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A sovietização das famílias

30 Novembro, 2012

No meio da muita demagogia em torno da fome a questão das crianças que não tomam pequeno-almoço é um item obrigatório. A crise levará a que hoje muitas crianças tenham actualmente uma alimentação deficiente. A estas juntam-se aquelas cujas famílias já as alimentavam mal mas que antes da crise tinham dinheiro para tomar o pequeno-almoço no café ou comprar uns donuts e quejandos sem qualquer interesse alimentar mas que faziam as vezes de pequeno-almoço. Aos mais esquecidos recordo que já em 2008 a questão se colocava. Como agora há menos  dinheiro  este grupo junta-se ao anterior. E nesta circunstância os estatistas do costume por ideologia ou fé aproveitam para avançar com a instituição no pequeno-almoço as escolas.  Se há crianças que precisam de receber ajudar para ter um pequeno-almoço em condições organize-se essa ajuda. Mas sempre que possível essa ajuda deve ser feita de forma a que elas tomem o pequeno-almoço em casa.  Caso contrário estamos a contribuir para o acentuar da crise retirando competências à instituição que melhor lhe resiste: a família.

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58 comentários leave one →
  1. jsf permalink
    30 Novembro, 2012 11:06

    Há uma coisa que se chama sentimento, não sei se esta senhora sabe o que é ou se apenas pensa em si mesma

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  2. Wall Streeter permalink
    30 Novembro, 2012 11:11

    Começamos a perceber que a Helena prefere o rumo e convergência da pobreza portuguesa com aquela norte-coreana…

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  3. Sarah permalink
    30 Novembro, 2012 11:11

    Se calhar podia começar-se por não cortar ainda mais os meios de subsistência das famílias e aumentar o número de crianças que precisam do apoio escolar. Já que por enquanto não se pode aumentar o salário dos portugueses, pelo menos que a escola garanta algumas refeições, penso que é bem melhor do que as obrigar a passar fome em casa.

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  4. vasco permalink
    30 Novembro, 2012 11:19

    A HM deve estar a fazer a árvore de Natal.

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  5. jsf permalink
    30 Novembro, 2012 11:24

    Que legitimidade tem este????? http://www.youtube.com/watch?v=gNu5BBAdQec

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  6. A.Silva permalink
    30 Novembro, 2012 11:31

    É sempre um prazer constatar o pensamento retorcido e doentio da leninha e que espelha com clareza o penasmento da direita!

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  7. Wall Streeter permalink
    30 Novembro, 2012 11:47

    «Não mais se contruirá uma estrada, uma ponte, ou pregará um prego que seja enquanto em Portugal houver uma criança a passar fome!» (Durão Barroso, em intrépida campanha eleitoral e em versão emo-ego…)

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  8. Castrol permalink
    30 Novembro, 2012 11:48

    Ao exercício da HM, com o qual em parte concordo, sucederam-se alguns comentários mais ou menos bacocos!!! Direita? Esquerda? Norte Coreanos? Natal? Mas que raio é que estes “comentadores” têm na cabeça?
    Até onde temos de afundar, quantas mais crianças têm de passar necessidades, para que ponhamos de uma vez por todas a ideologia de lado?
    Já dizia o Einstein:
    “há duas coisas infinitas: o universo e a estupidez Humana, embora relativamente ao primeiro não tenho bem a certeza”

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  9. vasco permalink
    30 Novembro, 2012 11:57

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  10. pedro permalink
    30 Novembro, 2012 11:58

    Dra Helena: além da crise económico-financeira e das imensas dificuldades das pessoas existe um problema que é transversal à sociedade portuguesa ,mas existe maioritáriamente nas pessoas que se tornaram dependentes de subsídios e que pela sua inactividade e cultura criaram vícios que agora não abdicam e primeiro estão eles, e mandam mesmo os filhos com fome para as escolas .Isto é real. Porquê? De quem é a culpa? Como resolver ? Por isto e não só ,não acredito “no homem novo” nem ” nos amanhã que cantam”..

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  11. Jorge permalink
    30 Novembro, 2012 12:08

    MINISTÉRIO DA FAMÍLIA E DA BOA ALIMENTAÇÃO
    DECRETO-LEI Nº 1/2012 de 30 de Novembro
    CAPÍTULO I
    Disposições gerais
    Artigo 1º
    Objeto
    O presente diploma regula o regime de alimentação das crianças e jovens em idade escolar e aplica se às famílias com caracter obrigatório em especial aquelas que têm ambos os membros do agregado familiar desempregados e aquelas que embora só tenham um membro desempregado seja expectável que venham a ter dois. As famílias abrangidas pelo RSI terão de provar que nao têm frigorifico e micro ondas para se verem Abrangidas por este decreto-
    Lei.
    CAPÍTULO II
    Artigo 2º
    por forma a evitar a sovietizacao e estalinizacao das famílias portuguesas, as crianças acima englobadas estão proibidas de tomar o pequeno almoço fora do seu lar. O regime que se aplica ao almoco e ao jantar será objecto de diploma separado
    Artigo 3º
    É expressamente proibido dar donuts às crianças. Gomas e Kinder Bueno estão igualmente vedados . Qualquer doce terá de ser confeccionado na paz do lar com base em latas de leite condensado fornecidas pela Isabel Jonet.
    Artigo 4º
    Por forma a defender a instituição família e evitar assim a sovietizacao das mesmas,as escolas que fornecerem alimentos às crianças seriam objecto de coimas e multas podendo mesmo serem encerradas e o seu Director despedido, contribuindo assim para se cortar nas gorduras do Estado. As crianças afectadas terão a sua educação leccionada no seu lar .
    Artigo 5º
    Entrada em vigor
    O presente decreto-lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
    Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 30 de Novembro de 2012. — Pedro Passos Coelho — Vítor Louçã Rabaça Gaspar — Nuno Paulo de Sousa Arrobas Crato.
    Promulgado em 30 de Novembro25 de
    de 2012. Publique-se.
    O Presidente da República, MHM

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  12. Wall Streeter permalink
    30 Novembro, 2012 12:15

    CASTROL,

    Não bebas mais dessa embalagem… estás a virar o boneco…

    Quando remeter para Einstein (ou ainda mais interessante: Planck…) prepare-se para assumir que muita coisa lhe vai passar ao lado sem que sequer se aperceba, mesmo que tudo lhe pareça óbvio…

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  13. Paulo permalink
    30 Novembro, 2012 12:22

    Helena
    Tem razão quando diz que a responsabilidade deve ser da familia.
    Tem razão o Pedro quando diz que muitas famílias se desresponsabilizaram, e não têm as prioridades bem definidas.
    Mas considerando tudo isto, faz sentido a escola ser obrigatória e grátis, sem exceções, e não se darem condições de subsistência aos alunos carenciadas (aprender de barriga vazia não funciona).
    .
    Sendo tudo verdade, deve o Estado substituir as famílias a dar pequeno almoço aos petizes? Tem o Estado o dever se defender as crianças das faltas dos progenitores?
    Por mim de todas as obrigações que já assume, esta será das que me fazem menos confusão.
    Sem duvida prefiro isso que gastar fortunas a construir escolas de luxo, com candeeiros Siza Vieria (praticamente iguais aos do Ikea, 50X mais caros) ou outras loucuras similares.

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  14. André permalink
    30 Novembro, 2012 12:27

    Como aluno de uma escola secundária (a única pública no concelho) que coexiste com várias classes sociais (desde filhos de pobres, da área mais rural, até classe média e média alta, que desde os anos noventa fogem para este subúrbio) só tenho uma palavra para classificar o seu post: desconhecimento.
    Esse desconhecimento mostra-se quando fala das famílias que alimentavam os filhos com os bolos (e outros). No concelho onde vivo, aquelas famílias que tinham poder económico para comprar bolinhos aos filhos continuam a fazê-lo, no entanto, aqueles que antes já tinham só o pequeno-almoço, almoço e jantar (sendo que a única boa refeição era o almoço fornecido pela escola), começam agora a depender de uma única refeição, o almoço escolar em grande parte pago pelo SASE. Sim, esses que já eram pobres estão cada vez mais pobres e com mais fome, os outros, os que tinham dinheiro, continuam a tê-lo (como eu ou você).
    Num concelho onde a frequentação da escola secundária depende exclusivamente do apoio camarário (porque o Estado cortou muitos dos apoios aos passes, que o município repôs), onde muitos alunos têm problemas económicos, a D.ª Helena vem com tretas ideológicas!? O que é que pretende? Que os pobres morram!? Há muitos alunos que não têm alimentação em casa (pequeno-almoço e por vezes jantar), a esses deve ser dada a hipótese de comer no refeitório um pequeno-almoço, talvez cereais, ou pão, ou fruta, qualquer coisa. Mas não, isso era sovietizar as famílias.
    Quanto a entregar o dinheiro às famílias, seria um erro estratégico. Muita gente que foge aos impostos já usa o escalão A do SASE, você quer dar-lhes ainda mais dinheiro. Só iria aumentar o buraco. Seria muito mais fácil os alunos serem identificados pelos diretores de turma e só esses teriam o direito de tomar o pequeno-almoço gratuito na escola, sendo que todos os outros, teriam de o pagar. Pessoalmente, acho que isso deve ser alargado também aos almoços. Só recebem apoios alimentares aqueles que forem identificados pelos diretores de turma ou que se sujeitem a uma inspeção minuciosa de assistentes sociais para verificar se precisam realmente de apoios ou se pretendem apenas roubar o Estado.
    Caso queiram alegar o meu desconhecimento da matéria, devo dizer que o representante dos alunos no Conselho Geral da escola foi dois anos da minha turma. Uma das coisas que ele mais gosta de fazer é pôr todos os alunos a par dos gastos da escola. No fim do ano letivo passado foi discutido precisamente o tema da alimentação, sendo que como qualquer tema, ficou em águas de bacalhau a aguardar instruções do ministério. Nós só soubemos disto porque os representantes (são dois) insistem em nos manter informados do que se passa. Não sendo delatores, acreditam que para nos representar, nós devemos conhecer aquilo que se passa na escola.

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  15. Sarah permalink
    30 Novembro, 2012 12:31

    Eu acho que há aqui pessoas claramente afastadas da realidade ou então que não são pais… Mandar as crianças com fome para a escola por “vício”? Meu Deus, ao que isto chegou. É mesmo aquela mentalidade que acha que quem é pobre é porque merece… Que pessoas tão feias em todos os sentidos.

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  16. piscoiso permalink
    30 Novembro, 2012 12:36

    Ainda se podia arranjar uma solução consensual:
    Tomarem o pequeno almoço a caminho da escola.

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  17. 30 Novembro, 2012 12:47

    Este post é uma vergonha. Mas uma vergonha bastante útil: mostra a verdadeira face de algum direita, quase todos sabujos deste governo. Felizmente, ainda há gente de direita com ética, espinha e coerência, como Bagão Félix e Pacheco Pereira.
    A Helena Matos não comove minimamente que haja de facto crianças a passarem fome, a desmaiarem nas aulas e a irem parar ao hospital com evidências de subnutrição (notícia de hoje). Não comove porque à casta de protegidos deste regime nunca comoveu. E não comove também porque Helena Matos ainda tem interiorizado, ainda não conseguiu expurgar, os ensinamentos de Estaline da juventude, aqueles que consideram a morte de um milhão uma estatística. Se for preciso que milhares de crianças passem fome e milhões de portugueses caiam na pobreza extrema para este Governo aplicar a sua política, que seja. Esses milhões são apenas uma estatística. Gente sem vergonha na cara.

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  18. vasco permalink
    30 Novembro, 2012 13:01

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  19. gastão permalink
    30 Novembro, 2012 13:27

    O algodão não engana exma sra. dona Helena Matos. Há quem já lhe chamou de Paula Bobone da política, com este post, nunca esteve tão certo.

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  20. 30 Novembro, 2012 13:45

    O paneileiro do Sérgio Cravos vem para aqui dizer besteiras. «Bagão Félix e Pacheco Pereira.» Pacheco Pereira? De direta?
    Este pandiló, mais a cáfila que aqui se agrupa a espumar da boca, espero, mas espero mesmo, que um dia não passem fome. Se, ao invés de dizerem merda da boca para fora, fossem honestos. Que género de prazer tem esta gente em mandar para o ar “milhares de crianças à fome”?
    Fome existe, nas cabeças cheias de vento destes retardados no armário.
    A fome concreta, essa, não vos chega ao nariz. Deve ser por isso que o Sérgio Cravos é assíduo nos bairros sociais a fazer campanha “benetton”.
    Este paneleiro nem barba tem. Em comum só com o Portela e com o Piscoito. 3 furados.
    R.

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  21. 30 Novembro, 2012 14:01

    Reparem na lista do Arrastão «http://arrastao.org/2698666.html» 76 borregos querem a demissão do Governo. 21 professores, 5 militares, 7 jornalistas, 6 sindicalistas…
    É esta a gente que anda por aqui e por ali a passarinhas e a berrar que há crianças a passar fome.
    O cabecilha é o Mário Soares. Depois dos crimes que fez, este patrão de sangue Francês (com muitos amigos em Argel) ainda tem a prosápia de assinar uma carta para a demissão do Governo?
    R.

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  22. fredo permalink
    30 Novembro, 2012 14:32

    Antigamente lia o Corporações para me rir.
    Agora leio o Neo-Corporações (este blog deveria adoptar este nome, que é mais consentâneo) para o mesmo efeito.
    Mas há posts a que não acho graça nenhuma.

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  23. JDGF permalink
    30 Novembro, 2012 14:40

    A estas juntam-se aquelas cujas famílias já as alimentavam mal mas que antes da crise tinham dinheiro para tomar o pequeno-almoço no café ou comprar uns donuts e quejandos “…
    Já tinhamos a ‘Isabel do bifes’ e agora aparece a ‘Helena dos donuts’… Só nos falta a Maria Antonieta (aquela dos brioches). Aliás, em todos os ciclos de fome, saltam para a ribalta personagens deste tipo…

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  24. 30 Novembro, 2012 14:53

    Bem a tempo: começa novo Congresso do Partido do Povo Operário e Oprimido e em breve, no início de 2013, saudaremos o 60º aniversário da morte do estadista Estaline.

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  25. Sarah permalink
    30 Novembro, 2012 15:15

    Rogério, mas a notícia de crianças a passar fome não o incomoda? Acha que se devem esconder estes casos? A sério que não compreendo como é que há pessoas que não se sentem incomodadas com isto e que acham que se trata só de campanha política…

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  26. 30 Novembro, 2012 15:19

    Sarah, são casos que a existirem têm de ser analisados de forma pouco demagógica. Não é escrever no cabeçalho e um post ou de uma notícia; 13mil crianças passam fome.
    É um assunto sério e neste caso é um assunto que ajuda muita gente a ter tempo de antena ou a justificar certa posição. Por vezes até escrevem “tenho casos chegados de…”.
    Se me incomoda? Sempre me incomodou. Sejam velhos, Indianos, crianças. Não é de agora e não são só as crianças.
    R.

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  27. Jorge permalink
    30 Novembro, 2012 15:23

    Porque surgiram algumas duvidas sobre os alimentos proibidos clarifica se que entre os proibidos e por forma a acalmar as famílias estão:
    • Donuts® Classic – 2 unidades
    • Donuts® Classic – 4 unidades
    • Donuts® Classic – 6 unidades
    • Donuts® Classic – granel
    Os BooLLYCAOs não estão incluídos na lista de alimentos proibidos porque enfartam que se fartam e assim as crianças ficam saciadas rapidamente , as famílias poupam e as crianças já nao precisam de ir às cantinas sovieticas

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  28. Sarah permalink
    30 Novembro, 2012 15:31

    Mas não me parece que as notícias de que há mais fome em Portugal, mais crianças que chegam à escola sem nada para comer etc. sejam falsas ou demagógicas. Com um cenário de crise muito profunda e que está a atingir um número cada vez maior de pessoas (prevendo-se que a situação de muitas famílias piore para o ano), é natural que a miséria e a fome aumentem. Penso que é nosso dever enquanto cidadãos, e acima de tudo seres humanos, tentar proteger pelo menos as crianças, já que são o elo mais fraco e completamente inocentes em toda esta situação.

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  29. Sarah permalink
    30 Novembro, 2012 15:34

    E para mim, o facto de “sempre ter havido fome” não minimiza o problema nem o torna menos abominável.

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  30. Fincapé permalink
    30 Novembro, 2012 15:46

    “E não comove também porque Helena Matos ainda tem interiorizado, ainda não conseguiu expurgar, os ensinamentos de Estaline da juventude, aqueles que consideram a morte de um milhão uma estatística.”
    O Sérgio Lavos diz isto acima. Eu não sabia. É verdade Helena? Já foi estalinista? Não leve a mal, mas eu tenho teorias sobre estes assuntos e é para ir verificando até serem transformadas em leis.
    ———–
    O Rogério às vezes passa-se. Espero que seja por ter “almoçado” bem porque isso tem cura.

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  31. 30 Novembro, 2012 15:51

    Sarah, acredito que a intenção seja boa. Mas como em tudo, a intenção não é tudo.
    «já que são o elo mais fraco e completamente inocentes em toda esta situação»
    Portanto, agora há inocentes e culpados. E os idosos que morrem (não só de agora)? São culpados?
    A “fome” que se refere é o quê? Eu ainda não entendi o que é a “fome” que tratam no post e na notícia do Público.
    Deduzo que não seja a fome de Cuba. Ou a fome do Zimbabwe.

    Fincapé, eu passo-me com estes iluminados sempre com a boca cheia de injustiças. E mandam para o ar números e palavras cheias.
    R.

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  32. 30 Novembro, 2012 16:04

    Aprendi hoje, D. Helena:
    Quando perguntaram ao médico, no hospital, o que tinha a criança, respondeu:
    – FOME.
    Não conhecia, no meu país, a doença fome!

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  33. Fincapé permalink
    30 Novembro, 2012 16:11

    Há muitas famílias desestruturadas e esta é provavelmente a razão que leva a que, mesmo sem crises, haja crianças (e muitas vezes adultos) que passam fome.
    Muitas vezes as escolas arranjam maneira de suprir informalmente estas situações, designadamente por voluntarismo de funcionários/professores.
    Com a crise, há obviamente um grande aumento de crianças com fome, problema que tem de ser solucionado em qualquer sociedade civilizada. Se as famílias se mostram incapazes de resolvê-lo, alguém tem de o fazer. Na realidade, a Helena Matos até diz algumas coisas corretas, mas inicia mal o texto, falando em “demagogia”. E depois o discurso também não é o melhor. Mas o ideal é sempre que sejam as famílias a saber resolver este grave problema. Nisso tem razão. Só que não nem sempre é possível. As famílias completamente carentes hoje também já têm apoio institucional. E não é fácil elas recorrerem a esse apoio, atribuindo-se como causa a vergonha. Estou a falar de conhecimento direto de uma instituição que presta esse apoio.

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    • 30 Novembro, 2012 16:35

      É preciso, é urgente, restituir a nova Família.
      Um país, dito desenvolvido, no século XXI, com tantos desperdícios, permita que as suas crianças passem fome.

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  34. 30 Novembro, 2012 16:12

    A cegueira destes/as propagandistas do regime austeritário começa a tornar-se numa doença incurável. Então a problemática da fome é uma questão de demagogia? Quanto “À sovietização das famílias” como título do post, ficaria muito melhor comparando-o a outra realidade nacional chamando-lhe “O retorno das famílias ao maravilhoso mundo do Novo Estado Novo”. Tem mais a ver com a realidade, e a Lenita não tem porque não assumir uma das vossas realizações. Já agora, desejo que nunca tenha que recorrer ao negócio de Isabel Jonet por necessidade, desejo-lho sinceramente, como o desejo a qualquer cidadão, eu incluído.

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  35. Sarah permalink
    30 Novembro, 2012 16:17

    Rogério, a fome é uma criança chegar ao hospital e ser-lhe diagnosticada uma subnutrição por exemplo. Ainda hoje ouvi na rádio um relato sobre o aumento destas situações nos hospitais do nosso país, isto deixa-me envergonhada enquanto portuguesa. Claro que é igualmente revoltante ouvir as notícias sobre idosos com fome. E também as há! O que eu não compreendo é como é que se pode pensar que isso são apenas danos colaterais, ou achar que é uma coisa menor porque fome sempre houve… Um aumento dos casos de fome num país Europeu do séc. XXI (que se supõe de primeiro mundo) é uma coisa aviltante! Pode argumentar e dizer que na Índia também há fome – mas é na direcção do terceiro mundo que queremos ir?

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  36. 30 Novembro, 2012 16:32

    Sarah, não estou lembrado onde mas li um estudo sobre famílias Indianas. Com o mesmo capital, as famílias preferiam passar fome do que comprar alimento (arroz) e comprar por exemplo uma televisão e noutros casos, comprar alimentos mais caros mas menos nutritivos, mais saborosos. E aqui é que bate o ponto.
    «Há muitas famílias desestruturadas e esta é provavelmente a razão que leva a que, mesmo sem crises, haja crianças (e muitas vezes adultos) que passam fome.» Tal como o Finacapé escreve, a fome não é de agora. E é natural que com a crise existam casos de fome real. Mas até que ponto se pode atribuir “fome” no termo mais exato, às políticas atuais?
    E até que ponto as famílias (não sei que número exato) preferem alocar o dinheiro a outras prioridades e não comprar uma refeição ao filho? Não digo que os faça passar fome. Mas tenho relutância em aceitar de barato que o dinheiro é indisponível (porque há esses casos também) e as pessoas deixam de comprar arroz.
    R.

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  37. Sarah permalink
    30 Novembro, 2012 16:58

    Rogério, não duvidando da sua palavra, gostaria que me mostrasse esses estudos. Eu como mãe recuso-me a acreditar que isso seja assim tão linear. E nós (ainda) não estamos na Índia, estamos em Portugal.

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  38. Rui permalink
    30 Novembro, 2012 17:08

    A culpa é do Valete…

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  39. 30 Novembro, 2012 17:19

    Sarah, não consegui encontrar aqui http://pt.scribd.com/doc/57254099/Fault-Lines mas foi um contexto diferente. O meu ponto é que há a vergonha da pobreza. E a vergonha da pobreza não é só orgulho em não pedir, é comprar o que não se pode. Se são todos os casos? Não sei. Nem sei quantos são. Mas atribuir um número “13 mil” e depois acrescentar “pobreza” acho, demagógico. E não é linear. Justamente por não ser linear é que tem de se tratar o assunto com cuidado.
    R.

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  40. Sarah permalink
    30 Novembro, 2012 17:39

    O que eu acho é que neste momento as pessoas já perderam a vergonha de pedir. Olhe à sua volta, eu vejo a pobreza todos os dias. Eu ando em transportes públicos, o meu filho está numa escola pública, eu vou ao centro de saúde – eu noto as diferenças de há 5, 3, 2 anos para cá… A pobreza não está escondida, está aí para toda a gente ver. E está cada vez mais presente e cada vez mais miserável. Daí não me surpreender com as notícias que considerou “demagógicas” de haver cada vez mais crianças com fome. Um pobre é uma pessoa igual a nós, com a mesma moral, com as mesmas necessidades, é o nosso próximo. Hoje o pobre é ele, amanhã poderá ser o Rogério ou eu.

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  41. Joaquim Amado Lopes permalink
    30 Novembro, 2012 20:57

    Surpreende-me deveras a incapacidade de certos comentadores de entenderem o que comentam. Será que comentam sem ler?
    .
    A Helena escreveu:
    “Se há crianças que precisam de receber ajudar para ter um pequeno-almoço em condições organize-se essa ajuda. Mas sempre que possível essa ajuda deve ser feita de forma a que elas tomem o pequeno-almoço em casa. Caso contrário estamos a contribuir para o acentuar da crise retirando competências à instituição que melhor lhe resiste: a família.”
    .
    A Helena defende que se ajude as crianças que precisam de ajuda. Onde está a falta de “sentimento”?
    A quem acusa a Helena de querer que as crianças vão com fome para a escola, escapou-lhes o “sempre que possível”?
    .
    As crianças são responsabilidade em primeiro lugar da família e o Estado deve acudir quando a família não puder ou não quiser estar à altura dessa responsabilidade. Promover que as crianças nem o pequeno-almoço tomem em casa (muitas vezes, representa a totalidade do tempo que passam com um dos progenitores durante a semana – conheci mais um hoje) é desestruturar ainda mais as famílias.
    Por acaso defendem que seja o Estado a cuidar das crianças e as famílias reduzidas a meras incubadeiras?

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  42. Jose Domingos permalink
    30 Novembro, 2012 22:05

    O estado, não tem que dar pequeno almoço ás criancinhas, é em casa que se toma o pequeno almoço, com a familia. Agora, substituir a familia pelo estado, não funciona, é por causa destes socialismos da treta, que estamos no buraco, este povo de labregos e pacóvios novos ricos, ainda não aprendeu, talvez aprenda agora, que quando se vive com o dinheiro emprestado, tem de se pagar.

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  43. piscoiso permalink
    30 Novembro, 2012 22:19

    E se a família não tiver capacidade para dar o pequeno almoço às criancinhas, é ir pedir o pequeno almoço à Jonet, não é?

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  44. Não Interessa permalink
    30 Novembro, 2012 22:52

    Pronto, e este espécime passa em duas semanas dos “putos com ténis de 100 euros” para “estes gajos nem para comer têm dinheiro e é culpa do Sócrates”.

    A flexibilidade extraordinária que a falta de uma coluna proporciona, não é? Tem vergonha na cara, ó coisa. Era Campo Pequeno contigo.

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  45. Portela Menos 1 permalink
    30 Novembro, 2012 23:06

    Rogério, 30 Novembro, 2012 at 13:45
    .
    parece que lá em tua casa continuam a mentir-te sobre as orientações sexuais dos comentadores do blasfémias com os quais não concordas.

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  46. Portela Menos 1 permalink
    30 Novembro, 2012 23:10

    Sra HFM, este post é uma vergonha…as usual.

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  47. Jorge permalink
    30 Novembro, 2012 23:32

    Estive a ler um blog brasileiro denominado BLOG DO EMIR e encontrei este Post assinado por Emir Sader e datado de
    5 de Março de 2010.

    Não sei porquê mas achei que ficava bem aqui. Não ?
    A miséria moral de ex-esquerdistas

    Alguns sentem satisfação quando alguém que foi de esquerda salta o muro, muda de campo e se torna de direita – como se dissessem: “Eu sabia, você nunca me enganou”, etc., etc. Outros sentem tristeza, pelo triste espetáculo de quem joga fora, com os valores, sua própria dignidade – em troca de um emprego, de um reconhecimento, de um espaçozinho na televisão.

    O certo é que nos acostumamos a que grande parte dos direitistas de hoje tenham sido de esquerda ontem. O caminho inverso é muito menos comum. A direita sabe recompensar os que aderem a seus ideais – e salários. A adesão à esquerda costuma ser pelo convencimento dos seus ideais.

    O ex-esquerdista ataca com especial fúria a esquerda, como quem ataca a si mesmo, a seu próprio passado. Não apenas renega as idéias que nortearam – às vezes o melhor período da sua vida -, mas precisa mostrar, o tempo todo, à direita e a todos os seus poderes, que odeia de tal maneira a esquerda, que já nunca mais recairá naquele “veneno” que o tinha viciado. Que agora podem contar com ele, na primeira fila, para combater o que ele foi, com um empenho de quem “conheceu o monstro por dentro”, sabe seu efeito corrosivo e se mostra combatente extremista contra a esquerda.

    Não discute as idéias que teve ou as que outros têm. Não basta. Senão seria tratar interpretações possíveis, às quais aderiu e já não adere. Não. Precisa chamar a atenção dos incautos sobre a dependência que geram a “dialética”, a “luta de classes”, a promessa de uma “sociedade de igualdade, sem classes e sem Estado”. Denunciar, denunciar qualquer indicio de que o vício pode voltar, que qualquer vacilação em relação a temas aparentemente ingênuos, banais, corriqueiros, como as políticas de cotas nas universidades, uma política habitacional, o apoio a um presidente legalmente eleito de um país, podem esconder o veneno da víbora do “socialismo”, do “totalitarismo”, do “stalinismo”.

    Viraram pobres diabos, que vagam pelos espaços que os Marinhos, os Civitas, os Frias, os Mesquitas lhes emprestam, para exibir seu passado de pecado, de devassidão moral, agora superado pela conduta de vigilantes escoteiros da direita. A redação de jornais, revistas, rádios e televisões está cheia de ex-trotskistas, de ex-comunistas, de ex-socialistas, de ex-esquerdistas arrependidos, usufruindo de espaços e salários, mostrando reiteradamente seu arrependimento, em um espetáculo moral deprimente.

    Aderem à direita com a fúria dos desesperados, dos que defendem teses mais que nunca superadas, derrotadas, e daí o desespero. Atacam o governo Lula, o PT, como se fossem a reencarnação do bolchevismo, descobrem em cada ação estatal o “totalitarismo”, em cada política social a “mão corruptora do Estado”, do “chavismo”, do “populismo”.

    Vagam, de entrevista a artigo, de blog à mesa redonda, expiando seu passado, aderidos com o mesmo ímpeto que um dia tiveram para atacar o capitalismo, agora para defender a “democracia” contra os seus detratores. Escrevem livros de denúncia, com suposto tempero acadêmico, em editoras de direita, gritam aos quatro ventos que o “perigo comunista” – sem o qual não seriam nada – está vivo, escondido detrás do PAC, do Minha casa, minha vida, da Conferência Nacional de Comunicação, da Dilma – “uma vez terrorista, sempre terrorista”.

    Merecem nosso desprezo, nem sequer nossa comiseração, porque sabem o que fazem – e os salários no fim do mês não nos deixam mentir, alimentam suas mentiras – e ganham com isso. Saíram das bibliotecas, das salas de aula, das manifestações e panfletagens, para espaços na mídia, para abraços da direita, de empresários, de próceres da ditadura.

    Vagam como almas penadas em órgãos de imprensa que se esfarelam, que vivem seus últimos sopros de vida, com os quais serão enterrados, sem pena, nem glória, esquecidos como serviçais do poder, a que foram reduzidos por sua subserviência aos que crêem que ainda mandam e seguirão mandado no mundo contra o qual, um dia, se rebelaram e pelo que agora pagam rastejando junto ao que de pior possui uma elite decadente e em vésperas de ser derrotada por muito tempo. Morrerão com ela, destino que escolheram em troca de pequenas glórias efêmeras e de uns tostões furados pela sua miséria moral. O povo nem sabe que existiram, embora participe ativamente do seu enterro.

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  48. Aladdin Sane permalink
    1 Dezembro, 2012 02:13

    Blablabla,
    blablabla,
    blablabla,
    afinal não perceberam que o problema se tem de resolver doutra maneira? Com todo o respeito pelos pais destas crianças, como é que eles deixam que isso aconteça? Deixarem os miúdos passarem fome! Caramba, mesmo se estiverem ambos desempregados não se arranja comida para o pequeno-almoço dos filhos? Então, esse é o grande problema, e deve ser tratado a partir desse ponto de vista.

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  49. André permalink
    1 Dezembro, 2012 09:29

    Aladdin, infelizmente existem casos que não recebem subsídios de desemprego porque não têm direito, o RSI não chega para pagar as rendas da casa, água, luz (quando têm). Muitas vezes essas pessoas passam por níveis de pobreza extrema onde para terem dinheiro para comer, só se roubarem.
    Ainda há pouco tempo, ouvi uma história no café (não tenho a certeza se será totalmente verídica, mas aqui vai), onde uma senhora nunca teve trabalho (ficava em casa a tratar do filho e do marido), o marido, que estava empregado numa empresa que faliu, ficou sem trabalho (aos 45 anos). Entretanto, o subsídio de desemprego acabou. O RSI demora bastante tempo a ser atribuído. Como ele agora já tem cinquenta anos, não há empregadores que o queiram contratar, é demasiado velho. Curiosamente, eles só comem uma refeição por dia, o pequeno-almoço. Sendo que o filho, como anda na escola, come o almoço (escalão A do SASE, sabe como é…). O pequeno-almoço, é inteiramente fornecido por instituições de caridade.
    Se calhar, se a escola desse um pequeno-almoço, talvez aqueles pais tivessem dinheiro para dar um jantar ao filho, não sei, é uma hipótese.
    No entanto, reitero, a história pode estar um pouco exagerada, isto é uma história de vizinhos que se ouve na padaria. Como els moram num prédio, não sei quem são. Mas sinceramente, é algo que me preocupa: o filho deles passa fome e ainda há pessoas que acreditam que os culpados são os pais. Diga-me, qual é a outra hipótese que eles têm? Nem o pequeno-almoço tomar!?

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  50. Fincapé permalink
    1 Dezembro, 2012 14:32

    Aladd in… sane!

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