Nódoa e borrão
Há uns dias atrás houve uma manifestação de professores de EVT protestando contra o anunciado fim das aulas dadas em parelhas.
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Um sindicalista, perguntado pela reporter televisiva se seria mesmo necessário 2 professores para uma mesma disciplina foi esclarecedor: que sim, que era fundamental e que não se viesse dizer que em parte alguma do mundo existem 2 professores para uma mesma disciplina porque também em parte alguma do mundo excepto em Portugal existe uma disciplina como EVT.
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O contribuinte em casa sorriu pela franqueza, mas um pouco triste por andar a suportar essas originalidades e experimentalismos.
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Mas no âmbito da originalidade Portugal não se ficou (nunca fica…) por ali. Eis que todos os partidos da oposição se mostram contrários ao fim das parelhas e se preparam no Parlamento para revogar o despacho que terminava com o binómio professor/professor e uma outra disciplina ocupacional.
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O contribuinte vai desanimando: se quem é mau, por uma vez consegue sugerir uma medida mais do que razoável, já aqueles que deveriam sugerir e prepararem-se para fazer melhor preferem manter o pequenino, anacrónico, despesista e absolutamente inútil status quo, frustando qualquer esperança de mudança.
Não haverá mesmo quem tenha juízo?

Não há, de todo, grandes (sequer pequenas?) razões para optimismo.
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Além de mal escrito, o post revela que o seu autor não se deu ao trabalho de perceber minimamente o que está em causa. Um must, portanto.
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o sócras que tenha discernimento e aumente os impostos indirectos,maxime sobre o tabaco e sobre o alcoól.
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Cria-se uma disciplina de Português/Matemática. Quando alguém lembrar que isso não faz sentido, colocam-se dois professores: um para cada área. Na próxima crise decide-se que a disciplina deve ficar com um só professor. Se alguém lembrar que os professores de português não estão habilitados para dar matemática e vice-versa, diz-se que essa pessoa só se está a opor a uma sensata medida de poupança.
E depois ainda há quem se queixe do estado do ensino em Portugal.
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O que é EVT?
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Educação Visual e Tecnológica. Uma criação à Portuguesa
Por sinal eu não percebo muito do assunto, mas se quando eu estive a trabalhar na Dinamarca, os filhos do meu vizinho tinham Desenho(1 professor) e Trabalhos Oficinais(1 professor), parece-me bem lógico que uma criação que mistura as duas áreas tenha 2 professores.
Se formos para comparar gastos inúteis, prefiro muito mais ter 2 professores a tratar de 30 malcriados do que pagar mais de 50 milhões em gastos de marketing inúteis do Min Educação.
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Na Dinamarca??? O mesmo país que se sabe agora que também teve um (digamos assim) crescimento negativo do PIB…. certamente foi por ter dois teachers para a mesma disciplina.
Só me pergunto, serão assim as duas disciplinas assim tão importantes ao nível curricular? Que é necessário ter dois professores?
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Mesma disciplina? Desde quando Desenho é o mesmo que Trabalhos Oficinais? Desde quando eu coloco um empregado da minha empresa, especialista em fresagem, a desenhar as peças em Autocad?
Até eu, que nem percebo muito destes assuntos educacionais, percebo a necessidade de ter 2 professores. Agora se é necessário ter os dois na mesma sala e na mesma disciplina, isso até se pode discutir. Mas as duas são importantes (até certo ponto). Discussão só com especialistas, que as opiniões são como as vaginas, já dizia o Herman nos seus bons velhos tempos. Já estou farto dos tudólogos que pululam por todo o lado, irra!
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“Só me pergunto, serão assim as duas disciplinas assim tão importantes ao nível curricular?”
Depende. Para uma formação de qualidade, são. Se for para uma formação qualquer, assim do tipo entreter os miúdos até serem grandes, não.
“Que é necessário ter dois professores?”
Educação Visual só vagamente tem a ver com a Educação Tecnológica. Misturá-las na mesma disciplina é assim como misturar Literatura e Informática, por exemplo. Afinal até se pode ler um romance na net, pelo que as duas disciplinas têm tudo a ver, claro. Depois arranja-se um professor que dê tudo e temos um ensino de qualidade.
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EVT? Aquilo era um aborto, uma nódoa, uma excrescência absolutamente inútil. Só os sindicatos da esquerdalha podiam ver virtudes naquele lupanar imundo.
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Pois é! E ainda dizem que com o PSD será diferente.
Qual é mesmo a diferença? Importam-se de explicar?
É que aquilo que vemos é mais do mesmo, basta estar na oposição e tudo quanto venha do governo é para mandar abaixo.
Eu não sei se se justificam 2 professores para uma mesma disciplina, também não conheço o curriculo da mesma, agora o que eu sei (vejo!) é que a posição nunca é de diálogo, de confronto de ideias sereno e profundo. Prefere-se disparar primeiro e perguntar depois. É preciso é que sobre alguém para responder no fim.
Carlos Simões
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Lá vem o A.R com o seu fundamentalismo corânico.
O que ele quer é madrassas!
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Mas… não existe uma licenciatura em EVT? Parece que sim! Então o licenciado em EVT está capacitado para leccionar a EV e a ET. Ou será que não?!
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Eu ainda sou do tempo da disciplina de EVT, e sinceramente sejamos práticos, eu concordo com a existência da disciplina, porque no pior das hipóteses dá umas bases para estudantes que queiram seguir no ensino secundário(no curso de artes). Contudo se me perguntarem se foi mais fácil para mim ter dois professores, digo que me foi completamente indiferente/irrelevante, a solicitação para dúvidas não era muito necessária, até porque a dificuldade da disciplina era mínima. No entanto, se o Min. da Educação entende que é muito bom para a educação, ter um professor a auxiliar os alunos nos trabalhos, enquanto o outro fica a ‘coça-los'(e acreditem é isto que acontece), eu entendo perfeitamente!
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A partir do momento em que se junta Desenho e Trabalhos Oficinais na mesma disciplina, é natural que tenham dois professores – nem que seja porque tenho fortes suspeitas que o tipo de pessoas que se interessa por desenho e artes gráficas é muito diferente do tipo que se interessa por electricidade e mecânica (quase que apostava até que haverá um diferença de “género” significativa entre esses dois tipos de pessoas)
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Isto são peanuts. Completamente irrelevante.
O que interessa é quem fica com o Dinheiro. E quem fica com o Dinheiro é o Estado Soci@list@ e Corporativo. Não as pessoas.
Ou seja neste momento o único pode escolher é o Ministério da Educação Soviético.
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Os professores e as professoras sempre gostaram de far aulas em casal… A razão principal é terem maneira de brincar aos namorados em públco… As consequências, são as que se sabe, só que hoje já não se diz “pares de cronos”…
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O problema é que os professores que leccionam EVT têm, em muitos casos, a mesma formação: licenciatura em EVT tirada nas ESE´s, curso existente desde os finais de 80.
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Como diz o Madeira, se a aula é de desenho/artes gráficas, mecânica e electricidade, acho que em vez de dois deveriam ser três profs, pois mecânica e electricidade são um bocadinho diferentes.
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Bom post! Sou professora e acho que o ME faz muito bem. A Área Projecto é uma aldrabice, ninguém faz nada de útil. O Estudo Acompanhado é outra aldrabice (na minha escola mandaram-me pôr os alunos a jogar MONOPÓLIO). A EVT não serve para nada e os dois professores serve apenas para, enquanto um descansa o outro trabalha.
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Completamente de acordo.Cortar inutilidades.Devem ser as poucas medidas acertadas que se tomaram.
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Bem, há uns 12 anos atrás, eu tive duas disciplinas: Educação Visual e Educação Tecnológica. Tinha um docente na primeira e dois na segunda. Pelos visto já juntaram as duas disciplinas e, dos três docentes iniciais, vai haver apenas um. Na minha opinião, não interessa quantas disciplinas, ou quantos docentes, existem. Pode-se aprender mais com um bom docente, em uma disciplina, do que com 3 em duas disciplinas.
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“O Estudo Acompanhado é outra aldrabice (na minha escola mandaram-me pôr os alunos a jogar MONOPÓLIO).”
Só um(uma?) idiota é que acha que não se aprende nada a jogar Monópolio. É, talvez, dos melhores jogos para aprender a não gastar desmesuradamente o seu e o dinheiro dos outros. Já para não falar em questões de economia e análise de custos.
Só a introdução da hipoteca no jogo e seu significado vale mais do que mil artigos de opinião de pseudo-entendidos em economiquês rosa
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Já agora, para não ser mais logo, também se podiam dispensar os ministros todos, já que Sócrates faz o trabalho deles todos…sempre se poupava “algum” e ficava mais barato. Onde é que já se viu um disparate destes, pôr um professor a ensinar duas disciplinas distintas…só mesmo neste país de sucateiros. Nas escolas e professores nunca, mas mesmo nunca, se deve cortar o que quer que seja. Querem cortar? cortem no TGV, e façam obras nas escolas, e coloquem sanitas que faltem, para que os miúdos não tenham que andar a urinar nos caixotes do lixo. Tudo quanto seja investir em educação deve ser incentivado. Temos um país atrazado porque isso só interessa aos poderes instituidos, por isso somos pobres, já era assim no tempo do Salazar. Se calhar sou eu que sou burro… sei lá.
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Governação com dôlo
Se esta disciplina não tem razão de ser, nas palavras da ministra, porquê só passados 6 anos desta desgovernação socialista se resolve acabar com ela?
Se pactuaram com uma inutilidade todos estes anos (deitando dinheiro à rua) é porque a razão agora invocada para acabar com ela não corresponde à verdade (que talvez seja tapar os buracos que os investimentos ruinosos vão provocar este ano).
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Como sempre, a grande maioria dos portugueses pergunta “para que é que isto serve?”. A única coisa que lhes interessa é receber o dinheirinho directo no bolso; querem lá saber de conhecimento, de cultura, de competências e muito menos de artes. Uma escola a sério ficava bem composta com disciplinas simples e objectivas sem precisar dessas invenções do eduquês. E, já agora, era bom que se apostasse a sério no ensino artístico e se deixasse de tratar as disciplinas de Educação Física, Educação Musical, Educação Visual e outras, como disciplinas de segunda. Agora, Área de Projecto e Estudo Acompanhado são uma treta. Na prática, os conteúdos dessas disciplinas são e devem ser abordados em todos e qualquer disciplina. Em qualquer disciplina se deve desenvolver projectos (por pequenos que sejam) e se deve estudar.
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