Austeridade no parlamento
Foi hoje publicado Orçamento a Assembleia da República para 2012, que prevê uma redução da despesa de cerca de 19 milhões de Euros (16,67%) face a 2011. Destes 19 milhões, apenas 15 milhões podem considerar-se redução efectiva de despesa (já que mais de 4 milhões foram cortados na rubrica “Subvenção estatal p/campanhas eleitorais — FORÇAS POLÍTICAS” e não está prevista a realização de legislativas no próximo ano), o que corresponde a um corte efectivo de 13,5% na despesa do Parlamento.
Alguns dados dignos de nota:
Os partidos políticos receberão quase 15 milhões de euros em subvenções estatais (menos 2ME do que que em 2011).
As despesas com pessoal (45ME) caem 6,27 ME (cerca de 12%), sendo que os salários dos deputados representam uma percentagem inferior no OEAR do que os salários do restante pessoal (pessoal permanente da AR e pessoal dos Gabinetes dos partidos).
As despesas com transportes descem 877 mil euros (20%).
A ERC receberá dos cofres da AR 1,91 ME (menos 20% do que em 2011).
Do lado da receita, a seguir às transferências do OE, a venda de senhas de refeição é a principal fonte de receitas próprias da AR: 216.100 euros. Menos 60.000 do que em 2011 (antecipando, talvez, a possibilidade de alguns deputados aderirem à moda da marmita).

Depois do corte de 2/14 dos rendimentos (subsídios de natal e férias) todos os orçamentos baseados em despesas com pessoal são fáceis de fazer. Há sempre uma – grande – despesa, que cai 14% em 2012.
Isto vale para os Organismos, Empresas Públicas, Autarquias e Regiões. Que assim, podem “encaixar” mais facilmente a redução prevista de transferências do OE…
Até porque a reorganização interna passa a ser irrelevante do ponto de vista das poupanças orçamentais.
GostarGostar
Há uma despesa que deveria descer 100%, o subsídio à ERC.
GostarGostar
Vejam esta notícia.
Que escandalo — o Governo não quer tributar as pensões dos políticos.
Quer dizer, aqueles que nos levaram a este impasse — com os buracões já conhecidos — nem sequer serão penalizados com o corte dos subsídios de férias e de natal.
Mas que política é esta?
Veja a notícia: http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2064326
Isto ainda vai dar muito molho!!
GostarGostar
Era de cortar mais rente, na proporção do roubo dos funcionários públicos e reformados, ou dois meses de licença sem vencimentos.
GostarGostar
Os deputados também ficam sem subsídio de Natal e de férias ?
E o “pessoal político” (assessores, etc…) ?
GostarGostar
Os partidos politicos não deviam receber nem um um cêntimo.
É uma vergonha essa chulança em cima dos contribuintes!
GostarGostar
Carlos Loureiro, então o oeçamento dessas despeses não podia ser reduzido a. pelo manos, metade – nem que fosse a título de BOM exemplo?
GostarGostar
reduzir a deputança praí para metade também era boa poupança… e acabar com os subsidios a comichoes, subcomichões e outras situações também não era mau: afinal se eles têm um salários, esses assuntos devem estar incluidos… ou o ordenado é só para sentar o cujo dito no meio circulo, e o resto é “horas”?
Já agora, fechem a cantina, dêem subsidio de refeição (até pode ser no valor máximo de lei) aos srs e mandem-nos “almoçar fora”….
Se acharem muito sacrificio, digam que não deve faltar quem se queira sacrificar no lugar deles.
GostarGostar
Pessoalmente (declaração de interesses: não voto em nadae ninguém deds a Pintassilgo, e mesmo aí foi um favor à minha tia Mila [falecida, um cancro levou em um mês] que era a mandatária dela por Moimenta, e m’o pediu expressamente) axo que os partidos não têm nada que ser subsidiados por todos nós. E que deviam poder receber doações de quem quer que fosse que gostasse deles, não dedutível em imposto nenhum. Tanto se faz um milhão com dois tipos a doarem 500.000 como com 500.000 tipos a doarem 2.
E se bem me lembro, só idiotas e oportunistas se deixam «influenciar» pela quantidade de anúncios de TiVú e ‘outdoors’ que haja por aí. Votos que se eu fosse candidato não quereria ter. Depois a chatice é que não posso riscar nomes nem pura e simplesmente votar «contra», quando não há ninguém decente em quem eu confie para votar »a favor». A maior se não todos os candidatos a… são escolhidos por directórios de partidos que eu desprezo. Mas claro, tenho que pagar para sustentar essaspessoas que igualmente desprezo. Portanto não ponho lá os butes, e continuo a pagar na mesma para sustentar toda a espécie de invertebrados que se candidatam. Triste… um destes dias chateio-me a sério e deixo de pagar impostos aki.
GostarGostar