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Quem tem filhos prestes a candidatarem-se à faculdade faz o quê?

22 Setembro, 2010

Com o Novas Oportunidades, uma pessoa que só tem o 7.º ano pode fazer o 9.º em seis meses e a seguir, em ano e meio, consegue tirar o 12.º. Se tiver sorte, pode passar à frente e tirar o lugar às pessoas que fizeram esse esforço. Conheço quem tenha entrado assim no ensino superior” – explica  o Tomás. O Tomás “Inscreveu-se num Centro de Novas Oportunidades em Esposende, frequentou dois módulos (Saberes Fundamentais e Gestão) e em meses conseguiu equivalência ao 12.º ano. Acabou agora por entrar na faculdade, no curso de Tradução, na Universidade de Aveiro, e é oficialmente, segundo as listas do Ministério do Ensino Superior, o aluno com a mais alta nota de candidatura do país: 20 valores”

Isto é uma vergonha.  E espero mesmo que os autores desta vergonha apanhem um anestesista formado nestes saberes fundamentais da próxima vez que levarem uma anestesia.

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96 comentários leave one →
  1. Arnaldo Madureira permalink
    22 Setembro, 2010 10:28

    O anestesista tem de fazer o mesmo mestrado e a mesma especialidade de Medicina que os outros anestesistas, independentemente da forma como entrou em Medicina.
    Todos os alunos das Novas Oportunidades conseguem ter 20 valores nos exames nacionais? Não, nem os dos cursos secundários tradicionais!

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  2. helenafmatos permalink
    22 Setembro, 2010 10:42

    Por sinal uma espécie de Novas Oportunidades já está a acontecer da faculdade. Veja-se o caso do Direito com a passagem do curso para três anos.

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  3. helenafmatos permalink
    22 Setembro, 2010 10:43

    Mas já agora acha que faça o quê? Inscrevo a criança nas Novas Oportunidades?

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  4. OrlandoM permalink
    22 Setembro, 2010 10:50

    Helena
    Em podendo, mande-o para fora. Aqui não se safa.

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  5. EMS permalink
    22 Setembro, 2010 10:54

    O Tomás passou nos mesmos exames de admissão a que são sujeitos os outros alunos.
    Isso significa que o Tomás provou ter os conhecimentos exigidos aos candidatos desse curso. Obriga-lo a fazer o secundário pelo percurso normal seria apenas um exercício de burocracia.

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  6. 22 Setembro, 2010 10:55

    Falta o “pormenor” de ter havido pelo menos um exame de permeio. E acho que a formação universitária em Direito não se resume a 3 anos.

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  7. António Carlos permalink
    22 Setembro, 2010 10:55

    Concordando plenamente com a questão de fundo levantada, não posso deixar de chamar a atenção para o facto de este aluno só ter podido entrar na Universidade porque há cursos que permitem a entrada a alunos com a nota de apenas um exame (neste caso Inglês, segundo li). Bastava que o curso de Tradução exigisse também o exame de Português (como é que não exige?!!) para que o aluno não se pudesse candidatar.
    Será que um aluno nestas condições conseguiria entrar tão facilmente num curso que exigisse a nota de exame a matemática? Seria este aluno capaz de tirar uma positiva, quanto mais 20? O problema (a montante) é que neste momento já há cursos (de gestão, por exemplo) que nem isso exigem!

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  8. montenegro permalink
    22 Setembro, 2010 11:02

    Duas escolas portuguesas seleccionadas para programa mundial da Microsoft
    no DN de hoje

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  9. GovernoDeCorruptos permalink
    22 Setembro, 2010 11:04

    A sugestão de o pôr lá fora é de amigo.
    Mas se tiver olho para as novas oportunidades de negócio, volta a registar a marca da Farinha Amparo e oferece doutoramentos. Saltando assim para o fim do processo tem a garantia de ninguém lhe passar à frente.

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  10. helenafmatos permalink
    22 Setembro, 2010 11:05

    sobre as licenciaturas em Direito ver
    http://www.publico.pt/Educação/noventa-por-cento-de-candidatos-a-advogados-chumbados-no-exame_1442214

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  11. Arnaldo Madureira permalink
    22 Setembro, 2010 11:05

    A admissão de um estudante numa escola do ensino superior deve ser da exclusiva responsabilidade da própria escola. Concordam?

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  12. K2ou3 permalink
    22 Setembro, 2010 11:07

    ERRO. Erro grande minha cara Helena.
    certamente sabes o que quer dizer ” sobre dotado”. Não é de forma alguma fácil conseguir tudo isso, mesmo que se ponham duvidas.
    Se isto fosse um pais a sério, este miudo, estava já num programa especial, (quase de certeza, neste pais ia dar mau resultado.), programa especial, em que iria aprender, o que achamos que lhe falta.
    Pelo menos, pelo que tenho “ouvido”, não usou fax. se calhar, até iria ter dificuldades em fazer a coisa funcionar.

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  13. montenegro permalink
    22 Setembro, 2010 11:11

    por Paulo Teixeira Pinto, não parece ter dúvidas: “É evidente que o projecto do PSD se alinha com a visão que totalmente desconsidera a super-rigidez dos limites materiais expressos, o que não é necessariamente mau”. Mais: “Até se pode admitir (…) que este projecto contenha normas inconstitucionais”, muito embora isso, no douto entendimento deste proeminente membro da comissão de revisão do PSD, não tenha “qualquer perversidade ou ilicitude”.

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  14. helenafmatos permalink
    22 Setembro, 2010 11:13

    Sobredotado? Não faço ideia. Mas gostava de ver os questionários do exame e compará-lo com os dos exames do 12º ano

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  15. 22 Setembro, 2010 11:14

    Se uma escola cobra propinas e tem vagas de obra, que admita quem lhe apetecer. Depois, a exigência dos cursos ministrados tratará de excluir os inaptos.

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  16. 22 Setembro, 2010 11:21

    Pois. O primeiro ciclo de Direito ocupa 8 semestres, não 6.

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  17. helenafmatos permalink
    22 Setembro, 2010 11:22

    O problema é que nada disso é assim. Vagas, cursos, propinas etc dependem de regulação e agora o regulador cria as Novas Oportunidades para obter números melhores

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  18. 22 Setembro, 2010 11:22

    Sobre este tema escrevi em dezembro 2009 0 seguinte post:

    Depois do que disse Medina Carreira sobre o programa Novas Oportunidades – lançado pelo governo para disfarçar os números escandalosos do desemprego – e aproveitando a sugestão da Helena Matos, fui ver os conteúdos desse maravilhoso programa socrático que dá equivalência a 9º e 12º anos.
    Dei uma vista de olhos aos programas dos módulos de Matemática para a Vida; Tecnologias informação comunicação; Cidadania e empregabilidade e Linguagem e comunicação. Concluí o seguinte…

    Andei eu a marrar na Matemática… fracções, integrais, derivadas, etc… e agora nas Novas Oportunidades aprende-se (entre outros assuntos) a Ler e interpretar tabelas, por exemplo: de relação peso/idade, de peso/tamanho de pronto-a-vestir.

    Andei eu, num curso de Engª Electrotécnica (para ser consultor em TI)… electrónica, telecomunicações, sistemas de informação… e nas Novas Oportunidades aprende-se (entre outros assuntos) Introduz/altera contactos telefónicos na agenda de um telemóvel

    Andei eu a estudar português e a ler tanto para me educar e cultivar…. e nas Novas Oportunidades aprende-se (entre outros assuntos) a Fazer corresponder mudanças de assunto a mudanças de parágrafo

    Andaram os meus pais a educar-me para eu saber viver em sociedade… e nas Novas Oportunidades aprende-se (entre outros assuntos) a Ouvir os outros participantes num grupo

    Estou portanto completamente elucidado quanto ao valor dos cursos das Novas Oportunidades. Não há dúvida nenhuma que era uma boa oportunidade para dar mais competências a pessoas que estavam desempregadas. Aproveitar para lhes dar uma ocupação, e ao mesmo tempo ajudá-las a crescer e encontrar facilmente mais e melhores empregos. Mas tudo não passa de, como diz Medina Carreira, “uma trafulhice de A a Z… uma aldrabice”.

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  19. 22 Setembro, 2010 11:23

    Sabe o que sugiro ao seu pequeno?
    Que antes de entrar na faculdade arranje um emprego para determinar a sua vocação e até passar a perceber algo da vida (com certeza não vamos assumir que é assim tão diferente dos outros jovens com 18 anos). Isso dar-lhe-á mais motivação para fazer um curso superior sem dificuldades (leia-se estourar dinheiro aos pais enquanto passeia os livros, que as propinas são caras, ou assim toda a gente se queixa).
    O problema é que hoje toda a gente quer que o filho tire um curso superior e mesmo com o país cheio de advogados lá estão os pais a empurrar os filhos para Direito para lhes garantir um futuro. Quando vêm alguém a passar à frente do seu menino que Deus os salve!
    Se calhar o Tomás tem mais vocação para o que vai aprender do que o seu petiz. Pelo menos teve mais tempo e tem mais maturidade para saber o que quer. Desculpe a sinceridade.

    Agora parece-me ser tabu que depois de entrar na faculdade toda a gente passe pelas mesmas dificuldades ou é mentira? Ou vocês conhecem caminhos que eu não tenho e não tive o privilégio de conhecer na minha altura?

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  20. razia permalink
    22 Setembro, 2010 12:06

    Quando o próprio rapaz reconhece que a situação é injusta para os que têm que se esforçar e fazer a escola “normal”, está tudo dito.
    Sendo assim, os comentadores que defendem esta aberração educativa, acabam de ganhar uma equivalência ao mestrado de lambe-botismo da universidade socratina. Parabéns!

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  21. Pedrito Portugal permalink
    22 Setembro, 2010 12:13

    Não perca tempo Helena, todos os medíocres (por inerência ceguinhos com o “Eng” e “sus muchachos”), jamais perceberão que estamos a prejudicar uma geração com este facilitismo.

    O ensino recorrente nocturno nunca fechou e quem quiser aprender em vez de se diplomar, pode inscrever-se nele.

    Por outro lado, o que se diz a alunos de 19/20 anos que frequentem o 12º? Aguarda mais uns anitos que logo mais já entras.

    Imaginem que o Tomás até viveu num país anlosaxónico e/ou tem familiares ingleses?

    Fez um figurão a tirar 20 no exame de Inglês?

    Mas afinal o ensino superior é/deve ser assim tão específico, que não se exija mais conhecimento/competências no momento de entrada?

    Depois admiram-se de ouvir “bacoradas” a licenciados…

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  22. Filipe permalink
    22 Setembro, 2010 12:22

    Por acaso esta nem é das situações mais repugnantes. No fundo corrige o próprio processo educativo oficial ao ter pouca flexibilidade na escolha das disciplinas. Não me incomoda nada que alguém que entra num curso de linguas não saiba o que representa o pi ou como calcular a raíz quadrada de um nº. Fiquei foi em dúvida se o exame a que se sujeitou era o mesmo dos alunos do 12º ano.

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  23. Rui Rocha permalink
    22 Setembro, 2010 12:26

    Importa fundamentar as opiniões e, para isso, nada melhor que dados fiáveis e objectivos. A OCDE avalia periodicamente o nível de literacia de alunos de 15 anos que frequentam o ensino dos diversos países que integram aquela Organização. São avaliadas as competências científicas, de compreensão (leitura) e matemáticas. O programa chama-se PISA (Programme for International Student Assessment). Informações podem ser consultadas aqui: http://www.pisa.oecd.org/pages/0,3417,en_32252351_32235731_1_1_1_1_1,00.html
    O último relatório conhecido é de 2006 (o estudo de 2009 será publicado em Dezembro de 2010). A título de exemplo, em 2006 a posição relativa dos países analisados no domínio da literacia científica pode encontrar-se aqui: http://www.oecd.org/dataoecd/42/8/39700724.pdf
    Como terão oportunidade de constatar, Portugal encontra-se no pelotão dos “Statistically significantly below the OCDE average”. Analisando os relatórios globais de anos anteriores, constata-se alguma evolução no domínio da matemática, mas um retrocesso ao nível da leitura e comprensão. Estes são os factos. A partir daqui podemos andar todos a enganar-nos uns aos outros, mas estes são os resultados objectivos do sistema de ensino português. E também podemos pretender que o programa Novas Oportunidades (que inclui, deve dizer-se, realidades bem diferentes e com níveis de exigência diferenciados) serve para outra coisa que não seja afagar a auto-estima de quem nele participa (efeito, em geral, efémero) e para cosmética estatística.

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  24. Outside permalink
    22 Setembro, 2010 12:29

    Um bom Post Helena Matos. Consciente.

    LMR
    “Se uma escola cobra propinas e tem vagas de obra, que admita quem lhe apetecer. Depois, a exigência dos cursos ministrados tratará de excluir os inaptos.”

    A segunda parte deste pensamento é falso, ficção, descontextualizado da realidade existente no ensino superior privado…e em parte do público. (ponto)

    Nem os cursos ministrados são exigentes nem os inaptos excluídos naturalmente, especialmente pós Bolonha.

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  25. fernando antolin permalink
    22 Setembro, 2010 13:14

    A minha filha entrou agora, na sua primeira opção, para o curso de Ciência Política da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa. Da sua ficha oficial (ENES),elaborada pelo Ministério da Educação,constam as seguintes notas para candidatura ao ensino superior,obtidas em exames nacionais: Geografia A – 175; Latim A – 185 , exames do 11ºano. História A – 169; Português – 181 , exames do 12º ano. Ponderadas com as restantes classificações do secundário, alcança a nota de 192, como resultado do designado curso C62 – Línguas e Humanidades ,como nota final de candidatura, de acréscimo foi a melhor aluna da sua escola secundária(Anselmo de Andrade-Almada) e recebeu um simpático prémio monetário, além do diploma de mérito e diploma de conclusão do secundário. ” Esfolou” para obter estes resultados ? Claro que sim. Está satisfeita consigo mesma ? Evidentemente. Mas olha se o Tomás se tem candidatado lá à F.C.S.H , lá ficaria alguém de fora, se calhar com um percurso semelhante ao dela. Novas Oportunidades ?? Neste “país” isto não passa de velhas oportunidades…

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  26. 22 Setembro, 2010 13:19

    Mas qual sobredotado, qual carapuça!
    Esta é mania da moda, inventar-se sobredotados em toda a parte.
    O meu filho teve média de 20 valores no 12º ano e 100% na prova de aferição e é apenas inteligente.

    Ele até diz que conhece muitas pessoas mais inteligentes que ele.

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  27. 22 Setembro, 2010 13:20

    Mas, se tivesse apanhado com a antiga prova de cultura geral, ou lá como se chamava, se calhar nem tinha entrado para a faculdade porque sempre foi péssimo em expressão escrita.

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  28. 22 Setembro, 2010 13:24

    Já agora. Até teve média de 19 no 1º do curso e terminou com a nota mais alta de toda a faculdade e recebeu prémio por isso.

    E mandei-o logo daqui para fora. E agora, já tentou voltar e o tanas, não tem cunhas e a única coisa que apareceu foi a ganhar como se tivesse terminado o curso agora, quando ele já trabalha há mais de 6 anos em Londres.

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  29. 22 Setembro, 2010 13:25

    Mas não é coisíssima nenhuma sobre-dotado. Isso é uma patranha mediática. Conheço miúda mais que básica que até os pais levaram à tv como se também fosse sobre-dotada. Era apenas filha de gente um tanto entrada na idade e que depois tratam os filhos como pequenos budas.

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  30. Arnaldo Madureira permalink
    22 Setembro, 2010 13:34

    O 12º ano tem de ser igual para todos? Não. Uns obtêm o 12º ano em cursos científico humanísticos, outros em cursos profissionais e outros em desenvolvimento e validação de conhecimentos adquiridos na experiência da vida. Uns entram no ensino superior aos 18 anos, ainda dolescentes e sem nunca terem trabalhado. Outros, continuam ou recomeçam a estudar em idade madura, já com família e profissão. É tudo igual? Não, nem têm de ser, nem ninguém diz que são.

    O exame que o Tomás fez é o mesmo exame nacional que os outros também fizeram? Se é o mesmo, não é escandaloso. Se não é o mesmo, mudo de opinião.

    Portugal está abaixo da média da OCDE. A verdade é que não podem estar todos acima da média. O desvio relativamente à média é significativo? Se é, estamos muito mal. Se não é, podemos melhorar, mas não estamos mal.

    Insisto. Concordam que a admissão de um estudante numa escola do ensino superior seja da exclusiva responsabilidade da própria escola?

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  31. 22 Setembro, 2010 13:43

    Quanto a trabalhar antes de tirar o curso, para ter mais maturidade, é absoluta anormalidade.

    Os cursos não são nada e cada vez são menos. O que importa é tirar cedo e depois, sim trabalhar logo. Agora maturidade para aquilo não é precisa para nada. As pessoas que mais ganham até tendem a ser jovens de 20 e poucos que depois têm família e já não se matam por carreiras.

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  32. 22 Setembro, 2010 13:44

    Eu não concordo que seja da exclusiva responsabilidade da faculdade.

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  33. 22 Setembro, 2010 13:45

    Mas isso significa ter planos nacionais para o ensino e para os liberais a única coisa que existe é o mercado, porque negam a política.

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  34. MAria permalink
    22 Setembro, 2010 14:03

    claro que é escandaloso um aluno entrar numa faculdade apenas com um exame quando os outros necessitaram de fazer 3 no 11º ano e mais outros 3 ou 4 no 12º. Além dos trabalho de 3 longos anos com notas a cada trimestr. )Não há mais cego que o que não quer ver. Tivesse o Arnaldo um filho a esforçar-se 3 anos para entrar na faculdade e viesse um aluno das novas oportunidades e lhe tirasse a vaga com UM EXAME APENAS. Um ficava na rua após 3 anos e o outro entrava quer fosse sobredotado ou não. País que premeia em primeiro lugar o trabalho mais fácil, não é país que se preze.
    Enganem-me que eu gosto.

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  35. Arnaldo Madureira permalink
    22 Setembro, 2010 14:20

    50% da nota de ingresso é a classificação do secundário. Há justiça na competição de alunos de escolas e de professores diferentes? A única classificação justa para seriar os candidatos é o exame nacional.

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  36. Arnaldo Madureira permalink
    22 Setembro, 2010 14:23

    O que escrevi foi:
    “Outros, continuam ou recomeçam a estudar em idade madura, já com família e profissão.”
    Nega-lhes essa oportunidade?

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  37. 22 Setembro, 2010 14:25

    Quem tiver interesse sobre o que são as NO, questione um desses formandos, como eu e outros já o fizemos . .. Eis a descrição! …

    “Novas Oportunidades
    A ignorância certificada

    Marta Oliveira Santos (1)

    O país encontra‐se com uma taxa muito baixa de escolaridade em relação aos países da EU
    (União Europeia). Logo há necessidade de colmatar esta situação e, para isso foram criadas
    “As Novas Oportunidades”, uns cursinhos intensivos de três meses, no fim dos quais os
    “estudantes”(agora com o nome pomposo de formandos) obtêm o certificado de
    equivalência ao 9º ou 12º anos. Fantástico, se os cursinhos fossem a sério! …
    Perante a publicidade aos referidos cursos, aqueles que abandonaram a escola ou, por
    qualquer razão não concluíram um dos ciclos de escolaridade, esfregaram as mãos de
    contentes, uma vez que agora se lhes oferece a oportunidade de obterem um certificado de
    habilitações que lhes poderá vir a ser útil. E como diz o ditado”mais vale tarde do que
    nunca”, eles lá se inscreveram. Por outro lado, três meses das 7.00 às 10.00 horas, horário
    pós‐laboral, uma vez por semana, era coisa fácil de realizar. Coitados daqueles que andam 3
    anos (7º, 8º e 9º anos) para concluírem o 3º ciclo!!! Isso é que é difícil!
    Na rua, no café, nos locais públicos em geral ouve‐se: “Ah! Agora, ando a estudar! Ando a
    fazer o 9º ou 12º ano! Aquilo é porreiro, pá!”
    Entretanto, há pessoas com quem contactamos no dia‐a‐dia, mais próximos de nós, o
    cabeleireiro, o sapateiro, a empregada doméstica, etc. que também nos confidenciam com
    ar feliz: “Agora, com esta idade, ando a estudar! Ando a fazer o 9º!” E nós, simpaticamente,
    sorrimos, abanamos a cabeça e dizemos que fazem bem, sempre é uma mais valia…
    contudo, numa dessas conversas, tentei descobrir que disciplinas constavam do curso,
    ficando a saber que eram Português, Matemática, Informática e Cidadania para o 9º ano; e
    indaguei ainda como eram as aulas e a avaliação final.
    E fiquei atónita. Em Português o formando teria que escrever a história da sua vida e a
    razão por que se inscreveu no curso, sendo o texto corrigido aula a aula pela respectiva
    formadora; Matemática consistia em efectuar cálculos básicos e apresentar, por exemplo, a
    receita de um bolo e duplicá‐la; para Informática apercebi‐me que seria a apresentação do
    trabalho escrito e, posteriormente, quem quisesse apresentá‐lo‐ia em “powerpoint”; em
    Cidadania, os formandos apresentavam os diferentes resíduos e diziam em que contentor
    os deveriam colocar. A nível de Português ainda foi pedida a leitura de um livro e seu
    comentário, sendo a selecção ao critério do formando o que deu origem a autores “light”,
    nada de autores portugueses de renome; a acrescer a este comentário teriam também de
    fazer a apresentação crítica a um filme e a uma reportagem. Todos estes elementos seriam
    entregues num dossier, cuja capa ficaria ao critério de cada formando.
    Três meses passaram num abrir e fechar de olhos, por isso um destes dias, enquanto
    aguardava a minha vez para ser atendida no consultório médico, fui brindada com o
    dossier do curso da recepcionista e respectivo certificado de 9º ano. Engoli em seco aquelas
    páginas recheadas de erros ortográficos e de construção frásica, desencadeamento de
    ideias e falta de coesão, (…), entremeados por bonitas fotografias; na II parte, umas contitas
    simples e duas tábuas de multiplicação; e em Cidadania, os contentores do lixo coloridos
    com a indicação dos resíduos que se põem lá dentro.
    Em seguida, com um sorriso muito branco (nem o amarelo consegui!) e, como bemeducada
    que sou, felicitei a dona do dossier cuja capa estava realmente bonita, original,
    revelando bastante criatividade e ouvi‐a alegre dizer: “A formadora disse‐me que tinha
    hipóteses de fazer o 12º ano. Logo que possa, vou fazer a minha inscrição!”
    Fiquei estarrecida, sem palavras para lhe dizer o que quer que fosse. “As Novas
    Oportunidades” são isto? Está a gastar‐se tanto dinheiro para passar certificados de
    ignorância? Será que todos os formadores serão iguais a estes? E o 9º ano é escrever umas
    tretas e ler um Nicholas Sparks e um artigo da revista “Simplesmente Maria”? E o 12º ano
    será a mesma coisa (queria dizer chachada) acrescida de uma língua?
    Continuando assim o país a tapar o sol com a peneira, teremos em poucos anos a ignorância
    certificada!

    (1) Marta Oliveira Santos – Licenciatura em Filologia Românica; colaboradora de várias publicações.
    “Correio da Educação”

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  38. 22 Setembro, 2010 14:26

    Claro que não se deve negar mas não devia competir no mesmo grupo dos que tiveram outras exigências.

    Isto é como tudo- até no levantamento de pesos existem categorias e um peso leve não compete com um pesado. Nem um maratonista de 100 metros com de corrida de fundo.

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  39. Outside permalink
    22 Setembro, 2010 14:27

    Não se trata de oportunidade caramba!…simples facilidade.

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  40. 22 Setembro, 2010 14:27

    O que isto defende é outra coisa_ passar a perna com truques que facilitam os mais burros.

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  41. Caramelo permalink
    22 Setembro, 2010 14:27

    Os 3 anos de direito não têm nada que ver com as Novas Oportunidades. Isso é do processo de Bolonha, coisa europeia, não misturemos alhos com bugalhos..

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  42. 22 Setembro, 2010 14:28

    Porque as Novas Oportunidades são uma gigantesca patranha. Agora se se pode entrar para um curso de Direito, ou lá o que é, apenas com exame de Inglês, é anormalidade ainda maior.

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  43. 22 Setembro, 2010 14:30

    Claro que é facilitar. Mas começa por ser logo no tipo de disciplinas “nucleares” ou lá como lhes chamam com que fazem a triagem para cursos que nada têm a ver com elas.

    Dantes, para se entrar em Direito, era preciso exame de Filosofia e de Latim. E para Filosofia idem, razão pela qual até saltitavam de um para outro.

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  44. 22 Setembro, 2010 14:31

    Pode-se sempre questionar como é que os professores “permitem” este absurdo das NO (…) Bem, está tudo sob controle (!), como se pode inferir por este post descritivo …

    “A fraude é outra, é a oportunidade de emprego
    19 de Agosto de 2010
    Conta-se no Ionline que existem fraudes nos processos RVCC, ditos de Novas Oportunidades.
    A D. Filipa Martins, que escreve na referida publicação descobriu a pólvora:
    Quatrocentos euros.
    Valor pedido por Paula Duarte, num curto contacto telefónico, por um Portefólio Reflexivo
    de Aprendizagem que dará acesso ao 12.o ano. “Mas tudo é negociável”, garante ao
    jornalista do i – que se identificou como possível comprador – e acrescenta, “no ano
    passado, pedia 500 euros, mas agora com a crise…”. Paula Duarte, à semelhança de várias
    dezenas de pessoas, pôs na internet um anúncio de venda de portefólios para as Novas
    Oportunidades.
    Vamos por partes: a pólvora também não foi invenção minha, mas bastava ter lido este
    texto sobre as fraudes mais comuns nos processos de RVCC, aqui publicado em Julho do ano
    passado, e já faziam os foguetes.
    Há contudo uma pequena novidade, na peça do I: a de que a ANQ teria dado uma orientação
    no sentido de se ter cuidado nos CNO’s (Centros Novas Oportunidades) com os plágios e
    afins. Trabalhei durante 3 longos, custosos e penosos anos na nobre missão de certificar
    analfabetos funcionais (e não só, convenhamos) com o 12º ano de escolaridade, e nunca
    ouvi falar de tal nota. Claro que em formação todos os membros das equipas pedagógicas
    aprendem que o copy/past só certifica a competência de seleccionar informação, e nem
    sempre, mas isso é de senso comum.
    O problema não está aí. As fraudes só passam porque as equipas deixam. E as equipas
    deixam porque têm metas para cumprir, pairando sempre sobre a sua cabeça a ameaça de
    encerramento do CNO. Estamos a falar de pessoal maioritariamente contratado (agora menos
    a recibo verde, é certo) ou sem componente lectiva na escola onde está colocado, e do ou
    cumpres ou ficas desempregado.
    A fraude é essa. O resto, em americano, são amendoins.
    http://www.aventar.eu/2010/08/19/a-fraude-e-outra-e-a-oportunidade-de-emprego/

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  45. 22 Setembro, 2010 14:32

    Filosofia, História, Latim, Grego e Português- eram as disciplinas obrigatórias. E aquela anormalidade da Política que já nem me lembro como se chamava e que era só para decorar.

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  46. 22 Setembro, 2010 14:33

    Administração Política da Nação? não sei. Detestava essa porcaria e, por pouco que não dispensava, porque foi no que tive a nota mais baixa.

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  47. 22 Setembro, 2010 14:36

    Repito. ESTÁ TUDO SOB CONTROLE (…)

    “Para evitar problemas…
    No jornal i de hoje aparece, pela mão da jornalista Kátia Catulo, a seguinte notícia, que
    é, no mínimo, inquietante: uma professora duma universidade pública do nosso país terá
    sido afastada da regência das unidades curriculares que leccionava porque… os critérios
    de avaliação que usa se traduzem num número pouco simpático de aprovações. (…) Não posso deixar de conjecturar que também para os professores universitários, mesmo para
    aqueles que têm um currículo científico e pedagógico segundo as exigências actuais, como
    é o caso da referida professora, começa a “pairar no ar” uma desconfortável auto-censura
    no momento da fazer as pautas, acompanhada de uma revisão das classificações dos alunos
    para, enfim, evitar problemas…
    Helena Damião (pedagoga)
    http://www.dererummundi.blogspot.com/2010/08/para-evitar-problemas.html

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  48. 22 Setembro, 2010 14:37

    “Os ministérios da educação e do trabalho querem tornar o 12º ano patamar mínimo de
    escolaridade. Lançamento da campanha Secundário para Todos. Novas Oportunidades, entrega
    de diplomas, um milhão de Portugueses passaram por este programa, 400 mil obtiveram um
    diploma.
    http://www.youtube.com/watch?v=rE0lhqOJZCA&feature=player_embedded

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  49. Outside permalink
    22 Setembro, 2010 14:37

    Arnaldo,
    “Outros, continuam ou recomeçam a estudar em idade madura, já com família e profissão.”
    Nega-lhes essa oportunidade?

    Isto é pura demagogia!, já não basta em S.Bento!
    Todos temos o direito de regressar aos estudos, evoluir, buscar mais e melhor conhecimento.
    Esse direito não é nem pode (do modo como as n.o foram implementadas) ser traduzível em equivalência escolar ! Mas aquilo é algum 9º ano ? Mas auilo é algum 12º ano ?
    E Bolonha, com resposabilidades comunitárias, igual…condensaram-se cursos que dificilmente se fazem com qualidade em 5 anos em cursos idênticos aos bacharéis ! Palha !
    O que conta, o que interessa não é o conteúdo ou a essência mas a aparÊncia, a decoração esbelta do canudo e do título!

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  50. lucklucky permalink
    22 Setembro, 2010 14:40

    Os resultados da falta de liberdade na Educação para uma Ideologia Socialiista conseguir o seu Monopólio e assim instituir uma cultura de extrema tolerância e indiscriminação interna.
    Resultado: desvalorização completa da moeda Educação.
    É sempre assim onde os Socialiistas de esquerda ou direita colocam a pata. Desvalorizam tudo.

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  51. 22 Setembro, 2010 14:42

    http://www.scribd.com/doc/17014737/As-Novas-Oportunidade
    «Li o que colou ai. É como eu pensava. Ainda não ouvi um único relato
    sobre o novas oportunidades que não fosse igual a esse.»

    Novas Oportunidades com 20 mil inscrições por mês
    http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1074756&div_id=4058

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  52. Outside permalink
    22 Setembro, 2010 14:46

    Liberdade na educação ? Estamos numa fossa séptica e o que se propõe ?
    Privatizar o ensino! …pois claro, não há como entregar ao mercado, aos ideais capitalistas o pilar Educação! Aì sim…será um admirável mundo novo, repleto de oportunidades, consoante a bolsa…dos educandos.

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  53. 22 Setembro, 2010 14:46

    Repito. Está tudo sob controle …

    “Mais cem milhões de euros para formar cem mil trabalhadores em quatro anos
    Um momento de crise económica, como o que se vive, é o ideal para que as pessoas apostem
    na sua requalificação, defende Mariano Gago, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino
    Superior. Por isso, nos próximos quatro anos, o Governo quer cem mil activos com diploma
    do ensino superior. Ao final da tarde, o Governo, as universidades e os politécnicos
    assinaram um “contrato de confiança”, que para já se traduz num acréscimo de cem milhões
    de euros no Orçamento de Estado (OE) para este ano.
    http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/mais-cem-milhoes-de-euros-para-formar-cem-mil-trabalhadores-em-quatro-anos_1417298

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  54. Ana permalink
    22 Setembro, 2010 14:46

    O curso de Direito só é de 3 anos na Autónoma, nas outras Universidades todas é de 4 anos. A esmagadora maioria dos alunos que conheço que concluiram o curso de 4 anos estão a fazer mestrado (com duração de um ano e meio). Não percebo onde está a facilitação e incomoda-me que as pessoas comprem propagada barata e depois venham falar sem o mínimo de conhecimento.

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  55. Arnaldo Madureira permalink
    22 Setembro, 2010 15:04

    Chamava-se OPAN Organização Política e Administrativa da Nação. Depois do 25 de Abril, Introdução à Política.

    O resultado de liberdade na educação é variedade de cursos (secundários e superiores), com objectivos e graus de dificuldade diferentes. Sou sensível à lealdade na competição pelo ingresso no ensino superior. Para dar oportunidade aos estudantes que têm histórias diferentes, há vagas (calculadas em % do total) especiais. Por exemplo, para os PALOP, para os desportistas, para os maiores de 23 anos, para os residentes no estrangeiro. Aceito que, neste sistema de ingresso, os NO não devam competir com os “normais” nas mesmas vagas. E os profissionais, devem? Ou, então, que as universidades seleccionem os candidatos.

    Num curso de 5 anos de Medicina pós-Bolonha aprende-se menos do que se aprendia num curso de 5 anos de Medicina pré-Bolonha?

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  56. Arnaldo Madureira permalink
    22 Setembro, 2010 15:19

    Liberdade na educação é concorrência leal entre escolas privadas e públicas, em igual condição de financiamento das escolas e dos estudantes.

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  57. Daniel Marques permalink
    22 Setembro, 2010 16:27

    Sem querer insultar a pessoa em questao este post falha em tudo:
    Primeiro porque e’ um fait divers – casos como estes sao estatisticamente irrelevantes. Segundo porque o candidato se sujeitou as mesmas provas do resto dos alunos e conseguiu um 20! Ou seja o Tiago sujeitou-se a uma avaliacao objectiva que definiu que ele domina a 100% os conhecimentos necesarios e especificos para o curso (assim definidos pela Universidade para todos os interesados).
    Terceiro porque qualquer pessoa pode beneficiar do programa novas oportunidades
    Quarto porque a ausencia de ponderacao das notas do secundario pode resultar a favor ou contra.

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  58. 22 Setembro, 2010 16:36

    Rocha (22Setº 2010, 12:26)
    . . . Como terão oportunidade de constatar, Portugal (PISA)encontra-se no pelotão dos “Statistically significantly below the OCDE average”.
    ____
    Pode a Ministra da Educação fazer as momices que lhe aprouver: a REALIDADE é esta.

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  59. 22 Setembro, 2010 16:38

    Era isso, era, Arnaldo. Obrigada. A Organização Política e Administrativa da Nação- c’um caraças- o pó que eu tinha a essa treta. Mas dispensei da admissão à faculdade, apesar dos 10 valores a OPAN
    ehehehe

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  60. 22 Setembro, 2010 16:40

    Mas tem a sua piada a mudança de nome. É verdade, a Nação passou a ser um conceito reaccionário e proibido de se dizer. Passou a dizer-se “este país”.

    E agora, pelo efeito neo-tonto: “O Estado”- já nem temos país e muito menos Nação- é no que se traduz a alteração semântica e aquilo de que ela é sintoma.

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  61. visitante permalink
    22 Setembro, 2010 16:44

    Boa tarde. Apenas para esclarecer a HFMatos: o Tomás não é sobre-dotado. Reprovou várias vezes no 9º ano. Daí ter optado pelas “Novas Oportunidades”: http://diario.iol.pt/sociedade/universidade-novas-oportunidades-liceu-ensino-superior-tvi24-tiago-bacelos/1192561-4071.html, e aqui também: http://aeiou.expresso.pt/melhor-aluno-chegou-a-faculdade-sem-acabar-o-liceu=f604904 e ainda aqui mais reacções da suposta “igualdade” de oportunidades: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1665873. Quanto aos restantes comentadores defensores da bondade desta “oportunidade” de mais um aluno se poder licenciar, I rest my case.

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  62. Arnaldo Madureira permalink
    22 Setembro, 2010 16:48

    Como terão oportunidade de constatar, Portugal (PISA)encontra-se no pelotão dos “Statistically significantly below the OCDE average”.
    Seja lá o que for que significa statistically significantly below, por exemplo, em Matemática, Portugal está 5% abaixo da média. Não é significativo, para mim. Não estou nada preocupado, mas temos a obrigação de melhorar. Se os outros países não melhorarem, começamos a subir na lista.

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  63. lucklucky permalink
    22 Setembro, 2010 17:04

    “Privatizar o ensino! …pois claro, não há como entregar ao mercado, aos ideais capitalistas o pilar Educação! Aì sim…será um admirável mundo novo, repleto de oportunidades, consoante a bolsa…dos educandos.”

    Quais ideais capitalistas? a Liberdade é Capitalista?

    Você seria livre de criar ou apoiar a sua escola tonta com mais uns quantos como você e cobrar o preço que quiserem. Teria é de convencer as pessoas a livremente gastarem lá o seu dinheiro e os filhos na sua escola.
    Mas como é socialiista não gosta da diferença, diferença que dá redundância que torna um País mais resistente.
    Prefere obrigar os Portugueses a apostarem tudo na mesma casa. A colocarem milhares de milhões Euros no mesmo modo de educar. Se esse modo único for um desastre é o fim. Tal como está acontecer. O País está como está por causa do seu Ideal Único que tem de secar tudo à sua volta.

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  64. 22 Setembro, 2010 17:26

    Helena Damião,
    “uma professora duma universidade pública do nosso país terá sido afastada da regência das unidades curriculares que leccionava porque… os critérios de avaliação que usa se traduzem num número pouco simpático de aprovações.”

    Está a ver do ponto de vista errado. Se um aluno chumba, a culpa é do aluno. Se quase todos chumbam, então a culpa é do professor. Se a maior parte dos alunos dela chumbava, então ela era má professora e foi correctamente afastada.

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  65. 22 Setembro, 2010 17:29

    “Matemática consistia em efectuar cálculos básicos e apresentar, por exemplo, a
    receita de um bolo e duplicá-la”.
    Má ideia. Em pastelaria, quando se quer fazer um bolo do dobro do tamanho, as quantidades de cada ingrediente não variam na mesma proporção. Para não falar do que fazer à temperatura do forno ou ao tempo que o bolo fica lá dentro.
    Isso é uma receita para formar matemáticos fraquinhos e pasteleiros incompetentes.

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  66. Outside permalink
    22 Setembro, 2010 17:36

    Lucky,
    Estou sem tempo para explicar, concretamente ao Arnaldo, o meu pensamento neste país de Mestres pós Bolonha (e nomeadamente em Medicina não acredito, não posso acreditar numa deficiente qualidade do curso actual).

    Quanto a si, que já me “conhece” daqui à uns bons tempos, saberá certamente, se tiver dois dedos de testa! que se há afinidade que não tenho é com os xuxalistas, com a sua odiada “esquerdalha” ! V. não é só tonto, é jumento mesmo meu caro, pois identifica, rotula e cola imediatamente essa conotação a quem discorda do seu pensamentozinho neo-liberal !
    O direito à diferença de ensino ? De onde supôs que não o defendo Lucy ?
    Não defendo é, de forma alguma como solução para este estado da nação, a privatização do ensino e da saúde como V. que julga que o toque de Midas se resume a essa acção !
    Radicalismos inerentes no seu pensamento…onde só encontro semelhanças no comunismo! Será V. sem auto-conhecimento…comunista ?
    Este Portugal, social e economicamente, só se re-inventa com um verdadeiro planeamento, programa, reforma das mais diversas áreas fundamentais..e é essencial essas ideias serem implementadas com os valores básicos: Dever, honra, isenção, solidariedade e competência.

    Agora…agora vá passear o Rantanplan que não tenho pachorra para o aturar mais meu caro.

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  67. Beirão permalink
    22 Setembro, 2010 18:31

    Pela linguagem insultuosa e agressiva da criatura acima, não custa a perceber que se trata de um desses insuportáveis xuxalistas lambebotas do ‘inginheiro’ – que também tirou o ‘curso’ a um domingo, na linha do outro, o do “hádem”, o tal que ameaçava aos berros – “Quem se meter com o PS, leva!”

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  68. Osku La Magaita permalink
    22 Setembro, 2010 18:53

    “É verdade, a Nação passou a ser um conceito reaccionário e proibido de se dizer. Passou a dizer-se “este país”.”

    Ahahahahahh!
    Brilhante Zazie, brilhante! É ainda de assinalar a sua contenção semântica pois, na verdade, quem se atrever a pronunciar a palavra “N*ção” (nem a escrevo!!) é logo apodado, no mínimo, de faxxxxxxista!

    Obs: o Lucklucky e demais da “linha” dele deviam juntar-se, comentar e escrever num blogue humorístico. Parece-me mais adequado.
    Estes senhores (Liberais, Marxistas, todos diferentes tudo a mesma coisa pois ambos necessitam de “Homens Novos”) que querem transformar o mundo de acordo com abstracções puras e livrinhos exscritos por meia dúzia de estafermos desocupados (que foi pena em vez de estarem a escrevinhar disparates não estarem a lavar escadas ou a arrancar batatas) deviam provar um pouco do “veneno” que destilam.

    Felizmente, Non Praevalebunt!

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  69. Ana C permalink
    22 Setembro, 2010 20:28

    “….acabou agora por entrar na faculdade, no curso de Tradução…”
    Imagino as saídas profissionais que o tal curso virá a dar!
    Como em tudo, o próprio mercado de trabalho se encarregará, por si só, de fazer a respectiva triagem.
    Por isso temos “N” arquitectos, juristas, biólogos, relações internacionais, etc, etc, etc, como assistentes administrativos.
    E estes ainda são dignos e trabalham.
    a esmagadora maioria fica em casa com o orgulho inchado porque Dr. não pode trabalhar numa loja

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  70. Daniel permalink
    22 Setembro, 2010 21:21

    Para quem ainda não percebeu:
    O Tomás fez o mesmo exame de Inglês que os restantos alunos do ensino secundário inscritos nele. Repito: o mesmo.

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  71. Sir Raphael van der Cock permalink
    22 Setembro, 2010 21:36

    A injustiça é que este rapaz apresenta a sua candidatura ao ensino superior somente com a nota que teve no exame. Os que frequentaram o ensino dito “normal” têm de se candidatar com uma média que tem por base não só os exames mas todo o ensino secundário. Julgo eu…

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  72. Daniel permalink
    22 Setembro, 2010 22:03

    Sir Raphael van der Cock,

    É bem mais justo concorrer só com a nota do exame. Como se sabe algumas “escolas” privadas são especialistas na venda de médias internas (“as médias que têm por base”) , beneficiando assim os alunos na candidatura ao superior, e algumas públicas são especialistas em nivelar por baixo, prejudicando assim os alunos que nelas concluem o secundário. Só com a média de exame estas injustiças esbatem-se.

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  73. 22 Setembro, 2010 22:35

    O Luck é um bot-neo-tonto. Não tem gente lá dentro, tem fibra óptica.

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  74. 22 Setembro, 2010 22:54

    Sempre haverá uma reduzida precentagem de ingratos presenteados com os certificados das “novas oportunidades” mas, e isso e o que intressa, a quem as programou, nas próximas eleições não se esquecerão de agradecer a quem soube distingui-los dos restantes alunos, seus anteriores colegas de turma e escola, que gastaram doze anos das suas vidas para conseguirem, com muito esforço, o que os que abandonaram a escola por desprezarem a deisciplina e as matérias das disciplinas curriculares, e foram brindados com certificados equiparados conseguidos em três meses.
    Finórios!

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  75. Lima permalink
    22 Setembro, 2010 23:02

    Qual é o problema deste aluno entrar com nota 20 ? para mim nenhum…….conheço gente formada que nunca frequentou universidades …….comprou os curso ( nada mais simples) . Nas universidades particulares as entradas apenas tem uma barreira , o pagamento para inscrição e nada mais aparece como entrave. Depois de se iniciar o curso é frequentar as aulas porque aqui o aluno é cliente pagador ( e o cliente tem sempre razão ) , como cliente é bem servido ou seja passa sempre no final de cada frequencia . Isto é a realidade para quem tem dinheiro e quem tem dinheiro manda . Quem quer alunos pagadores tem de agir em conformidade caso contrario os prof. Doutores vão para o desemprego e é chato para alguns….. O ensino privado funciona assim caso contrario fecham. Querem ser licenciados em algo inscrevam-se numa faculdade particular e se tiverem mais de 23 anos nem se preocupem em ter o ensino secundário completo a faculdade tem os impressos proprios.
    Este Portugal caminha para o país dos doutores de qualquer coisa……penso que neste momento temos os caixas dos supermercados com as melhores graus de habilitações da Europa …. o que é obra…….não acham?

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  76. 22 Setembro, 2010 23:46

    Arnaldo Madureira
    Posted 22 Setembro, 2010 at 16:48 | Permalink
    Como terão oportunidade de constatar, Portugal (PISA)encontra-se no pelotão dos “Statistically significantly below the OCDE average”.
    Seja lá o que for que significa statistically significantly below, por exemplo, em Matemática, Portugal está 5% abaixo da média. Não é significativo, para mim.
    ______________________
    É claro, que não é significativo para si . . .
    Mas para quem sabe, é-o. Porquê?
    Porque o erro dessa média é muito inferor a 5%. ENTENDEU?

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  77. Arnaldo Madureira permalink
    23 Setembro, 2010 00:08

    Não. Não sabe explicar melhor do que isso?

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  78. 23 Setembro, 2010 02:11

    Bem, nós gostamos mesmo de estar neste canto plantado à beira-mar com os nossos Srs. de Tal e que ninguém lhes toque.
    Se formos a um dos países mais evoluídos da Europa, à Alemanha, os alunos são distribuídos por 3 escolas logo a seguir ao 4º ano pelo seu aproveitamento escolar. Os alunos podem ver esta situação revista durante o seu percurso escolar para passarem a frequentar a escola que melhor se adapta ao seu aproveitamento. Apenas aos que frequentam a escola para os alunos com melhor aproveitamento escolar é dada a hipótese de fazer um 12º ano como o que nós aqui fazemos e ter acesso directo ao ensino superior.
    A todos os restantes, no final do 10º ano seguem para um curso profissional, idealmente financiado por uma empresa que já emprega o jovem. O curso profissional terá a mesma equivalência que um 12º ano feito em qualquer outra escola.
    Estes jovens podem ser enfermeiros na Alemanha, por exemplo. Nunca lhes é vedado o acesso a continuar a sua formação. E outras excepções também se devem aplicar.
    Em Portugal, pelo que percebo, mais valia incinerar estes cábulas.

    Agora vamos negar que o currículo até ao 12º ano está feito para ser executado por jovens com a idade normal para se chegar a um determinado ano (17 anos ao 12º, por exemplo)?
    Se assim é como avaliar alguém que tem mais 5 anos? Usamos os mesmos métodos? E se os métodos forem diferentes, na faculdade entra e são todos iguais. Ou não são?

    Prefiro um senhor desses a administrar-me alguma coisa no corpo que um menino cujos pais gastaram fortunas em explicadores e que demorou 8 anos a fazer o curso na faculdade porque preferia frequentar todas as festas académicas.
    Se alguém com 23 anos ou mais e a ganhar dinheiro decide entrar em Medicina, consegue e faz um percurso académico normal, tem o meu aplauso pela coragem.
    A maioria dos meninos com 18 anos segue a onda, sabem lá eles o que é vocação! E ando eu a pagar (há anos falava-se que um aluno do ensino superior custava ao estado 5000€) para se ver uma corrida de festas académicas patrocinadas pela Super Bock todos os anos e no fim há montes de desempregados?

    Para finalizar: nem toda a gente precisa ter um curso para ter uma carreira boa. Se em Portugal é assim então está mal! São precisos técnicos, em maior número do que engenheiros!
    Não quero que o pessoal tenha todos cursos. Quero que aqueles que têm vocação os tirem.

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  79. Nuno permalink
    23 Setembro, 2010 05:43


    De facto, os alunos chegam ao 12º ano sem preparação – e tem sido progressivamente pior – à altura do que quer que seja que vão estudar na universidade. Como também é verdade que os que saem da universidade – e saem quase todos oe que entram – estão cada vez menos aptos para iniciar a sua vida profissional.
    Pois. Felizmente há excepções mas que, também essas, são cada vez em menor número.
    Ora acontece que, em presença desta situação, quem ensina estará a ter, também, cada vez menos qualidade.
    Por isso, para quem quer poupar umas coroas, será boa medida deixar que os miúdos andem por aí a divertir-se, gastando o que puderem e a entreter-se a gozar a vida e estudando o menos porrível pois num instante se graduam nas diversas barreiras necessárias – duas ou três – para atingir o objectivo: obter o canudo.
    Podem acontecer muitos desastres que as consequências vão-se tratando. O pior é no que respeita a saúde se resultar não haver quem saiba tratar das pessoas ou se os cirurgiões passarem a ser meros talhantes, como já vai sucedendo.
    Nuno

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  80. Arnaldo Madureira permalink
    23 Setembro, 2010 11:17

    1. “A nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, troça da autoridade e não respeita os mais velhos. Os nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos.
    Não se levantam quando entra uma pessoa idosa, respondem aos pais e são simplesmente maus”. Sócrates (470-399 a.C.)

    2. “Não tenho mais esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar o poder amanhã, porque essa juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível”. Hesíodo (720 a.C.)

    3. “O nosso mundo atingiu o seu ponto crítico. Os filhos já não ouvem os pais.
    O fim do mundo não pode estar muito longe”. sacerdote do ano 2000 a.C

    4. “A juventude está estragada até ao fundo do coração. Os jovens são malfeitores e preguiçosos. Jamais serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura”. Vaso de argila descoberto nas ruínas da Babilónia (+ de 4000 anos de existência).


    Conclui-se que, pelo menos desde há 4000 anos, a juventude piora de dia para dia. Surpreendo-me como temos conseguido sobreviver. Surpreendo-me ainda mais com o estado a que chegámos.

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  81. 23 Setembro, 2010 11:24

    eheheheheh

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  82. Rxc permalink
    23 Setembro, 2010 16:30

    @Arnaldo Madureira, o que sucedeu a essas civilizações? Duraram para sempre? Ou, inevitavelmente, afundaram quando perderam o “elan” que as tornou pujantes? E Roma não entrou em decadência também?

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  83. Arnaldo Madureira permalink
    23 Setembro, 2010 18:13

    As civilizações nascem e morrem, mas a civilização actual é melhor do que as anteriores. Não queiram voltar atrás.

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  84. Arnaldo Madureira permalink
    23 Setembro, 2010 18:16

    Há sempre alguns dos mais velhos a dizer que a juventude já não é o que era. Não é só nas fases decadentes. De qualquer modo, não estamos na fase decadente desta civilização.

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  85. ALopes permalink
    23 Setembro, 2010 18:35

    O que o Socrates inventou para desviar as atenções do falso curso com licenciatura passada num Domingo!

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  86. Lopes permalink
    23 Setembro, 2010 18:45

    Um dia a estatistica vai enforcar o Socrates, tanto trabalha para ela que se vai enredar nela.
    Esse infeliz tudo faz para o zé povinho votar nele, ele é o RSI, Fundo prolongado de desemprego, desancar nos fp que cai bem ao zé e as famosas NO, é o (des)Governo mais completo de trafulhices para o zé se desenrascar (que até é bom nisso nem precisava de professor), esse artista passa a esquerda pela direita e a direita pela esquerda, malabarista no arame em que as bolas são ovos, o certo é que não caem no chão, dão é filhos mongoloides.

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  87. 23 Setembro, 2010 23:05

    Desta civilização?

    Qual?
    ahahahahahahahaha

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  88. AliaZs permalink
    24 Setembro, 2010 00:33

    Nota de rodapé à hfm: Oferta de emprego no IEFP – 12º ano com profundos conhecimentos informáticos e domínio de Espanhol e Inglês. Ordenado: BASE (!)… será para traduzir os emails ao gestor licenciado?

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  89. Francisco Colaço permalink
    24 Setembro, 2010 12:03

    Meus caros,

    Talvez seja bom ouvir a opinião de quem teve a infelicidade de por um tempo (até se fartar de vez) foi formador num curso EFA Nível Secundário— 12.º ano.
    .
    Pois, fui eu. Deixem-me dizer que há alunos que se esforçam. Tiveram de abandonar a escola por infelicidade de não terem nascido num meio capaz de lhes proporcionar estudos avançados. Querem estudar porque têm um plano de melhorar de vida. Trabalharam, têm a ética do trabalho. Podem não ser perfeitos, mas realizam os trabalhos que lhes são propostos, e até muitas vezes nos surpreendem agradavelmente. Não complicam se somos exigentes. Por vezes pedem-nos calma e para explicar outra vez.
    .
    Tut mir leid, não são a maioria. São a excepção.
    .
    A grossa maioria dos formandos EFA é confrangedora. Estão lá por causa das bolsas. Se lhes damos um desafio (por exemplo, projectar uma placa electrónica), não estão lá para isso. A disciplina nas sessões de formação— coisa que me é cara— é mantida sei lá como. E mesmo assim apanhei-os com os portáteis abertos a ver filmes às escondidas ou a ouvir música por auscultadores. Era uma turma problemática. Aliás, a única queixa de mim que seguiu foi devido ao facto de uma vez me ter fartado com a indisciplina— nã tinham recebido a bolsa a tempo— e de ter desligado o quadro eléctrico.
    .
    Mesmo assim, em duas turmas diferentes, ensinei-os a realizar circuitos electrónicos, a calcular fontes de alimentação e circuitos amplificadores, a calcular osciladores. Teve de ser assim. Noutra turma ensinei-os a fazer planos de produção e escalonamento de encomendas— a sério!—, a realizar contabilidade e gestão de projectos, e tiveram de aprender e foram avaliados a sério. Pelo menos eu e a Rosário éramos assim exigentes, e mais um ou dois formadores também. Os outros, a maioria, nem tanto, pois tinham-se desmotivado e desistido. Ao fim de pouco tempo, fingi que não poderia ministrar mais nada e livrei-me dos EFA de vez.
    .
    Hoje realizo formação industrial nas áreas da electromecânica e do manuseamento de máquinas. Os públicos são excepcionais, interessados, extremamente inteligentes. Oito horas de formação passam-se num ápice. Exigem de mim. Fazem perguntas. Têm problemas a resolver um qualquer cálculo de um cilindro num projecto corrente, e apresentam o caso. Resolvemo-lo em conjunto. Sabem, esforçam-se, querem saber. Abrimos máquinas para perceber o seu funcionamento, ensino-lhes a conduzir empilhadores ou desmontamos e montamos circuitos electrónicos. Já automatizámos máquinas, e tenho a certeza de que aquilo que ensino é reconhecido e aplicado.
    .
    Qualquer semelhança com os EFA é pura invenção. Para mim, evitarei cursos (e já os recusei ainda recentemente) onde hajam bolseiros. Nem todos os bolseiros são sofríveis. A maioria é uma calamidade. Continuo com prazer na formação industrial.

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  90. Francisco Colaço permalink
    24 Setembro, 2010 12:27

    Zazie,
    .
    Esta civilização é efectivamente melhor que as anteriores. Talvez seja penoso dizer-lhe isso, mas a Cocanha só existe dentro da sua cabeça (e parabéns pelo blogue, os conteúdos são fantásticos).
    .
    Nenhuma civilização se comparou ao contemporâneo ocidente em afluência, em liberdade e em justiça social. Há que melhorar, há que limar muitas arestas, mas lembro-lhe que a grande maioria da população de há trezentos anos atrás preocupava-se com o que iria comer ou no dia ou no Inverno seguinte, caso as colheitas fossem catastróficas.
    .
    Os níveis de literacia foram sempre residuais, excepto entre os judeus, a as elites eram hereditárias— e nisto até nos judeus. A sua posição na vida era determinada pelo que nunca poderia controlar: o berço. A elevação social era difícil ou dependente da arbitrariedade de um monarca.
    .
    Temos a melhor civilização de todas, e a pior em alguns aspectos. Vendo-nos, Dickens não teria escrito no Conto de Duas Cidades ter sido o melhor dos tempos e o pior dos tempos os da Revolução Francesa. Esses tempos, esses tão glosados tempos, são os que vivemos hoje. Vivemos (à laia da praga chinesa) tempos interessantes.
    .
    Concordará comigo, certamente, nisto: se os homens de bem vigiassem e guardassem a torre do poder, os maus não dormiriam descansados. O potencial para fazer bem e para fazer mal é hoje enorme, sendo que sempre foi mais fácil contruir do que destruir.

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  91. Arnaldo Madureira permalink
    24 Setembro, 2010 14:17

    Muito bem.

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  92. Zegna permalink
    24 Setembro, 2010 21:35

    todos os jovens cometem os seus erros mas a maior parte corrigi-os na vida adulta…….mau era se assim não fosse.
    e depois…..
    Os maus só triunfam se os bons não fizerem nada……….

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  93. 25 Setembro, 2010 19:08

    Francisco Colaço.
    Não percebeu o meu gozo. Eu gozei que ainda tivéssemos uma civilização.

    Cocanha era um país imaginário onde jorrava tudo das árvores. Não é na minha cabeça que existe- sempre foi a utopia dos pobres.

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  94. 25 Setembro, 2010 19:09

    V. aliás, está a confundir sociedade com Civilização. Explique lá o que é isso da Civilização do Dikens já não existir?

    O que é uma civilização?

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  95. 25 Setembro, 2010 19:11

    A civilização da Suméria durou quantos milénios, por exemplo? e a do Egipto?
    V. acha que a sociedade do presente não faz parte da mesmíssima civilização europeia que se iniciou com Carlos Magno?

    Ora explique lá, sff, o que é isso de “civilização” que v. anda a confundir com sociedades.

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