A credibilidade do Ministério da Educação
Valter Lemos acusa Sociedade de Matemática de fazer política com os exames
O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, acusa o presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, Nuno Crato, e políticos, nomeadamente da área do PSD, de fazerem “considerações vagas, baseadas em preconceitos e acções políticas” quando apontam um suposto facilistismo existente nos exames nacionais dos últimos anos.
Na conferência de imprensa de apresentação dos resultados da 1ª fase das provas nacionais, realizada hoje, Valter Lemos disse mesmo que a mensagem passada – “a de que não vale a pena os alunos trabalharem nem estudarem porque alguém vai resolver os problemas por eles” – induziu os estudantes em “erro”.
Valter Lemos queixou-se hoje que as críticas públicas ao facilitismo nos exames induziram os alunos à preguiça. Ao fazê-lo, o Secretário de Estado reconheceu que os exames do ministério não são credíveis. Os alunos partem do princípio que serão sempre fáceis. Mas mais grave, Valter Lemos reconheceu que 12 anos de escolaridade não chegaram para incutir nos alunos o gosto pelo estudo e pelo saber. Aos alunos, basta-lhes suspeitar que o exame poderá ser fácil para se baldarem. O Secretário de Estado preocupou-se mais em arranjar desculpas para as baixas notas do que em defender a reputação do ensino público. Ao fazê-lo mostrou que é um oportunista, disposto a tudo para ganhar uns pontinhos na luta política.
Ver ainda: Ministra responsabiliza comunicação social pela baixa a Matemática

Assino por baixo.
O exames e as provas de aferição são a maior trafulhice que há. O ME é juiz em causa própria. É ele que elabora, aplica e classifica os exames. Nas provas de aferição ainda é pior, porque ninguém sabe o peso que tem cada pergunta. Com um esquemas destes, quem é pode levar isto a sério?
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quem corrigiu “tramou” os alunos, são inúmeros os casos de excelentes alunos com notas médias nestes exames
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Confrade, não se acredite em tudo o que o seu filho diz…. eu já passei por aí… é mentira 🙂
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Exactamente!
Essa gente está disposta a tudo. Mas nada de certo e bom, nem para os alunos nem para os professores nem para a sociedade.
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Garanto-vos que os critérios são tão apertados (pouco subjectivos), como estupidamente exigentes.
Ou seja, as perguntas são de “caretas”, no entanto, as respostas para terem a cotação máxima (ou lá perto), terão que ser exactamente como os iluminados que elaboraram os critérios de correcção as imaginaram.
Falo com conhecimento de causa.
Este M.E. ficará na história como o pior em todas as vertentes.
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5 # Pedrito
Nas provas de aferição, passa-se o contrário. Tudo é aproveitado e contabilizado. A classificação elaborada pelo ME é altamente subjectiva, e a regra é sempre a mesma: em caso de duvida, classifica-se sempre pelo código mais alto.
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O curioso, realmente curioso disto tudo e que o autor do post não deve estar a par é que a própria ministra (!!) apontou essa como a única razão da descida da média no exame nacional de matemática, no telejornal da SIC à hora do almoço. Inacreditável.
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“That man is a laier!!!” Pixies
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a liar
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Excelente post.
É inacreditavelmente absurdo e dá a medida de desnorte desesperado do governo que um secretário de Estado se dirija a um professor de matemática, membro de uma associação de professores da área, e o responsabilize directamente pelos maus resultados dos alunos em provas nacionais. Ficamos a saber que quando quisermos encontrar os responsáveis pelo estado da educação nos devemos dirigir, não a quem assume cargos no mastodôntico ministério da educação, mas a um pobre professor de matemática que, nos seus tempos livres, tem tido a lamentável ousadia de publicar livros de divulgação da matemática e procurado fomentar o gosto pela matéria nos portugueses. Ao que isto chegou…
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Pedro G.,
Só agora vi isso:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1390758&idCanal=58
Pensava que tinha sido apenas o Secretário de Estado.
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«quem corrigiu “tramou” os alunos, são inúmeros os casos de excelentes alunos com notas médias nestes exames»
Enfim.
Quando fiz o liceu pedi uma cópia dos meus exames e elaborei por punho próprio os recursos.
Hoje em dia, quem achar que foi “roubado” na correcção pode fazer o mesmo, apesar de agora se ter que pagar uma taxa para se ter uma cópia do exame que se fez!!!
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Quando há estes assuntos em discussão há sempre uns quantos a apontar dedos, sendo frequentes as teses “os professores é que fizeram e corrigiram os exames”. Há tempos desmontei esta tese:
http://fliscorno.blogspot.com/2009/06/afinal-quem-faz-os-exames.html
Os exames são feitos pelo GAVE, onde alguns professores convidados fazem os exames. Com isto pretendo sublinhar que dizer que são os professores a fazer o exame faz tanto sentido como dizer que são os médicos que fazem as políticas de saúde só porque a ministra da saúde é médica.
E os exames são corrigidos (estes sim, pelos professores, como um todo) segundo rígidos critérios de correcção elaborados pelo GAVE.
Nesse mesmo post também apresento os DR onde fica clara a estrutura de nomeação política no GAVE, bem como as competências e responsabilidades atribuídas a este organismo.
A ver se desta vez não há água sacudida do capote.
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Esqueceram o mais importante: o ME dizia, o ano passado, que as boas notas a Matemática A se deviam ao Plano da Matemática. Ora o Plano da Matemática nunca atingiu os alunos do ano passado e pelos vistos não dá os resultados que se verificaram ou teríamos ainda melhores resultados este ano porque dois anos de “plano” é melhor que só um.
Há vários factores a pesar. Todos derivam do facilitismo.
Primeiro: a avaliação de professores. Os professores levam mais pontos por fazer palhaçadas do que por preparar os alunos. Para a avaliação dos professores previa-se que se fizesse o balanço da evolução das notas, ou seja os alunos tinham que melhorar se o professor fosse bom. Todos os professores deram melhores notas ao longo do ano.
Segundo: os testes intermédios apontavam para uma continuação do facilitismo e os professores tinham dificuldade em explicar aos alunos (e pais) que as notas nos testes do ministério fossem sempre melhores que nos testes do próprio professor. Mais um pózinho na nota e o assunto resolve-se.
Terceiro: depois de olhar para o exame e notas do ano passado, os alunos candidataram-se à nota. Frequentaram o ano inteiro e anularam Matemática no último período. Ficam só com a nota do exame que previam que fosse fácil. Os muito bons não perderam a aposta porque talvez não tivessem 18 ou 19 e conseguiram-no no exame. Este fenómeno explica, em parte, a descida da média porque uma boa fatia de boas notas passou de interno para externo.
Falta ainda a intervenção dos papás na escola, mas isso… ainda é cedo.
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Ninguém no seu juízo perfeito, pode encetar reformas onde quer que seja, sem a colaboração dos visados/ intervenientes.
Exactamente o caminho seguido pelo ministério da educação no últimos 4 anos em relação aos professores… É verdade que existe muita aventesma no seio dos professores, agarrados aos seus pequenos burgos escolares tipo “LAPA”, que não percebem nada de novas tecnologias, novas metodologias de ensino, nem actualização de conhecimentos… Além de que muito pouco abertos ao debate e às regalias que foram conquistando ao longo dos anos.
Não é assim que se faz…
Outras classes que deveriam prestar contas, advogados, juristas, médicos, enfim anda por ai muito incompetente, começamos pelo nosso primeiro…
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Desde o fim anos 70 início anos 80 que a bolha especulativa da “Educação” não tem parado de crescer, e cada vez que se despeja mais dinheiro cada vez os resultados são mais paupérimos. Como verdadeiros Madoffs os Políticos e Mr. e Mrs. Humphrey’s do Ministério, não se cansam de dizer que colocar dinheiro nesta educação é bom, dá resultados e muita prosperidade, os Portugueses sem poderem fugir porque estes Madoffs têm o grande braço do Estado deitam uma parte importante que ganharam no seu trabalho neste poço sem fundo, além de pagarem manuais e outros. Mas como demonstram quase 10 anos de estagnação económica -na verdade uma Depressão porque sem fundos da UE e aumento da dívida teríamos contraído -esta Educação não serve para nada. Mas nenhum dos Madoffs vai para a cadeia apesar de enganarem os Portugueses.
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Mas este Lemos n devia estar na choldra (estar preso) dado que viciou um concurso para prof coordenador no IP onde trabalhava?
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É de incredulidade este meu comentário: então a “menistra” e mais este lacaio cujo ar de vígaro não engana ninguém agora dizem que a baixa de resultados num exame nacional de matemática é da responsabilidade da comunicação social? Por terem difundido a ideia de que os exames eram fáceis.
Porra, seus badamekos so-cretinos, foi o ministério onde vocês acham que mandam que anda há anos a dar aos alunos a ideia de que os exames são fáceis. Vocês até inventaram umas “provas de aferição” (facilíssimas) para compor ainda mais as “tatíticas”. Vigaristas so-cretinos!!!!
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14 # MJP
“Esqueceram o mais importante: o ME dizia, o ano passado, que as boas notas a Matemática A se deviam ao Plano da Matemática.”
Sobre isso, já escrevi isto:
http://lisboa-telaviv.blogspot.com/2009/07/o-plano-quinquenal-da-matematica.html
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estamos perdidos…
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Um dado a acrescentar que pode explicar algumas coisas:
na avaliação de um professor, a observação de aulas assistidas vale apenas 20%. Os restantes 80% são distribuídos pelo circo feito ao longo do ano e por analisar se o dito professor se relaciona bem com os colegas, a direcção da escola e a comunidade escolar.
Agora pensem: avaliação + burocracia + aulas assistidas a contar apenas 20% + circo e sorrisinhos para os colegas, chefes, alunos e pais a contar 80% é igual a…?
R: pouco tempo para o que realmente importa: leccionar.
Palavra de professor.
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Responsabilizam tudo e todos para esconder a sua própria responsabilidade. Esta equipa da Educação, se não é a pior, é uma das piores de sempre.
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Bravo, caro João Miranda!
Acho ainda piada ao facto do secretário de estado e de outros comentadores acharem que estas notas provarem que os exames foram adequados. Como as médias se situam perto do 10, então encontrou-se o equilíbio. Enfim, em vez serem os alunos a perseguir a exigência ditada por especialistas nas matérias, é o ministério da educação que anda a perseguir a exigência que os alunos determinam…
Cumprimentos
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A culpa é do primo do tio do vizinho…
http://grupo-da-boavista.blogspot.com/2009/07/culpa-e-do-primo-do-tio-do-vizinho.html
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É bom não esquecer que os resultados sejam eles quais forem tanto do 6º ano como do 9ª e 12ª são resultado de anos e anos (correspondentes á escolaridade) de ensino.(Se se pode chamar a isso ensino)
Assim, a péssima reforma e o abaixamento de critérios levados a cabo por este ministério/governo além de reflectirem o que eles próprios entendem com “ensino” também é resultado de alguns anos em que supostamente quase tudo corria ás mil maravilhas.
Vidé se anteriormente a esta “reforma” algum agente do ensino integrou alguma revolta visível, algum protesto, uma pequena manifestação, uma pequena conferência de imprensa que seja.
A visibilidade deste descalabro só foi possível por razões muito diferentes das da qualidade do ensino em si.
Teve sim o silêncio a colaboração e muito compromisso de quase todos os agentes na área da educação até ao momento em que lhes tocaram na parte “sensível”.
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Com a condescendência do sr. comissário José, da brigada da ASAE Gramatical.
Direi: Isto está tudo fo…
PS: Alguem me sabe dizer se o sr comissario é susceptivel de ser corrompido ?( gramaticalmente falando, claro!
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o miranda mobiliza os professores para mais uma gloriosa jornada de luta contra o governo. aconselho a leitura da lista mensal de aposentados e reformados do ministério da educação.
Click to access 2666626687.pdf
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As banalidades repetitivas
e esta faceta piedosa,
são atitudes inventivas
de uma aberração rendosa.
Os despojos educativos
desta política miserável,
são ademais elucidativos
da podridão deplorável.
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Parece-me perfeitamente normal que correndo a ideia de que este ano os exames de matemática estavam a ser muito mais fáceis, alguns alunos se tenham fiado nisso e relaxado um pouco o seu estudo. Não digo todos, mas os que andam em busca de facilitismos é evidente que sim.
Perguntaram ao SE se a ideia de que os exames estavam a ser muito mais fáceis – que pelos vistos era um absurdo – podia ser uma das causas do abaixamento das médias nacionais. Ele disse que era uma hipótese plausível. What’s the problem?
O que eu não percebo é como o ME influencia o nível de dificuldade dos exames, como para aí se diz à boca cheia, quando os exames são elaborados por uma comissão de professores especializada e independente do ministério.
Finalmente, se o SE Valter Lemos está disposto a tudo para ganhar uns pontinhos na luta política, parece-me que os seus adversários também.
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A média do exame nacional de Matemática A, 12.º ano, desceu de 12,5 para 10 valores, tendo mais do que duplicado a taxa de reprovação à disciplina […] Para a tutela este resultado traduz “menos investimento, menos trabalho e menos estudo” do lado dos alunos, na sequência da “difusão da ideia que os exames eram fáceis” por parte da comunicação social.
Ou seja, para a Ministra da (Des)Educação, os resultados bons devem-se ao aumento de capacidade dos alunos, e não ao facilitismo verificado em várias provas. No mesmo ano, com os mesmos alunos, quando os resultados são maus, a culpa volta a ser dos alunos, da sua incapacidade.
Em nenhuma das situações, Maria de Lurdes Rodrigues tem qualquer responsabilidade. Sendo assim, mais 3 pontos para a Ministra na Superliga “incompetente-mor”.
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Giro mas mesmogiro… foi ontem a fenprof ter dito que para o ano se ia bater por novo concurso.
Portanto o proximo governo que se prepare, pois de for o psd vai ter de fazer as vontadinhas todas à fenprof e aos da metemática ou há guerra com o rpoximo ministro. Depois quero ver os jornais a defender as lutas politicas piradas.
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O ME é que está com a razão.
Ponto final, paragrafo.
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«O que eu não percebo é como o ME influencia o nível de dificuldade dos exames, como para aí se diz à boca cheia, quando os exames são elaborados por uma comissão de professores especializada e independente do ministério.»
Isto é errado como referi no comentário 13.
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Apesar de achar que estamos a caminhar para a mediocridade absoluta em termos de exigência escolar (afinal, o ensino tem de ter um cariz homogeneizante), também acho que um dos grandes responsáveis pelos maus resultados são os próprios alunos. Esta mania de chutar a bola para o lado quando as coisas correm mal é a primeira coisa a combater.
Os exames são fáceis? A exigência é pouca? Os professores estão desautorizados e impossibilitados de ensinar verdadeiramente? Então qual é a desculpa dos alunos?? Todos os argumentos anteriores só agravam a qualidade do falhanço dos miúdos e dos seus pais.
Ressalto que não tiro responsabilidades ao ME que permite esta cultura de não-trabalho.
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O GAVE, entidade responsável pelos exames e respectivos critérios de correcção, é uma estrutura funcional e politicamente dependente da hierarquia do ME. Ver DR 2ª série n.º 27, 21 Fev. 2007 (nomeação de Carlos Aberto Pinto Ferreira, ex-assessor do ME, para director do GAVE) e DR 1ª série nº 64 30 Março 2007 (estrutura e competências do GAVE). Ver também http://www.gave.min-edu.pt/np3/2.html onde está explicita a missão do GAVE. Cópia deste documentos em http://fliscorno.blogspot.com/2009/06/afinal-quem-faz-os-exames.html
Os louros e as responsabilidades a quem de direito, sff.
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Para o ano se o governo mudar para aquele que deseja este blog e os sindicatos e as assocações de profes continuarem como o costume ou o governo faz a s vontadinhas todas e diz amen com a educação “comunista” ou está frito. E vão ter uma força do caraças!!
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Jorge,
Indique o diploma que aprovou a estrutura e competências do GAVE que pelo número e data do DR quie indicou não consegui chegar lá.
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««O que eu não percebo é como o ME influencia o nível de dificuldade dos exames, como para aí se diz à boca cheia, quando os exames são elaborados por uma comissão de professores especializada e independente do ministério.»»
Independente do Ministério? Quem lhes paga o salário? Quem os escolhe? Quem tem o poder para não os escolher? Mas há alguém que trabalhe com o Ministério da Educação que seja independente?
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Rb,
veja p.f. esta print screen:

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Meu caro,
sobre a ministra, escrevi isto:
http://atributos-1.blogspot.com/2009/07/culpa-nao-e-minha.html
Melhores cumprimentos
JM
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João Miranda,
Já leu o diploma que aprovou a estrutura e competências do GAVE? Se o tiver aí à mão, indique-mo sff.
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Jorge,
Já vi, mas eu queria saber qual é o diploma donde foi retirado esse extracto, pois parece-me insuficiente essa informação.
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Esta fica aqui para memória futura:
“Já a Direcção-Geral de Saúde garante que não faz sentido os pais das crianças ficarem isolados. “Não há riscos se não tiverem sintomas”, justifica a subdirectora-geral da Saúde, Graça Freitas, explicando que não se pode obrigar ninguém a ficar em quarentena.”
Quem assim falar não lê, é desinformado, ignorante, irresponsável e um criminoso em potencial, porque há confirmadamente centenas de portadores assintomáticos da gripe H1N1 que nao exibem sintomas e continuam a disseminar o virus.
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O discurso é sempre o mesmo..somente mudam os culpados…acrescentam-se sempre mais alguns…um dia destes ainda vão culpar o D.Afonso Henriques…ou a Mumadona…
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Rb,
aqui ficam dois diplomas relevantes encontrados numa googlada:
Diário da República, 1. série — N. 64 — 30 de Março de 2007 (de onde tirei o tal print screen):
Click to access 20002001.PDF
Decreto Regulamentar n.º 30/2007. D.R. n.º 63, Série I de 2007-03-29:
http://dre.pt/util/getpdf.asp?s=dip&serie=1&iddr=2007.63&iddip=20070967
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ver também Diário da República, 2. série — N. 48 — 8 de Março de 2007:
Click to access 0622706227.pdf
(texto completo no site do ME: http://www.dgidc.min-edu.pt/avalexam/reguljne.pdf )
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Obrigado pela googlada, Jorge.
Há que ter em conta o conselho consultivo composto por um representante de cada uma das associações e sociedades científicas e pedagógicas das áreas de saber a que respeitam os instrumentos de avaliação. Este, dá algumas garantias de independência.
Não passava pela cabeça de ninguém que o ME não fosse tido nem achado no que respeita ao modo como são elaborados os exames nacionais. Há que haver algum controle, portanto.
Custa-me a acreditar que o ME dê instruções ao GAVE para facilitar exames apenas com o intuito de melhorar estatísticas. Eles serão assim tão maus, lá no ministério?
Aliás, já no meu tempo de estudante, havia diferenças de ano para ano em relação à dificuldade dos exames, além de que essa matéria é muito subjectiva.
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Rb,
«Custa-me a acreditar que o ME dê instruções ao GAVE para facilitar exames apenas com o intuito de melhorar estatísticas. »
Se há ou não instruções, não faço ideia. Que os exames têm uma elevada variância quanto ao nível de dificuldade, têm. E que o ME não tem escrúpulos em colher louros mesmo em anos de exames muito fáceis, como no ano passado, também é um facto. Conclusões, é como em tudo, cada qual faz as suas.
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Já agora, o conselho consultivo não é responsável pela validação dos exames (corrijam-me se estiver errado). As suas competências são
«2—Compete ao conselho consultivo emitir pareceres
em matéria de instrumentos de avaliação externa das
aprendizagens.»
Quanto a erros nos exames, é de reparar neste “Quadro de avaliação e responsabilização” do GAVE, que entre os objectivos estratégicos conta com “Reforçar o grau de correcção, robustez e fiabilidade dos instrumentos de avaliação externa das aprendizagens”:
http://www.gave.min-edu.pt/np3content/?newsId=2&fileName=quar_2008_pagina.xls
Encontramos metas como o número de provas produzidas, a elaboração de «um estudo sobre o PISA 2000/2003/2006», «organização de reuniões internacionais», e até existe uma meta de atingir os 3 milhões de visitas à «página do GAVE na Internet».
Uma meta que estabeleça um objectivo mensurável quanto ao número de erros em exames é que não existe.
É certo que existe um grupo titulado «Qualidade» onde se contabiliza, entre outros aspectos, a percentagem de «provas sujeitas a auditoria científica». Este grupo vale no entanto apenas 15% da avaliação e não mede a quantidade de erros encontrados nos exames (mede o número de provas submetidas a auditoria).
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A primeira “Socratice” da semana.
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#16 Lucky Lucke:
Muito bem! Cada pequeno diálogo dessa série é um pequeno tesouro.
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A ver e ouvir….
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O ME, sempre o ME
Pois
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Acho um piadão a este tipo de postagem!!
É claro que Valter Lemos tem toda a razão..
A comunicação Social e os partidos da Oposição andam há meses a fio, há anos, a alardear da facilidade dos exames, a incutir para as pessoas que os examens nem é preciso estudar nada porque são fáceis. Quantas e quantas vezes não se ouviam ressabiados a dizer: “ah…eles passam tudo..eles não podem reprovar os alunos..ah..isto…ahh..aquilo”.
Sejamos sérios, essa foi a forma que eles encontraram para minimizar e apoucar o esforço dos professores que se empenharam em ensinar mais e melhor, desprezar os planos de apoio e as aulas de recuperação.
Sejamos sérios e deixemo-nos de hipocrisias: a comunicação social, na sua generalidade, secundou canina e irreflectidamente estas posições e esta falsa ideia.
Sería agora por demais presunçoso e cegueira da nossa parte não querer ver que o resultado de tal mensagem da oposição..resultou em desleixo e facilitismo dos alunos. É óbvio que a Oposição e a comunicação social (alguma), na ânsia de querer apoucar, prestaram um mau serviço aos alunos e aos pais dos alunos – foram induzidos em facilidades pela Oposição.
Isto é a prova do que resulta a mensagem do botabaixismo e do apoucamento. As pessoas à força de apoucar e de dizer mal acabam por ter uma percepção errada das coisas e depois claro..espalham-se e lixam-se.
A Oposição nesta história toda faz-me lembrar aqueles adeptos arrogantes que vão defrontar um clube para uma taça qualquer e estão fiados que já passaram de eliminatória, não treinam não precisam de treinar, já está no papo e..zás!
Quando ouço adeptos e apaniguados a defender a ideia que ” ó!! é fácil, nem é preciso estudar..já passamos!” eu digo logo…fia-te na virgem e não corras.
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Desta vez, o JM está cheio de razão. E com o tempo, acredito que comece a compreender melhor outros aspectos perversíssimos das políticas socialistas para a (falta de) educação.
O ME centraliza tudo. Absolutamente tudo!
Ninguém é livre no universo eduquês e os que ousam afirmar a sua liberdade são imediatamente trucidados pelo monstro.
Os 25 ano de serviço que já levo, divididos entre estatal e privado, e o facto de estar transitoriamente no estatal permitiram-me ousar borrifar-me para as planificações do meu departamento. Fiz as minhas próprias e geri, como me apeteceu, o programa. Nunca informei ninguém sobre o meu método e nunca ninguém me questionou, a não ser para saberem se estava a cumprir o programa, ao que sempre respondi afirmativamente, claro.
Recebidos na escola os resultados das provas de aferição, surgiu a bronca que esperava: Mais de metade dos meus alunos obteve o nível máximo; 30% nível B e os restantes C. Não houve negativas, portanto, mesmo nos alunos que classifiquei negativamente ao longo do ano. E agora?!
Agora, como os resultados dos meus alunos são muitíssimo superiores aos da escola e ultrapassam em mais de 45% a média nacional, vou ser penalizada na avaliação de desempenho, porque não segui as tais planificações que me tentaram impor! Até já tive que redigir uma justificação para anexar à acta de uma reunião urgente do meu departamento.
Este caso tem, no entanto, um importante aspecto positivo: É mais uma pérola (inesperada) para o trabalho académico que tenho em curso.
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Acho um piadão a este tipo de postagem!!
É claro que Valter Lemos tem toda a razão..
A comunicação Social e os partidos da Oposição andam há meses a fio, há anos, a alardear da facilidade dos exames, a incutir para as pessoas que os exames nem é preciso estudar nada porque são fáceis. Quantas e quantas vezes não se ouviam ressabiados a dizer: “ah…eles passam tudo..ah..eles não podem reprovar os alunos..ah..isto…ahh..aquilo”.
Sejamos sérios, essa foi a forma que eles encontraram para minimizar e apoucar o esforço dos professores que se empenharam em ensinar mais e melhor, desprezar os planos de apoio e as aulas de recuperação.
Sejamos sérios e deixemo-nos de hipocrisias: a comunicação social, na sua generalidade, secundou canina e irreflectidamente estas posições e esta falsa ideia.
Sería agora por demais presunçoso e cegueira da nossa parte não querer ver que o resultado de tal mensagem da oposição..resultou em desleixo e facilitismo dos alunos. É óbvio que a Oposição e a comunicação social (alguma), na ânsia de querer apoucar, prestaram um mau serviço aos alunos e aos pais dos alunos – foram induzidos em facilidades pela Oposição.
Isto é a prova do que resulta a mensagem do botabaixismo e do apoucamento. As pessoas à força de apoucar e de dizer mal acabam por ter uma percepção errada das coisas e depois claro..espalham-se e lixam-se.
A Oposição nesta história toda faz-me lembrar aqueles adeptos arrogantes que vão defrontar um clube para uma taça qualquer e estão fiados que já passaram de eliminatória, não treinam não precisam de treinar, já está no papo e..zás!
Sempre que ouço adeptos e apaniguados a defender a ideia do ” ó!! é fácil, nem é preciso estudar..já passamos!”, eu digo logo… – então fia-te na virgem e não corras.
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“Custa-me a acreditar que o ME dê instruções ao GAVE para facilitar exames apenas com o intuito de melhorar estatísticas. Eles serão assim tão maus, lá no ministério?”
“#16 Lucky Lucke:
Muito bem! Cada pequeno diálogo dessa série é um pequeno tesouro.”
A parte 2 também está no Youtube, existem lá muitos episódios do Yes, Minister e do Yes, Prime Minister.
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Esqueci-me de responder a esta citação:
“Custa-me a acreditar que o ME dê instruções ao GAVE para facilitar exames apenas com o intuito de melhorar estatísticas. Eles serão assim tão maus, lá no ministério?”
Os resultados estão á vista. A influência desta educação no Estado do País também está á vista. Não trás nem riqueza nem prosperidade.
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Deixe lá que antes também se ensinava mal. Por exemplo: há muita gente que não distingue “trás” de “traz” eh eh eh
Agora a sério, concordo. É por isso que somos um país de mão de obra desqualificada e com salários altos relativamente aos concorrentes. Um dos grandes culpados foi Cavaco que deixou desbaratar os dinheiros da CEE para formação profissional.
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“Deixe lá que antes também se ensinava mal. Por exemplo: há muita gente que não distingue “trás” de “traz” eh eh eh”
I stand corrected como bem dizem os anglos-saxões.
Das lições de Português só me lembro da “àrvore” o que quer dizer que já foi no início de 80 logo não foi “antes” 🙂
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A partir do momento que um carreirista como Valter Lemos – (ele saberá o que é dar aulas e estar numa Escola?) – chega a Secretário de Estado (cargo que na época da Monarquia Absoluta era um verdadeiro “ministério”), está tudo dito sobre a actual equipa ministerial …
A sinistra equipa da 5 de Outubro, populista e pouco inteligente, em vez de atacar como problemas o défice de competências, de conhecimentos, o analfabetismo funcional e outros males (dando melhores meios – o que não significa mais – às Escolas e aos Docentes) elegeu como “inimigo de estimação” a classe docente culpando-a do marasmo educativo …
A este senhor, a Jorge Pedreira e a Milu Rodrigues eu digo: so long!
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61#
pois pois..
É claro que Valter Lemos tem toda a razão..
A comunicação Social e os partidos da Oposição andam há meses a fio, há anos, a alardear da facilidade dos exames, a incutir para as pessoas que os examens nem é preciso estudar nada porque são fáceis. Quantas e quantas vezes não se ouviam ressabiados a dizer: “ah…eles passam tudo..eles não podem reprovar os alunos..ah..isto…ahh..aquilo”.
Sejamos sérios, essa foi a forma que eles encontraram para minimizar e apoucar o esforço dos professores que se empenharam em ensinar mais e melhor, desprezar os planos de apoio e as aulas de recuperação.
Sejamos sérios e deixemo-nos de hipocrisias: a comunicação social, na sua generalidade, secundou canina e irreflectidamente estas posições e esta falsa ideia.
Sería agora por demais presunçoso e cegueira da nossa parte não querer ver que o resultado de tal mensagem da oposição..resultou em desleixo e facilitismo dos alunos. É óbvio que a Oposição e a comunicação social (alguma), na ânsia de querer apoucar, prestaram um mau serviço aos alunos e aos pais dos alunos – foram induzidos em facilidades pela Oposição.
Isto é a prova do que resulta a mensagem do botabaixismo e do apoucamento. As pessoas à força de apoucar e de dizer mal acabam por ter uma percepção errada das coisas e depois claro..espalham-se e lixam-se.
A Oposição nesta história toda faz-me lembrar aqueles adeptos arrogantes que vão defrontar um clube para uma taça qualquer e estão fiados que já passaram de eliminatória, não treinam não precisam de treinar, já está no papo e..zás!
Quando ouço adeptos e apaniguados a defender a ideia que ” ó!! é fácil, nem é preciso estudar..já passamos!” eu digo logo…fia-te na virgem e não corras.
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Acabei de enviar esta opinião sobre essa figura chamada Valter Lemos a outro blog (Grande Loja do Queijo Limiano). Se desejar pode reproduzi-la.
“O curriculum desse senhor Valter fala por si. Está ao nivel do seu Primeiro. Licenciatura em Biologia e Mestrado de Boston (note eu não disse da bosta !). Mas ainda melhor é o seu IPCB. Desde aceitar a divisão de uma Escola de Tenologia e Gestão em uma de Tecnologia em Castelo Branco e outra de Gestão na Idanha (!), porque o então Presidente da Camara (agora em Castelo Branco) queria uma “universidade” na terra dele, até á “repetição” de Departamentos na referida Escola de Tecnologia para satisfazer clientela, …. há de tudo! Uma das figuras que o sujeito promoveu num conjunto de concursos fraudulentos, apresentou uma prova de caracter ciêntifico para Prof. Coordenadora, que deveria legalmente ter o nivel de Doutoramento (!), com cerca de 60% plagiada pela NET! E sabe que os oponentes no mesmo concurso nada puderam fazer porque não eram os plagiados(!?)…Entretanto, por outras razões o concurso foi anulado, tamanha era a trafulhice!
Essa figura é tenebrosa. Uma das ultimas que fez como “cliente” de outro governo foi a da Escola Superior de Turismo no Fundão!
Esta gente é capaz de plantar uma “universidade” em cada esquina!”
Um abraço,
Nuno
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A seguir vem o Carlos Silva. Deve ser a primeira vez que vejo um caso de dupla personalidade em que as duas são iguais. 🙂
Dr.Alisandro pelos resultados do País podemos inferir:
Hipótese A: Se a Educação é boa os paupérrimos resultados do País mostram não é assim tão importante uma vez que não tem poder para afectar o Estado do País. Logo não vale a pena investir tantos recursos em algo que tráz poucos ou nenhuns benefícios. Os Madoff Sociais no Ministério continuam a dizer o contrário…
Hipótese B: A Educação é Má e os resultados do País reflectem tal coisa.
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Para quê tanta Matemática se 75% dos alunos do secundário foge da Matemática optando por outras áreas? E mesmo aqueles que a escolhem nunca irão precisar dela para a sua vida futura. Não é por acaso que 80% dos políticos vem da área de letras! Deixem-se de tretas!
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http://www.anomalias.weblog.com.pt/arquivo/401042.html
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62,
Alise … alise …
Para ver se isso cresce …
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Estudo de professor da Universidade de Londres prova que o novo ECD e
o modelo de avaliação de desempenho prejudicam o desempenho dos alunos
e inflaccionam as notas
É um estudo académico realizado por um professor de Economia Aplicada
da School of Business and Management da Universidade de Londres. O
estudo tem o título de Individual Teacher Incentives, Student
Achievement and Grade Inflaction. O autor é português: Prof. Pedro
Martins. Para além de ser professor na Universidade de Londres, Pedro
Martins é “fellow researcher” no Instituto Superior Técnico e no
Institute of the Study of Labour, em Bona.
O estudo investigou o impacto das reformas educativas, realizadas, em
Portugal, nos últimos 3 anos, no desempenho dos alunos do ensino
secundário. O novo ECD, imposto pelo decreto-lei 15/2007, foi incluído
no leque de reformas educativas. O estudo baseia-se na informação
individual dos resultados dos exames em todas as escolas secundárias
portuguesas desde o ano lectivo 2001-02 até ao último ano lectivo
completo (2007-08). Utiliza informação disponibilizada pelo Júri
Nacional de Exames e que tem sido utilizada para a construção de
rankings (por exemplo, aqui e aqui).
Em termos específicos, compara a evolução dos resultados internos e
externos (exames nacionais) nas escolas públicas do continente com as
escolas privadas e também com as escolas públicas das regiões
autónomas. A motivação para esta escolha está no facto de os dois
últimos tipos de escolas não terem sido afectadas – pelo menos não com
a mesma intensidade – pelas várias alterações introduzidas no estatuto
da carreira docente e avaliação de desempenho dos professores. Nessa
medida, tanto as escolas privadas como as escolas públicas das regiões
autónomas podem servir como contrafactual ou grupo de controlo.
Os resultados indicam uma deterioração relativa de cerca de 5% em
termos dos resultados dos alunos das escolas públicas do continente em
relação tanto às escolas públicas da Madeira e Açores como às escolas
privadas. A explicação dada pelo autor do estudo para este resultado
prende-se com os efeitos negativos em termos da colaboração entre
professores a partir do momento em que a avaliação de desempenho
surgiu associada aos resultados escolares dos alunos (taxas de
insucesso e de abandono). Ou seja, os professores começaram a
colaborar menos uns com os outros e a partilharem menos os materiais e
os conhecimentos. Por outro lado, o aumento da carga burocrática
associada à avaliação também poderá ter tido custos em termos da
qualidade da preparação das aulas.
Por outro lado, o estudo conclui que a variação em termos dos
resultados internos destes mesmos alunos é menor, embora também
negativa – cerca de 2% (em contraponto a 5% nos exames nacionais). A
diferença entre os dois resultados, que sugere aumento da inflacção
das notas, pode explicar-se pela ênfase colocada pelo ECD (decreto-lei
15/2007) e pelo modelo de avaliação de desempenho (decreto
regulamentar 2/2008), pelo menos na sua primeira versão (antes da
avaliação simplificada) – nos resultados dos alunos (taxas de
insucesso e de abandono) como item a ser considerado na avaliação dos
professores.
Este estudo é de enorme importância. As conclusões arrasam o novo ECD,
o novo modelo de avaliação de desempenho de professores e as restantes
reformas educativas introduzidas no ensino secundário. Espero que os
jornais e as televisões peguem nos resultados deste estudo. Está tudo
neste post, incluindo a versão completa do estudo do Prof. Pedro
Martins.
Para saber mais:
O estudo “Individual Teacher Incentives, Student Achievement and Grade
Inflaction” versão completa
O estudo – versão abreviada (resumo)
http://www.profblog.org/2009/03/estudo-de-professor-da-universidade-de.html
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Zé Preto, depois não se queixem da baixa produtividade e do aumento constante da dívida externa (não consta que as áreas das “humanidades” criem bens transacionáveis) Dê-me lá exemplos de empregos em áreas produtivas que não precisem de fundamentos sólidos de matemática? Até a porra da sociologia precisa de recorrer a ela (ou devia, pelo menos).
Os alunos escolhem cursos sem matemáticas porque são mais fáceis. Tenho a certeza que qualquer bom aluno duma engenharia a sério (aqueles que ainda pedem matemática, física ou química como específicas) tiraria com uma perna atrás das costas a maioria dos cursos de outras áreas (se tivesse paciência para aturar a mediocridade que é ensinada).
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Carlos Silva colocou o dedo na ferida… está cheio de razão!
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Autor de petição sobre responsabilização dos pais satisfeito com discussão no parlamento
O autor de uma petição que pede uma maior responsabilização dos pais na educação dos alunos, hoje em discussão no parlamento, considera que “o mais importante é que as pessoas discutam o assunto”.
O parlamento discute hoje uma petição lançada pelo professor Luís Braga, que reuniu cerca de 17 mil assinaturas, em que defende uma maior responsabilização dos pais na educação dos seus filhos.
À Lusa, o professor de Viana do Castelo manifestou-se hoje satisfeito por verificar “que não estava sozinho” e que muitas pessoas se juntaram à petição, o que “é motivo de esperança”, mesmo que nenhum partido decida legislar sobre o assunto.
O docente entende que “a opinião dos professores não é levada em conta” na forma como o sistema de ensino é encarado e lamenta que não seja valorizada “a visão do professor que vive o dia-a-dia das escolas”.
Luís Braga também defende que a questão da Educação “não é só dos professores”, afirmando que recolheu o apoio de dirigentes de associações de pais que concordam com a petição e reforçaram que a questão “tem que ser reflectida”.
Luis Braga afirmou à Lusa que não estará presente hoje na Assembleia da Republica por estar, “à ordem do tribunal, como testemunha, num caso de promoção e protecção de um aluno”.
http://www.ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1390844
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http://www.scribd.com/doc/17014737/As-Novas-Oportunidade
O “dossier” do meu mecânico que consultei, formando do 12º ano, era pior que um caderno de um aluno fraco da 4ª actual classe!
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72 # Gigi
Li o que colou ai. É como eu pensava. Ainda não ouvi um único relato sobre o novas oportunidades que não fosse igual a esse.
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#3 o meu filho teve 17 a Fisico Quimica, poderia ter mais. Irá pedir revisão.
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AS ASSOCIAÇOES NAO ESTAO ISENTAS DE CONTAMINAÇAO PARTIDARIA. A DE MATEMATICA TEM UM PRESIDENTE QUE ILUSTRA MUITO BEM O VICIO, INDEPENDENTEMENTE DE MERITOS PESSOAIS E SOBRETUDO PROFISSIONAIS RECONHECIDOS.
HA’ DEMASIADOS TREPADORES…
QUEM NAO E’ TEM A OBRIGAÇAO POLITICA E ETICA DE APRESENTAR ALTERNATIVAS
CLARAS.MAS PELO VISTO, A ALTERNATIVA DITA CREDIVEL, NAO VAI ALEM DA EXCLUSAO DA CALCULADORA DAS SALAS DE AULAS E DA AUTOMATIZAÇAO DAS OPERAÇOES.RIDICULO.
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O PM já elucidou o país sobre o programa de governo PS – a primeira grande prioridade são as NOVAS OPORTUNIDADES.
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Bem as eleições estão a chegar.Sera que o perfil da nossa sociedade politica e profissioal. vai ser mais honesto do que foi nos ultimos 35 anos? a falta de honestidade. è pior que azeite a espalhar-se numa mesa. vai em todas as direcções!
As mentiras descaradas, o meter a mão no dinheiro dos outros,
aldrabar em concursos etc etc ( viram a indigação do Coelho na televisão por não haver negociatas?=
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RXC
69
“Tenho a certeza que qualquer bom aluno duma engenharia a sério (aqueles que ainda pedem matemática, física ou química como específicas) tiraria com uma perna atrás das costas a maioria dos cursos de outras áreas (se tivesse paciência para aturar a mediocridade que é ensinada)”.
Tens a certeza? Baseado em que dados? Mais uma vez “a olho”, como é costume em Portugal.
A única área que se financia a si própria é a do Desporto e é a que tem grande influência no nosso PIB.
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Só quem não tem noção do que se tem passado no ensino, nos últimos governos, pode tecer afirmações como os n.º 54, 56 e alguns outros. Nesse aspecto, as principais questões foram bem esclarecidas por comentadores como o n.º 13 e outros, que se vê que têm um conhecimento efectivo da realidade do ensino português e das instruções “impostas” pelo Ministério aos professores que vão corrigir os exames.
Se este já estava mal, devido ao aumento do facilitismo, piorou bastante mais com a actual equipa ministerial, em que avulta este tal Valter Lemos, conhecido pelas habilidades que alguns já referiram num politécnico e, se não estou em erro, pelas muitas faltas que dava.
A realidade é esta: os alunos durante o ano têm professores que assumem posições diferentes: uns, exigem que os alunos estudem, trabalhem e classificam-nos nos testes conforme o que eles fazem. Nas notas de período e de final do ano têm influência a assiduidade, participação nas aulas, trabalhos de casa e outros aspectos.Neste caso, embora as notas dos alunos nos exames possam baixar, pois trata-se de uma prova escrita que não inclui os outros componentes citados, essa baixa não costuma atingir grandes diferenças. Há, porém, outra realidade: alguns professores conseguem dar positiva e até notas elevadas a uma turma inteira, como se fosse normal que todos soubessem o suficiente.São demasiado benevolentes, exageram nas facilidades e outras atitudes que até tenho pudor em relatar. Claro, depois os resultados dos exames são uma vergonha, como eu vi numa pauta do 12.º ano de outra disciplina, há três anos, em que três alunos com 18 durante o ano tiraram negativa no exame. Posso compreender que haja alunos que, por uma questão nervosa, possam baixar um bocado, mas tanto?
Conheci muitos professores e alunos, durante mais de trinta anos. Conheci alguns professores por quem passei a ter admiração e respeito, mas conheci outros por quem passei a sentir um profundo desprezo. Bons alunos sempre houve, mas se um aluno puder passar sem ter de prestar atenção nas aulas e estudar, porque o há-de fazer? Basta observar as pautas de final de ano em qualquer escola secundária, em que alunos, repletos de negativas, passam de ano, no terceiro ciclo. Depois no 10.º é a transição e há toda uma máquina que “obriga” os professores a passar os alunos. Disse a actual ministra que a reprovação de um aluno custava 3.000 euros. Como todos sabemos, a ignorância fica mais barata e contratar professores novos, sem experiência nenhuma ou quase e pô-los a leccionar enormidades como as “Novas Oportunidades” fica muito mais barato e permite o falso sucesso a que temos assistido. Por tudo isto e as notas contarem para a avaliação dos professores e outras decisões de gente sem conhecimentos nem vontade de melhorar o ensino, muitos professores, fartos de aturar estas palhaçadas e sem disposição para serem cúmplices nelas, pediram ou estão a pedir a aposentação, basta consultar todos os meses, o Diário da República ou o site da C.G.A.
Assim, com uma mão-de obra mais nova e dócil, porque mais dependente, o Ministério poderá atingir mais depressa os seus objectivos e podem ter a certeza que, os professores que puderem, mesmo que penalizados monetariamente, continuarão a pedir para sair, o mais depressa possível, desta situação que não respeita os professores e alunos que trabalham e só favorece os prequiçosos, apoiados por certos dirigentes de Associações de Pais que tem sido coniventes com esta maquiavélica e sinistra política governamental.
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“Tenho a certeza que qualquer bom aluno duma engenharia a sério (aqueles que ainda pedem matemática, física ou química como específicas) tiraria com uma perna atrás das costas a maioria dos cursos de outras áreas (se tivesse paciência para aturar a mediocridade que é ensinada).”
Não é verdade.
Estou em engenharia electrotécnica no IST e posso garantir-lhe que nem eu nem mais de 80% dos meus colegas fazíamos um curso que fosse só decorar.
Meter factos na cabeça, despeja-los num exame de duas horas e depois esquecer tudo não é para mim.
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venho por este meio dizer ao Mininstério de educação e desportes,por iligalidades nos cursos de
musculação,ecardio,nos Açores que deviam ser iguais como no Continente, não ser diderentes em todos os espectos do curso ser complectamento desigual ao cursos na rialidade.
No curso de informação não está incluido a formação de educação fisica dada no curso de educação
fisica dada na universidade, por este ser uma informação tirada á presa para que o dono dos ginásios fica-sem com as portas a bertas,sem o director técnico,assim ficava o dono responsavel
com uma informação que a nivel nacional não serve de nada por não ter continuado a informação que seria dáda todos os anos lá fora no CONTINETE,por isso estes Ginásios estão a bertos sem informação de qualidade,por isso deviam de estar fechados,por não teram capacidade de dár aulas porque a informação foi de teoria e não de prática,assim temos pessoas a dár aulas sem o minimo
conhecimento geral.
Eu acho que as leis regionais não deveriam ser diferentos das do continente.
Os ultimos cursos completos foram em LIsboa na escola do Sporting,para todos os professores de educação fisica e para so que tinha curso de muscolação á 15 anoscom informaçaõ todos os anos.
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eu tambem acho que os ginásio nos Açores focem melhores se os donos tirassem o curso no continente igual aos que tiraram na escola do sporting,ou no Porto,esta informação que tiram aqui nos Açores só serve para nada ,eles tiram e como é uma inforamção fora de circulação,eles são obrigados comprar revistas de muscolação nas tabaqueiras e nas livreraias,porque vão pelos livres de curiosidade,porque a informaçao não serve para nada.
Tenho o curso geral tirado lá fora, e pelo que vejo estas informações não servem nem para monitor de um ginásio.
Eu tenho uma queixa feita com 724 pessoas escritas para seguir para o ministério nacional,e a seguir as originais vão para Bruxelas.
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