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Retornados: a palavra possível nasceu há 35 anos (I)*

5 Março, 2010

 “Estivadores africanos do porto de Lourenço Marques recusaram-se ontem a carregar barcos de carga destinados a Lisboa com bens pertencentes a colonos brancos que regressam a Portugal. Segundo anunciaram, respondem assim  a um apelo lançado pela Frelimo no sentido dos residentes brancos permanecerem no território, ajudando ao seu desenvolvimento. Todavia na capital moçambicana a tensão aumentou nos últimos dias, devido a uma série de deflagrações (…) que devem ser obra de extremistas das direitas.

Direitas. Extremistas. Colonos. Brancos – esta notícia do Telejornal da R.T.P. do dia 21 de Junho de 1974 contém os tópicos básicos das notícias sobre aqueles que, um ano depois, passarão a ser designados como retornados. Mas em Junho de 1974 os retornados não só não existiam como eram precisamente aquilo que antecipada e firmemente se garantia aos portugueses que jamais sucederia. É certo que, em 1974, existiam em Portugal os refugiados de Goa e os refugiados do Zaire. Mas os primeiros surgiam como o resultado dos erros de Salazar e dos segundos não só mal se ouvira falar como também eram apresentados como a natural consequência do colonialismo.
Os portugueses de África confrontaram-se desde os primeiros momentos com um estereótipo que os reduzia à caricatura dos colonos brancos, extremistas de direita. Que para maior agravo fugiam por receios infundados e por não quererem dar o seu contributo aos novos países africanos: “filhos pródigos” de Moçambique  – chama por este mesmo mês de Junho de 1974 o correspondente do Expresso naquele território àqueles que já então esgotavam os bilhetes da TAP para a viagem  Lourenço Marques-Lisboa.
Mas este enquadramento ideológico, quer das vidas dos portugueses em África, quer de tudo o que lhes possa vir a suceder, leva a um fenómeno muito mais profundo que a caricatura: a indiferença pela omissão. Assim, esperar-se-ia que a situação vivida por estas pessoas em Lourenço Marques merecesse maior atenção por parte da comunicação social daquilo a que se chamava metrópole. Afinal não era de modo algum habitual que cidadãos portugueses fossem impedidos de viajar sequer pelos seus governos quanto mais por um movimento político armado, no caso a FRELIMO, do qual o Alto Comando Militar de Moçambique (ACMM ) continuava a dar conta de ataques – na terceira semana de Junho de 1974 são imputados pelo ACMM  à FRELIMO ataques a três aldeias no distrito de Cabo Delgado que causaram uma morte e seis desaparecidos, para lá do assassínio de três chefes tribais no distrito de Vila Pery. Mas não foi isso que aconteceu. Mesmo a referência à carga que a FRELIMO não quer deixar embarcar não gera qualquer curiosidade. O que pretendem embarcar estas pessoas:  bens que querem colocar em segurança para o que der e vier ou a panóplia habitual de objectos nestas viagens sazonais de reencontro com os familiares e de apresentação dos filhos aos parentes que tinham nesse território a que chamavam Portugal europeu? Em Lisboa ninguém se interessou por esse assunto. Vão ser necessários muitos meses e muitos milhares de retornados para que a imprensa portuguesa lhes dedique espaço e para que o discurso do poder político-militar conceda que eles existem.
Seja na versão oficial ou no imaginário de cada um de nós, os retornados são um fenómeno de 1975. De facto são de meados de 1975 as imagens dos caixotes junto ao Padrão dos Descobrimentos e das crianças sentadas no chão do aeroporto de Lisboa. É também em 1975 que começa oficialmente a ponte aérea que traria centenas de milhar de portugueses de África. E finalmente é em 1975 que, perante a evidência da catástrofe, se arranjou um termo politicamente inócuo, susceptível de nomear essa massa de gente que só sabia que não podia voltar para trás. Arranjar um nome para esse extraordinário movimento transcontinental de milhares e milhares de portugueses foi difícil, não porque as palavras faltassem mas sim porque os factos sobravam.
Contudo não só muitos deles não eram retornados, pela prosaica razão de que tinham nascido e vivido sempre em África, como surgem muitos meses antes de a palavra retornado ter conseguido chegar às primeiras páginas dos jornais portugueses. Desde Junho de 1974 que encontramos notícias sobre a fuga dos colonos, dos brancos, dos africanistas, dos europeus, dos ultramarinos, dos residentes e dos metropolitanos. Enfim de pessoas brancas, pretas, mestiças, indianas… que residiam em Angola, Moçambique, Guiné e Cabo-Verde. Nenhum destes termos é verdadeiramente apropriado para descrever o que eles de facto eram mas a desadequação dos sinónimos foi breve pois dentro de poucos meses eles deixaram de ser definidos em função dessa África onde foram colonos, brancos, africanistas, europeus, ultramarinos, residentes ou  metropolitanos para passarem a ser definidos em função da própria fuga. Então passarão a ser desalojados, regressados, repatriados, fugitivos, deslocados ou refugiados. Finalmente, em meados de 1975, tornar-se-ão retornados
Oficialmente os retornados nasceram há 35 anos, em Março de 1975, através do decreto nº 169/75 que criou o IARN. Ao contrário do que ficou para o futuro, as siglas não queriam dizer Instituto de Apoio ao Retornados Nacionais mas sim Instituto de Apoio ao Retorno de Nacionais pois quanto mais os factos davam conta da catástrofe mais cuidado punha Lisboa na gestão das palavras. O texto introdutório do decreto explica  a criação do IARN como uma medida de “prudente realismo” perante a  possibilidade de advir do “processo de descolonização em curso (….) o eventual afluxo a Portugal de indivíduos ou famílias que hoje residem ou trabalham em alguns territórios ultramarinos”. Mas não só a estes portugueses se refere este decreto. Aliás os seus considerandos mais sérios e assertivos (nada que se assemelhe a um “eventual afluxo” mas sim a um retorno em “grande massa”) são reservados  não aos retornados de África mas sim aos portugueses emigrados na Europa: “Considerando que, no caso de se verificar uma grave crise de emprego nos países principais destinatários da emigração portuguesa, é de admitir a hipótese do retorno de uma grande massa de emigrantes ao País;” Ou seja, escassas semanas antes de começar uma das maiores pontes aéreas mundiais para evacuação de refugiados, numa fase em que por barco e carreiras aéreas regulares já tinham afluído a Portugal milhares de residentes nos territórios africanos e quando os próprios funcionários públicos portugueses e membros das forças segurança abandonavam em massa os seus lugares em África, o poder político-militar de Lisboa finalmente reconhecia não ainda a sua existência mas a possibilidade de virem a existir.  
Aquilo que o decreto 169/75 refere como “eventual afluxo” foi o maior êxodo de portugueses registado num tão curto período. Não se sabe ao certo quantos foram os retornados pois muitos “retornaram” directamente de África para o Brasil, Canadá, Venezuela ou deixaram-se ficar pela África do Sul. E não fosse o povo ter chamado bairro dos retornados a alguns conjuntos de habitação social, geralmente pré-fabricada, para onde alguns deles foram residir,  não se encontraria outra referência no espaço público à sua existência. Até hoje ninguém  os homenageou. Deles o poder político e militar falou sempre o menos possível. A comunicação social, tão ávida de histórias, demorou anos a interessar-se por aquilo que eles tinham para contar. E os poucos que entre eles passaram a papel as memórias desse tempo só em casos excepcionais conseguiram romper o universo restrito das edições de autor.
Há 35 anos inventámos a palavra retornado. Mas eles não retornavam. Eles fugiam. Retornados foi a palavra possível para que outros – os militares, os políticos e Portugal  – pudessem salvaguardar a sua face perante a História. Contudo a eles o nome colou-se-lhes. Ficaram retornados para sempre. Como se estivessem sempre a voltar. 

*PÚBLICO

168 comentários leave one →
  1. JJPereira permalink
    5 Março, 2010 10:25

    Torga e A.J.Saraiva escreveram, e descreveram, em termos exactos( sobre )este crime, esta vergonha e esta tragédia que nos enodoa enquanto povo.
    Convém relê-los.

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  2. 5 Março, 2010 10:31

    A “descolonização exemplar” teria sido para rir, se não desse para chorar. Podemos agradecer do fundo do coração a tão prestativas alminhas que tanto se empenharam no processo, cujo resultado diz tudo o que há para dizer de quem nele participou.
    O termo “retornado” colou-se à pele de quem de lá veio. Casos de pessoas que tiveram que tirar um Bilhete de Identidade da “Metrópole” para conseguirem um emprego. Aconteceu com o meu pai. E era eu puto pequeno e ouvi uma senhora – uma gentil alma, seguramente – a dizer à minha mãe “o Otelo é que tem razão, vocês deviam ser todos encostados ao campo pequeno e fuzilados”. Sim, comigo ali ao lado.
    Creio que hoje podemos chegar a uma conclusão: a “descolonização exemplar” foi um dos maiores crimes contra a humanidade do Séc. XX. Foi criminoso para os Africanos, que tiveram que ficar, e foi crimonoso para os Portugueses que tiveram que regressar.

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  3. Alves da Silva permalink
    5 Março, 2010 10:35

    Grande texto. Parabéns. Sugiro a dedicatória ao Dr. Almeida Santos que coroou este momento alto da hitória de Portugal (que António José Saraiva comparou, com bastante comedimento, a Alcácer-Quibir)com uma legislação que retirou a nacionalidade portuguesa a milhões de portugueses, que queriam continura a sê-lo.

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  4. João permalink
    5 Março, 2010 10:52

    Obrigado por este post.

    É preciso não esquecer essas centenas de milhares de homens, mulheres e crianças que ficaram sem nada e foram obrigados a recomeçar as suas vidas do zero e os responsáveis políticos dessa tragédia. Alguns destes pulhíticos foram canonizados em vida e transportados em andores pela esquerda indígena nacional e não só. É a história a quem temos direito.

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  5. João permalink
    5 Março, 2010 10:55

    O Sócras está em Moçambique a mendigar tostões dos milhões que foram roubados aos portugueses e que hoje em dia servem para alimentar as cleptocracias socialistas que governam esses países.

    Estão bem uns para os outros.

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  6. lica permalink
    5 Março, 2010 10:55

    VEJAM ESTAS 4 VERGONHAS SOBRE FIGURAS PUBLICAS NACIONAIS!!! É O PAIS QUE TEMOS!!!

    Marques Mendes – Novo Pensionista !

    Aos 50 anos de idade e com 20 anos de descontos como Deputado, Marques Mendes acaba de requerer a Pensão a que tem direito, no valor mensal vitalício de 2.905 euros mensais. Contudo, um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos para obter uma reforma de 80% da remuneração média da sua carreira contributiva.

    Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas…’

    =============================================================================================

    Oh camarada Odete! Atão???

    para camarada Odete Santos :

    Vamos lá juntar as nossas fortunas e seguidamente dividimos por dois, que eu passo a ser do PC….

    Odete Santos é milionária…… Mas é contra o capitalismo…

    TAMBÉM EU QUERO SER COMUNISTA !!!

    Odete Santos

    Pasmem

    Declaração de rendimentos da camarada Odete Santos

    Declaração de 2005

    Deputada e Presidente da Assembleia Municipal de Setúbal
    Trabalho dependente – 48.699,48€
    Trabalho Independente – 6.860,19€
    Rendimentos prediais – 1.369,38€

    Património Imobiliário

    – 1 prédio urbano em Setúbal,

    – 1 fracção em Setúbal,

    – 3 prédios rústicos na Guarda,

    – 22 prédios rústico na Guarda

    – Automóveis – 1 ligeiro Lancia.
    – Contas Bancárias :

    Certificados de aforro do Inst.Gestão Financeira no valor=

    2.400.000 €

    Mais 5 certificados de aforro no valor de:

    300 mil €

    621 mil €

    400 mil €

    1.613.000 €

    391 mil €

    SÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓ ???

    ASSIM, SIM… VALE A PENA

    EU TAMBÉM QUERO

    SER COMUNISTA !!!

    ==================================================================================================================================

    ” Rapazinho” até é prendado….só posso concluir que…..já não há profissionais de Medicina, como antigamente (jb)

    Inapto por Junta Médica

    Pobrezinho, não sei como ele vai sobreviver até ao final do mês!

    O PAÍS INTEIRO
    PRECISA DE SABER……
    Com 46 anos… Inapto por Junta Médica… Hein!… Diz-se ainda que com reforma de 35000 € mensais… O nosso problema continua a ser a distribuição de riqueza…
    O problema não está nos funcionários públicos… O tempo o dirá…
    Afinal foram só 9732 milhões

    As notícias que dão conta da desumanidade das juntas médicas são manifestamente exageradas. Afinal há quem não se queixe das mesmas.
    Ontem mesmo, em carta enviada ao Público, Paulo Teixeira Pinto indica que passou ‘à situação de reforma em função de relatório de junta médica’.
    Certamente ainda mal refeito da forma como foi corrido do BCP e da Opus Dei, este banqueiro de 46 anos foi considerado inapto para o trabalho, apesar de já ter arranjado um cargo numa consultora financeira.
    Teixeira Pinto nega ter recebido 1o milhões de euros de ‘indemnização pela rescisão do contrato’ com o BCP, garantindo que apenas recebeu a ‘remuneração total referente ao exercício de 2007’:9.732 milhões de euros em ‘compensações’ e ‘remunerações variáveis’. Estas juntas médicas são as mesmas que recusam reformas a Professores com Cancro.
    …mas o Governo não sabe disto ?
    Façam andar até isto chegar a alguém decente…

    =======================================================================================================

    VERGONHA – se fosse eu a dever játinha ido “engavetado”…

    Isto é só a ponta do iceberg…
    Quem cala consente!

    Grandes figurões…e grupo de “Otários” silenciosos – IMPORTANTE DIVULGAR
    NÃO HÁ PALAVRAS…!!!! Vamos “acompanhar” a GRECIA?

    Numa pequena notícia do Expresso,foi noticiado que prescreveu uma
    dívida de 700.000,00 Euros , de IRS de António Carrapatoso, figura de
    proa da Telecel/Vodafone.
    Porque razão prescreveu esta dívida? Porque razão não se procedeu à
    cobrança coerciva, dado que o contribuinte em causa não tem, nem nunca
    teve, paradeiro desconhecido?
    Aliás, António Carrapatoso nunca deixou de aparecer, com alguma
    frequência, nos écrans da televisão para entrevistas e comentários,
    onde sempre defendeu as virtudes do “sistema” em que vivemos e que nos
    é imposto (pudera!!!!).
    Esta dívida não pode prescrever porque se trata de dinheiro devido ao
    Estado, ou seja a TODOS NÓS.
    No dia 14 de Janeiro de 2005, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa,
    durante um Encontro dos Correios de Portugal, os CTT pagaram 19.000,00
    euros a Luís Felipe Scolari por uma palestra de 45 minutos, que teve
    como tema algo do tipo «Como fortalecer o espírito de grupo». A
    decoração custou mais de 430.000,00 euros e havia dois carros de luxo.
    A despesa efectivamente, com a decoração do gabinete do presidente do
    Conselho da Administração dos CTT, Carlos Horta e Costa, bem como a
    sua sala de visitas e ainda das salas de visitas e refeições custou
    430.691,00 euros.
    Carlos Horta e Costa teve à sua disposição, um Jaguar S Type (a renda
    para o adquirir custou cerca de 50.758,00 euros) e um Mercedes Benz
    S320CDI comprado por 84.000,00 euros ).
    Assim, o Relatório da Inspecção-Geral das Obras Públicas conclui haver
    «indícios de má gestão» e «falta de contenção de uma empresa que gere
    dinheiros públicos», pelo anterior Conselho de Administração que
    liderou os CTT.

    Vítor Constâncio governador do Banco de Portugal ganha 272.628,00 €
    por ano, ou seja quase 18.200 contos MENSAIS, 14 meses/ano.
    Outros ordenados chorudos do Banco de Portugal :
    O Vice-governador, António Pereira Marta – 244.174,00 €/ano
    O Vice-governador, José Martins de Matos – 237.198,00 €/ano
    José Silveira Godinho – 273.700,00 €/ano
    Vítor Rodrigues Pessoa – 276.983,00 €/ano
    Manuel Ramos Sebastião – 227.233 €/ano

    O Vice-governador, António Pereira Marta até acumula com o seu salário
    com a sua pensão como reformado … do Banco de Portugal.
    Aliás, o Vítor Rodrigues Pessoa, também tem uma reforma adicional de
    39.101,00 €/ano Total 316.084 €/ano
    e o José Silveira Godinho também acumula com uma pensão do BP, mais
    139.550,00 €/ano Total 413.250,00 €/ano
    Campos e Cunha, ex-ministro das Finanças recebeu durante os dois meses
    em que esteve no Executivo 4.600,00 euros mensais de ordenado e uma
    reforma de 8.000,00 euros do Banco de Portugal.
    Mira Amaral saiu da Caixa Geral de Depósitos (CGD) com uma reforma de
    gestor 18.000,00 euros. Na altura acumulava uma pensão de 1,8 mil
    euros, como deputado e 16.000,00 euros como líder executivo da CGD.
    O que me choca não é o valor da reforma. É o facto de Mira Amaral
    poder auferir desta reforma (paga pelos contribuintes) ao fim de
    apenas um ano e nove meses!!!!!!
    Esta situação é profundamente escandalosa e tem repercussões que
    afectam a própria credibilidade do regime democrático.
    Esta forma aparentemente ligeira como é gasto o dinheiro dos
    contribuintes é grave pelo acto em si e pelo seu impacto na
    legitimidade do Estado para impor novas formas de captar receita.
    LEMBRAM-SE O QUE O POVO PORTUGUÊS FEZ EM RELAÇÃO A TIMOR?????? E AGORA
    QUE FAZEMOS POR NÓS??????? NADA!!!!!!!!
    LEMBRAM-SE O QUE O POVO PORTUGUÊS FAZ QUANDO A SELECÇÃO JOGA?????
    SE NOS MOBILIZAMOS POR DETERMINADAS CAUSAS, PORQUE NÃO POR NÓS
    PRÓPRIOS? BANDEIRAS NAS JANELAS, COMO FIZEMOS COM A SELECÇÃO
    PORTUGUESA, MAS EM VEZ DA BANDEIRA PORTUGUESA, BANDEIRAS NEGRAS E
    ESCREVER NELAS AS PALAVRAS DE ZECA AFONSO “ELES COMEM TUDO E NÃO
    DEIXAM NADA”

    Pelo menos divulga este documento, ou faremos parte de um grupo de
    “Otários” silenciosos.
    Depois de apresentar este texto só posso dizer que tenho vergonha de
    ser português em Portugal.
    Gostava de viver numa verdadeira Democracia!
    Todos com o mesmo sistema de saúde;
    Todos a pagarem impostos;
    Todos a terem reformas merecidas e justas;
    Todos com o mesmo sistema de Justiça
    e não um para os ricos (intocáveis) e outro para os pobres.

    Peço a quem ler esta mensagem que a divulgue !! mas não fiquem por
    aqui, estes a quem nos referimos ainda gozam c/ estas divulgações, á
    que tomar medidas rapidamente ou temos todos sangue de barata? É a n/
    sobrevivência que está em jogo!!!!!!!Deixem-se de “futebóis”, isso não
    nos dá o pão!

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  7. lica permalink
    5 Março, 2010 10:57

    faltou este figurão mo post acima:

    Marques Mendes – Novo Pensionista !

    Aos 50 anos de idade e com 20 anos de descontos como Deputado, Marques Mendes acaba de requerer a Pensão a que tem direito, no valor mensal vitalício de 2.905 euros mensais. Contudo, um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos para obter uma reforma de 80% da remuneração média da sua carreira contributiva.

    Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas…’

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  8. José permalink
    5 Março, 2010 11:35

    “E os poucos que entre eles passaram a papel as memórias desse tempo só em casos excepcionais conseguiram romper o universo restrito das edições de autor.”

    Gostava de saber quem são e que livros escreveram.

    E gostava de saber em que textos publicados Torga e AJSAraiva escreveram sobre o assunto.

    Os jornais e revistas que tenho da época- e são muitos- dão uma imagem temperada do que se passou. Mas a realidade vivida então, permite recompor o puzzle.

    Os retornados nunca foram muito bem vistos pelos que estavam cá, por uma simples razão: tomaram lugares e cargos que poderiam ter pertencido aos que cá estavam. E muitos deles, comportavam-se de modo estranho aos costumes que por cá ainda havia.

    Eu sei disto porque me lembro desse tempo, tive amigos que vi partir e retornar e sei o que passaram lá e cá, depois disso.

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  9. José permalink
    5 Março, 2010 11:39

    Havia O Jornal que saiu em Maio de 1975 e o Expresso que se publicava desde 1973 que tinham artigos de opinião e reportagem.

    Havia a Vida Mundial, principalmente nos anos 1974 e 75 que davam uma imagem do Portugal em pleno PREC.Aliás, esta revista, era a que mais se aproximava do espírito PREC em evolução, porque não era inteiramente sectária, apesar de ser um espelho da confluência das ideias ( que ideias?) do MFA, do PS, do PCP e da extrema esquerda. Muitas figuras desse campo da esquerda genérica escreveram, deram entrevistas e redigiam notícias nessa revista, para mim, incontornável para quem quiser perceber realmente o que foi o PREC de 74/75, no seu contexto e ambiente real.

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  10. José permalink
    5 Março, 2010 11:41

    Em 1976 a revista passou a ser dirigida por Natália Correia e perdeu esse élan “progressista”. Deixei de comprar.

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  11. Falcão Peregrino permalink
    5 Março, 2010 11:41

    Os que fizeram a descolonização exemplar, que aqui trairam os seus compatriotas, abandonados à sua sorte, são os mesmos que agora nos colonizam com os africanos.1000000.Mais do que colonos havia em África e que ficaram sem os bens.Que no caso de Moçambique até são dados a boeres…
    Para a “venda” de Cabora Bassa durante anos moçambique aliou-se à africa do sul, perdendo receitas para conseguir aquilo que só o nosso grande africanizador fez:entregar a preço de saldo o que custou muitas vidas Portuguesas a construir e a pagar…
    Com traidores a governar Portugal obviamente não pode ir longe.Mas o zé povinho quer ser africanizado e ser mandado pelos africanos e portanto vota nisso…

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  12. 5 Março, 2010 11:47

    Muito obrigado por ter escrito esta crónica, para memória futura.

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  13. Falcão Peregrino permalink
    5 Março, 2010 11:49

    Quem leia os jornais até às independências quase nem tropeça com nada do ultramar.Havia alguém a cuidar da “palha” que se podia comer…

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  14. Falcão Peregrino permalink
    5 Março, 2010 11:58

    Mas convém esclarecer que os maiores responsáveis da tragédia foram os que andaram a gritar (e a conseguir) “nem mais um soldado para as colónias”.A partir desse momento derrubaram tudo.E convém recordar que para todo o exército em guerra havia no 25 menos de 50 oficiais subalternos do QP.O resto era miliciano.Assim como o PPC foi fazendo promesas sobre promessas de reduções de SMO até terem acabado com ele os “progressistas” nas faculdades foram destilando o veneno que acabou como acabou…

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  15. José permalink
    5 Março, 2010 12:10

    “Mas convém esclarecer que os maiores responsáveis da tragédia foram os que andaram a gritar (e a conseguir) “nem mais um soldado para as colónias”.

    Inteiramente verdade, isto. Nomes sonantes? Ana GOmes e Durão Barroso.

    E por mim, aplaudi em silêncio porque iria bater com os costados em 1976, se tal chegasse a suceder. E tinha medo como outros tiveram. Mas não fugiria como outros fugiram, entre os quais o Alegre que agora quer ser PR.

    A questão subsequente, portanto, deve ser esta: os políticos que tínhamos na época, eram os do PREC e ainda os do PS. O PSD não contava nada nessa altura e o CDS ainda menos.

    Portanto, foi a esquerda que assumiu a validade do slogan e embarcou nesse espírito revolucionário de entregar de mão beijada as colónias.

    Teriam alternativa? Sò se não fossem esquerda…

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  16. José permalink
    5 Março, 2010 12:14

    E até o CDS, com Freitas do Amaral se dizia “rigorosamente ao centro”, com duas setas a apontar, para quem tivesse dúvidas. O PSD social-democrata, ainda chgeou a balbuciar que o socialismo de Bernstein é que sim e por isso não tinha medo de ser de esquerda.

    Por isso, em 1974, em Portugal toda a gente era de esquerda e contra o fassismo.

    Os poucos que eram do contra, foram esmagados e presos em 28 de Setembro de 1974 e Spínola era o seu líder.

    Vão ver a lista dos presos e até riem. Artur Agostinho foi um deles.

    Os banqueiros Espíritos Santos e outros Salgados e afins, fugiram logo para o Brasil, tendo despachado o grosso da maquia monetária para fora.

    Esses, porém, retornaram e tomaram conta disto outra vez.

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  17. José permalink
    5 Março, 2010 12:17

    A descolonização é uma responsabilidade colectiva, esmagadoramente maioritária.

    E tenho a certeza absoluta que os retornados se estivessem cá, tinham feito a mesma coisa que os que por cá estavam.

    Por isso, viola no saco e mea culpa de todos.

    Os bodes expiatórios são o Almeida Santos e o Mário S. mas apenas isso. Todos somos culpados como na Alemanha nazi foram pelo nazismo que elegeram.

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  18. José permalink
    5 Março, 2010 12:19

    Fugimos todos porque nos convenceram, com destaque para a maioria esmagadora de esquerda que então existia, que assim é que devia ser. E foi.

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  19. Antonio Lemos Soares permalink
    5 Março, 2010 12:27

    RETORNADO, Sou eu!

    Nunca fui, até hoje, a África.
    Costumo dizer, no entanto, que sou um angolano por adopção.
    O meu Pai esteve em Angola durante 20 anos e, como diz habitualmente, não foi à praia uma única vez, tanto era o que tinha para fazer. Só foi para África por uma única razão: ajudar a minha avó viúva, a melhorar a sua situação económica.
    Foi o que fez com muito esforço, até descobrir, sem dúvida tarde demais, que era afinal, um perigoso «colonialista», «explorador», «fascista». Ele que começou a trabalhar aos 13 anos.
    No último dia que esteve em Luanda, um alto dirigente do MPLA da época, pediu-lhe para ficar. Tive sempre a impressão que não ficou por causa de mim, que tinha acabado de vir ao mundo… Desde que nasci – em pleno «Verão Quente» de 1975 – ouço falar em Angola todos os dias, literamente: o meu Pai sempre me falou muito bem do Povo africano – «A melhor gente do mundo», como se não cansa de afirmar.

    A descolonização foi uma tragédia sem nome, para dois tipos de pessoas: para os africanos, que viram os seus Países, recém independentes, ficarem sem os seus quadros e serviços; para os europeus como o meu Pai, que trabalharam metade de uma vida, para nada.

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  20. Falcão Peregrino permalink
    5 Março, 2010 12:28

    E agora a africanização de Portugal é culpa de quem?Com um estado social garantista amante da pobreza sem discriminações de nacionalidade e origem também com alguém a cuidar a “palha politicamnete correcta” que se deve dar na propaganda onde é que ela vai parar?E o país?

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  21. JJPereira permalink
    5 Março, 2010 12:46

    #8 (José)
    Torga : entradas nos “Diários”
    A.J.Saraiva : artigo no DN de 26 Jan 79 , recolhido posteriormente nos “Filhos de Saturno” (este livro encontra-se esgotado, sem vislumbre de reedição…)

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  22. José permalink
    5 Março, 2010 12:55

    JJPereira:

    Muito obrigado. Informação preciosa que vou procurar.

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  23. José permalink
    5 Março, 2010 13:03

    Tenho o Crónicas de A.J. Saraiva, mas essa de 24.1.1979 não está lá. Refere que está no Filhos de Saturno.

    A propósito: porque é que o DN não organiza um arquivo para consulta na NEt?

    Alguém sabe?

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  24. anónimo permalink
    5 Março, 2010 13:07

    teve 35 anos para se adaptar e ainda não conseguiu, retorne às origens que isso passa-lhe.

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  25. zazie permalink
    5 Março, 2010 13:26

    «Os retornados nunca foram muito bem vistos pelos que estavam cá, por uma simples razão: tomaram lugares e cargos que poderiam ter pertencido aos que cá estavam. E muitos deles, comportavam-se de modo estranho aos costumes que por cá ainda havia.»

    Pois não. Foram eles que trouxeram a droga e muitos outros hábitos que ainda hoje espelham a traficância e corrupção que não eram tradicionais por cá.

    É um fenómeno tramado para se pegar. A verdade é que os portugueses conseguiram praticamente um milagre na integração desses mundos diferentes.

    Apesar de ter sido com eles que apareceu a moda das falsas habilitações e prioridade de emprego a “minorias”.

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  26. Ricardo Marques da Silva permalink
    5 Março, 2010 13:34

    O que fica como facto, e isso ninguem pode tirar, é que cerca de 10 mil jovens portugueses (a maior parte deles vindos da tão enchovalhada “metropole”) viram pela ultima vez a luz do dia nesses territórios. O que fica como facto é que as estimativas apontam para 30 a 40 mil jovens feridos, muitos deles com repercurssões para toda a vida.

    Por isso lamento que tenham perdido tudo e tenham sido obrigados a refazer a vida do zero, mas isto tinha que parar!

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  27. Anónimo permalink
    5 Março, 2010 13:43

    Raramente concordo consigo mas desta vez concordo.
    Vivo em Moçambique de momento e vejo o que de bom se fez e os amores e ódios que há em relação aos ex-colonizadores.
    Mas o apontar de culpas e ressentimentos internos e externos(e não se esqueça que a altura era quente tanto em Portugal como em Àfrica) é como em tudo o resto inútil.
    Há é que aproveitar o que restou e partir daí reconstruir as relações entretanto destruídas ou mitigadas. Como começa a ser feito. Isto numa base de igual paraa igual, relações baseadas no mútuo interesse.Será bom para nós e para eles.
    Para concluir(não me estou a referir à autora) isso do tempo volta para trás deve acabar como estado de espírito português.

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  28. José permalink
    5 Março, 2010 13:44

    #25:

    Exactamente. A corrupção endémica nos portugueses, deve-se muito a esse fenómeno. Compreensível mas que veio para ficar, com a Toyota,nessa mesma altura.

    E esta análise sociológica, sendo de bolso, vale tanto como as outras porque as não há.

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  29. tina permalink
    5 Março, 2010 13:47

    Comoveu-me o texto, Helena. O meu obrigado também.

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  30. Falcão Peregrino permalink
    5 Março, 2010 14:06

    “Apesar de ter sido com eles que apareceu a moda das falsas habilitações e prioridade de emprego a “minorias”.”
    Com os retornados vieram muito poucos africanos puros.O politicamente correcto tenta passar essa ideia(e os africanos) para se colarem ao “portuguesismo afectuoso” que tudo facilitará…
    A realidade é que em 1975 não deveria haver em Portugal mais de 1000 africanos puros.Agora estimo um 1000000… boa parte deles sem ocupação e a viver por conta.Assim compreende-se que o navio afunde…

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  31. anónimo permalink
    5 Março, 2010 14:13

    hoje a destilação de catinga é oficial.

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  32. Falcão Peregrino permalink
    5 Março, 2010 14:14

    A invasão começou com o bondoso Guterres.E progrediu e progride geométricamente com o nosso grande africanizador:Sócrates o tal que tinha como MAI o António Costa que fez as maravilhosas leis depois de ouvidas as “associações” que são autênticos TGV´s ligados a África…

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  33. Falcão Peregrino permalink
    5 Março, 2010 14:17

    A central xuxa-piscoisa não se cansa de falar em catinga mas é só para disfarçar.Culpas próprias obviamente.Traição pura.À NAÇÃO PORTUGUESA.Que já é governada por sobas e monhés coisa “moderna” e do agrado geral como se vê nos resultados eleitorAIS…

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  34. Falcão Peregrino permalink
    5 Março, 2010 14:20

    Agora imaginem um africano empregado no estado a tratar de “papeladas” como BI´s e Passaportes… entre outras coisas.Trabalhem, trabalhem muito que a África está cheia de pobreza…

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  35. anónimo permalink
    5 Março, 2010 14:43

    um ganda tupariove….. ai ué mama ué mama

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  36. Falcão Peregrino permalink
    5 Março, 2010 15:08

    tunda baba tuniana puto

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  37. tina permalink
    5 Março, 2010 15:51

    maningue chonguila!

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  38. tina permalink
    5 Março, 2010 16:01

    baadhi ya wachambuzi ni hivyo chebalala, ili bubu Zarilú ni sawa na urefu, lazima uwe mafuta ugly ucedarac, ambaye kila mtu anaendesha mbali! …

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  39. Falcão Peregrino permalink
    5 Março, 2010 16:08

    “Isto numa base de igual paraa igual, relações baseadas no mútuo interesse.”
    Pois eu aguardo sentado que me demonstrem o que isso é.Um exemplo…
    Ao que ouvi dizer o tal virar de página já é praticado por muitos brancos que substituiram a caríssima mão de obra local a servir os magnatas locais…

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  40. tina permalink
    5 Março, 2010 16:12

    Na Jose siyo kwamba mbali nyuma, ni mwingine ambaye pretends kuwa na hatia lakini wanaweza kuwa uongo, mimi kamwe kuamini guy! kinyesi pee, ahahahaha!

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  41. anónimo permalink
    5 Março, 2010 16:18

    agora temos retornada da suazilândia a mandar bocas aos retornados do fascismo.

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  42. José permalink
    5 Março, 2010 16:32

    E os adidos?

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  43. tina permalink
    5 Março, 2010 16:43

    Ek het nie gekom uit Swaziland, ek was daar slegs ‘n paar keer oor die besigheid. Ek hou van die land. Ek was in Mosambiek gebore is, woon in Suid-Afrika en praat baie tale, want ek is ‘n baie slim meisie

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  44. anónimo permalink
    5 Março, 2010 16:54

    isso deve ser boer, tenho uma cadela que ladra parecido quando lhe cheira a catinga.

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  45. anónimo permalink
    5 Março, 2010 16:59

    #43 – topa-se ao longe que falas muitas línguas, o google translator também e com a vantagem de não cheirar a àgua de colónia. quanto a iq, tamos esclarecidos.

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  46. tina permalink
    5 Março, 2010 17:10

    Hierdie anonieme nooit na bed gegaan met almal, is die groot probleem van hulle. Moet word om lelik ass!

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  47. anonimo permalink
    5 Março, 2010 17:16

    suficiente para cagar em ti

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  48. zazie permalink
    5 Março, 2010 17:25

    Ah sim, os adidos militares também era outra coisa muito engraçada.

    Este tema não é fácil de se pegar. Principalmente para quem o viveu de ambos os lados.

    No meu caso, nunca tive um único familiar que pusesse os pés em África. É mundo que desconheço.

    Mas não desconheço o que foi a sociedade portuguesa quando esses outros portugueses e não só, vieram para cá.

    Foi choque de valores. Nós nada tínhamos a ver com toda aquela traficância de quem é rei em terra de cegos.

    E, como isto por cá fedia a esquerdalhada complexada, ainda conseguiram ser mais hipócritas.

    Passaram a criar quotas de emprego a africanos, e brancos vindos de lá, cujas habilitações académicas e profissionais eram completamente forjadas.

    No meu caso, tinha acabado de ter descendência bem cedo e até interrompera por um tempo os estudos, em face da necessidade de complemento novo no sustento da cria.

    Estava a trabalhar numa empresa e fui despedida para dar lugar a retornados com zero de qualificações.

    Claro que rapidamente arranjei outra coisa e não havia sequer idade para trauma por tão pouco.

    Mas vivi esse fenómeno em Sesimbra e sei o que era aquele hotel ocupado e sei o que foi o espalhar da droga, as falsas cartas de condução, o hábito entranhado da corrupção e degenerescência de muitos valores que não faziam parte da nossa tradição.

    E é por aí que vejo esta anomia e esta chico-espertice que agora se tornou máfia legal.

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  49. zazie permalink
    5 Março, 2010 17:27

    A tinamonga é que deve saber bem a utilidade e casta dos adidos militares…

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  50. tina permalink
    5 Março, 2010 17:32

    Dit is inderdaad wat ek wil graag baie. Dat hierdie onbeduidende en zwakhoofdig anoniem sou laat my met rus vir ewig. Ongelukkig sal ek nie wees dat geluk.

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  51. tina permalink
    5 Março, 2010 17:35

    “Estava a trabalhar numa empresa e fui despedida para dar lugar a retornados com zero de qualificações.”

    Coitada, depois destes anos todos ainda não percebeu que foi despedida porque ninguém a conseguia aturar mais!… Incrível, e agora deita a culpa para os retornados. É mesmo galinha.

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  52. anonimo permalink
    5 Março, 2010 17:36

    oh pá vai-te esfregar na zaida

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  53. Romão permalink
    5 Março, 2010 17:39

    #48.

    Não tinha nada essa ideia (da chico-espertice poder ser produto retornado). Sempre achei que era gene luso cujo florescimento exponenciado se devia ao contexto moderno em que todos os valores são cambiáveis por papel-moeda. Mas devo dizer que é uma realidade que desconheço presencialmente, assim como a Zazie. Tudo quanto sei da vivência portuguesa em África (e do consequente retorno) tem que ver com o que li – ainda há pouco tempo “o caderno de Memórias coloniais” da Isabela Figueiredo”. Mas sei que é um mundo de silêncios. E os mundos de silêncios são mundos de traumas e culpas.

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  54. tina permalink
    5 Março, 2010 17:40

    “o que foi o espalhar da droga, as falsas cartas de condução, o hábito entranhado da corrupção e degenerescência de muitos valores que não faziam parte da nossa tradição.”

    ahaha, a Zarilú é daquelas cobardes que se torna anónima para insultar os outros e vem agora falar de valores! Há pessoas que não se enxergam mesmo. Hábitos entranhados de estupidez é o que você tem.

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  55. zazie permalink
    5 Março, 2010 17:41

    Lá vem a afrincander…

    Tu é que se não tivesses a cunha na tropa e a famelga de adidos é que ainda hoje andavas a esfregar escadas.

    Que precisaste tu de fazer alguma vez na vida para seres um beta de QI negativo e apenas com pancada liberal por ainda te julgares a tratar com pretos?

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  56. zazie permalink
    5 Março, 2010 17:42

    Por acaso fico por aqui porque até sei o que nem queria.

    Mas bem podes limpar as mãos à parede.

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  57. 5 Março, 2010 17:44

    “…o hábito entranhado da corrupção e degenerescência de muitos valores que não faziam parte da nossa tradição.”

    Ó Zazie, quer-me parecer que isso vem muito mais de trás!

    De qualquer maneira a tradição já não é o que era e ainda bem.

    Não carece RSSF!

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  58. tina permalink
    5 Março, 2010 17:46

    Depois mente com quantos dentes têm. Não sabe nada sobre a vida das outras pessoas e põe-se a inventar. Enfim, um exemplo muito triste de uma “portuguesa” da metrópole.

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  59. zazie permalink
    5 Março, 2010 17:46

    Isso de sacar brutos tachos em empresas ligadas à tropa sendo perfeitamente mongolóide também aconteceu depois por cá.

    E não só. Sei quem foi para a frente das petrolíferas e quem eram os putos filhos dos CEOs da altura.

    E sei em que se tornou a noite Lisboeta com esses ressabiados a fazerem aqui as “iniciações tribais” que por lá era hábito fazerem com pretos.

    Assisti, até, para azar meu, a um encontro deles e tive de sair a meio do almoço pelo nojo do que contavam.

    E sei que ainda hoje há quem sinta vergonha de ter participado nesses espancamentos aos pretos, para se entrar no grupo dos machos brancos adolescentes.

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  60. tina permalink
    5 Março, 2010 17:47

    Não ligue AB, aquilo é raiva acumulada desde que a despediram e um retornado a foi substituir. Para grande alívio dos colegas de escritório, diga-se de passagem.

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  61. zazie permalink
    5 Março, 2010 17:49

    AB,

    Não creio que venha de trás. Portugal era um país saloio, fechado ao estrangeiro e com aquela educação do povo que nem precisava de ser alfabetizado para ser honesto e ter palavra.

    Conheci esse mundo do “bom povo português” das aldeias e até da cidade.

    E isso foi completamente abastardado pelos que vinham habituados ao séquito da criadagem, às trafulhices das negociatas, à falta de palavra; à corrupção como status branco, etc, etc. etc.

    E a droga não foram os ciganos a espalhá-la.

    Foram os retornados. De todas as classes. E os filhos dos “Ceos” que depois sacaram os bons lugares.

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  62. tina permalink
    5 Março, 2010 17:50

    O que ela também não sabe é que passou uma petição pelo escritório para que fosse despedida. Foi o que me contaram, fonte anónimas que não posso revelar, mas que juram que foi verdade.

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  63. zazie permalink
    5 Março, 2010 17:52

    A gaja é parva, o emprego era uma treta em part-time apenas porque tinha tido bebé muito cedo.

    Aos 20 anos ninguém liga a um disparate de um despedimento, quando se vivem histórias de amor e a felicidade de ter tido um bebé.

    E não me afectou em nada. Era coisa de passagem. Mas afectou outras pessoas que não estavam de passagem e tiveram de dar o lugar aos falsos diplomas das quotas reservadas a africanos.

    Curiosamente isto era empresa privada. Mas tinham benefícios de vário género- incluindo os fiscais se dessem prioridade ao retornado- em particular ao mais escuro.

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  64. zazie permalink
    5 Março, 2010 17:54

    A tinamonga já fez a novela toda.

    E se contasses antes dos teus empregos na Africa do Sul e por cá?

    Tinha uma certa piada falares nisso e no modo como os conseguiste, não tinha?

    Pensas que eu sou ceguinha?

    Ao tempo que te topo e sei de onde vem esse desprezo para com os “loosers” como lhes chamas.

    Vem do serralho africano em que foste mal habituada.

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  65. amónio permalink
    5 Março, 2010 18:03

    “Aos 20 anos ninguém liga a um disparate de um despedimento, quando se vivem histórias de amor e a felicidade de ter tido um bebé.”

    em africa essas histórias de amor e felicidade começam aos 12 anos. vê lá bem o prá frentex que tu eras.

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  66. tina permalink
    5 Março, 2010 18:08

    “Tinha uma certa piada falares nisso e no modo como os conseguiste, não tinha?”

    Incrível como a Zarilú é mesmo muito mentirosa e gosta de enlamear o nome dos outros. Depois vem dizer que os retornados é que eram falsos. No entanto é difícil encontrar alguém mais reles do que ela.

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  67. tina permalink
    5 Março, 2010 18:10

    “E isso foi completamente abastardado pelos que vinham habituados ao séquito da criadagem, às trafulhices das negociatas, à falta de palavra; à corrupção como status branco, etc, etc. etc.”

    Pois, foi à custa de negociatas que construímos grandes capitais e fortes economias. Só podia.

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  68. 5 Março, 2010 18:11

    Este ping-pong Zazie/Tina pode ser o princípio de uma grande amizade!

    Já estão na fase das confidências.

    Continuem, mas não se ofendam.

    Finalmente a chuva parou. Livra!

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  69. tina permalink
    5 Março, 2010 18:16

    “Já estão na fase das confidências.”

    ahahaha, isso era o que ela queria, saber da vida dos outros. É mesmo galinha.

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  70. zazie permalink
    5 Março, 2010 18:16

    Pela minha parte não há mais confidências.

    Ela que fale dela a ver se é capaz.

    Claro que não é. Vida de beta perdigota com serralho dá nisto- monga que se julga liberal por superioridade de dotes quando é por caridade que não lava escadas.

    (ela agora diz que é empresária mas como só tem tido lucro negativo não quer pagar impostos)

    ajajajajajajaj

    “:O)))))

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  71. zazie permalink
    5 Março, 2010 18:18

    Por acaso sei da tua porque tu és burra e descaíste com o nome e apelido quando disseste que eras a Cristina Keller.

    Mas podes ficar cool que nunca o direi a ninguém. Tenho palavra- aprendida por tradição de outro género.

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  72. amónio permalink
    5 Março, 2010 18:19

    oh ab! não estragues a esfrega.

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  73. zazie permalink
    5 Março, 2010 18:19

    Significa que sei o retrato robot em que uma casta de portugueses militares também se enquadra.

    E esses não eram os que iam para Àfrica defender a Pátria.

    O José é que teve a triste ideia de falar neles. E eu não resisti em mandar a boca.

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  74. Romão permalink
    5 Março, 2010 18:20

    #71.

    Ups.

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  75. Falcão Peregrino permalink
    5 Março, 2010 19:06

    A ignorância atrevida quando se entranha é perigosa.Principalmente se tem a ver com o destino geral.
    Na realidade os retornados fizeram saltar para a modernidade a piolheira em que isto estava transformado.A droga que existia na altura no ultramar era a liamba.Inofensiva.Depois alguns drogaram-se com as sobras roubadas da tropa (um opiácio usado para tirar as dores).A partir daí foi a heroína e mais tarde a coca e agora o haxixe.Portanto droga e retornados nada tem a ver.
    Onde estão as fortunas que se dizia que eram roubadas pela tropa?Havia isso sim um controlo rigoroso.Perguntem ao “onde é que eles estão” Loureiro.Aliás depois grande democrata.Bem como um cadete expulso por ter sido apanhado a roubar uma merdice num supermercado alemão e que depois serviu como deputado de esquerda…
    A realidade é que se continuarem a ser governados por princípios internacionalistas como têm sido vão africanizar inevitavelmente.No caso da Zazie até nem se importa de experimentar as antigas sensações dos afluxos sanguíneos com a vestimenta da burqa…
    A lei e ordem vigoravam por toda a parte.Cá e lá.E a lei era igual para todos.Uma preta tinha o mesmo direito que uma sopeira portuense em se queixar dum magala…e muitas aliás fizeram-no.Havia juízes locais e de outras provincias ultrmarinas.Um trabalghador preto ferido pelo inimigo tinha evacuação garantida por avião a centenas de kms…vão lá ver hoje como é…
    A propaganda progressista pintou bem a manta mas a realidade impõe-se sempre.
    Mas o que é de analisar é porque é que temos quase 1000000 de africanos cá quando fomos corridos e sem bens…

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  76. 5 Março, 2010 19:15

    Costumo ler este blog quotidianamente, apesar das seguras diferenças ideológicas que tenho para com a maior parte dos intervenientes principais.
    Já há muito que leio a Helena Matos, quer no publico, quer através de alguns livros publicados que possuo, e sinceramente acho que sendo uma pessoa com enorme qualidade, tem andado nos últimos tempos a perder-se em questões algo pueris. Desculpe-me a franqueza, mas acho que por vezes perde-se em “tirar esqueletos dos armários”, o que é pena pois admiro a sua sagacidade, a combatividade e a clareza, com que estabelece a defesa das suas convicções que raras vezes coincidem com as minhas.
    Eu sou conhecedor da realidade colonial e vivi sentindo o que se passou com a saída intempestiva dos portugueses de Angola e Moçambique. Como diria Melo Antunes, admitindo alguns erros na descolonização, mas perguntando se houve algum colonialismo bom?
    Sabe quantos franceses largaram a Argélia em pouco mais de meio ano??? 3.000.000! (continuaram a ser em França os pied-noirs). Como foi a descolonização do Congo Belga? O que aconteceu no Quénia e na Indochina francesa? E a guerra do chá no porto de Boston? E o que aconteceu a seguir à independência do Brasil? Como saíram os espanhóis de alguns países americanos…
    Retornado foi um estigma, mas rapidamente foi ultrapassado e a maioria vive e vive em Portugal bem melhor que nas colónias donde saíram, por se sentirem sem a protecção paterna tão batida pela ideologia salazarenta…
    Era um tema longo, mas evito continuar, e agradeço-lhe que peça ao António Dacosta, o livro “Os retornados estão a mudar Portugal”, um excelente trabalho para o Jornal na primeira metade da década de 80!
    Continua a lê-la, a vê-la e ouvi-la com redobrado interesse!
    Fernando Pereira

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  77. zazie permalink
    5 Março, 2010 19:18

    ò Lusitânea(Falcão Peregrino, deixa-te de lérias. Eu acho é perfeitamente imbecil quem ainda vive com pancadas de pureza de sangue branco.

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  78. zazie permalink
    5 Março, 2010 19:20

    Uma coisa é o gigantesco erro histórico, a descolonização imbecil e os complexos por se ter tido um Império.

    Outra é a realidade que essas pessoas trouxeram. E essa não é com tretas de “investimento e desenvolvimento” que fizeram cá, porque nem lá o fizeram, pois a maioria era funcionária pública.

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  79. Falcão Peregrino permalink
    5 Março, 2010 19:24

    Prontos os brancos tinham que sair.Era fatal.Como sairam os da Rodésia e da África do Sul que se portavam muito melhor do que os colonos portugas, uns ranhosos que tiveram o que mereceram…
    Mas e agora?Porque raio se tem que alojar a alimentar e dar tudo ao tal milhãozinho de africanos puros?Não me digam que sem umas cozinheiras e mulheres de limpeza africanas isto ia ao fundo na mesma…

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  80. zazie permalink
    5 Março, 2010 19:25

    Mas escusas-me de vender igualdades na vida lá com a vida cá porque sei o que era gente das barracas, completamente analfabeta, que dormiam todos na mesma cama e que depois iam para o Zaire e tinham séquito de criadagem para os servir.

    E vinha com brutos carros e negociatas suspeitas, passando de analfabrutos das barracas para mafiosos “brancos”.

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  81. zazie permalink
    5 Março, 2010 19:27

    Pior, ainda sei o que são resquícios desses no meu bairro com gajas grunhas que gostam de tratar a pretita como um adereço e nem o café sabem beber sozinhas.

    Tem de vir a criadita buscar a chávena e levar aquilo até casa da madama retornada.

    E isto nem é nada. Porque assisti ao relato de memórias de um grupo de retornados em Tomar e ai, sim. Aí ouvi coisas de vomitar.

    Saí porta fora.

    Se for preciso conto o relato porque disso é que nunca falam.

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  82. zazie permalink
    5 Março, 2010 19:29

    Eu acho completamente imbecil as duas coisas- a mania da miscigenação global por utopia à Beneton e a outra- a do medo da contaminação de purezas de sangue, com pancadas de raças.

    A mim nada se me contagia. Como uma vez disse o Dragão, isto só pode ser problema de desenraizados do betão citadino.

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  83. Falcão Peregrino permalink
    5 Março, 2010 19:34

    Querida Zazie
    Não sou o que dizes.Adepto do portuguesismo só por via de sangue admite as mulatagens.Mas diminui ao mínimo(e isso já aconteceu) as hipóteses de traição ao povo no seu todo.A coesão nacional e social é a minha preocupação.
    Envergonho é os gajos que se dizem governantes e políticos mas que se limitam a ser funcionários da polítca e empreendedores em nome individual.O resto que se lixe.Nomeadamente o zé povinho que tanto dizem servir…
    Com traidores a governar é impossível sair da fossa onde nos meteram.Não existe de facto rumo.É cada um por si embora a malta ainda não se tenha dado conta…
    O tal bem comum que deveria ser almejado nos olhos destes gajso que têm governado dá vómitos…

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  84. zazie permalink
    5 Março, 2010 19:36

    Por exemplo, essa tua fixação nos africanos imigrantes é trauma estúpido.

    A maior comunidade de imigrantes há muito que deixou de ser a africana. Os brasileiros estão à frente.

    E se fores imigrante também gostavas que uns gajos mais louros te tratassem a pontapé por viveres lá e te chamassem gente de segunda?

    Se calhar precisavas da experiência para deixar tanta fita com o trauma africano.

    Tiram-te os bens. Pronto, azar- já devias ter-te recomposto, já que garantes que foi graças ao vosso empreendimento que Portugal enriqueceu e deixou de ser a tal especlunca do passado que te enoja.

    Pois eu sempre achei que Portugal era tudo- continente, Ilhas, e Ultramar.

    O que era diferente era o modo de vida em terra de cegos. E esses hábitos, sim, trouxeram-nos.

    Estavam entranhados- era assim que faziam todos e ainda hoje fazem e é esse o espelho das republicas das bananas.

    E da gigantesca mudança de “ethos” de um Portugal antes do 25 de Abril para um Portugal pós 25 de Abril.

    O peso dos retornados nessa mudança não há-de ser coisa desprezível.

    Não foram os “americanos” que trouxeram a traficância, a droga, a corrupção, as habilitações forjadas, etc. etc.

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  85. zazie permalink
    5 Março, 2010 19:39

    Eu sei.

    Mas também já devias ter percebido que eu tenho uma certa embirração com pancadas de ADN e de raça.

    Estou-me pouco lixando para os anormais dos muçulmanos, mas a caricatura que v.s fazem é feita na base do eco de tomar partido por superioridades sanguíneas judaicas.

    Para mim, como Portuguesa, é tudo herege.

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  86. zazie permalink
    5 Março, 2010 19:42

    E com isto não nego, nem nunca neguei, que nem havia sequer guerra colonial se os americanos não tivessem mandado os evangélicos doutrinar os tipos.

    E a descolonização foi uma vergonha histórica. E ainda continua a ser por se tratar como um caso para ter vergonha histórica termos descoberto terras e ilhas e agora os outros é que os montam.

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  87. zazie permalink
    5 Março, 2010 19:43

    Mas, como digo, felizmente que nunca tive essa experiência. Não fui feita para tratos sem ser em pé de igualdade.

    E acho que nunca aguentaria a forma de vida colonial.

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  88. zazie permalink
    5 Março, 2010 19:46

    Mas era bem capaz de ir estudar património para a Índia.

    Tirando os aspectos culturais e as fantásticas tradições primitivas nada me atrai por essas bandas.

    Mas mil vezes um canibal reformado que um lumpen farrusco desenraizado que já nem africano era capaz de ser.

    Por isso é que não gosto da globalização. O mundo humano só existe a escala pequena e com raízes no local onde se nasce- o da língua materna.

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  89. Falcão Peregrino permalink
    5 Março, 2010 19:51

    Para começar o negócio da droga está maioritáriamente na mão dos africanos.Segundo nenhum ucraniano roubou os portugueses(antes do 25nov75).Terceiro se é de igual para igual tem que ser duplamente vantajoso.Não tem sido praticada esta parte.Limitamo-nos a pagar, a emprestar, a perdoar…ou seja pagamos cá e lá.
    Sem reciprocidades nenhumas.Afinal os afectos é só para nacionalizar os pretos?E pagar?Branco não tem direito a nada?
    O que dizes ser “trauma” é antes desassossegar como diria o Pessoa.Recordar aos merdosos a merda que fazem ou fizeram…
    Ninguém me tirou nada.A mim.
    Tenho amigos africanos.Estive em África antes e depois das independências e acho a tua descrição da vida lá como poesia…
    Chicotear os merdosos que nos governam nesta área será neste capítulo a missa missão.E sem pagamento ou lucro.É só por altruismo…

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  90. zazie permalink
    5 Março, 2010 19:52

    E não estou a fulanizar nada. Cada pessoa é diferente. O que referi foi uma treta de análise de bolso, que vale o que vale.

    Mas não é invalidada pela negação dos factos que enunciei. O peso deles para a corrupção que se entranhou e até para uma mudança de “carácter” é que pode ser discutível.

    Mas alguma coisa pesou tanta mudança em tão pouco tempo e hábitos que eram estranhos.

    E esses sim- posso afirmar que eram estranhos. Por isso é que houve choque.

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  91. zazie permalink
    5 Março, 2010 19:56

    Aliás, falando claro, quem primeiro alimentou raivas por guetho contra os portugueses que não vieram de África foram mesmo os retornados.

    E percebe-se o motivo. Perderam o que tinham e vieram parar a um mundo absolutamente diferente daquele em que foram criados.

    E eu conheci muitos que eram novos e estavam mesmo a mal com os portugueses de cá.

    Pior do que podia estar um qualquer imigrante de segunda em França ou na Alemanha com a diferença de mundo dos autóctones.

    Foi a tal revolta surda em que a responsabilidade é bem capaz de ser colectiva mas cuja distância e desconhecimento desses mundos tornou reacção natural para quem vivia separado.

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  92. Falcão Peregrino permalink
    5 Março, 2010 19:56

    Em tudo existem excepções.Como o Almeida Santos é retornado e andam por aí outros políticos que também foram retornados és capaz de ter razão.Uns corruptos…

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  93. zazie permalink
    5 Março, 2010 19:57

    Esta questão da distância e de não se ir a África como se vai a Trás-os-Montes ainda hoje tem peso nas pancadas independentistas dos Ilhéus que nem se consideram portugueses.

    E que nos detestam, em sendo mais estúpidos. Por aqui até costumam aparecer vários.

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  94. zazie permalink
    5 Março, 2010 19:58

    Pois são. E quem foi para Macau tornou-se o mesmo.

    Se juntarmos o modo de vida natural por esse hábito fora da lei com as castas partidárias tem-se o retrato da máfia em que isto se tornou.

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  95. Falcão Peregrino permalink
    5 Março, 2010 19:59

    Quanto aos retornados os progressistas podem rezar ao criador ter-lhes dado para a mansidão.Uma faísca e sabe-se lá como teria sido…

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  96. zazie permalink
    5 Março, 2010 20:28

    Houve choque por lá entre quem deu em “progressista de aviário”?

    É quase uma vergonha mas é um mundo que desconheço.

    Se calhar precisamente por ter uma série de tretas que não faziam a minha cara e nunca lá ter vivido, preferi ficar sempre apenas com a imagem histórica do Império e desses mundos.

    Estranhamente talvez Timor me aproximasse mais. África não. Nunca lá fui e acho que nunca irei.

    Mas é mais questão de fantasia estética que fica fora do que me atrai.

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  97. zazie permalink
    5 Março, 2010 20:29

    Mas sempre que vejo os filmes do Jean Rouch fico na dúvida, pensando que posso ter perdido bastante.

    Agora é tarde, o primitivo comercializou-se e o resto nem para turismo me atrai.

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  98. 5 Março, 2010 20:38

    Há pouca reflexão sobre o assunto. Um apontamento interessante é este (459 pp):

    Ribeiro, Orlando
    A colonização de Angola e o seu fracasso / Orlando Ribeiro. – Lisboa : Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1981

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  99. anónimo permalink
    5 Março, 2010 20:39

    “Agora é tarde, o primitivo comercializou-se e o resto nem para turismo me atrai.”

    já a minha avó dizia o mesmo há 40 anos atrás

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  100. zazie permalink
    5 Março, 2010 20:44

    Pois, foi pena não te ter despachado nos saldos.

    (este retardado mental nem sabe quem foi o Jean Rouch e do que eu estava a falar).

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  101. zazie permalink
    5 Março, 2010 20:45

    A tua avó há-de é ter dito isso no século, XVIII- ó fóssil.

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  102. zazie permalink
    5 Março, 2010 20:47

    O velho fóssil que só fala do “facismo” e morreu nessa altura, a querer fazer-se passar por teenager.

    “:O)))))

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  103. anónimo permalink
    5 Março, 2010 20:54

    “Pois são. E quem foi para Macau tornou-se o mesmo.”

    brasil, praia, bissau, angola, moçambique, goa, macau e timor, para não falar no canadá, estados unidos, venezuela, alemanha, frança, luxemburgo, inglaterra, espanha e resto do mundo. essa porra chamava-se e chama-se emigração. é natural que quem emigre também acolha, isto é contigo oh catinga.

    http://www.ub.es/geocrit/sn-94-30.htm

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  104. anónimo permalink
    5 Março, 2010 21:03

    “A tua avó há-de é ter dito isso no século, XVIII- ó fóssil.”

    nessa altura andava ocupada com a constituição de património na índia e a ter experiências de amor e felicidade com pais incógnitos.

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  105. zazie permalink
    5 Março, 2010 21:04

    Que é que isso tem a ver com o caso?

    O fóssil tem o neurónio solitário congelado.

    Que tem isso a ver com características de determinadas sociedades que vivem de supremacias rácicas onde a corrupção é forma de vida normal, ó imbecil?

    Macau tem a ver com o caso porque é uma treta que deu dinheiro sujo e tinha (e tem)o tamanho de Aveiras de Cima.

    Onde é que a sociedade francesa ou a emigração para o Luxemburgo tem algo de semelhante ao que se falou.

    Acaso um tipo das barracas, analfabruto, chegava a Paris e tinha séquito de criadagem a servi-lo bindonville e ia de bruto carro branco à americana para o trabalho nas obras?

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  106. zazie permalink
    5 Março, 2010 21:05

    Este gajo é mongolóide.

    Agora quer comparar as características de sociedades africanas colonais com emigração para uma europa mais desenvolvida.

    Ele há com cada um mais mongo que faz favor.

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  107. zazie permalink
    5 Março, 2010 21:08

    Os capatazes de bidonville ficaram famosos.

    Dizem até que a cabana de Pai Tomas foi copiada daí. Era cada chicotada no lombo dos francius que até ganiam.

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  108. zazie permalink
    5 Março, 2010 21:14

    E na Suiça então nem se fala. A ver se não baixaram a bolinha com a nossa emigração.

    É por isso que temos Portugal cheio desses idiotas de cuco a impingirem chocolates e canivetes na rua. Cambada de desocupados. Como se não nos bastasse ter sustentar tanta pretalhada, ainda vieram os suíços para onde também emigrámos como capatazes de luxo.

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  109. zazie permalink
    5 Março, 2010 21:20

    E chamar emigração a ir para Angola ou Moçambique também teve piada.

    Este fóssil é mesmo um génio.

    Tu é que devias emigrar para as berças para cavar batatas.

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  110. anónimo permalink
    5 Março, 2010 21:55

    adormeceste a ler o arroteia ou pediste à monga para traduzir para afrikander

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  111. 5 Março, 2010 21:57

    Por acaso fico por aqui porque até sei o que nem queria.

    Nunca se pode acreditar numa gaja burra loira.

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  112. zazie permalink
    5 Março, 2010 22:05

    Estes gajos são mongolóides.

    Um diz que havia emigração para o ultramar. O outro diz que os imigrantes de que preferia os capatazes de bidonville.

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  113. zazie permalink
    5 Março, 2010 22:05

    E se fossem emigrar para a da mãezinha que vos cagou?

    Cambada de velhos jarretas.

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  114. zazie permalink
    5 Março, 2010 22:07

    E o animalóide insiste e chama-me catinga logo eu que nem conheço àfrica.

    E larga uma treta de um link que não diz nada e teima que as características dos retornados se podem explicar pela emigração para o Luxemburgo.

    “:O))))))

    O gajo tem o cérebro morto desde o século XVIII e ainda não deu por isso.

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  115. Falcão Peregrino permalink
    5 Março, 2010 22:23

    Só mais uma coisinha:Português para mim é só à vista.Escrito não é nada.Neste particular sigo a jurisprudência chinesa que caga na nacionalização total dos macaenses.Para eles são só chineses…

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  116. tina permalink
    5 Março, 2010 22:24

    A Zazie é uma analfabruta de todo o tamanho. Por isso, ninguém se digna a dar-lhe respostas e acaba a falar sozinha.

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  117. tina permalink
    5 Março, 2010 22:26

    “E o animalóide insiste e chama-me catinga logo eu que nem conheço àfrica.”

    Exactamente. Você não conhece nada e atreve-se a falar como se conhecesse tudo. Seja África, seja aquecimento global, seja isto ou aquilo. Grande analfabruta.

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  118. tina permalink
    5 Março, 2010 22:44

    Depois, como sempre, acobarda-se. Grande analfabruta.

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  119. zazie permalink
    5 Março, 2010 23:14

    Lá vem ela com os esquentamentos de 6ª à noite

    ehhehehe

    A monga é uma anedota. Também te esquentas em afrikander?

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  120. zazie permalink
    5 Março, 2010 23:20

    Não percebi o que queria dizer, ó Falcão.

    V. veio com aquela treta da burka e eu limitei-me a responder que chavões desses não me dizem nada porque não gosto de alinhar em tribalismos da moda por raças de puras de pencudos contra raças impuras de turbante.

    E disse-lhe que sou portuguesa e, portanto, para mim esses são hereges.

    Não tem nada a ver com escrita ou ver ao pé. É o que é. Não gosto de novilíngua e de andar ao toque do batuque mediático.

    Que raio de sentido faz dizer-se a alguém em Portugal, a propósito de nada- de uma conversa acerca das colónias e dos retornados, que ainda vai andar de burka?

    Sabe explicar?

    Não sabe. Porque isto é chavão que não tem explicação. E nem o esperava de si.

    Não costuma ser papagaio- isto é coisa para traumatizados de holotretas sionistas.

    Não acha que já basta o trauma pátrio? andamos agora a coleccionar pancadas por tudo quanto é sítio lá no cu de judas.

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  121. zazie permalink
    5 Março, 2010 23:27

    Mas esta tinamonga tem a mania de insultar meio mundo e esquece-se que a imbecil é que deu um lindo espectáculo quando nem soube responder à cena das associações de medicina natural que foram para a África do Sul a defender o tratamento da sida com mezinhas.

    Essa teve piada. Pirou-se de tal maneira quando se lhe pediu para dar testemunho do que lá viveu que durante 3 dias nem por aqui apareceu.

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  122. tina permalink
    5 Março, 2010 23:31

    A analfabruta voltou. Como sempre, sempre a mentir, a inventar. É daquelas pessoas que acredita no quer quer, tipo galinha.

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  123. 5 Março, 2010 23:36

    A ida à tropa no Ultramar aumentou o nível cultural dos labregos que nessa altura cresciam como cogumelos por Portugal em 200%.
    A maioria nunca tinha visto o mar, muito menos uma savana africana.
    Quando voltaram contaram maravilhas como se fossem os Marco Polos da Tugulândia..
    A chegada dos retornados a um cantinho perdido no cú da Europa e que só conhecia a cor cinzenta aumenta outros 200% o nível dos tugas residentes.
    Alguns até aprenderam meia dúzia de palavras em inglês.

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  124. tina permalink
    5 Março, 2010 23:43

    Não admira que os retornados tivessem trazido marijuana para a metrópole, era para o caso de lhes aparecerem Zarilús analfabrutas pela frente.

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  125. zazie permalink
    5 Março, 2010 23:45

    “cu” não leva assento, velho jarreta analfabeto.

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  126. tina permalink
    5 Março, 2010 23:52

    As Zarilús de então, muito nós sofremos nessa altura, a estreiteza de vistas, o cortar na casaca dos outros, as piquinhices, …

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  127. zazie permalink
    5 Março, 2010 23:53

    Para se ter uma noção da riqueza da experiência e saber da tinamonga por ter uma vida feita na África do Sul basta ler aqui nos comentários.

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  128. zazie permalink
    5 Março, 2010 23:55

    Fiz-lhe esta pergunta e agora procurem pela resposta.

    Podem procurar por vários dias, tal foi a o entupimento.

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  129. tina permalink
    5 Março, 2010 23:58

    Para as Zarilús de então, e de agora, marijuana = DROGA. Que gente tão paroula.

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  130. tina permalink
    5 Março, 2010 23:59

    A Zarilú ainda tem esperança que alguém mantenha uma conversa séria com ela. Bem pode esperar sentada.

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  131. zazie permalink
    6 Março, 2010 00:04

    Já tu bem podes coça-la sentada frente ao monitor que esquentamento mais emplogante é que ninguém te oferece.

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  132. zazie permalink
    6 Março, 2010 00:05

    parola não leva u, ó afrikander amongalhada.

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  133. tina permalink
    6 Março, 2010 00:10

    O nível a decair a olhos vistos. Falta o argumento, passa ao insulto aberto. Analfabruta, paroula.

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  134. tina permalink
    6 Março, 2010 00:15

    Então explique lá melhor, como foi isso de aos 20 anos já ter emprego e depois ter vindo um retornado muito mais simpático (e provavelmente com mais experiência e qualificações) substituí-la?

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  135. tina permalink
    6 Março, 2010 00:17

    E a partir daí a Zarilú nunca mais quis ouvir falar em retornados. Também deve ter tido uma experiência pessoal muito traumática com um judeu, não foi? Conte lá que somos todos ouvidos.

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  136. 6 Março, 2010 00:30

    “cu” não leva assento, velho jarreta analfabeto.

    Não é assento é aquela coisa que, enfim este é um blog decente e não dá para explicar.
    Não te recordas das noites loucas no Jamaica?

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  137. zazie permalink
    6 Março, 2010 01:00

    Podes atirar o barro à parede que eu dou sempre gorjeta a porteiros mas nunca tive porteira no prédio.

    E se lá capa que é da situação ainda se julgam a dançar kizomba, é azar vosso, porque eu não aturo nem fufas nem velhos jarretas.

    Levas a mesma corrida que o outro psicopata.

    E não me obrigues a ter de saber quem és. Porque eu com mongas, fressureiras e panascas porteiras o que mais quero é distância.

    Pede ajuda ao cirurgião de serviço se te sentires muito descompensado

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  138. zazie permalink
    6 Março, 2010 01:02

    A blogo tornou-se isto, um antro de porteiras e panascagem na trica.

    Se notam que não se pertence ao clube não largam as canelas.

    Vai lá pendurar-te na doutor@ e no pêndulo e desaparece-me da vista, panascão de merda.

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  139. zazie permalink
    6 Março, 2010 01:04

    O outro pêndulo até ia para lá contar à fufa de serviço que me tinha andado a espiar no Blasfémias.

    Cambada de tristes.

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  140. zazie permalink
    6 Março, 2010 01:08

    E tornas-me a vir com merdas e eu faço-te pergunta directa em lugar mais destacado do blogue.

    Espero que entendas. Porque nem imaginas como acarinho imbecis a cheirarem o cu a quem nunca lhes ligou pevide.

    tu o mais que podes és capaz de ter feito foram directas no elefante branco.

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  141. zazie permalink
    6 Março, 2010 01:09

    Mas quem anda na vida alternativa é melhor cuidar em não atirar barro à parede.

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  142. zazie permalink
    6 Março, 2010 01:13

    Isto agora é assim, Tem de se andar com fura-rabos na saca e saber quem é todo o filho-da-puta que anda em encontros de merdas virtuais para a devassa.

    Como se já não bastassem os anormais à solta para o gamanço ainda se tem de andar prevenido contra os frustrados da internet.

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  143. 6 Março, 2010 02:09

    Cara Helena,

    Limitei-me a responder ao seu magnífico post, com um outro. Direitinho à consciência remunerada dos senhores da actual “Situação”.

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  144. Tolstoi permalink
    6 Março, 2010 11:00

    Exacto, em Portugal existem poucas pessoas que olhem para os acontecimentos históricos ,e não perdendo objectividade os percepcionem de modo diferente, no fundo ,de modo diverso do mainstream modulado por uma comunicação social ideologicamente impregnada e orientada.
    A Helena consegue-o. Meu Deus, como esta comunicação social continua disfuncional e como os condicionamentos à sua actuação são tão actuais.

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  145. miguel soares permalink
    6 Março, 2010 19:13

    Isto tem graça. Não eram racistas, mas fugiram para o apartheid sul-africano. Não eram portugueses, mas Portugal é que é responsável por eles. África queria que ficassem, mas fugiram na mesma. Em que ficamos afinal? Porque raio é responsável Portugal por esta gente? Que decidiu ir para África, e depois decidiu sair de África. Que tenho eu a ver com isto? Porque é que tive que perder o meu pai, nascido e criado em Portugal, em África, para defender as quintas destes africanos/portugueses (ao sabor das conveniências)? Não pagou Portugal já demasiado caro o preço de proteger estes que nunca explicaram porque deviam ser protegidos, nem deram nada em troca? Quanto mais sangue querem, quantos mais subsídios? Danem-se!

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  146. tina permalink
    6 Março, 2010 21:55

    “Não pagou Portugal já demasiado caro o preço de proteger estes que nunca explicaram porque deviam ser protegidos, nem deram nada em troca?”

    nunca deram nada em troca? Esta gente é mesmo analfabruta, tal e qual a Zarilú. O que vocês preferiam eram remessas de emigrantes em vez de economias coloniais. Muito mais fácil não era, para os vossos rabos sentados sem fazer nada e que assim continuam.

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  147. tina permalink
    6 Março, 2010 22:15

    2Porque é que tive que perder o meu pai, nascido e criado em Portugal, em África, para defender as quintas destes africanos/portugueses2

    Olhe, então ainda tem mais sorte do que muitos que perderam a vida durante a desconolização. Ou acha que é melhor do que os outros?

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  148. Filhos de abril permalink
    6 Março, 2010 22:18

    O tipo confunde tudo.Está bêbado de ideologia barata.Não faz a menor idéia do enquadramento histórico do Ultramar.Não sabe o que custou aos antepassados a empresa.
    Estes frutos de Abril estão tão doentes como a árvore que os pariu.
    Aceitam melhor tropas portuguesas no Kosovo,Afeganistão,Iraque,etc.
    Aceitam melhor o rectro colonialismo.
    Que desastre!

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  149. tina permalink
    6 Março, 2010 22:30

    “Não eram racistas, mas fugiram para o apartheid sul-africano”

    Para muitos foi uma questão de vida ou de morte. Para outros foi simplesmente o facto de saber que uma administração branca seria mais benéfica para todos. E isso, claro, provou-se algum tempo depois quando Moçambique passou a ser um dos países mais pobres do mundo. Angola só não é por causa do petróleo. É melhor vendê-lo directamete aos americanos ao preço da chuva do que ter portugueses lá a preocuparem-se minimamente com a população. A África do Sul só resistirá enquanto houver ouro e metais preciosos. Senão fosse por isso, todos os brancos já se tinham ido embora. O que ainda os mantém lá é um nível de vida confortável. Mas claro, se os pretos africanos passam bem ou mal, isso não lhe diz nada a si, bem alimentado e no seu conforto, e a imaginação também não é muita.

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  150. Tolstoi permalink
    7 Março, 2010 00:08

    #145
    O texto fala por si não é preciso resposta, os nossos sistemas de valores não se cruzam.

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  151. 7 Março, 2010 01:12

    O texto fala por si não é preciso resposta, os nossos sistemas de valores não se cruzam.

    Não se trata de sistema de valores.
    Trata-se de que o fulano apenas sabe aquilo que a esquerda quer que seja doutrina oficial.
    Ele, coitado, não tem culpa, até acredita que aquilo que diz é verdade.

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  152. anonimo permalink
    7 Março, 2010 02:03

    “Ele, coitado, não tem culpa, até acredita que aquilo que diz é verdade.”

    tu, também, não tens culpa, até acreditas que aquilo que insinuas é verdade. não são valores, são opiniões e vai chamar coitado ao teu pai.

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  153. Papai Noel permalink
    7 Março, 2010 12:50

    A maior parte dos portugas continua a engolir a propagando salazarenta de que os seus foram para África defender os seus “compatriotas.
    Pensem bem.
    Perderam sim , pais irmãos maridos mas foi porque sem aquilo o rectangulo estava falido.(como sempre esteve depois mesmo com os bilioes da europa)
    Andavam a defender as matérias primas que permitiam acumular ouros, manter fábricas a trabalhar em portugal…isso sim…o saque costumeiro de 900 anos.

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  154. miguel soares permalink
    7 Março, 2010 15:22

    O meu comentário não merece resposta, mas mesmo assim choveram.. ainda que não tenham acrescentado nada ao debate, nem rebatido um único argumento. A verdade é dura, bem sei. Escolheram sair de lá, na hora H, entre uma independência negra – gorados os planos de uma independência “branca” ao jeito sul-africano de então – e o retorno à metrópole decadente, vieram todos a correr.. assumam as consequências das vossas escolhas, já não aguentamos mais os vossos choradinhos, irra que gente!

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  155. 7 Março, 2010 17:44

    são opiniões e vai chamar coitado ao teu pai.

    O meu Pai já morreu, infelizmente sem ver muitos dos traidores debaixo de terra.
    Desejo que breve, hoje mesmo se possível, te aconteça o mesmo.

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  156. Falcão Peregrino permalink
    7 Março, 2010 22:11

    Por acaso agora os canos serrados africanos também continual a ter a mesma protecção que tiveram os guerilheiros em África.Só sai deste sobado quem não quiser o capataz africano…

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  157. anonimo permalink
    7 Março, 2010 22:23

    “Desejo que breve, hoje mesmo se possível, te aconteça o mesmo.”

    dá aí o número das reservas, que aquilo pode estar cheio. queres que leve alguma coisa para o coitado?

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  158. 7 Março, 2010 22:45

    queres que leve alguma coisa para o coitado?

    Não, porque quando lha fosses entregar ainda te enfiava um murro nos cornos.
    Ele não era de modas, era um Homem Português, coisa que hoja há cada vez menos.

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  159. anonimo permalink
    7 Março, 2010 22:58

    tá bém, só estava a ser simpático, mas se o finado era assim tão …como dizer, marialva, já não está cá quem falou. os meus sentimentos pela herança.

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  160. Anónimo permalink
    7 Março, 2010 22:59

    #153

    Por essa ordem de idéias,se um país estrangeiro invadir o nosso,não devemos lutar,afinal porque defenderíamos os ricos e a sua propriedade?
    Não entendo como vocês,muitos até defendem a anexação pela Espanha,a quem a pátria nada diz,não vão viver para um país rico.Afinal o que vos prende aqui?

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  161. anonimo permalink
    7 Março, 2010 23:07

    “Por essa ordem de idéias,se um país estrangeiro invadir o nosso,não devemos lutar,afinal porque defenderíamos os ricos e a sua propriedade?”

    foi o que fizeram os movimentos de libertação para correrem com quem os colonizava.

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  162. ZinhoPemba permalink
    8 Março, 2010 16:03

    A descolonização tinha que se fazer, isso ninguém pode por em causa. A forma vergonhosa como foi feita é que ficará para sempre na História como um crime de que foram autores militares e essa fedelhada de então que se dizia de esquerda.

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  163. nunocastro permalink
    10 Março, 2010 13:07

    inteiramente de acordo. gostaríamos imenso de saber o que os “retornados” têm para contar. mas seriam as estórias sérias do que pra lá se passava e não as loas que “vocês” (parece que há aqui uma subtil assunção de condição colectiva) passam a vida a tecerem à “vossa” gesta. Olhe, por exemplo, um livrinho como o da Isabela Figueiredo. Pois, devia haver mais desses. E pergunto-me se a HM não escreveu este texto como contraponto ao referido livro. Será coincidência? Ou, como diz essa famosa escritora – não há coincidências!?

    de resto, sabendo mesmo o que por lá se passava talvez deixássemos de encarreirar por esse absurdo “retornado” que éramos os melhores colonizadores que o mundo já viu.

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  164. sergio marcelos dos permalink
    28 Julho, 2011 20:35

    Olá caro leitor meu nome é Sergio Marcelos Dos Santos.

    Perdi meu pai em 1975 em Moçambique i foi-lhe tirado quando ele tentou
    para me levar com ele para Portugal

    Eu nasci em 1974, 04 de Maio, como eles dizem o nome do meu pai verdadeiro é Marcelos
    DOS SANTOS, meu nome é mathers ROSA OU ROZITA RENESTO minguar.

    Eu nasci em ALTO-MAR, quando ele usa para ser cidade de Lourenço Marques, a minha mãe
    agora ela está morta e eu não tenho família e agora um que pode me ajudar a encontrar o meu
    pai i ir para todos os sites à procura do meu pai e ainda não obtive qualquer
    resposta até agora eu fui à procura dele para aproximadly 35 anos e nada.

    por favor se alguém lê esta massagem e se você tiver qualquer contato com Portugal
    POR FAVOR ME AJUDA TV POR FAVOR

    meu endereço de e-mail é: a.mackenzie74 hotmail.co.uk @ meu número é 0754 788 2605 i
    viver em LONDRES

    Muito obrigado por ler minhas tristezas ….

    Postado por: SERGIO Marcelos DOS SANTOS

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  165. shelderr permalink
    6 Setembro, 2011 23:57

    Para os interessados, um excelente livro sobre a Ponte Aérea de 1975, acabado de sair:

    “SOS Angola – Os dias da Ponte Aérea”

    http://www.facebook.com/pages/SOS-Angola-Os-Dias-da-Ponte-A%C3%A9rea/189205341148393

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