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O que é um aumento de impostos?

10 Setembro, 2012

Acho que há alguma confusão acerca deste tema. Afinal o que é um aumento de impostos? E o que é uma redução de impostos? Alguns exemplos:

1. Manter as taxas e aumentar o défice é um aumento de impostos porque aumenta os impostos que serão necessários no futuro.

2. Manter as taxas e baixar o défice é uma redução de impostos.

3. Descer umas taxas e aumentar outras mantendo a receita agregada previsível (algo muito difícil de prever) não é um aumento de impostos.

4. Manter as taxas num período em que a economia se reestrutura e em que estão a crescer sectores pouco taxados é uma descida de impostos.

5. Lançar um imposto que só afecta quem trabalha para o sector público não é um aumento de impostos, é um corte na despesa.

6. Cortar nas taxas aumentando o défice no mesmo valor não é uma redução de impostos. É um empréstimo forçado ao contribuinte que será pago em impostos futuros.

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85 comentários leave one →
  1. Portela Menos 1 permalink
    10 Setembro, 2012 09:04

    JMiranda bem se esforça…

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  2. JBC permalink
    10 Setembro, 2012 09:15

    Pois, isto da matematica não é para todos

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  3. Grunho permalink
    10 Setembro, 2012 09:22

    Mas a parvoeira pode ser para qualquer um.

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  4. JFP permalink
    10 Setembro, 2012 09:30

    É. E se vc comer 2 bifes e em nenhum, em média comemos um cada um.

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  5. ricciardi permalink
    10 Setembro, 2012 09:33

    Caro jm,
    Se economia fosse matemática ou cntabilidade, o governo nao teria ERRaDO no calculo d receitas.
    .
    É que, ao contrario do que diz, um abaixamento nas taxas de imposto, reduzem o defice, porque aumenta a receita. De resto vc já viu, a um aumento d impostos corresponderam menores recitas.
    .
    Porque só reduzindo impostos directos, irs e irc, é que pode motivar investimento e poupanca e disponibilidade para o consumo.
    .
    Em todo caso, esta politica eqconomica, está agora a dar os sinais inequivocos de ineficiencia. O volume de negocios na industria está a baixar. Tanto as que vendem para o mercad nterno como as que vendem para o mercado externo. Embora as exportacoes tenham crescido 6,4% no primero semestre (inflectindo a taxa de crescimento para metade), o volume de negocios das exportadores só aumentou 3%. E isto é preocupante se juntar a este facto de que as encomendas para a industria baixaram ai da mais.
    .
    Isto significa que as exportacoes aumentam, nao por bons motivos e expansao natural, mas porque as empresas estao a vender a desbarato para sobreviver. E sendo assim nao estavam preparadas organicamente para esse salto. Excptua-se desta analise aquelas empresas com tradicao exportadora que retomaram os niveis anteriores.
    .
    Do lado das importacoes, é preocupante que a componene maquinas para investimento nao descole e baixe. É preocupane tambem que nao existam alternativas à importaao futura. Nao se substitui importacoes. Produto a produto. A idade média dos parque automovel disparou para os 12 anos…
    Rb

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  6. piscoiso permalink
    10 Setembro, 2012 09:37

    Deixe-se de tretas.
    Aumento de impostos é a redução do meu salário líquido.
    O que escreve é muito gasoso.

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  7. ricciardi permalink
    10 Setembro, 2012 09:43

    … E o numero de cliente nas salas de cinema caiu 20%… Os ginasios 30%.. Etc…. com estas medidas espero que todos os negocios baixem muto mais e que fechem em catadupla atirando o desemprego para valores muitissimo maiores. But hei, se me disser que o sector exportador vai contratar o mesmo numero, eu aceito. Mas nao vai, nao acha?
    .
    o sector exportador foi prejudicado com esta medida. Sabe porque?
    .
    Porque é o unico com aumento de producao e vendas. E se tem lido, sabe que existe falta de mao de obra especializada. Costureiras etc. Vc nao acha que, haendo falta de gente nessas areas de exportacao, os patroes nao vao assumir eles proprio o sobrecusto que o governo impos aos trabalhadores? Claro que vao. Portanto, a massa salarial para as empresas exportadoras vai subir.
    .
    As empresas do mercado nterno, essas vao encaixar o rebucado do governo. Existem tabalhadores a mais e eles nao precisam de fazer o que as exportadoras vao fazer, isto é, encaixar o sobrecusto da SS.
    .
    Rb

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  8. JoaoMiranda permalink*
    10 Setembro, 2012 09:51

    ricciardi,
    .
    O sector exportador vai atrair melhores pessoas para trabalhar lá. Será dos poucos com capacidade para pagar mais. Isso é bom.

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  9. Cáustico permalink
    10 Setembro, 2012 10:24

    Um imposto de 100% sobre o salário dos funcionários públicos, já!
    Ou sobre a má fé do Miranda.
    Qualquer destes resolvia os problemas do país.

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  10. ricciardi permalink
    10 Setembro, 2012 10:45

    Jm,
    Entao para que baixar os custos de pessoal se eles vao aumentar independentente de haver 5% de borla?
    .
    .Já reparou que esses 5% na massa salarial repsentam 1% d total de custos das empresas?
    .
    Seria esse o grande increment na produvidade?
    .
    Nao acha que a proditividade aumenta mais se a mao de obra for mais qalificada, necessariaene mas cara?
    .
    O que me parecec é q o governo nao sabe o que quer. Dá a entender que quer competir pela mao de obra barata, mas os sinais e o caminho certo, em face da conocorrencia dos emergentes, é o inverso. O governo está a dizer as empresarios que os ajuda se apostarem em contratar pessoal barato. É evidente que os empreasrios exportadores nem vao ligar a esta medida do governo. Apenas vao dizer que é aborrecdo terem que pagar mais 2% de contribuicoes para a SS. E mesmo na empresas que nao exportam nao ha empresario q contrate quem quer q seja se nao tiver espectativas de crescimento. Pode o governo cortar os salrios 50% que, nao havendo quem compre, nao havera contatacoes.
    .
    estou convencido que a melhor politica deste governo é parar. Nao fazer nada. Ficar quieto e deixar a coisa rolar. Cada medida que tomam só prejudica as pessoas e as empresas.
    .
    Porque se quisesse fazer alguma coisinha pelo pais estava a ver alternativas paa dependencia energetica, a convidar investidores para construir umas centrais nucleares, a reduzir os impostos pelo mens para o nivel fiscal dos seus concorrentes diectos na captcao de nvestimento estrangeiro.
    .
    Mas pronto, um governo que coloca uma ministra, que até agradavel e simpatica e apelativa, na pasta da agricultura, mas que nao percebe um corno de agricultura, pescas e mar, está tudo dito. O que se poderá esperar dali. Nada. Deve andar o dia todo ao telefone a discutir verbas comunitarias e apoios para seca e para as cheias e outras merdices. Mas de cebolas, de tmates, de agro-industria, ela nao percebe NAda.
    .
    Rb
    Rb

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  11. JoaoMiranda permalink*
    10 Setembro, 2012 10:53

    ricciardi,

    A medida é para flexibilizar o mercado laboral. Depois o mercado entrará em funcionamento.

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  12. ricciardi permalink
    10 Setembro, 2012 10:55

    … E portanto, os portugueses dao a resposta mas inteligente ao governo. Nao se manfestam. Mandam o governo para as favas. Emigram em força. Aqueles que JM diz serem bons para as exportadoras estao a sair às centenas de milhar. O desemprego é muitissimo superior ao das estatisticas.
    .
    Agora, temos a troika, e temos um acordo. E esse acordo tem objectvos e metas. O acordo nao deve ser posto em causa. Mas podemos Manter o acordo e alterar as metas. A isso chama-se negociacao do acordo. Uma empresas endividida junto do seu banco faz um plano de resstruturacao. Mas se nao resultar pode mudar as variaveis para cumprir o acordo. Pode e deve.
    .
    Mas para isso é preciso ter politicos e nao tecnocratas ou contabilistas. Vc nao vi a Irlanda? Bateu-se sempre por nao abdicar em manter o nivel de taxas de imposto. E conseguiu. Os resultados estao à vista.
    .
    Vc lembra-se em 1982 cm o fmi. As negociacoes eram duras. Os poliicos discutiam a pauta aduaneira ao milimetro e nao abdicaram das suas posicoes.
    .
    Rb

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  13. 10 Setembro, 2012 11:13

    Não me apetece comentar jm,porque não o conheço nem sei quem é o seu patrão.Se algum dia me tivesse calhado um professor com o seu saber,simplesmente,virava-lhe as costas ou então copiava aquela menina russa!

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  14. fredo permalink
    10 Setembro, 2012 11:15

    O que me impõem, é imposto.
    O que não me impõem, não é imposto.

    Só uma pergunta:
    O CAA, já lá está.
    O JM não está, ou nós não sabemos?

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  15. 10 Setembro, 2012 11:19

    “O sector exportador vai atrair melhores pessoas para trabalhar lá. Será dos poucos com capacidade para pagar mais. Isso é bom.”

    Mas porquê? Com que base é que dizes isto? Os descontos para a SS passaram de 34,75% para 36%. Ou seja, para o mesmo salário líquido a empresa terá custos maiores com as novas contratações. Ou, se preferires, para os mesmos custos das empresas, os trabalhadores passam a receber menos.

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  16. Paulo permalink
    10 Setembro, 2012 11:20

    Miranda
    Trabalho numa empresa publica que dá lucro, todos os ultimos 20 anos.
    Há empresas privadas e concessões que fazem o mesmo que a minha.
    .
    Está a dizer-me que o meu salário é despesa e o dos meus colegas nas outras empresas não?
    .
    Volto a lembrar-lhe, nós geramos receitas superiores às nossas despesas. Não vem um cêntimo de nenhum imposto para pagar o meu salário.
    Já agora se lhe interessa, o lucro não vai para o bolso de nenhum accionista mas entra em saldo de gerência e é receita de investimento. Sim, nós fazemos mais de 40% do orçamento em investimento sem credito bancário.
    Se calhar era melho a empresa ser privatizada, algum do lucro poderia vir a ser distribuído, ao contrario do que aconteceu sempre, pois com a palermice da ideia de serviço publico o lucro foi totalmente colocado ao serviço do cliente.
    .
    Desculpe lá mas ouvi-lo com esta conversa ou ao ministro Gaspar dá-me uma vontade incontornável de vos mandar à merda.
    A si não lhe conheço o CV, mas o ministro fez muita carreira em escolas (onde adormecia alunos de tédio) e em vários organismos, mas gerir mesmo não dei por isso.

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  17. Pedro Pinheiro permalink
    10 Setembro, 2012 11:23

    és um imbecilóide hipócrita,cínico e faccioso. uma má pessoa de certeza.daquelas que não fazem falta a ninguém. só assim se compreende esta tua demanda. ainda quereres fazer das pessoas estúpidas só reforça tudo isto.

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  18. Paulo permalink
    10 Setembro, 2012 11:30

    LA-C
    Pois logo no dia do Passos Coelho fiz essa conta e também não percebi o raciocínio (mas deve ser problema meu, ou das minhas cadeiras de matemática feitas a sério sem equivalências!).
    O patrão reduz o pagamento de 23,5 para 18 (menos 5,5%) e o empregado aumenta de 11 para 18 (mais 7%), logo para um mamífero receber 1000€ líquidos o volume de descontos (para mim é imposto, pois a SS não me dá garantias nenhumas, e o dinheiro entra e sai) aumenta, logo a empresa gasta mais para ter o mesmo.
    É esta a ideia brilhante para se criarem empresas? Estão mesmo a contar que as pessoas sejam mais eficientes a receber menos? Esta até a mulher a dias do ministro pode entender.

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  19. JoaoMiranda permalink*
    10 Setembro, 2012 11:33

    LA-C,
    .
    Estou a pressupor que a medida será neutra. As tuas contas esquecem que há um crédito de IRS. 7% é o aumento máximo. Salários baixos terão uma taxa efectiva mais baixa (7% – crédito).

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  20. JoaoMiranda permalink*
    10 Setembro, 2012 11:38

    LA-C,
    .
    Outro ponto é que a capacidade de pagar mais a que me refiro é em relação aos que a empresa paga e não ao líquido que o empregado recebe. Uma empresa que paga 1 milhão de salário passa a dispor de cerca de 50 mil euros a mais que usará como entender. A minha previsão é que as exportadoras serão aquelas com maior probabilidade de usar esse dinheiro para repor salários fazendo com que os salários do sector sejam mais atractivos que os dos outros sectores.

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  21. JoaoMiranda permalink*
    10 Setembro, 2012 11:39

    Paulo,
    .
    Esta medida até tem um efeito interessante para o seu caso. O seu salário pode ser reposto se a empresa o entender.

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  22. JMLM permalink
    10 Setembro, 2012 11:41

    Uma taxa tem sempre uma contrapartida, é algo que se paga em troca de um bem, serviço, …
    Um imposto é algo que é retirado mas ao qual não está ligado a existência directa de uma contrapartida.
    Para as taxas ou impostos, a CRP é clara quanto ao respeito que se deve ter em conta por alguns princípios, nomeadamente a equidade, neste especificamente, a criação dos impostos visa introduzir equidade, nomeadamente a fiscal. O quer diz o TC vai muito neste sentido, daí a inconstitucionalidade…
    É claro que no meio destes aspectos legais há sempre o “espertismo saloio” dos políticos que se servem das taxas para fugir as inconstitucionalidades inerentes à criação de impostos.
    No que foi anunciado para 2013 pelo PM , é exemplo disso, ainda por como como resposta ao TC.
    è triste mas é assim.

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  23. Fincapé permalink
    10 Setembro, 2012 11:57

    João Miranda,
    poderia ontem ter defendido o AC, aqui no blogue, mais abaixo. Afinal, o discurso é o mesmo e ele ficou a falar sozinho.

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  24. EMS permalink
    10 Setembro, 2012 12:24

    “Paulo,
    .
    Esta medida até tem um efeito interessante para o seu caso. O seu salário pode ser reposto se a empresa o entender.”

    Não é bem assim. Poderá ser considerado um aumento de vencimento sujeito a pagamento de mais SS ,e até possivelmente, a aumento de escalão do IRS.
    A própria empresa terá que gastar muito mais para que o empregado regresse á situação salarial anterior. O que não é nada interessante.

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  25. Carlos Ferraz permalink
    10 Setembro, 2012 13:15

    Ralmente também eu tenho agora a suspeita de que estas parvoíces todas do João Miranda se devem à ambição de algum cargo político.
    Mais uma vez… a solução do problema não passa, decididamente, por esta pessoa (e afins.)

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  26. ricciardi permalink
    10 Setembro, 2012 13:38

    Eu faço uma pergunta ao JM, qe gostava que me respondesse.
    .
    Acha qe Vitor Gaspar, se soubesse que as medidas que tomou de aumento de impostos, iriam conduzir a menor receitas fiscal, fora das previsoes e com um erro colossal, as voltava a tomar novamente?
    .
    Se acha que nao, como pode entao defender uma prática que se revelou inadquada?
    .
    Rb

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  27. 10 Setembro, 2012 13:44

    João Miranda, se falas de bons empregos e dos melhores quadros, dificilmente estarás a falar de pessoas que vão beneficiar do crédito fiscal. Para essas o impacto principal é a subida de 34.75 para 36% dos descontos. É um desincentivo. Portanto, esta medida tem dois efeitos. É neutra para salários mais baixos (algo que ainda se está para ver) e é um desincentivo para os mais altos.
    O efeito riqueza que descreves (a redução de custos com os actuais trabalhadores) vai ser gasto da forma que os donos das empresas entenderem. Provavelmente a comprar Ferraris, distribuir dividendos, distribuir prémios, subornar políticos para tomarem mais destas decisões, etc. Se o objectivo é que as empresas contratem mais, então seria necessário acoplar essa necessidade a esta medida. O exercício de wishfull thinking que estás aqui a fazer a respeito destas medidas, não é nada típico da tua parte.

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  28. 10 Setembro, 2012 14:10

    Se não se pode cortar nos ordenados nem reduzir pessoal,….como,com honestidade intlectual,conseguir resultados senão aumentando impostos e” ou” reduzir serviços?

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  29. 10 Setembro, 2012 14:18

    Sr. Miranda! Com este arrazoado todo sobre impostos, (o sr continua a defender o indefensável) é querer atirar areia aos olhos de quem o lê. Sobre isso mais nada digo sobre os disparates que escreveu.
    .
    Agora sobre isto, já comento.
    .
    “A medida é para flexibilizar o mercado laboral. Depois o mercado entrará em funcionamento”
    .
    Este seu palavreado faz-me lembrar a conversa do ministro da economia de Durão Barroso, Carlos Tavares, sobre a liberalização dos combustíveis – a liberalização do preço dos combustíveis fará baixar o seu preço. Nota-se! Desde essa data diga-me quando foi que o preço baixou.
    – Com a flexibilização do mercado laboral, o que vai acontecer é despedimentos a torto e a direito, baixar os salários , e mais precarização. Os únicos que sairão a ganhar, são as entidades patronais.

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  30. aremandus permalink
    10 Setembro, 2012 14:23

    os salários dos trabalhadores deixam de financiar vendas e passam a financiar diretamente a produção:
    os patrões estavam necessitados de financiamento?
    Coloca-se os assalariados a financiá-los!

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  31. 10 Setembro, 2012 14:36

    “3. Descer umas taxas e aumentar outras mantendo a receita agregada previsível (algo muito difícil de prever) não é um aumento de impostos.” – Neste caso haveria uma redistribuição dos impostos em que a redução de umas taxas seriam compensada pelo aumento de outras e, embora a carga fiscal global se mantivesse constante, o aumento dos impostos para alguns contribuintes e uma redução dos impostos para outros. Aqui, como também por exemplo, em 4. julgo que é necessário distinguir entre aumento / redução de impostos e aumento / redução da carga fiscal global.
    “5. Lançar um imposto que só afecta quem trabalha para o sector público não é um aumento de impostos, é um corte na despesa.” – Embora o efeito sobre o rendimento líquido seja idêntico, do ponto de vista técnico e jurídico um aumento dos impostos sobre os salários dos funcionários públicos é diferente de uma redução de salários. Os impostos devem ser genéricos e tributar de forma idêntica o que é idêntico e um verdadeiro imposto que por hipótese incidisse somente sobre os salários dos funcionários públicos seria inconstitucional por violação do princípio da igualdade.
    Já agora, à luz da lei e da doutrina portuguesa as contribuições sociais constituem tributos mas não impostos no sentido técnico do termo, sendo todavia, até por razões de comparabilidade internacional consideradas para efeitos de determinação da carga fiscal global.

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  32. samuelquedas permalink
    10 Setembro, 2012 15:13

    E a sua estupidez, Miranda? Baixa ou sobe os impostos? 🙂 🙂

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  33. Zé Paulo permalink
    10 Setembro, 2012 15:26

    5. Lançar um imposto que só afecta quem trabalha para o sector público não é um aumento de impostos, é um corte na despesa.
    Lança-se um imposto. Repito, imposto. Mas olhem que não é um aumento de carga fiscal, ou seja, de impostos.
    Brilhante…

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  34. ricciardi permalink
    10 Setembro, 2012 15:26

    Bem, vamos ver, uma empresa exportadora, que vende sapatos e tem 100 trabalhadores. Cada tabalhador ganha 900 euros. A empresa gastava 21 mil euros por mes na sua parte da contribuicao para a SS. Agora vai gastar 16 mil euros. Vai poupar 5 mil euros por mes, isto é, 50 euros por trabalhador. Dois euros ao dia. 0,28 euros por hora de trabalho. 28 euros por dia no conjunto de tods os trabalhadores.
    .
    Uns alegam que a empresa vai pegar na poupanaca dos 5 mil euros e vai contratar mais 3,5 tabalhadores. Nem mais, nem menos do que a popanca obtida. É evidente qe iso é ficcao. As empresas nao contratam quem nao precisam. E depois É m valor que nao aquece nem arrefece as margens e terá um impacto no preco de venda inferior a 1%. Pois se os custos com pessoal cntribuem em 30% para o custo total da empresa e se este baixa (30×0,05) , entao o custo com pessoal passa a ser 28,5%. Ma reducao de 1,5% ns custos. Isto reflectivo no preco de venda dá uma coisinha ridicula.
    .
    E se por ventura iso servir para reduzir 1% no preco de venda, o pais nada ganha com isso. Nem a emoresa, nem o pais.
    .
    Rb

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  35. Gambino permalink
    10 Setembro, 2012 15:38

    Este comentário do João Miranda faz lembrar o célebre argumento de Bill Clinton de que sexo oral não é propriamente sexo. Realmente, segundo alguns dicionários mais criteriosos e rigorosos, relações sexuais e sexo oral são coisas distintas!
    No entanto, este é daqueles argumentos que só convence gente com a inteligência e o nível mental de uma espreguiçadeira.

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  36. Francisco Colaço permalink
    10 Setembro, 2012 16:06

    Ricciardi,
    .
    Depende da elasticidade da procura. Se dN/dP < -1 nesse ponto de preço, uma redução de 1,5% dará um maior volume total de vendas. Dependendo do valor da derivada poderá também dar uma maior margem.
    .
    Pensei que um economista soubesse disto ou tivesse estudado isto nos bancos da universidade.

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  37. jonas permalink
    10 Setembro, 2012 16:08

    E, logo, aumentando o encargo das famílias, do público como do privado, éesse governo aumentou impostos, malgrado a cambada CDS (como assim o JM) apregoarem de muitas formas o contrário .

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  38. Pedro permalink
    10 Setembro, 2012 16:14

    “lançar um imposto que só afecta quem trabalha para o sector público não é um aumento de impostos, é um corte na despesa.”

    Não sei se perceberam (o próprio não percebeu certamente) mas o João Miranda acaba de decretar que os funcionários públicos não estão sujeitos a impostos. Não sendo contribuintes (não é?) não deveriam sequer preencher as declarações de IRS, ou, mais ainda, não poderiam exigir ao Estado a prestação de qualquer serviço: saúde, educação, segurança, etc, como os… cidadãos.

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  39. JFP permalink
    10 Setembro, 2012 16:24

    Oh Colaço, você que sabe disto, diga-me, s.f.f, como é que só a partir da elasticidade preço da procura, determina a variação das vendas. Já ouviu falar da elasticidade da oferta?

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  40. 10 Setembro, 2012 16:39

    JMiranda e outros,
    que tentam justificar o injustificável, desculpar o governo e fazer dos outros parvos, certamente obedecem à cartilha (quatro páginas A.4) que foi distribuída na sexta-feira aos ministros, secretários de estado e assessores, para convenientemente “responderem” às “medidas”/roubo descarado de PPCoelho.
    (Tal como no mandatio de Sócrates, “a máquina” afina-se…).

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  41. ricciardi permalink
    10 Setembro, 2012 16:57

    Colaço,

    ainda bem que nao sou economista. Porque só m economista é que nao percebe que num mercado aonde a oferta é muito superior à procura, em todo o genero de produtos, só se safam aqueles que apostam na diferenciacao, no valor, na inovacao, enfim naquilo aonde o preco nao é valor distintivo.
    .
    A sua teoria economica é valida sabe aonde? Na china, no vietname etc e para empresas de mao de obra intensiva que vendem produtos às massas.
    .
    Porque é que acha que os nossos sapatos estao a crescer? Porque sao mais baratos?
    Nao. Neste preciso momento sao os terceiros mais caros do mundo. Tem a Italia e outro pais à nossa frente. Acha que 1% tem alguma relevancia nisto?
    .
    Rb

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  42. ricciardi permalink
    10 Setembro, 2012 16:59

    Um sapato portuues é vendido a precos de 100 a 200 euros por esse mundo fora. E vc fala-me de 1% do preco de custo?
    .
    Rb

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  43. Cáustico permalink
    10 Setembro, 2012 17:05

    Epifania de fim de tarde:
    Ora bem, um aumento de impostos é aquilo que os mentecaptos, em desespero, resolvem anunciar em dia de bola. Para arrumar de vez com o argumentário dos postadores cá do sítio. Melhor – para nos mostrar a qualidade das “reviengas” e cornucópias mentais dos postadores.

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  44. carlos moreira permalink
    10 Setembro, 2012 17:09

    Tenho evitado participar nesta comédia que é o blasfémias.
    Mas o post inicial é tão caricato, claro Ricciardi só não percebe quem não quer porque mesmo sendo muito estupido se quiser percebe.
    Elasticidade da procura eheheheheh 0,5% ou 1% de diferença no preço de venda aumenta o volume de vendas.
    Voltando ao exemplo sapatos( EXPORTAÇÕES/BENS TRANSACCIONÁVEIS) estou a ver a corrida porque agora em vez de €23 custam para exportação €22,885

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  45. Francisco Colaço permalink
    10 Setembro, 2012 17:11

    Ricciardi,
    .
    Eu estou totalmente de acordo consigo! Não me leve a mal, mas o que disse é que um abaixamento preço de venda na ordem se 1,5% seria mau para o país. Economicamente não é. Pode fazer sentido, embora nesta situação concreta duvide que haja um qualquer abaixamento do preço de vendas porque, no mercado em que estamos, a curva é muito plana.
    .
    Pelo menos os nossos empresários têm a hipótese de baixar 1,5%. Se não o fizerem, melhor será. Mais margem nas empresas significa mais hipótese de concorrer pelos melhores trabalhadores e, assim, aumentar os salários de forma sustentada (i. e., sem o desgoverno a entrar com o carcanhol de outrem).
    .
    Dito isto, a minha opinião sobre a medida em concreto (a da taxa da Segurança Social) não faz brilhar em nada o Passos Coelho. Apenas lhe digo que, faça as contas que fizer, na presente actuária a taxa de 36% para a segurança social é insuficiente para sustentar as reformas presentes, bem pior as futuras.

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  46. Francisco Colaço permalink
    10 Setembro, 2012 17:13

    JPF,
    .
    Q’a g’anda discurso, pese estar errado. Volte às bases e reveja o conceito de derivada. Dou-lhe uma pista: a derivada da procura em relação ao preço é o limite infinitesimal da taxa de variação DO NÚMERO DE UNIDADES ADQUIRIDAS em relação ao PREÇO.
    .
    Qualquer engenheiro sabe disto. Economistas, pelos vistos, não.

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  47. castanheira antigo permalink
    10 Setembro, 2012 17:17

    JMiranda,
    a grande questão é que a voracidade fiscal do governo introduz uma desconfiança extrema quer em investidores quer em trabalhadores , relegando os possíveis efeitos que enumera para o domínio das hipoteses remotas.
    A grande questão : Quem é o doido que tem confiança ( isto é : confia) nestes governantes ou nos anteriores para investir o seu rico dinheirinho em portugal e criar empregos?

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  48. JFP permalink
    10 Setembro, 2012 17:24

    Colaço
    Não se precipite: está a ser agressivo, porque perde discernimento e exibe ignorância. A derivada de que está a falar é a derivada da função procura em relação ao preço. O que eu lhe disse e vc não percebeu é que pelo estudo exclusivo da função procura, não pode determinar as vendas. Dá para entender ?

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  49. 10 Setembro, 2012 17:25

    cáustico,
    Se “o maralhal” tivesse tusa para reagir ao roubo feito desde sexta-feira, poderia começar já no próximo jogo da selecção de futebol em Braga, com revoltas visíveis.
    Por exemplo, dois ou três grupos (menos não) de espectadores levariam tarjas gigantescas (é fácil introduzi-las no estádio) com frases reactivas !
    E, no final do jogo, no exterior do AXA, exibiam-nas novamente !
    Certamente as TV’s, rádios e jornais reportariam o caso.

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  50. Francisco Colaço permalink
    10 Setembro, 2012 17:35

    Castanheira,
    .
    É esse o busílis na questão. Ninguém confia na governação portuguesa o suficiente para arriscar, a menos que tome aqueles tipos de risco em que Paga o Palerma do Povo (nisto havendo eu dito tudo para quem entenda).
    .
    O problema da nossa sociedade chama-se socialismo. Pode andar em variantes vermelha, calhau, rosa, laranja ou azul, mas é socialismo. É aquela ideologia que acha que as pessoas são umas verdadeiras incapazes, que apenas o governo tem capacidade de salvar (aleluia, grita-se nas igrejas de São José Estaline e São Paulo Krugman).
    .
    Os 5% mais ricos de França evadem-se para Londres. Já podíamos ter aprendido com a experiência dos outros (quem é inteligente aprende com os erros alheios antes de cometer os seus).
    .
    Já deveríamos ter criado uma taxa única de 5% ou 10% para os rendimentos acima de EUR 500.000 anuais, se quisessem sujeitos a investimento em empresas portuguesas com sede em Portugal, não na Holanda ou em Gibraltar. Se quiserem, aproveitem a idéia do Tobin e taxem levemente as transferências de dinheiro e as transacções em bolsa, mas acabem com o IRC (o dinheiro será taxado quando distribuído em sede de IRS).
    .
    O Governo Obeso cria miséria. Nunca criou riqueza. A Suécia está a livrar-se do governo obeso e a reinstituir pouco a pouco o capitalismo industrial que a tornou grande até aos anos 60. Em Cuba e na União Soviética passava-se fome. Na Coreia do Norte comeram-se ervas e pede-se ajuda à ONU; e na do Sul tem-se o privilégio de pertencer a uma das nações mais ricas do Mundo e de, imagine-se, fornecer grande parte da ajuda paraa Coreia do Norte.
    .
    No Chile há que haver superavites. Já nos ultrapassaram nos principais indicadores e continuam a crescer. Lembram-se do crescimento mete´orico do Brasil e da Esparança Lula e Dilma? Pois, já reviram em baixa o crescimento deste ano para 1,62% e creio que não pára por aqui.
    .
    Passos Coelho, conquanto tenha começado bem, não tem coragem de fechar a RTP. Não tem coragem de dizer a funcionários desnecessários: «obrigado pelos vossos serviços, mas não vos podemos sustentar. Daremos a formação que desejarem durante um período, mas depois terão de ir.»
    .
    Para o Socialista e a Teixeira da Cruz o sacrossanto Estado não pode minguar, mesmo se a classe média que o sustente definhe e se veja acangalhada.

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  51. JCA permalink
    10 Setembro, 2012 17:43

    .
    A propósito do tema, está a dar exatamente agora um importante debate na France24 sobre o francês Mr Arnauld, a 4ª maior fortuna mundial, que pediu nacionalidade belga por razões fiscais.
    .
    Debate relevante sobre a vida atual na União Europeia a par do Liberation que já aconselha os franceses ‘vão embora daqui’
    .

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  52. Francisco Colaço permalink
    10 Setembro, 2012 17:44

    JFP,
    .
    Volume de vendas = quantidade vendida $times; preço de venda. Tiram-se directamente dos valores de intersecção nos dois eixos da função procura. Não precisa de ir para nenhum gráfico de «oferta» (inseriu isso gratuitamente).
    .
    Quando a derivada é menor que -1 (propriedade fundamental deste tipo de gráficos) a uma diminuição do preço de venda corresponderá um aumento da área do rectângulo cujos lados são o preço e a quantidade. Faça um boneco e confira. Senão centre-se na fórmula derivada do produto e confira por si mesmo.
    .
    Dependendo da margem de venda, a margem total pode ser ou não maior num ponto de derivada superior a -1 num cenário de diminuição de preço. Se a margem for percentual, então será de certeza maior (visto). Se os custos de produção forem fixos, contudo, pode ser ou não, já que a ordenada de partida não é zero.

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  53. jif permalink
    10 Setembro, 2012 17:44

    gente com pré visão dá nisto, há um corte de 5% em todas as empresas, mas empresas de restauração hotelaria e restantes esmagadas por um imposto enorme esse desagravamento de uns meros 5% não as vão levar a contratar mais nem a despedir menos
    Nas restantes vão ter ganhos mas a tributação de IRC extra naquelas que pagarem cá no pedaço sobre os lucros não compensa o corte
    E as baixas do consumo serão superiores a 5% logo num bolo de IVA retirar mais umas dezenas de milhões ou mesmo uns centos dele…

    medidas para punir os administradores que furaram o tecto dos orçamentos- zero…

    não tem equidade quem quer tem equidade quem pode
    nem todos podemos ser iguaes

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  54. jif permalink
    10 Setembro, 2012 17:47

    desvalorização fiscal em recessão dá tesão?
    não?
    atão?
    o impacto na economia putogoesa bai ser de quanto ? 1%?
    1% do total é bué
    0,5%? o,?

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  55. Francisco Colaço permalink
    10 Setembro, 2012 17:47

    JPF,
    .
    Sugiro-lhe que vá ver o que o Samuelson diz sobre este assunto.

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  56. Francisco Colaço permalink
    10 Setembro, 2012 17:51

    jif,
    .
    Segundo o amigo da socialice Krugman, a desvalorização tem de ser de 20% a 30%. Foi ele que disse, não eu, e os seus correligionários (do Krugman) do Arrastão fartaram-se de lhe malhar.
    .
    Estamos muito longe dos 20% a 30%. Por mim não necessitávamos de desvalorização salarial, mas de uma cura de realidade (o Estado é o problema da solução e não a solução do problema).

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  57. 10 Setembro, 2012 17:52

    O sector privado já castigado em demasia, ser sangrado em 7% extra, quando a maioria dos salários abaixo de 900 euros está no privado…é equitativo?
    os 800 mil desempregados vieram das empresas púbicas?
    e os meios de fortuna que vão ser tributados são as casas de férias no meco?
    os picassos e os picachus de ouro puro?
    os 6 milhões em rolex’es roubados aparentemente por encomenda do seguro pouco seguro de estar seguro

    vai ser um 2013 de truz

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  58. 10 Setembro, 2012 17:59

    o estado é o motor da economia em putogal…
    a dimensão do estado e os gastos em pessoal supra-numerário que não eram 5000 professores con tratados
    nem meio milhar de técnicos a recibos verdes
    substituidos por ajustes directos com empresas de serviços
    o estado gasta vastos centos de milhões com directores, secretários da mesa de assembleias, conselhos de administração e restantes conselhos fiscaes que nem conselhos dão nem se revelam boas concelhias para fundos partidários
    3 mil milhões perdidos em má administração e em greves sem consequências
    não são bom serviço púbico, bom talvez sseja
    o que é que a gente sabe da púbis do pessoal…que nos desgovernou

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  59. Francisco Colaço permalink
    10 Setembro, 2012 18:06

    jif,
    .
    Isto não vai dar em nada. Olhe, se limitassem as indemnizações por despedimento a, digamos, dois meses de salário e *aumentasse* o salário mínimo para EUR 600,00 a quem aceitasse esta condição iria aumentar na prática o salário dos portugueses, pois imagino que a maioria dos novos contratos seriam realizados com esta facilidade de despedimento.
    .
    Mas isso seria contra o poder dos políticos. A liberdade individual é-lhes incómoda. Imaginam que estaremos todos mal sem o sacrossanto Estado a governar todas as minudências e mesquinhices das nossas existências terrenas.
    .
    Os cidadãos hoje servem o Estado. O Estado, essa célula cancerosa que mata o hospedeiro sociedade com a sua gula, é que não serve os cidadãos. Nem serve AOS cidadãos. Serve aos partideiros e aos funcionários e aos emperreiteiros e aos fornecedores encostados. As quatro classes de asneiros do apocalipse social.

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  60. JFP permalink
    10 Setembro, 2012 18:24

    Colaço

    Não estou interessado em continuar a “serrar presunto”
    Há função procura; há função oferta; há elasticidade da procura; há elasticidade da oferta; há equilíbrio de mercado (preço de equilíbrio).
    O Colaço resolve tudo sem análise da oferta, pois que lhe faça bom proveito.

    Apenas um pedido /sugestão: não seja tão pretensioso. Confesso que me enojou a petulância da sua explicação do significado da função derivada. Passe bem.

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  61. Paulo permalink
    10 Setembro, 2012 18:29

    Miranda
    Mas como é que a minha empresa me pode aumentar?, somos um serviço municipal que atua em monopólio natural, agora a lei proíbe as câmaras de criar empresas municipais, mesmo que sustentáveis (os tais critérios são apenas para fechar as anteriores, proíbe criação atual).
    Para melhorar, aprovaram uma lei que vai forçar ao despedimento de dirigentes (sim é despedimento, porque por mais excepcionais que sejam no seu desempenho o corte é cego e vai para a rua sem emprego, nem tampouco subsidio de desemprego que não existe para funcionários públicos, apesar de descontar,os o mesmo para a SS), que por acaso gostava de saber em que empresa do mundo é que se fez assim à bruta com resultados positivos. Mais, se uma câmara tem 10 empresas municipais (como Cascais) e quase todas as competências estão delegadas, tem o mesmo critério de quota para chefias que uma outra sem nenhuma empresa ou fundação e que tem as competências todas. Lá está a cegueira, tudo é tratado administrativamente à distancia, sem nenhum conhecimento de causa, só porque viram uma estatística de benchmarking manhosa (como alguém dizia aí para cima, se eu comer um frango e o Miranda passar fome, em media comemos meio frango cada um)?
    Nesta altura somos menos 5% de pessoas que há 3 anos, porque os reformados não foram substituídos.
    Até cumprimos o critério da troika e reduzimos em 15% os dirigentes. Apenas fomos comidos com esta lei demagógica, orientada por autarcas como o Rui Rio, que passou os SMAS do Porto a empresa municipal e agora diz que tem menos 40% de dirigentes, e em vez de director de serviços chama-lhe director, em vez de chefe de divisão são coordenadores e paga-lhe o mesmo. De diferente só o aumento da composição do conselho de administração, onde deu para encaixar a malta do CDS como o outro jovem que agora é administrador do grupo águas de Portugal.

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  62. Francisco Colaço permalink
    10 Setembro, 2012 18:30

    JFP,
    .
    Quem cometeu o erro foi o JFP. Não lhe fazia mal desta feita admitir que não tinha percebido o que eu estava a dizer. Qualquer economista competente lhe dirá que tenho razão.

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  63. Francisco Colaço permalink
    10 Setembro, 2012 18:35

    Paulo,
    .
    Portanto, está-me a dizer que trabalha numa empresa que tem lucros porque 1) cobra o que quer a 2) quem cuja alternativa é a água de garrafão.
    .
    Por isso é que Portugal tem das águas mais caras do Mundo. E a Covilhã, onde vivo, tem das águas mais caras de Portugal e ninguém deste Concelho pode abastecer-se no Fundão, onde é mais barata e cujo concelho começa a algumas dezenas de metros da minha casa.
    .
    Basicamente a sua empresa é uma PPP (Paga o Palerma do Povo) em versão municipalizada e socialisticamente aceitável.

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  64. jif permalink
    10 Setembro, 2012 18:43

    Francisco Colaço
    .
    Isto não vai dar em nada. …grande descoberta do caminho subterrâneo para a china

    Olhe, tou olhando…. se limitassem as indemnizações por despedimento a, digamos, dois meses de salário ….bolas 22 anos de serviço e sair com dois salários é poucochinho
    e depois com a criação dos 150 mil empregos à sócrates o pessoal vai trabalhar no quê?
    há 2 milhões de pessoal no pensionismo e a caminho dos 3..

    e *aumentasse* o salário mínimo para EUR 600,00 numa empresa de panificação com 10 trabalhadores
    que venda umas 60 toneladas de pão por mês
    esses 600 euros iam pesar um poucochinho na sustentabilidade da empresa
    custos de energia e transporte não descem
    matéria prima e inflação sim é uma óptima receita
    de resto 20% de aUMENTO numa massa salarial que representa 10% dos custos de produção da empresa

    são só 2% do total né
    se a empresa der isso de lucro…tá fixe

    a quem aceitasse esta condição iria aumentar na prática o salário dos portugueses, pois imagino que a maioria dos novos contratos seriam realizados com esta facilidade de despedimento…

    eu também sou muito imaginativo

    já passei por uns 6 gestores de falências tribunos localizados com muito pouca imaginação

    e por três gestores nazionalles de falências este é o 4º
    bolas inda virá um 5º?
    .

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  65. jif permalink
    10 Setembro, 2012 18:48

    Olha um covilhanense, o Brigadeiro Passos Morgado e o irmão inda estão finos?
    O grande escultor a contrato da câmara já fez mais Pêros da Covilhã ou já esticou
    A torre do progresso de 12 andares em Santo António já caiu
    Desde que as minas de Jales e do Pintor fecharam que não vou à covilhã, a água da chuva mais cara de putocale?
    Que exagero….

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  66. Francisco Colaço permalink
    10 Setembro, 2012 18:53

    Jif,
    .
    «custos de energia e transporte não descem»
    .
    Muita razão a sua. Graças às PPP que o Sócrates formou e que o Coelho (espero que ainda) não debelou, temos muitos pagamentos na energia, nos combustíveis, nas águas, nos transportes e no tratamento de resíduos a fazer, de tal modo pesados que fazem com que os ricos que aqui desejariam investir pensem antes em manter o seu dinheiro numa continha da Suíça e de viver dos rendimentos.
    .
    É o qiue deu o modelo de «concessões», o paraíso dos atachados.

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  67. Francisco Colaço permalink
    10 Setembro, 2012 19:01

    Jif,
    .
    Penso que a Covilhã estava na lista das dez águas mais caras do país. Mas graças à concessão territorial não posso escolher outro fornecedor.
    .
    Veja que não me queixo da falta de escolha de per si. Eu percebo que existe um monopólio natural aí. Apenas me queixo de as Águas da Covilhã serem incomensuravelemente mais caras que as águas do concelho do lado e de não ter escolha de dizer «quero o do lado».
    .
    Isto é: eu sirvo o Estado, sou escravo do Estado. Não é o Estado que me serve a mim, que me deve respeito. O mínimo que eu poderia esperar de uma empresa em concessão era moderação nos gastos e contenção nos tarifários. Aqui, e pelo que parece nos outros pontos do país, isso não há.
    .
    Se calhar para pagar o Grande Escultor a Cargo da Câmara (maíusculas intencionais).

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  68. tdt permalink
    10 Setembro, 2012 19:14

    que heresia

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  69. jonas permalink
    10 Setembro, 2012 19:24

    E isto, a malta por aqui devia era aprender com DO, nas suas fontes, depós o primeiro ministro, um totó, que empregos não os dão os ricos, mas consumo, só
    .
    http://arrastao.org/2620492.html

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  70. jonas permalink
    10 Setembro, 2012 19:25

    atenção, vosso relógio, ó blasfemos, anda atrasado uma hora, também só …

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  71. Tiro ao Alvo permalink
    10 Setembro, 2012 19:51

    Paulo, estou em crer que o Colaço aqui tem razão: tu és dos que vivem à custa do povo, e dos que vivem bem, sobrando-te tempo para andarem por aqui e por outros lados, a defender o tacho. Quer-me parecer que nunca soubeste, verdadeiramente, o que é trabalhar. Tu, indirectamente, vives à mesa do Orçamento, que nos leva tudo, até suor e lágrimas. Contém-te e não chateies!

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  72. Fincapé permalink
    10 Setembro, 2012 20:00

    O Paulo tanto andou, tanto andou, que se enterrou até ao pescoço. Aliás, afogou.
    Achava que por ser (ultra)liberal teria a solidariedade dos (ultra)liberais.
    Ó Paulo, não leve a mal, mas aprenda esta: (ultra)liberalismo é mesmo não ter contemplações pelo próximo. É o individualismo puro, apoiado no darwinismo social.
    Agora, amanhe-se. Ou recorra àqueles que pensam que a sociedade não tem de ser encavalitarmo-nos nos outros para parecermos grandes.

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  73. JCA permalink
    10 Setembro, 2012 20:20

    .
    Não se cansem com matemáticas, formulas, derivadas etc. São exercicios académicos bonitos e louvaveis mas

    o problema é tão simples: é o sonho grego da governança. Para o ano os 25% de desemprego estão no papo e o resto dos resultados nem é bom falar se nada de imprevisto entretanto não surgir.
    .
    Imitem não o passos mas os passos de quem tem a massa, follow the money. Têm as soluções de como devem fazer, o que devem fazer, para onde devem emigrar pessoas e cabedais etc.

    E não há alternativas nem outras soluções vindas de quaisquer lados do espetro partidário . Por isso não se cansem. É esvoaçar dentro duma garrafa arrolhada. A epoca dos incêndios da Politica. Tá bem.
    .

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  74. jonas permalink
    10 Setembro, 2012 20:23

    e eu também digo, ó Paulo, vai lá diz ao Pedro, vamos roubar outros, pá, que estes já estão depenados que farte. dispois, diz-lhe, que que não abra a bocatanto a cantar Nini do Paulo Carvalho, outro chulo, que lhe fica a modos de totó, atrasadinho, que não se aceita em primeiro ministro.
    e já lá foi erro de casting, de certeza, o teu Pedro faria bem demitir-se, ir para hortas, plantar penca da Póvoa ou Chaves, se não lisboeta alface, tão-somente .

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  75. edgar permalink
    10 Setembro, 2012 20:34

    Bla… bla… bla… blasfémias…

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  76. Paulo permalink
    10 Setembro, 2012 21:15

    Tiro ao alvo
    Quanto a andar por aqui, como você, saiba que nós os funcionários públicos também temos férias (ou melhor, ainda temos)
    Sobre os custos, saibam que o valor de venda da água não é decidido pelos próprios, e para o descansar deixe que lhe diga que na minha empresa o valor é igual há alguns anos, e no ano passado até baixou.
    Colaço
    Sobre a Covilhã não conheço, mas se calhar podiamos tratar do assunto sem demagogia. Quanto paga por metro cubico, ou seja por mil litros? E no seu agregado, qual o valor médio por pessoa de custo deste bem essencial? E já agora faça o favor de descriminar, pois a fatura da água costuma trazer água de consumo, drenagem e tratamento de esgotos, recolha de resíduos sólidos.
    De outro facto posso afirmar, os resultados de qualidade da agua da Covilhã são muito bons, ao nível do melhor do mundo desenvolvido.
    Qual é que era a sua ideia, como é um bem fundamental deveria ser de graça (ou seja saído dos impostos) e depois uns concelhos subsidiarem os outros? É que fornecer água na Covilhã deve ser muito mais complexo que fazer o mesmo em Faro, desde logo em custos de energia.
    Para mais um ou dois artistas comentadeiros, queriam vossas excelências que eu trabalhasse de borla?
    Nós não nos importamos nada de nos comparar com os congéneres de qualquer pais europeu, e como os demais funcionários públicos recebemos muitas vezes menos.

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  77. Paulo permalink
    10 Setembro, 2012 21:15

    Fincapé
    Ultraliberal!!! Passou-se?

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  78. Paulo permalink
    10 Setembro, 2012 21:28

    Colaço
    Fui ler melhor os seus comentários, e posso esclarecer alguns pontos.
    Quando escolhi a minha carreira profissional optei por um setor em que jamais seria bem remunerado mas onde a estabilidade era grande. Sim é um monopólio e ainda por cima num bem de primeira necessidade. Se o descansa posso dizer-lhe que o presidente da empresa recebe muito menos que qualquer dirigente de 4ª linha de qualquer operador de telemóveis. Optei por este setor como poderia ter optado por outros, por acaso nunca tive cunhas e entre centenas fui o seleccionado.
    Já vi que a inveja é corrente, mesmo para alguns liberais de pacotilha que aqui andam. A ideia é eu estou mal e vou pagar mais 7%, então os que já perderam 25% ainda devem perder mais, só porque sim e trabalham para o Estado (em termos formais, pois na pratica estão em empresas com receitas correntes e auto-sustentáveis).
    De resto para comentarem se eu trabalho muito ou pouco, se sou mais ou menos competente, teriam de me conhecer e comparar com os pares, até lá metam as vossas opiniões pelo esfíncter acima.

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  79. Fincapé permalink
    10 Setembro, 2012 21:29

    Vá lá, Paulo. Foi só uma provocaçãozita, mas…

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  80. fredo permalink
    10 Setembro, 2012 22:01

    Dúvida metafísica:
    O corte de dois meses de pensão de reforma é um imposto ou uma taxa?

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  81. Buiça permalink
    10 Setembro, 2012 23:52

    Parabéns pelo post, mais claro seria difícil.
    É evidente que enquanto o défice não for ZERO, não nos livramos de troikas nem de ter um governo obrigado a cortar gastos ou aumentar impostos.
    Podíamos decretar que “há vida além do défice” ou aumentar toda a função pública em 5% num ano de recessão? Podíamos e pudemos enquanto havia crédito. E o resultado foi a bancarrota do país inteiro.
    Depois de tudo o que nos aconteceu com o país a falir por inteiro e não ter dinheiro para pagar sequer salários sem assistência externa de emergência, podemos continuar a fazer de conta que o que falta é “consumo” e que o “crescimento” se faz com o Estado a distribuír dinheiro que não tem pelas pessoas para elas gastarem em consumo? Poderíamos, a crédito, se alguém nos emprestasse esse dinheiro para alegremente consumirmos. Mas o resultado é, e foi, evidente: a bancarrota.
    A riqueza que cada um tem para gastar terá de ser aquela que cada um PRODUZ. Sozinho ou a trabalhar para alguém, se não produzirmos algo de verdadeiramente útil, o nosso trabalho na realidade não existe e é uma questão de tempo até deixar de existir. Se for útil e tiver procura, criamos riqueza para cada um de nós e para quem o paga porque lhe é útil. E dessa riqueza consumimos o que cada um quiser e puder e pouparemos o resto. Sinceramente não vejo onde entra o Estado nesta equação. Entra pelos olhos adentro que o foco tem que ser em PRODUZIR riqueza, não gastá-la consumindo sem saber de onde vem!

    Finalmente, podia o governo dar também o exemplo apertando o cinto, extinguindo serviços supérfluos, racionalizando a sua despesa? Podia sem dúvida fazer melhor nessa área, o que ajudaria também a comunicar todos os sacrifícios que quem hoje em dia gera riqueza tem que suportar para pagar as dívidas acumuladas de várias gerações. Afinal de contas, ir de renault clio de férias para o Algarve é de saudar, mas os 3 mercedes dos seguranças são mesmo necessários? E porque são mercedes se há viaturas fabricadas em Portugal que podiam fazer esse serviço? É só um exemplo. Há milhares. Como milhares são as PPP com rentabilidades de 8 a 15% ao ano (mais ainda em alguns casos) garantidas pelos contribuintes a uma série de felizardos concessionários. Nenhum destes concessionários vai fugir para Singapura se lhes reduzirem a rentabilidade para níveis mais razoáveis. A Constituição nada diz contra impostos extraordinários que se queiram cobrar a estes senhores para também eles participarem do esforço do país. Convém antes tratar da questão do financiamento dos partidos, pois qualquer tentativa de reduzir certas “rendas” resulta no senhor Seguro ter milhões e milhões de euros mais as empresas de comunicação certas todas ao seu dispôr para que algo mude rapidamente ficando tudo sempre na mesma.

    cumps
    Buiça

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  82. Tiro ao Alvo permalink
    11 Setembro, 2012 13:06

    Diz o Paulo, que, como muita outra gente, trabalha para o Estado, “em termos formais”, pois (que) na prática está a trabalhar numa “empresa com receitas correntes e auto-sustentável”. Antes o Paulo tinha confessado que que a empresa estatal onde trabalha é “um monopólio e ainda por cima de um bem de primeira necessidade”.
    Depois veio dizer-nos que é muito competente na terra dele, que, nesta coisa da competência, não receia confrontos com trabalhadores de outros países que exerçam as mesmas funções, isto apesar de auferir um salário inferior. E explicou, ainda, que optou por este emprego por que ele lhe proporciona segurança, coisa que todos os trabalhadores do sector privado não podem sentir e que quase um milhão de desempregados sabe o que é, sem falar nas centenas de milhares de nossos outros compatriotas que emigraram.
    Tudo isto, disse o Paulo, para zurzir no governo que quer disciplinar as empresas públicas, incluindo as empresas municipais, onde se sabe que há abusos e mais abusos.
    Podemos, pois, concluir que aquela lei com que o governo tenta moralizar o sector empresarial do Estado, não agrada ao Paulo, prejudicando-o, a ele que é até competentíssimo e que, sugere, até podia ter ido trabalhar para a Optimus, onde ganharia o dobro, ou mais.
    Não sabendo o que faz o Paulo, sei que o Paulo não sabe o que diz quando afirma que a sua empresa é sustentável, apesar de não ser ela quem fixa o preço de venda do produto de que é monopolista. O Paulo devia era confessar que a sua empresa é sustentada, pelo povo que serve. Não é sustentável, não, é, isso sim, sustentada. E mais, é sustentada vendendo um produto em que a natureza é pródiga, mas que alguns transformaram num negócio. E dos mais lucrativo.
    Além disso, convém lembrar ao Paulo que na esmagadora maioria dos países, pelo mundo fora, muitas outras pessoas, competentíssimas como ele diz ser, ganham muito menos do que ele ganha. E não estou a pensar unicamente na China ou na India.
    Concluindo, assente o Paulo os pés na terra e modere as suas ambições.

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  83. Francisco Colaço permalink
    11 Setembro, 2012 14:40

    Tiro ao Alvo,
    .
    «Paulo, estou em crer que o Colaço aqui tem razão: tu és dos que vivem à custa do povo,»
    .
    O Colaço não disse que o Paulo vive à custa do povo, logo nesse ponto nem razão nem argumentos tem. Disse que a empresa onde o Paulo trabalha (e acreditando que o Paulo é dos que dá o litro) é mais uma PPP, desta vez devidamente municipalizada.
    .
    Nem por um momento vou deixar de acreditar que o Paulo merece melhor salário. Se o merece ou não, o Paulo saberá fazer o devido exame de consciência. Vou crer que é esforçado, honesto e capaz. Ele fala-nos porém de muitas quase-ilegalidades e de tacheirismos e das locustas que se acomodam à conta das concessões. E à conta das concessões muitos cidadãos são espoliados até ao tutano em produtos onde a alternativa é votar com os pés ou recolher água da chuva. Pagamos água e saneamento (bons serviços no geral, diga-se) a preços incrivelmente altos, para beneplácito de alguns, que à custa de lugares de direcção são prebendados muito acima do que valem, embora abaixo do que mostram valer. O mal é, repito, não haver alternativa nem concorrência possível.
    .
    Há uma grande diferença. Espero que me tenha sabido explicar.
    .
    Paulo,
    .
    Espero não o ter ofendido de modo algum. O meu comentário nunca foi para si enquanto pessoa e trabalhador, mas para a empresa onde trabalha e o seu regime de protecção absoluta da concorrência. Há muitos bons trabalhadores e pessoas que trabalham para más empresas, em todo o lado, em todos os países, em todos os tempos. Isso não os menoriza.

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  84. Francisco Colaço permalink
    11 Setembro, 2012 14:56

    E já agora, a água em Portugal entra no sistema de tubulações municipais geralmente impoluta, da melhor qualidade que o Mundo tem. Neste momento anda a limpar décadas de canalizações sujas, pelo que a qualidade que sai na torneira vai melhorando com o tempo. Eu sei bem os parâmetros das nossas águas porque (imagine-se!) andei a formar os técnicos e engenheiros de uma das empresas de água multimunicipais em instrumentação de linha.
    .
    O problema não está na qualidade. Está nos doze mebros de um CA, todos com prebendas. Porquê? Na última multinacional onde trabalhei (c. 3000 pessoas), havia TRÊS membros no concelho de administração, a quem eu dava contas regularmente. Acho que nunca trabalhei com mais de cinco (e e isso foi em várias multinacionais com centenas ou milhares de funcionários).
    .
    O problema é que os SMAS são apenas mais um meio de atachalhar aparelhos e pagar favores, e não só nos lugares de administração. E (pelo menos aqui diz-se) quando não serve no SMAS, transita para a Câmara Municipal.

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  85. joaoR permalink
    11 Setembro, 2012 17:20

    Teste

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