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Algumas consequências das medidas anunciadas ontem

8 Setembro, 2012

1.O  corte líquido na despesa do Estado de 2 mil milhões de euros mantém-se, embora por vias travessas. Note-se que antes deste anúncio havia a percepção que este corte seria reduzido , por exemplo através de um corte de um subsídio a todos os trabalhadores.

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2. Manutenção da carga fiscal (em termos latos, incluindo contribuições para a Segurança Social)  sobre o sector privado. Embora isto não seja óbvio à partida, estou convencido que as medidas foram desenhadas para que assim seja. O aumento da contribuição dos trabalhadores do privado para a Segurança Social será compensado com a redução da contribuição das empresas e no agregado estes valores serão muito semelhantes. Note-se que a contribuição para a segurança social dos trabalhadores de baixos rendimentos não será alterada e o aumento será progressivo para mimetizar a progressividade das medidas tomadas em 2012 para a Função Pública.

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3. Redução do custo do trabalho. Os encargos para a empresa de um trabalhador descem uma vez que a empresa paga o mesmo salário bruto mas paga menos contribuição para a segurança social. Esta medida é equivalente à queda dos salários na ordem dos 5%, o que terá um impacto positivo no emprego e eventualmente na competitividade das exportações, embora neste último caso o efeito seja menor uma vez que haverá pressão para os salários aumentarem. Ainda assim, o sector exportador ganha porque passará a atrair melhores quadros.

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4. Salário mínimo causará menos desemprego sem perder valor. Isto acontece porque os empregadores pagarão menos contribuição para a segurança social e os empregados não verão a sua contribuição aumentar. Do ponto de vista do empregador, estas medidas são equivalentes a uma descida de salário mínimo de mais de 5%.

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5. As medidas terão um efeito muito heterogéneo nos salários dependendo da situação da empresa e do sector, o que levará a uma renegociação geral dos salários entre trabalhadores e empresas. Dependendo do caso, haverá margem para subir salários, impedir despedimentos, fazer contratações ou evitar falências.

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92 comentários leave one →
  1. PiErre permalink
    8 Setembro, 2012 08:22

    Ai que bom!!! Viva o Estado! Viva o Governo! Viva o intervencionismo! Viva o socialismo! Viva o Cristiano Ronaldo!

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  2. PiErre permalink
    8 Setembro, 2012 08:25

    E vivam também o Marx e o Keynes, que legitimaram tudo isto!

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  3. rosinha permalink
    8 Setembro, 2012 08:41

    1.”Note-se que a contribuição para a segurança social dos trabalhadores de baixos rendimentos não será alterada e o aumento será progressivo para mimetizar a progressividade das medidas tomadas em 2012 para a Função Pública.”
    2.Salário mínimo causará menos desemprego sem perder valor. Isto acontece porque os empregadores pagarão menos contribuição para a segurança social e os empregados não verão a sua contribuição aumentar. Do ponto de vista do empregador, estas medidas são equivalentes a uma descida de salário mínimo de mais de 5%.
    Apesar do post ser claro, gostaria que o João Miranda explicasse qual a base da sua informação, para as teses acima citadas. É que não vejo isso em lado nenhum, e não ouvi o Primeiro Ministro referir isso. Apenas se referiu vagamente, muito vagamente a créditos fiscais, que se sabe que funcionam sempre muito “ad posteriori”. Nem sei se os 7% da segurança social, se poderão aí enquadrar.

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  4. Monti permalink
    8 Setembro, 2012 08:42

    Uma “Sexta-feira Negra” em Lisboa, na chegada do Outono.
    E um dos generais do regime, há dias no Público, a reclamar contra o “Ministériodo Orçamento”.
    E um dos ministros de Passos, MDN, incapaz de em Dez11, ter decidido para Out12: uma escola superior militar em vez de três. Um alto comando em vez de quatro.
    Governa Mr Gaspar, que remédio,
    quando os seus pares continuam no rame rame,a encanar a perna à rã.
    O MDN, em vez de medidas sobre a realidade,
    junta 26 académicos, ex-ministros ou generais & outros,
    para estudarem um tal Conceito Estratégico Blá Blá Blá…
    O da Economia, vai fazendo que estuda “O caso das rendas desaparecidas”.
    A bem do Regime.
    O “Porreiro pá”, continua.
    E la Fundacion Don Mário…pois.

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  5. Ricciardi permalink
    8 Setembro, 2012 08:42

    Em suma,
    1 )os exportadores não precisam de mão de obra mais barata porque já há muito tempo que resolveram apostar no VALOR e nadiferenciação dos seus produtos.Mesmo que não fosse o caso, reduzir encargos de nos saláriosna ordem dos 7% são peanuts na formação do preço de custo global e o impacto que tem nos preços finais de venda seria ridiculo. Além do mais, se a ideia é reduzir custos para reduzir preços de venda, não estou a ver a vantagem disso.
    É, aliás, muito provavel que os exportadores não façam reflectir nos salarios o aumento das contribuição dos trabalhadores, encaixando eles o custo acrescido. Aposto com o JM que os custos salariais dos exportadores com estas medidas vai aumentar.
    .
    2) os monolistas do sistema, a par dos RENTISTAS do mesmo sistema, enfim ,aqueles que beneficiam de um mercado com reduzidissima concorrencia ou favores do estado, esse sim obterão beneficios. Esses beneficios serão transferidos dos trabalhadores para os accionistas.
    .
    3) A consequencia imediata será uma nova quebra no consumo das pessoas. Em 2013 haverá, afinal, recessão maior do que a projectada.
    .
    4) As importações cairão mais. E isso é bom, dizem alguns, para o defice externo. Eu digo que não é bom porque não é sustentavel. Não é bom porque existem importações boas e importações más; as de bens de consumo e as de bens de investimento. E não conseguir separa o trigo do joio será o maior erro do governo.
    .
    Rb

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  6. Monti permalink
    8 Setembro, 2012 08:50

    Espremidos de todos os continentes, uní-vos.
    O capitalismo social-capitalista abolirá todas as fronteiras.
    Em S. Bento’s Circus, 230 delegados do Mandarim velam por nós.
    Do “Triunfo dos porcos”
    ao “Triunfo dos liberais”,
    um passe livre da Lisboa para Bruxelas. Ou Paris.
    Para duas casas de Passe.

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  7. JoaoMiranda permalink*
    8 Setembro, 2012 08:51

    rosinha,
    .
    Esta medida tem que ser tão progressiva como as medidas de 2012 para o sector público. Recordo que os trabalhadores do sector público também vão ter um aumento de taxa de 7%, mas isso tem que ser compensado para os de mais baixos rendimentos, caso contrário estes passam a pagar mais do que pagavam em 2012. Daí ser necessário que os créditos fiscais compensem na totalidade o aumento de taxa para quem ganha salário mínimo e parcialmente para quem ganha entre o salário mínimo e cerca de 1100 euros.

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  8. 8 Setembro, 2012 08:53

    sei lá. acho que está na altura de formarmos um movimento a exigir que quem não queira não seja obrigado a descontar para a desegurança social. a negociação de salários aí é que era perfeita- .
    a cena dos desempregados , depois de andarem anos a, pagar , terem de mendigar ” carimbos” ? só por isto , por esta penitência humilhante estatal , penso que não vale a pena fazer ” contratos” com o estado , muito melhor , mais livre , menos passível de surpresas desagradáveis , voltar ao antigo por algum de lado pra velhice e pros azares.

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  9. ldr permalink
    8 Setembro, 2012 08:55

    No ponto 2 nao soube fazer as contas.

    Se nos salarios baixos nao ha aumento, vai haver reducao da receita.

    O novo imposto abrangera todos sem piedade.

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  10. OuviDizer permalink
    8 Setembro, 2012 08:56

    Ricciardi
    Muito bem, assino por baixo. Quando é que alguém, manda o Joao Miranda para Marte, lá é que se aplicam as teorias dele.

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  11. JoaoMiranda permalink*
    8 Setembro, 2012 09:00

    ««Se nos salarios baixos nao ha aumento, vai haver reducao da receita.»»
    .
    Por causa disso é que as taxas de aumento (para o trabalhador) e redução (para a empresa) da contribuição são diferentes (7% e 5,75% respectivamente).

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  12. 8 Setembro, 2012 09:10

    Em termos de novas relações laborais estas vão ficar mais caras porque dos 34.75% vais ter agora 36% sobre o salário bruto. Em termos de salário líquido tens 3% de abatimento. Em termos de justiça deverias ter tido um abatimento de 23.75% sobre os funcionários públicos e zero sobre os privados.

    Mais uma vez o estado decidiu a favor dos seus funcionários.

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  13. ldr permalink
    8 Setembro, 2012 09:12

    Se assim for esta medida é correcta, no entanto, ira abrir a porta a um aumento futuro na tsu paga pelas empresas.

    É que ja se viu que PPC é incapaz de reduzir o estado.

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  14. votoembranco permalink
    8 Setembro, 2012 09:17

    Na empresa “Troca Tintas & Filhos” esta verba poderá servir para garantir a manutenção dos 3 postos de trabalho da empresa.
    Já na EDP, PT, Galp, banca, construtoras do regime, grandes distribuidores, etc. essas verbas irão directamente para os accionistas que, muito rapidamente as transferirão para os Off-shores do costume!
    E estas medidas apenas foram tomadas porque havia a tal inconstitucionalidade – é que a austeridade, parte III, ainda vem aí com o IMI pornográfico, para pagar as empresas municipais e os estádios, o aumento brutal do IRS com novos escalões e menos deduções e com o respectivo cortejo de taxas e impostos avulso que estes trafulhas aumentam sempre pela calada!
    Fundações, Institutos, rendas das PPPs, rendas das electricas, etc., as chamadas gorduras do estado, estas continuam a provocar um excesso de colesterol em todos nós que nos irá matar … de fome.

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  15. Marão permalink
    8 Setembro, 2012 09:17

    Merco besta corrida por meio saldo de mula manca
    A arrastar o estribo albarda caída de cilha folgada
    Ossada bicuda a furar a pele traseira toda empenada
    Cabresto aos nós corda roída que os abanos desanca

    Moscas no lombo prontas ao ninho atrás das orelhas
    Aos solavancos soltando sonoros imundos a cada patada
    Cascos moídos feitos em farelo sem cangalha amarrada
    Lá vai ruminando a palha curtida de gastas gorpelhas.

    Pelo sumido ensebado basta ajeitar-lhe os sarilhos
    Rebarbar-lhe os cascos para lhe calçar uns meotes
    Que de crinas assoveladas ensaia logo uns pinotes
    No arrasto do chocalho o estafermo foge aos trilhos

    Dente arreganhado cor de feno cata-vento no roncar
    O fedor podre que expele de tanta névoa nem cheirá-lo
    Não nos contam os arreios se é burro mula ou cavalo
    Mas tem qualquer ferradura pronto coice para dar

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  16. tric permalink
    8 Setembro, 2012 10:17

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  17. Carlos Ferraz permalink
    8 Setembro, 2012 10:26

    Como já disse o senhor João Miranda só dará pela realidade quando chegarmos ao colapso.
    É a típica arrogância dos iluminados.

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  18. Portela Menos 1 permalink
    8 Setembro, 2012 10:42

    Como diria o Inimigo Público, não aconteceu mas podia ter acontecido:
    “Uma das consequências das medidas anunciadas ontem pode vir ser a abertura, há muito anunciada mas nunca concretizada, da unidade fabril “Molotov Inc”. Várias regiões têm intenção de apoiar este investimento com isenções fiscais. A região norte aparece como uma das grandes candidatas à instalação desta empresa de capitais um bocado estranhos – vasilhame sem retorno das fábricas de cerveja – tendo em conta as experiências bem sucedidas nos tempos do Prec, mas agora com um plano estratégico diferente, que inclui a vertente Exportação, nomeadamente para a vizinha Espanha. Vários analistas e comentadores do Blasfémias já se manifestaram contra este projecto – nomeadamente AC e FColaço – não tanto pela natureza e missão da nova empresa mas devido à intenção de alguma autarquia do norte apoiar fiscalmente a Molotov Inc.”

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  19. castanheira antigo permalink
    8 Setembro, 2012 10:43

    Intervencionismo de continuação do regime , puro socialismo , manutenção do “tira a estes para dar aqueles”, continuação da descredibilização geral e da desconfiança económica , intensificação da extorsão fiscal , paralisação da economia por falta de confiança nos poderes absolutos , totalitários e discricionário do “bando” que detém o poder . È isto que me ocorre dizer sobre as medidas tomadas .
    O que devia ser feito:
    1º O estado gasta demais , então será este que tem que gastar menos!
    2º As empresas deixam de ter subsídios ou incentivos de qualquer espécie.
    3º As leis são simples , claras e universais.
    4º Acabar o poder absoluto dos governantes , pois um pequeno grupo não poderá tomar medidas que afectem não só a totalidade dos portugueses como também os que ainda não nasceram .
    5º Instituir a liberdade dos cidadãos como um bem inelianavel.
    6º Colocar a justiça a funcionar sem “avental” e em tempo útil .
    7º Acabar com o estado calamitoso de corrupção institucionalizada em que vivemos!
    etc etc … no caminho da libertação dos portugueses individualmente considerados …

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  20. 8 Setembro, 2012 10:43

    Espero que daqui a uns meses o João Miranda esteja aqui a fazer um post mostrando que a realidade seguiu as suas previsões.

    Já agora, como vai ser resolvido o problema do défice? Na função pública fica tudo como em 2012, pelo que não é por aí que se vai reduzir o défice. No privado a redução salarial implica imediatamente menos receita de IRS e indirectamente menos impostos sobre o consumo.

    Ou seja, vem já aí mais um pacote de novos cortes e impostos.

    Não tarda nada a desigualdade e os problemas sociais no país tornam o ambiente irrespirável, até para as empresas exportadoras.

    Claro que o modelo do João Miranda e do Passos Coelho já previu tudo isto e tem soluções para tudo isto.

    Gostaria de saber quais são essas soluções.

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  21. tric permalink
    8 Setembro, 2012 10:59

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  22. tric permalink
    8 Setembro, 2012 11:00

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  23. Grunho permalink
    8 Setembro, 2012 11:01

    Não te esforces, João Miranda.
    É só a merda da receita do costume.

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  24. ricciardi permalink
    8 Setembro, 2012 11:14

    Se existem funcionários pulicos a mais, a solucao para a despesa publica nao é remunerar mal os seus funcionarios, mas antes diminuir o numero de funcionarios nos exactos postos e areas aonde estao a mais.
    .
    por exemplo, parece que o racio aluno por professor no secundario 11 e 12 anos é inferior ao nivel obervado em paises compravaveis. Quer dizer ha mais profs nesses anos do que nos outros paises. Mas é superior nos educadores de infancia. O mesmo se aplica aos outros sectores do estado. Enqanto o estado nao souber ou disser aonde estao a mais, nunca corrigiremos os excessos.
    .
    E se soubermos aonde existem em excesso, tomamos medidas para os reduzir. Nao os contratando, por exemplo. Fiechando cursos nas areas em excesso, por exemplo.
    .
    E nao percebo como é que economistas podem defender abaixamento generalizado de salarios sem atender ao merito individual e sem atender ao que se passa no mercado. Seria desta forma que o caro JM geriria uma sua eentual empresa? Baixava os salrios a todos sem perceber de quem precisa, deos sectores aonde esao em excesso e daqueles que pode dispensar sem prejudicar a empresa?
    .
    O governo tinha de funcionar da mesma forma. Aonde estao a mais tomar medidas para repor o numero optimo e, constitucionalmente, pode faze-lo de varias formas, quer nao admitindo novos funcionarios, quer transferindo-os de ns servicos para outros necessitados.
    .
    Rb

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  25. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 12:44

    Um pequeno texto à João Miranda, porque foi dos poucos que entenderam as medidas anunciadas ontem pelo Governo. Não foi liberal pavvlinao como a grande maioria dos comedores de Haeyk.
    .
    As medidas anunciadas ontem pelo Governo contornaraãor os preceitos marxistas e socialistas da Constituição e da interpretação vergonhosa dos Conselheiros do Tribunal Constitucional. Os Liberais de pacotilha precisam de vaselina.
    .
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    As medidas anunciadas pelo Governo tornarão permanente cortes na despesa públcia tidas como provisórias. (Ver este texto sobre tal: http://tinyurl.com/9u7hrhe ) Os liberais de pacotilha precisam de mais vaselina.
    .
    .
    Não deverá aumentar a carga fiscal com as medidas ontem anunciadas, já que o Governo apenas redistribuirá custos e rendimentos dentro da própria economia interna. O que os cidadãos perderem serão ganhos para as empresas. Os efeitos fiscais serão nulos, ou residuais em termos de fiscalidade. O Estado não deverá apropriar-se do esforço das famílias. Os liberais de pacotilha vão precisar de muita vaselina.
    .
    .
    As medidas anunciadas ontem pelo Governo beneficirão as empresas exportadoras e produtoras de bens transaccionáveis e penalizarão as empresas de rent seeking e virados exclusivamente para a tosquia do mercado interno. Os liberais de pacotilha vão gostar de tanta vaselina.
    .
    .
    A transferência de recursos das famílias para as empresas irá aumentar o esforço de Portugal em gerar um excedente na Balança de Bens e Serviços, já que penalizará o consumo e as importações e catapultarão as exportações, o investimento e o financiamento desse investimento pelos recursos internos. Os liberais de pacotilha podem continuar a encomendar vaselina, que ela estará em saldos, nos próximos meses.
    .
    .
    As empresas com maiores margens terão impostos especiais e será uma transferência de recursos inter-empresas e entre sectores económicos, penalizando ainda mais as empresas rent seeking e as dependentes do mercado, pela via do aumento da tributação directa da sociedades comerciais e empresas. As exportadoras e as empresas em mais dificuldades serão as mais beneficiadas com as medidas anunciadas ontem pelo Governo. Os liberais de pacotilha podem esperar pela vaselina Made In Portugal.
    .
    .
    Por fim, as medidas anunciadas ontem pelo Governo penalizará sobretudo Lisboa e beneficiará o resto do país, que trabalha, produz e exporta. Será uma forma muito bem elaborada de premiar o esforço do Norte de Portugal em detrimento dos parasitas a sul de Portugal. Os liberais de pacotilha aceitarão a vaselina, esfregarão mas não terão a certeza se vale a pena ler livros ou as mamas marca Hayek.

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  26. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 13:08

    Só outro dado, para contribuir para o esforço da vaselina oferecida aos liberais de pacotilha, amantes da marca Hayek.
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    As medidas anunciadas ontem pelo Governo poderão mesmo até gerar ganhos fiscais para o Estado (isto é, o Estado tirar menos à sociedade do dá) já que com a penalização do consumo irá cobrar menos receitas fiscais, sobretudo na carga fiscal indirecta, que deverá não ser contrabalançada com uma tributação maior para a Segurança Social, na prática libertando recurso do Estado para o tecido produtivo e para a sociedade. Os liberais de pacotilha podem encomendar paletes de vaselina Made in Portugal, se não houver marca Hayek, podem encomendar esta: http://tinyurl.com/c4449pv
    .
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    Bebam bagaço e sejam felizes, está bem? Mas esfreguem bem a vaselina, também. Doi menos assim. ehheeheheheh

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  27. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 13:11

    Errata. Onde se lê isto:
    .
    “As medidas anunciadas ontem pelo Governo poderão mesmo até gerar ganhos fiscais para o Estado (isto é, o Estado tirar menos à sociedade do dá) (…) ”
    .
    .
    Deve-se ler isto:
    .
    As medidas anunciadas ontem pelo Governo poderão mesmo até gerar PERDAS fiscais para o Estado (isto é, o Estado tirar menos à sociedade do dá) (…)
    .
    .
    Era importante clarificar este ponto, pois o Estado deverá perdr receitas fiscais em vez de cobrar mais, com estas medidas anunciadas. Mil desculpas.
    .
    .
    Vá, esfreguem bem a vaselina que eu vou beber mais bagacinho.

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  28. rui a. permalink*
    8 Setembro, 2012 13:19

    Caro João,
    E a consequência das medidas na vida das pessoas que perdem mais um mês de salário por ano?

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  29. JoaoMiranda permalink*
    8 Setembro, 2012 14:10

    Rui,

    Claro que haverá consequências individuais. É inevitável que existam num país bloqueado. Se temos um mercado laboral rígido, lei que impõe o salário mínimo, qualquer tipo de medida que vise desbloquear o status quo vai ter vencedores e perdedores. O que se consegue com esta medida é desbloquear o mercado de trabalho. Só perderá um mês de salário quem estiver a beneficiar da rigidez do mercado de trabalho. Quem não está verá o seu salário ajustado a partir do momento em que o mercado volta a funcionar a novos níveis.

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  30. Portela Menos 1 permalink
    8 Setembro, 2012 14:15

    Desbloquear o mercado de trabalho o c****** !
    Isto é mais uma etapa da vingança ideologica destes aprendizes de liberais mas cconservadores e reaccionários, como há 38 anos nao se via.

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  31. dragão azul permalink
    8 Setembro, 2012 14:17

    Wishful thinking

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  32. rui a. permalink*
    8 Setembro, 2012 14:26

    «a partir do momento em que o mercado volta a funcionar a novos níveis»
    João,
    Não é com 7% de aumento da carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho para sustentar a conta do estado e para dar incentivos às empresas, que o mercado de trabalho voltará a funcionar. E com reformas do estado, a sério, com reduções, a sério, da despesa pública, com coragem para fazer reformas legislativas, a sério, e não meias reformas, que a coisa se poderá voltar a compor. As tais reformas que se não vêem, que tardam, as tais de que a famosa troika se queixa porque nunca mais aparecem, mas sem as quais não haverá estado sustentável, logo, economia privada que possa sobreviver e criar mercado e emprego. Tudo o mais são pequenas medidas de engenharia fiscal e económica, que se dispersarão na economia, sem efeitos de maior, a não ser agravar o empobrecimento das pessoas que já vivem mal. E é lamentável, porque este governo contou com um clima inédito na democracia portuguesa, para a poder fazer reformas a sério: a falência do Partido Socialista e a convicção, por parte das pessoas, de que as coisas tinham que mudar radicalmente. A única coisa que souberam fazer até agora foi aumentar (brutalmente) a carga fiscal. Graças a isto, voltaremos a ter o PS no governo, daqui por pouco tempo.

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  33. JoaoMiranda permalink*
    8 Setembro, 2012 14:34

    Rui,

    Esta medida é neutra para o Estado. Taxa sobe para os trabalhadores e desce para as empresas.
    .
    Quanto à mítico corte de despesa ainda ninguém descobriu como se faz. Até porque o governo com as medidas de ontem corta 2 mil milhões na despesa e as pessoas continuam a achar que isso não são cortes. Cortes são outra coisa que nunca ninguém identifica. Mas afinal se cortar 2 salários da Função Pública e pensionistas não são cortes na despesa o que é que são cortes na despesa?

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  34. JoaoMiranda permalink*
    8 Setembro, 2012 14:36

    ««Não é com 7% de aumento da carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho para sustentar a conta do estado e para dar incentivos às empresas, que o mercado de trabalho voltará a funcionar. »»
    .
    Rui,
    Esta medida é equivalente a cortar os custos do trabalho em quase 6%. É indiferente para o mercado de trabalho baixar em 6% o custo?

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  35. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 14:38

    “Mas afinal se cortar 2 salários da Função Pública e pensionistas não são cortes na despesa o que é que são cortes na despesa?”
    .
    .
    O JM tem que ler mais as sebentas hayek. Lá devem dizer. Eu procuro mas não encontro aqui http://tinyurl.com/d8o2g7j
    .
    .
    Em Portugal são todos liberais, hoje em dia. Até o Louçã se queixa da carga fiscal. ahahhhahh

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  36. Victor Alves permalink
    8 Setembro, 2012 14:50

    O João Miranda está a esquecer-se de uma variável importante, a forte quebra da procura interna que essa redução do rendimento vai causar, a qual levará a um correspondente aumento das falências das empresas. Ora ficará tudo na mesma e ficaremos mais pobres.
    Retirar dinheiro da economia é o que este governo sabe fazer. Se aumentasse os impostos sobre os mais ricos, estaria a injectar dinheiro na economia, pois esses apesar de serem mais tributados, continuariam a gastar o mesmo.

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  37. Ricciardi permalink
    8 Setembro, 2012 15:08

    «Mas afinal se cortar 2 salários da Função Pública e pensionistas não são cortes na despesa o que é que são cortes na despesa?” JM
    .
    Cortes na despesa são cortes que não dependem do partido que está no governo, nem da proximidade de eleições. Corte na despesa sustentavel é reduzir os quadros de pessoal se estiverem em excesso.
    .
    Rb

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  38. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 15:18

    “O João Miranda está a esquecer-se de uma variável importante, a forte quebra da procura interna que essa redução do rendimento vai causar, a qual levará a um correspondente aumento das falências das empresas.”
    .
    .
    A prcoura interna pouco vai ser alterada, excepto na questão dos níveis de confiança. O Estado apenas muda as componentes da procura interna, e as redistribuiu para fazer face às limitações marxistas e socialistas da Constituição. Em Portugal, a única forma de baixar a despesa pública é… Aumentar a carga fiscalç sobre os rendimentos dependentes do Estado. ahahhhahh
    .
    .
    Leia o texto do LA-C que ele em parte explica a coisa. Mas em termos de arredações fiscais, o Estado deverá apropriar-se menos de receitas dos privados e do tecido produtivo. Os liberais de pactilha dizem que isto é socialismo. Que mais se pode dizer deles? ahahahhahh

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  39. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 15:20

    “Corte na despesa sustentavel é reduzir os quadros de pessoal se estiverem em excesso.”
    .
    .
    Em países normais e não marxistas é. Em Portugal, não. A Constituição não deixa e quando deixa exige recursos do Estado, que não há. Ou pode-se despedir funcionários públicos sem os indemnizar? Nem no privado, quanto mais no público.
    .
    .
    Mas neste país, tudo é especial. Tanto a Constituição como os opinadores. Falam, falam, mas não os vejo a dizer nada… eheheheheheh

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  40. Ricciardi permalink
    8 Setembro, 2012 15:54

    Bem, os pseudo- liberais e defensores da politica deste governo deviam conhecer melhor os ensinamentos dos seus mestres. Recordo o que afirmou Ludwig von Mises:
    As condições ou exigências para fazer um individuo mudar:
    1- O Individuo tem de estar insatisfeito com a sua condição actual
    2-O Individuo tem de visualizar uma situação melhor.
    3- O individuo tem de acreditar que pode alcançar essa melhor situação.
    .
    Tenho para mim que, quer o AC, quer o JM, se fixam demasiado na primeira exigência…
    .
    Rb

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  41. rui a. permalink*
    8 Setembro, 2012 15:58

    João,
    Cortar salários e deixar lá os trabalhadores não serve para nada, a não ser indispor quem ainda é pago pelos nossos impostos. Reduzir salários e manter intacta a estrutura operacional não é reformar coisa alguma, mas camuflar temporariamente uma má organização de recursos e de meios.

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  42. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 16:03

    Caro Ricciardi, eu gosto é mais de mises à espanhola. ehehehehehehh
    .
    .
    Do tal que indica é uma referência, não um papa ou santo da igreja, para seguir. lolol

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  43. Ricciardi permalink
    8 Setembro, 2012 16:03

    É isso RUI.A, se existem pessoas a mais a solução não é denegrir quem trabalha, nem humilha-lo, nem ostraciza-lo, mas tomar medidas para deixarem de serem tantos. Olhe, porque é que não dizem desde já que não vão haver novas contratações na FP?
    .
    No ano passado sairem 80 mil FP’s. Uns morreram outros reformaram-se. Porque é que entraram mais 40 mil?
    .
    Adicionalmente, deviam cancelar os cursos de areas aonde existe excesso de trabalhadores.
    .
    Se é que existe excesso de trabalhadores. Ninguém sabe ao certo.
    .
    Rb

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  44. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 16:09

    ” Reduzir salários e manter intacta a estrutura operacional não é reformar coisa alguma, mas camuflar temporariamente uma má organização de recursos e de meios.”
    .
    .
    Aqui conrdo consigo mas tenho uma dúvida. Explique do ponto de vista prático como o faria. Do ponto de vista prático, porque se for uma carta de boas intenções, eu prefiro as originais da Hayek.
    .
    .
    Em Portugal ainda se vive muito nesta ideia: devia ser assim, devia ser assado, devia ser branco, preto, amarelo. Mas o devia ser é um conceito mais abastracto que prático. E o país precisa de gente prática que sabe mexer na masaa e não nas palavras e ideias. O Cristiano Ronaldo marca goloso no campo porque pratica, não porque lê livros sobre o devia marcar assim, devia marcar assado.
    .
    .
    Mas em teoria e nos planos das intenções eu estou consigo. Mas depois em termos práticos, ás vezes os caminhos são mais invios e mais tortuosos do que nos parecem á primeira. vista. Mas fico á espera da sua douta carta de intenções, caro Rui.

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  45. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 16:12

    “No ano passado sairem 80 mil FP’s. Uns morreram outros reformaram-se. Porque é que entraram mais 40 mil?”
    .
    .
    Talvez porque os que entraram sejam necessários. Eu rio-me porque aqui há tempos Vc. defendia os serviços públicos europeus, marca civilizadora europeia. Vc. tem dias. Um dia defende uma coisa, no outro uma completamente diferente. Já me habituei às suas curiosas manifestações de intenções ideológicas. Erráticas e ao sabor do momento e espuma dos dias.
    .
    .
    Bem haja, caro Ricciardi. Haja saúde, ao menos, para poder escrever as suas ideias e pensamentos, não é? Abraço.

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  46. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 16:21

    Só para relembrar ao Ricciardi isto: http://tinyurl.com/d7r48ux
    .
    .
    E não diga que é culpa do Mario Draghi, porque os juros já andam a cair há meses. Isto dizia o amigo e outros como o meu amigo, seria impossível. Eu tinha dito que lá para o final do ano, até correriam a comprar dívida pública, quando descobrissem que a coisa ia no bom caminho.
    .
    .
    É a diferença entre quem pensa a sério nestas coisas e quem vive da espuma dos dias. Acho que lhe serve de exemplo. E há-de chegar o dia que eles se porão á porta para comprarem dívida portuguesa. eheheheheh Já faltou mais, é apenas uma questão de tempo. Vai ver.

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  47. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 16:52

    Eu ainda sou do tempo que os liberais de pacotilha pediam cortes salariais em Portugal, porque era preciso ser competitivo face ao exterior. Defendiam desvalorizações salariais como milagre para ajudar a economia portuguea. O governo faz-lhes a vontade e eles amuam. Impressionante o que esta gente defende hoje com o que já andaram a defender ao longo desta crise. Uns dias querem uma coisa amarela, no outro rosa, depois azul e assim sucessivamente. São capazes de desdizer tudo o que defenderam antes. Porquê? Porque copiam os blogues da moda estrangeiros. lololol
    .
    .
    Nunca vi nada assim na minha vida. Eles não sabem o caminho, só sabem as cartilhas. Deus ma livre desta gente, porque o povo já muito sofre à mão de artistas utópicos.
    .
    .
    O Governo sempre se opôs (e bem) a desvalorizações salariais. Foi obrigado pelas circunstâncias a tomar essas medidas, mas foi capaz de o fazer sem criar demasiados danos aos cofres públicos, beneficiando quem devia beneficiar: os exportadores e os produtores de bens transaccionáveis. E os que antes defendiam cortes salariais, hoje estão amuadinhos. Não estão de acordo. Acham uma violência socialista. lololol
    .
    .
    Durante esta crise, já os via a defender a saída do euro, calotes, desvalorizações salariais, despedimento de funcionários públicos, etc. Mas são sempre bons mas é nas cartas das boas intenções. Então é um must ver esta cangalhada ideológica a invocar os seus papas e seus santinhos. Fazendo lembrar os comunas, com os seus santinhos na parede, como antigamente. lololol
    .
    .
    Acho que eles deviam ser mais modestos e menos letrosos da marca hayek. Deviam antes escolher isto: http://tinyurl.com/d5mvom4
    .
    .
    Isto sim, é mesmo uma excelente fonte de inspiração. eheheheheh

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  48. ricciardi permalink
    8 Setembro, 2012 16:58

    Pois, mas tenho mesmo de dizer que os juros da divida sao o que sao na mesma medida em que o BCE intervem ou deixa de intervir. Esta é mesmo a realidade, nao é ficcao. Mais, para o proximo ano, a medida anunciada se for cumprida, a disponibilidade ILIMiTADA em segurar s juros das dividas soberanas dos paises que estao a fazer esforco de consolidacao, trará ( só a intencao da medida ja trouxe) a devida correcao das yields.
    .
    Com as yields estiverem proximas do cupao, podem finalmente os estados voltar aos mercados. E qando isso acontecer Portugal vai finaciar-se provavelmente em taxas equivalentes a metade das de hoje em dia. Ora metade dos juros significa uma poupanca de perto de 4 mil mlhoes. Deixa de haver defice preocupante. Um milagre, enfim.
    .
    Porque aquele milagre que o caro AC esperava que acontessesse nao aconteceu, nem virá a acontecer. Como já viu as contas sairam todas ao lado. Nunca o governo acertou no submarino. Sempre na agua. Sempre ao lado. Mais defice, mais impostos, mais impostos, mais recesssao, mais recessao, mais impostos…. E uns cortes aqui e acolá mas sempre por via de impostos sobre os salarios. o puto do buraco cheou, imagine-se, aos 3 milhoes… E ainda querem subir mais impostos e castrar mais o consumo. Ahahahah.
    .
    Espero que nao chegue a ser necessario sobtaxar o patrimonio ddas pessoas. O IMI.
    .
    Eu digo-lhe, se o caminho fosse apenas o desenhado pelo governo, talvez atingissemos as metas do defice. Nao duvido. O limite da austeridade nao tem fundo. Formalmente podiamos ter chegado lá, mas as importacoes regssariam com mais forca do que nunca a curto prazo. Mal houvesse mercados, as importacoes disparvam novamente. E porque? Porque nunca foram substituidas por producao nacional.
    .
    Se chegassemos ao defice acordado e o a troika saisse de Portugal, teria de voltar dois anos depois com o pas muito pior.
    .
    Isto, sem falar na alta probabilidade de inversao das exportacoes em virtude do abrandamento da procura exterma, agora vertida nas ultimas estatisticas.
    .
    Rb

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  49. 8 Setembro, 2012 17:15

    No curto prazo os efeitos positivos sobre o emprego resultantes da redução dos custos salariais globais serão mais do que anulados pelo efeito recessivo da redução do rendimento disponivel pelo que o efeito liquido sobre o emprego será negativ. No longo prazo, o efeito teórico sobre os salário global tenderão a anular-se (sendo até negativos em virtude do ligeiro aumento da carga fiscal global). Esta medida poderá contribuir para acelerar o processo de ajustamento da economia portuguesa (favorecendo a deslocação de recursos para os sectores transacionáveis) mas este efeito será pequeno e à custa de uma agravamento da recessão e do desemprego em 2013.

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  50. JoaoMiranda permalink*
    8 Setembro, 2012 17:52

    ««Cortar salários e deixar lá os trabalhadores não serve para nada, a não ser indispor quem ainda é pago pelos nossos impostos. Reduzir salários e manter intacta a estrutura operacional não é reformar coisa alguma, mas camuflar temporariamente uma má organização de recursos e de meios.»»
    .
    Rui,
    Para se conseguir a mesma poupança que o corte de salários seria necessário despedir 100 mil trabalhadores em poucos meses. E isso tem vários problemas: é ilegal, e mesmo que fosse legal obrigaria ao pagamento de indemnizações muito superiores à poupança no primeiro ano. É absurdo que se critique o governo por baixar salários em 7% e depois se espere que faça despedimentos ilegais.

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  51. LDr permalink
    8 Setembro, 2012 18:00

    Assim que o PS chegar ao poder diminiurá 3% a TSU aos trabalhadores e irá repor os valores antigos à TSU paga pelas empresas. Assim a carga fiscal será maior ainda.

    Boa sorte Poor tugal

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  52. Alberto Vieira permalink
    8 Setembro, 2012 18:44

    Lei do Orçamento para 2012
    Artigo 21.º
    Suspensão do pagamento de subsídios de férias
    e de Natal ou equivalentes
    1 — Durante a vigência do Programa de Assistência
    Económica e Financeira (PAEF), como medida excepcional
    de estabilidade orçamental é suspenso o pagamento
    de subsídios de férias e de Natal (…)
    Artigo 25.º
    Suspensão de subsídios de férias e de Natal ou equivalentes de aposentados e reformados
    1 — Durante a vigência do PAEF, como medida excepcional
    de estabilidade orçamental, é suspenso o pagamento
    de subsídios de férias e de Natal (…)

    Acordão do Tribunal Constitucional:
    a) Declara-se a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, por violação do princípio da igualdade, consagrado no artigo 13.º da Constituição da República Portuguesa, das normas constantes dos artigos 21.º e 25.º, da Lei n.º 64-B/2011, de 30 de dezembro (Orçamento do Estado para 2012).

    Pedro Passos Coelho:
    O corte do segundo subsídio é mantido nos termos já definidos na Lei do Orçamento de Estado para 2012. No caso dos pensionistas e reformados, o corte dos dois subsídios permanecerá em vigor. A duração da suspensão dos subsídios, tanto no caso dos funcionários públicos, como no dos pensionistas e reformados, continuará a ser determinada pelo período de vigência do Programa de Assistência Económica e Financeira.

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  53. 8 Setembro, 2012 19:02

    Esta medida é equivalente à queda dos salários na ordem dos 5%, o que terá um impacto positivo no emprego
    sr. Miranda, não venha defender o indefensável. Daqui a alguns meses, venha-nos dizer que o desemprego parou de subir e que o número de falências parou.
    Uma coisa lhe garanto: as contas bancárias dos patos bravos, continuarão a subir.

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  54. rui a. permalink*
    8 Setembro, 2012 19:57

    Ó anti-comuna, francamente, homem de Deus, eu até tenho consideração pelo que você costuma escrever, embora às vezes escreva de mais, mas este seu entusiasmo pueril com as medidas anunciadas ontem parece-me francamente aquém das suas possibilidades. Você acha mesmo que a recuperação da economia portuguesa passa por isto? Acredita que daqui por um ano as contas públicas vão estar equilibradas, o déficite controlado e a economia relançada? Bom, ao que parece, parece que sim (desculpe a redundância), mas certamente não nos vão faltar oportunidades para avaliarmos isso.
    Quanto à minha “douta” opinião de como se deve recuperar a choldra, francamente, mais uma vez, ó anti-comuna, então você quer que seja um “liberal de pacotilha” a explicar o padre nosso a genuínos liberais, como estes que estão no e apoiam o actual governo? Ainda por cima, quando foram eles – e não eu – a pedir votos para “libertarem a sociedade do Estado” e reduzirem, a sério, a despesa pública, como se pode ler no programa eleitoral do PSD de Passos Coelho (veja o post acima do Gabriel). Então isto já não vale nada? Andámos todos muito incomodados, há uns anos, por o Sócrates ter prometido estabilidade fiscal e, agora, é-nos indiferente que Passos Coelho tenha prometido o mesmo e feito o seu exacto oposto?
    Ok, apesar de “liberal de pacotilha”, vou dar-lhe a minha opinião sobre o que por aqui se passa: ou você (salvo seja, digo, quem nos governa) muda o paradigma do estado social em que vivemos há 40 anos, que é a vários títulos insustentável, como se tem visto, ou jámais recuperará coisa nenhuma. Pelo contrário, andará sempre a cobrar mais e mais impostos para tapar os buracos, cada vez mais largos, dos gastos descontrolados e incontroláveis do estado. Isto significa que você tem que vender todo o sector empresarial do estado (já chega do modelo do “estado-empresário”), reduzir substancialmente o número de serviços e de funcionários públicos, fechar institutos politécnicos e universidades falidas, dar saúde e educação para quem dela necessita, de facto, e não manter a sua (quase) gratuitidade universal, liberalizar contratos de trabalho, a sério, de arrendamento, a sério, extinguir todas as fundações e organismos públicos que não se relacionem com as funções nucleares, básicas do estado, etc.
    Para um plano destes, de intervenção de fundo como se faz nas empresas em falência técnica, vale a pena pedir prazo aos credores, como se faz também nas empresas em situação complicada. Os credores, se acreditarem no plano, dão-lho, certamente, já que preferem esperar mais tempo e receber o que lhes é devido, a precipitarem-se e ficarem sem quase nada (olhe que, apesar de “liberal de pacotilha”, tenho alguma experiência nisto, meu caro). Agora, a via que Passos Coelho seguiu foi do costume: tentar aguentar o nosso modo de vida, com medidas de maquilhagem e de aumento de impostos para os apertos de tesouraria. Ao contrário do que ele faz crer, tem bem menos coragem do que seria necessário para reformar isto a sério. Mas estaremos cá, espero eu, para vermos quem tem razão, ou você, um coelhista subitamente iluminado, ou este “liberal de pacotilha” que aqui lhe está a responder. Espero só que, daqui por um ano, não venha, como o Sócrates, invocar a “crise Internacional”…

    Cumps.,
    RA

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  55. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 20:47

    Caro Rui, obrigado pela sua resposta. Estava mesmo á espera dela.
    .
    .
    Ou seja, Vc. não sabe. Diz que é preciso mudar o país, mas não sabe como sem provocar uma ditadiura e mandar fusilar os tipos do TC, a oposição e todos os que não concordam com as suas teses e teorias. Obrigadinho, mas compreendi-o perfeitamente. Tanto que por isso não deu nenhuma dica útil.
    .
    .
    O devia ser assim é muito bonito quando estamos de fora a mandar bitaites, mas se formos a tomar decisões e face á realidade existente, começamos a mudar de opinião. Ou mandamos prender toda a gente que não comunga das nossas ideias e opiniões.
    .
    .
    Já agora, lembra-se do Acordão do TC que levou a que o governo tomasse estas medidas? lembra-se não se lembra? Então Vc. que é jurista que quer fazer? Passar por cima de tudo o que são leis, pessoas e sociedade e impôr pela via das armas as suas soluções? lol
    .
    .
    Abraços e tenha lá paciência. Isso foi a resposta que eu esperava mas que pensei que nunca fosse capaz de fazer melhor.

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  56. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 20:50

    “Pois, mas tenho mesmo de dizer que os juros da divida sao o que sao na mesma medida em que o BCE intervem ou deixa de intervir. Esta é mesmo a realidade, nao é ficcao. ”
    .
    .
    Ou sej,a Vc. parece que lhe custa a engulir a realidade também. E custs-lhe a engulir os juros mais baixos. Só para o informar que há alguns meses que o BCE não compra dívida pública, muito menos a portuguesa. Claro que Vc. sabe disto, mas custa-lhe a engulir o sapo. Mas engula-o e aprenda a ser menos convencido das suas erráticas, incongruentes e até oportunísticas opiniões.
    .
    .
    Vá, agora vou beber um bagacinho, que se faz tarde. eheheheheh

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  57. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 21:15

    Caro JM, isto é tão óbvio, que eu me custa como nem se entenda isto:
    .
    .
    ” E isso tem vários problemas: é ilegal, e mesmo que fosse legal obrigaria ao pagamento de indemnizações muito superiores à poupança no primeiro ano. É absurdo que se critique o governo por baixar salários em 7% e depois se espere que faça despedimentos ilegais.”
    .
    .
    A menos que se louve o Mises, o Hayek, o Friedman e no fim se canonize um Pinochet em Portugal. Mas está utodo louco ou o quê? Brincamos aos países como se fosse brincar com as nossas casinhas de bonecas? Bah! Ele há coisas que me custam a perceber, mas pronto. Também a inteligência não é o meu forte. Eu é mais bagacinho. ehehehhehhh

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  58. 8 Setembro, 2012 21:16

    Ac: e quem lhe disse a si que para reformar é preciso impor uma ditadura: Basta ganhar eleições, arranjar uma maioria e por as reformas em prática, e a maioria serve para mudar as leis.Se é para tudo ficar na mesma, mais valia não ter chumbado o pec IV e deixar o ps ter ficado no poder.
    Ou se muda a sério, ou então meu caro, estamos na merda(onde já estamos), mas para ficar nela para o resto das nossas vidas

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  59. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 21:29

    “Ac: e quem lhe disse a si que para reformar é preciso impor uma ditadura: Basta ganhar eleições, arranjar uma maioria e por as reformas em prática, e a maioria serve para mudar as leis”
    .
    .
    As leis que são necessárias mudar exigem 2/3 de Deputados. Tiro ao lado.

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  60. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 21:32

    Em Portugal nem sequer foi possível meter na Constituição as limitações dos défices orçamentais, do Tratado Europeu, e esta gente quer desmantelar o Estado Social em Portugal a partir de uma minoria no país. lololol
    .
    .
    Ora bolas. Só ma saem duques e cenas tristes. Deus ma livre.

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  61. rui a. permalink*
    8 Setembro, 2012 21:45

    «Diz que é preciso mudar o país, mas não sabe como sem provocar uma ditadiura e mandar fusilar os tipos do TC, a oposição e todos os que não concordam com as suas teses e teorias»
    Não, não, meu caro, vc. é que está a defender que isto só lá vai com uma ditadura, porque presume que o país, em democracia, não é reformável e se tem de aguentar com impostos sucessivos para aguentar o modelo social que você diz ser impossível de reformar. Ou uma ditadura do poder sobre os contribuintes (já praticamente lá estamos, visto que comemos tudo o que nos impõem e até com algumas palmas), ou uma ditadura que suspenda a Constituição, os sindicatos, o TC, a oposição parlamentar, etc.. Está próximo do que anda, há anos, a defender o meu amigo Pedro Arroja, e que a Dra. Manuela Ferreira Leite também sugeriu meio a sério, meio a brincar, para ver se colava. Uma maioria absoluta, um presidente conivente, sindicatos e oposição desacreditados e um ambiente receptivo a reformas não lhe chegam. O problema, está visto, reduz-se às contas de mercearia do deve e do haver da contabilidade pública, e ao coice do Tribunal Constitucional. E é para isso que você quer que eu pageu mais de 60% do que ganho em retenção na fonte? Deve estar a brincar! Uma sugestão: lembre-se do que fez Sá Carneiro no curto ano em que governou com maioria da AD. A maneira como enfrentou o status quo da época e os paradigmas do socialismo colectivista do tempo.

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  62. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 21:50

    ” A maneira como enfrentou o status quo da época e os paradigmas do socialismo colectivista do tempo.”
    .
    .
    Caro Rui, e se calhar por isso é que foi assassinado. Não me venha com esse argumento e deie lá a memória dele em paz.
    .
    .
    Vc. não sabe como sair do imbróglio. Diz que é possível desmantelar o Estado Social mas não diz como. Nesta segunda mensagem, Vc. diz que eles têm condições políticas suficientes para as tais reformas e, no entanto, tanto o PR como o próprio TC sem falar na oposição, conseguiram anular as medidas de 2012, embora as mantendo a título excepcional por um ano.
    .
    .
    Vc. sabe ou devia saber que temos uma má Constituição, que impede grande parte das reformas necessárias.
    .
    .
    E temos umas condições económicas, nacionais e internacionais, que não permitem andar a brincar ás reformas dos países. O Governo que negociou o Memorando, para o bem e para o mal, definiu os termos sob os quais Portugal tem que reger. Pedir renegociação como Vc. alvitra sem sequer cumprir o primeiro acordo, é irrealizável. E Vc. tem obrigação de saber disto mesmo.
    .
    .
    Agora, se acha que é possível fazer isto partindo de uma minoria… ahahhahhah

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  63. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 21:58

    Já agora, para que se tenha presente o seguinte. Dizem por aí que o governo inglês está a reformar o Estado inglês com despedimentos massivos na AP. Nem o défice cai nem sequer a economia cresce.
    .
    .
    Alguns dos iluminados fervorosos adeptos terão que me explicar como tal é possível. ehhehehheh
    .
    .
    Em Portugal aconteceria a mesma coisa ou pior. Quem quer resultados economico-financeiros imediatos contrata um parapsicólogo que faz mezinhas na Praia do Sr. da Pedra ou na Boa Nova e espera que lhe saia o totoloto. lol

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  64. rui a. permalink*
    8 Setembro, 2012 22:07

    Meu caro, qualquer empresário manhoso que esteja a dever à banca, ao estado e a fornecedores sabe que se lhes apresentar um plano sério de reestruturação da empresa consegue melhores condições do que se não tiver plano nenhum. O que se passa com este governo é que estes meninos foram lá parar sem qualquer ideia sobre o que para lá iam fazer. Isso já era muito evidente no programa eleitoral que o PSD apresentou ao país, e começou a ser mais do que evidente a medida que as grandes medidas salvadoras da pátria se confinavam, no fim de contas, a truques para salvar a tesouraria de curto prazo. Nada de substancial, por mais voltas que você de ao texto, logo, nada que augure qualquer modificação de substância no que temos vivido nos últimos anos. Meta na cabeça: ou muda o pradigma, ou continuará sem dinheiro para o sustentar. Tudo o que nao passe pela primeira hipótese são pequenas habilidades de corte e costura, de pequena contabilidade, que vão agravar as coisas, porque continuarão a empobrecer a economia, sem reformar coisa nenhuma, a não ser que voce consiga explicar como é que o aumento da carga tributária, sem a redução da despesa publica conseguirá fazer crescer a economia. Ora experimente lá, se faz o favor.

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  65. 8 Setembro, 2012 22:12

    Ac: se calhar porque exageraram no aumento da fiscalidade..
    E é verdade sim, a nossa constituicao é uma porcaria , e pior do que isso, nao pode ser mudada at´2/3.Mas espero que esteje de acordo comigo que até lá, resultado economico positivos, nem imediatos nem longinquos!

    Ou muito me engano, ou voce até concorda com aqueles impostos do freitas do amaral desta semana…

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  66. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 22:24

    “Meta na cabeça: ou muda o pradigma, ou continuará sem dinheiro para o sustentar. Tudo o que nao passe pela primeira hipótese são pequenas habilidades de corte e costura, de pequena contabilidade, que vão agravar as coisas, porque continuarão a empobrecer a economia, sem reformar coisa nenhuma, a não ser que voce consiga explicar como é que o aumento da carga tributária, sem a redução da despesa publica conseguirá fazer crescer a economia. ”
    .
    .
    Talvez, talvez. Mas explique isso aos portugueses, não a mim. Eu como sou (ou tento) prático, só me interessa resolver os problemas, um a um. Se possível mais, mas quase sempre é impossível de o fazer. E o que me interessa saber é se era possível aplicar as tais medidas que Vc. clama. Eu digo-lhe que é quase impossível. Eu gostava de muita coisa e se calhar também queria algumas coisas mais radicais. Mas sou sério o suficiente para entender que é impossível fazer isso em Portugal. Portanto, fico-me pelo caminho e não pelo Nirvana.
    .
    .
    De resto, Vc. nunca conseguirá fazer o que pede em sociedades democráticas, senão pela força ou pelo convencimento. Vc. se não escolhe a força, faz como o Deng Xiaping, pequenos passos e convencimento pelos resultados. Este Governo pode ser muito fraco, mas está a faezr melhor que o próprio Governo inglês, que se diz estar a aplicar as tais reforma-maravilha. Eu também medito nestas coisas mas ponha lá a cabeça de fora das sebentas e analise e explique-me do, do ponto de vista económico, os resultados das tais políticas que Vc. defende, em Inglaterra: Vá, faça um esforço também e tente ser prático.
    .
    .
    Vc. está a cair num erro comum, nos dias de hoje. Acha que os problemas economico-financeiros de um país, começam e acabam no Estado. E que, portanto, é apenas sobre este e sua actuação que importa aplacar. De certo modo compreendo o seu ponto-de-vista, porque quem apenas tem um martelo como ferramenta, todos os problemas lhe parecem um prego. Os Tories ingleses também só tinham esse martelo e estão a implodir, tanto em termos de convencimento da população inglesa como até os seus parceiros de coligação. ehehehehh Veja lá no que eles se meteram, convencidos que o martelo lhes chegava. lol
    .
    .
    Para concluir lhe digo o seguinte. Não seja ambicioso demais nesta altura e peça passinhos à Deng Xiaoping e deixe o devia ser assim, ou assado, porque isso não resolve problemas nenhuns e devia servir de inspiração. Apenas e só. De resto, os resultados conseguidos por Portugal são tão fracos que as taxas de juro de referência exigidas ao Estado já estão nos 8%. Por alguma razão deve ser. Ou os tipos são parvos ao comprarem a dívida portuguesa ou poderão estar a descobrir coisas sobre Portugal que até Vc. nem as reconhece. E se eles compram por alguma razão deve ser, não? Ou acredite que é o BCE a comprar dívida nos mercados secundários também? eheheheheh

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  67. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 22:30

    “Ou muito me engano, ou voce até concorda com aqueles impostos do freitas do amaral desta semana…”
    .
    .
    O que o Governo anunciou ontem não vai subir a carga fiscal sobre os portugueses. Se não entender isto, pergunte no blogue do LA-C que ele lhe explica. E não entender, espere que alguma alma caridosa lho explique. Não vou ser eu, que eu já disse o que tinha a dizer sobre esta questão. Quem quer aprender, aprende. Quem não quer, dedica-se à propaganda política. ehehehhehheh

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  68. 8 Setembro, 2012 22:32

    Um aumento de 11 para 16% na taxa que os trabalhadores pagam afinao não é aumento?

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  69. 8 Setembro, 2012 22:35

    Ac: também o sócrates dava passinhos á xiaoping, e veja já como tudo terminou

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  70. rui a. permalink*
    8 Setembro, 2012 22:36

    anti-comuna,
    O Deng Xiaoping não deu «passinhos» mas passões, comparando o país que recebeu com o que deixou. Ou vc. estará a comparar os juizes do TC aos guardas vermelhos da Revolução Cultural?… Passinhos, e ao contrario do que devia, dá o seu Passos.

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  71. 8 Setembro, 2012 22:39

    Oh ac já agora, no seu entender, quem são os culpados da crise economica:Os empresarios, os trabalhadores ou ou o estado? Vc nunca esclareceu bem isso…

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  72. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 22:44

    Caro Rui, deu passinhos, não deu passões. Mas alegro-me que encontrou uma comparação feliz para alguns srs. Conselheiros em Portugal. ehehheheh
    .
    .
    Olhe lá, já meditou no caso inglês? Não estão a fazer aquilo que muitos em Portugal pedem? E então? Que resultados conseguiram? A todos os níveis? Desde despesa pública sobre o PIB, défice orçamental, correcção do galopante endividamento público e privado, crescimento económico, etc. Então? As medidas que Vc. apregoa não estão a ser praticados pelo governo inglês? E os resultados? Custa-lhe a meditar no assunto? Ou precisa de algumas dicas?
    .
    .
    Só uma pequena dica para si, caro Rui. A despesa pública sobre o PIB inglês, no final de 2011 foi de 49% e em Portugal de 48,9%. Catita, hein? Nem as sebentas do Mises, nem do hayek ou da rand estão a dar resultado em Inglaterra. Porque será meu caro amigo? Ponha os olhos ao caso inglês e depois venha cá com o seu martelo, está bem? 😉

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  73. 8 Setembro, 2012 22:50

    ac: isso deixa para si mais para responder do que para perguntar: isso quer dizer que afinal era melhor o partido trabalhista estar no governo? Que afinal o que é bom é mais estado, mais funcionarios publicos, menos iniciativa privada? Que o governo inglês não exagerou por outro lado na fiscalidade como o nosso governo por acaso? Que ás tantas se calhar o hollande é mesmo um milagre comparado com o sarkozy? Que se calhar era melhor o zapatero ter ficado em espanha em vez de ter ido para lá o rajoy?
    E agora a sério, se voce fosse primeiro ministro ingl~es o que fazia? Parece que o luckylucky tinha razão quanto a si..

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  74. 8 Setembro, 2012 23:03

    Ac: já agora, a receita que puseram em inglaterra agora, também foi aumentos de impostos e pouca descida da despesa publica.O mesmo que cá.É natural que nao tenha resultado..

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  75. rui a. permalink*
    8 Setembro, 2012 23:15

    anti-comuna,
    De facto, vc. só faz perguntas e não sugere soluções, a nao ser aplaudir entusiasticamente o assalto fiscal do nosso amigo Coelho. Pelo que percebi, para si o país é irreformável (ou se acaba morto ou se tem de aturar os guardar vermelhos do TC, veja o perigo…) em democracia, e temos que continuar a aguentar esta rapinagem até ao último centimo. E uma posição legítima, é certo, mas não a minha.
    Sobre o que se passa em Inglaterra e as reformas que por la estão a ser feitas, parece-me ainda muito cedo para lhes medir o impacto. Não se esqueça que, tambem no mesmo país, a Tatcher tinha a primeira reeleição perdida, graças aos sindicatos e ao serviço publico, não fossem as Malvinas (nao a do Jorge Amado, eheheh…). Deixe la passar mais algum tempo para voltarmos a ler os indices económicos.
    Mas amanhã continuamos, porque, por cá, sao horas de jantar e as polémicas, para mim, terminam quando o estomago dá horas.
    Cumps.

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  76. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 23:20

    “Sobre o que se passa em Inglaterra e as reformas que por la estão a ser feitas, parece-me ainda muito cedo para lhes medir o impacto.”
    .
    .
    Ora aqui está aquilo que Vc. não faz em Portugal. Tem algum complexo de inferioridade ao relação aos bifes? Ou especial admiração pelos ingleses?
    .
    .
    Eu respondo-lhe assim: é ainda muito cedo para medir o impacto das reformas em Portugal. ehehehehehh
    .
    .
    “De facto, vc. só faz perguntas e não sugere soluções, a nao ser aplaudir entusiasticamente o assalto fiscal do nosso amigo Coelho.”
    .
    Então pergunte ao LA-C que ele explique que do ponto de vista fiscal as medidas anunciadas ontem são nulas.
    .
    .
    Vá, e bom jantar. Ficamos por aqui que amanhã é dia. 😉

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  77. 8 Setembro, 2012 23:38

    Ac: Não há muita diferença entre o que se faz cá , e o que se fez na inglaterra

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  78. anti-comuna permalink
    8 Setembro, 2012 23:54

    Como é curioso estas coisas em Portugal. Os ingleses andam a pôr a ideologia de muitos tugas em prática. Mas os resultados são muito piores que os portugueses. Em todos os aspectos. Resposta para quem lhes pede contas? Ainda é muito cedo para medir o impacto das reformas, devido aos resultados até agora conhecidos.
    .
    .
    Mas esta comiseração pelos bifes não tem paralelo com os portugueses. Leia-se, pedem resultados imediatos ao Governo tuga mas mandam esperar pelos resultados dos bifes. lolol
    .
    .
    E é assim que esperam convencer o país da eficácia das suas ideias? Se é assim, podem sonhar acordados, que nunca verão o chamada liberalismo económico em Portugal, porque as pessoas não são burras, em acreditarem em cartilhas ideológicas que, ora têm indulgência quando praticadas por bifes e radicalismo opositor militante quando por tugas. É velha aquela ideia que as nossas elites t~em complexos de inferioridade face aos estranjas. eheheheh Deus ma livre, nosso senhor.
    .
    .
    O Governo inglês também prometeu resultados imediatos com as suas propaladas sebentas à Hayek, Mises e sei lá que mais, que eles endeusam. Comçeram a governar prometendo crescimento económico com políticas de austeridade. Ora, se há coisa verdadeiramente impossível é haver crescimento económico com austeridade. Mas nova fornada de liberais de pacotilha inglesa, não se sabe como e porquê, passou a vender ao povo: a austeridade vai garantir o crescimento económico imediato. lololol Tiro ao fundo. Mostrando que eram apenas pelintras ideológicos armados em feitieceiros de oz. Nunca na história económica se tinha ouvido tal coisa: austeridade económica com crescimento económico. Comprovando que pescam pouco do que vendem. Vendem biblias mas não sabem o que lá vem escrito. lololol
    .
    .
    Em Portugal temos os imitadores dos pelintras liberais ingleses. Também querem austeridade com crescimento económico. E resultados imediatos. Mas isso é impossível. E é-o, tanto em Portugal, como em Inglaterra como na China e arredores. Se há austeridade e face aos fundamentos das sociedades actuais, com forte peso do Estado numa economia, só pelo facto do Estado travar nas suas despesa, cria pressões recessivas. Todo o mundo sabia disto, até há poucos anos atrás. Mas os novos liberais de pacotilha, que lêm as sebentas, são incapazes de compreender sequer o impacto das suas teses quando aplicadas. ehehhehh O mundo em vez de evoluir, anda para trás. Impressionante. Utopias à comuna. ahhahahahah
    .
    .
    Em 2010 quando os Tories chegaram ao poder o peso da despesa pública no PIB era de 50,3%. Em Portugal, pela mesma altura, era de 51,3%. No final de 2011, já com os Tories no poder há algum tempo, o peso apenas desceu para os 49%. Em Portugal, a despesa pública desceu para os 48,9%. E com desvantagem para os portugueses, porque, quer a inflação, quer a economia inglesa, safaram-se de uma queda, ao passo que em 2011, a economia portuguesa caiu 1,5%. Mas esperem aí. Então os ingleses é que são bons e os tugas uns nabos? lolol
    .
    .
    E ainda mais importante é isto. Os Tories ingleses beneficiam de uma impressão monetária que lhes mantêm artificialmente as taxas de juro baixas. O Estado tuga teve que facer face à explosão das taxas de juro. Mas em Portugal ninguém dá valor aos resultados até agora conseguidos em circunstancias verdadeiramente aterradoras. Mas já dão valor aos fracos resultados conseguidos pelos bifes. Mas querem que vos leve a sério? Quem? O povo não é tão burro como parece. eheheheheh
    .
    .
    E o crescimento económico? Os ingleses estão a viver uma recessão, não tão profunda como a portuguesa. Mas o que é mais espantosos é que eles vivem uma recessão e até o Estado está a gastar mais. Em Portugal, o Estado corta na despesa pública, com efeitos recessivos naturalmente (sempre foi assim, só os liberais de pacotilha acreditam no oposto, só para serem o oposto dos keynesianos ehehheheehh) e o PIB cai. E eles queixamse que o PIB cai. Por precisamente o Estado estar a gastar menos. Os liberais de pacotilha pensavam que, com um Estado deste peso na eocnomia, ele ao gastar menos, ia aumentar o PIB, não? mas que puta de escola económica é esta, que esta gente apregoa? São tótós. ahhahahahah Então o Estado que gasta quase metade do PIB tuga, com este peso na procura interna, ao gastar menos, pensavam que a economia ia começar a crescer? lolololol Bolas, que isto é mesmo de partir o coco a rir. Nunca tal seria possível, onde é que raio eles pensavam que iam aumentar o crescimento económico com o Estado a gastar menos, com o peso deste na economia? E querem que o povo e a gente honesta os leve a sério? Se eles nem coisas tão básicas como esta, são incapazes de compreender? lolol
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    Mas esperam lá, que há mais. Os Tories estão a correr com tantos funcionários públicos que é um must. Mas a eocnomia não cresce, a despesa não baixa e até a dívida pública cresce galopantemente. Então porquê? Não sabem ou não respondem. E eu tenho uma explicação lógica para esta incapacidade de entenderem o porquê. Porque só têm um martelo. E, portanto, todos os problemas económicos de uma sociedade acabam e esgotam-se no Estado, portanto eles, numa ironia paradoxal, são como os comunas, que também acham que tudo se joga no papel do Estado na economia. Ou seja, acham tal como os comunas, que para uma economia crescer, basta dimensionar o Estado. Os comunas acham que se eles crescer, a economia crescerá. Estes liberais de pacotilha acham que se ele mingar, a economia crescerá por milagre. Sem atender á complexidade que envolve o funcionamento de uma economia, o próprio peso desse Estado na economia, etc. Ou seja, estes liberais de pacotilha são a anti-tese dos comunas. Se uns dizem preto, outros dizem branco. Uns se dizem mais, outros menos. Ou seja, no fundo até são semelhantes.
    .
    .
    O funcionamento de uma economia é mais complexo que mera fiscalidade, pesos e papel do Estado, etc. Mas eles reduziram o seu martelo ao Estado. Odeiam o Estado e tudo o que ele representa. E, no fim, para eles, a economia depende precisamente do… Estado. Tal como os comunas, mas ao contrário.
    .
    .
    Deus ma livre destes liberais de pacotilha que enxameiam Portugal. Imitam os blogues da moda e os estranjas. Mas, espremidnho, espremidnho, não sabem sequer como funcionam as economias. Vivem da propaganda ideológica, da sua utopia, e as suas capacidades de análise e resolução dos problemas, esgotam-se no seu martelo. Tal como os comunas mas ao contrário.
    .
    .
    Socorro, eu não quer deste liberalismo em Portugal… É como passar de um terror para outro. É como passar do terror socialista/comuna para outro oposto e na mesma radical. É como trocar o Allende pelo… Pinochet! Crizes canhoto, meu deus. Deis nos livre deste neo-comunas. Gulp!

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  79. 9 Setembro, 2012 00:03

    AC: Não chego a perceber se voce é comuna ou se é liberal.
    Mas que diagnostico é o seu afinal? Há ou não há demasiada intervencao do estado? Quer dizer que afinal o comunismo e o socialismo é que são fixes?
    Que me diz a juntarmos o psd e o ps num só partido?

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  80. 9 Setembro, 2012 00:07

    Mas afinal ac, o que voce faria se fosse governo? Voce sempre foi a falar dos outros, mas sempre se esquivou a falar das suas ideias quando lhe perguntava.Não será também um liberal de pacotilha?=Voce fala deles, mas voce também não dá soluções nenhumas

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  81. Anti-anti.ac permalink
    9 Setembro, 2012 00:12

    Já agora AC: a inglaterra desceu despesa, mas aumentou muito os impostos! Mas claro que voce á boa maneira soviética e comuna, omitiu esse facto

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  82. anti-comuna permalink
    9 Setembro, 2012 00:15

    “Já agora AC: a inglaterra desceu despesa, mas aumentou muito os impostos!”
    .
    .
    Ai sim? Explique lá essa coisa e dê-me dados credíveis do que afirma. Ou também vive no mundo das sebentas? lol

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  83. Anti-anti.ac permalink
    9 Setembro, 2012 00:23

    AC,não tenho os dados disponiveis aqui no computador, assim que puder mando-lhes:
    Mas não me respondeu a uma coisa: Afinal que faria voce num governo? Qual o problema da economia? Privados a mais ou estado a mais? Porque hei de eu sustentar um bando de pançudos do estado?

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  84. 9 Setembro, 2012 00:24

    Oh ac: e já agora diga-me lá: prefere obama ou romney?

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  85. anti-comuna permalink
    9 Setembro, 2012 00:31

    Quando o governo inglês foi para o poder, as receitas fiscais pesavam 40,2% do PIB e em em finais de 2011, o peso cresceu para 40,8%. E mais devido ao ciclo do consumo que a um aumento da carga fiscal. Portanto, não foi por aí que a economia inglesa começou a afundar.
    .
    .
    A despesa pública inglesa, a dívida e o défice estão a crescer acima do ano passado (só para dar um cheirinho poder ver isto: http://www.ons.gov.uk/ons/dcp171778_276550.pdf e no entanto, continuam a despedir funcionários público a torto e a direito: http://www.ons.gov.uk/ons/dcp171778_268633.pdf
    .
    .
    E mais ainda. Agora quase todos os dias, os pilantras ingleses anunciam subsidios e quedas na fiscalidade:
    .
    http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-17619212
    .
    http://www.gulf-daily-news.com/NewsDetails.aspx?storyid=337415
    .
    .
    Mas a economia deles está a afundar-se.
    .
    .
    Mas então não diziam que se se despedisse funcionários públicos (como eles estão a fazer) e baixasse os impostos, a economia crescia? Não é isso que estes liberais de pacotilha acreditam? Não? Então o que se passa em Inglaterra que está tudo a sair ao contrário do que eles vendiam ao povo inglês?
    .
    .
    E os liberais de pacotilha tugas querem convencer os portugueses que sabem o que dizem e defendem? lololol
    .
    .
    Vou ali e já venho, com esta gente que inventou uma nova escola de pensamento económica: os tótós das mamas hayek e limitada. ahahahhahah

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  86. 9 Setembro, 2012 00:41

    e a sua qual é ac: responda cobarde: o marsx e o engels? o keynes?

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  87. 9 Setembro, 2012 00:42

    e voce sabe o que diz AC.Oh homem eu bem digo, voce só sabe assobiar para o lado e desconversar, para disfarçar o tacho laranja que voce papa

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  88. anti-comuna permalink
    9 Setembro, 2012 00:42

    Os pilantras ingleses acham que bastava as mamas Hayek para levantar a economia inglesa. Mas a economia inglesa está, curiosamente, a imitar a portuguesa. Ora veja-se este documento: http://www.ons.gov.uk/ons/rel/elmr/gdp-and-the-labour-market/2012-q2—august-gdp-update/sum-august-gdp-update.html
    .
    Agora analisem a primeira figura e comparem com Portugal. Em tudo semelhante. Mas os pilantras ingleses já prometeram mais austeridade até ao ano… 2020! lololol
    .
    Ora, por muito que se tenta vender o contrário, austeridade implica quedas na despesa pública e no consumo público. Nada disso está a ocorrer em Inglaterra e prometem continuar com aquela mixórdia ideológica até 2020, leia-se estender a crise inglesa até 2020. Eh pá, em 2020, eu espero ver Portugal já com um crescimento económico sadio, despesa pública abaixo dos 40% do PIB e uma dívida pública abaixo dos 100%. os gajos nessa altura é que estarão em condições de deixarem de ter o Estado a estorvar na economia. eheheheheh
    .
    .
    Em 2020 espero ver o endividamento português muito abaixo do inglês. E até a taxa de desemprego a medir meças com as deles. E ter um Estado mais enxuto. E o PIB bem acima do actual. E eles só estão prometer um PIB acima do actual, só lá para 2020. lolollol
    .
    .
    Santo deus. E andam em Portugal inspirados naqueles pelintras ingleses. ahahhhahah

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  89. 9 Setembro, 2012 00:57

    Ac: Já o rajoy aumentos os impostos e a espanha está na porcaria.Quer-nos falar disso?

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  90. 9 Setembro, 2012 01:00

    “Eh pá, em 2020, eu espero ver Portugal já com um crescimento económico sadio, despesa pública abaixo dos 40% do PIB e uma dívida pública abaixo dos 100%. os gajos nessa altura é que estarão em condições de deixarem de ter o Estado a estorvar na economia. eheheheheh”
    Isto se portugal até lá durar, senão ehehehehe voce acredita em milagres de facto! Nunca vi ninbguém como o anti-comuna, a dizer-se tão amigo dos empresarios, mas depois apoia politicas que prejudicam os empresários.E depois queixe-se que ninguém o compreende…

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  91. Slint permalink
    9 Setembro, 2012 02:25

    rr: “Que me diz a juntarmos o psd e o ps num só partido?”
    mas…mas não estão já? hmmm ia jurar que sim, mas parece que afinal não, segundo você.
    Tenho estado a ler as coisas que escrevem, a discutir a Inglaterra e sei lá mais o quê, mas agora os problemas de um país que tem uma monárquia em 2012, essa coisa que já está mais que ultrapassada tem algum interesse? por favor, de democracia aquilo tem muito pouco.
    O ac tem piada… mas a única coisa que escreveu correctamente foi o seguinte: “Também a inteligência não é o meu forte” é assim mesmo ac! o primeiro passo é admitir, pode ser que esteja a tempo de ganhar inteligência.
    Perde-se tanto tempo a discutir estas coisas, quando não existe qualquer solução… mas ainda não meterem na vossa cabecinha que com as actuais taxas de juros é simplesmente impossível pagar o que quer que seja? Podem despedir quem quiserem,aumentar os impostos que entenderem, podem até inventar novos impostos, é impossível! Juros é literalmente criar dinheiro do nada, é uma dívida eterna e se todas as pessoas, estados e empresas pagassem as suas dívidas deixaria de haver dinheiro em circulação, daí a necessidade de se apelar tanto ao consumismo no mundo actual, é necessário que as pessoas estejam constantemente a gastar dinheiro.
    porque é que não vejo nenhum de vós ilustres personagens a questionar a imoralidade dessa coisa que dá pelo nome de “juros”?
    E comprar dívida? que raio de coisa é essa de “comprar dívida”? e fala-se disso como se fosse uma coisa absolutamente normal…como se isso não virá a ter nenhum tipo de consequências no futuro.

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  92. politologo permalink
    9 Setembro, 2012 16:49

    Uma Análise Critica …
    …melhor lido do que pior “televisto” (vantagem : exclui-se a
    fisionomia de um “vendedor de banha da cobra”)
    http://www.dn.pt/DNMultimedia/DOCS+PDFS/DiscursoPassosCoelho.pdf
    Neste ATESTADO(#) de INCOMPETÊNCIA governativa apenas consta AUSTERIDADE !…
    E assiste-se à transmutação de um “aldrabão” num “louco” …
    Foi pura coincidência PPC ter decidido falar meia hora antes de entrarmos para um campo de futebol? PPC , tal como Salazar , dá-nos futebol para nos calar … e menos “abrilista , esqueceu-se das “portuguesas” !…
    E sobre o que ainda nos espera em 2012 , nada nos diz !… Para PPC , “franqueza” é sinónimo de “aldrabice”. PPC , para quem teve agora o prémio “ CHARME-Correio da Manhã ” , no novo “dicionário abrilista” , charme é sinónimo de “sem-vergonha” … PPC está feliz porque o deficit externo diminui .
    Na verdade , os portugueses estão muito mais pobres . Compram menos no que tudo era importado … pelo que com esta pobreza é inconsequente qualquer Politica de Substituição de Importações .
    E ainda PPC ficou mais contente porque financeiramente agora dependemos menos do estrangeiro !… Pudera , já caimos no “poço económico” , e quando batermos no fundo , até já não vamos precisar de qualquer financiamento…
    E durante mais três anos , temos de aturar este “analfabeto económico” também licenciado ao nivel das baixas relvas , que com tão más companhias nos vai levar ao Apocalipse . VGaspar é pior que Teixeira dos Santos tal como PPC é muito pior do que o pior de Sócrates …
    PPC fala ignorantemente do Sistema Financeiro e ainda não vislumbrou que o seu grande e maior êrro foi não ter logo no inicio do seu mandato ter promovido a prioritária constituição de um Banco de Fomento a par de uma Sociedade de Seguro de Crédito .
    Assim não temos qualquer hipótese de crescimento económico i.e. de produção de riqueza. INVESTIMENTO ? Pura ilusão . Onde existe uma instabilidade politica e fiscal ? Um excessivo Estado regulador e burocrata com uma infinidade de surrealistas “taxas” . O peso da corrupção que até distorce a concorrência . A inflação . A inexistência de infraestruturas adequadas. A elevada insegurança e criminalidade . Um Serviço Nacional de Saude ineficaz . Um Sistema Financeiro inexistente , inoperante ou com taxas de juro elevadas. Restrições laborais onde não existe um Código de Ética que facilite a COMPETIVIDADE .Inexistência de FORMAÇÃO PROFISSIONAL adequada .
    Assim , QUAL o DESTINO deste envelhecido POVO e em vias de extinção ? (…os velhos morrem(sem reforma e sem saude) … e os novos emigram sem formação profissional !!!… )
    Uma verdadeira quadratura do circulo que este quadro governativo não vai resolver … nem o que vier a seguir onde não há escolha …
    Crescimento irreversível da Despesa Pública (Wagner). Decréscimo das receitas fiscais e parafiscais . Deficit e Divida estruturais … Recessão económica . Real incapacidade de se pagar o que se deve !… O contrário é pura Demagogia . O credor não está preocupado e vai assim recebendo os juros …
    E também agora a isolada redução da TSU é irrelevante . Por um lado , as empresas exportadoras são apenas 10% do tecido empresarial ; por outro , o empresário (e alguns já o afirmaram) para não perder a sua competividade (i.e. produtividade) terá que compensar a nova carga parafiscal do trabalhador e a final os custos não são alterados .Nem o DESEMPREGO …
    Apenas beneficiam as grandes empresas (EDP , GALP e similares) , reflectindo-se nos lucros e consequentemente nos bolsos dos accionistas chineses , brasileiros , etc… E ainda , escandalosamente ,
    as empresas que mais beneficiam com esta redução da TSU são as empresas de trabalho temporário . Além da função pública , é nestas áreas beneficidas que mais se reforçará o movimento sindical e surgirá o perigo de contestações sociais violentas .
    PPC está brincando com o fogo .
    Em tudo isto , com o devido respeito , sobretudo relativamente a retirarem um subsídio ao funcionário público e dois subsídios aos desgraçados dos reformados ,não exigido pela Troika , lembramos ao Tribunal Constitucional a ora violação dos seguintes princípios constitucionais :
    UNICIDADE e PROGRESSIVIDADE (artigo 104º da CRP) ; IGUALDADE versus EQUIDADE (artigo 13ºda CRP) ; LEGALIDADE (e os seus corolários da PROPORCIONALIDADE , CONFIANÇA LEGÍTIMA/SEGURANÇA JURÍDICA e INTANGIBILIDADE dos SUBSÍDIOS) (artigo 3º da CRP) , havendo o ónus governativo previsto no nº 4 do artigo 282º da CRP , se fôr o caso. Note-se , contudo , o argumento do interesse público está agora injustificado com as recentes medidas do BCE .
    E à margem disto ainda vão mexer (como?) no IRS e dar créditos fiscais a quem eventualmente é analfabeto fiscal e até não paga IRS !… (mais uma distorsão fiscal !…) Pura Demagogia !…
    (#) ou , pior , uma verdadeira lição de “chico-espertice” …
    http://expresso.sapo.pt/tribunal-constitucional-veta-corte-nos-subsidios=f737783
    http://aventar.eu/2012/07/05/acordao-n-o-3532012-acordao-integral-do-tribunal-constitucional-sobre-os-subsidios/

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