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Quem não tem dinheiro não tem vícios. E não pode ter Sócrates

25 Março, 2011
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Levantou-se da bancada do Governo, virou as costas aos deputados, fugiu escadas abaixo, rapidinho, evitando os jornalistas. A forma como Sócrates se comportou durante o debate parlamentar mais importante da sua vida política – o debate parlamentar que terminaria num voto que o levaria a pedir a demissão – é mais reveladora do que mil discursos.

Este primeiro-ministro nunca esteve à altura do lugar a que, por circunstâncias fortuitas da nossa história política, chegou. No dia em que caiu, no momento em que o seu Governo ruía, na hora em que abandonou os seus ministros durante um debate crucial, deixou ver, com mais nitidez, o seu rosto de autocrata.

Se houvesse alguma dúvida de que não era mais possível suportar uma “situação” sustentada apenas na chantagem e no desprezo pelas mais elementares regras da democracia, o gesto final deste tiranete vindo das Beiras encarregou-se de a desfazer.

Há mais de três anos, em Janeiro de 2008, numa altura em que o país bem-pensante ainda andava embeiçado pelo personagem, António Barreto, num artigo de opinião no PÚBLICO, escrevia: “Não sei se Sócrates é fascista. Não me parece, mas, sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições. Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação. No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu Governo”.

Em 2009, os portugueses tiraram-lhe a maioria absoluta, mas não aprendeu nada nem mudou o que quer que fosse na sua forma umbiguista e corrosiva de exercer o poder. É por isso que o que aconteceu quarta-feira na Assembleia estava escrito nas estrelas: “isto” não podia durar para sempre.

O que se passou nos meses, anos, em Portugal tem sido trágico. Houve mentira: mentira sobre o real estado do país; mentira sobre as nossas obrigações internacionais: mentira sobre os êxitos e os fracassos; mentira sobre os objectivos políticos, económicos e orçamentais. Evoluiu-se de mentira em mentira, negando de forma persistente a realidade e insultando todos os que, mesmo timidamente, tentavam evitar o desastre.

Houve corrosão dos hábitos democráticos: pressionou-se o sistema judicial, quando não se interveio mesmo directamente; procurou-se limitar as liberdades; desvalorizou-se a ética; promoveu-se o chicoespertismo; levou-se o clientelismo a limites antes desconhecidos; menosprezou-se a importância das virtudes públicas; planeou-se tomar de assalto órgãos de informação; promoveu-se o lambe-botismo ao mesmo tempo que se perseguia e tentava isolar todos os eventuais discordantes.

Houve cegueira económica: gastou-se dinheiro no que era supérfluo mas alimentava os amigos; cortaram-se despesas de forma pontual e ineficaz por ausência de uma visão de conjunto; procurou dizer-se aos empresários onde deviam e onde não deviam investir; apoiaram-se os amigos e os que prestam vassalagem e fez a vida negra aos independentes e aos que não abdicaram da sua liberdade; fingiu-se que se mudavam algumas leis para que, no essencial, tudo ficasse na mesma.

 

Um dia se fará a história destes anos, e estou em crer que, quando tal for feito, os vindouros se interrogarão: mas como foi possível? Como pode Portugal cair em tais mãos e mostrar uma tal incapacidade de sacudir esse jugo asfixiante? A resposta passará, obrigatoriamente, pela história da rendição à lógica do poder pelo poder e do lugar pelo lugar de um grande partido da democracia portuguesa, o Partido Socialista.

Há mais de um ano, a 12 de Fevereiro de 2010, escrevi no Twitter: “Ou há um sobressalto no PS, ou estamos num beco sem saída. É tempo de perceber que Sócrates já não faz parte da solução, mas do problema, até do PS”.

O que surpreende é o PS ainda não ter percebido isto e agarrarse à esperança de que ainda pode salvar lugares e mordomias (não tenhamos dúvidas que é já só por isso que se batem os barões, os baronetes, os boys, as girls, os aparelhistas e todas as inúmeras clientelas do partido) atrelando-se à retórica catastrofista do líder.

Sócrates tornou-se parte indissociável do problema no momento em que transformou o exercício minoritário do poder num permanente jogo de chantagens e de enganos que destroçou mesmo a melhor das boas vontades do PSD. Responsável pelas políticas erradas que aceleraram a corrida de Portugal para o desastre, o primeiro-ministro viveu em permanente estado de negação, e é isso que justifica a vertiginosa sucessão de PEC.

Pior: ao reduzir a política ao golpe baixo e à facada nas costas, ao rodear-se de uma camarilha de trauliteiros ágil no insulto, habilidosa na manipulação e totalmente desavergonhada, capaz de jurar num dia pelo que apostrofava na véspera, Sócrates não deixou nenhum espaço para qualquer convergência ou acordos, apenas para rendições ou prestações de vassalagem.

É por isso que é ensurdecedor o silêncio de um PS que nos surge hoje tão obediente como acéfalo. Os dedos de uma mão chegam para contar os que foram capazes de levantar a voz, o que choca, sabendo-se que o PS já foi, no passado, um partido vivo e de gente de espinha direita.

Agora é um partido de zombies amestrado na retórica difundida pelos blogues anónimos de apoio ao Governo, um partido que engole em seco todos os abusos e só se mobiliza quando alguém apela aos seus instintos mais tribais. Um partido que elogia a “combatividade” de Sócrates sem sequer se aperceber que essa combatividade está centrada no “eu” que ele repete a cada passo dos seus discursos, que isso é um elogio a um marialvismo bacoco e de vistas curtas, é um partido que não alcança que a combatividade não é um valor em si mesmo, podendo até ser um factor de corrosão e de agravamento de desastres anunciados (quem duvide que reveja o filme sobre os últimos dias de Hitler).

Enquanto Sócrates continuar à frente do PS, nunca este partido poderá fazer parte de uma solução alargada para Portugal – e quero acreditar que até no PS já ninguém acredita que o país possa sair do actual buraco sem um esforço que envolva uma ampla coligação de forças políticas e sociais. Porém, no PS, ninguém se move, talvez com receio da ira do autocrata, esse autodenominado “animal feroz”.

 

É por isso que não são muitos os caminhos que se abrem aos eleitores. Nas próximas eleições escolherão entre o sectarismo suicida de Sócrates (já que o PS se deixou reduzir à condição do “partido de Sócrates”) e a possibilidade de encontrar um caminho alternativo que, podendo e devendo incluir também os socialistas, terá sempre de se fazer sem o actual primeiro-ministro e em ruptura com o seu estilo de impor ao país a sua vontade.

A escolha não será entre mais ou menos austeridade: a austeridade é um destino a que não podemos escapar, pois necessitamos mudar profundamente a nossa forma de viver para poder voltar a ter esperança e a ver a economia crescer. A escolha também não pode ser reduzida à dicotomia Passos Coelho versus José Sócrates, pois aquilo de que o país necessita é de algo mais do que optar entre dois chefes partidários – tem de poder escolher entre mais do mesmo ou uma mudança baseada numa maioria ampla.

Nos últimos anos, nos últimos meses, nos últimos dias, uma imensa sucessão de erros de política económica e orçamental colocaram Portugal na posição do mendigo de mão estendida. Há muito que temos de mudar de vida, não apenas fingir que mudamos de vida. Com ou sem queda do Governo, Portugal colocou-se numa situação em que o recurso à ajuda externa é a melhor solução para evitar, a cada ida ao mercado da dívida, acrescentar mais peso excessivo ao serviço da dívida.

A opção não é por isso entre Sócrates ou… finis patriae, pois em finis patriae já estamos – a opção é entre um suplício de Tântalo suportado em nome do imenso orgulho pessoal de José Sócrates e um caminho a percorrer por líderes mais humildes e mais respeitadores das regras democráticas.

Há quem diga que, mesmo assim, Sócrates pode voltar a ganhar. Poder, pode. Mas então só poderemos recordar Sertório: no Ocidente da Península vive um povo que não se governa nem se deixa governar.

Público, 25 de Março de 2011

91 comentários leave one →
  1. Observador permalink
    25 Março, 2011 23:21

    PARABÉNS!
    Simplesmente, BRILHANTE!!!

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  2. Golp(ada) permalink
    25 Março, 2011 23:25

    Retirado do ecotretas:
    “1º A tecnologia eólica vem da Alemanha de Merkel
    2º Merkel e Sócrates foram ministros do ambiente na mesma altura.
    3º Foi Merkel que vendeu esta tecnologia a Sócrates?
    4ª o PEC 4 foi um favor de Merkel a Sócrates ou vice-versa?
    5º Os chamados custos políticos são os encargos às tarifas por decisão do governo e que não resultam directamente da actividade de produção e venda de electricidade. As componentes que mais pressionaram os preços em alta foram o sobrecusto com a produção em regime especial (PRE), um prémio pago à energia eólica e à cogeração, e os pagamentos às centrais convencionais para as compensar de um preço de energia baixo nos mercados grossistas (os CMEC). Só no primeiro caso, o prémio em relação aos preços de mercado deverá ultrapassar em 2011 os mil milhões de euros, o que traduz uma subida de 25% face a 2010. O aumento da produção de energia eólica é o principal responsável pelo agravamento da factura.”
    .
    Lembrar que pagáva-mos uma bagatela à França pela electricidade.
    O exemplar desgoverno deste PS, agora com 43% de pagamento da factura em taxas da treta.

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  3. João Santos permalink
    25 Março, 2011 23:52

    Mais um texto gigantesco e cansativo, mas generosamente errado no diagnóstico dos anos do socretismo. O que escreve sobre esses anos a retratar a bandalheira nacional alonga-se até à arribada da última nau do império, a que foi a Bruxelas desencadear o tsunami de biliões que nos inundam há um quarto de século. Tudo o que aponta agora de enviezado e bandalho tem data anterior, senão muitíssimo anterior, mesmo de séculos. E branquear alguns séculos talvez seja bom para a auto-estima, mas branquear a memória do presente não serve o esclarecimento das pessoas. Em 1986 entrou-nos pela porta adentro a CEE e os tais biliões, mantendo-se o velho paradigma do viver à custa dos recursos alheios. E quem estava nessa altura no comando da nau e nela se manteve por uma década, absolutamente nada fez para alterar tal paradigma. Passamos, gostosa e colectivamente, à condição irresponsável de gastadores compulsivos. Não foi portanbto apenas sob a batuta do Sócrates. Foi toda a gente, desde as mais altas esferas do estado, a apadrinhar e promover essa rebaldaria. Bancos, empresários e muitos particulares a esfregar as mãos. E agora do que se trata é simples: voltar a viver em consonância com as nossas possibilidades, pessoais, familiares, empresariais e estatais. E isso, em Portugal, só à força. E a força, para nos extrair desse lodaçal de décadas tem que vir de fora. Chama-se FMI, pois claro.

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  4. Golp(ada) permalink
    26 Março, 2011 00:18

    Quanto aos juros da divida publica não o paguem.
    A Alemanha e a França não o pagaram varias vezes.
    Que paguem os especuladores.

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  5. Arlindo da Costa permalink
    26 Março, 2011 00:18

    Sócrates, ao pé dum dos seus antecessores, agora no cadeirão presidencial, é e tem sido um anjinho.
    Memória, é coisa que os portugueses não cultivam em especial.
    Para eles, a culpa é sempre do que vem de trás. Antes era o Rei. Depois o Afonso Costa, o Sidónio, o Salazar, o Spínola, o Vasco Gonçalves, o Eanes, o Mário Soares, and so one.
    Agora é a vez do Sócrates, o tal que não se verga à moleza, à malandrice e ao tradicional vira-casaquismo tuga.
    Já ninguém se lembra da arrogância, prepotência, soberba e falta de espírito democrático do mentor da actual confusão politica em Portugal, quando foi PM de 1986 a 1995, depois de ter deitado abaixo o Governo de Maioria de Mário Soares e do Prof. Mota Pinto, e que fez umas «florzinhas» com os dinheiros da CEE?
    Já ninguém se lembra das cargas policiais?
    Já ninguém se lembra do desprezo que ele tinha para com o parlamento, a comunicação social e as instituições culturais?
    Claro, já ninguém se lembra.
    Agora, é o Sócrates o objecto da catarse nacional.
    Pobre país. Pobre gente. Pobres élites que não valem um tostão furado no mercado da Ribeira!

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  6. Golp(ada) permalink
    26 Março, 2011 00:23

    diz o Arlinda:
    “Já ninguém se lembra das cargas policiais?”
    .
    Lembro-me também do PS mandar tanques contra os agricultores em Ourique.
    TANQUES!!!
    .
    Vai dar banho ao cão, e lava a tua língua, Arlindo da treta.

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  7. Arlindo da Costa permalink
    26 Março, 2011 00:32

    Basta ver o que aconteceu hoje na AR – a propósito da avaliação dos professores – para percebermos o que a sociedade portuguesa, incitada pelos «opinion makers» de ocasião, quer.
    O que a maioria dos portugueses quer é desleixo, balda, não querem ser controlados nem avaliados.
    Cada um quer o seu quintal e o seu quinhão à custa dos outros.
    Fazer reformas estruturais e progressistas nesta língua de terra é mais dificil do que converter os líbios ao cristianismo!
    Não é por acaso que Portugal tem a esquerda (PCP), a extrema-esquerda(BE) e a «direita» (CDS) mais retrógada, conservadora e troglodita de todo o planeta.
    Quanto ao PSD, aquilo verdadeiramente não é um partido. É um albergue espanhol onde todos dormem com todos. É mais uma associação de profissionais à procura do pote…

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  8. BST permalink
    26 Março, 2011 00:43

    Lembro-se que Eça (n’A Ilustre Casa) diz que todos os políticos gostam que lhes chamem ditadores. Creio que Sócrates não merce que se lhe dê esse motivo para satisfação. Sempre me pareceu um mero abusador, como esses feitores que tratavam mal os restantes criados da quinta na ausência dos senhores.

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  9. oberon permalink
    26 Março, 2011 01:12

    o curioso é que este texto, salva as flagrantes anacrocidades, podia ter sido escrito pelo Gil, pelo Eça ou pelo… próximo

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  10. Kafka permalink
    26 Março, 2011 01:17

    O Arlindo e o João estão de Serviço à cantina

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  11. Leme permalink
    26 Março, 2011 01:29

    Há idiotas que são suponamente parvos. O Arlindo é um deles.

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  12. Leme permalink
    26 Março, 2011 01:39

    A SIC Notícias já começou a atacar o Pedro Passos Coelho com uma entrevista conduzida por uma gajómetra armada em boazona que quis subjugar o entrevistado.

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  13. pedro permalink
    26 Março, 2011 01:57

    Post muito bem escrito!
    E como já comentei em posts anteriores:
    – o fujão Sócrates parece o Hitler no bunker no fim da 2ª guerra mundial, um louco completamente alheado da realidade que move dinheiros que não existem como o outro movia divisões já inexistentes para defender o reich.
    – os socretinos idiotas que o continuam bovinamente a defender (comentador Arlindo & C.ª) ainda não se apreceberam que não passam dos imbecis úreis que o fujão usa para se safar… e o fujão usa-os, aproveita-se, trata da vidinha e ainda os goza!
    Uma comédia no meio da tragédia…

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  14. pedro permalink
    26 Março, 2011 01:58

    * úteis

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  15. 26 Março, 2011 02:20

    Bravo, José!

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  16. lucklucky permalink
    26 Março, 2011 07:50

    A pessoalização continua… é pouco relevante que Sócrates faça coisas feias ou seja mal educado. O que é relevante é destruição que a ideologia de Sócrates provoca.

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  17. Epá permalink
    26 Março, 2011 08:07

    A naturza é pródiga, não precisa de plantar parvos, eles nascem de geração espontanea. Não se imponha rigor que não é necessário! Continuem com o silêncio como “o gente grande” continua a querer impor que o “cemi-entendes das tabuletas” é já ali, mal grado as promessas de umas mantas mal amanhadas de última hora.

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  18. João Santos permalink
    26 Março, 2011 08:20

    Nesta coutada laranja, com tanta gente em bicos dos pés para a festança de tachos que se avizinha, a cegueira política é confrangedora. Basta tocar nos seus deuses de ocasião, desde o falecido num desastre de avião e que esses ajoelhados mentais usaram para baptizar um aeroporto, até ao supremo magistrado de turno, sob cuja égide, nos idos da adesão à europa, começaram a chegar a Portugal as primeiras gigantescas vagas de dinheiros alheios. Sócrates é agora o bombo da festa e isso é excelente, merece com todas e só é pena as que caem ao chão. Mas esta gente não tem estofo, nem distanciamento crítico, nem isenção para julgar sequer uma pulga. E cospem como quem escarra, no seu anonimato merdoso, supondo-se que uns aos outros se conhecem, pois os tachos que agora se avizinham já há três décadas que giram entre mãos da mesma laia. Fiquem bem.

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  19. Eleutério Viegas permalink
    26 Março, 2011 08:21

    Tenho pena que não tenha sido corrido com arremesso de ovos e tomates podres.
    Mas ainda não estou descansado! Não se pode incinerá-lo?

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  20. João Santos permalink
    26 Março, 2011 08:29

    Fiquem mal.

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  21. tina permalink
    26 Março, 2011 09:12

    Que bem escrito jmf.

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  22. 26 Março, 2011 09:16

    Estes copy-pastosos de página de jornal, são no mínimo desrespeitosos do formato bloguístico.
    Lá artigos de coluna, como CAA ou JM (DN), ainda se mastigam, apesar de retrasados.
    De página inteira, é abusivo da pachorra d’outrém, muito especialmente quando vertem publicidade, como a presente peça.
    Depois foi buscar uma frase de a Sertório para rematar, culpando o povo por não o escolher a ele, ou os seus iguais.
    E vendia este senhor jornais.

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  23. JFP permalink
    26 Março, 2011 09:26

    jmf1957 é um daqueles portugueses que se convence que tem coisas a ensinar à plebe que, falha de capacidade cognitiva, o obriga a repetir-se continuamente.
    Só o conheço do jornalismo, mas pude testemunhar a desgraça a que conduziu o PÚBLICO que ainda o alberga como à portentosa HM.

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  24. Pi-Erre permalink
    26 Março, 2011 09:28

    Isto não vai lá com maiorias amplas e outras cataplasmas do mesmo género.
    Isto só lá vai quando o Estado deixar de ser intervencionista e for completamente afastado dos assuntos da Economia, ainda que isso possa demorar séculos.

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  25. Martins permalink
    26 Março, 2011 09:35

    Ei tanto medo do Sócrates!

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  26. Patrício permalink
    26 Março, 2011 09:40

    “José Sócrates imaginou que se podia fazer política em Portugal com um mínimo de decência e sentido da responsabilidade.”
    Leonel Moura, colunista do Jornal de Negócios, sem se rir.

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  27. 26 Março, 2011 09:59

    Sócrates só não procede à Kadhafi ou Chavez porque não pode. É uma injustiça, não acham?
    Quanto ao Leonel Moura, citado pelo comentador Patrício, é um chucha a cair da tripeça, que está convencido de que é artista e sabe pensar, duas absolutas mentiras.

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  28. José Pinto Basto permalink
    26 Março, 2011 10:24

    Paga quem manda.
    Manda quem paga.
    E quem paga é o patrão.
    Sócrates é um funcionário público eleito para exercer determinada função.
    O patrão de Sócrates é o Povo.
    Nenhum funcionário público toma decisões à revelia do patrão. Sócrates fê-lo.
    Sócrates pensa que é dono do País.
    Quem elegeu Sócrates não foi Merckel nem os alemães.
    Quem paga a Sócrates não é Merckel nem os alemães.
    Sócrates foi um incompetente.
    Sócrates escondeu as contas aos portugueses.
    O PEC IV veio na sequência da auditoria às contas feita pelo BCE e Comissão Europeia, que encontraram aqui um enorme buraco, resultado da sua incompetência.
    Sócrates jurou lealdade aos portugueses e foi prestar vassalagem a Merckel e aos alemães.
    Krugman, prémio Nobel da economia, diz que Sócrates é burro, por cortar nas despesas numa altura em que o desemprego é elevado.
    E…para que enfadados senhores não sejam, ponho aqui fim ao “arrazoado”.

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  29. Francisco Colaço permalink
    26 Março, 2011 10:57

    João Santos,
    .
    Se Portugal é coutada de alguma coisa, é do Partido Xuxalista, aprestado nestes dias ao lugar de esbanjador das nossas riquezas. Queira ou não admiti-lo, a culpa da crise é exclusivamente rosa. Não pode culpar a oposição pelos buracos nas contas, pelas delongas de pagamentos aos fornecedores ou pelo arrendamento ao próprio Estado de imóveis do Estado, pela profusão de institutos impúdicos e de esfodações com dinheiros públicos (erros intencionais).
    .
    Não se exima das responsabilidades dos seus correligionários. Foram esses energúmenos que levaram o país à bancarrota (lá chegaremos, para minha vergonha), esforçando o povo para uma nova casta de oligarcas canalhas e mafiosos lucrarem desalmadamente.
    .
    Se não tem péias em inverdadar, pelo menos tenha vergonha das companhias que mantém. Pelos amigos se conhece o indivíduo. De si, fico com a idéia de ser um pobre iludido, um tenebroso mafioso ou um empaulado sicofântico. Escolherá uma das três que o descreva melhor, abdicarei das que não indicar.

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  30. Francisco Colaço permalink
    26 Março, 2011 11:02

    João Santos,
    .
    Lembre-se das táticas velhas: Não estou aqui para demonizar César, mas para o enterrar. Táticas como a que usa são de antanho e creio que pensa que os comentadores aqui não leem os clássicos ou que têm a capacidade intelectual de uma amiba. Nunca pensai isso nem em relação aos meus adversários.

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  31. Francisco Colaço permalink
    26 Março, 2011 11:07

    Da-se,
    .
    O Sócrates pode ser um energúmeno e fazer ameaças e jogo duro. Contudo, nunca me foi corrente que tivesse ameaçado de morte ou que tivesse concretizado tais coisas em relação aos seus adversários.
    .
    Comparar Sócrates a Kadafi (grafem-no como quiserem) ou a Chávez é injusto. Ele já fez tanto para que o tenhamos em despeito (ou em guarda à vista) que não necessitamos de levar os seus defeitos onde nunca existiram nem se manifestaram.
    .
    Se no entanto o José Manuel Fernandes tiver sido ameaçado de morte (ele, pois é o verdadeiro némesis do actual primeiro-ministro), que tenha a bondade de o manifestar aqui e mudarei a minha opinião.

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  32. 26 Março, 2011 11:15

    “Presunção e água benta cada um toma a que quer”
    Ninguém por aqui lê os clássicos excepto o Chico.

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  33. orabolas permalink
    26 Março, 2011 11:27

    Só uma pequena nota: continua a considerar-se a cogeração como parte do problema com os sobre custos com a energia, esquecendo-se que a cogeração permite poupanças de energia primária, tipicamente superiores a 20% (por baixo), sendo portanto parte da solução e não do problema.

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  34. campos de minas permalink
    26 Março, 2011 11:27

    jmf exibe publicamente, de forma despudorada, todo o seu RESSENTIMENTO…
    por muitos méritos que tenha nunca passará duma figurinha, daquilo a que f nietzsche chamava «o homem débil».

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  35. Tiradentes permalink
    26 Março, 2011 11:31

    Claro que não!!!!
    Kadafi apesar de morfiómano é educado, não é um menino birrento que à contrariedade dele atira telemóveis à parede.
    Kadafi cresceu o nosso não.Continua o menino mimado que se não lhe fizerem as vontades entra em birra.
    Também continua a achar que aquilo que ele pensa é sempre o certo e mal de quem possa ter a veleidade de pensar diferente e muito menos de manifestar esse pensamento.
    Aqualquer contrariedade põe de fora o ser malcriado que é. Ele é atrasos ele é não assumir o seu lugar na ordem dos cumprimentos, ele é levar para Bruxelas como definitivas as propostas a discutir e passar o ínus da prova para o adersario.
    Entretanto responsabiliza os outros por 60% da divida soberana que ele próprio faz.

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  36. 26 Março, 2011 12:03

    Francisco Colaço,
    Convém ler antes de comentar.
    Eu não comparei o falso engenheiro a Kadhafi ou Chavez.
    Apenas disse que, se pudesse e o deixassem, nesta emergência o sujeito agiria como eles. Porque manifestamente não é um democrata.
    Entendido?

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  37. Bulimunda permalink
    26 Março, 2011 12:04

    JÁ EXISTEM VÍDEOS DE PRÉ CAMPANHA DO PS..E COM PHOTO SHOP…

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  38. 26 Março, 2011 12:05

    campos de minas,
    Diz V. que o autor do post não passa de uma figurinha.
    Já V., pelos vistos, é um figurão.

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  39. Francisco Colaço permalink
    26 Março, 2011 12:06

    Campos de Minas,
    .
    Alguns aqui considerarão o José Manuel Fernandes um dos mais aptos jornalistas portugueses, quando tantos, para que os não aborreçam, se limitam a repetir e enquadrar os textos que saem do Largo do Rato e dos vários ministérios.
    .
    De qualquer forma um ataque ad hominem é aqui descabido. Pode ou não, Campos de Minas, refutar alguma coisa do que terá sido dito? Há factos inconsistentes com a realidade? Análises obtidas por tortuosas manigâncias?
    .
    Lembre-se: Pelos seus frutos os conhecereis. Um jornalista que pensa por si, para além de uma raridade nos dias dos licenciados em jornalismo vomitados com pergaminhos em couro de burro e vontade de ficar na máquina sem se chatear, é um valor dificilmente superável.
    .
    Na verdade preferiria ter um primeiro-ministro capaz e honesto que uma imprensa proba, vigilante e forte. Não tendo o primeiro, terei de prezar a última. De qualquer forma, creio que o José Manuel Fernandes não precisa de um campeão, especialmente um tão desadequado como eu. Tem, felizmente, falado por si estes anos todos.

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  40. 26 Março, 2011 12:08

    “virou as costas aos deputados”
    Pois. Virou-lhes as costas e mandou-os f.
    Tudo condiz, portanto.

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  41. Francisco Colaço permalink
    26 Março, 2011 12:10

    Piscoiso,
    .
    Quando a lógica descamba, ataca-se vil e inconsequentemente o homem, em vez das suas ideias:. Esse é o último refúgio de um covarde, e esperava mais e melhor de si.
    .
    Discordar não é atacar pessoalmente.

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  42. Francisco Colaço permalink
    26 Março, 2011 12:15

    Da-se:
    .
    Apesar de todos os defeitos que vejo no José Sócrates, alguns evidentes, outros que se calhar lhe invento ou imagino, nunca o imaginaria a enviar pessoas para a prisão por delito de opinião ou a enviar tropas contra o povo com ordem de matar. Pudesse ou não fazê-lo.

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  43. José Manuel Moreira permalink
    26 Março, 2011 12:19

    Excelente texto, como sempre
    JMM

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  44. João Santos permalink
    26 Março, 2011 12:24

    Francisco Colaço
    Não sou correligionário da chusma que está no governo, nem da que se apresta a entrar. O porno-centrão do alterne enterrou o país, alapou-se no estado que engordou até estravazá-lo em fundações, institutos, empresas municipais e por aí fora, atè às bandalhas parcerias público-privadas. Esta imundície é da responsabilidade exclusiva e PARTILHADA dos peésses e dos peéssedês. Adeus que vou pregar para outra mais educada freguesia. Até nunca.

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  45. 26 Março, 2011 12:56

    O comportamento de José Sócrates em todo este processo é uma lição do que em democracia um primeiro ministro não deve fazer, esqueceu o seu dever de respeitar as instituições democráticas, deveria ter gerido esta questão de outra forma, mas cada vez mais eu me convenço que desde o incicio que o intuito de Sócrates era o de provocar uma crise politica.

    http://brigadascinzacoelho.blogspot.com/2011/03/locutor-da-radio-comercial-vasco.html

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  46. 26 Março, 2011 13:02

    joão santos,
    volte, que as suas opiniões são uma lufada de ar fresco nesta latrina fétida e mal-frequentada!

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  47. A C da Silveira permalink
    26 Março, 2011 13:21

    Como sempre andamos preocupados com a arvore, mas não somos capazes de ver a floresta. E estas conversetas que por aí andam não contribuem nada para percebermos o que se está a passar.
    E o que se está a passar é “SÓ” isto: como é que a economia portuguesa, quer dizer o estado, as empresas, os bancos e as familias vão conseguir pagar 400 mil milhões de euros, ( QUTROCENTOS MIL MILHÕES) que é quanto devemos ao estrangeiro. Ou apenas o respectivos juros. E isto sem contar com o que está escondido, que parece que não se pode saber, a acreditar na 1ª pagina do Expresso de hoje.
    E se os japoneses vierem buscar à Europa, especialmente à City que é o mealheiro principal dos investidores nipónicos, o dinheiro que lá têm investido e necessario para reconstruir os estragos do recente terramoto, então é que vai ser o bom e o bonito. Já para não falar do milhão de milhões de euros( que raio de numero) que os paises europeus precisam este ano para refinanciar as respectivas dividas.

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  48. tina permalink
    26 Março, 2011 13:34

    “são uma lufada de ar fresco nesta latrina fétida e mal-frequentada!”
    .
    Deve ser por causa dos cócós que o Campo de minas vai largando aqui e ali.

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  49. 26 Março, 2011 13:41

    Ó Culaço,
    vc vem aqui tentando um chat.
    Não dou para esse peditório. Não vou descer ao seu insulto.
    Os meus comentários são para os autores dos posts.
    Excepcionalmente para os comentadores que se referem ao meu nick.
    Mas não quando se trata de assédio.
    Passe bem.

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  50. Francisco Colaço permalink
    26 Março, 2011 13:46

    Piscoiso,
    .
    A sua insistência com a dessinência do meu nome, na falta de melhor meio de me contrariar, faz-me pensar que neste momento deve estar rebentado em ódio. Isso faz-lhe mal ao coração e diminui-lhe as capacidades. Acalme-se por favor e comece a raciocinar.
    .
    Ou isso ou não aprendeu a escrever.

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  51. 26 Março, 2011 13:56

    eheheh
    Este Culaço é o máximo.
    Doenças de ódio e do coração…
    Escreva uma telenovela.
    Cuspa, escarre,
    vá ao médico.

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  52. Francisco Colaço permalink
    26 Março, 2011 13:59

    Tina,
    .
    Apesar de eu estar diametralmente oposto ao Campo de Minas, e nos tratarmos com algum chiste inocente (pelo menos espero, caso nos encontremos que me aperte a mão em vez do pescoço), ele tem direito à sua opinião. E todos temos o direito de a criticar, desde que o façamos com elevação, mesmo se por meio de algum sarcasmo.
    .
    É claro que preferiria que o Campo de Minas estivesse no nosso campo. Não está. Há sempre alguém que gosta de ser mortificado na ilusão, ou que se ri baixinho de nós, porque se aproveita da podridão. A esses senhores chamamos correntemente socialistas, socráticos, abrantinos ou na generalidade algum nome composto que questione a temeridade moral das suas progenitoras. Não obstante, vamos ter de os aturar numa sociedade democrática, pesando o facto de desejarmos secretamente para eles o que o Bin Laden deseja fazer aos criadores de suínos.
    .
    Rogo-lhe por isso que, respeitando o seu adversário, condição essencial para ganhar uma luta de argumentos, não questione a higiene pessoal ou os hábitos de evacuação do Campo de Minas, sugerindo eu que o faça por englobamento, questionando os hábitos de higiene pessoal de TODOS os socialistas, com a excepção providencial expressa para o leitor das suas farpas.

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  53. Francisco Colaço permalink
    26 Março, 2011 14:04

    Piscoiso,
    .
    Posso pelo seu anterior comentário considerar que se diz saudável, o que desde já prezo e aproveito para lhe desejar uma longa e feliz vida, na companhia dos seus.
    .
    Posso portanto inferir que nunca aprendeu a escrever correctamente?
    .
    Francisco Colaço

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  54. 26 Março, 2011 14:09

    passos admite aumento do IVA…

    no dia seguinte, m. relvas recusa aumento do IVA,secundado por sua eminência dom j jardim.

    carlos moedas pede auditoria às contas públicas.

    dois dias depois, passos diz que não vai pedir auditoria às contas públicas.

    passos diz que ajuda externa é necessária.

    alguns dias depois, passos diz que a ajuda externa não é precisa.

    …mas que se for, o governo em gestão que o faça.

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  55. Francisco Colaço permalink
    26 Março, 2011 14:13

    Campos de Minas,
    .
    Ainda assim, com todas as inconsistências que mostrou, o Pedro Passos Coelho não consegue ser tão móvel como o José Sócrates Pinto de Sousa!

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  56. 26 Março, 2011 14:16

    …apartados à nascença!

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  57. 26 Março, 2011 14:16

    ihihih
    O Culaço, infere que uma pessoa saudável
    nunca aprende a escrever corre(c)tamente.

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  58. 26 Março, 2011 14:18

    que será feito de Anti-Comuna que deixou os comentários blasfemos?…

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  59. tina permalink
    26 Março, 2011 14:22

    Sócrates é um BANDIDO que devia ser julgado pelos crimes cometidos contra a pátria. Também é um SEM VERGONHA que tentou calar a imprensa que se manifestou contra ele. O pvo português REPUDIA tal criatura como se vê hoje pelas sondagens que lhe dão menos de 25%. Graças a Deus, Sócrates também é HISTÓRIA.

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  60. Francisco Colaço permalink
    26 Março, 2011 14:28

    Tina,
    .
    Salazar era história até ser eleito o português mais ilustre do Século XX. O problema é que os povos que não aprendem os erros da história estão condenados a repeti-la.

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  61. Francisco Colaço permalink
    26 Março, 2011 14:32

    Campos de Minas,
    .
    Que eu saiba, o único deputado que não aceitou a reforma vitalício e o subsídio de reintegração na vida activa, duas imoralidades, não era do Bloco de Esquerda, nem sequer do Partido Comunista, nem do Socialista. Chama-se Pedro Passos Coelho.
    .
    Se é por calculismo ou por convicção, desconheço: não conheço o PêPêCê para o saber. Agora, que foi o único a fazê-lo e que essa atitude é meritória, é.
    .
    Tendo a valorizar as pessoas que se sacrificam à consciência, por identidade (sou igual).

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  62. Francisco Colaço permalink
    26 Março, 2011 14:35

    Piscoiso,
    .
    Infiro que nunca aprendeu a escrever correctamente, já que soletra mal o meu nome. Apesar disso, estou disposto a ajudá-lo: COLAÇO, com um O.
    .
    Decerto terá inteligência suficiente para se corrigir, caso contrário terei de inferir que também não lê escorreitamente.

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  63. 26 Março, 2011 15:39

    “…tiranete vindo das Beiras…”
    Que diferença haverá para jmf entre um tiranete vindo das beiras ou de outro sítio qualquer? Jmf devia saber ( e sabe com certeza …) que aquilo que as pessoas são ou fazem não tem nada a ver com o área geográfica donde “vieram”! De todas as áreas geográficas, raças, credos, condições sociais etc, etc, “vêm” todo o tipo de pessoas incluindo génios e idiotas! Com esta “tirada” jmf é seguramente um exemplo claro de um idiota vindo de um determinada área geográfica, qualquer que ela seja, e que, para o caso, nada interessa! Uma coisa me parece certa: tanto jmf com sócrates são dois “burgessos” que o são o que são, não pela áreas geográficas de onde vieram quaisquer que elas sejam, mas sim pelo do facto de nunca terem feito nada de relevante na vida que lhes tenha conferido experiência, senso, tacto para para dirigir um país, quanto mais para avaliar e opinar sobre o que quer que seja com mínimo de credibilidade.

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  64. Leovegildo permalink
    26 Março, 2011 15:42

    «á quem diga que, mesmo assim, Sócrates pode voltar a ganhar. Poder, pode. Mas então só poderemos recordar Sertório: no Ocidente da Península vive um povo que não se governa nem se deixa governar.»

    esta treta pseudo histórica ainda perdura: Portugal é fruto da reconquista levada a cabo pelos herdeiros do reino suevo-visigótico da gallaecia. não tem nada a ver com os lusitanos. quando muito seria válido para o entro-sul, nunca para o norte que nunca foi lusitano.

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  65. 26 Março, 2011 17:22

    O comportamento do Piscoiso nesta caixa de comentários revela bem o nojo de pessoa que é.
    Livra! Ainda bem que, segundo presumo, mora longe. De outro modo, não se suportaria o cheiro.

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  66. 26 Março, 2011 17:27

    Gente tão destituída de inteligência como os arlindos, os piscoisos, os campos de minas, etc., só podia ser apoiante do falso engenheiro, é claro.

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  67. Jorge Cid permalink
    26 Março, 2011 17:32

    Este imbecil ter chegado a diretor de um jornal, constititui, segurament,e um dos maiores enigmas da humanidade.
    Digo eu, que não conheço Sócrates de lado algum.

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  68. permalink
    26 Março, 2011 17:51

    Acho que devemos pedir ajuda ao FMI o mais rapidamente possível antes que o dinheiro do FMI também acabe. É que há muitos países a afundarem-se ao mesmo tempo.

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  69. Leme permalink
    26 Março, 2011 18:32

    Francisco Colaço,
    Os socialistas, em que o camarada Sócrates se engloba, são muito bem capazes de seguir o exemplo dos soviéticos e mandar quem não os aceita para uma Sibéria qualquer.
    Não há dúvidas de que se trata de uma cambada de filhos da puta.

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  70. Francisco Colaço permalink
    26 Março, 2011 19:27

    Leme,
    .
    Desde a sua fundação que o PS tem sido um partido tão democrático como filho da mãe. Podemos questionar a honestidade dos socialistas, porém dificilmente se pode questionar a sua democracia.
    .
    Uma crítica errada desacredita noventa e nove certas. Critiquemos o Sócrates pelo que fez de mal, e já não foi pouco, e apenas por isso, para não nos desacreditarmos a nós próprios.
    .
    Pelo menos dê-me o prazer de concordar que sou aqui dos que mais causticamente trata o Partido Socialista e o seu secretário-geral, o José Sócrates de má memória e péssima presença. E que não poupo nos chistes e nos adjectivos. E que tenho dele bem pior opinião que o Piscoiso de mim. Uma dessas opiniões é plenamente justificada pelos factos. Deixo a si, caro Leme, descobrir qual.

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  71. 26 Março, 2011 19:37

    «Uma crítica errada desacredita noventa e nove certas. Critiquemos o Sócrates pelo que fez de mal, e já não foi pouco, e apenas por isso, para não nos desacreditarmos a nós próprios.»
    Francisco Colaço,
    hum, parece remorsos…

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  72. 26 Março, 2011 19:40

    o daniel oliveira escreve este dito, tirado a talho de foice:

    «A Marktest dava 71 por cento dos votos a Cavaco Silva, a três meses das eleições. A Marktest dá 47 por cento dos votos a Passos Coelho, a três meses das eleições»

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  73. Beirão permalink
    26 Março, 2011 19:41

    Obrigado jmf pela sua clarivedência sobre o Grande Aldrabão que, sem um átomo de vergonha nas fuças, tem o desplante de rir-se dos Portugueses recandidatando-se a chefe daquela seita assaz bivina do Largo do Rato (e, pelos vistos, com vitória assegurada à Coreia do Norte com cerca de 100% dos votos), depois das safadezas que fez a Portugal e que, seguramente, levarão décadas a tentar-se remedeá-las. Desde o Costa Cabral que não havia um primeiro-ministro tão odiado em Portugal. Como foi possível que um sujeito destes tivesse chegado ao poder num país da UE!?

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  74. Arlindo da Costa permalink
    26 Março, 2011 20:42

    Não há dúvidas que Sócrates é e será o 1º Ministro de Portugal mais lembrado e mais querido pelos portugueses.
    Espero que ele em 2016 se candidate à Presidência da República, depois de «rapar» uma maioria absoluta nas próximas eleições.
    Espero que Cavaco não tenha um xelique!

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  75. 26 Março, 2011 23:00

    O Zézito… esse até se desculpa, coitadito, só pode estar gravemente enfermo?!… não sendo já capaz de distinguir, um sim dum não.
    Os que não têm desculpa, são os Almeidas, os Soares, os Costas, os Assises, etc., etc., tudo gente, aparentemente, saudável e que se têm deixado cavalgar por um futrica destes.
    Toda “esta gente” sai borrada, por esta nódoa por si carregada e em que se têm revisto e apoiado.
    Vergonha!… Infâmia!… Baixeza!…

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  76. 26 Março, 2011 23:01

    Não conheço este jmf1957 que diz ter escrito a entrada acima, mas que não é historiador é quase uma certeza, pois não sei a que propósito atribui a Sertório uma frase que dizem ter sido proferida por um general romano (no exército romano não existia semelhante posto) e o Sertório certamente não o teria dito, pois juntou-se a esse povo para combater o exército romano, ou seja, governou-o.
    Mas, gostei particularmente dos epítetos com que crismou um primeiro-ministro português a saber:
    chantagista, ditador, tiranete, mentiroso, corrosivo, golpista, marialva bacoco, sectário, suicida e animal feroz. Os socialistas não passam de zombies amestrados, de barões, baronetes, boys, girls, aparelhistas e que só se mobilizam como tribo.
    Creio que este cavalheiro, que perora com tão fino recorte literário, recorrendo por vezes a neologismos que lhe serão caros, deverá consultar rapidamente um especialista na área da saúde mental pois a memória anda a falhar-lhe e o raciocínio também não é lá grande coisa, visto achar,
    pelos vistos que, se os boys e as girls, mais os barões e baronetes pegarem nos zombies amestrados e nos aparelhistas e mandarem o Sócrates às malvas, estará aí a salvação do País, pois o ensopado de coelho à algarvia à moda do Zé Fernandes, servido no restaurante da Manelinha das pensões e tendo um eficiente arrumador de clientes chamado o Paulinho das feiras temos saída para a crise.
    P.S.: Não esquecer o Barreto para trazer as vitualhas do Jerónimo Martins senão a comezaina poderá não se realizar.

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  77. 27 Março, 2011 02:29

    «Houve mentira: mentira sobre o real estado do país; mentira sobre as nossas obrigações internacionais: mentira sobre os êxitos e os fracassos; mentira sobre os objectivos políticos, económicos e orçamentais. Evoluiu-se de mentira em mentira, negando de forma persistente a realidade e insultando todos os que, mesmo timidamente, tentavam evitar o desastre. Houve corrosão dos hábitos democráticos: pressionou-se o sistema judicial, quando não se interveio mesmo directamente; procurou-se limitar as liberdades; desvalorizou-se a ética; promoveu-se o chicoespertismo; levou-se o clientelismo a limites antes desconhecidos; menosprezou-se a importância das virtudes públicas; planeou-se tomar de assalto órgãos de informação; promoveu-se o lambe-botismo ao mesmo tempo que se perseguia e tentava isolar todos os eventuais discordantes. Houve cegueira económica: gastou-se dinheiro no que era supérfluo mas alimentava os amigos; cortaram-se despesas de forma pontual e ineficaz por ausência de uma visão de conjunto; procurou dizer-se aos empresários onde deviam e onde não deviam investir; apoiaram-se os amigos e os que prestam vassalagem e fez a vida negra aos independentes e aos que não abdicaram da sua liberdade; fingiu-se que se mudavam algumas leis para que, no essencial, tudo ficasse na mesma.»

    Resumindo e concluindo, a um político deste timbre dever-se-ia ter-lhe cortado as pernas para não dar raízes…

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  78. Francisco Colaço permalink
    27 Março, 2011 11:24

    Campos de Minas,
    .
    hum, parece remorsos…
    .
    Não é remorsos, é justiça. O Sócrates põe-se tão a jeito nas suas trapalhadas que tenho material para o enxovalhar até pelo menos 2023, mais ou menos a data em que conseguiremos terminar a auditoria à porcaria e aos buracos que o Energúmento (o Sócrates, não o Campo de Minas) fez.

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  79. Francisco Colaço permalink
    27 Março, 2011 11:31

    Teófilo M.,
    .
    Azar o seu, a frase em apreço na sua comunicação tão iluminada quanto as trevas do Sheol e do Hades foi atribuída a Sertório por Flávio Josefo, o cronista.
    .
    Quanto ao cargo de general, repense o que diz: o legatus, o dux, o tribunus e o præfectus camporum eram generais, porque os seus cargos lhes permitiam superioridade em relação à generalidade dos soldados da legião, aliás vindo daí o nome. Já agora, o dux apenas foi adicionado quase no fim do Império, lá pelo fim do século III.

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  80. 27 Março, 2011 18:25

    Caro Francisco Colaço,
    como não conheço nenhum documento em que o cronista Flávio Josefo indique Sertório como o autor da frase, o mais que lhe posso fazer é emprestar uma lanterna para iluminar a minha comunicação, não vão as trevas fazê-lo tropeçar num qualquer barrote que costuma estar à frente dos que vislumbram os argueiros nos olhos dos outros.
    Quanto aos generais romanos meu caro, não existiam ponto final.

    Quanto ao præfectus camporum de que fala também não sei o que era, pois apenas conhecia o termo præfectus castrorum que era o responsável pela organização e manutenção do acampamento, existia também um praefectus legionis que era geralmente um ex-consul e era tido como oficial de ligação entre o imperador e o Legatus legionis.
    Existiam pelo menos seis tribunus numa legião, duvido que todos eles fossem generais como hoje os entendemos.

    Quanto ao dux é um termo genérico e que podia ser encontrado nas armadas bizantinas e era usado pelos comandantes da drunguis que era uma brigada que poderia ser composta por dois a três mil homens.
    Mas creio que este tipo de conversa não vem para aqui, se quiser estou à disposição.

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  81. Francisco Colaço permalink
    28 Março, 2011 15:39

    Teofilo M.,
    .
    Na pressa confundi camporum com castrorum. Não me achaque por isso, peço-lhe. Generais existiam, embora o termo não fosse formal. Eram generais os quatro (antes três) que tinham jurisdição sobre todo o castro. Flávio Josefo escreveu a famosa frase, atribuida a Sertório que, como sabe, usou os lusitanos na guerra dos partidos de Mário e Sila. Devia conhecê-los bem, porquanto matou os filhos dos chefes.
    .
    Mesmo se não os fatos não fossem reais, está a tentar fazer um ataque pela retaguarda para desmontar uma argumentação sólida. Centre-se nos argumentos, e cuidado com os argueiros. Muitos argueiros fazem uma praia, e essa praia é maior que eu e o Teófilo. Terra firme exige rocha, e esses são os argumentos anteriores.
    .
    Se quiser conversar sobre as legiões romanas, encontrará em mim um verdadeiro interessado, podendo-lhe dar o meu endereço a seu pedido. Este convite é sinero.

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  82. Francisco Colaço permalink
    29 Março, 2011 08:34

    Teófilo M.,
    .
    Mea culpa, confundi Flávio Josefo com Estrabão. Peço desculpa, mas foi tudo de memória e lá vão anos desde que li as obras dos dois. Só agora é que me lembrei disso.

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