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Apedrejar compensa!

15 Março, 2012
47 comentários leave one →
  1. Golp(ada) permalink
    15 Março, 2012 15:47

    Há bem pouco tempo considerado um País de 3º Mundo, neste caso 40 anos por corrupção, é surpreendente.
    Viva o Brasil.
    http://www.publico.pt/Sociedade/exconsul-portugues-em-cabo-frio-no-brasil-condenado-a-40-anos-de-prisao-1538021

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  2. Zé da Póvoa permalink
    15 Março, 2012 16:21

    Em Portugal há quem roube muitos milhões, mas só porque tem amigos no poder ao mais alto nível, enfrentam processos tipo “faz de conta” nada de mal lhes acontecendo, podendo continuar a gozar o sol na Coelha ou em Cabo Verde que os “tansos” do costume é que pagam!

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  3. 15 Março, 2012 16:27

    Há crimes muito mais graves que compensam em Portugal.

    Ou há moralidade ou comem todos.

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  4. Carlos permalink
    15 Março, 2012 16:46

    Claro que compensa!! e se a rapaziada começar a perceber que é assim lá vai ter de se adiar a crise até uma nova oportunidade, porque senão acaba o “ir ao pote” do nosso PPC e acólitos…

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  5. Costa Cabral permalink
    15 Março, 2012 17:11

    Nada do que os grandes interesses não façam, isto é ameaçar os governantes.
    Ainda esta semana o Mexia e o Catroika da EDP ameaçaram de vida e morte o Governo.
    Estou certo ou estou errado?

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  6. joao manuel permalink
    15 Março, 2012 17:21

    Terá sido o Otelo Saraiva a brincar aos indignários ?

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  7. piscoiso permalink
    15 Março, 2012 17:22

    Claro que compensa.
    O anterior PM foi tão apedrejado que teve de sair do país.

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  8. 15 Março, 2012 17:54

    Em Portugal, país onde há muitos heróis (no hino), quem tem pedras atira…e normalmente ganha com isso.
    .
    Vejam o Mexia da EDP!

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  9. 15 Março, 2012 18:11

    “O anterior PM foi tão apedrejado que teve de sair do país.”

    Mas parece que não foi nada mal de finanças. Ora o ordenado de PM não é assim tão bom. Onde terá arranjado o dinheiro para não precisar de trabalhar e poder viver assim em Paris?

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  10. piscoiso permalink
    15 Março, 2012 18:24

    Não faço a mínima ideia onde ele foi arranjar o dinheiro para viver em Paris, mas sei que há umas centenas de milhar de portugueses a viverem em Paris.
    Onde arranjaram o dinheiro?

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  11. aremandus permalink
    15 Março, 2012 18:49

    roubaram ao Sátiro!!!
    O sátiro gostaria de ter o amount de guito que custa cada fato do estudante de filosofia…

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  12. JDGF permalink
    15 Março, 2012 18:53

    O apedrejamento é um recuado resquício da nossa miscelânea histórica que engloba as 3 religiões reveladas (cristianismo, judaísmo e islamismo).
    Interessa, em primeiro lugar, condenar estas arcaicas derivas culturais (antes que se espalhem…).
    Mas interessará também saber o que – de facto – está a ser adulterado (o adultério é uma das razões que justificaram no passado as lapidações!) para trazer ao de cima tão drástica punição ( do “material circulante”)…

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  13. observador permalink
    15 Março, 2012 19:40

    Cara Helena,

    Finalmente um pouco do cheiro a Molotov, de que tem tanto sentido a falta …

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  14. 15 Março, 2012 19:51

    Por falar em pedradas:~
    http://mentesdespertas.blogspot.com/2012/03/selvajaria-islamica-agora-no-iraque.html
    Jovens “emo” mortos à pedrada pela polícia islâmica no Iraque…

    http://mentesdespertas.blogspot.com/2008/03/tolerncia-islmica-ii-vdeo-de-lapidao.html
    mulheres acusadas (sem hipótese de defesa) de ter relações extra matrimoniais enterrdas até à cintura e mortas à pedrada no Irão.
    selvajaria islâmica no seu esplendor.
    Sampaio..zapatero….a escumalha da aliança das civilizações…..cúmplices desta selvajaria

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  15. Joaquim Amado Lopes permalink
    15 Março, 2012 20:04

    Talvez o “ajustamento” seja o encerramento das carreiras. Pelo menos os motoristas deviam recusar-se a fazê-las.

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  16. 15 Março, 2012 20:22

    Apedrejados é pouco.
    Hoje estive entre as 12h50 e as 13:45 à espera da carreira 6.
    Segunda-feira foi o mesmo.
    Terça-feira foi o mesmo.
    Quarta-feira foi o mesmo.
    Hoje foi o mesmo.
    Isto é Cuba. Mas uma Cuba bem financiada. Pois tive de largar 40 euros por 20 dias!
    Um gajo morre pobre e anda sempre atrasado em Portugal!
    R.

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  17. 15 Março, 2012 20:40

    “ei que há umas centenas de milhar de portugueses a viverem em Paris.
    Onde arranjaram o dinheiro?”

    Pois. Os emigrantes por lá trabalham. E não vivem com uma fração dos luxos do tal ex-PM.
    Talvez seja melhor perceber de onde lhe vem o dinheiro antes de derramar lágrimas por um tal personagem.

    Como diz o povo: quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem.

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  18. piscoiso permalink
    15 Março, 2012 21:13

    Estou-me nas tintas para a vida privada dos emigrantes em Paris.

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  19. 15 Março, 2012 22:35

    onde vai ser o próximo?
    São Bento?
    Belém?
    ?????

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  20. Costa Cabral permalink
    15 Março, 2012 22:49

    Enquanto não começarem a apedrejar os bólides dos governantes pimpões, a coisa não está mal…

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  21. anti-comuna permalink
    15 Março, 2012 22:54

    Para além dos livros, para além da realidade, para além do imaginável.
    .
    Um “arrependido” de um conhecido banco de investimentos americano escreveu isto:
    .
    http://comments.cftc.gov/PublicComments/ViewComment.aspx?id=57019&SearchText
    .
    .
    Só um cheirinho, para vos interessar pela leitura do depoimento:
    .
    “They all know too well of the backdoor crony connections they share intimately with elected officials and with other institutions. It is apparent in everything they do, from the meager attempts to manipulate LIBOR, therefore controlling how almost all derivatives are priced to the inherit and fraudulent commodities manipulation. ”
    .
    “Yes, we at JPMorgan that are in the know are fearful of a cascading credit event being triggered in Greece as they have hidden derivatives in excess of $1 Trillion USD. We at JPMorgan own enough of these through counterparty risk and outright prop trading that our entire IB EDG space could be annihilated within a few short days.”
    .
    .
    Compreendem agora porquê que tanto pressionaram a Europa para imprimir e tentar salvar a Grécia?
    .
    .
    Agora reparem bem nisto: “fearful of a cascading credit event being triggered in Greece as they have hidden derivatives in excess of $1 Trillion USD.”
    .
    .
    Estes são um dos vendedores de “seguros”, que alguns acreditam mesmo que são meros inocentes “hedgers”.
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    .
    Os mercados financeiros são, quase todos em dia, meros casinos financeiros deste tipo de instituições. As leis na Europa mudaram para tentar evitar um futuro colapso de um destes mamutes, mas não acredito que algum dia estas novas regras tenham os efeitos desejados. A solução era mesmo dividir estes gigantescos casinos, separar as suas operações, estabelecer limites para as suas quotas de mercado e operações do mercado. Na Europa escolheram outra solução. Legítima. Mas desconfio que não chega.
    .
    .
    Nos USA a coisa é mais grotesca. É mesmo uma completa insanidade e, um dia, um destes casinos vai ter um estoiro, de tal forma gigante, que todos nós vamos sentir as ondas de choque da sua implosão. Se uma “chafarica” como a MF Global já deixou o mercado atordoado, imaginem um JP Morgan ou Goldman Sachs estoirar. Todos nos, na Terra, seja onde for, mesmo num buraco qualquer, iríamos sentir os efeitos do colapso do sistema financeiro mundial. E nos USA, também num estilo de capitalismo mafioso, todas estas fraudes são esquecidas ou metidas para debaixo do tapete. Mas um dia, um dia, um evento qualquer não previsto, poderá implodir o sistema todo. E aí, sim, vamos ter uma verdadeira depressão económica, ainda pior que a dos Anos 30.
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    .
    Deus nos livre se uma coisa destas acontece. Estamos a viver sob uma leve camada de gelo. Um dia…
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    .
    PM Depois lê-se por aí que são tudo teorias da conspiração, exageros de alguns lunáticos e tal. Mal têm ideia do monstro que criamos e que o continuamos a alimentar.

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  22. anti-comuna permalink
    15 Março, 2012 23:34

    Nos USA, o sistema económico está todo de pernas para o ar. Um país como aquele, cada vez mais se parece com um tipo de fascismo económico sofisticado. A fraude, o roubo e a falta de ética começa no topo que depois passa para as bases.
    .
    .
    Nos últimos meses surgem cada vez mais desconfianças sobre os indicadores económicos publicados pelas autoridades oficiais. Por um lado, uns dizem que a economia está fraca e que precisa de mais estímulos, mais gastos governamentais e mais dinheiro crido pela Reserva Federal para sustentar o barco. Por outro, temos as mesmas autoridades oficiais a gabarem que o pais saiu da crise se criam muitos empregos.
    .
    .
    A coisa é de fal forma cómica, que há um tipo de fraude que agora começa a ser comum nos USA, mas que ainda ninguém fala. (Um mesmo tipo de fraude que ajudou a colapsar a economia americana, há cerca de 5 anos atrás.) Que fraude é esta? O uso de empréstimos para prosseguir estudos académicos, garantidos e subsidiados pelo governo, para o consumo privado. Alguns procuram descobrir as contradições entre os dados oficiais (como aqui: http://globaleconomicanalysis.blogspot.com/2012/02/consumer-credit-demolishes.html ) mas ainda não chegaram ao problema. Ainda não perceberam que as familias estão a usar este tipo de empréstimos para estudantes para financiar as suas despesas e consumo.
    .
    .
    Nos USA, os rendimentos médios estão a subir muito pouco e abaixo da inflação oficial. No entanto, o consumo privado está de novo alto, as vendas de carros a recuperar para os máximos de sempre e, para cereja no bolo, oficialmente, o crédito ao consumo está em queda. Estão a criar bastantes empregos, sobretudo mal pagos e até a taxa de desemprego cai. Mesmo que martelados os números, é inegável que a economia americana está a criar empregos. Mas se os rendimentos não sobem à mesma velocidade que a inflação, logo o poder de compra real está em queda, como explicar um aumento do consumo sem recorrer ao crédito? De onde vem este dinheiro? Não o explicam. Mas vem de onde não devia: do Estado (via transferências sociais, mesmo que à custa de mais dívida pública e défice) e do crédito, neste caso, através da fraude do crédito bonificado para a estudantada.
    .
    .
    Que capitalismo é este, nos USA? Isto não é capitalismo normal, é mesmo uma espécie de capitalismo dirigido pelo Estado e pelos oligarcas. É o moderno fascismo económico. Onde é que isto vai parar? Ninguém sabe, mas um dia aquilo estoira. Se somarmos um sistema financeiro criado para parasitar, tanto os cidadãos americanos como o resto do mundo, temos o caldo ideal, para um dia aquilo estoirar. Podem adiar a correcção dos problemas, mas não a podem evitar. Por muitas alquimias monetárias e financeiras que façam.

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  23. Nuno permalink
    16 Março, 2012 02:31

    .
    E o que é que esta merda toda inretessa?
    .

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  24. Portela Menos 1 permalink
    16 Março, 2012 02:32

    Helena Matos muito citada:
    http://arrastao.org/2489658.html#comentarios

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  25. neototo permalink
    16 Março, 2012 08:03

    Nos USA, o sistema económico está todo de pernas para o ar. Um país como aquele, cada vez mais se parece com um tipo de fascismo económico sofisticado. A fraude, o roubo e a falta de ética começa no topo que depois passa para as bases.
    ….

    Mais nos IUESEI nao era que elegeram o mulato porque o anterior Presidente parece que nem sabia patavinha destes assuntos financeiros e só andava nas causas e guerrecinhas justas?
    Um auténtico bluffffffffffff este Obama com seu mandato a ponto de finaliçar e ja nao tem tempo de arrumar a casa.

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  26. piscoiso permalink
    16 Março, 2012 10:11

    Vale a pena transcrever:
    Escreva você mesmo o próximo post da Helena Matos.
    Lorem a esquerda ipsum subsídios dolor o Estado, consectetur a esquerda. Lacinia funcionários públicos orci direitos adquiridos at ipsum subsídios non greves viverra sindicalistas neque a esquerda volutpat politicamente correcto. Nulla queixumes convallis dependentes tempus apoios sociais lectus exigências nec Soares dos Santos euismod prejuízos ao Estado. Aenean rendimento mínimo malesuada, défice metus a esquerda quis marxistas interdum greves adipiscing, diam sem autoproclamadas pessoas da cultura auctor lacus politicamente correcto, vitae suscipit capitalistas honestos diam erat banqueiros empreendedores sed esquerda oportunistas felis.

    É muito fácil. Mantenha todas as palavras que estão em português e substitua o latim por uma merda qualquer.”

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  27. aremandus permalink
    16 Março, 2012 10:25

    Piscoiso:
    Na MOUCHE!!!

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  28. neototo permalink
    16 Março, 2012 11:05

    Por certo. Para entendidos e polítologos dos estados da UE e a sua situaçao actual… Se o deficit da dívida exterior permitida é de um 60% máximo e a de Alemania ja vai no 83,2 % do PIB e portanto está a incumplir essa norma porqué ninguem ossa dezirlhe a Dona Merkel que também ela deveria arrumar a sua casa?. Porqué será?

    http://www.datosmacro.com/deuda

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  29. esmeralda permalink
    16 Março, 2012 12:12

    Deve ser isso que chamam “trabalhar para o bem comum”!!!!! De uma assentada, nuns parcos 15/20 minutos de notícias, antes de almoço, fiquei ABISMADA! Parece estar a tornar-se um estado rotineiro sempre que ouço e vejo notícias! Foi o caso Vale Azevedo, com uma entrevista “escabrosa” q.b., o governo inglês a pagar as despesas judiciais, ele a não querer responder à pergunta “está falido?”, a viver num dos locais mais caros de Londres, o caso Duarte Lima, o caso Freeport, o Otelo a precisar de algum tipo de tratamento para ver se abre a boca sem dizer asneiras… Enfim! Estamos num mundo normal? A Justiça só é problemática em Portugal? Ninguém se enjoa com Marinho Pinto? Fogo! Que lástima!

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  30. anti-comuna permalink
    16 Março, 2012 12:30

    ” Se o deficit da dívida exterior permitida é de um 60% máximo e a de Alemania ja vai no 83,2 % do PIB e portanto está a incumplir essa norma porqué ninguem ossa dezirlhe a Dona Merkel que também ela deveria arrumar a sua casa?. Porqué será?”
    .
    .
    Então ela não o está a fazer? Passou de um défice orçamental na casa dos 4% para apenas cerca de 1%. Vc. está desatento. 😉
    .
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    Aliás, quando andavam todos a dizer que a Alemanha devia meter dinheiro na periferia, ninguém estava a ver que a Alemanha também tem os seus problemas. E que até foi um dos países que mais violou o Tratado de Maastricht. E, aliás, as limitações constitutcionais aos défices, que ela desejava impôr na Europa, não se destinava apenas á periferia mas sobretudo para o… Interior da Alemanha! (Os ingleses é que, na sua propaganda, tentando dividir a Europa, diziam que era para lixar a periferia, quando a coisa não era bem assim.)
    .
    .
    A Merkel não está a trabalhar apenas para a Europa mas até, sobretudo, para o interior da Alemanha, já que amplos sectores da oposição são contra a própria austeridade alemã. O que ela está a fazer, não apenas tem impacto na Europa, mas na própria Alemanha. Que tem uma dívida demasiado elevada e foi o país que mais violou os Tratados Europeus, depois da Grécia. A Alemanha ainda fez pior que a Itália ou até mesmo Portugal.

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  31. anti-comuna permalink
    16 Março, 2012 12:49

    O milagre económico português começa a ter aderentes em Portugal. Depois de Portugal, importa que no exterior o reconheçam. Pois é no exterior que tudo se joga.
    .
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    Leiam esta peça da conhecida Cristina Casalinho, economista-chefe do BPI:
    .
    “Nem tudo é mau
    .
    Portugal está a provar ser mais flexível e competitivo que vaticinado; mais uma vez o ajustamento está a ser mais veloz do lado do sector privado que público. Buscam-se novos mercados e produtos; adequa-se procura a rendimentos.”
    .
    in http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=544835&pn=1
    .
    .
    Alguns destaques meus.
    .
    .
    ” Em vez da tradicional necessidade de financiamento, Portugal evidenciou capacidade de emprestar ao resto do mundo (0.2% do PIB). Efectivamente, entre 2010 e 2011, em termos anuais, o desequilíbrio externo nacional corrigiu de 8.9% do PIB para 5.2% – uma redução em cerca de 41%. Este ajustamento explica-se, não só pela queda das importações (-5.5%) devido à contracção da procura interna, mas sobretudo pelo desempenho das exportações ( 7.4%). Os dados relativos ao mês de Janeiro (incremento nominal de 10.9%) consolidam a expansão das exportações, para além da recuperação da quebra induzida pelo arrefecimento do comércio mundial em 2009.”
    .
    .
    ” Este resultado evidencia a flexibilidade da produção nacional, na presença de um mercado doméstico deprimido, e contraria a percepção externa de falta de competitividade. Segundo dados recentes do Eurostat, no último trimestre de 2011, Portugal e a Irlanda registaram as maiores quedas de custos laborais horários. Contudo, enquanto em Portugal o salário/hora na indústria atinge 10.3 euros (35% da média da EU-17, que compara com 45% nos serviços), na Irlanda ascende a 28.8, 21.9 em Espanha ou 15.7 na Grécia. O mesmo nível de custos laborais lusitano encontra-se na República Checa.”
    .
    .
    Esta última parte do texto é deveras importante. Por duas razões, mas eu queria realçar uma. Um dos erros que se faz amiúde (por exemplo, o último mau exemplo, do conhecido Daniel Gros) é usar o ano 2000 como ponto de partida para estabelecer comparações relativas aos custos unitários de trabalho. (E ainda por cima, a média, quando dentro da média, a dispersão é elevada e seus componentes ainda maiores). Até certo ponto entende-se usar o ano 2000, pois foi quando entrou o euro em circulação. Mas também é preciso ver que as bases são bastantes diferentes e que esse comportamento diverso dos custos de trabalho não explica tudo.
    .
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    Em termos simplistas. Se um tipo ganha 100 euros no ao 2000 e chega ao ano 2011 a ganhar 130 euros, tem uma subida de 30% dos custos de trabalho. Mas se um outro tipo, por exemplo, na Alemanha, ganha 200 euros no ano 2000 e passa a ganhar 220 euros, tem uma subida de 10% nos custos. Em termos relativos, pode-se dizer que houve uma perda de competitividade do primeiro caso. No entanto, apesar de ter perdido competividade face à Alemanha, no entanto o salário do primeiro trabalhador continua muito abaixo do alemão. E pretender reduzir o salário do primeiro trabalhador é de uma estupidez, já que por si mesmo, em 2011, o seu salário continua muito abaixo do alemão.
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    O que me estranha é isto. Há demasiada gente a usar o mau argumento da subida dos custos de trabalho, desde a introdução do euro, para atacar a Alemanha ou os países periféricos. Ou esta gente não sabe do que fala, ou desconhece mesmo a realidade de cada país e a evolução dos custos de trabalho após a introdução do euro como antes.
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    Há mais razões para duvidar desta forma de analisar a competitividade de um país. Por exemplo, a produtividade é fundamental numa análise comparativa. Mas ninguém a faz. A inflação também tem que ser tida em conta, mas poucos o fazem. Sem falar, que as médias pouco dizem quando existem dispersões enormes. Por exemplo, se Portugal tem os salários das pessoas “pouco qualificadas” (isto é controverso, porque, o know how não académico nunca é tido em conta nestas análises, mas que as empresas têm-no) elevado face a alguns concorrentes; já os salários da mão-de-obra qualificada em Portugal chegam a ser 1/4 de países concorrentes. E isto não é capturado pelas análise simplistas que esta gente faz nos chamados estudos dos custos unitários de trabalho.
    .
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    Só mais um destaque ao artigo da economista-chefe do BPI:
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    “Portugal está a provar ser mais flexível e competitivo que vaticinado; mais uma vez o ajustamento está a ser mais veloz do lado do sector privado que público. Buscam-se novos mercados e produtos; adequa-se procura a rendimentos. Porém, para a alteração do modelo ser viável, o produto português tem de mudar em termos de valor: têm de produzir-se bens e serviços que permitam remunerar os factores produtivos como na Irlanda ou Espanha. Têm de existir mercados internos, infra-estruturas, qualificações, instituições compatíveis. Ensaia-se o primeiro passo enquanto se anseia pelo salto fundamental da criação de valor (com volume).”
    .
    .
    Aqui se prova, que o apelo ao valor do CCZ ( http://balancedscorecard.blogspot.com/ ) começa a ser ouvido pelos economistas portugueses. O modelo de pensamento anglo-saxónico, que faz escola, começa a conhecer uma alternativa que se adapta muito bem a Portugal. Este trecho da Cristina Casalinho mostra que as mentalidades estão a mudar em Portugal. E ainda bem!

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  32. anti-comuna permalink
    16 Março, 2012 13:44

    O euro e a sua crise. Olhem como as coisas começam a compor-se. E, lentamente, a Zona Euro começa a tornar-se numa máquina económica formidável.
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    “Euro zone exports show renewed vigour, Germany leads
    .
    .
    * Exports jump 11 percent in Jan vs year-ago
    .
    * Euro zone halves its deficit from Jan 2011
    .
    * Energy gap soars in 2011 vs 2010
    .
    * Trade deficit with China narrows in 2011”
    .
    in http://www.reuters.com/article/2012/03/16/eurozone-trade-idUSL5E8EG0SP20120316
    .
    .
    Tanto patarata a dizer que a Europa estava de frangalhos e a caminho da falência, no entanto, por detrás da crise da dívida soberana e financeira, esconde-se uma das mais fortes economias do mundo. Economias essas com industria e valor acrescentado. Que agora começa a colher os frutos de economias de escala, permitidas por haver uma moeda única.
    .
    .
    Se as pessoas pusessem mais os olhos às bases em vez do telhado e das janelas, já poderiam ter compreendido o que se está a passar na Europa. Mas como vivem da espuma do dia…

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  33. anti-comuna permalink
    16 Março, 2012 13:54

    Diziam que vinha aí uma depressão do caraças, para a Europa, no entanto…
    .
    .
    “Euro-Region Exports Increased in January, Bolstering Economy
    .
    European exports rose for a third month in January, adding to signs the region’s economy is regaining strength after shrinking in the fourth quarter.”
    .
    in http://www.businessweek.com/news/2012-03-16/euro-region-exports-increased-in-january-bolstering-economy
    .
    .
    O défice da balança comercial de produtos energéticos atingiu o maior valor de sempre, na Europa. Mas apesar da forte subida nos custos energéticos (importamos tanta energia, que até doi como custa tanto sermos dependentes do exterior, e ainda por cima, fazemos erros como apostar em energias ainda mais caras), a Europa teve um dos maiores excedentes comerciais a nível industrial. Tanto em termos históricos como até contra concorrentes directos. (Ver http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_PUBLIC/6-16032012-AP/EN/6-16032012-AP-EN.PDF )
    .
    .
    Note-se nestes dois valores:
    .
    .
    “The EU27 deficit for energy increased significantly (-387.7 bn euro in 2011 compared with -306.9 bn in 2010), as
    did the surplus for manufactured goods (+264.8 bn compared with +173.7 bn).”
    .
    Link do Eurostat.
    .
    .
    O défice relativo aos produtos energéticos são gigantes. No entanto, o crescimento do excedente na indústria (não existe para aí uma tese que diz que estamos a perder a capacidade industrial? ehehheeh ) atingiu os 264 mil milhões de euros e cresceu em 2011, cerca de 52%!!!!!
    .
    .
    Com uma coisa que é preciso ter-se em conta. Os custos energéticos um dia cairão, ao passo que os excedentes industriais têm mais consistência no tempo e sustentabilidade. Logo que os custos energéticos estabilizem ou caiam, o excedente comercial europeu dispara! E isto é uma coisa que ninguém está a prever, mas é certo e garantido, que um dia isto acontecerá. No dia que tal acontecer, o mundo descobre que a Europa se tornou na região do mundo mais competitiva. eheheheheh
    .
    .
    E há tanto pessimismo para a Europa e no entanto, se excluirmos a Inglaterra, a Europa já está mesmo a consolidar as suas bases económicas e com o euro, a transformar a sua economia, na mais formidável máquina competitiva do mundo!!!

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  34. anti-comuna permalink
    16 Março, 2012 14:11

    Entretanto, no Brasil, as autoridades continuam com as suas más políticas económicas. Esta gente ainda não aprendeu que não é com proteccionismo que se criam economias fortemente competitivas. Podem penalizar as exportações portuguesas, mas nunca será por isso que criarão vinhos excelentes e competitivos.
    .
    .
    “Brasil quer travar importação de vinhos portugueses
    .
    O Governo de Dilma Rousseff abriu uma investigação para ponderar a introdução de medidas de salvaguarda sobre as importações brasileiras de vinho.”
    .
    in http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=545041
    .
    .
    Na prática estão a prolongar os problemas, não a os resolver. Esta mentalidade de fraco só lhes arruína ainda mais as perspectivas futuras. Enfim.

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  35. Portela Menos 1 permalink
    16 Março, 2012 15:12

    palavras chave de um qiulaquer poste no Blasfémias de helenamatos, miranda, jmf, jcd ….
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    (…) a esquerda subsídios o Estado a esquerda funcionários públicos direitos adquiridos subsídios greves sindicalistas a esquerda politicamente correcto. queixumes dependentes apoios sociais Soares dos Santos prejuízos ao Estado rendimento mínimo défice esquerda marxistas greves autoproclamadas pessoas da cultura politicamente correcto capitalistas honestos banqueiros empreendedores esquerda oportunistas

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  36. anti-comuna permalink
    16 Março, 2012 15:19

    Lembram-se quando eles diziam que Portugal teria enormes problemas para exportar? E até comparavam com a Irlanda?
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    Nova táctica. Apontar o dedo à dívida privada. eheheehehh
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    Pena que hajam portugueses envolvidas nestes ataques nojentos a Portugal.
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    “Portugal’s private debt mountain threatens recovery
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    By Sergio Goncalves and Andrei Khalip
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    LISBON – Portugal has won plaudits from international lenders for tackling its public debt crisis head on, but a heavy schedule of expiring private debt threatens to undermine government efforts to nurse a shrinking economy back to health.
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    The country’s outstanding corporate and household debt is close to three times the value of its economic output.
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    Some 31-billion euros of company borrowings – worth around 40% of the country’s 3-year EU/IMF bailout – falls due this year, the Bank of Portugal says. With bad loan rates soaring and credit contracting, analysts say mass corporate asset sales and a wave of insolvencies are inevitable.
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    Allowing firms, especially in the hard-hit construction sector, to go bust and slashing spending by heavily indebted households could send the economy into a slump that will by far surpass government estimates of 3.3% this year.
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    Citigroup projects a contraction of 5.7%.”
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    in http://business.financialpost.com/2012/03/15/portugals-private-debt-mountain-threatens-recovery/
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    E, claro, como bom colono, tem que meter as previsões erradas do Citigroup, para reforçar ainda mais a má imagem de Portugal.
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    Agora, uma coisa é verdade. A dívida privada tuga é elevada:
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    “While Portugal’s public debt last year was at 107% of GDP, well below Greece’s 160%, its private debt stood at 280%, comprising 178% for companies and 103% for households.
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    According to Eurostat data from 2010, latest data, Greece’s private debt was 124%, Spain’s 227% and Ireland’s 341%.
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    “The problem is that Portugal has every sector — public, corporate, households, banks — overindebted,” said Prof. Joao Esteves at the Lisbon Technical University. “There can be no lending (by banks) because the top priority is to deleverage.”
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    Gros also argues that Portugal has to be firm, allowing companies go bankrupt rather than taking over their debts or giving loans to inefficient firms to preserve output and jobs.”
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    Mas o que estes gajos amíude escondem, é isto. Uma dívida torna-se preocupante quando é demasiado elevada face aos seus capitais próprios e até seus rendimentos. (Nas empresas, usam com frequência o indicador Debt/EBTITDA.) E se é verdade que a dívida privada, que a grande maioria é corporativa, estes gajos têm que ter em conta que os rendimentos destas empresas é fgeito sobretudo no exterior. (O tal EBITDA). Ou seja, esta dívida tem que ter em conta que não é bem o mercado doméstico (ou o PIB português) que é importante, mas todas as operações incluindo as do exterior.
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    Tomemos como exemplo a EDP, a empresa mais endividada de Portugal. O seu EBTIDA é todo gerado em Portugal? Não! Pelo contrário, a maioria dos seus resultados operacionais são realizados no exterior de Portugal. Não quer dizer que não seja uma empresa endividada (que contribuiu para aumentar o risco sistémico) mas é preciso ter em conta que é um endividamento que depende mais do exterior que do mercado interno, para a pagar. E, também, já agora, que é uma utility, logo, é normal estar mais endividada que outras empresas.
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    O que me espanta é na mesma merda de artigo, os gajos metem um gráfico para atacar Portugal mas fecham os olhos à… Irlanda! Que ainda está mais pior e parece que esse endividamento já não é mau. Estão a ver a coisa? E um português alinha nestas palhaçadas! llolololol
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    Portugal está endividado? Está. As empresas tugas estão endividadas? Estão. Mas é assim tão preocupante? Não tanto. Ponha-se os olhos no que o próprio Ulrich diz:
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    “Ulrich salientou, no entanto, que em Portugal “é baixo” o nível de incumprimento no crédito à habitação, “que é, de longe, o mais utilizado”.

    “A esmagadora maioria das pessoas continua a cumprir as suas obrigações e há mesmo algumas que até reembolsam mais depressa do que o previsto no contrato com os bancos, porque lhes faz confusão ter dívidas. A situação não é tão má como pode parecer”, rematou.”
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    in http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=544933
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    As dívidas das famílias estão sobretudo concentradas no crédito à habitação. E o que é mesmo de realçar, em termos positivos, é que face à crise económica e à queda na procura interna e ainda à forte subida no desemprego em Portugal, as taxas de incumprimento são muito mais baixas que na… Irlanda! Um país nitidamente com uma cultura caloteira. E são mais baixas até que em Espanha!
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    Mas quando é para denegrir e atacar Portugal, estes gajos arranjam sempre alguma coisa para tentar lixar Portugal. E liderar ataques especulativos contra Portugal. O endividamento privado é elevado, mas sobretudo devido aos grandes investimentos das grandes empresas nos mercados externos. Basta ver a EDP, a Portugal Telecom, a Galp, a Cimpor, etc. E são estas grandes empresas que têm a fatia de leão da dívida privada portuguesa. Mas não é assim tão mau, já que os níveis de incumprimento privados são baixos. E um dos trunfos da banca portuguesa.
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    O grande problema do endividamento é mesmo o estatal. O Estado sem a ajuda da troika é que nem sequer conseguiria pagar os salários. Não são os privados, que até estão a conseguir gerir, mais ou menos bem, a situação de stress gerada pelo credit crunch interno.
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    Mas irão sempre descobrir fraquezas para denegrir Portugal, sem usar os mesmos critérios para avaliar outras economias e outros endividados. E, mais grave ainda, ver portugueses a fazerem de Miguel de Vasconcelos, do ano 2011. Que lhe faça bom proveito a carica, que poderá receber da City. Oxalá, um dia, nãos e venha a arrepender. É só os meus desejos.

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  37. aremandus permalink
    16 Março, 2012 15:21

    acho que o bisgarolho que tutela a pasta da saúde devia encomendar um estudo sobre as faculdades mentais de H Matos…

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  38. votoembranco permalink
    16 Março, 2012 15:55

    Helena Matos – a Veronica Guerin à moda da casa!

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  39. e-ko permalink
    16 Março, 2012 16:05

    Frisando que se tratava de um relato de um emigrante radicado na Polónia, Luís Amaral (na foto) começou por defender que o sistema de ensino em Portugal promove a mediocridade das pessoas, não distinguindo as boas. “O sistema trava os jovens e não os desenvolve”, criticou Luís Amaral.
    .
    A seguir o gestor passou para o retrato do sistema judicial, em que disse existir uma impunidade total. “Sou emigrante, só vejo pelos jornais, mas eles nunca vão para a prisão. É recursos e mais recursos e estão todos cá fora. Se o sistema judicial não funciona leva à impunidade. O crime compensa”, afirmou o gestor.
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    Da justiça o CEO da Eurocash passou para o sistema financeiro. “Sou empresário, trabalho na Polónia e tenho mais facilidade em aceder ao sistema financeiro lá do que teria em Portugal.”
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    O líder da especialista em retalho grossista diz que a banca em Portugal não funciona “baseado na ideia mas no indivíduo”. Para Luís Amaral a banca está confortável dentro deste sistema em que empresta dinheiro sempre aos mesmos.
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    O empresário criticou ainda a falta de propensão ao risco da economia portuguesa que faz com que qualquer um que falhe uma vez não possa voltar a tentar. “Devemos apreciar os que correm riscos mesmo quando falham porque eles correm riscos”, disse o CEO da Eurocash, acrescentando “que pensamos pequenino”.
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    Seguidamente o empresário passou em revista algumas das características que fortalecem os portugueses, tais como a criatividade, dando como exemplo os inúmeros prémios que investigadores portugueses recebem na área da saúde ou os prémios para os nossos arquitectos.
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    A flexibilidade do povo português é também vista como um ponto positivo pelo gestor. Mas ainda assim com um pequeno reparo: “A vida dos portugueses mudou radicalmente num ano e nada está acontecer. As pessoas têm uma capacidade grande de absorver. Às vezes demasiado grande. Às vezes era bom que andássemos na rua a partir umas montras para mostrar que estamos vivos.”
    .
    Comparando Portugal com a Polónia, Luís Amaral frisou que Portugal é um país de “jeitinhos, em que a criatividade está acima da organização, mesmo quando a prejudica”.

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    sublinhados meus.

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  40. atom permalink
    16 Março, 2012 16:25

    Parece-me detectar um certo receio da parte da Dª Helena, de que a hipotética pena num mais que provável futuro julgamento dos nossos governantes, seja a lapidação. Penso que esse receio é infundado… O júri que apreciar esta governação vai certamente conseguir maneiras mais civilizadas de executar as possíveis e prováveis penas. De acordo aliás com os nossos brandos costumes…

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  41. anti-comuna permalink
    16 Março, 2012 17:25

    Mais boas noticias.
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    A ACAP tem uns dados interessantes sobre a produção e comércio de automóveis em Portugal. Eu vou destacar alguns dados interessantes.
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    “No mês de Fevereiro de 2012, foram produzidos 17.310 veículos automóveis, ou seja, um ligeiro acréscimo de 0,9% face ao mês homólogo do ano anterior. Em termos de produção acumulada, foram produzidos 33.054 veículos, ou seja, menos 4,1% do que no mesmo período do ano anterior.”
    .
    in http://www.acap.pt/fevereiro2012-producao-automovel.html?MIT=36493
    .
    .
    Em Fevereiro a produção de viaturas (pesadas e ligeiras) subiu ligeiramente face ao ano passado. Mas em Janeiro a produção tinha caído. No entanto, apesar da queda da produção automóvel, as exportações portuguesas subiram mais de 13% em termos homólogos. Ou seja, o contributo das exportações de viaturas (que foi positivo) em Janeiro deverão reforçar-se muito mais a partir de Fevereiro.
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    .
    Mas as boas noticias não se esgotam aqui. Onde é que houve mais acréscimo na produção de viaturas?
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    “O pequeno acréscimo da produção em Fevereiro de 2012 foi determinado pelo crescimento da produção de veículos comerciais ligeiros os quais tiveram uma variação de mais 27,9% e de veículos pesados (+33,1%). Por sua vez, a produção de veículos ligeiros de passageiros teve uma variação homóloga de menos 9,7%.”
    .
    Mesmo link anterior.
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    Por aqui se pode ver que foram os comerciais ligeiros e pesados a crescerem bastante (efeito canter?) ao passo que os ligeiros de passageiros caíram cerca de 10%. (Quase tanto como o consumo europeu.) Qual a importância destes dados? A informação qualitativa sugere que o investimento na Europa inverteu a sua anterior queda e já começou a crescer bem, bem patente na produção dos veículos comerciais. Ou seja, o investimento na Europa recomeçou o seu ciclo de crescimento que mais tarde se estenderá aos bens de consumo. E indicia que as exportações portuguesas poderão voltar a acelerar novamente, para a UE. (Que já tinham crescido em Janeiro, note-se.)
    .
    .
    Se acontecer o que é expectável com estes dados, uma aceleração do investimento e das exportações portuguesas para a Europa em Fevereiro e demais bens de consumo a breve trecho, é bem provável que as exportações portuguesas, em termos globais, poderão ter um ano de ouro. Por um lado, as exportações para a Europa deverão voltar a crescer a taxas nos dois dígitos e, para fora da Europa (em especial para a China), elas deverão disparar. (Aliás, em Janeiro, triplicamos as exportações para a China, o que é fantástico.)
    .
    .
    Se correr bem, Portugal poderá chegar ao final do ano, com um aumento das exportações bem acima dos 15%. Talvez mesmo 18%! Se tal acontecer e as importações estabilizarem, teremos certamente um excedente comercial. Com sorte, também na balança de pagamentos. Isto mostrará a todo o mundo, que Portugal está a fazer um milagre económico.
    .
    .
    O que é ainda mais interessante, é que nalguns mercados, as exportações crescem a alta velocidade. China, USA, Marrocos, Polónia, etc. E quase todos países fora da Zona Euro. Isto desmente todas as crendices e propaganda contra o euro e contra Portugal dentro do euro. E esta subida para estes mercados, compensam bem as perdas que ocorreram nalguns mercados tradicionais portugueses, em especial, o mercado espanhol, que vive dias agitados. (E um risco significativo para Portugal.)
    .
    .
    2011 poderá ser um ano de ouro para as exportações portuguesas. A ver vamos se surpreenderemos o mundo céptico e os próprios inimigos de Portugal!

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  42. aremandus permalink
    16 Março, 2012 17:33

    A-C,
    nós a exportarmos carros alemães e franceses!
    somos os maiores.
    o que pode acontecer é que daqui a uns tempos as fábricas deslocam-se para marrocos ou roménia e depois teremos de exportar carros tugas: os papa-reformas! (ops ainda não temos tecnologia para fabricar papa-reformas…)

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  43. anti-comuna permalink
    16 Março, 2012 17:44

    “o que pode acontecer é que daqui a uns tempos as fábricas deslocam-se para marrocos ou roménia e depois teremos de exportar carros tugas:”
    .
    .
    Sim, sim. E até pode acontecer o planeta orbitur atingir em cheio Portugal.
    .
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    Vai um bagacinho? 😉
    .
    .
    PM Porquê que eu não leio as mesmas tretas em relação a outros países? Porquê sempre a mesma visão apocalíptica para Portugal? Vá-se lá entender esta malta. Dá-se!

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  44. anti-comuna permalink
    16 Março, 2012 20:16

    Como participar no milagre económico português. Exportar. Exportar muito!
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    .
    “Empresa de Portalegre exporta 35 % do volume de negócios para vários países
    .
    Uma empresa de comércio agroindustrial, de Portalegre, a Diterra, já exporta os seus produtos, sobretudo azeite virgem extra, para vários países, num valor correspondente a 35 por cento do volume de negócios, revelou hoje a sócia gerente.”
    .
    in http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=535939&tm=6&layout=121&visual=49
    .
    .
    De destacar isto:
    .
    “A Diterra, fundada em 2002, é uma empresa do concelho de Portalegre que em 2004 lançou a sua própria marca de azeite virgem extra, Almojanda, nome de uma das herdades que explora, com a intenção de prosseguir a tradição familiar.
    .
    No início de 2008, licenciou uma unidade de embalamento de azeite na herdade de Almojanda e, no ano seguinte, lançou no mercado o azeite virgem extra Fadista.
    .
    Recentemente, a empresa apresentou o azeite Fadista, com sabor a alho, destinado, sobretudo, ao mercado de exportação.”
    .
    .
    Azeite com sabor a alho, hein? :))

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  45. anti-comuna permalink
    16 Março, 2012 20:18

    Noticias desconcertantes.
    .
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    “Estrangeiras abrem loja só com produtos nacionais
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    Duas mulheres de nacionalidade estrangeira estão empenhadas em promover o produto nacional e abriram uma loja só com têxteis e loiças fabricados em Portugal.”
    .
    in http://www.jornaldascaldas.com/index.php/2012/03/15/estrangeiras-abrem-loja-so-com-produtos-nacionais/
    .
    .
    Sem comentários:
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    “A canadiana Natalie Pudelsky e a inglesa Dinah Thain, ambas de 38 anos, inauguraram este mês a loja “Casa Lusa”, na vila de Serra D’el Rei, em Peniche. Tem produtos têxteis para o lar, nomeadamente roupa de banho, cama e mesa em vários tecidos, loiça em grés e acessórios “100% Made in Portugal”. Os fabricantes são do Norte do país.”
    .
    .
    “A ideia do negócio surgiu “a pensar no que faz falta na região”, tendo constatado que “os têxteis para o lar não são fáceis de encontrar sem ser nas grandes superfícies e o mais importante para nós era promover os produtos nacionais e então o que temos na loja é tudo feito em Portugal”, referiu Natalie Pudelsky.
    .
    O conceito da loja serve “para lembrar aos portugueses a alta qualidade que os produtos nacionais têm e também para promover aos estrangeiros que aqui têm muita afluência”.”
    .
    .
    E um bagacinho?

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  46. anti-comuna permalink
    16 Março, 2012 20:28

    Dá-lhe Alváro! Que não te faltem as forças.
    .
    .
    “”Há sectores com uma proteção inaceitável”
    .
    Em entrevista ao Expresso, o ministro da Economia Álvaro Santos Pereira diz que vai negociar contratos com a EDP e que combaterá os sectores que em Portugal têm uma excessiva proteção.”
    .
    in http://expresso.sapo.pt/ha-sectores-com-uma-protecao-inaceitavel=f712234#ixzz1pJVVU025

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  47. Lissabon permalink
    16 Março, 2012 22:13

    José Gomes Ferreira: Henrique Gomes “perdeu o braço de ferro com uma grande empresa”

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