O legislador ainda não tem internet III
Portugal é um pequeno território com 10 milhões de habitantes num mercado de mais de 450 milhões de consumidores. Quase todos os mercados relevantes têm escala europeia. A maior parte das grandes empresas portuguesas não tem escala para competir no mercado europeu e está confinada a um mercado que vale menos de 1% do PIB europeu.
Há quem acredite que o mercado relevante para avaliação da concorrência é o mercado português. E por isso defendem que as empresas portuguesas devem ser impedidas de se fundir para assegurar que existem muitas empresas em Portugal a competir umas com as outras. Esta política tem dois efeitos. Por um lado, como as empresas não podem ganhar quota de mercado (o regulador não deixa), não têm muitos motivos para competir umas com as outras. Forma-se um oligopólio cuja estabilidade é defendida pelo regulador. Por outro lado, como as empresas portuguesas não podem crescer por fusões entre si, acumulam menos capital que as concorrentes europeias de grande dimensão. Mais tarde ou mais cedo, serão irrelevantes a nível europeu.

Se tem cão, está lixado se não tem, lixado está. Vá lá entender esta gente.
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Se o PS encontrar um bom candidato presidencial (por exemplo, uma mulher; a coisa é tão simples quanto isso), Cavaco não será reeleito. Quem apregoa a necessidade de falar verdade, patrocinando campanhas contra o Governo, e depois mantém a confiança política em Dias Loureiro, para além de se deixar humilhar por Jardim, merece ser recambiado.
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“Por um lado, como as empresas não podem ganhar quota de mercado (o regulador não deixa), não têm muitos motivos para competir umas com as outras. Forma-se um oligopólio cuja estabilidade é defendida pelo regulador.”
A quota de mercado também se ganha conquistando clientes à concorrência. As fusões não são a única forma de conseguir aumentar a quota. Ou seja, os motivos para competir umas com as outras, não são afectados.
“ Por outro lado, como as empresas portuguesas não podem crescer por fusões entre si, acumulam menos capital que as concorrentes europeias de grande dimensão. Mais tarde ou mais cedo, serão irrelevantes a nível europeu.”
Irrelevantes já o são. Mas nada impede que uma empresa portuguesa compre uma empresa italiana. Ou seja, nada impede que as empresas portuguesas possam crescer por fusões.
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Da Camara Corporativa vem isto:
Com este veto de Cavaco Silva, Alberto João Jardim poderá continuar a publicar, à custa do erário público, aquela folha “gratuita” chamada Jornal da Madeira. Quem é amigo, quem é?
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Se não fosses parvo, que é que gostavas de ser?
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Em àrea e população pertencemos ao grupo da Suiça.
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Segundo a OCDE, em Portugal a carga fiscal foi de 36,6% do PIB (+34% da S Social= 70,6% do salrio bruto de cada cidadão), na Suiça 29,7%.
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Resulta um poder de compra interno superior dos Suiços que alavanca as empresas suiças para a escala mundial compensando pela via fiscal a fraca escala em àrea e população. Ao invés do resultado miserabilista do tecido Economico Português (desemprego, poder de compra pobre dos Portugueses, grandes empresas à pressão de concentração/monopolios na agua, luz, telecomunicações, alimentação etc).
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http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_tax_revenue_as_percentage_of_GDP
http://en.wikipedia.org/wiki/Tax_rates_around_the_world
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A Crise obriga a desatar esta embrulhada nacional que não nos resolve. Cada vez nos atrapalha e empobrece mais.
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««A quota de mercado também se ganha conquistando clientes à concorrência.»»
Não pode. O regulador não deixa. Se uma empresa se torna dominante, o regulador acha que deixa de haver concorrência. As empresas estão impedidas de ganhar quota, seja qual for o método.
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competitividade…As nossas empresas, a grande maioria, tem o Estado como cliente….
Não se chateiem, isto não muda. Precisamos da protecção do Estado “Mãe”, temos aversão ao Estado “Pai”
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««Mas nada impede que uma empresa portuguesa compre uma empresa italiana.»»
Tirando o facto de:
– o mercado português ser 8 vezes mais pequeno
– as empresas portuguesas estarem artificialmente fraccionadas.
De resto, podemos sonhar com empresas portuguesas a comprar empresas italianas, por norma 10 vezes maiores.
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««competitividade…As nossas empresas, a grande maioria, tem o Estado como cliente….»»
Por acaso é ao contrário. O Estado vive dos impostos cobrados sobre a riqueza produzida pelas empresas portuguesas.
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Acho que está equivocado. Veja qual o peso do IRC na receita fiscal…
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João Miranda. Permita-me que discorde. Temos grandes empresas na área da construcção (porque será?), advogados (porque será também?) e hipermercados e centros comerciais (porque será?). Querer que todos os outros sectores usufruam de mecanismos legais para, livremente, crescer é querer muita uva para uma vinha já colhida. 😀
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««Acho que está equivocado. Veja qual o peso do IRC na receita fiscal»»
Acha que o IRC é a única forma de cobrar impostos pela riqueza produzida pelas empresas?
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“Não pode. O regulador não deixa….. As empresas estão impedidas de ganhar quota, seja qual for o método.”JM
A experiência diz-nos que nenhuma empresa se torna dominante apenas e só por crescimento orgânico. Portanto, os ganhos de quota de mercado nunca chegam a perigar a concorrência.
“Se uma empresa se torna dominante, o regulador acha que deixa de haver concorrência.” JM
Se calhar têm razão para assim pensar . O mercado não é perfeito – é possível construir barreiras artificiais à entrada de grupos estrangeiros.
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Santo Pragal disse
“Com este veto de Cavaco Silva, Alberto João Jardim poderá continuar a publicar, à custa do erário público, aquela folha “gratuita” chamada Jornal da Madeira. Quem é amigo, quem é?
E o Querido Líder, ou quem lhe herde a cadeira, poderá continuar a servir-se, à custa do “sujeito passivo” via O.E. e taxa para o áudio-visual, daquele grupo “gratuito” chamado Radio e Televisão de Portugal. Quem é amigo quem é? 🙂
RTP1
RTP2
RTP Açores
RTP Madeira
RTP Internacional
RTP Africa
RTP N
RTP Memoria
Antena 1
Antena 2
Antena 3
RDP Internacional
RDP África
RDP Madeira A1
RDP Madeira A3
RDP Açores
RDP N/C/S
http://www.rtp.pt/wportal/grupo/universo_rtp.php
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««Mas nada impede que uma empresa portuguesa compre uma empresa italiana.»»Nuspirit
“Tirando o facto de:
– o mercado português ser 8 vezes mais pequeno
– as empresas portuguesas estarem artificialmente fraccionadas.” JM
Quando disse comprar deveria ter dito fundir.
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««A experiência diz-nos que nenhuma empresa se torna dominante apenas e só por crescimento orgânico. Portanto, os ganhos de quota de mercado nunca chegam a perigar a concorrência.»»
O Nusprit é que diz que o ganho orgânico de quota de mercado é suficiente para estimular a concorrência. Se é suficiente para estimular a concorrência também tem que ser para “perigar a concorrência”. Repare que há uma contradição na sua teoria da concorrência. Por um lado diz que o ganho de quota por crescimento orgânico é suficientemente apetecível para estimular a concorrência. Por outro alega que esse ganho de quota é insignificante. Decida-se.
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««Se calhar têm razão para assim pensar . O mercado não é perfeito – é possível construir barreiras artificiais à entrada de grupos estrangeiros.»»
Essas barreiras artificiais chamam-se regulador.
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“Forma-se um oligopólio cuja estabilidade é defendida pelo regulador.”
Mas o oligópolio tem sido a base de todo o capitalismo!
Quem acha que tem financiado os think tanks liberais americanos incluindo os chaicago boys e afins?
Eu só acho estranho que o Miranda ataque tanto o estado da forma que ataca quando muitos dos grandes “industriais” do mundo sobretudo em Portugal, prosperaram não apesar do estado mas por causa dele.
O Miranda devia deixar de ser desonesto. Os mesmos “grandes capitalistas” que geram a riqueza e a quem tantos aqui no blasfémias fazem vénias, por vezes confrangedoras, são os mesmos que formam o tal “oligópolio.”
Caramba, haja vergonha.
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O João Miranda é um acérrimo defensor do estado. Quer empresas enormes para competir com o estrangeiro para aumentar o pib e as estatisticas do estado e assim para o estado portugues estar entre os maiores. Agora se os particluares e a maioria da população viver mal porque só há lugar para grandes empresas que dominem tudo e paguem mal para aumentar os lucros não interessa. O que interessa é as estatisticas do estado. Viva o estado!
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Caro anónimo #20,
Não percebeu nada do que eu escrevi.
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Eu gostava muito de ir ao Carrefour de Telheiras.
Tinha bom ambiente e muita variedade.
O Continente comprou aquilo tudo.
Deixei de ter tanta variedade, mas parece que ficou uma empresa maior.
Ora eu estou-me borrifando para o tamanho das empresas, quero é concorrência e variedade.
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Basta ver o que se passa nas telecomunicações para perceber que nenhum impresário está preocupado com isso. Só mesmo o Sr. Miranda é que ainda acredita no Pai Natal e num mercado protagonizado por actores com comportamentos racionais que seguem teorias elaboradas in vitro. A ideia que basta libertar o empreendedorismo do peso da regulação para que ele floresça vingou exactamente onde? Toda a gente já percebeu que o capitalismo tem como fim último o monopólio, sendo filho do mesmo paradigma que os outros “ismos”: o paradigma da competição. Bom proveito vos faça.
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#21 O João Miranda também não.
Também não entende que empresas fundidas são empresas com menos cargos de relevo, menos pessoas realizadas e menos lugares interessantes de emprego. Menos quotas de felicidade. Mais invejas. Mais tristezas.
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“Se é suficiente para estimular a concorrência também tem que ser para “perigar a concorrência”.” JM
Vais-me perdoar, caro JMiranda, mas a contradição na tua teoria é bem maior do que na minha. Enquanto que a tua têm salto quântico, a minha sustenta-se em evidências empíricas. Volto a repetir o que disse: limitar as empresas ao crescimento orgânico, para além de estimular a concorrência, tem a vantagem de tornar quase impossível que uma delas se torne dominante. É uma ingenuidade muito grande julgar que só existe concorrência quando as empresas têm a possibilidade de se tornarem dominantes. E,uma vez eliminada essa possibilidade, a concorrência desaparece.
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#22
O seu comentário tocou-me porque também tinha o Carrefour como um dos meus favoritos. Ao passar para o Continente desapareceram de lá produtos que só por lá haviam.
Um certo acesso a bons produtos franceses, passou a ser substituído pelos standards do Continente, ou as espanholadas do El Corte Inglés.
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Pinto da Costa disse em tribunal.
– Que recebeu em sua casa Augusto Duarte.
– Nega que tenha dado algum dinheiro a Augusto
Duarte.
– Era confidente de Augusto Duarte, com autorização
do mesmo divulga a concersa havida
– Nao falava ao telefone por tinha conciencia que se encontra sob escuta
– Ganhava mensalmente 14 000 mil por mês
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Ninguem percebe nada daquilo que escreve o JM.
São uma cambada de charteus, tem de meter explicador.
Eu recebo explicandos a partir das 19 ás 3ª e 5ª
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OH João e acha que há algum regulador em Portugal que regula alguma coisa?
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Não se esqueçam que a internet também traz os seus perigos. Devemos, portanto, legislá-la até os minimizarmos, senão não sabemos até onde nos poderá levar o excesso de liberdade dos nossos concidadãos e o seu bom senso. Sinto-me feliz pelo facto de haver pelo menos um governo europeu a tentar dar um bom exemplo de como manter uma sociedade controladamente livre (ver aqui http://www.businessinsider.com/italy-considering-national-ban-on-facebook-youtube-in-plan-to-return-to-dark-ages-2009-2 )…
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Já agora: será que alguém tem paciência para me explicar como é que, numa economia de mercado, se consegue evitar a concentração de capital, logo, de empresas? Agradecem-se explicações que não acreditem no Pai Natal, ou seja, que saibam que não basta haver uma lei a dizer que este é o caminho, para que ele seja seguido. Obrigado
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Caro anónimo #20,
Não percebeu nada do que eu escrevi.
Tampouco eu. Até pensava que quem escriviu isto nao foi o JM e sim um impostor.
Mais é só isto. O JM mexicanizouse. Está a pensar como um qualquer “mexicano” e nao como o seu poderosso vizinho. Esperemos que esta queda e metamorfose seia só temporaria…
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