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Default nas PPP afecta a confiança geral na economia II

15 Março, 2012

Escreve Priscila Rêgo:

O Governo português está a privatizar, liberalizar e tudo o mais que se possa pensar. Neste quadro geral, rasgar os contratos com a EDP não sinalizaria que estamos a caminhar para o socialismo; mas que estamos a empenhados em limpar a tralha que alguns deixaram por cá e pôr a casa em ordem.

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Privatizar a EDP com a intenção de sinalizar uma abertura ao investimento estrangeiro e de seguida criar um imposto especial sobre a EDP (como pretendia o ex secretário de Estado) sinaliza oportunismo, falta de rumo e navegação à vista.  O que se está a dizer aos investidores estrangeiros é mais ou menos isto: “invistam cá que a gente já inventa um imposto para vos depenar”. É isto que está em causa desde o início nesta polémica. O ex secretário de estado queria tomar uma medida que mataria todos os esforços de abertura ao investimento estrangeiro e que mostraria que o governo não está de boa fé quando fala em atrair capitais estrangeiros para Portugal. Mesmo um país que não aparenta estar no caminho do socialismo tem que dar garantias de que os investidores não serão fortemente taxados depois de os investimentos estarem feito no território que esse país domina.

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25 comentários leave one →
  1. Conde Venceslau permalink
    15 Março, 2012 09:29

    Lucros garantido com rentabilidade de 14% não são investimento mas gatunagem e extorsão feita pelos gangs de advogados que se instalaram no governo do país … O que precisamos de fazer é correr e bem depressa com esses parasitas que dominam a asfixiam tudo e todos para que depois aí sim haja espaço para a entrada de investimento que seja virtuoso…

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  2. trill permalink
    15 Março, 2012 09:39

    Do golpe militar. http://psicanalises.blogspot.com/

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  3. Francisco Colaço permalink
    15 Março, 2012 09:40

    Conde Venceslau,
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    Quando vendemos aos estrangeiros, vendemos expectativas juntamente com o capital da EDP. Por mim, antes de realmente concretizar a venda, pedia compreensão aos chineses e aos árabes, suspendia a venda, punha as PPP no tribunal de contas e na polícia judiciária com obrigatoriedade de análise em 30 dias, tomava as medidas que tivesse a tomar (suspensões das rendas). Apenas depois propunha a conclusão, renegociação ou desistência da venda aos ditos estrangeiros.
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    Não quero ter de viver num país que passa por mentiroso.

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  4. 15 Março, 2012 10:24

    Aos investidores angolanos estão a ser dadas todas as garantias: http://lishbuna.blogspot.com/2012/03/o-comissario-politico-relvas.html

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  5. trill permalink
    15 Março, 2012 10:46

    “Não quero ter de viver num país que passa por mentiroso.”

    todos sabem que o país vai entrar em incumprimento. Quando investiram já sabiam disso e investiam APESAR disso. Ou acha que eles são estúpidos e incompetentes como os administradores tugas?

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  6. anti-comuna permalink
    15 Março, 2012 11:05

    Não fazer um default nas PPP indicia um país dominado por oligarquias, um capitalismo fradulento e um Estado endividado sem se saber realmente as suas responsabilidades financeiras, presentes e futuras. Todas estas características impedem que os investidores internacionais acreditem na capacidade do Estado português em controlar as suas despesas, presentes e futuras, logo, mais risco sistémico, logo menor a probabilidade de emprestarem dinheiro a Portugal.
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    E o JM, inventa esta peta que um default nas PPP retira confiança na economia, como se as responsabilidades financeiras sobre ass PPP fossem a mesma coisa que as responsabilidades perante credores que comprem obrigações do Estado português. Desculpe que lhe diga, por muito wishful thinking do JM, o que Vc. acredita está totalmenete errado. Totalmente errado. E até cómico.
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    Enfim, mais uma birra do JM para ser do contra. ehhehehe

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  7. JPT permalink
    15 Março, 2012 11:15

    Quem é aldrabão não é (neste caso) o Estado, mas sim o bloguista. Muito antes da privatização da quota pública da EDP já o Secretário de Estado defendia o que defendia, que é, aliás, o que todos defendem excepto quem recebe receitas deste colossal saque aos Portugueses (e a anémica reacção do PS à demissão do Secretário de Estado demonstrou a amplitude desse “clube”). Noto ao bloguista (neste caso, aldrabão), que aquilo que o Secretário de Estado pretendia está no memorando da troika, mesmo que este governo (que já não merece letra grande) finja que não leu. Sendo bem conhecidas (primo) as pornográficas mais-valias que, sem qualquer justificação, o sector das energias renováveis extrai dos contribuintes e (secundo) o peso neste governo da organização de gente séria e honesta a que o Secretário de Estado não pertencia, cabe perguntar ao bloguista se (primo) lhe cabe alguma parte dessas mais-valias ou (secundo) se pertence à tal organização de gente séria e honesta? PS: o Metro que continue com as 3 carruagens em vez de 6 na linha verde e com composições a passar de 8 em 8 minutos em vez de 4 em 4, porque é precisamente por aí que passa a austeridade. Pode ser, claro, que um dia, quiça já próximo, as pessoas que pagam passes mais caros e esperam mais tempo para correrem atrás de um comboio e não poderem entrar nele porque vai cheio se lembrem das “garantias” que, também eles (e não só o amigos do JM), merecem de que os governa.

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  8. von permalink
    15 Março, 2012 11:22

    A visão do escriba no assunto EDP, é tão curta que assusta. Para quem prega mercado livre, a manutenção de ajudas estatais é no minímo incoerente.

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  9. jose silva permalink
    15 Março, 2012 11:31

    João Miranda é sempre um arrivista na Economia; Chega sempre atrasado aos raciocínios.

    Na lógica dele, são os consumidores e os contribuintes que tem que subsidiar o investimento estrangeiro e outros parasitismos. Para é que eu quero investimento estrangeiro se tenho que o pagar ? Será que o Estado saber ou tem o direito de gerir melhor do que os agentes económicos detentores das margens/lucros/poupança ?

    Emfim. Mentalidade socialista sem o perceber.

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  10. jose silva permalink
    15 Março, 2012 11:34

    O problema do JM é outro. Tal como o JCD que trabalhou profissionalmente na organização de muitas PPP, estão em estado de negação. Negam para si próprios que não são/foram meros idiotas úteis do crony capitalism.

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  11. 15 Março, 2012 11:48

    pois , o que a administração do estado faz e não faz para “atrair” ou repelir investimento em estradas tgv e mais elefantes brancos não me interessa nadinha .
    e qual é a empresa de jeito ( daquelas que produzem a sua própria renda ) que investe em portugal se a edp e a gal e a brisa e o ia e as taxinha e impostinhos lhe levam uma data de massa ? uma data de massa para aplicar em ppp , se calhar…

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  12. anti-comuna permalink
    15 Março, 2012 11:53

    Há um blogue que expõe muitos dos problemas que afectam aquilo que, de um modo felia, apelidam de dívida submersa. Ou oculta, termos mais em voga.
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    http://ppplusofonia.blogspot.com/
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    Há lá um texto que deveria merecer a atenção do JM, porque é disto que muitos analistas (que depois, justificadamente ou injustificadamente, moldam as opções de investimento de muitos institucionais) têm medo. Das dívidas ocultas ou submersas:
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    “O Boletim DGTF/GASEPC de 4T/2011 apresenta cada mais detalhe sobre as dezenas de contratos de PPP e concessões. Infelizmente, nesta matéria mais dados implica piores notícias.
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    Nos 36 contratos dos sectores rodoviário, ferroviário, saúde e segurança, os pagamentos líquidos de €1.822 milhões em 2011, ficaram 18% acima no orçamentado no OE 2011 preparado no final de 2010. ”
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    in http://ppplusofonia.blogspot.com/
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    Qualquer projecto de investimento implica uma margem de cálculo razoável sobre o cash-flow futuro. No caso das PPP (não todas, também não sejamos injustos), é impossível fazer esse cálculo com um grau de fiabilidade minimo que nos garanta saber os custos e riscos dos contratos negociados. Para mais, num abiente interno deflacionista, o que torna as coisas ainda mais complicadas. Isso leva a que, para um investidor seja quase impossível acreditar nas projecções da despesa pública portuguesa para as próximas… Dezenas de anos! Logo, estas dívidas ocultas impedem haver confiança no Estado português.
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    Ao contrário do que diz o JM (que parte de um mero slogan), estes contratos são um dos problemas que Portugal terá que resolver, se quiser ter confiança dos investidores internacionais. E não o seu contrário, até porque os investidores sabem que em Portugal, o capitalismo é do estilo mafioso, logo é de evitar. E este erro do governo português, afinal dominado pelos lobbies e pelos oligarcas de Lisboa, irá impedir que Portugal consiga acesso aos mercados, mesmo que a economia portuguesa esteja nessa altura com perspectivas de crescimento económico mais sólidas. Não é por acaso que a própria Troika deseja mudar estas PPP. Porque, por um lado, são dívidas ocultas que importa fixar os seus custos, sem riscos de derrapagens; e por outro, são um dos cancros do porquê que a economia portuguesa não tem crescido como deveria.
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    E isto são aspectos “técnicos” do problema. Porque, o problema político é ainda mais grave, porque, como o último comunicado do FMI bem sublinhou, é necessário haver um generalizado consenso político sobre as reformas económicas que é preciso realizar em Portugal. O governo ao preferir escolher sacrificar os mais fracos da sociedade em vez de ser equitativo e até justo, para beneficiar os mais fortes e mais bem organizados, está a pôr em risco este alargado consenso nacional. É legítimo que um partido da oposição quebre esse consenso se o governo continuar a ser teimoso (ou controlado pelos poderosos interesses de Lisboa) e a querer arruinar o país para proteger as oligarquias e a corte de Lisboa. O último relatório da troika foi mesmo forte neste ponto: consenso alargado no país para prosseguir as reformas. E indirectamente criticou o governo português, por não o tentar manter para proteger o capitalismo de estilo mafioso existente em Portugal.
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    Se o governo não ceder nesta questão e deixar-se comandar por estes oligarcas e poderosos grupos de interesses, vai hipotecar o sucesso do programa de ajustamento.
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    O JM está a ser ingénuo. Novamente.

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  13. Carlos permalink
    15 Março, 2012 12:26

    Além de tudo o que diz, muito acertadamente IMHO, o AC, há algo mais. Não foi há muito tempo a venda aos chineses que agora aparece como o factor mais relevante de justificação contratual. Essa venda foi aliás concretizada já na vigência deste governo, supomos que com todo o seu apoio de bastidores. Há algo de desonesto nesta sequência dos acontecimentos, lembro-me bem do entusiasmo com essa venda e não me recordo destes avisos acerca de “passarmos por mentirosos”. Lembro-me por exemplo do Pacheco Pereira fazer alguns avisos e ter sido ignorado, isso sim.

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  14. Buiça permalink
    15 Março, 2012 12:31

    O governo não deve só lealdade a investidores. Deve-a também aos contribuintes. Só em 2011 e antes de qualquer privatização num país onde se morre de frio no inverno, os contribuintes deram à EDP um lucro de MIL CENTO E VINTE E CINCO MILHÕES DE EUROS.
    As rendas exageradas TÊM que ser corrigidas.
    No mínimo que se cumpra o acordado com a troika a este respeito, em maio de 2011, muito antes da privatização em documento público que por isso evidentemente que não defrauda expectativas de ninguém.
    Cumps
    Buiça

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  15. anti-comuna permalink
    15 Março, 2012 12:35

    “Essa venda foi aliás concretizada já na vigência deste governo, supomos que com todo o seu apoio de bastidores. Há algo de desonesto nesta sequência dos acontecimentos, lembro-me bem do entusiasmo com essa venda e não me recordo destes avisos acerca de “passarmos por mentirosos”. ”
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    Claro que os chineses sabiam que os contratos iriam ser renegociados. Alguém acredita que os assessores deles na operação, o BES, não conhecia o memorando da troika e os riscos envolvidos na privatização?
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    Os grupos que dominam este capitalismo mafioso também conhecem o memorando da troika.
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    O que o governo está a fazer é usar uma desculpa esfarrapada para não fazer as reformas estruturais que são necessárias. É sintomático que depois não tenham outra desculpa, que o slogan, um default nas PPP retira confiança em Portugal. Mas brincamos ou o quê?
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    Os chineses sabiam deste risco e provavelmente já estavam a contar com ele. Além disso, um outro motivo para a compra da EDP, é diversificação dos seus investimentos, fugindo a activos em dólares e procurando refúgio no euro, mas nos ditos “activos reais”. Eu custa-me a crer que se tente enganar o país com estas desculpas esfarrapadas.
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    O Cavaco que vá preparando o seu lápis azul, se quer ser mesmo coerente com a questão da equidade dos sacrificios impostos em Portugal. Ou estará também feliz e contente com o capitalismo mafioso que capturou os interesses do Estado?

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  16. anti-comuna permalink
    15 Março, 2012 12:38

    Mas nem tudo são más noticias. A China parece ser o nosso novo el dorado. eheheheh
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    “Exportação de vinho para a China quase duplicou em 2011
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    As exportações de vinhos portugueses para a China quase duplicaram em 2011, pelo segundo ano consecutivo, para 8,23 milhões de euros, realçou hoje um responsável do setor.
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    Não contando com o Porto e Madeira, as exportações de vinhos para a China cresceram 91,7% no ano passado, fazendo do país o quinto maior mercado de Portugal fora da Europa, precisou à agência Lusa em Pequim a gestora da Vini Portugal para a Ásia e África, Sónia Fernandes.
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    “As perspetivas são muito boas. Até 2015, a China vai ser um dos maiores consumidores mundiais de vinho”, disse a especialista. “O mercado existe, mas temos de trabalhar muito a marca Portugal”, acrescentou.”
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    in http://www.oje.pt/noticias/economia/exportacao-de-vinho-para-a-china-quase-duplicou-em-2011
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    É o segundo ano consecutivo que as exportações de vinho para a China sobem na casa dos 90% ao ano! Isto sim, é verdadeiro crescimento das vendas para a China. ehehehehh

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  17. anti-comuna permalink
    15 Março, 2012 13:14

    As boas noticias do lado da exportações não se esgotam nas vendas maiores de vinhos.
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    Numa pequena análise ás exportações, fica evidente algumas surpresas. Por exemplo, se excluirmos as vendas de combustíveis (que representaram cerca de 1/4 do aumento das vendas ao exterior), podemos reparar que o aumento das exportações em Janeiro foram mesmo equilibradas.
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    Exportações de viaturas e outro material de transporte, subiram… 15,8%.
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    Exportações de máquinas e aparelhos, subiram 11,4%.
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    Exportações de plásticos e borrachas, subiram 14,8%.
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    Exportações de produtos agrícolas, subiram 19,2%.
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    Exportações de produtos alimentares, subiram 11,2%.
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    Exportações de metais comuns, subiram 14,9%.
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    Outro dado ainda mais interessante é que o aumento em valor das exportações para fora do espaço comunitário subiram muito mais que para dentro da Europa. Ou seja, o motor das exportações portuguesas são os mercados extra-comunitários e com a exportação a subir em variados sectores. O que, mais uma vez realço este aspecto, a diversidade portuguesa permite diversificar os riscos nas suas exportações. Diversidade essa, tanto a nível de mercados como de produtos. Essa diversidade permite que, ao longo dos vários ciclos existentes, as perdas nuns sectores sejam compensados por outros. As perdas nalguns mercados, sejam compensadas por outros. Uma mais-valia pouco reconhecida em Portugal, que que é mesmo muito importante, para estabilizar o crescimento das exportações portuguesas.
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    As exportações mostram estar a ajudar imenso o nosso tecido produtivo, de tal forma, que depois se reflecte até nisto: nas variações dos custos de trabalho. Segundo o Eurostat ( http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_PUBLIC/3-15032012-BP/EN/3-15032012-BP-EN.PDF 9, os custos de trabalho em Portugal cairam nos serviços e na construção, porque são sobretudo sectores não transaccionáveis e a braços com a forte queda da procura no mercado interno, ao passo que na industria subiram marginalmente.)
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    O ajustamento está a ser forte e sadio. pena que em Lisboa, o capitalismo mafioso se entrincheire nos seus parasitismos. Gulp!

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  18. anti-comuna permalink
    15 Março, 2012 14:37

    Mias boas noticias para os portugueses. A economia americana começa a dar sinais de… Sobreaquecimento! ehehheheh
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    “Equities rose earlier today as manufacturing in the New York region expanded in March at the fastest pace since June 2010, indicating factories are still driving the expansion. Claims for jobless benefits fell last week, matching the lowest level in four years. Separate data showed that the Federal Reserve Bank of Philadelphia’s general economic index increased to 12.5 in March from 10.2 last month. Economists surveyed by Bloomberg News forecast the gauge would rise to 12.”
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    in http://www.bloomberg.com/news/2012-03-15/u-s-stock-futures-rise-before-jobs-manufacturing-data.html
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    Ontem as famosas baixas taxas de retorno da dívida americana levaram um tombo do caraças. Parece que a Reserva Federal deu um tiro no pé, se pretendia baixar as expectativas inflacionistas, com o novo programa de QE. Atenção, que o movimento de queda das obrigações estatais foi mais geral que apenas loca, dos USA.
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    Assim, quanto mais forte estiver a economia americana (um dia vamos pagar isto tudo, mas até lá, é de aproveitar), mais oportunidades para os portugueses venderem nos USA.
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    Em Janeiro, segundo o ICEP (de dados recolhidos pelo INE, naturalmente), as exportações portuguesas para os USA subiram… 92,4%!!!!!!!
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    No mesmo período, as importações portuguesas cairam… 42,2%!!!
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    As exportações totalizaram os 190 milhões de euros e as importações os 59 milhões de euros. A cobertura das importações pelas exportações atingiram um valor inédito: 322%!!!! Penso que nunca tivemos, na história moderna, um saldo tão favorável como este, com o mercado americano. Impressionante!
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    Como a economia americana já começa a dar sinais de sobreaquecimento, mais fácil será aos portugueses venderem produtos e serviços no mercado americano. É de aproveitar enquanto se pode, porque, um dia, eventualmente, aquilo vai dar para o torto. Mas enquanto pai e vem, as costas…

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  19. mesquita alves permalink
    15 Março, 2012 14:49

    Caro João Miranda,
    Quando li o post, fiquei admirado. Quando vi quem o assinou, não quis acreditar.
    João Miranda, querer transformar a retirada de um benefício, em um ” imposto sobre a EDP” , é de uma desonestidade inclectual enorme.
    O João sabe a verdade sobre este tema. Provavelmente, a vida está muito difícil, e um cargo de acessor ,prometido pelo CAA , vale, para si, mais que o caracter.
    Lamento.
    Ab.

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  20. anti-comuna permalink
    15 Março, 2012 14:53

    Aconselho todos a lerem isto:
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    http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2012/03/11/contas-equilibradas-contas-equilibradas.aspx
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    De realçar que a venda da EDP ajudou a compor a contas. No entanto, apesar disso, este artigo mostra aquilo que eu e mais alguns (poucos mas valentes! ehehhhe ) andamos a dizer por aqu, há uns meses. Portugal está a fazer um milagre económico. Poucos dão valor, mas ele está a ocorrer.
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    Leiam o artigo, que merece reflexão. Ninguém previu isto, apenas meia dúzia de “alucinados”.

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  21. anti-comuna permalink
    15 Março, 2012 15:25

    Uma curiosidade que vale a pena expôr.
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    Como sabem, sou dos que mais defende a subida na cadeia de valor da produção portuguesa. O meu mote: comprar barato e vender caro. Que se deve aplicar também à economia portuguesa. No entanto, no mercado interno português, há sectores que não estão expostos à concorrência externa e que beneficiam de leis que penalizam o restantes sectores económicos. Por exemplo, as rendas de alguns sectores, como telecomunicações ou energia ou até mesmo a televisão (que encarece os custos de outros sectores com a publicidade, por exemplo) geram oportunidades aos instalados. Mas há outros sectores que também parecem viver sob oligopólios. Exemplos? O mercado de cosméticos, detergentes, produtos de higiene pessoal, que são dominados por multinacionais. E há pouca oferta portuguesa. (E mesmo que procuremos, é mesmo difícil encontrar alternativas viáveis aos oligopólios das multinacionais.)
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    Mas, onde existe um oligopólio, “natural” também existem oportunidades. E que podem ser aproveitadas para quem quer começar um negócio. Vejam este bom exemplo:
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    “Nova marca nacional de cosméticos low cost é um sucesso
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    Em Portugal, os novos cremes da I Love Me estão disponíveis em cerca de 100 pontos de venda – entre farmácias, perfumarias, salões de estética e SPA – e, em breve, poderão estar em mais 120 espaços de uma grande cadeia de lojas de saúde e bem-estar que está interessada em comercializar a I Love Me, que se assume como a primeira marca portuguesa de cosméticos de baixo custo. Nascida no final de 2011 já é um sucesso de vendas.
    Lá para fora, a marca, detida pela empresa Worklaxia SL e distribuída em Portugal pela Worklaxia Unipessoal Lda. (detida a 100% pela primeira), já recebe encomendas dos EUA, do Luxemburgo e de Angola. Em curso, estão negociações para entregar a representação da marca em Marrocos, Espanha, Irlanda, Canadá e Caraíbas.
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    José Janeiro, um dos dois sócios da Worklaxia SL, disse ao SOL que a previsão da empresa é facturar um milhão de euros, até ao final deste ano
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    Os cremes I Love Me – que no futuro deverão perder a palavra Love e os cosméticos passarão a chamar-se só I Me – são unissexo, têm perfumes neutros e uma embalagem sóbria, com «preços acessíveis para uma marca de qualidade», diz José Janeiro.
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    A I Love Me foi registada em Portugal – os escritórios da marca são em Gaia –, mas os cremes são produzidos em Barcelona, num laboratório espanhol que já trabalha com outras marcas de cosméticos. Mas ter uma fábrica própria é um objectivo dos promotores da nova marca, que já estão a procurar espaços. A empresa emprega, actualmente, cinco pessoas, todas na área comercial.”
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    in http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=44070
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    Esta nova empresa, de dois sócios de Gaia, com experiência no sector, aproveitaram bem a oportunidade de criar uma marca portuguesa para combater os preços exagerados deste tipo de produtos em Portugal. (Nem é preciso ir muito longe, basta comparar os preços com Espanha. Ou até mesmo mercados desenvolvidos, como a Holanda ou até os escandinavos.) E criaram uma marca “low cost”. E, mais ainda, procuraram quem lhes fornecesse o produto, daí que começam sem grandes investimentos.
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    Este exemplo mostra que oportunidades existem sempre. E que muitas marcas portuguesas poderiam ser criadas de raiz, do topo para a base. Isto é, pensar num produto especifico (ou grupo), comparar as margens obtidas pelos concorrentes instalados e a partir daí encomendar a produção, nalgum produtor qualquer. (Em de ter produção para marca alheia e começar uma marca própria, que é o comum em Portugal.) Há mesmo muitas oportunidades no sector químico, desde pastas de dentes até a desodorizantes, penso que há oportunidades para explorar e combater as multinacionais, que vivem num espécie de monopólio.
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    As marcas brancas da grande distribuição têm feito isto. Estão a ganhar mercado a estes oligopólios. Mas não existem muitas marcas portuguesas que sejam distribuídas por vários canais. E penso que aqui é uma pecha que, mais tarde ou mais cedo, surgirão em Portugal novos concorrentes.
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    Se eu procurar por chocolate em pó nos supermercados portugueses, não encontro uma única marca portuguesa. E até existe know how. E até Portugal pode importar cacau de boa qualidade de um seu parceiro lusófono, como a Guiné, que o produz. Mas nota-se que há mesmo a falta de empresas portuguesas dispostas a roubar mercado às multinacionais e suas melhores margens. Daí que, mais tarde ou mais cedo, surgirão empresas tugas a explorar estes mercados inexplorados por empresas portuguesas, mas que terão certamente procura por determinados consumidores.
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    Eu defendo a verticalização do negócio dos produtos e sempre a tentar subir a cadeia de valor. Mas uma empresa existe para rentabilizar capitais e criar empregos. Não para apenas se manter em actividade. E mesmo nos produtos onde se pode competir pelo preço, existem sempre oportunidades por explorar. E que poderão mais trade, mermitir a verticalização do negócio. Que é dominar a produção (e dominar o know how do processo de fabrico, de molde a ter um completo domínio das potencialidades de cada produto) e os circuitos de distribuição. Isto é, da fábrica ao cliente final.
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    Este exemplo da noticia mostra que, provavelmente, irão seguir a estratégia da Glaciar. Seguram um mercado através do preço, depois investem na produção com produtos específicos e diferenciados e mais tarde poderão atacar mercados externos com propostas de maior valor acrescentado. (E respectivas margens.) Provavelmente este exemplo, mostra que ainda há muito por explorar no próprio mercado interno. E quem nem é preciso começar logo com a produção, mas dominar determinadas competências, que poderão combater num determinado modelo de negócio rentável.
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    Quando eu leio muita gente a moer contra o país, acho que poderão ter nestes exemplos, que há mesmo muito por onde explorar, mesmo no mercado interno.
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    Se calhar, um dia, quem sabe, se não poderei comprar um shampoo, criado, produzido e vendido por uma marca nacional? Quem sabe um dia? E quem diz um shampoo, diz um desodorizante, um detergente, etc.

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  22. honni soit qui mal y pense permalink
    15 Março, 2012 15:31

    A EDP é uma gatunagem de colarinho branco .

    Não há perdão.

    Aliás, devia era ser NACIONALIZADA

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  23. Costa Cabral permalink
    15 Março, 2012 17:17

    As PPP’s são piores que os svokozes soviéticos!
    Vamos acabar com esdsas máfias e pô-los daqui par’a fora!

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  24. 16 Março, 2012 07:54

    Independentemente de tudo o que se possa dizer a verdade é que os secretários de estado e mesmo ministros não estão preparados nem tem criatividade para negociar coisa alguma. A astúcia que é necessária para se viver é traduzida por imposição ou mesmo “esperteza saloia” nos actos dos governos. Para uns é “o povo que pague”; para outros é “esses que paguem”; e mesmo para o povo é “os outros que paguem”.
    Enquanto não se mudar o paradigma do Estado e não se deixar de ter a ideia de que tem sempre alguém de pagar alguma coisa, isto não vai lá. E como nunca foi….nunca será.

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  25. 24 Março, 2012 12:36

    1. Qualquer promotor ou credor numa PPP pode avaliar onde termina o risco-projecto e onde começa o risco- Concedente. Se uma estrada não tem tráfego suficiente, deixar de cobrar portagens e passar a receber pagamentos do Concedente “por disponibilidade” não aumenta a viabilidade económica do projecto. Baixo tráfego implica baixa receita fiscal, o que aumento o risco-Concedente. Se isto for um problema generalizado, isso implica um quebra no rating da República.
    2. A má gestão do programa da PPPs, desde a selecção de projectos fracos, à má preparação e má gestão concursal, à falta de aplicação de Lei de Enquadramento Orçamental, à má gestão das renegociações, tudo isto contribuiu fortemente para a quebra do rating da República.
    3. Quando a esmola (do Estado) é grande, os pobres desconfiam. Os promotores, os credores e os investidores tinham a obrigação de desconfiar, de avaliar correctamente o risco-Concedente, o risco-regulador e o risco-soberano, isto é o risco de não conseguir receber tudo que ambicionavam, especialmente quando os benefícios, a prazo, ficaram abaixo dos custos, imediatos.
    Mariana Abrantes de Sousa
    Para saber mais ver o blog PPP Lusofonia e solicitar artigo sobre “Managing PPPs for Budget Sustainability” publicado no Latin Infrastructure Quarterly.
    http://ppplusofonia.blogspot.pt/search/label/Conceitos%20PPP

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