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Indignação de 2 cêntimos

21 Abril, 2012

O Helder Guerreiro depois de detectar uma diferença de 2 a 3 cêntimos nos preços de combustíveis entre Portugal e a média europeia conclui que “temos mercados onde efectivamente não há concorrência, as autoridades da concorrência estão compradas fazendo o contrário do que deveriam fazer e o próprio governo, com um medo terrível de tocar nos interesses instalados”. Absolutamente notável. O Helder estava à espera que os preços dos combustíveis fossem exactamente iguais em toda a Europa? Estava à espera que não existissem diferenças entre países periféricos e países da Europa Central? Que não existissem factores como os custos de transporte ecustos de contexto a afectar o preço dos combustíveis? Note-se que para perceber a relevância daqueles 2 a 3 cêntimos deve ter-se em conta que o peso dos impostos no preço dos combustíveis é da ordem dos 80 cêntimos, o desconto da Galp é de 6 cêntimos e o desconto das bombas dos hipermercados é da ordem dos 10 cêntimos. Mas é interessante que por 2 cêntimos se conclua que estão todos comprados.

17 comentários leave one →
  1. Grunho permalink
    21 Abril, 2012 11:05

    Quantos cêntimos têm ainda de aumentar para te pagarem condignamente o frete que aqui costumas fazer às multinacionais e às petrolíferas em particular?

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  2. 21 Abril, 2012 11:08

    Claro que os argumentos do João Miranda justificam que se andem quilómetros e quilómetros numa qualquer autoestrada e encontremos todos os preços, de todos os fornecedores, praticamente iguais. Grande concorrência! Aliás, o que mais encontramos em Portugal, nesse e noutros setores, é um maravilhoso funcionamento do mercado…

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  3. Pisca permalink
    21 Abril, 2012 11:08

    Custos de transporte, custos de contexto ?

    Faltam os custos das fases da lua e os custos da pressão atmosférica, também devem contar, mas o João vai sempre a tempo de os incluir

    As refinarias se Sines e Matosinhos fazem o quê ? Alguidares de plástico e camisola interiores ?

    E´cada uma que enfim, quanto ao transporte do crude informe-se, quando se compra crude é por contrato a 6 meses, metade do necessário e o restante no mercado livre

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  4. 21 Abril, 2012 11:14

    Pois em minha casa não é a média europeia que me preocupa. É a diferença de preço em Espanha, quase tão periférica como Portugal e, eventualmente por isso, com custos análogos.

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  5. Rogerio permalink
    21 Abril, 2012 11:44

    Portugal tem a terceira gasolina mais cara da Europa antes de impostos. É de certeza uma fatalidade…

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  6. 21 Abril, 2012 12:16

    Qual é o partido deste Guerreiro?
    Não é o BE ou, vá lá o PCP?; são todos tão inteligentes!!!

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  7. JoaoMiranda permalink*
    21 Abril, 2012 12:31

    Caro Rogerio,
    .
    Mais uma vez estamos a falar de cêntimos. Porque é que considera a diferença relevante ou prova de falta de concorrência?

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  8. Pedrum permalink
    21 Abril, 2012 12:32

    Pois em minha casa não é a média europeia que me preocupa. É a diferença de preço em Espanha, quase tão periférica como Portugal e, eventualmente por isso, com custos análogos.
    .
    Segundo a DGEG, em Março a Gasolina antes de impostos era mais barata em Portugal (0,782) que em Espanha (0,788). O gasóleo esse era mais caro, 0,835 vs. 0,820

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  9. Pedrum permalink
    21 Abril, 2012 12:37

    Já agora, poucos conhecem, mas a AdC publica um boletim mensal que julgo útil na discussão:
    BOLETIM MENSAL Março 2012 ESTATÍSTICAS DE COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS

    Click to access Boletim_Mensal_Combustiveis_201203.pdf

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  10. Portela 25ABRIL74 permalink
    21 Abril, 2012 22:01

    se se aplicassem as leis, todo o Cartel seria punido!

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  11. Fredo permalink
    21 Abril, 2012 22:12

    “Segundo a DGEG, em Março a Gasolina antes de impostos era mais barata em Portugal (0,782) que em Espanha (0,788). O gasóleo esse era mais caro, 0,835 vs. 0,820”

    Como são milésimos de euro e não cêntimos, talvez o JM já os ache significativos e importantes.

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  12. gunter permalink
    22 Abril, 2012 09:25

    tem razão! é uma questão de cêntimos. Exemplificando. O Gasóleo custa aproxiamadamente 1,52€/litro; a gasolina 1,77/litro. Vou ali à vizinha espanha e o gasóleo custa aproximadamente 1,34/litro e a gasolina 1,50/litro. Tudo cêntimos de diferença. Agora se atestar a diferença já não é de cêntimos mas sim euros. Já sei que tem de defender os seus, nem que para isso as suas constas tenham uns desvios de cagajésimos. Mas como deve usar talões de deconto dados (leia-se – receber uns subsídiosinhos dos amigos ou do partido). A diferença é sempre de uns cêntimos…..

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  13. 22 Abril, 2012 11:11

    E também podemos falar de custos de produção associados ao pagamento de mão-de-obra. Com certeza que a Galp paga aos seus trabalhadores bem melhor que a média europeia e isso leva a que o preço seja mais elevado em Portugal.

    Oh João… não são os 2 ou 3 cêntimos que mais importam. É o pensarem, tal você pensa, que os portugueses andam todos a comer gelados com a testa.

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  14. burro permalink
    22 Abril, 2012 21:03

    Se não há “cartelização” em Portugal nos produtos derivados do petróleo (como admitido até pela autoridade da concorrência), porque será que continuo a poupar ao ir encher o depósito a Espanha? Devo ser burro.

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  15. ASL permalink
    22 Abril, 2012 23:26

    Atenção ao culpar o facto de não estarmos no centro da Europa pela diferença nos preços dos combustíveis. Que eu saiba eles não produzem petróleo nem tampouco os nossos refinados vêm de lá, ou os petroleiros que nos abastecem atracam em Munique. Pode-se culpar o maior custo em ter o transporte rodoviário dos combustíveis em camião-cisterna, os impostos, os descontos, etc., mas a nossa localização geográfica e o facto de termos duas grandes refinarias deveria antes contribuir para preços com pequenas diferenças face à média europeia, mas para baixo…

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  16. 23 Abril, 2012 00:54

    Actividades de primeira necessidade à mercê de privados… é uma situação que é um claro OBSTÁCULO À RETOMA económica: numa fase de recessão… os privados procuram compensar uma diminuição da quantidade de mercadoria vendida, aumentando a margem de lucro (veja-se a roubalheira do preço da gasolina nos últimos tempos; obs:um produto de primeira necessidade)… o que por sua vez… dificulta a retoma económica!
    Pelo contrário, por exemplo, uma GALP pública poderia continuar a ter lucro praticando preços moderados… o que era um claro incentivo à retoma económica.
    .
    .
    ANEXO:
    Na minha opinião é inquestionável o facto de que é a iniciativa privada o motor do desenvolvimento económico… todavia, a especulação privada pode ter os seus excessos (um ex: aqui os preços aumentaram 10 vezes em poucos dias)… logo, é da mais elementar prudência, o Estado ter uma presença muito forte nas actividades de primeira necessidade… tanto mais que tal presença pode ser utilizada como uma ‘almofada’ numa fase de recessão da economia. {nota: Não há necessidade do Estado possuir negócios do tipo cafés (etc), porque é fácil a um privado quebrar uma cartelização… agora, em produtos de primeira necessidade – que implicam um investimento inicial de muitos milhões – só a CONCORRÊNCIA de empresas públicas é que permitirá combater eficazmente a cartelização privada}

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