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Os novos amanhãs já cá cantam

15 Setembro, 2010

Querem saber como se escrevia nos anos 70 em Portugal? Era assim só que onde agora se escreve (ou inscreve como soe dizer-se) homossexualidade estava propriedade privada: «Abrindo a obra com um interessante resumo sobre o nascimento e o desenvolvimento do que é a homofobia, Fernando Burquetas de Castro recupera dos anais aquilo que ficou de fora da grande maioria das histórias feitas a partir do século XIX sobre alguns personagens históricos.
Ou seja, recupera o que foi censurado pela historiografia a partir do momento em que o desenvolvimento do capitalismo industrial introduziu o conceito de família nuclear, patriarcal, heterossexual, e passou a criminalizar como doença, com consequências anti-sociais – e não apenas a punir como pecado -, as relações entre pessoas do mesmo sexo, como analisou Michel Foucault.»
São José Almeida, PÚBLICO

13 comentários leave one →
  1. Tiradentes permalink
    15 Setembro, 2010 09:13

    Ahhhhhhhhh..por isso é que a homossexualidade foi crime na sociedade cubana até 1992.
    Ora bolas…eu que pensava que era aquela a sociedade onde os amanhãs já teriam cantado.

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  2. 15 Setembro, 2010 10:16

    Na URSS, nestas matérias, também parece que o “capitalismo industrial” fez a sua perninha…

    Esta São José ainda pensa com os neurónios do esquerdoidismo militante dos soixant-huitards.

    Quanto a Foucault, foi um dos intelectuais franceses que se atrelou ao advento socialista democraticamente esquerdizado de Miterrand, que teve como bandeira banir a pena de morte no país das Luzes da Revolução de 1789.
    O ministro da Justiça de então, amigo dele, contou recentemente que para além da pena de morte, Foucault achava mesmo importante acabar também com as prisões. Assim, tal e qual.
    Perante tal proposta radical e de um humanismo todo virado para a delinquência, o ministro pediu ao intelectual que lhe desse por escrito, alternativa a tal medida profilática.
    Foucault nunca mais respondeu ao pedido.
    A filosofia é mesmo assim: pensar o politicamente correcto dispensa soluções adequadas aos problemas.
    No caso da São José basta-lhe enunciar o discurso antigo para que a modernidade resplandeça.

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  3. 15 Setembro, 2010 14:07

    Essa de atribuir ao desenvolvlmento do Capitalismo a ideia de família nuclear e hetero
    é ESTÚPIDA até dizer chega. Terámos que acreditar que nos tempos medievais a bandalheia homo estava próspera . . .
    Ó céus , tanta imbecilidade !!!

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  4. 15 Setembro, 2010 15:33

    há anos que compro o Público. em tempos fiz um intervalo. e acho que vou fazer outro outra vez. está impossível , parece uma filial do BE. ainda se fosse do PCP. .. não enjoava tanto.
    o Belmiro sabe ?
    vou passsar -me pró i. e comprar esse planfeto no días do Lomba e da HM.

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  5. Francisco Colaço permalink
    15 Setembro, 2010 15:54

    #4, Licas,

    Negar que a homossexualidade era mais difundida na Idade Média do que se pensa é mandar um tiro no escuro. Embora a homossexualidade fosse formalmente castigada com empalação, a verdade é que era de alguma forma tolerada nos exércitos, nas armadas, na marinha mercante e nos conventos.

    É verdade que o conceito de família nuclear é um conceito do liberalismo e da cultura ocidental. Basta andar por terras africanas e asiáticas para ver quão diferentes somos deles no tocante a relações familiares. Creio que nunca tivémos um mundo tão cristão como hoje, muito embora a degradação dos valores da família seja proclamada de cima e resistida de baixo; outrora era praticada em baixo e maldita pelos governantes. É no fim da Segunda Guerra que o moralismo e a família nuclear atingem o seu auge, tanto nos países ocidentais como nos da Europa de Leste. A partir do fim dos anos 50 do século passado, o ataque à família tem sido persistente e constantemente orquestrados por uma minoria, com a complacência da comunicação social e dos socialmente «tolerantes», «esclarecidos» e «modernos».

    As consequências dessa tolerância ainda não são claras, e essas serão a meu ver devastadoras. A cada período de laxismo segue-se historicamente um de moralismo exacerbado. Ora, como nem em Sodoma havia tanto laxismo como por cá se instala, temo o período seguinte.

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  6. Francisco Colaço permalink
    15 Setembro, 2010 15:58

    #1 Tiradentes,

    Pelo número de filhos do tiradentes histórico, não há que nos preocupar alusões à sua homossexualidade.

    Na China comunista dos maoístas do BE, a homossexualidade foi crime até ao fim dos anos 90. Se o Chiquito Loucão ou o Garcia Pereira encontrassem hoje o Mao dos seus encantos, ele dava-lhe era uma trolitada.

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  7. 15 Setembro, 2010 16:45

    . . . É verdade que o conceito de família nuclear é um conceito do liberalismo e da cultura ocidental. . . .
    _____
    É mentira, claro. Podemos localizar no tempo a ideia de família tão antes que até chateia o
    F. Colaço: quando, no Fim do Neolítico, a economia passou da Caça/Recolecção à Agricultura.
    Vejam lá , há pelo menos 100 000 anos atrás.

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  8. 15 Setembro, 2010 16:55

    Antes da Famílai era o Bando Promíscuo.
    A propósito. Não sabia que na Idade Média o castigo era a Empalação ( que consistia em introduzir à força no buraco anal um considerável pau . . . )
    ÓH COMO AS PENAS JUDICIAIS ANTIGAS ERAM LITERAIS !!!

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  9. 15 Setembro, 2010 20:02

    ACRESCENTO : ÓH COMO AS PENAS MEDIEVAIS ERAM EXPRESSIVAS . . .

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  10. 15 Setembro, 2010 20:29

    EVOCATIVAS ESSAS SENTENÇAS DA IDADE DAS *TREVAS* . . .

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  11. Francisco Colaço permalink
    16 Setembro, 2010 12:12

    Licas,

    Não pode confundir família nuclear com família tradicional. A família nuclear é um produto do liberalismo ocidental. O conceito de homem como mestre da sua casa é da época vitoriana, substituindo a vassalagem dada ao irmão mais velho ou pai ou familiar mais idoso. Não se pode confundir casamento com família nuclear. São realidades linearmente independentes. É possível haver família nuclear sem casamento, e é comum no resto do Mundo haver casamento sem família nuclear.

    Uma temporada em África ou na Ásia mostrar-lhe-ia a diferença entre as relações familiares ocidentais e as do resto do mundo. Por exemplo, grande parte das línguas bantus (da qual eu falo uma) não tem termos para «tio» ou «tia», mas distingue entre «irmão» e «irmão mais velho» (incidentalmente, o francês também tem um termo para irmão mais velho, resquícios de outros tempos, e que tem caído em desuso).

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  12. 16 Setembro, 2010 15:23

    MAS QUE GRANDE PATRANHA, ó Colaço !
    Primeiro é preciso que definas o que separa a Família Nuclear da Família Tradicional! Vamos a isso?
    Segundo, e mais importante , não foi, de maneira nenhuma, a família tradicional , o homem chefe da família , cabeça do casal, invenção da Época Vitoriana. NEM PENSAR.
    Se tivesses lido alguma coisa da história das civilizações, terias de remontar pelo menos aos Caldeus a legislação sobre a Família. Se não quiseres ir a tão antigo terás o exemplo do dos tempos de Abraão, e mais nitidamente os PATER FAMILIA da Roma clássica.
    Sabes uma coisa: os tempos medievais precederam os da Raímha Vitória e no entanto. pelo menos entre a Nobreza a cautela era tal de perservar os bens do núcleo que o único herdeiro era o filho primogénito . . . Os segundos filhos eram obrigados por isso a procurar vida noutras paragens que nai as da sua nascença.

    Como vês espalhaste-te ao comprido.

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  13. Francisco Colaço permalink
    18 Setembro, 2010 15:42

    Licas,

    Nem me espalhei nem tenho paciência de responder a insultos. Quando retomar os seus sentidos e a mínima civilidade, terei o prazer imenso de lhe responder.

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