada mão com um cento de eras e morangos.
    Olha o morango….é de Sintra.
    Cabaz com morangos.
    · O homem da fruta com a sua carroça e burro, a apregoar
    Olha a laranja é da baía.
    E outras frutas ditas pobres eram indicadas consoante a época e a grande quantidade.
    · A vendedeira de hortaliça que tinha um macho que puxava a carroça toda enfeitada e que por vezes aplicava o seu brejeirismo
    Olha o feijão carrapato, há alface, há repolho.
    Oh freguesa veja os meus tomates .
    Oh madama, hoje não vai nada meu
    Olha a boa couve lombarda, é para o bacalhau, e também tenho alhos .
    · O sorveteiro com o seu triciclo transformado ora tocando a campainha ora apregoando
    Olha o gelado, fruta oh chocolate, há baunilha .
    Olha o rajá fresquinho.
    Olha o cone sorvete
    · O amolador com o seu carro todo em madeira, com uma grande roda e pedal que servia para mover o pedra e para ao sua “ maquina” rodar, com uma roda de pedra já gasta, o homem de um modo geral galego, com boina de lado e tocando a sua flauta de beiços de som caracteristico
    Amola facas navalhas e tesouras.
    Cá está o amolador, concerto guarda chuvas.
    · Lá vinha o funileiro com o seu ferro de soldar sempre acesso e caixa de madeira ás costas a apregoar
    Tachos panelas e alguidares, olha o funileiro á porta.
    · Pela manhã ou pela tarde passava o ferro velho, por vezes co uma cama de ferro ás costas
    Está cá o ferro velho .
    Quem tem trapos, ou garrafas pra vender.
    · Pela manhã ou no final da tarde, o ardina na sua correria e pontaria, dobrava o jornal e mandava para as janelas mais altas dos seus fieis cliente, ou de um ou outro que o solicita-se e não falhava a pontaria
    Olha o Século, olha o Diário de Noticias .
    Olha a Capital, Republica ó Popular.
    Diário de Lisboa, olha o Popular, trás o desastre.
    · E o cauteleiro, já cansado com o seu boné de chapa identificadora reluzente
    Olha a sorte grande, amanhã anda a roda.
    Só sai a quem joga, olha a sorte grande.
    · O petrolino, era um apressoa forte e sizuda que utilizava uma carroça, com o seu macho inponente ,muito carregada de diversa mercadoria toda bem acondicionada ao seu jeito, onde se encontrava quase todo mas, em especial:
    Petroleo, azeite, lexivia, vassoras, pás, piassabas, palha de aço para a loiça, sabão azul e branco, utensilios de cozinha,e outros produtos,Tocava a sua corneta sempre que dizia.
    Cá está o petrolino,

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  25. Amonino permalink
    2 Janeiro, 2009 14:02

    .
    O problema não é da inviabilidade de Portugal mas da não-viabilidade da governância imposta ao País incapaz de arranjar soluções conforme Portugal é e pô-lo em andamento. Outros souberam e sabem avançar com o Povo como exactamente é. Se importar ideias e modelos organizativos resolvesse alguma coisa, os cidadãos de quaisquer Paises estavam organizados.
    .
    Por exemplo algum País vinga sem criar oficialmente um TECIDO ECONOMICO ALTAMENTE LUCRATIVO em opção a “elites-mendigas” que só sabem andar de mão estendida na pedinchice de dinheiro emprestado ao estrangeiro para o gastarem depois especulativamente considerando isso “um feito nacional de alto gabarito” ?
    .
    Tenho lido uma série de opiniões que os Portugueses são isto e aquilo num exercicio académico sado-masoquista de romance de cordel. Conheço intensamente o Mundo (não a tirar fotografias). Sem qualquer hesitação afirmo que tudo o que são os “grandes erros, as faltas de educação ou de civismo” dos Portugueses encontram-se, quiçá mesmo bem piores, “a pontapé” em todo Mundo, incluindo União Europeia, salvo de certo modo o oàsis dos Paises Nordicos.
    .
    Só há uma diferença, todos se orgulham como são, não dizem mal deles próprios. Não alinham nem aceitam piolhices intelectuais de supostos perfeccionistas da Utopia (a ideia maxima, a perfeitissima, a sabe-tudo) que a História da Humanidade confirma acabar sempre na miseràvel DISTOPIA.
    .
    Quem não sabe como resolver, é incompetente e incapaz, nunca solucionou com sucesso, só tem uma maneira de se safar e chamar sobre si alguma “importância” para massajar o ego: desata aos berros a dizer mal dos outros, aponta erros a tudo e todos. Mas soluções bem sucedidas, arricar os tostõesitos próprios e capacidade intelectual para pôr isto a andar com sucesso, isso está quieto é para os outros, os tais que “não prestam para nada. Pois é, assim não vamos lá, inviabilizaremos o País, mesmo dentro da UE.
    .

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  26. honni soit qui mal y pense permalink
    2 Janeiro, 2009 14:08

    são actividades inviáveis … pois são
    entretanto os filhos dos pequenos comerciantes e dos agricultores … que não querem sujar as mãos … andam a fuçar em call-centers , coisa mais digna que a actividade dos pais .
    comam brioches qundo a crise apertar …

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  27. honni soit qui mal y pense permalink
    2 Janeiro, 2009 14:10

    isto é Povo de doutores … enrrascados e endividados , mas doutores , ora … alguem vai arranjar uma linha de credito para manter as aparências dos tesos mas que votam …

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  28. Amonino permalink
    2 Janeiro, 2009 14:11

    Adenda a # 25, onde se lê:
    .
    “elites-mendigas” que só sabem andar de mão estendida na pedinchice de dinheiro emprestado ao estrangeiro para o gastarem depois especulativamente considerando isso “um feito nacional de alto gabarito” ?
    .
    deve ler-se:
    ““elites-mendigas” que só sabem andar de mão estendida na PEDINCHICE de IMPOSTOS e DINHEIRO EMPRESTADO NO ESTRANGEIRO para o gastarem depois especulativamente considerando isso “um feito nacional de alto gabarito” ?
    .

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  29. Olho vivo permalink
    2 Janeiro, 2009 14:42

    Com tanta solução, é por isso que isto está assim…

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  30. Anónimo permalink
    2 Janeiro, 2009 14:50

    è mesmo um país de doutores , é. Em números absolutos tem só menos um cadinho que a espanha , que tem 5 vezes mais população. doutores que fazem os doutoramentos e pós doutoramentos e mais pós doutoramentos , há espera que chegue o emprego. mais lhes valia dedicaram-se à agricultura , sempre produziam mais qualquer coisinha que tretas.

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  31. jupiter permalink
    2 Janeiro, 2009 15:00

    O pior é que já chegámos à fase: “com a verdade me enganas!”. A partir de agora quando vejo um gajo destes na tz é logo zap. Se quero notícias ligo para a reuters. O jornal de notícias é para acender a fogueira, o dn é capacho contra humidade. A bola, o record e o jogo é para entreter os credores que me andam a chatear há meses.

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  32. 2 Janeiro, 2009 15:06

    “Se é para falar verdade, não será melhor começar por dizer a agricultores e comerciantes que se calhar essas actividades são, em muitos casos, inviáveis”

    90% do território é inviável? Meta-se num carro e corra a europa de lés a lés. Deixe os aviões e as realidades virtuais dos aeroportos chiques e tente perceber como funcionam os países a sério.

    De doutorzecos e pseudo investigadores com salário garantido ao fim do mês pelo orçamento, estamos fartos. Sejam coerentes, emigrem, vão trabalhar e saibam o que é que custa a vida.

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  33. jupiter permalink
    2 Janeiro, 2009 15:14

    A propósito do cavaco.
    “O homem que passou é aquele que desempenhou a sua missão, que a desempenhou bem ou mal, não importa, e já não pode desempenhar outra, nem prosseguir a que assumira. Se é orador, a sua palavra jámais será escutada; se é guerreiro, os soldados já não seguirão a sua espada; se é político as multidões não lhe obedecerão; e nunca mais o seu braço será procurado, nem o seu conselho pedido, e nem a sua voz desviará Francesca da leitura que ela tantas vezes interrompera.
    O homem que passou é o homem que já não conta, o homem com quem o tempo não conta por lhe faltar a chama interior do entusiasmo ou o favor da opinião, estas duas energias sem as quais não é possível realizar uma obra ou prosseguir um destino”.
    (Prof. Doutor Manuel Rodrigues, Portugal Profundo)

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  34. Anónimo permalink
    2 Janeiro, 2009 15:19

    Deve estar preocupado com os ricos agricultores dos subsidios que tinham toneladas de dinheiro nos bancos que faliram.

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  35. 2 Janeiro, 2009 16:44

    E em muitos casos os pequenos comerciantes subsistem à custa dos senhorios. Se Cavaco Silva, na altura em que foi ministro, tivesse feito alguma coisa pelas rendas congeladas, talvez estes comerciantes se tivessem aplicado mais, deixando de fechar à hora do almoço, etc e agora não precisaria de se preocupar.

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  36. 2 Janeiro, 2009 17:00

    A opinião do João Miranda é a típica reacção “urbanóide”. Para ele, a agricultura pode ficar limitada aos países pobres (como a França e a Alemanha, por exemplo)e o comércio ao monopólio das grandes distribuidoras.Tanto se lhe dá, desde que alguma coisa apareça no prato. Só há uns “pormenores” que o João Miranda não explica: sendo Portugal claramente deficitário no que aos produtos alimentares diz respeito, como é que vamos resolver o problema? Depois, como concilia o seu tradicional discurso contra RSIs e outros apoios sociais, com o facto de inviabilizar a agricultura e o pequeno comércio?

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  37. rxc permalink
    2 Janeiro, 2009 17:38

    Uma questão que me intriga: quantos membros deste blogue vivem à conta do Estado ou fizeram parte significativa da sua carreira académica/profissional sendo pagos por fundos públicos?

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  38. Gabriel Silva permalink*
    2 Janeiro, 2009 17:46

    Trinta E Três (36)

    E qual é mesmo o problema a resolver?
    Os países deficitários em certos produtos e serviços compram a terceiros.
    A que propósito se devem apoiar com o dinheiro dos contribuintes a produção de bens alimentares que é mais barato e economicamente mais eficiente comprar a terceiros?

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  39. Mula da Comprativa permalink
    2 Janeiro, 2009 18:07

    A agricultura precisa de ser organizada.E tem que ser o governo.Vê os preços a que as grandes superficies compram e organiza os agricultores para produzirem abaixo desses preços.Pois o que falta mesmo segundo deduzo é quem consiga produzir em permanência o que os supermercados necessitam.Se estão á espera que sejam uns pequenos agricultores a organizarem-se para isso…

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  40. 2 Janeiro, 2009 18:35

    Concordo consigo quando diz que muito do que se passa no pequeno comércio e na agricultura é culpa dos comerciantes e dos agricultores. Mas Cavaco Silva tem razão quando se queixa dos fundos comunitários que não foram entregues por causa das falhas do ministério da agricultura – concordando ou não com a existência desses fundos, se contribuímos para que existam e se temos direito a eles, há que contar com eles. E o João Miranda há de concordar comigo no que respeita à excessiva carga fiscal sobre as empresas, 25% só para o IRC, junte-se-lhe os impostos indirectos e vemos uma boa parte dos rendimentos dos pequenos empresários a ir para o os cofres do governo, para alimentar o sonho de um Estado Social que nunca existirá.

    Cumprimentos

    TMR

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  41. 2 Janeiro, 2009 19:46

    Gabriel Silva:
    Como prefere gastar o dinheiro? Num projecto que torne esses sectores viáveis, ou em apoios sociais? “Países deficitários” são os que esgotaram as suas capacidades de produção, ou aqueles que as desperdiçam? Sabe, por acaso, que não há nenhum país europeu onde a distribuição esteja tão concentrada como no nosso e que a distribuição é a pedra de toque destas actividades?

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  42. Anónimo permalink
    3 Janeiro, 2009 08:00

    a maior parte dos que por aqui emitem opiniões só conhecem auto-estradas e centros comerciais

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