Saltar para o conteúdo

Talvez não saibam, mas a ADSE tem custos mais baixos e proporciona melhores serviços que o SNS

1 Março, 2011
by

Concordo com a argumentação do João (e também com o Tomás) sobre a ADSE e o SNS, mas penso que lhe falta um dado essencial: a ADSE é não só um sistema mais racional que o SNS, como sai mais barata aos contribuintes. Pois é. Vem tudo num livro injustamente ignorado: Saúde – a Liberdade de Escolher, de José Mendes Ribeiro.

Deixo aqui uma passagem, com os números da altura (2007) dessa verdade inconveniente. É que, em vez de estarmos a discutir o fim da ADSE, devíamos estar a discutir a proposta deste livro, que passava pela transformação do SNS à imagem da ADSE. Divirtam-se:

“Cada português suporta, em média [números de 2007], 780 euros de IRS por ano, montante que não é suficiente para fazer face ao gasto médio por cidadão (983 euros) nem ao gasto que o Estado suporta por cada utente do SNS (933), embora seja suficiente para suportar o custo de um beneficiário da ADSE (649).

O que pode explicar estas diferenças?

O custo médio por cidadão (983) representa o total da despesa pública de saúde, incluindo os custos do SNS e da ADSE, o custo de estrutura do Ministério da Saúde e os custos com a gestão e a prestação de cuidados de saúde.

O custo médio por utente (933) exprime o custo do consumo de cuidados de saúde para a média dos utilizadores inscritos no SNS, ou seja, o total de gastos associados ao funcionamento dos centros de saúde, à comparticipação de medicamentos, ao pagamento dos centros convencionados e dos serviços prestados pelos hospitais públicos.

Por fim, o custo médio por beneficiário da ADSE (649) representa o respectivo custo do consumo de cuidados de saúde, em termos equivalentes ao custo de um utente do SNS.

Os beneficiários da ADSE têm liberdade de escolher os seus prestadores, públicos ou privados, e têm acesso a um maior número de serviços que o utente do SNS. Esta diferença, de 649 para 933 euros por pessoa, revela, em consequência, uma maior eficiência de utilização por parte do universo de beneficiários da ADSE.

Note-se que a ADSE suporta o custo do sistema convencionado, mas suporta também o custo integral do atendimento dos seus beneficiários na rede pública de hospitais e centros de saúde, assim como assume a comparticipação dos medicamentos segundo as mesmas regras do SNS.

Esta disparidade de valores pode explicar-se, entre outras razões, pelo facto de a ADSE não ter custos fixos de manutenção da rede de clínicas e hospitais, pagando apenas os actos efectivamente prestados aos seus beneficiários.

Pode assim concluir-se, sem margem para dúvidas, que o custo fixo inerente à excessiva capacidade instalada pelo SNS e a oferta desajustada que este produz são os dois factores responsáveis pelo baixo nível de produtividade e de eficiência existente na rede pública de prestação de cuidados, que gera o maior custo por pessoa.

Se ao maior custo se acrescentar um menor nível de satisfação, a existência de listas de espera, o acesso muito difícil a consultas de especialidade e a reduzida liberdade de escolha, fica provado que há dois sistemas, suportados pelo mesmo Estado, sob a mesma Constituição, a oferecer respostas muito diferentes entre si.

A conclusão é óbvia: a ADSE tem custos mais baixos e proporciona melhores serviços; o SNS tem custos mais elevados para o cidadão e oferece serviços mais limitados ao utente.

Sendo consensual a ideia da separação formal do papel financiador e prestador do Estado, a ADSE constitui um excelente exemplo de como é possível poupar recursos ao proceder-se à efectiva separação destes papéis.”

 

27 comentários leave one →
  1. Luis permalink
    1 Março, 2011 17:50

    “A conclusão é óbvia: a ADSE tem custos mais baixos e proporciona melhores serviços; o SNS tem custos mais elevados para o cidadão e oferece serviços mais limitados ao utente.”

    Talvez não seja exactamente assim. O baixo custo da ADSE seria possível sem a existência do SNS ?

    Gostar

  2. Leme permalink
    1 Março, 2011 17:58

    E uma outra coisa também é verdade: a ADSE “permie” juntar facturas de serviços por forma a que seja reembolsada uma importância superior àquela que foi facturada pagando os serviços quase na integra – ou num valor superior. O SNS não permite esta golpada…

    Gostar

  3. 1 Março, 2011 18:00

    Estão pré-anunciadas mais medidas de austeridade.
    Nada imprevisível. Sócrates vais fazer tudo para impedir que venha o FMI. Pois isso significa o seu falhanço e a justificação para uma imediata queda do Governo e eleições antecipadas.
    Vai – afinal – fazer tudo o que faria o … FMI. Que ficará atrás da cortina a orientar.
    Daí a exigência de Sócrates em que a Europa se defina, ou seja, que assegure a cobertura orçamental desde que ele faça (e vai fazer) o papel de … FMI.
    Claro que esta estratégia não resultará pois as medidas de Sócrates são sempre a de mais receita e nunca menos despesa. Tal como as do FMI não resultariam pois seriam pouco mais que isso.

    Que medidas de austeridade?

    1)Redução dos subsídios de Férias e de Natal dos funcionários públicos em 25% (outros 25% ficarão para 2012).

    2)Aumentos generalizados e substanciais de todos os títulos de transporte (sociais inclusive) de todos os sistemas de transporte público. Eliminando os défices de TODAS as empresas públicas do sector. Regra de crescimento de passivo nulo.

    3)Pagamento das devoluções de IRS em títulos de dívida pública apenas revertíveis – sem penalizações – ao fim de 5 anos.

    4)O mesmo poderá acontecer com os subsídios de Férias e Natal atrás indicados.

    Mas o que tinha de ser feito, também:

    1)Aumentar significativamente o ritmo de substituição da actual dívida pública externa por dívida pública interna. Para isso, não servem os Certificados de Aforro. Terão que ser disponibilizados, de forma muito simples, uns quaisquer “Papeis de Aforro” a taxas equiparadas às que o Estado assume ou se financiar nos “malditos” mercados externos.

    2)Assegurar que TODAS as empresas pagam o seu IRC a níveis mínimos. Ou seja, que haja uma taxa mínima a garantir, após toda a “ginástica” fiscal – apenas acessíveis às grandes empresas. Aí a esquerda tem razão.

    3)A título moralista, impedir que os ordenados dos gestores públicos superem o do Presidente da República. Além disso, tudo é possível, mas através de prémios de gestão. Transparentes.

    Finalmente: a recessão. É incontornável e faz parte dos efeitos da “cura” que necessitamos. O consumo interno vai cair, os rendimentos médios também. O nível de vida português vai entrar num período longo de “ajuste” (queda) ao qual nos teremos de adaptar. A procura pelo “crescimento” passará a ser uma ideia do passado e ultrapassada. Não acontecerá se não aqui ou ali, pontualmente. Pois teremos que passar a viver com combustíveis (muito) mais caros e teremos que pagar o que devemos ao exterior. O Estado Social continuará a afixar a nossa economia que continuará a perder muita “actividade” (empregos) para o exterior. O desemprego será uma realidade a gerir pois não haverá, simplesmente e naturalmente, trabalho para todos…

    http://existenciasustentada.blogspot.com/2010/11/6-desenvolvimento.html?utm_source=BP_recent

    Gostar

  4. Arlindo da Costa permalink
    1 Março, 2011 18:11

    Qual Estado Social?
    Em Portugal não há nenhum estado social, e se em tempos houve, foi para a grande burguesia e para o alto funcionalismo, banqueiros e empresários do regime.
    Todos eles, à custa do endividamento deste devastado país, estão ricos e os cofres do país estão vazios.
    Se os srs jornalistas se investigarem há por aí muitas «aldeias da coelha» e zanzalas de coelhões!
    O esforçado PM Sócrates já anda há seis anos a tentar pôr cobro nisto, mas não está fácil.
    Reconheça-se!

    Gostar

  5. Ricciardi permalink
    1 Março, 2011 18:15

    OK, agora coloque na ADSE uma boa porção de gente que não desconta para o fundo, junte umas pitadas de pessoal deficiente, umas 200 gr de crianças, mexa tudo e tem custos superiores, certamente, ao SNS.
    .
    RB

    Gostar

  6. 1 Março, 2011 18:26

    Ricciardi,
    A ADSE já tem crianças, e até estudantes adultos filhos de funcionários públicos.
    Tirando isso, tem alguma razão no que diz. Ainda ninguém apresentou contas sérias que “provem” qual dos dois sistemas é o mais barato, mantendo o mesmo nível de serviço.

    Gostar

  7. 1 Março, 2011 18:31

    Ó sr. Ar. C.,por favor poupe-nos.

    Gostar

  8. IM SORRY permalink
    1 Março, 2011 18:39

    Oh Arlindo, já que estás apaixonado pelo Sócrates, pede-o em casamento e ide de lua-de-mel para uma ilha deserta.
    Podeis ficar por lá para sempre. Ficaremos todos bem felizes !!!!!

    Gostar

  9. Arlindo da Costa permalink
    1 Março, 2011 18:51

    O petit «eirinhas» não gosta de ouvir a verdade.
    Tá bem, abelha!

    Gostar

  10. Ricciardi permalink
    1 Março, 2011 18:58

    FV,
    Tem crianças, mas os pais pagam, ou não?
    .
    Bom, o mal destas coisas é compararem o que não é comparavel. Estou convencido que se a ADSE tivesse que arcar com toda aquela gente que nunca descontou (independentemente dos motivos), mas que constitucionalmente tem direito (a saude), teria custos semelhantes ao SNS.
    .
    Aliás, veja.se o exemplo americano aonde na saúde se gasta muitissimo mais dinheiro do que em qualquer outro país do mundo, sem que se traduza num acrescimo de melhoria nos cuidados de saude da população, tendo em conta os indicadores gerais em termos de mortalidade, esperança de vida etc etc etc.
    .
    Tal não quer dizer que não devam ser dadas opções aos utentes. Acho que sim, acho que as pessoas podiam (em tese) poder escolher o que melhor lhes aprouver. Mas penso que se devia separar o país em duas realidades distintas. Se é certo que em Lisboa, Porto, Braga, Setubal… poderiamos ter a certeza de que a iniciativa privada poderia solver as necessidades de saude da população, o mesmo não posso afirmar no interior ou cidades pequenas do país. É inimaginavel que um empresario invista em Mogadouro numa unidade de cuidados médicos decente. Eu não investia. Pouca gente, pouco negócio. A não ser que se praticassem preços exorbitantes.
    .
    RB

    Gostar

  11. Ricciardi permalink
    1 Março, 2011 19:10

    Repare bem. O negócio da saúde não é um negócio ‘normal’. É uma negócio cuja procura não depende do preço, na medida em que um doente tem que ser tratado independentemente do custo. Não é, pois, o mercado, e as suas leis da procura e oferta em torno de um preço, que deve determinar o negócio, mas sim a rendibilidade ou a perfeita alocação de recurso vs. tramentos efectuados.
    .
    Neste sentido, o mercado da saude é um mercado imperfeito; a procura é constante independentemente do preço. Pelo que não vejo argumento plausivel e racionais aos liberais para defender um modelo aparentemente de mercado.
    .
    RB

    Gostar

  12. 1 Março, 2011 19:34

    “É uma negócio cuja procura não depende do preço, na medida em que um doente tem que ser tratado independentemente do custo.”

    Isto não é verdade para todas as doenças e seus tratamentos, nomeadamente em doenças menores alguns medicamentos podem ter apenas benefícios marginais e o seu custo afecta grandemente a procura. A mesma coisa pode acontecer em doentes em fim de vida, para os quais tratamentos drásticos podem não compensar o ganho. Apesar da nossa constituição não tenha dúvidas que os médicos do SNS têm esta preocupação, com vista a melhorar a alocação de recursos, que são e sempre serão finitos.

    Mas verdade seja dita que na grande maioria dos casos em que se passa como diz (urgências p. ex.) os utentes da ADSE recorrem ao SNS.

    Pode eventualmente até haver vantagem financeira em implementar um sistema universal misto SNS+ADSE, em que o SNS cobre os serviços que dependem fracamente da procura (por garantia constitucional) , e a ADSE cobre tudo o resto. Mas é capaz de ser um cenário muito idílico.

    Gostar

  13. 1 Março, 2011 19:59

    “Tem crianças, mas os pais pagam, ou não?”

    Não sabia, mas pelo que percebi do site da ADSE, inscrever filhos de funcionários públicos não implica custos adicionais, o que significa que este sistema já teria bastantes free-riders. Talvez algum beneficiário da ADSE possa esclarecer isto.

    Gostar

  14. 1 Março, 2011 21:19

    Há muita gente que critica a ADSE, mas eu pela minha parte estou muito satisfeito. São eficientes, não demoram muito tempo a reembolsar as consultas e os tratamentos (no máximo 2 meses de espera), cobrem medicina dentária, e têm muitos clínicos com acordo e de quase todas as especialidades.
    No médicos com acordo paga-se 3,99 euros por uma consulta e a ADSE paga o restante ao médico (julgo que 15 ou 16 euros). No final uma consulta fica a 20. Que é precisamente o valor máximo que pagam por uma consulta num médico sem acordo, mesmo que a consulta custe 100 euros, nunca se recebe mais de 20. Desconto 28 euros por mês para a ADSE. Não está mal, não senhor.

    Gostar

  15. Gavião permalink
    1 Março, 2011 21:28

    O hospital público (HPu) gasta para a mesma tarefa muito mais que o privado HPr).
    Os equipamentos no HPr são comprados e usados com racionalidade. No HPu compra~se o último brinquedo (como na tropa) e depois usa-se esporadicamente ou… não se usa de todo.
    Numa sala de operações do HPu chega a haver três vezes mais profissionais que no Hpr pata realizar a mesma intervenção.
    No HPu há legiões de gestores.
    No Hpu o bar está semptre cheio. O caminho para o bar parece a carreira da formiga.
    Entreguem a prestação de cuidados a empresas privadas e poupam muuuuuuuuuuito dinheiro. E ao Estado competia fiscalizar.
    Claro que há um problema complicado: que fazer com os Hpu e o seu pessoal.

    Gostar

  16. certo permalink
    1 Março, 2011 21:37

    A ADSE tem custos mais baixos, ora então, diz Daniel, é pôr a gente a pagar para o SNS de igual maneira que os públicos e o mesmo Daniel o fazem para a ADSE e ter-se-ia a saúde, por igual, optimizada, digna e inteira.

    Gostar

  17. Fincapé permalink
    1 Março, 2011 21:39

    Suponho que quando há gastos hospitalares de beneficiários da ADSE, este serviço transfere as verbas equivalentes às despesas para o SNS.
    A ADSE também permite que em muitos casos possa ser marcada consulta fora do horário de trabalho.
    A rapaziada que andava pelos blogues a insultar os beneficiários “gastadores” já apresentou desculpas?

    Gostar

  18. Sergio permalink
    1 Março, 2011 22:09

    Parece-me que o problema não é a ADSE em si, mas quem paga a conta. Pode dizer-se que é mais eficiente, mas os descontos de quem usufrui deste sub-sistema pagam os seus custos? Pelo que vi recentemente nas notícias, os descontos que funcionários públicos apenas cobram cerca de 50% dos custos da ADSE, portanto quem paga o resto?
    Por mim não vejo problema que sectores profissionais tenham os seus sub-sistemas de saúde, incluindo o estado, desde que o paguem na totalidade. Uma empresa que disponibiliza um seguro de saúde para os seus funcionários tem de o pagar na totalidade: ou paga apenas metade os outros que paguem o resto?
    E depois não vejo como óbvio que seja possível extrapolar 10 * ADSE para 1 SNS.

    Gostar

  19. Orlando Sousa permalink
    1 Março, 2011 22:33

    A ADSE passa no início do ano uma declaração para o IRS com os valores pagos pelo utente, os valores comparticipados por ela, e os valores que foram exclusivamente suportados pelo utente ( a diferença entre os dois primeiros).Total transparência.
    Este sistema permite ainda escolher o prestador de serviço, e em alguns casos pagamos a parte não comparticipada, noutros pagamos a totalidade e depois somos reembolsados (de acordo com uma tabela oficial).
    Se o meu médico de família, do SNS, me mandar fazer análises, ecografias, Rx, etc, eu escolho um laboratório, clínica, etc, e vou fazer.
    Fui operado em Setembro. Recorri a um privado, pois no SNS a demora seria maior. Paguei e fui reembolsado (não na totalidade do que paguei, mas um pouco menos de metade) em Janeiro.O que me foi reembolsado seria o que o SNS gastaria se eu fosse intervencionado num Hospital público? Talvez.
    A ADSE é um bom sistema? Sem dúvida. A verba que pago anualmente para a ADSE é quase o dobro do que custa o seguro privado de saúde da minha mulher.

    Gostar

  20. 2 Março, 2011 00:46

    Caro Ricciardi,

    quanto aos EUA se retirar as mortes por acidentes de viação e mortes violentas (assassíno) têm a mais baixa taxa de mortalidade e a mais alta esperança média de vida. Um exemplo é a taxa de sobrevivência a cinco anos a cancro. É a mais alta do mundo.
    O sistema não é perfeito, não é bom por pressão política (ex: as seguradoras não podem fazer seguros de saúde através das fronteiras dos Estados) mas é bem mais eficaz que o nosso.

    Gostar

  21. Fartinho da Silva permalink
    2 Março, 2011 20:40

    Concordo inteiramente com este post e pena tenho em ver tanto ressabiado (que se afirma liberal) gritar contra este sistema. A forma como protestam até sugere que os beneficiários não descontam uma parte substancial do seu salário para este sistema. O único ponto que poderiam discutir é se este seguro deveria ser pago na totalidade pelos beneficiários ou não! Parece-me ser este o único ponto a discutir, tudo o resto é pura e simples inveja.

    P.S. Não sou funcionário público. Não sou beneficiário da ADSE! Não tenho inveja dos funcionários públicos! Tenho muito respeito pelos bons funcionários públicos que conheço e que, infelizmente, trabalham há longos anos sob as ordens de boys e girls imbecis do bloco central dos interesses. Estes boys e girls chegam a ganhar 10 (sim, DEZ vezes) que os bons funcionários públicos a executar 1/3 das suas funções. Mas isto parece não atrapalhar os ressabiados que por aqui disparam a tudo o que seja funcionário público, professor, polícia, juiz, médico, militar, etc.!

    Gostar

  22. 4 Março, 2011 13:11

    A comparação desenvolvida por jmf1957 deixa-me perplexo pelo simplismo e falta de rigor analítico que demonstra. A facilidade com que a partir de alguns dados esparsos se conclui “sem margem para dúvidas” e de forma “óbvia” a superioridade da ADSE sobre o SNS demonstra a indigência do raciocínio de jmf1957. Escuso-me a repetir os vícios de análise já apontados por outros comentadores.
    Quando leio estes “artigos” fico ainda mais preocupado com o futuro de Portugal e as consequências duma possível (muito provável) mudança de governo. Porque estes artigos demonstram que os seus autores não partem duma análise objectiva dos problemas e das possíveis soluções. Em vez disso, estabelecem “a priori” a solução que se enquadra na sua visão ideológica daquilo que é o papel do Estado e depois arrebanham de forma arbitrárias quaisquer supostos argumentos que se afigurem como favoráveis ás suas teses.
    Em resumo: muitos dos actuais governantes são incompetentes (da mesma forma que muitos jornalistas, professores, gestores, advogados e profissionais nas mais variadas áreas), mas isso não significa que a actual oposição seja um manancial de virtudes, discernimento e honestidade política.

    Gostar

  23. Gabriel permalink
    29 Abril, 2011 16:26

    A ADSE tem um funcionamento diferente do SNS, desde logo pelo simples facto de não ter custos fixos. A ADSE ao contrario do SNS, separa a prestação do financiamento.
    Enquanto que o SNS tem associado a si 70 hospitais públicos, mais de 300 centros de saúde e mais de 100.000 funcionários, a ADSE utiliza uma tabela única de preços para comprar serviços de saúde, permitindo aos seus beneficiários uma maior liberdade de escolha, sem que isso signifique aumento de custos.
    Aliás os maiores custos da ADSE dão-se quando o beneficiário utiliza os serviços do SNS.
    O exemplo da ADSE, prova que é possível separar o financiamento da prestação, com resultados positivos do ponto de vista financeiro e de utilização.
    Esta separação da prestação e do financiamento, com o financiamento a ser feito com base na prestação, e não em contratos programa, colocaria a pressão desde logo na qualidade. Os serviços do SNS teriam de competir pelos seus doentes.

    Gostar

  24. Carlos permalink
    23 Janeiro, 2013 22:30

    Leme
    Posted 1 Março, 2011 at 17:58 | Permalink

    Gostaria que aí o Sr. (a) Leme demonstrasse com factos a golpada de que fala.
    A ADSE paga uma % de acordo com o valor apresentado num úncio Recibo, não sendo possível qualquer ajuntamento de vários recibos para atribuição de um valor superior como refere.
    É absolutamente inacreditável como as pessoas falam do que não sabem, embora toda a gente tenha direito à sua opinião, mas dizer que: ” é verdade: a ADSE “permie” juntar facturas de serviços por forma a que seja reembolsada uma importância superior àquela que foi facturada pagando os serviços quase na integra – ou num valor superior. O SNS não permite esta golpada…” dá-me vontade de rir.

    Pelo que reitero, prove o que diz.

    com os melhores cumprimentos,
    Carlos

    Gostar

  25. Carlos permalink
    25 Janeiro, 2013 21:37

    Meus caros
    Se a ADSE fosse assim tão má nem a quereriam privatizar.
    Sim a intenção não será acabar mas, tal como fizeram com os HPPrivados e para beneficio de certos interesses, privatizar à custa dos dinheiros públicos, sem que com isso a despesa pública dimínua (bem pelo contrário como se tem vindo a verificar com as EPP´s).
    Muitos pensam que a ADSE cai do céu, não sabendo minimamente que qualquer FP desconta adicionalmente mais 1,5% do salário para usufruir desse sistema.
    Alguns post que andam por aí falam de que a ADSE dá prejuízo porque entram dinheiros públicos. Estão certos, mas será que só entram dinheiros públicos para a ADSE? E para o SNS, de onde vem o dinheiro??
    Informo, para os que não sabem, que a ADSE “injecta” dinheiro no SNS pagando cuidados de saúde prescritos por médicos privados, bem como no mercado privado em geral.
    Quantos de nós conhecemos amigos e pessoas em geral, bombeiros, taxistas, fisioterapeutas, médicos, entre tantos outros, perguntem-lhes se parte do seu salário não provêm de dinheiros da ADSE!?
    Neste momento os trabalhadores financiam 63% das despesas da ADSE.
    A ADSE é um serviço mais barato e muito mais eficaz que o SNS tabelando os preços a pagar, pelo que mantém valores muito abaixo dos normalmente solicitados pelos cuidados saúde privados e mesmo pelo SNS.
    Sugiro que leiam a(s) Petição(ões) que correm por aí a favor do encerramento da ADSE e vejam as razões invocadas. É deveras lamentável como alguém coloca algo para o ar sem saber minimamente o que quer defender e sem qualquer informação sobre a matéria.
    Há coisas a alterar na ADSE haverá sem dúvida, tal como há imensas a alterar no SNS, mas eu aconselhava, e seria bem mais útil, os autorzecos dessas petições, em vez de pedirem o fim da ADSE fazerem uma Petição para que a ADSE fosse alargada também ao sector privado. Aí sim, deixariam de ser uns rebarbados em relação aos FP´s e fariam um enorme contributo à nação.
    Infelizmente não os vejo fazer Petições para que os que roubaram (e ainda roubam) o país sejam incriminados judicialmente. Terão também algum interesse em não o fazerem??

    Gostar

Trackbacks

  1. O problema da ADSE não é a ADSE, é tudo o resto. « O Insurgente

Indigne-se aqui.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers gostam disto: