Skip to content

Tolerámos 40 anos de Salazar. E não mudámos assim tanto

24 Setembro, 2010
by

Quando Salazar foi eleito o “maior português de sempre” muitos encolheram os ombros: a votação tinha pouco significado e era tudo menos representativa. Mas quando, 40 anos passados sobre a morte do ditador, entramos em qualquer livraria e encontramos resmas de novidades que chegam a encabeçar as listas dos livros mais vendidos, interrogamo-nos: porquê este fascínio por Salazar?
Há uma resposta simples, talvez demasiado simples: a maioria dos portugueses já não viveu como adulto sob o seu regime e, face ao desencanto com os políticos de hoje, acaba a olhar ou para um Salazar mitológico ou para um desconhecido que lhe suscita curiosidade. Esta atracção também é devedora do registo maniqueísta que tem dominado o discurso público sobre o ditador, um registo que não autoriza nuances e alimenta estereótipos.
Mas há outra questão, mais profunda e inquietante: a de saber como foi possível Salazar manter-se no poder durante 40 anos.
Na mais importante obra saída nos últimos meses, Salazar, Uma Biografia Política, Filipe Ribeiro de Menezes prefere contudo olhar para o porquê de Salazar se ter querido manter no poder. O historiador propõe duas razões: “A primeira, e mais importante, era uma crença em si próprio como agente providencial; a segunda era a percepção de que, sem ele no centro, o regime, assente numa aliança tecida de um delicado equilíbrio entre forças conservadoras, desabaria”. Contudo, se “durante a maior parte das quatro décadas [em que governou] a sua principal prioridade foi manter-se no poder”, essa vontade, mesmo que muito forte, mesmo que servida por uma enorme capacidade para gerir os equilíbrios no interior do regime, não explicam só por si a sua longevidade. Também não a explica o aparelho repressivo do regime. Não há dúvidas de que o Estado Novo era uma ditadura que utilizava sem estados de alma instrumentos como a censura, a discriminação e a perseguição dos opositores, a tortura nas prisões e a discricionariedade na aplicação de penas indefinidas, só que a contabilidade da repressão é, por comparação com outros regimes, modesta. Mais: Portugal nunca foi um Estado totalitário, apenas (o que não é pouco) autoritário. Salazar não se preocupava muito com a sua popularidade, mas o regime contou ora com o apoio tácito da população, ora com a sua indiferença, nunca teve de enfrentar uma hostilidade generalizada. Só a organização clandestina do PCP manteve uma espécie de guerra civil com a PIDE, a que a maioria de população foi quase sempre indiferente. Infelizmente o pouco que os portugueses se mobilizaram para terem as suas liberdades de volta é um dado histórico de que não nos podemos orgulhar.

E aqui voltamos ao ponto central: como foi isso possível?
A resposta mais comum, e nem por isso falsa, é que a prolongada indiferença face aos métodos da ditadura foi fruto da nossa condição de país pobre, rural e semi-analfabeto. Um país sem classe média, ou onde a classe média é muito pequena, é por norma um país menos exigente politicamente, e Portugal não escapou à regra: quando, a partir do final dos anos 50, a economia acelerou, as cidades se encheram e começou a aumentar o número de estudantes nos cursos médios e universitários, de imediato aumentaram as dificuldades do regime. Não por acaso Salazar preferia o Portugal rural, não por acaso desencorajou ou desautorizou os muitos ministros “desenvolvimentistas” com quem trabalhou, não por acaso vivia como um recluso numa residência oficial onde se criavam galinhas para consumo doméstico.
Contudo esta condição de “país pobre” não tinha de ser uma fatalidade – era apenas a fatalidade que Salazar herdara após quase um século de governos liberais ou abertamente jacobinos. Durante todo o século XIX e no início do século XX Portugal divergiu da Europa e do mundo desenvolvido, só conseguindo começar a reaproximar-se a partir da estabilização financeira promovida por Salazar. É duro, mas é verdade pois significa que mesmo oferecendo ritmos de crescimento pouco ambiciosos, o salazarismo proporcionou a Portugal mais do que lhe tinham oferecido os regimes anteriores. Não surpreende por isso que muitos tivessem aceitado a falta de liberdade – para mais apresentada e vista como necessária a uma “paz interna” que contrastava com a turbulência, instabilidade e ambiente de guerra civil larvar que marcara a I República.

A debilidade de uma cultura de liberdade, se tinha raízes sociais e históricas, era também cultural e política. Primeiro, porque Salazar não mentia quando disse, em 1945, que “antes de nós e por dezenas de anos – reconhecemo-lo com tristeza –, as ditaduras foram a forma corrente da vida política e vimo-las alternar-se ou suceder-se quase ininterruptamente, sob formas diversas”. Na verdade, como assinalou o historiador Rui Ramos, “nunca, antes de 1926, as eleições, envolvendo apenas eleitorados restritos e tutelados, haviam sido consideradas genuínas ou livres”. Houvera partidos na Monarquia Constitucional, tal como houvera partidos na I República, mas ou as eleições eram tuteladas, ou o colégio eleitoral artificialmente restrito, ou o ambiente político marcado pela coacção. Os portugueses não tinham perdido com o advento de Salazar um regime aberto e plural como o que hoje temos, pois apenas tinham conhecido oligarquias dilaceradas por querelas internas.
Depois, porque nunca se consolidou em Portugal uma elite liberal. Como explicou Vasco Pulido Valente, o fim do Antigo Regime e o advento “liberalismo” não foram produtos de um sobressalto interno, antes subprodutos das Invasões Francesas: “A invasão e a guerra, por assim dizer, ‘provocaram’ o ‘liberalismo’ em Portugal. Um produto exógeno, que não podia ser aceite pacificamente”, notou o historiador. Mas não só: o “liberalismo”, “por causa da sua intrínseca fraqueza e do seu isolamento na sociedade portuguesa, viveu até muito tarde sob a tutela do exército” e “continuou também as tradições do ‘antigo regime’”, como um Estado “centralizado, despótico e intrusivo” que sustentava “com dinheiro público uma classe média burocrática e ‘parasitária’” e intervinha de forma constante na economia. Não mudámos assim tanto.
Há ainda a sublinhar a hegemonia do pensamento “francês” entre as elites – uma hegemonia que justifica o carácter profundamente jacobino e dirigista do pensamento republicano, que se prolonga na influência de Maurras no pensamento autoritário de Salazar e que só recentemente começou a perder, em alguns meios, para a tradição anglo-saxónica da liberdade.

Salazar, para se manter no poder, não teve mais do que interpretar esta maneira de ser do povo português. Ao contrário dos seus antecessores, nem sequer promoveu uma revolução, não teve de substituir as hierarquias nem de gerar novas obediências: teve apenas de promover o que podemos designar como uma “acalmação”, baixando a “febre política” para permitir aos portugueses “viver habitualmente”. Apor isso até aos anos 60, quando as coisas começaram a mudar, os poucos sobressaltos sentidos pelo regime – como aquando do comício da Fonte da Moura, no Porto, na campanha de Norton de Matos, ou sobretudo durante a campanha de Humberto Delgado – nunca foram suficientes para que se sentisse a aproximação do fim do regime.
Não deve pois surpreender-nos que a mesma mistura de apatia, dependência do Estado e iliberalismo continuem a marcar a paisagem política portuguesa. Facilmente é possível encontrarmos quem feche os olhos ao autoritarismo ou ao desrespeito do Estado de Direito desde que lhe falem em “desenvolvimento”. Tal como é fácil assustar os portugueses com a mínima perspectiva de abalo da babysitter estatal. Ou tal como é popular, tanto à esquerda como à direita, criticar qualquer actividade que dê lucro e fugir de tudo o que implique riscos.
Quarenta anos depois da morte de Salazar o país que o aturou pacatamente mudou muito – mas sobretudo à superfície. Salazar já pertence à história, mas os defeitos portugueses que autorizaram o salazarismo continuam a apoquentar-nos. Todos os dias.

Público, 24 de Setembro de 2010

Anúncios
101 comentários leave one →
  1. José permalink
    24 Setembro, 2010 20:48

    Para entender a nossa idiossincrasia é preciso um pouco mais que isso. É preciso falar numa elite de estudantes e intelectuais dos jornais que apareceram em finais dos sessenta e escreviam no Diário Popular, ( nos suplementos culturais), na Capital, no República e assim. Esses intelectuais eram comunistas alguns deles e muitos derivaram para uma Esquerda mais radical que surgia na Europa, particularmente em Itália e França.
    Mesmo os do “socialismo democrático” tinham antes passado por aquelas fileiras e sofriam complexos de esquerda. Ainda hoje é assim. Muitos, para apaziguar esse trauma, formaram o MES, o melhor exemplo do nosso mainstream de esquerda.

    Onde se formaram ideologicamente esses intelectuais? Nas leituras que afinal eram permitidas pela censura.

    O que deu isso em termos práticos? Deu no seguinte: todos os media em Portugal passaram a ser de Esquerda, logo a seguir ao 25 de Abril de 74. Porque já eram…e o Século e o Novidades não chegavam para contrabalançar.

    O Expresso, aparecido em 73 era social-democrata avant la lettre, mas de esquerda na mentalidade dos seus jornalistas formados nesse caldo de cultura.

    Fazer o apanhado desse tempo, das influências e nomes que marcaram os media destes últimos 40 anos é fazer inevitavelmente o historial da esquerda portuguesa, para além do PCP.

    Gostar

  2. José permalink
    24 Setembro, 2010 20:49

    O que é que Salazar tem a ver com isto? Se calhar nada. Em 1970 já ninguém votaria no Salazar se este fosse vivo e quisesse fazer eleições. Vai uma aposta? ( Impossível porque inverificável).

    Gostar

  3. José permalink
    24 Setembro, 2010 20:51

    O maior embuste da nossa vida colectiva dos últimos 40 anos é a Esquerda que temos.

    Gostar

  4. José permalink
    24 Setembro, 2010 20:54

    Que é que o Salazar tem a ver com isso? Foi por ter proibido o PCP e perseguir os seus simpatizantes, metendo-os na cadeia que tal aconteceu, ou seja, que todos os intelectuais se tornaram prosélitos da Esquerda?

    Porque é que um Raymond Aron, por cá não teve tantos adeptos que um Sartre?

    Quanto a mim por uma razão: moda.

    Gostar

  5. José permalink
    24 Setembro, 2010 20:58

    À pergunta: porque é que toleramos Salazar durante 40 anos, respondo: do mesmo modo que os franceses toleraram De Gaulle durante muito tempo. Até Maio de 68. Os motivos se calhar podem ser quase os mesmos: simpatia por uma ideia de França antiga, tradicional, com valores de fundo e forma ( também havia censura em França nesse tempo).
    O ruralismo do nosso povo desse tempo não significa o mesmo que atraso intelectual. Significa apenas apego à tradição do cultivo da terra e dos valores antigos, muitos deles relacionados com a religião católica.
    Não vejo isso como um atraso.

    Gostar

  6. zazie permalink
    24 Setembro, 2010 21:01

    Pois… o problema do jacobinismo e liberalismo terem vindo de França, ainda que germinados em Inglaterra.
    Quem os topava bem era o Pina Manique.

    Gostar

  7. zazie permalink
    24 Setembro, 2010 21:03

    Por cá todos são unânimes em que o atraso económico tuga deriva da falta de industrialização e depois chamam a isso ruralismo.

    Gostar

  8. zazie permalink
    24 Setembro, 2010 21:04

    Agora imagine-se o que diriam de uma Inglaterra que se industrializou ruralmente. Ou do Império Austro-Húngaro, já agora.

    Gostar

  9. zazie permalink
    24 Setembro, 2010 21:06

    Isto sempre foi uma aldeia e todos liam os mesmos. Pergunte ao JMF se leu o Raymond Aron que eu pagava para ler a resposta.

    “:O))))))

    Gostar

  10. zazie permalink
    24 Setembro, 2010 21:08

    Aliás, até tinha a sua piada fazer-se um pequeno inquérito. Quem é que leu O ópio dos Intelectuais”?
    ehehe
    Isto dos hiatos é tramado. Depois saltam de olhos fechados para a cartilha da moda sem saberem que os ditos ideais tiveram fontes comuns.

    Gostar

  11. José permalink
    24 Setembro, 2010 21:08

    Eu compro agora alguns desses livros que se vendiam como os oráculos da Esquerda de então.
    Estão em saldo, a um euro nos alfarrabistas de feira e eu compro. As Rosas Luxemburgo e as Marthas Harnecker. Não me falhava uma única Rossana Rossanda nesse tempo. Mas era apenas de nome…

    Gostar

  12. A. Pinto de Sá permalink
    24 Setembro, 2010 21:09

    José,
    Acho lamentável que, ao referir os jornais oposicionistas da época a que se reporta, não fale do “Diário de Lisboa”, precisamente o mais consistente e de maior projecção, preferindo citar o “Diário Popular” (que não era propriamente oposicionista) e “A Capital” (idem). O “República”, esse, tinha uma tiragem insignificante e praticamente nem se vendia fora de Lisboa.

    Gostar

  13. José permalink
    24 Setembro, 2010 21:11

    Enquanto não fizerem o percurso intelectual do arrependimento activo como alguns já fizeram (o último a fazê-lo de modo inequívoco e final foi José Jorge Letria, o da Só de punho erguido a canção terá sentido- quem quiser comprar o single pode fazê-lo na feira do disco que está em curso na estação do Oriente…), enquanto não o fizerem, dizia, desconfio sempre desses intelectuais. E depois, continuo a desconfiar.

    Gostar

  14. José permalink
    24 Setembro, 2010 21:12

    Tem toda a razao por que o Diário de Lisboa era o maior viveiro da esquerda. Tinha a Mosca e outros suplementos impecáveis de que guardo alguns exemplares.

    Mas aqui não quis ser exaustivo. Havia ainda outros.

    Gostar

  15. José permalink
    24 Setembro, 2010 21:14

    O Diário Popular não era oposicionista nem deixava de ser. Era o que o Correio da Manhã pretende ser hoje: um jornal de notícias bem escritas e que a Censura vigiava também.

    Mas tinha suplementos culturais á quinta e ao sábado, salvo o erro ( à teça também tinha qualquer coisa mas agora não posso confirmar) e cujos críticos não eram propriamente todos adeptos do regime.

    Gostar

  16. José permalink
    24 Setembro, 2010 21:17

    O Diário Popular fazia as crónicas judiciárias dos julgamentos no Plenário da Boa-Hora, com nomes e factos. E dizia os motivos das acusações.

    Gostar

  17. Pi-Erre permalink
    24 Setembro, 2010 21:25

    “O liberal é humilde. Reconhece que o mundo e a vida são complicados. A única coisa de que tem certeza é que a incerteza requer a liberdade, para que a verdade seja descoberta por um processo de concorrência e debate que não tem fim. O socialista, por sua vez, acha que a vida e o mundo são facilmente compreensíveis; sabe de tudo e quer impor a estreiteza de sua experiência – ou seja, sua ignorância e arrogância – aos seus concidadãos”. Raymond Aron

    Gostar

  18. A. Pinto de Sá permalink
    24 Setembro, 2010 21:31

    José,
    Pois… A Mosca (Sttau Monteiro) é de fins dos anos 60, princípios de 70. Mas apenas marginalmente pode esse suplemento semanal ser considerado definidor de posição política do jornal.
    Nessa época, o “DL” teve, porventura, a melhor redacção da imprensa portuguesa dos últimos 50/6o anos. Alguns dos nomes ainda estão felizmente vivos. Os melhores, aliás, iriam saindo depois do “25 de Abril”, na sequência da tomada do jornal pelo PC, e fizeram excelente trabalho em outros órgãos da comunicação social.

    Gostar

  19. José permalink
    24 Setembro, 2010 21:49

    A. Pinto de Sá:

    O Diário de Lisboa e a Flama ( da Igreja Católica porque da Renascença- União Gráfica) reuniam jornalistas que depois formaram O Jornal e depois a Visão. Grosso modo.

    Todos de Esquerda. Mesmo a trabalhar num órgão pertencente à Igreja Católica.

    Veja o caso de Maria Antónia Palla, mãe dos Costas.

    Gostar

  20. José permalink
    24 Setembro, 2010 21:50

    Ou de um deles, o mais importante na política.

    Gostar

  21. 24 Setembro, 2010 21:52

    Tolerámos?
    FÊZ-SE TEMIDO . . .

    Gostar

  22. José permalink
    24 Setembro, 2010 21:53

    O problema desta putativa Esquerda é mesmo esse: não eram do PCP, mas sempre se consideraram compagnons de route, mesmo depois do 25 de Novembro de 75. De tal modo que sempre toleraram um partido estalinista entre nós.
    Melo Antunes é o melhor exemplo do que pretendo dizer. Foi ele quem segurou o PCP nessa altura. Lembro-me de o ouvir na tv a dizer que o PCP era preciso, em Portugal.

    Gostar

  23. José permalink
    24 Setembro, 2010 21:56

    Pelo contrário e por isso mesmo, tudo o que ressume ainda que levemente a “fassismo” era imediatamente proscrito.

    O Diabo, jornal de Vera Lagoa que nem sequer foi salazarista, era de extrema- direita, logo a seguir ao 25 de Abril e nesse conceito alargado dessa tal Esquerda.

    A Rua, do Múrias era pior que isso. Pior que nazi. Sei lá, acho que nem havia termo para o classificar de tão marginal que era, para essa tal esquerda bem pensante de O Jornal e afins. Mas vendia-se na rua, aos retornados…

    Gostar

  24. zazie permalink
    24 Setembro, 2010 21:57

    A propósito do Raymond Aron, aqui uma citação que vem muito a propósito e que serve para vários enfiarem a carapuça:

    « “A pretensa dialética da história social resulta de uma metamorfose da realidade em idéia. Endurece-se cada regime, atribui-se a ele um princípio único, opõe-se o princípio do capitalismo ao do feudalismo ou do socialismo. Afinal, fala-se como se os regimes fossem contraditórios e como se a passagem de um para o outro fosse comparável à passagem de uma tese a uma antítese. Comete-se um duplo erro. Os regimes são diferentes e não contraditórios e as chamadas formas intermediárias são mais freqüentes e duráveis do que as formas puras”»

    Gostar

  25. zazie permalink
    24 Setembro, 2010 21:58

    Foi copy paste brasuca mas é uma citação bem pertinente.

    Gostar

  26. José permalink
    24 Setembro, 2010 21:58

    Quando apareceu o Semanário, dirigido por um Marcelo Rebelo de Sousa e um Cunha Rego, era considerado o jornal de direita. Imagine-se!

    Andamos nisto há trinta anos e por obra e graça dos mesmos de sempre: os tais que vieram dos Diário de Lisboa, do Jornal, da Esquerda do MES e do” socialismo democrático”.

    São esses os donos da intelligentsia do país. E não admitem quem pense o contrário.

    Gostar

  27. José permalink
    24 Setembro, 2010 22:02

    Se fôssemos a diagnosticar as causas reais do nosso atraso endémico de há trinta anos para cá e que nos coloca sempre na cauda dos paises europeus, para mim, elas residem nessa putativa Esquerda que se recusa a desaparecer. Nâo é a do PCP mas é muito mais nociva do que esse partido marginal. Porque representa toda a mentalidade dominante nos media.
    E não há revisão de Constituição que elimine esse cancro social.

    Gostar

  28. zazie permalink
    24 Setembro, 2010 22:07

    Mas o post fala de outra coisa. Faz o tal balanço que já fizeram um VPV ou de uma Fátima Bonifácio e até o Rui Ramos e diz que o problema vem da falta de liberalismo.

    Gostar

  29. zazie permalink
    24 Setembro, 2010 22:08

    Porque até esse liberalismo era afrancesado e centralista e que não existe uma cultura de liberdade e risco.

    Acho que foi isto que o JMF escreveu.

    Gostar

  30. zazie permalink
    24 Setembro, 2010 22:10

    E até consegue fazer um balanço com balizas históricas tão alargadas que 40 anos para frente ou 40 anos para trás, vai dar ao mesmo. Vem de sempre.

    E aqui não entra problema de esquerda algum- esquerda será a falta de liberalismo anglófilo.

    Gostar

  31. El Der permalink
    24 Setembro, 2010 22:10

    “Pois… A Mosca (Sttau Monteiro)”
    O que é que quer dizer com isto? A Mosca era o nome do suplemento. Não confundir com as crónicas da “Guidinha”, de facto da autoria de Sttau Monteiro.

    Gostar

  32. zazie permalink
    24 Setembro, 2010 22:11

    Não é a Fátima Bonifácio que até fala em Esquerda e Direita desde o século XVII, ou assim- com base no mesmo?

    Gostar

  33. A. Pinto de Sá permalink
    24 Setembro, 2010 22:16

    José,
    Desculpe, mas está enganado em diversos aspectos. Alguns dos melhores jornalistas do DL não cabem nos limites a que pretende confiná-los nem foram para os órgãos que refere.
    Maria Antónia Palla não pertencia ao Diário de Lisboa. E este nada tinha a ver com a Flama.
    Pelos vistos, a sua informação nesta área é pouca. Fico por aqui.
    Cumps.

    Gostar

  34. José permalink
    24 Setembro, 2010 22:17

    Havia liberalismo na França de De Gaulle? Não havia.
    Havia liberalismo na Itália que só foi nação depois da II Guerra? Não havia.

    Havia liberalismo na Espanha de Franco? Não havia.

    Então como é que a ausência de liberalismo anglo-saxónico pode justificar o salazarismo durante trinta anos?
    O salazarismo foi um fenómeno único que tem a ver com a circunstãncia de o nosso povo ser o que é: limitado por fronteiras desde 1143 e com uma noção de pátria e portugalidade muito fortes. Os Descobrimentos foram a nossa coroa de glória e Salazar fez algo pela sua propaganda nos anos 40. E isso forma uma geração.
    Parece que não querem ver o óbvio: Salazar identificava-se com o povo e o povo com ele, nessa altura.

    Gostar

  35. José permalink
    24 Setembro, 2010 22:18

    A Palla fazia parte da Flama, não do Diário de Lisboa. Foi isso que escrevi. E mantenho que os jornalistas do DL e da Flama, depois foram para outras publicações como O Jornal.

    Gostar

  36. A. Pinto de Sá permalink
    24 Setembro, 2010 22:18

    El Der,
    V., porventura, sabe do que está a falar? E, não sabendo, como se permite?

    Gostar

  37. lucklucky permalink
    24 Setembro, 2010 22:19

    Uma das razões do interesse poderá ser que os Portugueses estão a tentar descobrir quem são. Já sabem que o 25 de Abril , Europa etc não lhes trouxe de bandeja o que queriam e ou achavam que tinham direito.
    Têm a sensação que o regime actual está podre por dentro e a regeneração é improvável. Haverá se calhar uma dose de escapismo, para um mundo em que à distância dá sensação de alguma segurança.

    Gostar

  38. José permalink
    24 Setembro, 2010 22:20

    Quem fez o O Jornal em Maio de 75 foram pessoas que vieram desse caldo de cultura, é isso que quero dizer. Uma esquerda “democrática” mas com complexos em relação à estalinista. Sempre os tiveram e continuam a ter.

    Gostar

  39. A. Pinto de Sá permalink
    24 Setembro, 2010 22:21

    José,
    Pensava não continuar este pingue-pongue, mas sou forçado a vir dizer-lhe que M.A.Palla nunca foi da Flama, mas do Século ( Modas & Bordados e Vida Mundial).
    Agora é que desisto mesmo.
    Passe bem, com tanta “informação”…

    Gostar

  40. José permalink
    24 Setembro, 2010 22:24

    Tenho pena de não ter aqui à mão as Flamas. Mas se estiver enganado, o que admito, peço desculpa. O essencial já o disse: o caldo de cultura era o que descrevi e foi esse que medrou depois. E isso é que gostaria de ver contradito. Não são os pormenores pessoais de quem trabalhou onde, porque a mim só sei deles pelas fichas dos jornais e revistas.

    Gostar

  41. José permalink
    24 Setembro, 2010 22:26

    E tem razão de facto no que diz: a Palla trabalhou no Século Ilustrado . E já o escrevi antes.

    aqui

    Gostar

  42. zazie permalink
    24 Setembro, 2010 22:27

    O Pinto de Sá picou-se
    ehehehhe
    Ele há com cada um.

    Gostar

  43. José permalink
    24 Setembro, 2010 22:29

    Já agora transcrevo:

    Da Flama, dirigida então(1974) por António dos Reis e que tinha sido propriedade do Patriarcado da Igreja Católica, através da União Gráfica vieram por exemplo, Edite Soeiro que em 1974 era chefe de redacção dessa importante revista dos anos sessenta portugueses. Antes, no início dos anos setenta, e quanto a revista ainda era do Patriarcado, como aliás a Rádio Renascença, por lá tinham passado, Manuel Beça Múrias, J. Silva Pinto, Daniel Ricardo( actualmente um director executivo da Visão), todos eles futuros fundadores do O Jornal.
    A Flama merecia, só por si, um site inteiro na net, tanto é a importância que assumiu como órgão de informação geral no Portugal salazarista e escola de jornalismo da nossa paróquia.
    Outro órgão semellhante e de concorência semanal era o Século Ilustrado.
    Em 1974, era dirigido por J.R. Redondo Júnior, mas tinha como redactores por exemplo, Rogério Petinga, colaborador futuro do Jornal de Letras( um rebento de O Jornal) e autor de artigos sobre José Cardoso Pires. Mas em 1971, o Século Ilustrado que pertencia à Sociedade Nacional de Tipografia e tinha como redactores, por exemplo, Daniel Ricardo ( exactamente); Cáceres Monteiro ( exactamente) ; Maria Antónia Palla ( mãe de António Costa, do PS) e tinha como director Francisco Mata ( exactamente).
    Em 1968, o mesmo Século Ilustrado, tinha um leque redactorial interessante: além dos mais, Fernando Brederode dos Santos, Roby Amorim, Manuel Figueira ( para a Vida Mundial depois), Lauro António, José Mensurado, Carlos Pinhão, etc.
    A diferença assinalável entre a Flama e o Século Ilustrado, a meu ver, era uma atenção mais aprimorada à música pop, em páginas assinadas por “Flipie”; a reprodução de artigos de Oriana Fallaci; as palavras cruzadas mais originais e…as fotos de “página três”! Sim! O Século Ilustrado, publicava em página discreta, fotografias indiscretas de mulheres interessantes em trajes de lucir e isso tornava a revista irresistível face á concorrência da revista do Patriarcado e dava-lhe vantagem competitiva nos quiosques…

    Gostar

  44. zazie permalink
    24 Setembro, 2010 22:29

    Já é tarde a correcção do engano, porque o Pinto de Sá foi-se levantou-se, como o Bisonte Gordo e disse: Pinto de Sá, falou!

    Gostar

  45. zazie permalink
    24 Setembro, 2010 22:29

    Ou terá sido o Boi Sentado? confundo sempre estas declarações.

    Gostar

  46. José permalink
    24 Setembro, 2010 22:31

    O Pinto de Sá sofre do complexo de que falo…

    Gostar

  47. 24 Setembro, 2010 22:33

    Sentado?
    cá pra mim é mais complexo de esquerda bem recostado.

    Gostar

  48. José permalink
    24 Setembro, 2010 22:38

    E continuo para o Pinto de Sá, transcrevendo desse tal artigo de 2005:

    Assim, O Jornal, em 1975, tornou-se herdeiro dessa geração de jornalistas que sabiam escrever um português irrepreensível; tinham aprendido a profissão em tarimbas de redacções salazaristas… ma no troppo- e alinhavam pelos ideias democráticos proclamados logo em Abril de 1974, porque também trabalharam para isso e sentiram diariamente o esforço da censura marcelista que lhes podavam constantemente as intenções e artigos mais ousados ou apenas mais interessantes.

    Talvez por essas razões combinadas, os jornalistas e a redacção de O Jornal, bem como os colaboradores, entre os quais se contaram por exemplo, José Cardoso Pires, Fernando Assis Pacheco e Dinis Machado na escrita e João Abel Manta no desenho, acompanhassem a experiência do PREC, como autênticos compagnons de route do extremismo rompante, liderado por Vasco Gonçalves e o PCP.
    Enquanto que o Expresso se demarcava ao ponto de ter sido apelidado de “pasquim” pelo dito Vasco, O Jornal mostrava na redacção das notícias uma boa compreensão para com os bravos capitães e militares de Abril transformados em agentes activos de um PREC impetuoso e imparável até ao 25 de Novembro.
    Basta comparar manchetes, durante o PREC.
    9.5.1975, O Jornal nº2- “Só a Unidade é revolucionária”, título que legenda uma foto em que se vêem Soares e Cunhal noo comício do 1º de Maio no Estádio…1º de Maio.
    16.5.1975, O Jornal nº 3: “Na agenda do MFA- Tribunal Revolucionário”
    23.5.1975, O Jornal nº 4: “ Por onde vamos Portugal?” e em legenda a uma foto de Costa Gomes e Vasco Gonçalves, “ na unidade do MFA a garantia da Revolução”.
    4.7.1975, O Jornal nº 10: em pleno início do Verão Quente, por altura da fuga de 89 Pides de Alcoentre, o jornal dirigido por Joaquim Letria, perguntava : “ os homens sem sono andam a dormir?”

    Gostar

  49. José permalink
    24 Setembro, 2010 22:41

    E mais ainda. O editorialista, um certo Joaquim Letria ( irmão do outro que nessa altura só jurava a cantar que Só de punho erguido…bla bla bla):

    4.7.1975, O Jornal nº 10: em pleno início do Verão Quente, por altura da fuga de 89 Pides de Alcoentre, o jornal dirigido por Joaquim Letria, perguntava : “ os homens sem sono andam a dormir?” E editorializava, logo na primeiras página: “ É urgente defender e consolidar a nossa Revolução-para defendermos agora, até, as nossas vidas, e para comnquistarmos o socialismo. Para isso é indispensável a unidade, coesão, formeza e disciplina revolucionária do MFA e do Povo. Fidel Castro o disse e repetiu: ser revolucionário consistirá em fazer coisas insensatas? Consiste em agir sem disciplina e fazer o que nos parece?(…)”
    Em 15.8.1975,no período mais quente do Verão, titulava: “Só com documentos a gente não se governa”. No interior, um certo Eduardo Prado Coelho, articulava ideias luminosas como esta: “Estamos também a reconhecer que a etapa por agora nos importa consolidar é a de uma democracia avançada- com base numa aliança das forças monopolistas, mesmo que seja a pequena-burguesia a tomar a hegemonia do processo.” Só isto, ao transcrever, provoca alguma náusea, ao abrir actualmente o Público e dar de trombas com a crónica do costume…mais à frente, e para que não haja dúvidas: “ É importante que se faça uma frente de unidade popular”. Claro…

    Gostar

  50. José permalink
    24 Setembro, 2010 22:42

    Por piedade fico por aqui, na transcrição.

    Gostar

  51. Pensamento crítico permalink
    24 Setembro, 2010 22:47

    Onde estão os livros sobre Milton Friedman?

    Gostar

  52. 24 Setembro, 2010 23:02

    sobre?

    Gostar

  53. 24 Setembro, 2010 23:24

    eu cá acho que é muito pedagógico estas tanscrições das *luminárias*
    do PREC: não para nós. os mais velhos, que vivemos já adultos, todas
    as suas peripécias, mas para aqueles que nasceram já depois do 25A, para
    seu proveito, habilitando-os da informação de quão próximos estivémos
    do refime de Pol-Pot, ou de Ceaucescu, ou de Stálin, ou de Fdel de Castro,
    . . . ou de quem quer que seja . . .
    FACTOS, não interpetações, que essas lhes cabem inteiramente, sem tutores:
    a Democracia faz-se de pessoas que PENSAM PELAS SUAS CABEÇAS.

    Gostar

  54. 24 Setembro, 2010 23:28

    ____________regime______(so sorry)
    PENSAM PELAS SUAS CABEÇAS, SEM QUALQUER RECURSO
    A TUTORES , mesmo, ou principalmente (!!!), os que se DIZEM
    QUERER APENAS O BEM DOS CONCIDADÃOS.

    Gostar

  55. Guillaume Tell permalink
    24 Setembro, 2010 23:29

    Magnífico post, isto é que deveria ser ensinado nas escolas!
    MAS (há sempre um “mas” comigo) não sei se será um pouco preconceituoso, quase oportunista (estamos em crise, os nossos defeitos estão mais à vista, portanto critica-se mais etc.) de dizer que mudamos pouco.
    Concordo que ainda guardamos vários defeitos do salazarismo, que fomos demasiadas vezes um povo de”ovelhas”, que a situação actual é muito parecida com as horas mais negras da nossa História etc. Mas sei duas coisas:
    1) Os humanos (isso inclui TODOS OS POVOS DA TERRA) tiram poucas lições do passado e comentem por isso constantemente os mesmos erros, só que são feitos, provocados de maneira diferente.
    2) Quando as coisas andam bem ninguém se preocupa com o passado ou dos defeitos sempre repetidos, portanto não vejo porque é que deviamos estar a pensar nele num momento em que precisamente urge de pensar no futuro.
    Eu só peço duas coisas, encontrar soluções realistas para sair o país deste poço de mediocridade em que está à demasiado tempo, e aplicar, todos nós, juntos, estas medidas.
    Viva Portugal!

    Gostar

  56. 24 Setembro, 2010 23:54

    No interior adoravam o Salazar… Era ele que os mantinha a comer as sobras, a repartir os bocados de carne que hoje alimentariam 1 pessoa e na altura 12. Adoravam tanto que emigraram em barda para o “Istrangeiro”… Hoje nem essa esperança têm..

    O mundo de hoje é pior que o desse tempo. Antes pensava-se que a democracia nos salvaria, hoje já nem essa ilusão temos… Poderá ser criada uma nova ideologia? Um novo Messias?

    Gostar

  57. per caso permalink
    25 Setembro, 2010 00:10

    Coitados dos licas e comparsas, com medo das bruxas, pelos vistos….

    Mas o que é que vocês querem?

    O que lhes falta?

    E na vossa, já sem prec’s, ó José, Zazie, ó Licas, que é vamos fazer disto?

    Gostar

  58. per caso permalink
    25 Setembro, 2010 00:15

    Mas é Raymond Aron, “O Ópio dos Intelectuais”, que nos falta?

    E mandem vir uma carrada disso, com o liberalismo todo que, desde a Wall Street, nos tem bem quilhado, sem MES nem PCP nem mais nada.

    Gostar

  59. 25 Setembro, 2010 00:36

    Coitados dos licas e comparsas, com medo das bruxas, pelos vistos….
    ______
    Das *bruxas* já não. Repito : se cada um de nós pensar apenas pela sua cabeça
    (façam uma *forcinha*!), elas , as bruxas, desfazer-se-ão em fumo.
    Fascismo (verde ou vermelho) NUNCA MAIS. NUNCA MAIS.
    O que me falta? A certeza de que as gerações novas terão Paz, Pão e Liberdade . . .
    Somente . . .

    Gostar

  60. lucklucky permalink
    25 Setembro, 2010 01:00

    Certezas são inconciliáveis com Liberdade.
    Paz e Liberdade muitas vezes não joga.

    Gostar

  61. Francisco Crispim permalink
    25 Setembro, 2010 01:37

    Por estar, de momento, a elaborar um trabalho sobre a imprensa portuguesa no séc. XX, despertou-me a atenção a breve troca de comentários aqui havida entre José e A. Pinto de Sá.
    Devo dizer, antes de mais, que, se por um lado me surpreendeu o facto de o primeiro se abalançar num assunto que manifestamente não domina (os elementos que trouxe, copiados algures, nada têm a ver com a redacção do Diário de Lisboa da época em causa : fins da década de 60 e primeira metade da de 70), já o facto de o segundo se ter prematuramente ausentado do debate me frustrou um pouco. Isto porque Pinto de Sá se revelou um profundo conhecedor (e, porventura, interveniente) dos factos que refere e um seu eventual contributo para o meu trabalho académico poderia mostrar-se muito útil.
    É que há cada vez menos gente que tenha vivido por dentro esse período da história da nossa imprensa e sobretudo que mantenha viva a memória das coisas e das pessoas, como me perece ser o caso.
    Atrevo-me, por isso, a deixar aqui o meu endereço electrónico, para o caso de Pinto de Sá querer fazer o favor de me contactar: francisco_crispim@live.com.pt
    À margem, devo dizer que considero de muito mau gosto certas observações , claramente despropositadas, que a pequena polémica suscitou da parte de dois ou três comentadores, bem como do próprio José, o qual não hesitou em declarar, com arrogância (pelo menos, pareceu-me…), que só “por piedade” não apresentava mais elementos. Piedade por quem? Por si mesmo?

    Gostar

  62. Patrício permalink
    25 Setembro, 2010 06:49

    Não sei se o comentador José foi ou não rigoroso nas informações que aqui deixou acerca do Diário de Lisboa e outros jornais, mas foi dele a melhor síntese que aqui li : “O maior embuste da nossa vida colectiva dos últimos 40 anos é a Esquerda que temos”.
    E eu acrescentaria que o sucesso do Partido Socialista foi a maior desgraça que nos aconteceu nos últimos 30 anos. Para esse sucesso muito contribuiu o então Presidente da República, Costa Gomes, o qual, na véspera do primeiro acto eleitoral após o 25 de Abril, fez um discurso em que enaltecia as virtudes do socialismo. No dia seguinte a maioria dos portugueses votou no partido que tinha a designação de socialista.

    Gostar

  63. fms permalink
    25 Setembro, 2010 09:33

    É a esquerda aleivosa e escarninha a rechear as redacções dos pasquins do governo, o DN e o Público, espelho dum país cuja mascote nacional é o pintas do IC19… é deixá-los arder, quando estoirar. Já não deve faltar muito.

    Gostar

  64. 25 Setembro, 2010 10:25

    ahahahha
    O Pinto de Sá disfarçou-se de Crispim por ter ficado biurso

    “:O)))))))

    Gostar

  65. 25 Setembro, 2010 10:26

    Por piedade dos toinos, como tu, palonço de crispim

    “:O))))))

    Gostar

  66. 25 Setembro, 2010 10:31

    A maioria dos comentários parecem-me feitos por gente urbana que não fala do país real para cujo terreno o jornalista Ferrão da SIC quis puxar o Sócrates de onde anda sempre afastado.Diz jmf que o Salazar criava galinhas no quintal para consumo doméstico.Como é muito novo, como a maioria dos que escreveram,ignora que naquele tempo era normalíssimo criar galinhas e galos nas sacadas.As ruas da baixa,especialmente Douradores e sapateiros estavam pejadas de carroças.Em plena baixa na praça da figueira havia um mercado a abarrotar de galinhas,perus´,coelhos e montes de folhas de couves espalhadas pelas coxias.Porque é que as pessoas hoje vêem em Salazar um D Sebastião? porque no tempo dele não anadávamos de chapéu na mão e de mãos postas para nos emprestarem dinheiro.No tempo dele,saíamos de dia ou à noite sem recear ser assaltado,levar um tiro ou uma facada e muito menos ser assaltado com violência na própria residência.No tempo dele as florestas eram vigiadas por guardas florestais que residiam nas mesmas.No tempo dele as silvas à beira da estrada não nos arranhavam.No tempo dele,as ruas da baixa eram lavadas todas as noites,etc,etc.É disto que as poulações sentem a falta.Quer isto dizer que a democracia com mais liberdade que muito aprecio,mais do que a que temos,não soube aproveitar o que havia de bom no que acabei de descrever e muito mais haveria ,pois naquele tempo também não se ganhava sem trabalhar,mas se se precisasse de um qualquer trabalhador com arte ou sem ela aparecia,e hoje onde estão?Agora,falando de que as pessoas foram levadas a votar no socialismo porque lhes foi impingido que eram os defensores dos pobres!é olhar à sua volta e ver quem lá está instalado com todas as mordomias!

    Gostar

  67. 25 Setembro, 2010 12:42

    O povo português é um povo acomodado!
    Somos roubados descaradamente e não fazemos NADA!

    É um país da treta:

    http://paranoiasnfm.wordpress.com/2010/09/24/sr-socrates-demita-se/

    Gostar

  68. per caso permalink
    25 Setembro, 2010 12:50

    Pelos vistos, de entre o lido, em disparos contra os intelectuais de outra banda, qualquer dia ainda os atiradores que aqui andam descobrirão algum rumo da direcção que tomemos.

    Se agradecia que, quando o espírito os ilumine, avisem, a ver se também nos salvamos desta confusão, com eles.

    Pois é certo, é infalível, com profetas assim ou sem eles, que ainda algum dia aprendemos.

    E o Raymond d’Aron nos ajude, já que de absorvido deus pára por não sei onde, nos valha nóssa sinhora.

    Gostar

  69. José permalink
    25 Setembro, 2010 13:10

    Para o Crispim:

    A minha vantagem, se tenho alguma, é ter vivido o tempo sobre que escrevo. Os jornais que cito tenho-os porque os comprei na altura. E os factos que apresentei depois de me ter enganado ao dar a Palla na Flama quando era no Século Ilustrado, são passíveis de verificação.

    A minha arrogãncia sobre a piedade que sinto é tributária da arrogância que percebo em quem não quer discutir mas apresentar dados finais sobre assuntos que não dominam, mas se julgam catedráticos desse assunto.

    A história da Imprensa portuguesa está por fazer, mas os contributos não podem prescindir da citação dos jornais e revistas. E quem os comprava e lia na altura, tendo-os guardado pode contribuir pelo menos com uma coisa: nem todas as hemerotecas permitem pesquisar o que não se conhece, porque aqui vale o dito de J.C. Monteiro: se não sabem, porque perguntam?

    Sempre que detecto um especialista ou um conhecedor, reconheço-lhe valor e reduzo-me á minha insignifcância de diletante. Como é óbvio não julgo ser esse o caso do Pinto de Sá, porque quem conhece é humilde.

    Gostar

  70. José permalink
    25 Setembro, 2010 13:17

    Portanto, para o Crispim, cito esta e mais esta e ainda esta

    Tudo isso para o desafiar a repetir que os factos que apresentei são falsos. Se o estudo que anda a fazer for tão rigoroso aconselho-o a abandonar o assunto.

    Gostar

  71. José permalink
    25 Setembro, 2010 13:19

    O link que não saiu é é este

    E todos os artigos são da minha autoria por isso não os copiei de ninguém.

    Gostar

  72. per caso permalink
    25 Setembro, 2010 13:31

    Está bem, José, percebemos, você está certo, porém, nos diga, que faremos com eles, com os intelectuais que ainda sobram, que não morreram, e como atrairemos à razão o povo, com os mais liberais intelectuais, que é que sabem disto e não se sabe deles, por onde andam?

    E eu também creio, os intelectuais liberais é que ainda nos vão dar a mão, nos hão-de levar àquele patamar de bondade e riqueza que inunda os países do Norte e os EU, onde não há injustiça e nem pobre se encontra ao relento.
    E porquê, porquê? Porque não beberam nas fontes do PCP que nos mata.

    O mais não passa de mera querela de nada, francamente.

    Gostar

  73. José permalink
    25 Setembro, 2010 13:40

    Os intelectuais que ainda sobram são quem, afinal?

    E Eduardo Lourenço que vive em Vence e julga perceber melhor o país por se encontrar no estrangeiro há mais de trinta anos?

    Qual a obra mais significativa de Lourenço? Aquela que dizia que afinal “o fascismo nunca existiu”?

    O José Gil que viveu em França e agora se acha habilitado a escrutinar a nossa idiossincrasia em módulos de inscrição?
    Quem temos mais como intelectuais? Há alguém que se recomende?

    Gostar

  74. José permalink
    25 Setembro, 2010 13:43

    Os comentários do Pinto e do Crispim são exemplares nesse domínio. Aparentemente são pessoas que percebem alguma coisa do assunto. Se fossem mais inteligentes teriam logo percebido que não sou especialista nem quero fazer-me passar por tal. Sou um diletante destas coisas que coloca os assuntos em discussão. Apenas isso.

    Esses, no entanto, desvalorizam logo tudo por causa de um erro factual. E desvalorizam de modo absoluto, relegando para a irrelevãncia total o que alguém que não sendo “especialista” pode dizer sobre o assunto.

    Nem sequer se dão ao cuidado de tentar perceber se há razão da parte de quem se lhes opõe numa discussão. Arrasam logo.

    É isto que temos como típico da intelectualidade lusa.

    Gostar

  75. El Der permalink
    25 Setembro, 2010 13:44

    Pinto de Sá,
    Mesmo “não estnado cá”, continuo a afirmar que “A Mosca” era um suplemento do Diário de Lisboa. Tinha vários redactores, um dos quais Sttau Monteiro, o qual não era assim tão preponderante para que possamos dizer “A Mosca de Sttau Monteiro”. Por outro lado foi ele o autor da figura da Guidinha. Esse facto só passou a ser do conhecimento público muito mais tarde.

    Gostar

  76. per caso permalink
    25 Setembro, 2010 14:21

    “Os intelectuais que ainda sobram são quem, afinal?”

    Mas é o que eu pergunto, ó José, depois que o vi queixar-se, numa lamúria sem fim, que o nosso atraso e falta de crescimento se devia aos intelectuais de antanho, aqueles de esquerda de que queixa e tanto fala, por jornais que diz e outros que ainda lhe ajuntam à festa, e eu pergunto se não pode desfazer-se deles, desses intelectuaqis, que diz já só sobra um ou dois, para mais dos fracos, e você a queixar-se, que é culpa deles e tal e facto… Em que ficamos, se, afinal, eles nada representam, finalmente?

    Proponha aí intelectuais diferentes, daqueles liberais, positivos, cheios de pau e energia, capazes de dar volta a isto. Pois, oposição, uns intelectuais de direita, verdadeiros, que então mudem isto.

    Gostar

  77. per caso permalink
    25 Setembro, 2010 14:22

    Sim, por oposição, uns intelectuais ao seu gosto, direitos…

    Gostar

  78. José permalink
    25 Setembro, 2010 14:28

    per caso:

    O que proponho é nada disso. Do que me queixo é do unanimismo ideológico, sempre tributário da Esquerda, nos últimos 40 anos e que marcaram indelevelmente os media e quem neles trabalha.

    Para mim o atraso endémico que nos afecta tem a chancela da Esquerda porque capou sempre a possibilidade de se pensar publicamente e com influência de outro modo que não esse, o que supõe sempre a igualdade como princípio e a utopia como valor.
    Em todas as eleições que tivemos nos últimos 30 anos qual foi sempre o argumento final para ganhar? O da igualdade, o da maior solidariedade, o da maior atenção aos mais pobres. Esta retórica funciona sempre, como se viu aquando da eleição de Mário S. como presidente da República. E funcionou nos últimos anos, porque este PS conseguiu fazer passar essa mensagem enganadora, melhor que os outros.

    Gostar

  79. José permalink
    25 Setembro, 2010 14:29

    Na dúvida em quem vota o cidadão médio e o funcionário público? É preciso dizer?

    Gostar

  80. José permalink
    25 Setembro, 2010 14:30

    Para vencer eleições em Portugal basta aldrabar nesse campo e convencer os papalvos que ficam melhor protegidos com a Esquerda.

    Gostar

  81. antónio paiva permalink
    25 Setembro, 2010 14:57

    talvez haja algo em comum entre o que escreveu e isto; http://escritadeantoniopaiva.wordpress.com/2010/09/25/falta-me-o-sorriso-de-gioconda/ talvez, sei lá…

    Gostar

  82. per caso permalink
    25 Setembro, 2010 15:08

    E se de toda a parte me dizem que o PS é de direita, como lá hei-de, José, entendê-lo, cuidar que também não me passa a rasteira, lindamente?

    Gostar

  83. per caso permalink
    25 Setembro, 2010 15:17

    De mais, a contradizê-lo, de toda a vez que foi a votos, o Cavaco, conhece?, oh, e não o diga esquerda, por que será?, ganhou sempre, como eu tenho que promete para a próxima. E isso, apesar de quanto faz por ser alijado da barca, corrido por mérito de inoperância. Ele, um homem de direita.

    Gostar

  84. José permalink
    25 Setembro, 2010 15:29

    per caso:

    O que é ” um homem de direita”?

    Não se esqueça, já que falou no Cavaco que a mulher em tempos deu uma entrevista na qual se considerava tudo menos de direita…
    Não me parece que Cavaco alguma vez tenha sido de direita, tal como eu a entendo.

    Gostar

  85. José permalink
    25 Setembro, 2010 15:32

    Nem o PSD é de direita como deve saber. A social-democracia nunca se confundiu com a direita.

    Mas esta discussão é espúria se não nos entendermos sobre o significado da taxionomia.
    Tenho para mim que há uma única esquerda que é o PCP ( e o disfarçado BE) e um PS que se diz de esquerda sempre que lhe convém mas pratica políticas que de esquerda têm apenas o nome que lhe dá, como sejam as privatizações e o desmantelamento do “estado social”. Para mim, o PS é tanto de esquerda como o PSD. Social-democratas com complexos de esquerda isso sim. Porque é isso que sempre tenho dito para classificar essa cripto-esquerda.

    Gostar

  86. per caso permalink
    25 Setembro, 2010 15:33

    Fui ali
    http://citadino.blogspot.com/2010/09/os-negocios-escuros-de-um-governo.html
    e é que entendi a ideia, que a esquerda PS faz pelo explorador liberal o que não saberia o PSD nem CDS, à direita.

    Gostar

  87. José permalink
    25 Setembro, 2010 15:34

    Mas tal não obsta a que se proclamem de esquerda, assumam um discurso com esse tom e no fundo, tenham assimilado a ideologia de Esquerda a que só falta a praxis política e económica que a caraceriza e que o PCP bem encarna.

    Gostar

  88. José permalink
    25 Setembro, 2010 15:36

    O PCP sempre denunciou o PS como um partido que faz o jogo da direita. Mas sempre que um candidato a presidente do PS se perfila, o PCP manda votar nele, como política de mal menor. O que significa que o PCP ainda acredita que o PS um dia possa vir a ter remissão e comungar os ideiais da pátria socialista dos trabalhadores por oposição á exploração capitalista e neo liberal.

    Gostar

  89. José permalink
    25 Setembro, 2010 15:41

    Por exemplo: por causa do Pinto e do Crispim estou a ver alguns exemplares antigos do Diário de Lisboa. Dei agora de caras com uma notícia de 10.101972 que diz assim: ” A previdência abrange seis milhões de beneficiários”. E continua: ” O decreto-lei do Ministério das Corporações e aprovado na última reunião do COnselho de ministros, que determina a extensão das pensões de velhice a todos os indivíduos com mais de 70 anos que trabalhem por conta de outrem nas actividades agrícolas, silvícolas e pecuárias, foi remetido ao Diário do Governo, calculando-se em 110 mil contos os encargos deste ano inicial com a execução do sistema adoptado”.

    Esta medida era de um governo de direita ou de esquerda?

    Gostar

  90. José permalink
    25 Setembro, 2010 15:47

    E leio o nome de Cesário Borga como redactor do DL. E vejo a Guidinha. não assinada e em última página do suplemento A Mosca. E vejo o Canal da Crítica do Castrim.

    E vejo ainda a notícia no DL de 16.10.1972 sobre “O funeral do estudante Ribeiro dos Santos”. Esta notícia provavelmente foi censurada. Mas apareceu e aí se diz que o estudante tinha sido alvejado a tiro no ISCEF por um agente da DGS ( que os do PCP não conhece, porque só conhecem a PIDE).
    E depois diz assim: ” Para cumprir a postura municipal que proíbe dentro de Lisboa os funerais a pé, a polícia interveio, gerando-se confusão com vários grupos de jovens. (…) Durante a tarde, grupos de indivíduos partiram, à semelhança do dia anterior, várias montras de estabelecimentos bancários na Av Duque de Loulé, registando-se ainda incidentes noutras partes da cidade.”

    Para alguns estas notícias nunca aconteceram, porque havia Censura…

    Gostar

  91. José permalink
    25 Setembro, 2010 15:50

    E continua a notícia de última página do DL desse dia:

    “Durante estes incidentes, foram presos vinte indivíduos, alguns transportando pedras, entre os quais catorze estudantes. Todos os presos foram enviados à Direcção -Geral de Segurança, visto o carácter da sua actividade criminosa.”

    E era ou não criminosa essa actividade? E deviam ou não ter sido presos? E aqueles que o foram não se orgulham disso. agora?

    Gostar

  92. José permalink
    25 Setembro, 2010 15:58

    Em 12 Julho de 1974 pouco mais de dois meses depois do 25 de Abril, o redactor ( anónimo) do D.L. escrevia assim sobre o assunto “Trabalhadores rurais”:

    “Os trabalhadores rurais de Casal das Ovelhas continuam a fazer o levantamento da sua situação de explorados, a que a queda do fascismo não pôs termo. Perdido o medo de falar, as intervenções sucedem-se revelando cada uma delas um novo aspecto da opressão a que estão sujeitos. Opressão que com variantes próprias, é extensiva a milhares de trabalhadores rurais por este país fora.”

    Esta passagem resume tudo aquilo que escrevi nestes comentários, sobre a imprensa portuguesa dessa época.
    Quem souber ler que leia.

    Gostar

  93. José permalink
    25 Setembro, 2010 16:00

    E para terminar, cito o tema da crítica de Castrim no Canal da Crítica desse dia. “O MES ( Movimento da Esquerda Socialista de que fazia parte Jorge Sampaio, por exemplo) não quer sujar as mãos”.

    Castrim era comunista e sempre o foi no jornal. Em Julho de 74 já criticava o MES por ser menos de esquerda do que devia…

    Gostar

  94. José permalink
    25 Setembro, 2010 16:08

    Mas não resisto ainda a citar Mário Castrim, o crítico de tv que me levava nessa altura a comprar o jornal porque escrevia sobre os programas que eu então gostava e escrevia muito bem. Dizia então Castrim, em Julho de 74:

    “Grosseiramente, aparece-me que a tarefa urgente é o desmantelamento da máquina fascista e para isso há que estar na Junta de Freguesia, na Câmara Municipal, no Governo Provisório. Essa é a questão. Quanto mais depressa conseguirmos isso, mas depressa entraremos numa situação que possibilite nova arrancada para a sociedade do futuro. Quanto mais longe levarmos a conquista efectiva das liberdades de melhor posição partiremos para novas formas de luta. É dos livrinhos, Joaquim Mestre ( o membro do MES a quem Castrim dirigia a crítica) , dos livrinhos essenciais.”

    Resta-me dizer que Castrim nunca teve dificuldade em ler os “livrinhos essenciais” no tal “fascismo” que denunciava.

    Gostar

  95. José permalink
    25 Setembro, 2010 17:45

    Até agradeço ao Pinto & Crispim, associados o ensejo que me deram de revisitar velhas memórias. Mesmo assim, às vezes troco a Palla e ponho-a na Flama em vez de a colocar no Século a redigir linguados.

    Gostar

  96. per caso permalink
    25 Setembro, 2010 18:24

    “Esta medida era de um governo de direita ou de esquerda?”

    Proveitoso foi então esse exercício de revisitar o que aos poucos baralhava. E não se fartou de ver intelectuais esquerdistas, que hoje mal subsistem, se já resta só, praticamente, o da Langue d’Oc, ao Sul de França. Mas por onde andam então os de direita, esvasiado assim de sobra o campo? Que já nem o José se considera tal, se não vislumbra algum parceiro e, que conste, também não se reverá chinês, que alheio a gastos para o estado social, se deve considerar exemplarmente à direita. O Chinês e o Californiano, à ponta de um mesmo paralelo sobre o mesmo Pacífico que assim os liga, naturalmente.
    E a contra-gosto que seja, ao fim, então, deverá dizer-se, olha, não sobra mais intelectual além do José e da Zazie, se os não há de direita e já mal de esquerda se enxerga algum, no horizonte.
    Mas é o fim, se não não decidem em que ficamos.

    Pelo Crispim e o Pinto

    Gostar

  97. 25 Setembro, 2010 18:38

    Eu não sou de Direita e o José também nunca disse que o era, ó Percaso!

    Gostar

  98. 25 Setembro, 2010 20:21

    Não sou nada mas censurar tretas por pura subserviência é que faz o retrato do post.

    Não são os portugueses que toleraram o Salazar por falta de liberalismo- são os lambe-botas que são todos iguais. Sempre a rastejar perante quem imaginam que lhes pode servir para qualquer coisa; sempre com respeitinho atávico preocupados com as aparências.

    Gostar

  99. 25 Setembro, 2010 20:22

    Este tipo que censurou tudo, esta tarde- umas meras brincadeiras em resposta a um pavão- só pode ser o JCD. E isto significa que o Blasfémias tem aqui um censor permanente e o resto do grupo deixa porque também vivem para o sitemeter e julgam que ainda chegam a algum lado com estas parolices.

    Gostar

  100. per caso permalink
    25 Setembro, 2010 23:42

    Eu não sou de Direita e o José também

    E eu não disse que são de direita, mas perguntando o José pelos intelectuais de direita, depois de massacrar os de esquerda, cujo rasto perde, se depois de José Gil só acha o Eduardo Lourenço, disse eu, estamos bem arranjados, não tarda, têmo-lo a ele e a si, Zazie, além de mim, sem mais ninguém, para o diálogo premente.

    Gostar

  101. fms permalink
    26 Setembro, 2010 11:54

    O que mais me assusta é haver tanta gente a não saber viver sem ser dominada, e que de tanto acreditar ser livre já endossa aos esquerdalhos e aos chicos-espertos um mandato vitalício para sugar esta merda toda até ao tutano, desde que não os persigam demais.

    Gostar

Indigne-se aqui.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: