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Default nas PPP afecta a confiança geral na economia

14 Março, 2012

Carlos Guimarães Pinto diz que a quebra de compromissos nas parcerias público-privadas terá como efeito desvio de recursos futuros do público para o privado. Isto é altamente improvável. Pressupõe que o poder soberano só é exercido no sector público e que o sector privado está a salvo desse poder. O poder soberano exerce-se sobre todo o território e afecta tanto negócios públicos como negócios privados. Eventual quebra de compromissos nas PPP afectará não apenas as futuras PPP como qualquer investimento privado de média ou grande dimensão. Os recursos não serão desviados do sector público para o privado, serão desviados para países mais amigos do investimento.

.

Aliás, este tipo de quebras de contrato tende a estatizar ainda mais os negócios futuros, uma vez que os investidores que apostam no sector privado tenderão a exigir garantias públicas acrescidas. Há uma exemplo muito bom desse fenómeno, a Venezuela, onde contratos de investimentos de empresas estrangeiras foram quebrados com argumentos muito semelhantes aos agora usados para quebrar contratos em Portugal. Essas empresas não passaram para o sector privado venezuelano, foram para outros países. O sector privado venezuelano não se tornou mais respirável, tornou-se menos respirável. Hoje só as empresas do regime local ou empresas estrangeiras que têm um estado poderoso por trás é que fazem investimentos relevantes na Venezuela.

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29 comentários leave one →
  1. 14 Março, 2012 23:05

    “Investidores” que levam margens de 14% ou 18% não nos interessam. Estaríamos bem melhor se esses “investidores” tivessem ido para outros países.

    E os bons investidores percebem isso. Quanto à falta de confiança, ela já é um facto com a quebra gravíssima dos compromissos do estado com funcionários e pensionistas. Aliás os efeitos na economia vão-se fazendo sentir e serão ainda piores dentro de meses.

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  2. Portela Menos 1 permalink
    14 Março, 2012 23:13

    Vai uma aposta que a Lusoponte – essa grandiosa PPP criada quando todos sabemos – não vai devolver os 4,4M€ das portagens de Agosto/2011?

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  3. Portela Menos 1 permalink
    14 Março, 2012 23:27

    quem se mete com a EDP, leva!
    .
    http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2359824&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

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  4. 14 Março, 2012 23:35

    “O poder soberano exerce-se sobre todo o território e afecta tanto negócios públicos como negócios privados”

    Sem dúvida: http://lishbuna.blogspot.com/2012/03/o-comissario-politico-relvas.html

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  5. A. R permalink
    15 Março, 2012 00:10

    E com isso o investimento estrangeiro em Venezuela (uma colónia de Cuba que leva 100 000 barris de ouro negro para Havana) passsou em poucos anos de 100 a 5%.

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  6. Costa Cabral permalink
    15 Março, 2012 00:46

    O pior é que este governo continua apostado nesse modelo, para além de estar a proteger o rentismo dos sultões da energia e da rapina!

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  7. Zé Povinho permalink
    15 Março, 2012 00:50

    Sim, e seguindo a teroia aqui defendida, o Estado não deve “romper” contratos (que quase que aposto têm como base actos corruptos e afins e, portanto, contratos ilegítimos) com empresas privadas porque estas podem ir para outro sítio. Argumentos “pouco maduros” e uma compração “desviante” é o que vejo aqui. Se há “parcerias” entre o Estado e empresas privadas, com contornos pouco claros e com graves indícios de corrupção (os maiores deles são o risco zero, cláusulas “bombásticas” e margens abusivas para a parte privada) eles devem ser imediatamente cessados, mesmo que unilaterlamente. Vejam o caso dos funcionários públicos, dos pensionistas e reformados (descontaram uma vida toda relativamente a 14 meses de salário e celebram um contrato com contrapartidas no mesmo período) roubados nos décimo terceiros e décimo quarto meses. Não vi por aqui ninguém a defender esta parte “privada” entre a “parceria” pública-privada do Estado com os seus trabalhadores.

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  8. 15 Março, 2012 00:55

    é como diz o CA , tendo em conta os fabulosos resultados das ppp para o povinho português para a próxima vão investir noutro lado , se faz favor.

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  9. Portela Menos 1 permalink
    15 Março, 2012 01:02

    (…) Não vi por aqui ninguém a defender esta parte “privada” entre a “parceria” pública-privada do Estado com os seus trabalhadores (…)
    .
    não viu nem vai ver; JoaoMiranda não é do tipo de se preocupar com ninharias.
    mais a mais quando o assunto inclui…pessoas.

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  10. Zebedeu Flautista permalink
    15 Março, 2012 01:09

    Eu acho “graça” é ouvir o Passos a dizer que é preciso reduzir as rendas excessivas patati patata bla bla bla e entretanto não se vê nada. Alguém avise o homem que ele é PM . Isso sim da uma confiança do carvalho.

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  11. 15 Março, 2012 03:06

    Pois, esta malta esquece-se q portugal ainda é um Estado de Direito Democrático
    e q os contratos das PPPs..e outros (como do TGV.) foram feitos pela máfia xuxa para proteger os amigalhaços…………prejudicando o Estado
    e mexer nesses contratos.pode significar processos em tribunal………e prejuízos para o Estado
    há quem não compreenda isto
    tudo bem
    o k se há-de fazer?
    deitar adubo nos miolos?
    nem assim…….percebem

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  12. 15 Março, 2012 03:09

    E nunca é demais :
    QUEM PAGA AS MORDOMIAS DE LUXO DO SÓKAS EM PARIS?
    sr.PGR: para quando a investigação a sério dos 300 milhões de € movimentados em off-shores pela família sókas pinto de sousa?
    e a compra da casa da mãe do sókas através de off-shore, cujos documentos desapareceram do notário?

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  13. Fredo permalink
    15 Março, 2012 03:18

    Os recursos não serão desviados do sector público para o privado, serão desviados para países mais amigos do investimento.

    Esse é o lado para onde durmo melhor.
    Estou preocupadíssimo com isso. É uma pena ficarmos sem EDP, PT, GALP, Lusoponte… vai ver que as leis to mercado (ahahah!) farão com que fiquemos melhor servidos sem esses modelos vampirescos.

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  14. Fredo permalink
    15 Março, 2012 03:30

    Ó Sátiro…
    Então se esses contratos “foram feitos pela máfia xuxa para proteger os amigalhaços…………prejudicando o Estado”… é bom que vão a tribunal, pois serão CONTRATOS NULOS.
    O Estado só ganharia com isso e os únicos prejudicados seriam os mafiosos, ao contrário do que diz.
    Quando se deita demasiado adubo nos miolos… corre-se o risco de ficar com a cabeça cheia de adubo.

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  15. 15 Março, 2012 04:04

    Fredo
    isso não é assim tão simples
    compreendo q vc não compreende…..não atinge
    Sabe quais são as leis k permitem decretar a nulidade dos contratos?
    não sabe, pois não?
    então, não diga atoardas……..

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  16. Carlos Guimarães Pinto permalink
    15 Março, 2012 06:18

    Os lucros são desviados para outros países quando o Estado deixa de cumprir a sua função de garante de contratos entre privados. Desde que o faça, a saúde financeira do governo não impacta na mesma medida as capacidades de financiamento de privados. Por esse motivo é que há hoje muitas empresas portuguesas que conseguem financiar-se nos mercados a taxas de juro mais baixas do que o Estado Português: os financiadores assumem que essas empresas têm mais capacidade de pagar e que o estado português irá fazer o seu papel de garante de justiça (mesmo que esteja falido e deixe de pagar os seus compromissos).

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  17. neototo permalink
    15 Março, 2012 07:56

    mais a mais quando o assunto inclui…pessoas.

    Ja conhecemos que JM e funcionario (ainda mais -da- classe- que -tanto- gosta o Sr. Colaço D. Francisco) o qual explica muitas coisas mais…nao será também jewish e isso explicaria uma certa parte que sempre queda borroso ,assim sim chegar a comprender como qual incógnita X falta quando analiçamos o que diz e as formas de o dizer…?

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  18. JoaoMiranda permalink*
    15 Março, 2012 08:26

    Carlos,
    .
    Então o Estado não cumpre os contratos em que é parte e os investidores vão acreditar que vai fazer cumprir os contratos privados, que não vai lançar impostos especiais e que não vai fazer nacionalizações?

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  19. 15 Março, 2012 09:23

    “O poder soberano exerce-se sobre todo o território e afecta tanto negócios públicos como negócios privados.”
    .
    É altura de se prestar justa homenagem a Murray Newton Rothbard. Ele já sabia disto e topava bem as consequências desastrosas da intervenção do Estado na economia.

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  20. Carlos Guimarães Pinto permalink
    15 Março, 2012 09:29

    João Miranda, neste momento os investidores acreditam que o estado português não irá pagar a sua dívida pública (ou seja, não irá cumprir o seu contrato de dívida). No entanto, estão dispostos a financiar empresas privadas, assumindo que o estado irá ser juir imparcial nesses empréstimos (mesmo que venha a desonrar os seus). Ou seja, o estado está descredibilizado enquanto agente económico, mas não (tanto) enquanto garante de contratos de privados.

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  21. Carlos Guimarães Pinto permalink
    15 Março, 2012 09:31

    Se os investidores internacionais assumissem que o estado iria fazer nacioanlizações caso não conseguisse honrar os seus contratos, não estariam a financiar empresas privadas a taxas de juro mais baixas do que o estado português. O mercado acredita que o estado preferirá incumprir os seus contratos de dívida do que nacionalizar empresas privadas.

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  22. aremandus permalink
    15 Março, 2012 09:39

    “Duplo pagamento” à Lusoponte? Não, de maneira nenhuma, afiança o Governo. O que houve foi um “duplo recebimento” da Lusoponte, considera o Governo.
    e o fantoche do PR nada diz,nada faz perante esta aberração de secretário de estado.
    foi deprimente a sua prestação a prestar contas na comissão da AR.

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  23. trill permalink
    15 Março, 2012 10:41

    Quem é que lhe paga o frete? Todos sabemos que as PPP mais danosas são as rodoviárias. Quem vão para o estrangeiro. Já deviam ter ido. Lá vão arranjar imensos trabalhos…

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  24. trill permalink
    15 Março, 2012 10:43

    “o fantoche do PR”

    Pois, a culpa é desse impotente que só cria polémicas paralelas e estúpidas que desviam as atenções do que realmente importa. Grande fantoche!

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  25. von permalink
    15 Março, 2012 11:27

    Joãozinho, vamos lá a ver: um cidadão assina um contrato com o Estado, em que um determinado trabalho deve ser feito tendo como compensação um determinado salário. O Estado quebra unilateralmente esse contrato, e decide pagar menos um x a essa pessoa. Esta quebra de contrato de que tipo é? Também desaprova?

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  26. Fredo permalink
    15 Março, 2012 13:53

    Sátiro,
    Você está cheio de razão: acha que esses contratos foram feitos numa base corrupta, mas não são nulos porque o Fredo se calhar não conhece as leis que os regem.
    Para quem manda os outros pôr adubo nos miolos, parece que só tem estrume onde os outros têm habitualmente um cérebro.

    Fredo

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  27. 15 Março, 2012 17:05

    Más Notícias……..ou seja………….realidade dos factos:
    http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=536008&tm=6&layout=122&visual=61

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  28. 15 Março, 2012 17:07

    Fredo:
    eu SEI quais são as leis, entende?
    só lhe quis mostrar q vc não sabe…….e vem para aqui arrotar.
    ou conhece alguma sentença de tribunal q tenha declarado nulo algum desses contratos ou algum similar?
    Não sabe, pois não?
    então, reduza-se á ignorância

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  1. rendas leoninas (2) « O Insurgente

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