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Lugar do Senhor dos Perdões*

21 Junho, 2010

IAPMEI torrou 2 milhões de euros em empresa falida.

Quem fez plano de recuperação? Quem deu autorização? Os dois milhões foram para pagar a quem? Que outras situações de «alto risco» semelhantes existem? Que critérios são utilizados para essas operações? Há algum caso de sucesso?

(*endereço da Facontrofa)

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35 comentários leave one →
  1. 21 Junho, 2010 11:11

    Isso não é tudo. Os administradores da empresa, ficaram com os dinheiros que a Segurança Social enviou para pagar parte dos ordenados dos trabalhadores que estavam el lei-off.
    Sempre viveram a grande como se diz por cá, mas os ordenados na sua maioria o salário minimo, ficaram por pagar.

    Já se fala que os mesmos vigaristas vão tentar comprar a marca CHEYENNE para depois abrirem outra empresa, certamente com mais fundos e dinheiros do estado.

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  2. Rui Rocha permalink
    21 Junho, 2010 11:12

    Deixo aqui um exemplo que vivi pessoalmente, em empresa onde trabalhei: em 2002, o IAPMEI investiu uma soma semelhante à referida neste notícia em empresa que, cerca de 6 meses depois, suspendeu a actividade por falta de fundo de maneio e veio posteriormente a ser declarada insolvente. Racionalidade das decisões de investimento, controlo do processo e taxas de sucesso destas operações são interrogações muitíssimo pertinentes. E, em termos de decisão, pergunto se faz mas sentido apoiar empresas agonizantes ou apostar no desenvolvimento das que apresentam já índices de sucesso?

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  3. MDN permalink
    21 Junho, 2010 11:22

    “E, em termos de decisão, pergunto se faz mas sentido apoiar empresas agonizantes ou apostar no desenvolvimento das que apresentam já índices de sucesso?”

    Se apostar-mos em empresas já com sucesso vamos estar a alterar as leis do mercados e ainda podemos ser acusados de dumping, mas percebo muito bem o que quer dizer. Apostar em empresas sem o minimo de viabilidade é deitar dinheiro fora , ou dar um novo mercedes ao patrão.

    A fiscalização aqui, e em tudo, não se ouve, não se mexe, não existe, ou se existe está muito bem escondida. Estes senhores não podem ir de ferias, porque arriscam-se a que ninguem note a diferença entre estarem a trabalhar ou não.

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  4. 21 Junho, 2010 11:30

    Tanta pergunta difícil, logo de manhã… Não há “acessor”* que aguente!

    *gajo que tem acesso à informação sobre os ínvios caminhos do €€€€€ sacado nos impostos

    Depois, admiram-se de ninguém lhes responder…

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  5. 21 Junho, 2010 11:45

    Exemplo típico desta economia “socialista”.
    Do conluío entre o estado e o “capital”.
    Lucros para os amigos do estado.
    Perdas para os contribuites **que pagam contribuições**. Os que não pagam contribuições, … é para o lado que dormem melhor.

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  6. 21 Junho, 2010 12:18

    Estas notícias têm o lado positivo de contribuírem para o descrédito deste regime podre.
    .
    ccz

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  7. José permalink
    21 Junho, 2010 12:48

    Não, este não é o exemplo da economia socialista. Este é o exemplo de um certo capitalismo português, o tal das “pequenas e médias empresas” que toda a gente acha desejável apoiar.

    É preciso ver quem foi o responsável do IAPMEI que autorizou e deu cobertura a esta autêntica burla qualificada. Isto é um caso criminal típico que o MP tem o dever de investigar.

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  8. 21 Junho, 2010 12:54

    O presidente do IAPMEI trabalhou num banco que faliu…

    http://www.iapmei.pt/iapmei-ins-01.php?tema_id=2&tema_sub_id=5&tema_nivel2_id=0&artigo_id=176

    Acho que o problema já não é o crony capitalism (Ler wikipedia sobre este conceito) mas sim o gangster capitalism…

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  9. José permalink
    21 Junho, 2010 13:00

    As insolvências actualmente são resolvidas em tribunal com o papel activo de um “administrador de insolvência” que é o verdadeiro dominus de todo o processo de insolvência. É o administrador quem dá o seu parecer no processo, no sentido de indicar se a insolvência é ou não culposa e deixar depois ao MP a responsabilidade de investigar os factos que podem indiciar essa circunstância que define o crime relacionado com essa culpa na insolvência.
    Acontece que o MP pouco ou nada pode fazer, desacompanhado do administrador da insolvência pelo que é essencial perceber quem é o administrador e que diligências faz para concluir ou indiciar essa factualidade.

    Normalmente os crimes associados são a falsificação de documentos, a infidelidade, e a burla pura e simples, associada a abusos de confiança ao fisco e segurança social.

    O fisco e a segurança social deixa arrastar os incumprimentos demasiado tempo e só depois de vários meses de incumprimentos participam ( quando participam) os crimes fiscais já devidamente indiciados a partir do primeiro facto.

    Esta circunstância que é facilitada porque o incumprimento pode ser julgado pelo fisco( quase arbitrariamente) apenas como negligente, dando lugar a procedimento meramente contraordenacional, opera de modo perverso e permite verdadeiros abusos e burlas.

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  10. anónimo permalink
    21 Junho, 2010 13:01

    o caga anda armado em zorro, só falta a tonta

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  11. José permalink
    21 Junho, 2010 13:03

    o ferreira, esse, apoia tudo o que tresanda a vigarice, desde que lhe seja afecta.

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  12. 21 Junho, 2010 13:40

    As empresas em “situação difícil”, sejam elas quais forem, de de têxteis a bancos, passando por minas e estaleiros, NÃO DEVEM ser alvo de quaisquer ajudas estatais, sobretudo quando inexistem quaisquer critérios pré-definidos que permitam o devido escrutínio público das decisões tomadas (porquê apoiar esta empresa e não aquela outra?).

    Só assim se evitarão dois dos cancros que nos afligem: 1 – Desperdício de fundos público em situação de crescentes restrições financeiras; 2 – Corrupção dos agentes públicos.

    De uma falência, de qualquer falência, o que necessitamos é de Tribunais de Comércio a funcionar devidamente que, ao que vou lendo, serão dos que funcionam pior.

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  13. José permalink
    21 Junho, 2010 13:47

    Em Famalicão, segundo julgo, não há tribunal de Comercio. Há tribunais comuns, cíveis e que servem para o efeito. Como já disse, o elemento fundamental das insolvências ( a expressão faléncia foi substituida por insolvência) e o Administrador de insolvência. Geralmente são juristas ou economistas e julgo que não estão devidamente sensibilizados para a problemática dos crimes económicos. Um economista não percebe puto de direito penal. E é um problema.

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  14. anónimo permalink
    21 Junho, 2010 13:59

    oh caga! o aparentemente beneficiado, chama-se paulo serra e foi candidato à câmara lá do sítio pelo teu partido preferido, mas o culpado é o governador do banco de portugal de acordo com a teoria do nuno melro.

    http://www.onoticiasdatrofa.pt/nt/index.php?option=com_content&view=article&id=4670:partidos-entregaram-listas-de-candidatura-&catid=434:edicao-231&Itemid=200002

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  15. José permalink
    21 Junho, 2010 14:02

    ferreira: o teu problema, para além de outros cuja notoriedade não te cansas de apresentar aqui, para todos apreciarem, é pensares que todos são como tu e que vendem a alma por um prato de lentilhas de afectos partidários.

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  16. anónimo permalink
    21 Junho, 2010 14:11

    pois é caga, tens toda a razão, o que um gajo faz por um prato de sopa ou mesmo por uma lagosta transpirada. de qualquer forma, para o mal e para o bem, o senhor chama-se paulo serra e foi cabeça de lista pelo cds/pp à câmara de trofa e não era candidato a nenhum prato de lentilhas, como sugeres.

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  17. 21 Junho, 2010 14:33

    «Um economista não percebe puto de direito penal.»

    Caro José, se fosse só de direito penal que um economista (genérico) não percebe, já não seria mau de todo…

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  18. Rxc permalink
    21 Junho, 2010 14:42

    Neo-liberais pá! Eheh…esta escumalha socialista não tem vergonha nenhuma na cara.

    Talvez fosse preferível uma redução genérica de impostos sobre as empresas e a eliminação total de qualquer tipo de apoio discricionário, que regra geral serve apenas para encher os bolsos de quem leva as empresas à falência. Nesse caso, todos estariam em pé de igualdade e os melhores seriam escolhidos pelo mercado e não por um gabinete de “iluminados”.

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  19. José permalink
    21 Junho, 2010 14:46

    #17:

    Um economista é o maior sabichão e tudólogo que pode encontrar em qualquer lado, principalmente na tv.

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  20. José permalink
    21 Junho, 2010 14:46

    Basta ver os nomes com que se apresentam. Cantigas é um deles.

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  21. 21 Junho, 2010 16:00

    #19

    Genericamente, falando de mainstream, estou de acordo consigo, Caro José. Pior criatura (genérica) à superfície da Terra só o sociólogo embora, justiça seja feita, o jurista não ande muito longe.

    Quanto ao Prof. Cantiga Esteves, lembre-se, a seu crédito, que nunca foi Ministro das Finanças ao contrário, por exemplo, de Sousa Franco.

    O Louçã não conta por razôes, creio, que ambos subscrevemos.

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  22. Outside(R) permalink
    21 Junho, 2010 16:28

    No dia em que ambos subscreverem será o dia do encontro de opostos.

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  23. Outside(R) permalink
    21 Junho, 2010 16:31

    …(M)oralmente, (É)ticamente falando…seá mais um dia…mais um dia de (E)spanto.

    Há corantes insulúveis no carácter de um(a) homem(mulher)…o resto são atalhos.

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  24. José permalink
    21 Junho, 2010 16:34

    Outra espécie de espírito flatulento é a do jornalista-comentador. Tipo Miguel Gaspar. Insuportável.

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  25. Outside(R) permalink
    21 Junho, 2010 16:34

    errata “insolúveis”.

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  26. Outside(R) permalink
    21 Junho, 2010 16:37

    Há muitos no “Nós por cá”…Jmf adorávelmente deposto um deles.

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  27. Anónimo permalink
    21 Junho, 2010 16:39

    é tão apalermado, este peluche.

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  28. Outside(R) permalink
    21 Junho, 2010 16:40

    O Miguel Gaspar é um Marcelino, reflexo de um Jmf.

    Editoriais afectos e sem a imparcialidade de dever da respectiva profissão.

    p.s: Profissão ? Porventura enganei-me e trata-se simplesmente não de um dever intrínseco mas sim de um emprego afecto.

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  29. 21 Junho, 2010 17:00

    Ao contrário do que estabeleciam as Bases Analíticas do Acordo Ortográfico de 1945, aprovado pelo Decreto-Lei nº 35228, de 8 de Dezembro de 1945, o Decreto-Lei nº 32/73, de 6 de Fevereiro modificou, uniteralmente, a Base XXIII.

    Deste modo, todos os advérbios terminados em mente deixaram de ser grafados com o acento grave na sílaba tónica (ex: agradàvelmente passou a ser grafado como agradavelmente); o mesmo sucedeu com os derivados das palavras em que entram sufixos precedidos do infixo z como é o caso de sozinho, cafezinho, etc (anteriormente grafadas como sòzinho e cafèzinho cf. AO de 1945).

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  30. Outside(R) permalink
    21 Junho, 2010 17:15

    Agradecido pela rectificação ortográfica Caro Eduardo…o conhecimento é uma aprendizagem finita nas cinzas de todos nós.

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  31. ze ze permalink
    21 Junho, 2010 23:08

    Remember Aerosoles?

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  32. Sir Raphael van der Cock permalink
    21 Junho, 2010 23:28

    Fez o mesmo na “Abel da Costa Tavares Lda”. Está a fazer o mesmo na “Sebra S.A”. Investiguem…

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  33. José permalink
    21 Junho, 2010 23:55

    Temos à vista o crime perfeito: passar por actividade normal de apoio às PME o que não passa de outra coisa bem mais grave e segundo tudo indica.

    Quem é capaz de investigar isto?

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  34. ferreira permalink
    22 Junho, 2010 17:29

    Aonde está a justiça o juiz do tribunal de cascais decide sobre a providencia cautelar do despedimento colectivo de 112 familias do casino estoril no dia 22 – 06 -2010
    Este sr. juiz o mesmo da primeira providencia cautelar disse que estas providencias cautelares entraram atrasadas o juiz que da primeira disse que entrou cedo demais isto é a justiça que temos e bem diz o bastonário dos advogados não há justiça em portugal caro AMIGO.
    Ministério do trabalho não quer saber , Fiscais do trabalho viram as ilegalidades no terreno mesmo dentro do casino estoril e nada fazem , Juiz que contra-diz as suas sentenças por fim
    Politicos de todas as partes em portugal que tapam os ouvidos fecham os olhos e nada fazem sobre o desemprego em portugal e em concreto sobre o despedimento colectivo e selvagem o de 112 familias do casino estoril .
    A minha unica razão de viver neste país é que esta podridão de governo e compadrio tambem morrem não ficam eternamente sobre a terra .
    ISTO NÃO SE FAZ EM PAISES CIVILIZADOS.

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