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Isabel Jonet e a arrogância da esquerda ululante

9 Novembro, 2012
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Não há nada como em tempos ter feito parte de uma tribo da esquerda jacobina (no meu caso, uma tribo marxista-leninista-maoista) para entender muito bem a fúria da esquerda ululante face às declarações de Isabel Jonet na SICN. Ela não surpreende: é apenas um subproduto da arrogância intelectual dos que, à esquerda, se sentem intérpretes do sentido da História (com H maiúsculo) e proprietários monopolistas da preocupação com o destino dos mais pobres.

A Helena já aqui referiu como os nossos profissionais da indignação são selectivos e só viram as suas baterias para os que se situam fora da confraria e não lhes prestam vassalagem. É uma observação pertinente e reveladora porque o que realmente perturba essas almas é sentirem ameaçada a posição que acham que desempenham nesta santa terrinha: a de intérpretes do destino da Humanidade e, nesta, dos que eles designam como explorados.

A indignação – que nalguns casos assumiu proporções de real obscenidade, tal a grosseria dos seus protagonistas – contra Isabel Jonet não deriva de ela ter dito algumas coisas de bom senso, como pode comprovar quem se der ao trabalho de ver e rever o vídeo, como eu próprio fiz. Também não tem nada a ver com ela supostamente ter defendido que não havia miséria em Portugal, pois resulta óbvio que estava a referir que não existe em Portugal a miséria que ela viu na Grécia.

O primeiro problema da esquerda jacobina com Isabel Jonet é que ela ajuda os pobres – e os pobres são propriedade dessa esquerda, pelo menos no seu entendimento. Pior: ajuda-os com actos concretos que aliviam o seu sofrimento, não com palavras, proclamações e apelos à revolta que muitas vezes têm como efeito concreto piorar a vida dos mais fracos. No imaginário dessa esquerda toda a compaixão está reservada para os da tribo marxista ou descendentes, os restantes não passam de cínicos que, como agora acusam Isabel Jonet de também fazer, utilizam os pobres com fins políticos.

No meu livro “Era uma vez a Revolução” eu abordo precisamente este tipo de atitudes ao reflectir sobre as origens e as consequências de um sentimento muito comum a todas as esquerdas, o que possuem uma espécie de “superioridade moral” sobre todos os demais: “Ainda hoje, quando olho para a forma muitas vezes arrogante como a esquerda jacobina olha para todos os demais, quando sinto como no debate público todos os que não se filiam, de um forma ou outra, na tradição estatista e dirigista da esquerda, sofrem de uma espécie de capitis deminutio por, supostamente, não se preocuparem também com o bem da sociedade, recordo a lógica mistificadora da “superioridade moral”. É, no fundo, a mesma lógica que sustenta que o sector privado visa apenas o lucro egoísta – e que os burgueses só querem engordar à custa dos trabalhadores –, enquanto o Estado visaria apenas o bem comum.”

Há ainda outro elemento muito importante que une a generalidade das reacções de indignação exaltada: a oposição radical a qualquer forma de caridade, algo que definem logo como caridadezinha. Não é uma posição nova nas esquerdas radicais, apesar de poucos se preocuparem em justificar o porquê da sua oposição a uma prática que resulta de um dos sentimentos humanos mais nobres, o da compaixão. Os mais iletrados limitam-se a dizer que tudo isso é “salazarento”, essa espécie de ónus que evita qualquer necessidade de justificação e serve sempre para tentar atirar o opróbrio para cima dos adversários. Os menos iletrados procurarão dizer defender que o Estado tem obrigações de solidariedade porque “as pessoas têm direitos”, sugerindo que a caridade se destina a perpetuar precisamente a falta desses direitos.

Haveria muito a dizer sobre estes raciocínios, mas a minha experiência jacobina permite-me ser apenas cínico: o que realmente pensam muitas dessas almas, mas nunca confessam, é que a caridade – ou o Banco Alimentar contra a Fome – contribuiu para aliviar o sofrimento dos pobres e isso torna menos provável a sua revolta, ou seja, torna mais longínqua a revolução libertadora com que sonham – e garanto-vos que sei do que falo, porque já pensei assim. Atenção que não estou a dizer que eles desejam o sofrimento dos pobres – o que estou a dizer é que a sua crença num amanhã radioso os leva a opor a tudo o que posso melhorar um dia a dia que vêm sempre como miserável. O militante da esquerda jacobina não dá uma esmola a um pobre – organiza a revolta desse pobre, tentando fazer dele um soldado da revolução. Numa versão mais social-democrata, leva-o apenas a reclamar um subsídio à mesa do Orçamento.

Não surpreende por isso que o trabalho de Isabel Jonet perturbe estas mentes. E surpreende ainda menos que as suas palavras, muito tera-a-terra, muito sensatas, muito capazes de tocarem as pessoas comuns, os irritem de forma superlativa. A bem ver, só me surpreende a pouca irritação que há com estas indignações – a nossa paciência é, de facto, muito grande. Demasiado grande?

135 comentários leave one →
  1. piscoiso permalink
    9 Novembro, 2012 12:29

    Não se iludam.
    Este é mais um post de promoção de qualquer coisa publicada pelo autor:
    “Era uma vez a Revolução”.
    Amen.

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  2. 9 Novembro, 2012 12:29

    “O militante da esquerda jacobina não dá uma esmola a um pobre – organiza a revolta desse pobre, tentando fazer dele um soldado da revolução”
    Ponto fulcral na grande diferença de atitudes. Podemos argumentar que esta versão corresponde a “ensinar a pescar”. O ponto é que não resolve o problema quotidiano, inadiável; e, efectivamente, ensina a pescar exactamente o quê?

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  3. 9 Novembro, 2012 12:30

    O problema de Isabel Jonet não é o ajudar os pobres mas dizer que eles devem aceitar a pobreza e limitarem-se a viver com o que lhes restar.

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  4. A.Silva permalink
    9 Novembro, 2012 12:34

    Como este texto prova, o que não falta em Portugal é miséria intelectual.

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  5. JP Ribeiro permalink
    9 Novembro, 2012 12:41

    A.Silva, a miséria intelectual está do lado dos que pensam como você. Talvez mais estupidez e ignorância intelectual, disfarçada com a arrogância intelectual que só a esquerda possui. Também já estive dele lado, já vivi com esse virus, e sei do que falo.

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  6. jojoratazana permalink
    9 Novembro, 2012 12:43

    O que este texto prova, é que a única coisa a fazer neste país é comer e calar.
    Não há alternativa, este arrastão não tem fim?
    O que leva esta gente, a soltar os cães contra aqueles que verdadeiramente contam para tirar o país da bancarrota, para onde o levaram?
    O que aterroriza estes cromos é imporem-lhes uma alternativa, que lhes tire os seus privilégios.
    Ai adeus Isabelinhas e companhia.

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  7. JP Ribeiro permalink
    9 Novembro, 2012 12:44

    O comunisco acabou faz agora 23 anos, e por cá ainda não repararam…

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  8. PMP permalink
    9 Novembro, 2012 12:45

    A Isabel Jonet confunde a realidade financeira portuguesa com o potencial da economia portuguesa.
    .
    O potencial da economia portuguesa é muito superior, basta ver os 16% de desemprego.
    .
    E sobre a U.E. está completamente enganada porque a U.E. é excedentária , portanto a U.E. está a viver dentro das suas possibilidades.
    .
    Ela não entende nada de macroeconomia, pensa que um estado funciona como uma pessoa ou empresa.

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  9. XisPto permalink
    9 Novembro, 2012 12:47

    É uma disputa pelo mercado da pobreza. No fundo, ambas as religiões radicam no mesmo fundo cultural judaico-cristão. Uns adoram Cristo outros Marx-Lenine, e isso basta às seitas. O Cristianismo já fez o seu aggiornamento e é muito menos virulento, mas não se pense que o proselitismo é destituído de sentido estratégico. Quanto aos filhos de Marx, da Coca-Cola e da Internet não se movem no campo das ideias (e os que o fazem apresentam um espectáculo kitsch como no 5Dias), enquanto a velha guarda vive dependente do sindicalismo.

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  10. 9 Novembro, 2012 12:48

    Como este texto prova, o que não falta em Portugal é miséria intelectual.
    Uma pessoa escreve um texto longo sobre um quase assunto de momento emitindo uma opinião.
    Outra para criticar esse texto emite um insulto.
    E diz uma verdade “há miséria intelectual em Portugal”.
    Só que está a vê-la no sítio errado.
    Quando produzir outro texto que arrase o primeiro estão pode pôr-se em bicos de pés e chamar a atenção sobre a sua pessoa.
    Entretanto podia, sei lá, envergonhar-se?

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  11. piscoiso permalink
    9 Novembro, 2012 12:49

    .
    Economia doméstica para os pobrezinhos..
    .

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  12. gastão permalink
    9 Novembro, 2012 13:05

    A direita carapau fánatica de guerras longínquas queria “sangue,suor e lágrimas”. Agora que o gang dos Chicago Boys lhe fez a vontade, jactante, tal um porco na sua lama, rebola-se de contente. E indigna-se com os indignados.

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  13. tric permalink
    9 Novembro, 2012 13:06

    “Em Setembro, as vendas de bens ao exterior recuaram 6,5%. A crise na zona euro está a prejudicar o comércio intracomunitário, mas o comércio extracomunitário também recuou, devido à paralisação de alguns portos nacionais.”
    .
    sim, foi a paralização…

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  14. tric permalink
    9 Novembro, 2012 13:10

    “O Banco de França prevê que a segunda maior economia da zona euro recue 0,1% no último trimestre do ano. Se a projecção se confirmar, o país entrará em recessão pela primeira vez em três anos.”
    .
    só !!! quem diria…a França que tento criticou a Grécia por esta ter falseado dados estatisticos…a Alemanha, tambem vai arrebentar…ou pensam que isto só vai ficar pelos países do Sul !!?? é urgente o fim do Euro na Europa !! é inacreditavel que o principal assunto na agenda da visita da chanceler Alemã a Portugal não seja a saida de Portugal da zona Euro…o tempo que se perde…

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  15. 9 Novembro, 2012 13:14

    grande post

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  16. Sérgio permalink
    9 Novembro, 2012 13:16

    “Atenção que não estou a dizer que eles desejam o sofrimento dos pobres – o que estou a dizer é que a sua crença num amanhã radioso os leva a opor a tudo o que posso melhorar um dia a dia que vêm sempre como miserável.”

    O mesmo se aplica àqueles que defendem um amanhã radioso nas contas do défice à custa de dia após dia de miséria.

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  17. 9 Novembro, 2012 13:18

    A arrogância da esquerda, a suposta superioridade moral e intelectual, faz com que os cobardes se submetam a essa esquerda, atemorizados. Donde, a maior parte das gentes de esquerda são pobres coitados, sem coragem para pensar pela sua própria cabeça e incapazes de abandonar a matilha.

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  18. confucius permalink
    9 Novembro, 2012 13:20

    alaridos à parte, esta conversa sobre a pobreza em portugal é descosida e choca-me pela confusão entre o bom senso no uso dos recursos de que cada familia dispõe – verdade eterna e para toda a gente, pobre ou não -, a necessidade de travar o consumismo – igualmente verdade, a bem da humanidade em geral – e a pobreza cada vez mais acentuada em que mais e mais familias portuguesas se encontram. não por andarem a comer bifes, a deixar as torneiras a correr água ou a volta e meia irem a concertos rock, mas porque o pouco que ganham não lhes dá para vestir, pagar a renda da casa, ou se quer comer.
    é verdade que se deve fechar as torneiras. toda a razão do mundo nesse ponto!
    o chocante é confundir falta de poupança/consumismo e pobreza crescente nas familias que já pouparam em cada migalha possivel.
    e chocante é ler tanta gente a dizer que sim, senhor, a senhora tem razão.. é de bom senso…. os esquerdalhos é que são parciais nas reacções…
    desconfio que quem acha que “sim, a senhora tem razão” há muito tempo não tem uma conversa olhos nos olhos com alguém quem tem precisado das ajudas do banco alimentar.

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  19. tric permalink
    9 Novembro, 2012 13:21

    “O alerta consta do relatório das Previsões Económicas de Outono, divulgado esta quarta-feira pela CE. Bruxelas começa por dizer que “a redução do défice externo não é, por si só, suficiente para diminuir a dívida externa líquida, sobretudo quando o Produto Interno Bruto (PIB) está em queda, agravando os rácios da dívida”.”
    .
    o tempo que Portugal perdeu com o FMI…e Comissão Europeia…qualquer criança de dez anos chegaria a essa conclusão…já no primeiro acordo com a troika tal facto saltava à vista…mas enfim…

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  20. tric permalink
    9 Novembro, 2012 13:28

    agora fala-se na arrogancia da esquerda!!!?? então e a arrogancia da direita partidária!!??? vão apresentar um OE2013 que é…uma pura fantasia!!!! mas o inacreditável é que todos o vão votar sabendo que é uma fantasia…e mais…depois os portugueses vão ter que levar com o ruido de saber se OE é Constitucional ou não…por causa de OE fantasioso!!!????…que perca de tempo!!!! brincadeiras ideológicas…enquanto isso, a economia portuguesa está em processo de destruição e numa fase incontrolável…este Regime está mesmo podre!!!

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  21. Francisco Colaço permalink
    9 Novembro, 2012 13:39

    MJ Matos,
    .
    Sendo o resultado da concretização da esquerda a miséria generalizada, a revolução gera miséria, opróbio, incapacidade e dívida perpétua. Gera por isso cadeias de liberdade.
    .
    Vão os pobres, com a esquerda pandeirética, aprender a pescar os tubarões que aos mesmos pobres devorarão logo a seguir.

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  22. Joao Braga permalink
    9 Novembro, 2012 13:39

    A esquerda ambiciona uma sociedade perfeita…. Esquece-se que até lá chegar (que nunca acontecerá, pois a perfeição não passa de um conceito) é necessário aliviar a necessidade de alguns. Enquanto gritam (e vão gritar eternamente) outros ajudam efectivamente. O problelma da esquerda é sempre o mesmo e pode traçar-se um paralelo com a utopia comunista, pensam que os seus ideais são “melhores” e que todos um dia os vão adoptar, só que esqucem-se que nem todos os querem seguir. Talvez essa ideia de sociedade fosse a melhor, mas se nem todos pensam assim…cai por terra. Há dias um amigo meu dizia-me ” … o comunismo é o melhor dos sistemas, mas era necessário que todos fossem comunistas”.

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  23. piscoiso permalink
    9 Novembro, 2012 13:46

    Por outro lado, impunha-se uma especialização do Banco Alimentar, que poderia ramificar em:
    Banco de Cebolas
    Banco de Esparguete
    Banco de ETC

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  24. Francisco Colaço permalink
    9 Novembro, 2012 13:47

    CA,
    .
    O Banco Alimentar contra a Fome já fez mais pela mitigação da miséria que o partido do Champanhe Caviar ou a Quadrilha dos Vermilhóides Soviéticos (muito embora o PCP nisto, sejamos honestos, faz mais que os primeiros, havendo-me sido dito que há pessoas que esporadicamente receberam ajuda de emergência do partido).
    .
    É verdade que a miséria não se mitiga por se dar uma refeição. Contudo, não peçam ao estômago vazio para pensar em se reformular profissionalmente. Mórmones como eu sabem bem que primeiro tratamos da fome e depois o serviço é ajudar as pessoas a bastarem-se a si mesmo. Acreditem, o primeiro é mais fácil que o segundo. Dar uma refeição é tirar a pessoa da miséria. Encarreirar a vida é tirar a miséria das pessoas. E esta segunda actividade é muito mais difícil que a primeira. Envolve descobrir talentos, mudar comportamentos, e encaminhar para formação ou emprego. Nesta ordem. Se o indivíduo não se envolver, o trabalho é vão. Creiam-me, é sumamente frustrante.
    .
    Compreendo a Isabel Jonet. Quando os nossos críticos tiverem feito um terço do que ela fez façam o favor de criticar. E mais digo: dar algo a uma pessoa em troca de nada, salvo se a pessoa for claramente incapaz de tratar de si mesma, como as crianças, os idosos, os doentes e os deficientes, é PERPETUAR a miséria. E espoliar quem trabalha em prol de quem não quer trabalhar.

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  25. Paulo Sousa permalink
    9 Novembro, 2012 13:51

    Quem quer mais esquerda e mais estado saberá que isso equivale a entregar mais poder de decisão sobre a vida dos cidadãos à classe política. A minha leitura, e não quero gozar com ninguém, é que se acham isso é porque confiam nos políticos. Eu que acho saudável desconfiar deles sou um liberal.

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  26. Algarvio permalink
    9 Novembro, 2012 13:51

    Uma coisa é o que se pensa e outra coisa é o que se vê.
    E eu não tenho duvidas nenhumas que esta senhora já viu mais miséria que todos os que agora a estão a criticar.
    Falar é fácil agir é que é difícil.

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  27. Francisco Colaço permalink
    9 Novembro, 2012 13:55

    PMP,
    .
    O potencial da economia portuguesa é muito superior, basta ver os 16% de desemprego.
    .
    Também o potencial da economia chinesa, da americana, da alemã é maior do que mostram. Para ter emprego terá de ter trabalho social útil (produção de riqueza) ou trabalho falsificado pelo Estado (empregos a pagar no futuro). Para que Portugal empregue os 16% de desempregados é necessário que faça melhor (ccz, ajude-me!) do que os outros num qualquer nicho ou nichos de mercado.
    .
    Ora, se o Estado insiste em dar o mau exemplo de ineficiência e em sobrecarregar as empresas com custos desnecessários, é bem possível que os nossos empresários possam fazer o mesmo ou melhor e com menos custos em países como Marrocos ou na Roménia.
    .
    Deixe lá o seu keynesianismo, PMP, que nunca deu senão uma sensação de poder imediato em troca de um futuro miserável. O qual se torna a cada dia que passa o presente do passado keynesiano.

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  28. 9 Novembro, 2012 13:58

    Uns dizem representar os pobres.
    Outros dizem representar os trabalhadores.
    Os outros, supõe-se, estão contra os pobres e os trabalhadores, que incluem os trabalhadores pobres, os pobres desempregados e pobres trabalhadores. E são estes que representam os que, não sendo trabalhadores, dão emprego aos trabalhadores, a quem os outros estão sempre a pedir que arrangem empregos aos seus representados!
    Afinal, andámos estes anos todos a votar em sindicatos, não em partidos políticos.
    Curioso é que os bancos e as cimenteiras por vezes enchem-se de gente “trabalhadora” e “pobre”.

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  29. 9 Novembro, 2012 14:04

    Francisco, não sou de esquerda como sabe, mas as declarações dessa senhora são ultrajantes.Como o CA disse, o mal dela não é existir o banco alimentar, nem os pobres serem ajudados por essa instituição, mas sim as inverdade que ela contou sobre os habitos de vida dos portugueses , o facto de dizer que não há miséria!, e de condenar as pessoas a aceitarem o terrorismo social, que as medidas que estamos a tomar são.O banco deve ajudar as pessoas, mas deve-se evitar que as pessoas cheguem a essa situação.Como já dise noutro blog, a senhora devia ter pensado 2 vezes antes de falar do assunto

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  30. Zekita permalink
    9 Novembro, 2012 14:06

    Esta direita mafienta está cada vez mais confusa. Uns vêm para os jornais com parangonas dizer que não há miséria em Portugal porque os actuais (des)governantes estão atentos à situação e procuram evitar que as suas decisões provoquem o descalabro social. Um secretário de estado vai à AR e diz que há 10 mil crianças a passar fome e que as escolas não têm condições para ultrapassar a situação. Em que ficamos?

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  31. PiErre permalink
    9 Novembro, 2012 14:10

    Este post é um grande pastelão feito para não dizer nada.
    .
    “Não há nada como em tempos ter feito parte de uma tribo da esquerda jacobina (no meu caso, uma tribo marxista-leninista-maoista).”
    .
    Pois é, agora faz parte de uma tribo passista- gasparista-helenista-matoista.

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  32. bloody mary permalink
    9 Novembro, 2012 14:16

    Um grande post do JMF. Certeiro e corrosivo!

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  33. piscoiso permalink
    9 Novembro, 2012 14:23

    Daqui por uns anos, vens jmf1957 dizer:
    Não há nada como em tempos ter feito parte de uma tribo passoscoelhista, para entender muito bem a fúria da direita ululante.

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  34. Castrol permalink
    9 Novembro, 2012 14:24

    Parabéns!
    Já não estou só!!! É mesmo verdade!!! Vivemos atualmente uma ditadura de esquerda.

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  35. joao permalink
    9 Novembro, 2012 14:32

    esquerda caviar no seu melhor : na ultima manif indignava-se uma amiga minha por eu não ter ido à manif. Mas não vês que é preciso lutar pelos subsidios, pela manutenção da TSU, pela reposição do poder compra, pela manutenção da taxa de IMI…..Espera lá, disse eu. Mas tu não vives no centro da cidade numa bela casa onde estás isente de IMI ??????? Sim, vivo mas estou a pensar nos outros !!!! pois, sim……….sempre a pensar nos outros, desde que não me toquem na algibeira . Assim se resume o pensamento da esquerda caviar.

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  36. Francisco Colaço permalink
    9 Novembro, 2012 14:33

    rr,
    .
    A grande miséria dos portugueses não é os casos de pobreza que por aí grassam, para miséria de todos, (aproveito a palavra!). A grande miséria dos portugueses é o Estado ter crescido de tal forma que rouba recursos à economia dando pouco em troca (a lei dos rendimentos decrescentes parece que não está na lembradura dos nossos estatistas).
    .
    Estamos a afugentar os nossos ricos. Os nossos ricos (os que se fazem, não os que são feitos ricos) são precisamente aqueles que têm o talento de organizar e de gerir organizações com o propósito do lucro. Essas organizações dão lucros, sim, mas no processo acabam por criar outras pessoas beneficiadas, nomeadamente os consumidores e principalmente os assalariados, as organizações fornecedoras e clientes. Afugentando esse talento, teremos menos empresas e mais desemprego.
    .
    E afugentamos porquê? Porque os homens ricos (os que são feitos ricos, não os que se fazem por trabalho honesto) divisam mil e uma maneiras fraudulentas para esbulhar os recursos do Estado. Um advogado bem conectado nestes dias vale mais que dez engenheiros ou comerciais competentes. Idos os ricos talentosos, ficam cá os amorfalhados.
    .
    E também porque os homens pobres, cujas barrigas não se encontram satisfeitas, não deixam de divisar eles mesmos maneiras, modos e métodos de fugir ao desagradável trabalho árduo. Expressões como «bulir» e «serviço» ostentam o pouco apreço que se tem pelo trabalho honesto. Outras expressões como «um tacho», «um bi-zz-ness» (ortografia mais ou menos aportuguesada), «ir fazer de preto», «ir picar o ponto» ou «fazer a jorna» (num dia em que o trabalho agrícola é residual) mostra o desprezo que raia as bordas da vergonha em se ser assalariado ou trabalhador. Os melhores funcionários são admoestados pelos colegas. Os melhores alunos são invejados e atrapalhados em vez de emulados e admirados. Perante isto, rr, quer o quê?
    .
    Quando expulsámos o Champalimaud para o Brasil ficámos melhores ou piores do que antes? Quando os industriais do ultramar português foram para a África do Sul tornaram-na pior do que antes? Por que raio é que não chamamos os ricos do Mundo todo para aqui com um imposto de 10% sobre todo o rendimento acima de 500.000 euros? 10% de muito é muito mais que 48% do pouco dinheiro que não conseguiu fugir a tempo.

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  37. Tiro ao Alvo permalink
    9 Novembro, 2012 14:34

    Eu penso é que a esquerda está em fase de negação: se alguém diz que nós, como povo, estamos a gastar acima das nossas possibilidades, eles, mesmo que desunidos, saem imediatamente da toca e começam a malhar no mensageiro, contrapondo argumentos tolos, tipo “não pagamos”, “fora a troica”, “os ricos que paguem a crise”, “abaixo a caridadezinha”, e outras coisas do género. Aceitar que Portugal não pode gastar mais do que produz, como andou a fazer, durante dezenas e dezenas de anos, é que eles não querem. E alguns desses esquerdistas até têm formação para entender a questão, mas deixam-se levar por teóricos tipo Louçã, intelectualmente desonestos. Desta feita, contra as verdades que a Jonet disse, até apareceu uma escritora a masturbar-se com as palavras, tentando ridicularizar a senhora. O mesmo aconteceu com um investigador científico de química, preocupado que está com a falta de financiamento do estado para o manter, independentemente da necessidade e da utilidade daquilo que o senhor diz que anda a investigar.
    Essas pessoas não estão aflitas com a fome dos outros, acho eu. Elas estão aflitas por que, em havendo fome, natural será que o Estado tenha que desviar alguns dinheiros para acudir a essas misérias. E se assim acontecer, poderá não sobrar o necessário para eles, ou seja e a meu ver, estas pessoas não passam de egoístas, em estado de negação. Eles não querem que haja miséria porque o que querem é que haja dinheiro para se servirem à mesa do orçamento. Aceito que se não possa generalizar, mas que acontece assim com muitos críticos da Jonet, acontece. É a minha opinião.

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  38. Miguel permalink
    9 Novembro, 2012 14:42

    O que eu vos tenho a dizer, é que nem esquerda nem direita, mais radicais ou mais ao centro, removem o problema da pobreza (nem doutros “problemas”). De facto a pobreza não é “o problema” em si, é um sintoma do verdadeiro problema, o facto das nossas sociedades assentarem em paradigmas que teem a pobreza implícitamente como pano de fundo. Pesquisem outras coisas fora do mundo “esquerda-direita”. Convido-vos a começarem pela forma como o sistema monetário actual funciona, vejam os episodios desta serie, fica aqui o link para o mais recente: http://www.youtube.com/watch?v=3P7izAUe3ZM

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  39. A. Trigueiro permalink
    9 Novembro, 2012 14:57

    Gosto sempre de ler opiniões diferentes das minhas e por isso comecei a ler o post.
    Mas depressa percebi que a prosa se destinava a vender um livro e desisti, que para vendedores da banha da cobra estou sem paciência..

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  40. PMP permalink
    9 Novembro, 2012 15:07

    Francisco Colaço,
    .
    Deixe de confundir Keynesianismo com estatismo.
    .
    No caso português Keynes teria recomendado desde 2010 a redução dos impostos TSU e IRC sobre as empresas na impossibilidade de desvalorisar a moeda.
    .
    Como se não fez isso nem em 2010, nem em 2011, nem em 2012, vai ter de ser feito em 2013 ou 2014 , mas à custa de 16% de desemprego, aumento da pobreza, destruição do capital privado.
    .
    A Sra. Isabel Jonet não percebe qual é origem da pobreza, e que é o desemprego provocado pela diferença de competitividade entre as empresas portuguesas e as do resto do mundo.

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  41. JCA permalink
    9 Novembro, 2012 15:14

    .
    É fado corrido, admira como é “uma grande noticia”,
    .
    Um tuga (um Português é diferente seja velhou ou novo) com ‘uma farda’ ou meno (andro) pausa é um perigo, certeza cultural nossa já lá vão qause mil anos,
    .
    ‘tecnologicamente’ para menos avisados, é o que se costuma chamar uma ‘não noticia’ um fado corrido não aquece nem arrefece as gentes que vivem por cá connosco,
    .
    a menos que a ideia seja denunciar quem está onde não deveria estar, mesmo entreesses iguais há diferentes, é questão de escolha pelos’ mandante-mores’ na caldeirada entre mandantes-mores de várias paneladas. Que diabo alguém tem que mandar as bocas-mores.
    .
    Daí a estarem certas vai a grande distancia entre os megafones a bandeiras despregadas e o provincianismo dos que ‘só dão barraca’ mas continuam felize e contentes.
    .
    (jaí sei que uns posts atrás alguém se mostrou ofendido com o termo ‘provincianismo identificando a nobreza’ termo que mais lato do que na altura suavemente expliquei, sem referir mais nada porque de facto entra no foro pessoal dos ‘provincianos’ e isso eu respeito em absoluto, não divulgo nem explico nem descrevo)
    .

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  42. 1berto permalink
    9 Novembro, 2012 15:14

    Anda por aqui muita confusão, e a bipolarização esquerda-direita em alguns comentários não ajuda nada.
    Vamos por partes:
    O Banco Alimentar tem cumprido o seu papel de apoio a quem precisa, contando para isso com a solidariedade dos consumidores portugueses e muitos voluntários. Parto do principio que tem sido bem gerido pela Isabel Jonet mais os seus pares. Ponho de parte o preconceito de “caridadezinha” normalmente associado a este tipo de instituições, embora acredite que haja quem colabore com o BA “por caridade”, e eu conheço algumas pessoas que o fazem. E é aqui neste conceito que bate o ponto. Enquanto Isabel Jonet esteve calada a gerir o BA ninguém levantou a lebre, agora que a sra teve algumas declarações infelizes, repito, INFELIZES, cai o carmo e a trindade. Isabel Jonet foi buscar exemplos simples para explicar as suas idéias, e embora seja perceptível onde ela queria chegar, a mensagem que ficou foi a mesma de Vítor Gaspar e seus pares, daí a reacção perfeitamente natural da esquerda. Aqui insulta-se quem discorda de Isabel Jonet e insulta-se quem defende Isabel Jonet. Uns são reaccionários e fascistas, outros são vermelhos, jacobinos e devoredores de criancinhas.
    A senhora tem todo o direito a omitir opiniões, quem discorda dela tem todo o direito de a contestar. Tratar a questão em jeito de dicotomia esquerda-direita não leva a lado nenhum, mas se calhar é mesmo isso que se pretende, esvaziar a discussão.
    Um áparte para o jmf1957: será coincidência que quase todos os “ex-marxistas-leninistas-maoistas” sejam hoje acérrimos defensores das mais retrógradas posições de direita?

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  43. Francisco Colaço permalink
    9 Novembro, 2012 15:26

    PMP,
    .
    Não confundo o que diz o Keynes (ou o que diferentemente dizem ao interpretar o que ele escreveu) com o estatismo puro. Mas que o Keynes não teria aconselhado a baixa de impostos, isso não teria. Teria aconselhado a baixa de impostos com o simultâneo despejo de dinheiro na economia, a abrir o buraco no qual seríamos colectivamente enterrados um pouco mais à frente.
    .
    Sobre a Isabel Jonet. A Isabel Jonet nada disse sobre a origem da pobreza. O que disse (se se deu ao trabalho de ter visto o vídeo) é que grande parte da pobreza, caro PMP, advém de miséria moral e que as crianças mimadas da geração dos meus filhos não deixam de ir ao concerto de Rock, mesmo que isso implique que os pais não jantam propriamente em casa.
    .
    Num ano de crise, os festivais de Verão esgotaram. Quantos destes bilhetes e viagens terão sido pagos por pais em situação de desemprego ou para lá a caminhar, portanto em época de refrear custos e de preparar o futuro? Infelizmente, se vamos viver mais pobres é porque anteriormente o Estado (não o povo) viveu acima do que deveria ter vivido. E um milhão e tal mil funcionários desfuncionais dizem que tenho razão.
    .
    A pouca competividade da economia portuguesa deriva do Estado: peso, regulação desmesurada e leis iníquas, que promovem a luta entre classes, tão cara à esquerda.

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  44. Eleutério Viegas permalink
    9 Novembro, 2012 15:28

    A minha paciência não é demasiado grande. É até quase nula para este tipo de merdas. Mas os de fora da tribo jacobina têm, em geral, muita paciência. E, por vezes, até concordam com algumas frases desse pessoal. A desmontagem da actuação deste pessoal, que domina os media, só aparece pontualmente em blogues e artigos de opinião. E vão fazendo a cabeça a muita gente (os de cabecinha mais fraca).

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  45. PMP permalink
    9 Novembro, 2012 15:47

    Francisco Colaço,
    .
    Basta ler o que Keynes escreveu desde 1920 para entender que ele advogaria a descida dos impostos sobre as empresas e um deficit não superior aos 6% de 2012, dada a impossibilidade de desvalorizar a moeda e/ou de impor tarifas alfandegárias.
    .
    Alías o Reino Unido teve este mesmo problema entre 1924 e 1931 enquanto teve cambios fixos através do padrão ouro que existia no mundo desenvolvido nessa altura.
    .
    A pobreza tem origem essencialmente no desemprego e subemprego , que por sua vez tem origem na falta de competividade das empresas devido aos elevadissimos impostos IRC e TSU dos mais altos da OCDE e muito acima dos nossos principais concorrentes asiáticos e paises do leste.

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  46. JCA permalink
    9 Novembro, 2012 16:08

    .
    Enqaunto não aparecem outros a dizer o fazem e não o que não fazem, eu repito a minha, que resolve duma penada, sou pouco dado a paciência para aturar discussões académicas ou peder tempo com florentinices de sebantas académicas:
    .
    “relembro passados quase 5 anos (publiquei em 2008):
    .
    9 REFORMAS pacificamente revolucionárias’ MAIS 3 ADICIONAIS para instaurar o LIBERALISMO AVANÇADO com sustentação dos DIREITOS CIVILIZACIONAIS IRREVERSÍVEIS DOS PORTUGUESES (universalidade da Educação, Saúde, Pensões, Idade de Reforma razoável e Solidariedade com os Desempregados) para PORTUGAL se resolver e solucionar,
    .
    mas estão muito atrasadas as mais PRIORITÁRIAS e DE FACTO ESSENCIAIS ‘IMPOSTOS E FISCALIDADE’ + ‘AMNISTIA FISCAL’ + ‘SEGURANÇA SOCIAL’ (empatadas por ortodoxias e micro lobies que estão a prejudicar os Cidadãos, Famílias e Empresas Portuguesas em muitos milhares de milhões),
    .
    que fabricarão o NOVO, um TECIDO ECONOMICO LUCRATIVO, que reacenderá aceleradamente a Economia, Criação de Riqueza, Emprego e estancamento da Emigração tirando-nos do ‘caótico’ e do ‘sem futuro, sem esperança, sem confiança, sem acreditar’.
    .
    É um Programa do CAPITALISMO, embora pareça Marxista na ainda acanhada Democracia Portuguesa:
    .

    -APROVAÇÃO PELA AR e EVENTUAL INCLUSÃO POSTERIOR NA CONSTITUIÇÃO (embora não necessária):
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    1) RACIO máximo PIB/Carga Fiscal
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    2) RACIO máximo PIB/Despesas do Estado (*) (APROVADO)
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    (*) Provocadora da Reforma séria da estrutura de Governança, da Burocracia Publica e do Orçamento Geral do Estado. A ultrapassagem destes racios só viabilizada por 2/3 ou 3/ 4 de votos da AR.
    .
    -BANCA EM PORTUGAL e GARANTIA DOS DINHEIRO DOS DEPOSITANTES:
    .
    3) SEPARAÇÂO ABSOLUTA da Banca Comercial de quaisquer actividades especulativas nomeadamente Sociedades de Investimentos Financeiros ou Hedge Funds, para protecção absoluta das Poupanças e Dinheiro dos Depositantes para regresso da confiança nos Bancos.
    .
    4) TAXA PARA GARANTIAS BANCÁRIAS calculada sobre todos os negócios e receitas da Banca robustecendo financeiramente o Fundo de Garantias Bancárias para devolver a qualquer momento os Depósitos dos Cidadãos, Empresas e Entidades Publicas que confiaram no Banco que ficou inviabilizado, faliu ou fechou (APROVADO HOJE NO PARLAMENTO EUROPEU)
    .
    .
    -IMPOSTOS E FISCALIDADE:
    .
    5) ABOLIÇÃO de todos os Impostos substituindo-os por um único: INU – Imposto Nacional Único colectado sobre tudo o comprado e facturado dentro de Portugal (**)
    .
    (**) Pagamento dos Ordenados Brutos aos Empregados pelas Entidades Patronais.
    .
    6) AMNISTIA Fiscal para estancar o estado de falência do Tecido Económico Nacional e a insolvência dos Cidadãos, já praticado antes e depois do 25 de Abril.
    .
    .
    -SEGURANÇA SOCIAL:
    .
    7) ABOLIÇÃO dos Descontos mensais de Empregadores e Empregados substituindo-os pelo IUSS – Imposto Único de Segurança Social colectado sobre tudo o comprado e facturado dentro de Portugal (***)
    .
    (***) Pagamento dos Ordenado Brutos a todos os Empregados pelas Entidades Patronais.
    .
    8) Instauração da PENSAO NACIONAL UNICA, igual a 2 ou 3 vezes o SMN-Salario Mínimo Nacional, universal e igual para todos os Reformados Portugueses (****)
    .
    9) Criação do Fundo Nacional de REFORÇO DA PENSÃO NACIONAL UNICA, gerido pelo Estado, para quem queira depositar mensalmente um valor incerto a qualquer momento para assegurar um reforço publico do valor mensal da Pensão Nacional Única atingida a idade de reforma até ao falecimento (****)
    .
    (****) Na transição do velho para o novo Sistema, passariam para o Fundo de Reforço da Pensão Única, os valores já descontados por Empregados e Empregadores correspondentes à diferença entre o valor da Pensão Única e a Pensão em vigor no momento da Inscrição na Segurança Social
    .
    .
    -MEDIDAS ADICIONAIS PARA REFORÇO DA SUSTENTAÇÂO DOS DIREITOS CIVILIZACIONAIS IRREVERSIVEIS DOS PORTUGUESES na Civilização Europeia avançada no Mundo:
    .
    a) Idade de reforma cerca dos 55 anos para desempastelar POSTOS DE TRABALHO PARA OS JOVENS, NOVOS LICENCEADOSe DESEMPREGADOS: admissão obrigatória de jovens ou desempregados até ao limite do ordenado que o reformado auferia.
    .
    b) Libertar os Encarregados de EDUCAÇÃO, a tool de admnistração dos dinheiros dos impostos de todos geridos pelos Governos, o ‘CHEQUE-EDUCAÇÃO’ de valor fixo e igual para todos:
    .
    cada um endossa o Cheque-Educação à Escola que LIVREMENTE escolhe para os filhos seja publica ou privada ou cooperativa (*****).
    .
    (*****) Na Educação não há lugar a P.P.P’s ou outras invenções politicas mais ou menos monopolistas arrasadoras da Economia e da Livre Concorrência, destruidoras das regras de mercado capitalistas em prejuizo dos impostos pagos pelos Portugueses.
    .
    c) SAÚDE, a tool de admnistração dos dinheiros dos impostos de todos geridos pelos Governos, o ‘CHEQUE-SAUDE’ de valor fixo e igual para cada tipo de prestação e ato medico ou hospitalar: cada um endossa o Cheque-Saude ao prestador do serviço de Saúde que LIVREMENTE escolhe, seja publica ou privada ou cooperativa, que escolha para Si ou para os seus (******).
    .
    (******) Na Saúde também não há lugar a P.P.P’s ou outras invenções politicas mais ou menos monopolistas arrasadoras da Economia e da Livre Concorrência, destruidoras das regras de mercado capitalistas em prejuizo dos impostos pagos pelos Portugueses)”
    .
    Agua mole em pedra dura ….. Eles chegam lá ‘deixa-os pousar”, o grande prejuzo é que cada dia que passa a ‘olharem para os umbigos’ custa muitos milhões diarios em mais divida externa, submissãom, protetorado, .
    .
    empobrecimento da mais Empregados-Funcionarios Publicos- Cidadãos Militares e Militarizados-Reformados-e sobretudo os JOVENS
    .
    e demolição, DESTRUIÇÃO, de empregadores, empresas, tecidom produtivo nacional e criação de riquesa real e não de aumento teorioco das exportações sobre as importações que muito se deve`ao corte do poder de compra nacional e do desempreago fabricados propositadamente pela governança.

    O irracional absoluto que nem Deus se arriscaria a fabricar, só os que pensam que são deuses. Ao que certa gente chegou,
    .
    identificados na rua como ‘provincianos e provincianismo’ porque o resultado final todos sabem,
    .
    os efeitos colaterais e de boomerang é que ainda estão escondidos nevoeiro do tempo….
    .

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  47. JEM permalink
    9 Novembro, 2012 16:19

    O que JMF descreve está muito bem descrito no livro “The Vision of the Anointed”, de Thomas Sowell.

    A direita argumenta num patamar racional: “a melhor forma de resolver os problemas da sociedade são tal e tal e as propostas da esquerda não funcionam por tal e tal.”
    A esquerda num patamar moral: “a direita são ricos imorais que querem roubar os pobres. Eu sou moralmente superior e ajudo os pobres”

    A sobranceria moral da esquerda não lhe permite ouvir o raciocínio da direita. Perante argumentos, ofende e grita.

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  48. Francisco Colaço permalink
    9 Novembro, 2012 16:24

    PMP,
    .
    A pobreza tem origem essencialmente no desemprego e subemprego , que por sua vez tem origem na falta de competividade das empresas devido aos elevadissimos impostos IRC e TSU dos mais altos da OCDE e muito acima dos nossos principais concorrentes asiáticos e paises do leste.
    .
    Coitada da Suécia, da Dinamarca. Eles deveriam seu MUITO mais pobres do que nós. E no entanto…
    a competividade parece ser mais parametrizada que apenas na carga fiscal.
    .
    A riqueza das nações faz-se através de acrescento de valor. Um produto apenas tem utilidade económica quando é consumido. Uma cenoura pode ser comida ou atirada para o lixo. Um nabo pode ter ou não valor nutricional; se não tiver, o nabo vai estudar economia no ISCTE, onde a suma actividade cerebral é fazer gráficos no Harvard Graphics e no Excel sem saber bem o que lá está. Mas a cores! 😉
    .

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  49. zazie permalink
    9 Novembro, 2012 16:28

    «O militante da esquerda jacobina não dá uma esmola a um pobre – organiza a revolta desse pobre »

    .
    Pois não. Sempre foi assim e estas taras propagam-se por chavões.
    .
    E existe outra coisa que se pode observar nestes vigilantes inquisidores- até pelo apelido da senhora fizeram disto uma luta de classes.

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  50. zazie permalink
    9 Novembro, 2012 16:32

    Mas a uns calei logo publicamente. Porque por trás dizem coisas mil vezes piores. E nunca na vida seriam capazes de ajudar alguém. Invejam até a camisa lavada a um pobre.
    .
    Mas é este o motor do acirramento da matilha. Se fosse no PREC bem que podia temer pela pele. Porque eles vomitam ódio. Não é só pura imbecilidade de flahs-mongo de rede social- aquele texto daquela imbecil da Varela é ódio fétido. E eu até detesto empregar esta palavra ódio. Mas é. Está lá mais do que política- está absoluta falta de respeito pelo próximo e desejo de fogueira.
    .
    Está crueldade gratuita para mexer as tripa da matilha. E a matilha sabem eles qual é- é a escardalha- com todas as variantes é sempre essa- a dos inúteis que não fazem nem saem de cima.

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  51. zazie permalink
    9 Novembro, 2012 16:37

    Quem viveu o PREC e assiste a agora a estes indícios de neo-PREC-mongo, só pode confirmar o que eu confirmeu aos 20 e poucos anos- que nunca na vida poderia ser de esquerda.
    .
    E aproveito até a ocasião para dizer ao jmf57 (que não conheço e nem me lembro de me ter cruzado ao vivo, alguma vez) que acho estranho- para não dizer inexplicável, como conseguiu andar até tão tarde naquela merda e sair agora para vestir outra farda neotonta.
    .
    Porque eu também vivi o PREC. E sei que alguém que antes do 25 de Abril até pudesse ser do contra e ter como amigos muitos daqueles que depois deram em revolucionários, se fosse coerente, tinha saltado fora e feito aquele merda em cacos logo na altura.
    .
    Eu fiz. E não precisei de virar do avesso a minha natureza. Não precisei nem conseguiria pelo facto, adoptar agora cartilha igualmente perversa que até tem origem económica e jacobina comum.

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  52. Tiradentes permalink
    9 Novembro, 2012 16:37

    Iberto.
    “Será coincidência que os “ex-marxistas-leninistas-maoistas” sejam hoje os mais acérrimos defensores das ideias da direita mais retrógrada”?
    Pois é uma opinião que parte de um princípio de qualificar quem e o quê é a direita mais retrógrada. Respeitável.
    No entanto em termos de factos históricos não os ex mas os marxistas leninistas e maioistas sempre estiveram muito mais próximos deles do que a verborreia diz. Senão vejamos:
    Criaram estados ditatoriais, onde a diferença de opinião e/ou ideias levava/leva à cadeia quando não à tortura à deportação.
    Económicamente deixaram povos inteiros de rastos, pobres e famintos.
    Uns sempre se justificaram pelos outros sendo uma mais messianica que outra.
    Quiçá a coincidência virá daí mas então aplica-se não aos ex mas a todos os marxistas-leninistas fossem ou não maoístas.

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  53. zazie permalink
    9 Novembro, 2012 16:41

    Pelo menos numa coisa estou habituada desde os 20 e poucos. A que os conhecidos e colegas “revolucionários”- que agora estão muito bem na vida e lá fizeram as contrições todas em privado, passassem a atravessar a rua para não terem de se cruzar comigo e cumprimentar.

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  54. zazie permalink
    9 Novembro, 2012 16:46

    Há uma maneira infalível de os atrapalhar quando querem justificar toda a berraria e a justiça dos ataques por causa de umas palavras- podia até ser apenas um palavra de infâmia. Aqui é a passagem que agora atiram que ela disse que “não existe fome em Portugal”; então nem se sabe o que anda a fazer no tal banco alimentar (que é coisa que até lhes mete nojo- e lhes cheira à tal caridadezinha- sem solidariedade paga pelo Estado).
    .
    O truque para arrumar é concordar e acrescentar. Pois é. Se disto isto publicamente, imagine-se o que não pensará em privado.
    .
    Entopem. Na verdade o não limite deles é esse- é o processo de intenção pelo que conseguem ler no pensamento de cada um. Fogueira pois- canga, se fosse há uns anos e vivessem na China maoísta.

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  55. zazie permalink
    9 Novembro, 2012 16:51

    Mas eles vivem na hipocrisia que hoje em dia nem nome tem e é cena de dondoca de rede social. Falam demais por falar, para ir atrás, para parecer bem. E é tramado porque as redes sociais também premitem que se atrapalhe quem nem pudor tem de acusar outros por mero tribalismo cobarde.
    .
    Basta lembrar uma ou duas coisas que essas pessoas também dizem e fazem. Têm pavor que fique à mostra alguma mazela que manche a farda de polícia moral que usam, nestas farsas de indignação monga.

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  56. gastão permalink
    9 Novembro, 2012 16:52

    Na Portugália estrearam um novo prato só com molho e batatas: o bife a Jonet.

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  57. vasco permalink
    9 Novembro, 2012 16:52

    Por este andar, A Jonette ainda vai ser queimada por suspeitas de bruxaria e mau olhado.
    A Opus Dei belga, que ela representa em Portugal, deve estar já a pensar noutra figura para servir os pobres e que caia nas boas graças dos jornalistas.

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  58. zazie permalink
    9 Novembro, 2012 16:54

    Ainda por cima lá se vai todo aquele ar pseudo prá-frentex, do vive e deixa viver, cada um é como cada qual e mais não sei quantos. É uma chatice esta da moralzinha de dedo esticado e denunciador.

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  59. vasco permalink
    9 Novembro, 2012 16:58

    Tenho que experimentar essa dieta Jonet. Também vendem pizzas Jonet?

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  60. vasco permalink
    9 Novembro, 2012 17:00

    Se os filhos da Isabelinha não poupam na água da torneira, então o Estado Social está em perigo de colapso. Silogismo Jonet.

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  61. vasco permalink
    9 Novembro, 2012 17:07

    A caridade – perdão, Banco Alimentar contra a Fome – traduz-se desta forma: “ficas aí quietito, sossegadito, e não berres, pelo menos tens de comer e beber, nem que seja leite azedo ou comida fora do prazo; e não te esqueças que o Estado não existe mais, acabou, está de ruínas, e escusas de te chatear com as manifestações, e com a Merkel”.

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  62. mauleruk permalink
    9 Novembro, 2012 17:10

    A Isabelinha deve ter lido alguns textos do Cardeal Cerejeira que dizia que uma sardinha chegava bem para 4 portugueses se alimentarem ,quando a sr fala exala um bafo salazarento…

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  63. vasco permalink
    9 Novembro, 2012 17:16

    As tias da Opus Dei costuma dizer muito “então isto, então aquilo”, é só ver o vídeo.

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  64. zazie permalink
    9 Novembro, 2012 17:23

    Ao menos a mongalhada à solta oferece-se logo para ilustrar o post do jmf 57

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  65. zazie permalink
    9 Novembro, 2012 17:27

    Repetem sempre a k7 toda. As palavras que decoraram nas aulinhas de formação para a cidadania- o salazarento, a Opus Dei, a caridadezinha; a Direita; os facistas.
    .
    Sabem tudo de cor. São uns lindos papagaios. Só não sei como depois conseguem inventar desculpas para aquelas Carolinas Patrocinos com criada para descascar as uvas, que escolhem com representantes do bom povo socialista.
    .
    Enfim, são coisas

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  66. vasco permalink
    9 Novembro, 2012 17:35

    A zazie (isto é nome que se apresente?) não sabe o que é ser de direita, porque teoriza muito, a direita não tem teorias, quando muito alguns autores pessimistas. E a direita verdadeira histórica não despreza a esquerda, ao contrário da direita actual aristocrática, que se julga intelectualmente superior.

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  67. mauleruk permalink
    9 Novembro, 2012 17:40

    Esta salazarenta esta na linha do Prof. Cavaco que na sua ultima campanha lancou a ideia de recolher os restos dos restaurantes para dar a quem precisasse ,nessa altura havia fome e miseria ,mas agora para a dita senhora no reinado deste gangue que nos desgoverna ja nao ha miseria…

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  68. zazie permalink
    9 Novembro, 2012 17:41

    Eu não disse- o mongo é analfabruto.
    .
    zazie dans le metro- personagem de um escritor patafísico- Reymond Queneau.
    .
    vasco- isso é nome que se apresente num vegetal?

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  69. 9 Novembro, 2012 17:42

    “O que disse (se se deu ao trabalho de ter visto o vídeo) é que grande parte da pobreza, caro PMP, advém de miséria moral e que as crianças mimadas da geração dos meus filhos não deixam de ir ao concerto de Rock, mesmo que isso implique que os pais não jantam propriamente em casa.
    .Num ano de crise, os festivais de Verão esgotaram. Quantos destes bilhetes e viagens terão sido pagos por pais em situação de desemprego ou para lá a caminhar, portanto em época de refrear custos e de preparar o futuro? Infelizmente, se vamos viver mais pobres é porque anteriormente o Estado (não o povo) viveu acima do que deveria ter vivido. E um milhão e tal mil funcionários desfuncionais dizem que tenho razão.”

    Francisco Colaço, o que a senhora disse foi que pessoas x vão a concertos de rock, esqueceu-se infelizmente de fundamentar até que ponto é que isso é feito á custa dos sacrificios pessoais.Tal como voce disse que pessoas x iam a festivais de verão, mas não explica em que medida é que isso foi feito á custa de endividamento ou coisa do género, que é o que é realmente relevante, e não o local.Se houve pais em situação de desemprego a a pagar bilhetes e férias?? Talvez sim, talvez não.E quando não temos provas, devemos guardar as insinuações para nós , para não corrermos o risco de estarmos a proferir palavras injustas, com quem nao merece
    Concordo em que houve erros do passado, e não sou de esquerda, mas há algo que nao concordo com alguma da nossa direita: na verdade, isso de viver acima das possibilidade é impossivel de saber,porque é impossivel saber os hábitos de toda uma população, no limite sabemos os dos nossos amigos e familiares, mas de toda a população na verdade, não é possivel aferir.Quem viveu foi o sector publico, os governos: não as familias

    Também tenho um reparo a fazer a si relativamente aos paises escandinavos.Voce , como homem informado que é,devia ter tido em conta que os rendimentos lá quadruplicam ou triplicam em relação aos nossos, o que dá perfeitamente para suportar a fiscalidade alta que teem.Comparação portanto, descabida.Já agora: a tendência da suécia, até é neste momento de baixar impostos, portanto o PMP em relação a esse ponto tem razão

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  70. vasco permalink
    9 Novembro, 2012 17:46

    Porque não antes “Zazie no Intendente”, “Zazie na Rua Escura”, dava um bom filme nouvelle vague.

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  71. vasco permalink
    9 Novembro, 2012 17:49

    Zazie é a pornochanchada do Blasfémias, “eu vivi nesses anos” diz ela, toda emproada de superioridade.

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  72. vasco permalink
    9 Novembro, 2012 17:54

    Zazie no entroncamento.

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  73. Paulo Saraiva permalink
    9 Novembro, 2012 17:55

    O indignado militante de esquerda é proprietário dos pobres, dos escravos, dos sem abrigo, dos com fome… esquece que a posse desses desgraçados é um crime segundo as suas convicções.

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  74. PMP permalink
    9 Novembro, 2012 18:36

    Francisco Colaço,
    .
    As empresas dinamarquesas têm uma TSU de zero, por isso têm uma grande vantagem.
    .
    As empresas suecas beneficiam de uma população extremamente educada e saudável devido ao seu fortissomo estado social.
    As empresas suecas beneficiaram ainda de politicas industriais que as ajudaram a ser muito competitivas apesar dos elevados impostos.
    .
    As empresas portuguesas não beneficiam nem de impostos baixos, pelo contrário, nem de uma população bem educada.
    .
    Manter o nivel de impostos actual sobre as empresas portuguesas é um erro tão crasso e estupido que só pode ser defendido por quem não conhece a concorrência internacional em praticamente todo o tipo de produtos.

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  75. Xico Cabaço permalink
    9 Novembro, 2012 18:49

    Se a Jonet for beber chá com as demais tias da sua zona chique, a Banco Alimentar não acaba, pois ele é os portugueses que contribuem com os bens e a massa polissémica.
    .
    O que ela disse é de uma arrogância e ignorância brutais e, ainda por cima, se assume como miserável incumpridora da moral que prega para os seus «pobrezinhos».
    .
    Os tugas não podem comer carne todos os dias porque não têm dinheiro para a comer diariamente, diz a porca. A filha de uma grande aleivosa esquece-se que a malta a quem se dirige come carne quando o rei faz anos.
    .
    Mas o ser nauseabundo fez mais. Disse apenas que «em Portugal, ao contrário da Grécia, não há miséria!». Perante isto, eu só posso concluir que a senhora é uma imbecil de merda que desconhece completamente o país que habita e que fica além da sua bolha de mulherzinha desocupada porque casou com um gajo podre de rico. Há miséria, sim, sua grande besta! Há mais de 10 mil crianças que vão para a escola sem comer e que, nalguns casos, se alimentam graças aos professores que se cotizam para lhes pagar as senhas do almoço. Há vizinhos meus que voltaram a partir a sardinha ao meio, que comem sopa de couve ou nabo como refeição diária atrás de refeição diária, couve ou nabo que eu e outros vizinhos lhes fraqueiam quotidianamente. Há miséria envergonhada a cada esquina.
    .
    HÁ MISÉRIA, PORRA! HÁ MISÉRIA!
    .
    E como é que esse ser de merda vem negar tal facto?
    .
    Depois temos os restantes mongos a discutir direita e esquerda e a puta que os pariu a todos. Essa merda alimenta alguém? Criam emprego? Desenvolve a economia? Faz sair o país do lamaçal em que se encontra?
    .
    Comecem por prender o monte de esterco do Sócrates e a sua escumalha, começando pelo Paulo Merdas que assinou as parcerias rodoviárias e que amarrou o país por 70 anos. Como é que poltrões ainda andam a passear livremente pelas ruas de Lisboa ou Paris?
    .

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  76. ora porra permalink
    9 Novembro, 2012 18:51

    Ao putedo que anda por aqui na caixa de comentários custa admitir que Isabel Jonet é uma das raras pessoas que valem a pena neste país de merda.
    Mal desse putedo, claro. Não é por acaso que se considera de esquerda…

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  77. zazie permalink
    9 Novembro, 2012 19:12

    ò Cabaço, ó desgraçadinho, onde cultivas tu os nabos que franqueias aso vizinhos esfomeados e porque não lhes franqueias antes a porcaria do computa onde largas estas bostas

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  78. 9 Novembro, 2012 19:17

    Sobre este tema, partilho convosco, o que escrevi na página Facebook do Antologia de Ideias:

    “O povo é sereno… até o mandarem trabalhar! Esta ambição de enriquecer trabalhando, não merece confiança, não venham cá com histórias. Pode até dizer-se que é como aquele mal que não vem só. Como se já não bastasse trabalhar, arriscamos a tornamo-nos num daqueles que mais adoramos odiar: um rico. Lá o viver ricamente, vá que não vá, e até somos bons na coisa. Agora ser rico, jamais!
    Mas não fica por aqui. Existem outras tiradas que fazem levantar da cadeira o mais sereno dos populares. Os mais afoitos que experimentem! Digam lá no café, ou na copa do escritório, que temos andado a viver “acima das nossas posses”. Ha! Sereno até ali, é vê-lo levantar-se e tirar as mãos dos bolsos, queixo levantado, em jeito de “ora diz lá isso outra vez!…”. Portanto, cuidado.
    Cuidado que, Isabel Jonet, presidente do BACF, não teve, coitada. Não apenas ousou dizer que desenvolvemos uma mentalidade despesista – na qual, sem pejo, inclui os próprios filhos – como veio sugerir que não existe miséria em Portugal. Estivesse ela no café teria levado na tromba, e era logo!
    Curiosamente, Jonet não insulta tanto os visados, quanto indigna aqueles que, ainda que vivendo mais apertados, falam de uma miséria que não é sua. Aqueles para quem a miséria – seja a acrescida, seja a de sempre – existe e não pode ser negada, nem mesmo relativizada. Não fora perder-se assim uma causa nobre pela qual se insurgir, agora que, “à rasca”, já percebemos que estamos todos. Mais um não-tema.”
    O Autor
    Blog: http://antologiadeideias.wordpress.com
    Facebook: https://www.facebook.com/antologiadeideias.wordpress
    E-mail: antologia.wordpress@gmail.com

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  79. vasco permalink
    9 Novembro, 2012 19:21

    Já percebi, foi no metro que perdeste o cabaço, ainda por cima o gajo era maoísta e lia Sartre.

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  80. vasco permalink
    9 Novembro, 2012 19:24

    Nunca percebi porque é que nesses tempos soixante-huitards os cabaços eram nacionalizados.

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  81. Expatriado permalink
    9 Novembro, 2012 19:29

    Isabel Jonet nao precisa da minha ajuda para ter razao, mas aqui vai:

    “Nos últimos 10 anos, duplicou o número de portugueses que utiliza o carro nas deslocações diárias de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Em Portugal, existem 560 automóveis por cada mil habitantes. Na União Europeia, só o Luxemburgo e a Itália nos ultrapassam.

    Portugal é o quinto país da União Europeia com mais quilómetros de autoestrada por habitante, ultrapassando países como a Alemanha, a Suécia, a Dinamarca, Itália, França ou Reino Unido. Temos em média, 176 metros de autoestrada, por cada mil habitantes. Não admira, por isso, que um quarto das importações portuguesas corresponda a carros e combustíveis……..”

    http://sicnoticias.sapo.pt/vida/2012/11/07/o-carro-roubou-me-a-rua

    Os portugueses estao ou nao mal habituados?

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  82. vasco permalink
    9 Novembro, 2012 19:30

    A zazie na prisão é uma espécie de Emmanuelle à portuguesa, com cocktails molotov e fornicação à cubana.

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  83. Bakun permalink
    9 Novembro, 2012 19:35

    Meu caro, como pós-estruturalista e, mais especificamente, como pós-modernista consigo distanciar-me das posições ideológicas tanto da esquerda marxista como de qualquer direita.

    Repare que você não é muito diferente dos marxistas. A sua exaltação a uma pseudo-evolução de esquerda para algo mais à direita, no seu percurso de vida, pode ser visto como a arrogância ideológica que pretende criticar. Meu caro, por vezes “mudar” não é o mesmo que “evoluir”. Mas este nem é o tema.

    A indignação dos marxistas não é ideologicamente política em si, mas sim um sub-produto da aculturação socio-cultural da mesma, expressa pelo indivíduo, ou seja, algo parecido como um “valor”. Por outro lado, a posição dos indivíduos de direita é uma extrapolação tecnocrática e calculista de um produto social: os pobres.

    Enquanto que os “sonhadores” marxistas apelam a uma solução, por mais utópica que ela possa ser, a verdade é que os “direitistas” apresentam soluções tratando-as como realistas mas que não convergem para a razão das coisas, ou do problema. São esteticamente interessantes mas desprovidas de eficácia estrutural. Realmente a caridade é uma “operação de charme” que tapa buracos mas não resolve estruturalmente o problema da pobreza – algo que os marxistas aspiram e que é a sua maior crítica em relação à falta desse sentido na direita. A solução da direita é simplesmente não haver solução. Tapa aqui, tapa ali e esperam que no futuro as coisas dêem certo sem perceber que a pobreza é o resultado da actividade e opções de todos na sociedade e por consequência responsabilidade de todos.

    No fim, é o sentimento da frustração versus o sentimento da utopia. No entanto, estes artigos devem ser óptimos para o seu livro. Eu sinceramente não sou muito fã da mesquinhes ideológica escrita, por isso não devo comprar.

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  84. piscoiso permalink
    9 Novembro, 2012 19:44

    .
    Isto da Jonet já enjoa.
    .

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  85. J. Raposo permalink
    9 Novembro, 2012 19:45

    A Dra. Isabel Jonet cometeu um erro de palmatória : negou a( verdadeira) miséria de que sofre grande número dos seus compatriotas – a miséria moral.
    Bem exemplificada por alguns ” lugares selectos e pérolas de cultura” acima disseminados…

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  86. Ilídio Santos permalink
    9 Novembro, 2012 20:10

    Porque será!???
    Sempre que alguém deste Governo, do PSD/PPD + CDS/PP, ou de todos esses apaniguados da maioria agora instalada no poder cometem alguma gaffe, melhor dizendo, dizem aquilo que lhes vai na ( duvido que tenham ) alma, vem logo este gajo, defendendo o indefensável, a limpar a m***a vomitada pelos seus actuais donos, através de ataques a todos aqueles que indignaram com tamanha estupidez e falta de sensibilidade social da gritante falta de carácter de toda esta escumalha da direita!.
    Para justificar tais ataques diz, passo a citá-lo ” Não há nada como em tempos ter feito parte de uma tribo da esquerda jacobina (no meu caso, uma tribo marxista-leninista-maoista) para entender muito bem a fúria da esquerda ululante face às declarações de Isabel Jonet ” tal declaração de Fé só pode emanar de um vendido, de alguém sem carácter que está pronto a pôr-se de cócoras para agradar ao seus ( PSD/PPD + CDS/PP ) Amos!
    vil e nojento…

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  87. Portela Menos 1 permalink
    9 Novembro, 2012 20:12

    Agora os “marxistas-lenilistas” do FMI deram em desmentir jmf57, jonet, passos e a tralha liberal, acerca das soluçoes milagrosas para a crise.

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  88. Xico Cabaço permalink
    9 Novembro, 2012 20:21

    «zazie
    Posted 9 Novembro, 2012 at 19:12 | Permalink
    ò Cabaço, ó desgraçadinho, onde cultivas tu os nabos que franqueias aso vizinhos esfomeados e porque não lhes franqueias antes a porcaria do computa onde largas estas bostas»
    .
    Filha, a única com-puta és tu!
    .
    A bosta – ou merda – de vaca é ótima para estrumar as terras.
    .
    Eu cultivo os nabos, as couves, as batatas, etc., onde sempre o foram: na terra, labrega. Ou pensas que é no super, hioper ou mega onde evacuas que nascem?
    .
    Também franqueio a muitos o seu emprego. E tu? O que fazes de útil para a sociedade? A merda que cagas e vomitas pela boca?
    .
    Adoro estas paneleiras que vêm para aqui e para os «media» babujar moral, mas, na realidade, nada fazem de socialmente útil.
    .
    Quantos empregos tu e a tua súcia criaram? Como diz um outro Chico, que valor acrescentado produziste, sua bácora?
    .
    Dá umas fodinhas que isso passa.

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  89. A. R permalink
    9 Novembro, 2012 20:36

    A esquerda vive num universo paralelo de infantilidade vitalícia. A solidariedade para eles é só arremessar calhaus.

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  90. A. R permalink
    9 Novembro, 2012 20:40

    Querem ver miséria? E uma festança quando depois de dezenas de anos se distribui um bife de vaca? Ide a Cuba esquerdalhas! Querem saber onde se comeu carne humana? Onde a fome foi uma arma? Ucrânia, esquerdalha. Querem saber onde se comem os cadáveres? Coreia do norte do Bernardino, esquerdalha.

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  91. margarida soares fra permalink
    9 Novembro, 2012 20:46

    As pessoas de esquerda criticam…falam, falam e falam, mas não fazem nada e têm um horror a quem o faz. Parabéns, José Manuel Fernandes, por este excelente artigo !!!!!!

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  92. Xico Cabaço permalink
    9 Novembro, 2012 20:47

    Vou ligar a ordenha às ovelhas. Queres vir, Zaz? Há uma de sobra para ti!
    .
    P.S. É urgente afastar estes merdilheiros do governo para que eu possa votar no meu partido de sempre e impedir que esse balão de metano chamado Tó Zé Seguro algum dia possa sequer sonhar ser PM deste país.

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  93. antónio manuel permalink
    9 Novembro, 2012 20:53

    Ela falou a verdade das verdades e quem ouviu, isento de dogmas, percebeu perfeitamente que ela falou não da pobreza estrutural existente em Portugal, mas sim para uma nova pobreza conjuntural, a nova pobreza da classe media, a qual viveu sempre acima das suas possibilidades. Infelizmente a pobreza estrutural, continua a mesma, acrescentada agora com a conjuntural e foi para essa que a Dra falou e explicou. Nada mais.
    Caros amigos quero deixar aqui um exercicio relativamente aá polemica com a Dra Isabel Jonet.
    A esquerda e a direita, relativamente á caridade,obrigatoriedade e solidariedade.
    Parece desinteressante, mas olhem que não.

    Peço-vos que vejam, nas vossas localidades e adjacentes, informem-se no País e vejam quem são as caras, as pessoas, as familias que
    estão directamente ligadas ás instituições, aos bancos alimentares, ás associações humanitárias etccc.

    n- deixo-vos aqui um dado apenas, mais de 80% das pessoas que estão á frente dessas instituições, são pessoas ideologicamente posicionadas, no centro e direita.

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  94. Fincapé permalink
    9 Novembro, 2012 21:24

    Margarida e A.R,
    isto não é bem um concurso para ver quem diz mais disparates.
    Esta coisa de se dizer que quem é de esquerda não faz nada é uma bocarra exatamente igual ao seu contrário. É daquelas a que nem valeria a pena responder. Costuma dizer-se que a direita é interesseira e só faz alguma coisa se for paga.
    Acho que não se pode generalizar, porque conheço (muito bem) as mais diversas situações que negam as bocarras anteriores.
    Já quanto ao trabalho da Jonet, não concordo com as críticas. Já quanto ao que ela disse, mais quanto à forma, não merece qualquer elogio. Se fosse o tal de “esquerda” que preside à AMI e que foi arrasado pela direita, aquando da candidatura, a ter aquele discurso, seria arrasado pela direita.

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  95. Fincapé permalink
    9 Novembro, 2012 22:04

    Depois de ler o texto de jmf1957 fiquei dececionado. Não por defender Isabel Jonet, porque até acho bem que o deu trabalho seja defendido. Tinha feito um pequeno texto no FB a explicar que discordava daqueles que diziam que nunca mais apoiariam o Banco Alimentar, mas perdeu-se.
    Uma das deceções tem a ver com a frase “porque já pensei assim”, sobre a ideia de que a caridade reduz a possibilidade de revolta dos pobres. Nunca conheci ninguém que pensasse assim… exceto (agora) jmf1957. O que as pessoas de qualquer esquerda pensam é que o Estado tem de assumir essa responsabilidade social. Admito que em Lisboa possam existir meia dúzia de jacobinos desses, mas não contam.
    Outra deceção: “Numa versão mais social-democrata, leva-o apenas a reclamar um subsídio à mesa do Orçamento”. Esta não percebo mesmo. Qual a diferenças entre os cidadãos ajudarem doando produtos para aquela causa (e eu faço-o e fá-lo-ei enquanto existir o BACF – e não só com esta instituição) ou fazendo-o através do “orçamento”? Não são as mesmas pessoas a pagar? A diferença está exatamente nisto: num caso apela-se à bondade das pessoas; noutro caso apela-se à sua responsabilidade.

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  96. Portela Menos 1 permalink
    9 Novembro, 2012 22:08

    para decisões racionais não se esqueçam do conceito de “custo de oportunidade” de Jonet: um concerto de rock (organizado pelo genro do regime!) versus radiografia (de uma queda no ginásio…Jonet dixit!)
    já estou a ver o meu vizinho, com uma pensão de 300€, a ficar com dor de cabeça só a pensar na indecisão: rock in rio ou tac? telefono ao gaspar a pedir um ficcheiro de excel ou calculo o roi à mão?
    .
    ps: caixa de comentários onde zazie e fcolaço não escrevam algo sobre prec e iscte não é caixa de comentários…

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  97. Zé Paulo permalink
    9 Novembro, 2012 22:13

    Sim, a culpa é do povo que viveu acima do que podia, eu incluído.
    Mas, o pior de tudo, é que tudo foi feito e ninguém me deu cavaco e nem me explicou como se ia pagar o que foi feito. E eu, pobre ingênuo, a pensar que seria com o dinheiro dos nossos impostos. Agora toca lá a pagar.
    Os 8.000 milhões decorrentes de milhentas falcatruas do BPN, por exemplo, sim, sou culpado, como é que fui assumir isso sabendo que não tinha “money”? BURRO! BURRO! BURRO!

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  98. zazie permalink
    9 Novembro, 2012 22:31

    Fincapé:
    .
    Pelos vistos uma caixa de comentários onde se escrevam tamanhos insultos como os que esse javardo folha de nabo do cabaço ou do varrasco, são detalhes que nem te incomodam. O problema é o PREC- não são os que ainda o abrilhantam deste modo.
    .
    Ah, e também tem piada porque se fosse a fazer um comentário impertinente, já um desses serviçais da casa tinha bloqueado tudo, com a desculpa que havia insulto.

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  99. zazie permalink
    9 Novembro, 2012 22:33

    Nem tinha reparado. Não foi o Fincapé, foi o fóssil que perdeu um.
    .
    Só podia. Até este jmf 57 nem precisa de se esforçar muito para provar que a realidade ultrapassa o que escreveu

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  100. zazie permalink
    9 Novembro, 2012 22:36

    São labregos destes que vendem couratos nas barraquinhas de tiro do Avante- com a rama dos nabos a sair-lhes pelo mesmo orifício de onde cagam as palavras de ordem.

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  101. zazie permalink
    9 Novembro, 2012 22:43

    Fincapé: nunca deves ter conhecido um revolucionário.
    .
    Era literalmente isso que diziam e até citavam lá os clássicos- a forma de desmobilizar a luta de classes é a caridadezinha aos pobres- assim conformam-se e não são a carne para canhão da revolução em que eles são sempre os líderes na retaguarda.

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  102. Fincapé permalink
    9 Novembro, 2012 23:03

    Zazie,
    Conheci vários. E não eram desses. Se calhar por serem da província.
    A maior parte eram e são tipos porreiros e capazes de ajudar as pessoas.

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  103. 9 Novembro, 2012 23:29

    “mas a minha experiência jacobina permite-me ser apenas cínico: o que realmente pensam muitas dessas almas, mas nunca confessam, é que a caridade – ou o Banco Alimentar contra a Fome – contribuiu para aliviar o sofrimento dos pobres e isso torna menos provável a sua revolta, ou seja, torna mais longínqua a revolução libertadora com que sonham – e garanto-vos que sei do que falo, porque já pensei assim”.

    Pelos visto perdeu o conhecimento daquilo que diz saber falar . Ou então está confortado. Compreendo. Mas devia saber, e seguramente sabe, que não existe ninguem no Mundo que goste de ser pobre, seja onde for.
    Mas existem sim aqueles que gostam que existam pobres, sujeitos à caridadezinha e que servem para lavar as consciências de gente do tipo de Isabel Jonet e pelos vistos da sua.

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  104. Fernanda Oliveira permalink
    9 Novembro, 2012 23:30

    Até gosto de polémicas, desde que se traduzam em debate de ideias e não em troca gratuita de insultos rascas. E não creio que isto possa ser tão facilmente transformado numa disputa entre a esquerda e a direita, nem penso que as contribuições para o Banco Alimentar venham mais de uns do que de outros, embora acredite que seria muito melhor ter o privilégio de viver num estado social do que num país de assistencialismos, mesmo que para isso os impostos a pagar por TODOS fossem tão elevados como o são nos denominados países nórdicos. Infelizmente já vivi no país a que nos querem fazer voltar, e não gostei. Não gostei de usar a roupa que a Cáritas distribuia, e que vinha não sei de onde, nem de comer uma asquerosa mistela cor de rosa a que se chamava carne enlatada que não se sabia bem do que era feita e era distribuida aos pobrezinhos, nem de ver a minha mãe vergada sobre a máquina de costura infindáveis horas a mais do que as que podia para nos dar de comer (já que o meu pai era um privilegiado funcionário cujo ordenado só dava para passarmos todos fome), etc, etc, etc…. Não, não gostei de nada disso, nem da humilhação de ter que recorrer a essas ajudas mesmo tendo pais que se esfalfavam a trabalhar. E gostaria de não estar a assistir ao regresso a esse tempo, e ainda por cima de haver quem ache que isso é necessário e nem é tão mau assim. Sim, gostaria muito de viver num país em que a doutora Isabel Jonet não precisasse de se preocupar e pudesse dedicar-se apenas à sua família, seria muito melhor para todos nós. Entretanto, seria bom que ao menos nos dispensasse de certas opiniões, que numa altura como esta são demasiado insultuosas para quem está em dificuldades, embora naturalmente tenha todo o direito a pensar assim..

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  105. Henrique Alves permalink
    10 Novembro, 2012 00:13

    Deixem-se de pieguices ! Isabel Jonet, para quem quis perceber, só disse verdades. Hoje a historiadora Raquel Varela, no “Opinião Pública” da SIC , frontalmente contra as declarações de Isabel Jonet, dizia a certa altura que SE Portugal não tivesse que pagar 8000 milhões relativos aos juros da nossa dívida, os portugueses poderiam viver normalmente e teriam possibilidades de comer bife todos os dias etc, etc. Ora de SES está o mundo cheio. Tudo isso era muito bonito se não houvesse dívida. Mas o facto é que há e é com isso que temos de lidar. Farto destes líricos que têm a mania e insistem que é possível fazer omoletes sem ovos…Mais uma que não usa máquina de calcular…A única coisa que realmente não foi feliz na intervenção de Jonet, foi o facto de ter dito que não havia miséria em Portugal e que isso sim, havia na Grécia. Há miséria em Portugal, mas o que Isabel Jonet quis dizer foi que na Grécia, a situação era bem pior porque provavelmente os apoios dados por organizações Tipo Banco Alimentar, Cáritas, AMI e outras serão bem mais frouxas do que em Portugal. Pois é, continuem a ir aos concertos, a comer bifes todos os dias, nas festinhas, nos futebóis, nos pequenos almoços e refeições fora, nos copos e depois não se queixem. Sei que muita gente já cortou nestas coisas todas e mesmo assim continuam em grandes dificuldades. Esses normalmente até não são os que mais se queixam. Os que mais se queixam são aqueles que se recusam alterar hábitos pouco compatíveis com a situação que se vive e muito especialmente nada de acordo com as potencialidades da sua carteira. Estou farto de ver pessoas aqui no Face a queixar-se que até deviam ter vergonha se atendermos aos salários de que usufruem…

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  106. Rodrigo permalink
    10 Novembro, 2012 00:17

    Adoro os gajos que falam dos Chicago Boys e não percebem peva de monetarismo nem o sabem distinguir da escola austríaca…este Pais está cheio de ignorantes a arrotar postas de pescada, a maioria é esquerdalhada adepta de bons comes e bebes e soninho até ao meio dia …trabalho tá quieto !!! Patético

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  107. ambrosio permalink
    10 Novembro, 2012 02:07

    gostei muito

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  108. carloscanelas permalink
    10 Novembro, 2012 08:46

    Isabel Jonet teve um discurso correcto nos tempos de hoje, alertando para o desperdicio, para despesismo, para o supérfluo, para os abusos … naturalmente que a “turba” do “é fixe” “indignou-se” uma vez que ninguém quer “perder”, mesmo os abusos, os excessos.
    O “polvo” instalado luta na manutenção do “sistema”.

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  109. Tiro ao Alvo permalink
    10 Novembro, 2012 09:01

    Aryan, concordo inteiramente consigo: ninguém, no seu perfeito juízo, gosta de ser pobre. Pode não querer ser rico, mas pobre é que não quer ser. Claro que há gente que gosta que existam pobres e muitos, como acontece em Cuba, na Coreia do Norte e noutros lados: aí, esses que gostam, os mesmos, mantêm-se no poder tempos e tempos, sempre com a barriga cheia – só têm é que comer às escondidas, mas isso é o menos, para eles e para os que gostam deles…

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  110. JoseGrilo permalink
    10 Novembro, 2012 10:08

    Sendo as palavras de IJ verdadeiramente lapalicianas, tambem não me parece que tenha dito muitas inverdades. Esqueçeu-se foi de dizer que foram os seus amigos que nos incitaram a comer bifes e, a sua solidariedade é igual à de tantos outros que, se tivessem as suas possibilidades eram capaz de fazer o mesmo ou melhor. Eu tenho de trabalhar para poder comer pelo menos uma sardinha para cada um e não tenho tempo para a solidariedade. E em relação aos comentários que aqui vi, resta-me dizer que sou um “jacobino” não militante mas que tenho orgulho de poder descontar no meu IRS, os donativos que faço sem aparecer nas parangonas.

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  111. Marco Santos permalink
    10 Novembro, 2012 17:57

    Da minha parte este ano, não dou nada para o banco alimentar. E continuo a dizer, ainda há palermas a defender o que essa mulher disse. Activistas…

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  112. O meu nome é António permalink
    10 Novembro, 2012 18:29

    O militante da esquerda jacobina não dá uma esmola a um pobre – organiza a revolta desse pobre »

    O militante da esquerda jacobina é uma besta, que ainda não percebeu nada. Não percebeu que o pobre é uma coisa que se deve manter e cultivar.
    A agir assim, ainda corremos o risco de acabarem os pobres.
    Que o diga M Lemos, Presidente da Santa Casa da Misericórdia, com o seu BMW 740. Acabam os pobres e este larga as mordomias, deixa de comer bife todos os dias, e volta para amanuense.

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  113. Portela Menos 1 permalink
    10 Novembro, 2012 19:33

    Bertolt Brecht responde a Isabel Jonet:
    “Para quem tem uma boa posição social, falar de comida é coisa baixa. É compreensível: eles já comeram.”

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  114. Rui permalink
    10 Novembro, 2012 22:37

    Cito, subscrevo : “Como este texto prova, o que não falta em Portugal é miséria intelectual.”
    e acrescento miséria ESPIRITUAL!

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  115. nuno granja permalink
    10 Novembro, 2012 23:56

    Faço minhas as palavras de um leitor do Expresso.
    IJ limitou-se dizer que 3+2 não é igual a 7.

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  116. Sérgio André permalink
    11 Novembro, 2012 01:32

    Em Portugal nao existe miséria, mas, miseraveis…

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  117. Helena permalink
    11 Novembro, 2012 20:17

    Mal vai o País quando em vez de se discutirem ideias e soluções para os problemas, só se criticam e acusam pessoas. Mas que grande complexo de classe que estes srs. têm. E eu que ingenuamente pensava que com o 25 de Abril isso estava ultrapassado. “Filhos de Rousseau”que continuam a viver na Utopia.

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  118. Joana Nogueira permalink
    11 Novembro, 2012 22:53

    O que ela disse no fim da entrevista, foi o que mais grave ouvi desde há 5 anos em que ligo a televisão e ouço estes neo-liberais falarem da crise e que foi que, não devemos ficar enraivecidos porque uma pessoa desempregada de 45 anos, provavelmenete nunca mais vai ter emprego, e que as pessoas têm que se adaptar às novas realidades do sistema. Ora uma mulher com algum tipo de humanidade deveria era lutar para que fosse o sistema a adaptar-se às necedssidades das pessoas. Não é questão de comida, é mesmo questão de humanidade. E se alguma vez gastei mais do que tinha, não é concerteza o estado que me vai pagar a dívida. O contrário sim, é uma realidade.

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  119. 11 Novembro, 2012 23:29

    Será muito arrogante pedir para quem esta no limiar da pobreza, e por esta ordem, rendimento social de inserção, formação profissional e emprego? Não, é melhor dar de comer aos pobres! Não poderão eles comprar comida com o seu dinheiro e com dignidade? Ou é mais digno ir comer aos refeitórios sociais?

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  120. Manuel Gomes d'Abreu permalink
    12 Novembro, 2012 04:52

    As declarações de Isabel Jonet não foram “um mau passo”. Pelo contrário, são consistentes com as alarvidades que a banqueira alimentar não perde oportunidade de tonitroar, com os modos de quem se dirige à criadagem, sempre que tem tempo de antena. Quem não se lembra das vezes em que a senhora apareceu, pressurosa, ao lado de Ricardo Salgado, para caucionar a cristianíssima visão do mundo que os próceres do BES propõem? Quem não se lembra de páginas inteiras do Expresso, verdinhas de publicidade do banco das “lavagens”(não, não é comida para animais),em que a dra. Jonet perorava sobre as virtudes do capitalismo selvagem e da sua válvula de escape de eleição, a mega-esmola? Etc. Na mundividência jonetiana, a condição de privilegiado é uma condição natural, ungida pelo Além, um destino caucionado por decreto divino, tal como, de resto, a inversa condição de pobre. A justiça não passa da máquina judiciária e a esmolinha, uma oportunidade para exaltação da condescendente benevolência dos “bem-aventurados”.A economia e a organização social devem, pois, nesta prometedora visão, ser deixadas ao brutal jogo de forças do mercado, já que o sobrepujamento da complacência dos felizardos tudo rematará na perfeição das decoradoras de interiores. É neste contexto que surge o banco da dra. Jonet, como ela não se cansa de explicar: o Estado, quer dizer, uma solução estrutural para a pobreza concretizada pelas instâncias representativas de toda a sociedade, só estorva, deve afastar-se para dar espaço à roda livre do banco alimentar e dos bailes da Cruz Vermelha.
    Deveria ser óbvio que isto nada tem de cristão. A vocação da Igreja não é a filantropia, aspiração vulgaríssima entre ricos. Pablo Escobar,o famigerado traficante de drogas, também dirigia uma organização sócio-esmoleira, só não consta que lhe chamasse “banco”.A Igreja é depositária da Palavra de Cristo e Cristo veio pregar a pobreza aos pobres, que esperavam outra coisa. Cristo convida-nos, pois, como diz Georges Bernanos, a olharmo-nos na pobreza como num espelho, porque ela é a imagem da nossa decepção fundamental, o lugar do Paraíso Perdido, o vazio dos nossos corações e das nossas mãos. Este vazio que só pode ser preenchido pelo mistério do amor de Deus é, nesse instante, a Cruz, a Caridade. A relação entre quem dá e quem recebe é uma relação de igualdade, mutuamente agradecida através de Deus. A Igreja, guardiã da Palavra, é defensora da honra da pobreza. A vocação da Igreja é a Caridade, que não se confunde com a esmola. A sede e fome de Justiça dos que seguem a Cristo, o Justo, não pode deixar de buscar, como de resto ensina a doutrina social da Igreja, a redenção de toda a sociedade humana. O discurso ideológico que a dra. Jonet não perde ocasião de matraquear, é, no fundo, um discurso irmão dos discursos dos Mitts Romney, Miltons Friedman, Pablos Escobar, ou Ricardos Salgado deste mundo. O discurso político de Isabel Jonet, no qual ela assenta a razão de ser do seu banco alimentar, é um discurso pornográfico e obsceno. Pornográfico, porque é a macacada de uma coisa séria. Obsceno, porque oferece uma“solução” completamente fora de cena para as reais questões que a pobreza suscita. É verdade que perante situações de fome sem solução à vista é necessário acudir urgentemente com comida, e esse trabalho é meritório. Mas defender a desnecessidade de acorrer às raízes da injustiça e propor a normalização da esmola em grande escala como solução social é repugnante. Como católico, considero vergonhoso, revelador da distância a que nos colocámos do Evangelho, que a destrinça entre esmola e Caridade não seja óbvia para os cristãos. Como católico, considero lamentável que o senhor bispo do Porto tenha sobre esta questão apenas a dizer que Isabel Jonet pretendeu somente propor uma reequação da distribuição da riqueza. Precisamente.

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  121. sibila permalink
    12 Novembro, 2012 11:42

    ex-patriado

    És uma anta ou és uma anta. Se não nos tivessem cortado 4 a 5 linhas de autocarro na zona residencial onde moro, reduzido a regularidade de autocarros de 15 em 15 para 45 em 45 minutos, cortado linhas para obrigarem o pessoal a fazer transbordos e a pagar 2 ou 3 bilhetes, éramos capazes de usar muito menos o carro aqui no nosso bairro. Aliás, deixámos há anos de ter uma linha de autocarro que nos levasse daqui, da periferia, para o centro da cidade. Agora queres, apanhas 2 ou 3 autocarros, tentas apanhar o metro, pagas 4 ou 5 bilhetes e demoras 5 ou 6 vezes mais para chegares do ponto A ao ponto B. Creio que isto é válido para praticamente todas as periferias de cidades de grande e médio porte em Portugal. Tiraram-nos os transportes, carregaram no preço dos passes, acabaram com passes sociais, e o povo que se amanhe.

    De resto, mais do mesmo. Conheço cada vez mais gente a viver da caridadezinha. Ou caridadezona. Pela minha parte, olhem, fiz uma casa de banho na casa que era dos meus avós onde vive um tio meu, doente e inválido para trabalhar. Agora o meu tio já pode defecar numa sanita em vez de ir ao monte e tomar banho de água quente em vez de usar um balde com água da chuva. Desculpe, sôdona Jonet, mas desta feita o saquinho do BA vai cheiinho comigo para casa. É que de nestum e sopas de arroz estamos nós fartos.

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  122. Hilario Peixeiro permalink
    12 Novembro, 2012 12:40

    HP
    Os exemplos da Historia evitam estas divagações sobre esquerda humanista e direita esclavagista.
    Basta lembrar como a União Soviética e os seus aliados acabaram com a pobreza (não havia classes) e com o desemprego (mais policias e soldados que civis) e fizeram os respectivos povos tão felizes. Nem se percebe que milhares de ucranianos, muitos deles com formação académica elevada e mesmo superior, moldavos, romenos, russos e outros, tenham escolhido para trabalhar e mesmo para viver, um Portugal tão atrasado e pouco menos que miserável.

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  123. jacinta marujo permalink
    12 Novembro, 2012 13:26

    Rosenberg Nina Lamento se ofender alguém mas na minha opinião a causa desta situação é a falta de SABER-ESTAR de Isabel Jonet. Em Inglaterra que eu conheço bem, as senhoras chamadas a presidir instituições de solidariedade são muitas vezes senhoras aristocratas (aparentadas ou não com a Casa Real). E porquê esta escolha? Porque em primeiro lugar é bom que as pessoas que dão donativos percebam que aquela pessoa à frente da Instituição não precisa de dinheiro (logo não irá roubar fundos) e em segundo porque são pessoas muito bem educadas e com muita “linha” que sabem defender os direitos da Instituição que presidem acima de tudo e que trabalham para arrecadarem cada vez mais donativos. Terceiro, são pessoas sem qualquer ambição social nem política, ao contrário de Isabel Jonet que adora aparecer nos media, e em Quarto lugar porque são senhoras que pertencem já a um nível social muito alto que não precisam de vir para programas de televisão deitar cá para fora opiniões pessoais, e muito menos vir contar de que forma os filhos lavam os dentes e se gostam ou não de batatas fritas dos chineses! Esta senhora Isabel Jonet, até pode ter muito boas intenções, mas é sem dúvida uma desbocada que não mede as palavras. Seja o que ela disse verdade ou não, nota-se que não tem discernimento sobre o que ela (enquanto presidente de uma associação de ajuda aos Pobres) deve ou não dizer em Público. Aquilo que ela disse já muitos outros disseram e escreveram, era escusado ela repetir. E já que ela gosta tanto assim da Realidade da Vida, então agora que não soube estar calada, tem de aceitar as críticas que lhe fazem. Quem diz o que quer, ouve o que não quer, esta é também a Realidade da vida. Contei este caso a uma amiga francesa que me disse que isto seria comparável à Presidente francesa da Associação da luta contra a Osteoporose vir a público dizer “pois é, não tomaram o cálcio a tempo e horas, não fizeram desporto quando deviam e agora vêm queixar-se que estão doentes! Pois que se habituem às dores e tenham paciência”. Uma Presidente do BA tem de calar o que pensa, porque isso não ajuda a NINGUÉM e ter é um discurso que apele ao aumento de donativos para os mais Pobres e não vir com esta conversa de Educadora do Povo (por mais razão que o discurso dela tivesse).
    Não vou ajudar o BA porque ajudo outras Instituições com fins mais claros que esta. O BA devia ser, como é no estrangeiro, um Banco que recolhesse o EXCEDENTE diário dos hipermercados e mercearias. Ou seja, ajudar sem fazer o Povo gastar mais dinheiro em compras e sem dar Lucros às empresas. Este é o verdadeiro espírito dos Bancos Alimentares, excepto em Portugal.
    há cerca de uma hora · Não gosto · 1

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  124. 12 Novembro, 2012 19:36

    Meu caro José Manuel Fernandes:

    Com a devida vénia, assino por baixo o seu texto. Penso e sinto o mesmo, apenas não tenho o dom nem a audiência para o gritar aos quatro ventos. Como ao senhor, admiro o pacifismo dos que se calam perante as atoardas desta esquerda ululante e aturdida. O clamor contra os desmandos palavrosos desta esquerdalha estúpida, arrogante e malcriada deveria ser tanto que eles se sentisse os zés-ninguéns que de facto são. Sim, se esta gente soubesse o que é, qual a essência da verdadeira caridade – a Caridade Agape – de que nos fala S. Paulo na sua 1.ª carta aos Coríntios, cotrava de vergonha. Sinto-me insultado quando ouço um douto Louçã e os bes os pcs vociferar contra a caridade. Enchem a boca de solidariedade mas não enxergo nem um pingo dela nas suas obras, a não ser as manifestações e os palavrões da ordem, raivosos, mas completamente ocos.
    Continue, tem o meu apoio e a minha solidariedade.
    Com um abraço fraterno e, não me envergonho de o dizer, com a Caridade de um amigo que o estima e admira.
    Simão Cardoso – BI 3246791
    simaocardoso5@gmail.com

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  125. 13 Novembro, 2012 09:09

    Quem lê todos os comentário aqui escritos, não há duvida que esta visto que os pobres os desempregados, os velhos as crianças, os milhares e milhares de portugueses que ficaram sem suas casas que foi seu sonho para ter um fim de vida digno, que descontaram uma vida inteira, para ter uma reforma digna, foram espoliados por esses senhores, são dados como comunistas, que nunca roubaram nada, nunca pelo governo passou, estes que vivem em dificuldade estão condenados pelo governo e por este LIXO RADIOACTIVO, que nesta pagina escreveu,que não são nem abaixo nem acima de um bando de lacaios, não falam do BPN, BPI, nem das fundações que estão a ganhar grandes reformas,e roubar o estado, os políticos com reformas vitalícias chorudas com quatro ou cinco anos de serviço, mas mesmo que tivessem trinta anos. Assim como essa senhora acima citada que tenho nojo de pensar no nome dela, quanto ela ganha?essa senhora havia de ter uma corda no pescoço. Os ladroes os vigaristas estão cá fora, são dados como heróis que são defendidos pelas cúpulas do estado, são dados como heróis. Como numa guerra há sempre um herói , quem e esse herói? e o mais assassínio mais criminoso! Estes senhores que aqui escreveram que amostrem o que fizeram , para ver se tem telhados de vidro. E triste mas e verdade portugueses a ser comidos por portugueses, por um bando de filhos das putas.

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  126. Raquel permalink
    13 Novembro, 2012 16:28

    E curioso como aos poucos e num momento tão complexo como este o debate ideológico se reacende. As afirmações recentes de Isabel jonet e Fernando ulrich são claramente uma expressão ideológica e pecam pelo paternalismo de se sentirem no direito de nos dizer que níveis de austeridade devemos suportar. No caso dela e mais grave ainda ao sugerir que a caridade se pode substituir ao estado social. Se a visão que defende(m) tem legitimidade ideológica, do ponto de vista humano parece me totalmente inaceitável.

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  127. Prezado permalink
    14 Novembro, 2012 00:53

    Resta saber onde encaixam aqueles que não ligando muito aos ensinamentos dessa trindade e não remetendo a senhora para o canto do salazarento continuam a achar que não foi só a falta de jeito para o discurso – defendo uma bolinha vermelha no canto do ecran, indicando discurso impróprio para bloquistas, classe baixa e classe média – porque já a ouviram mais vezes e notam um certo padrão que mostra que é mais que isso.

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  128. José permalink
    15 Novembro, 2012 12:45

    Afinal, um texto tamanho para nada de substancial dizer mas tão só, Isabel Jonet defender. Isabel Jonet, não alimenta os pobres que a atual sociedade exclui de uma vida digna, decente civilizada, quem alimenta os exluidos, são cidadãos comuns com o seu donativo que no fim de uma recolha pode atingir toneladas de alimentos e aqui, entra a Isabel Jonet e o seu grupo, primeiro na organização do “peditório” depois na recolha através do voluntariado, nas fases posteriores, gestão e distribuição por aqueles que, segundo a tese aqui defendida, terão de ser pobres eternamente até que a morte os leve. O que nunca foi tornado público é, qual a organização do Banco alimentar contra a fome, quais os seus responsáveis, as suas remunerações diretas e indiretas, quais os subsídio recebidos do Estado, Se há controlo da quantidade de bens alimentares que entra no Banco Alimentar contra a fome, entradas/saídas contabilizadas e quais os destinatários. É sabido que estas organizações não são transparentes, estão cobertas aos olhos do grande público, por um manto de pseudo-altruísmo sobre o qual se “orienta” muita gente e que, em última estância, beneficia com a pobreza. ” a crise, é uma oportunidade para a evangelização da igreja…” quem disse?

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  129. Helena permalink
    16 Novembro, 2012 19:33

    Santa Ignorância. Se as pessoas se dessem ao trabalho de se informar sobre o Banco Alimentar (e já agora outras coisas)talvez não escrevessem tantas imbecilidades. Se há organização transparente é o Banco Alimentar. Ali são todos voluntários e a Dra. Isabel Jonet (sim é ela Dra. e o curso não foi tirado ao Domingo nem por créditos) e os outros membros da Direcção não recebem um tostão. Todos os anos é publicado o relatório de actividades em que se descreve detalhadamente, as acções, projectos, quem deu e quem recebeu. Acabo de receber o meu exemplar e na medida das minhas possibilidades continuarei a apoiar o Banco Alimentar na certeza que a minha pequena contribuição será muito bem empregue.
    E já agora falem e escrevam sobre ideias, projectos, soluções, e deixem por uma vez de falar da pessoa A, B ou C. Chegou a hora de olharmos para nós próprios e assumir as nossas responsabilidades.

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