Rastejar no fundo *
Lê-se e não se acredita: os candidatos a vagas no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) são avaliados mediante o estudo de um texto do primeiro-ministro sobre as Novas Oportunidades.
O presidente do IEFP, responsável pela douta selecção, declarou à Imprensa que o texto está incluído num rol de documentos legais e técnicos – donde, o panegírico político de Sócrates ao programa lançado pelo seu próprio Governo teria alcançado predicados análogos, de acordo com a mesma visão filo-socrática.
Há sempre a hipótese de se ter confundido o texto do primeiro-ministro com algum do seu homónimo que viveu em Atenas no séc. V antes de Cristo. A não ser assim, devemos concluir, tristemente, que o ‘salazarentismo’ é uma forma intemporal de ser-se português.

É completamente falso que autor do texto seja da autoria do primeiro ministro porque em primeiro lugar está bem escrito, segundo não está escrito em inglês técnico e terceiro o próprio se candidatou à vaga.
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Infelizmente não foi seleccionado porque não possuía habilitações suficientes e quis fazer o exame por fax.
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Salazar continua em portugal, por muito que lhe custe a si e também a mim.
Não é que Sócrates (o Tuga) seja igual a Salazar. Mas, porque Sócrates é demasiado Salazarento. Apenas é mais presunçoso e veste Armani!
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Aqui é caso para dizer que «quem dá o pão dá a educação»!
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Para ser funcionaria nestes serviços do IEFP eu até decorava os discursos todos do homem, das novas oportunidades até às velhas!..
Pelo que vejo (muitas vezes infelizmente) aquilo são só “braços de trabalho “…. E especializado!.. Há lá cada especialista, a começar pelos Técnicos de Emprego! Devem ser esses que as vagas estão a ser preenchidas!! O Desemprego aumenta, mas aumentam os Técnicos de Emprego no Estado!! A regra da proporcionalidade indirecta: o azar de uns é a sorte dos outros…mesmo que tenham de gramar com os discuros do líder! Com esta crise, que se lixe!!!
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J,
Também há muito tempo detectei em Sócrates tiques salazarentos. E escrevi aqui, no Blasfémias: cuidado !
Está à vista, e sentido, não só por este caso, menor mas sigificante se comparado com outros.
Sócrates é um yuppie da e na política ! Como lhe faltam qualidades para estadista, vale-se de todos os meios para se aguentar.
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2009 vai ser um ano decisivo para Portugal.
Não ficarei surpreendido se os DESGRAÇADOS POR SÓCRATES E PELO SEU GOVERNO, voltem a votar no PS.
Se tal acontecer, este povo é nesmo NADA e estúpido de todo. Gosta de estar dependente–de.
E assim sendo, continuará a sobreviver com o “favorzinho” e, no fundo e secretamente, a admirar os mega-corruptores !
Ou a invejar futebolistas — só que “isso” não lhes melhora a vida e vidinha, mas dá para entreter.
Vidé programação dos quatro canais nacionais de televisão. Vai acentuar-se em 2009 a dependência, a pedido, de programas anestesiantes da populaça. Exemplo: mais de 30 minutos da SIC após o telejornal das 20H00, com “apanhados”…
Passem bem. Votem no carrasco !
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Quanto a esta nova proposta sobre as reformas: votem no carrasco !
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É claro que a resposta do presidente do IEFP não serve porque uma intervenção/discurso do Primeiro-Ministro nunca pode ser um documento técnico ou um documento legal.
Mas é também claro que o senhor professor gosta de apimentar a coisa e esquece-se de dizer que está em causa um concurso interno dentro do próprio IEFP aberto aos funcionários desse instituto público.
Pode não gostar-se do Programa Novas Oportunidades mas um funcionário do IEFP tem de conhecer o programa, a sua organização e funcionamento e os seus objectivos para que possa ser um funcionário competente do IEFP. Lá por ter de conhecer o regulamento do Programa Novas Oportunidades e ser avaliado por isso, não significa estar de acordo com o mesmo.
Imagine-se que o senhor professor era um infeliz cidadão com a 4.ª classe e que queria qualificar-se ou ver reconhecidas competências adquiridas fora da via formal. Gostaria de ser atendido por um funcionário do IEFP que desconhece o regulamento do Programa Novas Oportunidades?
Cordialmente, Marta Pinheiro
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A razão para incluir o texto das Novas Oportunidades é simples:fazer a avaliação politica do candidato.Aquilo que diga ou escreva sobre as Novas Oportunidades permitirá avaliar o grau de identificação do candidato com o poder Socialista.Depois, o juri sábiamente seleccionado pela direcção do IEFP para favorecer os que são da côr poderá dar a vaga aos que demonstrarem um maior entusiasmo por esse grande feito do Socialismo Modernaço.Tudo isto é banal.São velhas técnicas há muito praticadas por qualquer regime totalitário para controlar a sua Administração pública.
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Só agora é que se aperceberam que o “salazarismo” é uma das formas de “portugalismo” e que o próprio Salazar é fruto de Portugal?!
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Para memória futura, just in case…
Bom dia.
Spartakus.
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Podiam ser mais directos:
Vaga no IEFP
——————-
Requesitos fundamentais:
Ser membro do PS*
Requesitos desejaveis:
Saber ler e escrever
*No caso de derrota eleitoral poderá ser também, requesito fundamental ser membro de outro partido!
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Salazar: autoritário; longe da realidade do mundo; competente; patriota.
Sócrates: autoritário;longe da realidade do mundo; incompetente; demagogo.
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E o CAA por certo já procurou saber em que âmbito é usado o tal texto? A que funções técnicas são exigidas o conhecimento da visão política do projecto?
Conhece alguém no IEFP que lhe tenha explicado?
Diga-me CAA, se você for contratado como gestor de topo para uma qualquer empresa, tem ou não de conhecer (e até partilhar do mesmo espírito) do plano estratégico da empresa no longo prazo?!
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Oh Vitor e o rapazinho sabe o que isso é?
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Vítor,
«Diga-me CAA, se você for contratado como gestor de topo para uma qualquer empresa, tem ou não de conhecer (e até partilhar do mesmo espírito) do plano estratégico da empresa no longo prazo?!»
Claro que não – obrigo é todos os candidatos a trabalharem na empresa a conhecerem os meus textos no Blasfémias e no CM. De cor e salteado…
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Vítor (e Marta Pinheiro),
«E o CAA por certo já procurou saber em que âmbito é usado o tal texto? A que funções técnicas são exigidas o conhecimento da visão política do projecto? Conhece alguém no IEFP que lhe tenha explicado?»
«Mas é também claro que o senhor professor gosta de apimentar a coisa e esquece-se de dizer que está em causa um concurso interno dentro do próprio IEFP aberto aos funcionários desse instituto público. Pode não gostar-se do Programa Novas Oportunidades mas um funcionário do IEFP tem de conhecer o programa, a sua organização e funcionamento e os seus objectivos para que possa ser um funcionário competente do IEFP. Lá por ter de conhecer o regulamento do Programa Novas Oportunidades e ser avaliado por isso, não significa estar de acordo com o mesmo.»
Acham sinceramente que é necessário perceber mais acerca do “âmbito” da coisa?
E que o facto de se tratar de um concurso interno justifica este desmando?
E que o percebimento obrigatório do texto do primeiro-ministro se insere na necessidade de “conhecer o regulamento do Programa Novas Oportunidades”???
Não será o texto do DN suficiente – em conjunto com a adequada percepção do que se passa em Portugal e quem são os políticos que nos governam – para ajuizar a situação?
http://dn.sapo.pt/2009/01/10/nacional/instituto_emprego_exige_leitura_disc.html
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Provavelmente em Israel será diferente. Por lá respira-se liberdade e direitos humanos em cada esquina.
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CAA,
Alguns pontos que julgo fundamentais na questão:
1º – Para se poder defender a exclusão de um texto político (no meio de dezenas de textos técnicos) de um organismo que executa orientações políticas, como é o caso do IEFP, tem então de defender a tecnocratização total do Estado. Assim sendo, para quê eleger um governo?
2º – Em qualquer empresa com plano estratégico (como se pretende que um governo tenham, certo?) existe um documento à cabeça de todos outros, no plano: chama-se Visão e transpõe as linhas mestras do que se pretende atingir. Ora o texto de Sócrates que julgo ser este http://www.novasoportunidades.gov.pt/NovasOportunidades.aspx é um texto que cumpre exactamente essa função: explicar o que é o programa e porque foi criado
3º – Quando afirma “obrigo é todos os candidatos a trabalharem na empresa a conhecerem os meus textos no Blasfémias e no CM. De cor e salteado…” sabe que não é disso que se trata aqui. Aqui estamos a falar não de um artigo de opinião, mas de um político a fazer o seu trabalho (por muito que o CAA não goste) a definir políticas que devem ser seguidas pelos organismos que fazem parte do Estado que governa.
4º – Para defender a sua opinião, também terá de defender que um técnico superior do Banco de Portugal não tem de conhecer previsões ou projecções de cenários futuros. Que um gestor de topo da CGD, não precisa de saber que o governo planeia adquirir ou vender um novo banco. Concluindo, que as políticas devem ser criadas e não executadas.
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Vítor,
«Para se poder defender a exclusão de um texto político (no meio de dezenas de textos técnicos) de um organismo que executa orientações políticas, como é o caso do IEFP, tem então de defender a tecnocratização total do Estado. Assim sendo, para quê eleger um governo?»
Com todo o respeito, julgo que há confusão entre duas questões:
– Não contesto a inclusão de textos políticos, nem filosóficos nem de qualquer outra estirpe;
– Nem está em causa o resvalamento para a “tecnocratização total do Estado”.
O que pode afligir um observador é:
– O perigo para a politização total do Estado, i.e. a sua partidarização direccionada e volitiva.
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CAA,
Julgo que qualquer social-democrata pensa da mesma forma. Concordo totalmente consigo. Apenas não me parece que este seja um desses casos, até porque já o discuti com técnicos do IEFP.
Estou de acordo consigo no âmbito da sua opinião, mas não com o exemplo que escolheu para a sustentar.
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Vítor,
«Em qualquer empresa com plano estratégico (como se pretende que um governo tenham, certo?) existe um documento à cabeça de todos outros, no plano: chama-se Visão e transpõe as linhas mestras do que se pretende atingir. Ora o texto de Sócrates que julgo ser este http://www.novasoportunidades.gov.pt/NovasOportunidades.aspx é um texto que cumpre exactamente essa função: explicar o que é o programa e porque foi criado»
Mais duas questões:
1. O programa a que se refere não se distingue pelos atributos que nele quer inculcar – não é uma “Visão”, com maiúscula ou minúscula, mas sim um chorrilho de banalidades de marketing político barato.
2. O problema fundamental na sua argumentação, no entanto, se me permite a observação, não é esse:
– não se podem realizar analogias entre o comportamento empresarial e aquilo que sucede na gestão superior dos serviços públicos;
– um gestor privado está apenas limitado pelas suas opções empresariais, pelas regras de mercado e pelas restrições legais;
– ora, de modo muito diverso, a direcção de um Instituto Público ou outra qualquer entidade da Administração Indirecta, Directa, Autónoma ou mesmo Independente do Estado, está subordinada a princípios gerais que servem fundamento e limite às sua condutas;
– assim, há princípios constitucionais e princípios da actividade administrativa (mormente os primeiros 12 artigos do CPA), para além de regras específicas em vários estatutos profissionais dos gestores públicos, que exigem um comportamento diverso daquele que o presidente do IEFP patenteou;
– A mistura da política (entendida neste prisma) com a actividade administrativa é nociva e deve ser condenada: jurídica e socialmente.
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CAA,
1. É possível ver banalidades de marketing em tudo o que quisermos. Se eu reduzir todos programas complexos de dietas a “Coma menos. Faça mais exercício. Não seja burra!” posso considerar tudo o que vem para além dos mesmos como “chorrilho de banalidades de marketing empresarial barato”.
2. Por pontos
– Cada vez mais os Estados medem a sua performance com indicadores muito semelhantes aos indicadores de gestão das empresas. Posso discordar dessa utilização em áreas com um carácter implicitamente negativo como a justiça (punição) e a saúde (doença) porque a procura pela rentabilidade pode obviamente levar a uma menor qualidade. Mas em áreas com carácter positivista como a formação profissional, julgo (compreendendo que não se concorde) com a importação de técnicas de gestão empresarial para gerir as mesmas.
– Um gestor de topo privado está “obrigado” a compreender politicamente por que mares navega a empresa. Não estamos a falar de um contabilista que anda a limpar o convés. Estamos a falar de um gestor que está no leme e à orientação chama-se orientação política, mesmo que estejamos numa empresa.
– Não conheço o CPA por isso não vou dizer que não tenha razão. A Lei pode obrigar, mas eu sou livre de discordar. Não estamos aqui a fazer o trabalho do parlamento, estamos aqui (como o CAA bem disse) a emitir uma opinião e “está na lei” não me parece uma boa justificação para uma opinião.
Em todo o caso, aproveito para esclarecer alguma informação errada que por aí circula: o concurso não é para entrar no IEFP. Os desempregados não têm de ler o texto. É utilizado em concursos internos específicos.
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Vítor,
Concordo com o seu nº 1.
«Não conheço o CPA por isso não vou dizer que não tenha razão. A Lei pode obrigar, mas eu sou livre de discordar. Não estamos aqui a fazer o trabalho do parlamento, estamos aqui (como o CAA bem disse) a emitir uma opinião e “está na lei” não me parece uma boa justificação para uma opinião.»
Não está em causa conhecer o CPA intimamente mas sim saber que a qualquer alto responsável da AP compete um dever de isenção face ao poder político, uma separação higiénica entre a prossecução do interesse público e os interesses dos políticos de ocasião.
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CAA:
Concordo com sua opinião.Essa”separação higiénica” a não existir levar-me-ia a pensar ser, no mínimo, decente os “ajuramentados” ao poder de ocasião demitirem-se ou serem demitidos todos nas mudanças! A porca seria a mesma; mudariam os mamantes!Promoção de emprego temporário!
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