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Não era que às vezes não me tivesse já parecido

19 Janeiro, 2009

que a pátria desaparecera mas hoje chegou a confirmação: o ministro Santos Silva indignou-se por Manuela Ferreira Leite ter acusado Sócrates de ser o coveiro da pátria. Qual é o problema de dizer pátria? Já não existe pátria? Enfim se Santos Silva quiser passamos a definirmo-nos como uma comunidade com  diferentes orientações sexuais, vivências múltiplas e pertenças não sei que mais mas sempre se agradece que ele nos avise se pode dizer ou não o termo pátria.

Quanto a Sócrates ser o coveiro da pátria que pelos vistos não se pode definir como tal, Manuela Ferreira Leite que me desculpe mas não estou de acordo. Os coveiros enterram mortos (a propósito o que será feito dos coveiros agora que estão na moda as cremações?) Ora Sócrates precisa dos portugueses vivos pois os mortos não pagam impostos. Digamos que Sócrates precisa de nós naquele estado atolambado em que apenas se consegue pensar que se tem de cumprir mais esta obrigação fiscal e a outra e mais a outra…  mas mortos é que não. Sócrates não é o coveiro da pátria. É sim o  ilusionista deste circo chamado Portugal.

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24 comentários leave one →
  1. Anónimo permalink
    19 Janeiro, 2009 21:02

    por enquanto há comida à venda
    falta dinheira para a comprar

    estamoa a ser governados por um conjunto de
    muckrackers ou ajuntadores de merda

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  2. Luis Moreira permalink
    19 Janeiro, 2009 21:11

    O santos Silva só não se indigna com ele próprio.É o tal do golpe constituicional se o Cavaco ganhasse.Trata as pessoas como se fossem como ele.Capazes de tudo para estar a boiar.

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  3. portela menos 1 permalink
    19 Janeiro, 2009 21:19

    mais um post idiota!
    ainda está por fazer – por parte da sra helena – não digo uma alternativa global mas, ao menos, uma propostazinha de melhoria de governação e melhoria da vida das pessoa.
    mas só a esquerda é que é “botabaixista”!

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  4. 19 Janeiro, 2009 21:23

    Não ofenda os ilusionistas de circo, por favor!
    Tomara o falso engenheiro chegar-lhes aos calcanhares…

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  5. miguel dias permalink
    19 Janeiro, 2009 21:25

    O augusto santos silva está para o Sócrates como o Jaime Ramos está para o Jardim.
    É uma versão de esquerda mais culta.
    Mas a função é a mesma. Dizer e fazer o que os patrões não podem.
    Já agora uma sugestão politicamente correcta para a Manuela F. L.:
    Para a próxima diga mátria. Fica melhor.

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  6. 19 Janeiro, 2009 21:27

    Os camunas andam por aqui.

    fofo

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  7. tricAnalogias permalink
    19 Janeiro, 2009 21:27

    Mulheres…

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  8. 19 Janeiro, 2009 21:42

    Quem não quer trabalhar?

    Ucranianos fazem do trabalho uma actividade.

    Os Tugas ou não fazem nada ou querem ser Funcionario publicos.

    É uma vergonha com o rendimento garantido.

    Ate renda de casa é paga pelo governo, Os nossos impostos

    O Socrates tem que acabar com isso

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  9. Gabriel Silva permalink*
    19 Janeiro, 2009 21:52

    por acaso acho que isso de «pátria» de facto não existe.

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  10. Pi-Erre permalink
    19 Janeiro, 2009 21:57

    Seria mais bonito se, em vez de “pátria”, tivesse usado a expressão “jardim à beira-mar plantado”.

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  11. 19 Janeiro, 2009 22:04

    Os Portugueses não querem trabalhar?

    Na verdade, não querem, a não ser as sopas do estado, mas isso ja vivem elas e eles.

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  12. Pi-Erre permalink
    19 Janeiro, 2009 22:04

    #8 Anónimo

    “O Socrates tem que acabar com isso”

    Não é possível. Sócrates já morreu há 1400 anos.

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  13. 19 Janeiro, 2009 22:07

    ou em vez de “pátria” tivesse apelidade de “cuba europeia”.

    vivemos o sonho abrilesco. sempre optimistas pelos feitos do timoneiro.

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  14. Anónimo permalink
    19 Janeiro, 2009 22:07

    o socras garante que os impostos já desceram não sei quantos milhões …Ah , pois desceram , desceram porque não foram colectados , não há pilim prós pagar.
    Como alguém dá volta aos factos desta maneira ? não sei , mas isto já é do foro patológico.

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  15. 19 Janeiro, 2009 22:10

    Parabéns Helena, pela lucidez.

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  16. Rxc permalink
    19 Janeiro, 2009 22:27

    Acho que o engenhoso goste dos contribuintes letárgicos…Uma espécie de zombies, que se animam quando à bola ou lhes dão umas borlas. De resto é ficarem quietos enquanto o Estado lhes vasculha os bolsos.

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  17. 19 Janeiro, 2009 22:38

    Fui ver ao dicionário e, espantem-se, diz-se lá que pátria (ainda) é o país aonde se nasce… mesmo que por acidente de percurso – o meu caso.
    Claro que há, sempre, uns “nados-mortos” para quem nem pátria, nem progenitor, nem alma…
    Estes, simplesmente, se tornaram em “zombies acomodados”.

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  18. olen permalink
    19 Janeiro, 2009 22:41

    O Guterres enterrou a Economia portuguesa;O Sócrates1 enterrou a Sociedade portuguesa;O Sócrates2 quer cremar os Portugueses,reaproveitando todos os restos que possam ser transformados em euros para financiar os grandes investimentos públicos.Grande especialista em “inginharia” de residuos já contactou a multinacional Auschwitz AG para se instalar em Portugal na próxima legislatura e esta vai ser uma das suas bandeiras eleitorais e integrar o “Plano Tecnológico”.Ajuda também a resolver o problema do desemprego,do deficit da Segurança Social,do SNS e do envelhecimento da população.Melhor do que a promessa dos 150000 novos empregos ou das energias renováveis!É assim uma injustiça chamar-lhe coveiro de uma Pátria que os Socialista já erradicaram desde 1995.Hoje, depois da frequência dum curso Novas Oportunidades já é um Cremador-Chefe que gere o seu stock com um “magalhães”.Heil Sócrates2!Heil!Heil!Heil!

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  19. 19 Janeiro, 2009 23:06

    http://bulimunda.wordpress.com/2009/01/18/exortacao/

    Em Portugal não vivem homens vivem vermes que arrastam penosamente entre as fragas de uma memória perdida no tempo algures…regorgitam o quinto império nunca existente…como ogres que são sabem apenas destruir nunca construir…o seu único objectivo é perpetuaraem-se nas cadeirAS DO PODER COMENDO AS VÍSCERAS DOS INCAUTOS…

    sEJAM INFELIZES…

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  20. dutilleul permalink
    19 Janeiro, 2009 23:07

    O post fez-me lembrar uma mensagem que recebi um destes dias e que me consinto reproduzir aqui sem mais comentários (a reprodução é o comentário:

    “No aviso nº 11 466/2008 (2ª Série), declara-se aberto concurso no
    I.P.J. para um cargo de “ASSESSOR”, cujo vencimento anda à roda de
    3500 EUR (700 contos). Na alínea 7:…
    “Método de selecção a utilizar é o concurso de prova pública que
    consiste na … Apreciação e discussão do currículo profissional do
    candidato.”

    No aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança
    concurso externo de ingresso para COVEIRO, cujo vencimento anda à roda
    de 450EUR (90 contos) mensais.

    Método de selecção:

    Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a
    duração de 90 minutos. A prova consiste no seguinte:
    1. – Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional;
    2. – Regime de Férias, Faltas e Licenças;
    3. – Estatuto Disciplinar dos Funcionários Públicos.
    Depois vem a prova de conhecimentos técnicos: Inumações, cremações,
    exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários.
    Por fim, o homem tem que perceber de transporte e remoção de restos mortais.
    Os cemitérios fornecem documentação para estudo. Para rematar, se o
    candidato tiver:
    – A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;
    – O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;
    – O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.
    No final haverá um exame médico para aferir das capacidades
    físicas e psíquicas do candidato.”

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  21. 19 Janeiro, 2009 23:53

    Minha cara,

    Remeto-a para
    http://atributos-1.blogspot.com/2009/01/o-sr-santos-silva.html

    Lá verá o quanto estamos de acordo.

    Cumprimentos

    José Magalhães

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  22. Anónimo permalink
    20 Janeiro, 2009 11:52

    O problema acho que o coveiro não é a pátria. Parece não é? Lógico não?
    Ainda bem que não desceram ao mesmo nível. É melhor ser coveiro pois este defende o cadaver das avantesmas e dos abutres. Mas o melhor era prender os assassinos e ladroes da pátria e deixar o coveiro trabalhar.

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  23. Tribunus permalink
    20 Janeiro, 2009 17:53

    Manuela Ferreira Leite, ao chamar coveiro de Portugal, não quiz dizer que os portugueses estva mortos, mas deu a ideia popular
    de ser coveiro, aquele que enterra umna sociedade, num poço sem fundo. com as aldrabices que no passado sabado, mais uma vez, insistiu, em impigir aos portugueses, martelando as mentiras anteriors, todos os dias acrescentados, pelo seu governo e o inefavel Sr, Silva um tiranete de terceira ordem, com uma linguagem, de ministro, sem qualificação!

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  24. Ricardo permalink
    21 Janeiro, 2009 02:28

    Augusto Santos Silva personifica tudo o que de negativo existe em política e nunca consegui aproveitar nada do que ele diz, nem com toda a boa vontade do mundo.

    Mas Helena, achar que não somos uma pátria com diferentes orientações sexuais, vivências múltiplas e pertenças revela que somos também uma pátria com diferentes níveis de realismo, tolerância e honestidade intelectual. E a Helena não fica na melhor parte. O Augusto Santos Silva também não.

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