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Reality check

25 Outubro, 2010

1. O Magalhães era para exportação, mas tem que se recorrer ao Chavez para vendê-lo.

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2. A aposta das renováveis era para criar uma indústria exportadora, mas o único cliente em vista é o Chavez. A EDP quando precisa de encomendar geradores compra à Vestas.

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3. A aposta nas renováveis ia reduzir as importações de energia, mas quando REFER tenta reduzir custos a primeira coisa que faz é mudar para um fornecedor espanhol.

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4. Andaram a apostar no ensino centrado no aluno, mas quando é preciso cortar na despesa eliminam logo as duas disciplinas que mais fomentam esse tipo de ensino.

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5. Anos a dizerem que o combate ao aquecimento global é prioritário, e quando é preciso eliminar instituições públicas lembram-se logo do “Secretariado Técnico da Comissão das Alterações Climáticas”.

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27 comentários leave one →
  1. 25 Outubro, 2010 21:08

    O ponto 5. é sintomático.
    O governo, depois de ler os posts do João no Blasfémias, arrepiou caminho.

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  2. 25 Outubro, 2010 21:28

    Chapelada!

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  3. tony permalink
    25 Outubro, 2010 21:29

    o ponto 3 é um pouco estupido

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  4. 25 Outubro, 2010 21:37

    O ponto 3 é muito fácil de explicar: andamos a exportar energia a custo zero aos Espanhois, mas ficou-nos a cerca de 93€ por MWh. Logo, eles voltam a vender à REFER, e nós portugueses voltamos a perder!!!

    Ecotretas

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  5. 25 Outubro, 2010 21:38

    O ponto número 3 é fácil de explicar: andamos a exportar energia a custo zero aos Espanhois, mas ficou-nos a cerca de 93€ por MWh. Logo, eles voltam a vender à REFER, e nós portugueses voltamos a perder!!!

    Ecotretas

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  6. 25 Outubro, 2010 21:42

    O ponto 4. está light, mas muito realista… prevejo para a educação um cenário tão negro quanto as togas dos juizes!

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  7. 25 Outubro, 2010 21:56

    «A aposta nas renováveis ia reduzir as importações de energia, mas quando REFER tenta reduzir custos a primeira coisa que faz é mudar para uma fornecedor espanhol»
    Por outro lado e para compensar (?),
    vã0 levar a plebe e pagar mais à EDP (e RTP).

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  8. RuiAlmeida permalink
    25 Outubro, 2010 22:19

    o ponto 3 está errado.
    a iberdrola é só o comercializador final. tem acesso ao mercado de energia nas mesmas condições que a EDP, independentemente do país de origem. pelos vistos quer é ganhar menos dinheiro. ou então a troca foi apenas do mercado regulado para o liberalizado e aí ainda há menos a acrescentar, porque no primeiro os preços são tabelados e a EDP universal é obrigada a vender que solicite fornecimento àqueles preços, daí que sejam um pouco inflacionados.

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  9. JoaoMiranda permalink*
    25 Outubro, 2010 22:26

    RuiAlmeida,

    O facto de existir um mercado Ibérico de enrgia torna a política de substituição de importações ainda mais absurda.

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  10. tina permalink
    25 Outubro, 2010 22:38

    O João Miranda, genial como sempre.

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  11. 25 Outubro, 2010 23:12

    JM sempre a esmerar-se. De mão cheia!

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  12. Calafrio permalink
    25 Outubro, 2010 23:16

    O vazio! A falta de ideias!
    De soluções que combinem
    Com as nossas estimadas ambições
    Levam ao desespero
    De modos que:
    Quando alguém!
    Importante.
    Surge com alguma ideia que ninguém entende
    Toda a gente a torna sua
    Essa grande ideia
    Pois se ninguém entende
    E foi gerada numa grande mente
    Deve ser uma ideia genial certamente
    E mesmo importante alguém aparecer
    Com uma ideia que ninguém entente
    Ninguém pode criticar o que não entende
    Um bocadito como naquela história do rei vai nu. E assim graças a uma ideia que ninguém entende gera-se um consenso mobilizador de toda uma sociedade.

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  13. PMP permalink
    25 Outubro, 2010 23:17

    Em 2007 e 2008 o preço da electricidade por grosso no mercado ibérico era mais alto que em 2010, e as previsões eram que o Gas Natural iria continuar a subir devido à cada vez maior procura.
    O preço da energia eólica na Fase C do concurso de 2008 atingiu cerca de 65 euros / MWh, que ero o preço no mercado liberalizado.

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  14. Portela Menos 1 permalink
    25 Outubro, 2010 23:17

    O que têm em comum Mira Amaral, Nogueira Leite, Armando Vara, Jorge Coelho, Daniel Bessa, Rui Machete, Joaquim Ferreira do Amaral, Paulo Teixeira Pinto, António Vitorino, Medina Carreira, Elias da Costa e tantos outros das mesmas famílias políticas?
    As páginas 321-326 do livro “Os Donos de Portugal-Cem anos de poder económico (1910-2010)”, edições Afrontamento, dão uma resposta.

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  15. Ana C permalink
    25 Outubro, 2010 23:55

    “4. Andaram a apostar no ensino centrado no aluno, mas quando é preciso cortar na despesa eliminam logo as duas disciplinas que mais fomentam esse tipo de ensino.”

    Quais são? Se for “Estudo acompanhado” e “Área de Projecto” PARECE-ME MUITO BEM QUE SEJAM ELIMINADAS

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  16. 26 Outubro, 2010 00:22

    4 – Penso que a disciplina de “estudo acompanhado” é exactamente o oposto do “ensino centrado no aluno” (essa disciplina foi criada com base no pressuposto que os alunos precisam de ajuda de um professor para estudar).

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  17. JoaoMiranda permalink*
    26 Outubro, 2010 00:34

    Miguel Madeira,

    O meu comentário era a esta filosofia:

    http://www.malhatlantica.pt/estudoacompanhado/

    A criação do Estudo Acompanhado, como Área Curricular Não Disciplinar, pretende ser um espaço onde o aluno possa desenvolver essas capacidades, apoiado por professores e também por colegas, com os quais muito podem aprender. É na interacção com os outros que a aprendizagem adquire sentido e se realiza de um modo mais efectivo.

    Ao professor é pedido que seja um orientador da aprendizagem do aluno, ajudando-o a organizar o seu estudo, a adquirir métodos de trabalho, a investigar, no fundo, a aprender a aprender.

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  18. RuiAlmeida permalink
    26 Outubro, 2010 10:49

    Caro João,
    existe alguma racionalidade na substituição das importações, pois é previsível um aumento do custo dos combustíveis fósseis e quanto mais fontes não fósseis menor a pressão. a existência do mercado mais alargado pode apenas diminuí-la.
    obviamente, a aposta nas tecnologias limpas impõe actualmente um sobre-custo que não deveria ser escondido da população, para que avaliassem a aposta de forma mais racional, ie, na óptica do dinheiro a mais que têm de desembolsar. acho que é sempre nesta óptica de custo/benefício (actual ou a médio/longo prazo) que se deve discutir a pertinência da aposta nas renováveis.

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  19. 26 Outubro, 2010 10:59

    A propósito da aposta nas energias renováveis, carros eléctricos e demais, fiquei ontem a saber que o nosso Primeiro & Co, adquiriu um veículo no valor de 170 mil euros a gasolina (provavelmente um dos 20 ou 30 para os motoristas correspondentes) quando existia uma o mesmo veículo Híbrido, a custar menos 30 mil euros.
    Faz o que te digo, não faças o que eu faço!

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  20. Rui Rocha permalink
    26 Outubro, 2010 11:46

    É, parece que na Venezuela estão as Chávez do nosso futuro…

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  21. anti-comuna permalink
    26 Outubro, 2010 12:19

    “2. A aposta das renováveis era para criar uma indústria exportadora, mas o único cliente em vista é o Chavez. A EDP quando precisa de encomendar geradores compra à Vestas.”

    E até a Vestas vê-se am palpos de aranha para se tornar rentável, apesar das encomendas choverem de todo o lado:

    “Vestas will dismiss 3,000 employees

    Af Jens Nymark

    09:56 Vestas is under serious presssure, and CEO Ditlev Engel now launches a big round of layoffs in the group. Factories will be closed down, and totally 3,000 jobs will be abolished, mainly in Denmark.

    Vestas struggles with a big and costly overcapacity, which now forces the management to take drastic measures.

    The round of layoffs is expected to affect 3,000 jobs, Vestas wrote in its financial 3rd-quarter report.

    »To ensure the most efficient production, Vestas has decided to initiate negotiations with the relevant parties in relation to closing down of a number of factories, primarily in Denmark, where costs are highest,« Vestas wrote.

    I addition to this, a number of administrative functions will be adjusted at several locations in and outside Denmark, Vestas added.

    The reason for the saving scheme is that Vestas is compelled to adjust its capacity in Europe to a market growth which will not live up to Vestas’ expectations.

    Vestas expects that in the fourth quarter an amount of EUR 140-160 million will be expensed for write-downs of property, plant and equipment and costs in relation to lay-offs of employees
    Vestas will close down its production at five factories – four in Denmark and one in Sweden.”

    In http://borsen.dk/nyheder/english/artikel/1/194146/vestas_will_dismiss_3000_employees.html

    Tirando algumas razões de Segurança Nacional, o [i]investimento em ventoínhas[/i] é um grande fiasco. Um completo desperdício de dinheiros dos contribuintes. Assim, como não há-de cair a famosa produtividade?

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  22. lucklucky permalink
    26 Outubro, 2010 15:49

    Mais outra bolha criada pelos Governos, os “reguladores”, os Especuladores Sociais que vai rebentar.

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  23. PMP permalink
    26 Outubro, 2010 16:12

    Os fabricantes de equipamentos eólicos tinham como enquadramento em 2008 preços de petroleo e gás natural muito mais altos que os actuais, que implicavam preços de electricidade também mais altos.
    Com a crise financeira de 2008/2009 a procura de electricidade diminui e os preços também, logo não é necessário instalar tanta nova produção eólica e as empresas de equipamentos têm de se adaptar. É só isto !

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  24. Francisco Colaço permalink
    26 Outubro, 2010 16:36

    PMP,
    .
    Ou então os ventoinhas contaram com fornecimentos milionários de dinheiro de impostos (o Estado fornece dinheiro em troca de sei lá o quê, e é o maior fornecedor de dinheiro de Portugal). É um TGV (teta de grande valor), mascarado de BPN (bocas para nutrir) gerido convenientemente pelo PS (paga, senão…)
    .
    A crise deu volta a muita gente, e as ventoinhas foram abaixo. Sinceramente, acho que se queimássemos os contratos, os pareceres, os conselhos técnicos e a legislação inútil publicada em Diário da República, mesmo a 15 Mj/kg (por baixo) e com um rendimento de 50% (médio), teríamos combustíveis por muitos anos.
    .
    Se juntássemos o Sócrates e a ministrada inútil, para além do sulfureto de hidrogénio libertado (as suas medidas cheiram mal), teríamos o desprazer de ver que afinal o aproveitamento de resíduos ministeriais e governamentais é endotérmico (é preciso muito para sustentar o PS).

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  25. lucklucky permalink
    26 Outubro, 2010 16:53

    “É só isto !”
    .
    Não não é só isso. O Mercado da energia não existe. É uma manipulação dos reguladores.
    E nem é preciso entrar nos impostos sobre combustíveis que desvirtuam a verdade.
    .
    Esta construção de bolha sucessivas e de preços falsos torna os Países Ocidentais cada vez mais parecidos com a União Soviética.
    .
    Os Fundos e Bancos que têm acções agora vão ficar a arder por mais uma bolha gigante rebentar criada pelos reguladores ao serviço da classe Político-Jornalista e das suas ideologias românticas.

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  26. 26 Outubro, 2010 23:01

    O mano do Socialismo do Século XXI paga a ponto, ou faz lembrar as empresas públicas portuguesas, ou seja, a espera é superior a 250 dias?

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  27. O Silva permalink
    27 Outubro, 2010 09:52

    Se eliminassem a Comissão das Alterações Climáticas… agora o Secretariado Técnico da Comissão das Alterações Climáticas…

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