Uma lóbista no governo II
Manuel Castelo-Branco tenta justificar o trabalho de lóbi de Assunção Cristas alegando que ao longo de 20 anos os produtores não foram capazes de se modernizar. Chegaram aqui sem capacidade negocial, sem capacidade de impor marcas, sem capacidade de criar canais de distriibuição alternativos, sem capacidade de diferenciar produtos, criar marcar ou de conseguir escala. Enquanto isso, os distriibuidores souberam ganhar escala, modernizaram as operações e os métodos de gestão, internacionalizaram-se e criaram marcas próprias. Por tudo isto, o Manuel Castelo-Branco acha que o governo deve intervir para beneficiar os produtores (que não se modernizaram e não inovaram) e penalizar os distribuidores (que souberam inovar). O governo tem que intervir porque o resultado do jogo de mercado penalizou quem não se adaptou à realidade.

Tá visto que vc tem uma fização pela ministra Cristas. Ou será que tem esperanças de um dia ir ocupar o lugar dela? (pobre da engricola…)
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é que os produtores não devem ter lá mto tempo para perder com o markting e outros truques…
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Os conservadores tardam sempre em se modernizarem.
Só faltava penalizar quem inova.
Com tais cristas.
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a solução seria juntarem-se em cooperativas com distribuição e pontos de venda ao público, a competirem com as grandes cadeias… que iriam arranjar uma qq legislação para os mandar a baixo, n é verdade?
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Os agricultores prestam serviços a comunidade Como a ocupação do território ordenamento protecção do ambiente. Como não há mercado para esses serviços a maneira que os estados tem sido de apoiar. Por outro lado a ministra defende a aplicação da lei. Se e proibido vender abaixo do custo então não devemos evitar e esperar que a ministra defenda a legalidade. Mas já sepercebeu que há quem entenda o contrario. E já agora acredita mesmo que o patrão da
Pingo doce não sabia. Nada.?
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O JM vive no mundo de fantasia onde só existem retalhistas e não existem produtores.
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O desemprego de 15,3% mostra bem a parolice de ter privilegiado o comercio em vez da produção nos ultimos 25 anos.
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O governo e autarquias devem definir regras para que exista equilíbrio no mercado, já escrevi que não entendo porque não existe um estudo que defina o nº de metros quadrados de grandes superfícies que cada região comporta, Vejam-se os interesses em jogo: cidadãos /consumidores, urbanismo/ ambiente, comércio tradicional, grandes retalhistas, produtores, trabalhadores, financeiros….
Mas é verdade que cabe aos consumidores organizarem-se para defenderem
os seus interesses o que em Portugal é difícil pela falta de cultura de participação cívica e de colaboração.
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Correcção quis escrever:
“Mas é verdade que cabe aos produtores organizarem-se para defenderem
os seus interesses o que em Portugal é difícil pela falta de cultura de participação cívica e de colaboração.”
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Este Miranda deve achar que o leite nasce nos pacotes e as laranjas nas embalagens, tudo o resto é coisa dos filmes antigos
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joao miranda, como voce demonstra que não sabe coisa nenhuma acerca de cadeia de adquisição de bens então eu explico-lhe: sendo esta via uma via indirecta, isso pressupõe que nõ são os vendedores a venderem ao consumidor, são as lojas que vendem os produtos aeste.Tem a sua importancia.Mas se os hipermercado não vendem por gostarem de vender, mas sim pela sua necessidade de venderem, esta regra não se torna menos válida para o caso dos produtores, que são quem fabricam os produtos para serem vendidos, e também vendem para obterem rendimentos do seu trabalho.São tão importantes como as distribuidoras .
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rr,
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Ninguém é obrigado a ser produtor. Se o negócio da produção não dá e se é o da distribuição que dá, porque é que os produtores não mudam de ramo?
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resolvia-se fácil : voltem aos latifundiários que logo eles se entendem com os distribuidores de igual para igual. e isto pq a incapacidade de associação cá do burgo mete pena , nem para ganhar dinheiro largam o umbigo.
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Se os produtores mudarem todos para a distribuição (que é mais rentável),
vão distribuir o quê?
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Sinceramente nunca vi tanta estupidez da parte destes governantes do CDS…fonix
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As associações de produtores só trêm que fazer uma coisa: aconselhar os seus produtores associados a não vender nada aos judeus do Pingo Doce, do Continente ou do Jumbo.
Nem se quer é preciso leis para isso.
Será o exercício da liberdade dos produtores que os poderá salvar da garra dos intermediários e chulos.
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Tem toda a razão. Essas bestas campónias andaram entretidos estes anos todos entre vergar a mola e sujar as patas nos intervalos dos subsídios e não acompanharam o evoluir os tempos. Tivessem se associado ( MÁFIA – até já aprendi no Insurgente que a máfia funciona muito melhor e fica mais barato que o estado) e inovado na criação de PPP suinoagricolas para produzir muito ou pouco, bem ou mal, grande ou pequeno e ai sim seriam dignos de louvor e veneração face a tamanha visão de longo prazo económico-chupista.
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Seja como for ainda há margem para venderem mais barato. Com 15% de desemprego em Portugal e 25% em Espanha é só deixar os cabeças rapadas correrem à paulada os marroquinos das estufas de Algeciras e substituir o programa Erasmus por campos de férias prolongados para os “desocupados” que só não tem trabalho porque são malandros.
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Liberalismo (puro) o muerte! ( morte dos outros claro)
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Muerte ao liberalismo puro.Os distribuidores tomaram os produtores como refens .Num regime de Direito estariam presos
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o lucro para quem trabalha! querem mama???
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“Ninguém é obrigado a ser produtor. Se o negócio da produção não dá e se é o da distribuição que dá, porque é que os produtores não mudam de ramo”.
Ai é joao miranda? isso não é assim tão simples.Tenha mas é calminha
Para começar, por essa lógica, passaria a não haver produção de alimentos e bens.Ora, sem haver pordução de bens e alimentos, como é que as pessoas haverão de se alimentar e o que é que as empresas haverão de vender? mas voce pensa que os produtos caiem do ceu através da chuva? e já agora porque é que os lucros das distribuidoras haverão de ser feitos ás custas do prejuizo dos produtores, ou seja da batota?
Você se olhasse ao espelho, iria constatar que voce no fundo coloca as coisas nos termos que a assunção cristas coloca.Joga o mesmo jogo que ela e da mesma forma, com a única diferença que ambos jogam com camisolas diferentes
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QED! Os seus argumentos meu caro rr são irrefutaveis,logicos e de bom senso.Parabéns pela argucidade
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Diga, João Miranda, como é que se “moderniza” a produção de hectares de um qualquer produto agrícola contra as intempéries?
Coloca-se uma cobertura como nos hipermercados? Fazem-se seguros no “mercado livre” das seguradoras que fazem preços baixinhos exatamente por estarem em concorrência?
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Muita asneira se lê aqui nos comentários.
Ao analisarmos a situação com cabeça fria verificamos que os produtores, por falta de capacidade não conseguem impor-se no mercado, logo vão procurar através da secretaria ganhar o poder .
Os produtores não são obrigados a vender às grandes cadeias de distribuição, se vendem tem de se sujeitar às suas condições.
Esquecem-se que se vive na União Europeia, e não é necessário comprar em Portugal para se vender, no mini-mercado aqui da rua, a dona do mesmo, compra quase tudo em Espanha, quando lá faço compras parece que estou em Vigo.
Os produtores preferiram encaixar o dinheiro da UE e gastá-lo em bens de consumo, a investir no seu negócio.
Se as empresas de distribuição tem a dimensão que tem é porque o consumidor prefere estes ao dito comercio tradicional.
Verificamos mais uma vez que o Estado existe para dar benefícios a uns em detrimento de outros.
Os produtores tem varias hipóteses ao seu alcance, criarem marcas próprias com a sua distribuição própria, Exportarem a sua produção em vez de venderem-na a nível nacional, acções de sensibilização aos consumidores, acções de publicidade, etc…
A realidade é que estas empresas foram fundamentais na diminuição da inflação, no aumento da capacidade de escolha dos consumidores.
Muitas vezes faço compras no pequeno comercio por uma questão de comodidade e de proximidade, mas o preço é sempre um factor determinante.
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o xuxalismo está no ADN do tuga com ou sem 25 abril, antes e depois e parece que é imutável……
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“Ninguém é obrigado a ser produtor. Se o negócio da produção não dá e se é o da distribuição que dá, porque é que os produtores não mudam de ramo?”
João Miranda,
Deve achar que Portugal é Manhattan.
Portugal é um país de pequenas propriedades, derivado da opção que as populações fizeram ao longo de séculos. A produtividade nacional caiu a pique por decisão política depois que este país aderiu a UE e dependência de alimentos do estrangeiro – muitos deles financiados com dinheiro público europeu dobrou – e vem com uma tagarelice dessas?
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Na Dinamarca, os produtores estão organizados, modernizados e não vivem de subsídios, vá-se lá entender estas economias de mercado desenvolvidas (e tão pequenas como a portuguesa…).
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Não o caso concreto da Dinamarca, sei que os produtos lacteos de lá são muito apreciados. O que sei é que houve uma clara aposta da política portuguesa nos serviços em detrimento da industria e agricultura. Por que motivo andou-se a pagar para agricultores parar de plantar ?
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Na Dinamarca os agricultores não recebem subsídios?! ahahahahahahhahahahahahahahahahahahahahaha
Vocês são demais! Não tenho paciência para ir confirmar, mas, se não me engano, 8 a 10 vezes mais que os Portugueses, por unidade de área…
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