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Jacobinismos

16 Abril, 2013

A comunidade francesa da Bélgica resolveu extinguir os nomes cristãos das férias escolares. As férias de Natal passam a Inverno, o Carnaval torna-se descontracção, relaxamento… ou como entenderem traduzir “détente”. Os dias feriados mantêm, por enquanto, os respectivos nomes mas certamente por pouco tempo. Como estas coisas sabe-se bem as fases por que passam recomendo uma revisão rápida do calendário adoptado durante a Revolução Francesa  e para que os belgas não acabem com problemas com a justiça como os pretéritos camponeses do século XVIII por não saberem às quantas andavam eles mais as suas colheitas recomendo que se faça rapidamente uma aplicação informática deste conversor Assim com um clic fica a saber-se que hoje estamos no 27 Germinal.

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45 comentários leave one →
  1. Carlos Dias permalink
    16 Abril, 2013 09:08

    E quando é o dia das Batatas Fritas?

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  2. Castrol permalink
    16 Abril, 2013 09:15

    Ao renegar a sua matriz Cristã, a Europa caminha a passos largos para a sua destruição!
    Sem o cimento de uma identidade religiosa, social e económica, os Europeus começarão a dispersar. O objetivo comum dará lugar ao individualismo.
    Seremos presas (ainda) mais fáceis dos tubarões internacionais que, a coberto da globalização, dispoem dos países a seu belprazer.

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  3. gastão permalink
    16 Abril, 2013 09:39

    entretanto cá no burgo:
    A Associação Portuguesa de Hemofilia (APH) denunciou hoje que os hospitais estão a reduzir a dosagem dos medicamentos e a obrigar os doentes a deslocarem-se mais vezes para recolher a medicação.

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  4. EMS permalink
    16 Abril, 2013 09:49

    Já os nossos jacobinos acabaram com o subsidio de Natal, e com o dia de Carnaval.

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  5. 16 Abril, 2013 10:26

    Gastão, o amigo não engana.
    Num post destes o amigo manda posta sobre hospitais?!
    R,

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  6. YHWH permalink
    16 Abril, 2013 10:47

    Não se iluda: a complexidade inerente ao calendário da revolução francesa não existe no procedimento belga.

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  7. piscoiso permalink
    16 Abril, 2013 11:15

    Só em Bruxelas, os belgas muçulmanos constituem 25,5% da população, o que não deve ser muito diferente da população escolar. E nem por isso eles pedem que à sexta-feira não haja aulas.

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  8. 16 Abril, 2013 11:22

    Diz o Bruno Sena que hoje morreram 30 Iraquianos http://arrastao.org/2794532.html#comentarios.
    Eu hoje vou comer uma garupa. Hoje. Garupa.
    R.

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  9. 16 Abril, 2013 11:22

    Na verdade vou comer garoupa.
    R.

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  10. Fincapé permalink
    16 Abril, 2013 11:26

    Rogério,
    Pode comer garoupa na garupa. 😉

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  11. Nacionalista permalink
    16 Abril, 2013 11:30

    Qualquer dia os Belgas estão de rabo no ar e virados para Meca … e a apedrejar as moças em topless !
    As burkas já vêm a caminho!

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  12. Tiradentes permalink
    16 Abril, 2013 11:33

    Eu acho que deviam acabar com o calendário gregoriamo e adoptar o muçulmano já que 25% dos belgas são muçulmanos em Bruxelas. Ou então de preferência abrir as portas à emigração magrebina até que maioria seja muçulmana e aplicar a sharia.

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  13. Fincapé permalink
    16 Abril, 2013 11:33

    Não sei o que lhe diga, Helena. Em princípio até lhe dou razão. Aliás, toda a razão. Imensa razão. Mas depois lembro-me do juramento que os americanos fazem sobre a Bíblia quando tomam posse de cargos públicos. Lembro-me de uma vez que um muçulmano tomou posse de um cargo qualquer (a memória às vezes falha-me) e tiveram de o levar para uma sala ao lado para jurar sobre o Alcorão. Pois é. Estas coisas são complicadas. Seria melhor jurarem todos perante o povo.
    Mas não gostaria de ver a minha civilização agachar-se perante outras. Isso, não!
    Por isso…

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  14. zazie permalink
    16 Abril, 2013 12:06

    Vergonha

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  15. zazie permalink
    16 Abril, 2013 12:08

    O jacobinismo é uma praga. Nem respeitam as tradições das pessoas. Reduzem tudo a número- a essa mentira de código de barras a que chamam “cidadãos””.
    .
    Não se jura pelo povo, ó Finca- jura-se pelo que é sagrado. As pessoas quando se sacralizam tornam-se perigosas.

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  16. piscoiso permalink
    16 Abril, 2013 12:16

    Segundo pesquisa do Eurobarômetro, em 2005, 43% de cidadãos belgas responderam que “acreditam que existe um Deus”, enquanto 29% responderam que “acreditam que existe algum tipo de espírito ou força vital” e 27% disseram que “não acreditam que haja algum tipo de espírito, Deus ou força vital”.
    O sacro ainda é maioritário.

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  17. maranus permalink
    16 Abril, 2013 12:27

    Estes
    romanos
    são loucos !

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  18. Fincapé permalink
    16 Abril, 2013 13:02

    Pois, Zaziezinha,
    O problema é quando os “outros” ultrapassam os 50%.
    Os políticos devem jurar sobre a Constituição que, em princípio, deverá emanar dos representantes do povo.
    Mas é um prazer voltar a sentir essas “vergastadas”. É a minha costela masoquista a falar. 😉
    E não leste isto:
    “Mas não gostaria de ver a minha civilização agachar-se perante outras. Isso, não!” 😉

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  19. Pinto permalink
    16 Abril, 2013 13:06

    Piscoiso,
    Segundo pesquisa do Eurobarômetro, em 2005, 43% de cidadãos belgas responderam que “acreditam que existe um Deus”, enquanto 29% responderam que “acreditam que existe algum tipo de espírito ou força vital” e 27% disseram que “não acreditam que haja algum tipo de espírito, Deus ou força vital”.
    O sacro ainda é maioritário
    “.
    .
    Tem de se arranjar maneira de acabar com esse flagelo. As pessoas não podem continuar a acreditar naquilo que lhes apetece.

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  20. piscoiso permalink
    16 Abril, 2013 13:23

    Pinto (13:06)
    E qual é a maneira?
    Se não é indiscrição.

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  21. 16 Abril, 2013 13:42

    A Zazie é viva?
    R.

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  22. PiErre permalink
    16 Abril, 2013 14:29

    A Zazie
    afinal
    tem andado
    a espiar
    o Blasfémias.

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  23. 16 Abril, 2013 14:33

    Mas ela não foi aos States fazer implantes mamários? E fazer o mestrado em marxismo-leninismo?!
    R.

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  24. PSC permalink
    16 Abril, 2013 15:10

    É PRECISO ACORDAR!
    Assunto: Fwd: FW: FRANÇA É A 1.ª REGIÃO JÁ CONSAGRADA NA EURÁBIA!

    > > Quando o assunto começa a fazer parte das preocupações do Nouvel Obs,
    > > nestes termos, então é porque a coisa está a atingir patamares de
    > > extrema gravidade.
    > > SABIA QUE AS JOVENS MULHERES MUÇULMANAS EXIGIRAM SER ISENTAS DAS
    > > AULAS DE BIOLOGIA E DESPORTOS, NÃO SENDO PENALIZADAS NAS SUAS NOTAS
    > > FINAIS?
    > > (Fonte: Nouvel Obs)
    > > – Sabia que os muçulmanos têm horários próprios que lhes são
    > > reservados exclusivamente para as piscinas?
    > > (Fonte: Análise da Política)
    > > – Sabia que as estudantes muçulmanas, no exame, conseguiram que
    > > legalmente possam ser acompanhadas por seus maridos e examinadas por
    > > uma mulher?
    > > (Fonte: Nouvel Obs)
    > > – Sabia que uma associação de muçulmanos, na Universidade de Paris,
    > > põe em causa o direito de um professor de “cultura ocidental” para
    > > julgar o trabalho de um estudante muçulmano?
    > > (Fonte Express)
    > > – Sabia que os muçulmanos estão a lutar por conseguir a abolição do
    > > Natal, em algumas escolas primárias?
    > > – Sabia que os estudantes muçulmanos, usando como desculpa a lei da
    > > laicidade, pedem a remoção de árvores de Natal em várias escolas,
    > > mesmo nos jardins de infância?
    > > (Fonte: Le Parisien)
    > > – Sabia que os muçulmanos procuram obter a proibição de comer carne
    > > nas escolas francesas, onde eles são maioria?
    > > – Sabia que os muçulmanos estão a exigir licença adicional, para as
    > > suas férias islâmicas?
    > > – Sabia que os muçulmanos exigem salas de oração nas nossas escolas,
    > > nos liceus, ginásios e universidades?
    > > – Sabia que os muçulmanos estão a exigir a amenização dos seus
    > > horários nas escolas,
    > > universidades e locais de trabalho, para a prática das suas cinco
    > > orações diárias?
    > > – Sabia que os muçulmanos exigem uma revisão dos nossos livros de
    > > história, para incluir a história do seu país e da sua religião?
    > > (Fonte: Nouvel Obs.)
    > > – Sabia que nos nossos livros didácticos, serão excluídas todas as
    > > referências a Charles Martel ou à Joana d? Arc, a fim de não ofender
    > > os muçulmanos franceses?
    > > – Sabia que os funcionários públicos muçulmanos exigem trabalhar com um
    > > chador?
    > > – Acredita que médicas e estudantes de medicina muçulmanas exigem
    > > apenas tratar as mulheres?
    > > (Fonte: Le Monde, Le Figaro)
    > > – sabia que os médicos são espancados se tratarem as mulheres
    > > muçulmanas, sem o consentimento de seus maridos?
    > > (Fonte Le Monde, Le Figaro)
    > > – Sabia que nas faculdades, predominantemente franco-africanas do
    > > Magrebe, existem inscrições: “Morte aos Judeus”, “Morte aos cristãos”
    > > ou “Viva o Bin Laden?
    > > – Sabia que durante as manifestações contra a guerra no Iraque, alguns
    > > “pacifistas” muçulmanos exibiam retratos de Bin Laden ou Saddam?
    > > (Fonte: As Verdades 4)
    > > – Sabia que o selvagem chamado Djamel, que queimou viva a jovem
    > > Sohane, foi aclamado na sua cidade de Val de Marne, durante a sua
    > > presença na reconstituição dos factos?
    > > (Fonte: JT de France 2)
    > > – Sabia que os jovens negros e muçulmanos que queimaram vivo um guarda
    > > de segurança branco, num supermercado em Nantes (2002), não sentiram
    > > remorsos e mostraram-se orgulhosos?
    > > (Fonte: Depoimento de advogado)
    > > – Sabia que um manual de boas condutas ” lícitas e ilícitas no Islã”,
    > > vendido em França durante 10 anos, explica como um bom muçulmano deve
    > > bater na sua
    > > esposa: ‘com a mão’,’chicote’ ou ‘pedaço de madeira?”
    > > (Fonte: L’Express)
    > > – Sabia que patrulhas de milícias islâmicas andaram nas ruas de
    > > Antuérpia e noutros lados
    > > para “monitorar maus policiais racistas brancos” e aplicar a sua própria
    > > lei?
    > > (Fonte: Libération)
    > > – Sabia que a nova legislação exigirá que a polícia, o exército e o
    > > serviço civil em geral, contratem com prioridade jovens imigrantes,
    > > tendo assinado com 35 empresas na França, (Televisão, Peugeot, grupos
    > > de alimentos e Casinos), um acordo para contratarem preferencialmente
    > > pessoal estrangeiro?
    > > (Fonte: Governo e Sindicatos).
    > > – Sabia que nas escolas secundárias as muçulmanas vestem as túnicas
    > > antes de ir para o quadro, para não despertarem qualquer desejo?
    > > Que nas escolas primárias os pais muçulmanos
    > > recusaram deixar as suas filhas na classe de um professor substituto,
    > > devendo ser uma mulher a substituir a outra mulher professora? A
    > > escola teve que criar um compartimento sem janelas, para reconhecer as
    > > mães, cobertas da cabeça aos pés, antes de lhes entregarem os seus
    > > filhos?
    > > (Fonte: Le Monde, 09/07/04
    > > – Sabia que nas escolas primárias, os alunos têm dois banheiros e
    > > torneiras separados, sendo uma reservada para ‘muçulmano’, e outra
    > > para ‘francês’ ou um funcionário local? Exigem que haja vestiários
    > > separados nos ginásios, porque, segundo eles,
    > > um circuncisado não pode despir-se ao lado de um impuro?
    > > (Fonte: Le Monde, 09/07/04)
    > > – Sabia que em outras comunidades religiosas (judeus, hindus,
    > > budistas, etc.) não há nenhuma reivindicação deste tipo ou
    > > equivalente? E nós, por agora e por poucos anos mais, a maioria, será
    > > que teremos que nos render e estar ao serviço, satisfazer, pagar e dar
    > > prioridade a este tio de minoria?
    > > Segundo estudos sérios, se nada mudar e não houver um movimento forte
    > > e sério, estaremos, e não por livre vontade, completamente
    > > islamizados…..
    > > Já pensaram se alguma destas situações era possível nos países deles?
    > > Levanta-te EUROPA !
    > > Põe a nossa ordem em nossa casa !
    > > O Presidente Francês Sarkozy, está neste momento a lançar um debate
    > > sobre estas inadmissíveis exigências dos muçulmanos e o que é ser
    > > francês, mas poderá ser já demasiado tarde…

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  25. Tiradentes permalink
    16 Abril, 2013 15:17

    “Tem de acabar com tal de acreditar naquilo que lhes apetece”
    Qual é a maneira?
    Simples…promova-se a entrada de crentes da religião da paz (já são 25% em Bruxelas) e em três tempos acaba-se com todos esses hereges que acreditam noutra coisa que não a deles. Era vê-los pendurados pelos postes da cidade ……

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  26. YHWH permalink
    16 Abril, 2013 15:20

    Há por aqui ideólogos etnoculturais que fazem o famoso Adolfo parecer um mero catequista provinciano…

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  27. Tiradentes permalink
    16 Abril, 2013 15:25

    Etnoculturalmente os tais 25% foram e são apoiantes viscerais do dito Adolfo. Além das provas históricas desde o Mufti de Jerusalém, há-os neste momento aqueles que para os lados da Persia dizem que o Adolfo só fez cócegas aos judeus.
    Pelos vistos os preocupados etnicistas estão com eles …e com o Adolfo. É que com 360º acaba-se no mesmo sítio caso não tenham reparado mesmo que as “crenças” sejam supostamente diferentes.

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  28. JDGF permalink
    16 Abril, 2013 15:27

    O calendário gregoriano não derrogou o juliano?
    Trata-se de ‘jacobinismo’ ou tão somente o ‘mutatis mutandi’?
    Pior não será adiar as sucessivas previsões dos ajustamentos e do equilíbrio orçamental ‘ad calendas graecas’?.
    Seria bem melhor preocupar-nos com as luas (crescentes e minguantes) cá na ‘terrinha’…

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  29. 16 Abril, 2013 17:38

    Preocupante, preocupante, se comparado com o teor deste post, e que deve merecer atenção de HMatos :
    Há tugas que de vez em quando (alguns bloggers do Blasfémias incluídos) entendem que os actuais governantes (PR não tem escapado) são “de esquerda”, ou demasiado “à esquerda”. Ou, caso recente, cumprem e defendem esta Constituição.
    Eis mais uma prova : vi Maria Cavaco Silva, no avião que transportou a comitiva presidencial à Colômbia, atenta a ler um livro de Gabriel Garcia Márques ! Algo “infiltrado” estará no “aparelho de Estado tuga” !?
    (Portugal corre perigo !)

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  30. ti miguel antonio permalink
    16 Abril, 2013 18:11

    A Europa cristã necessita do cristianismo para sobreviver? Esta pergunta poderia parecer estranha para uma cultura religiosa que se estendia da Grã Bretanha ao Bósforo, uma cultura nascida de uma fé profunda e amplamente difusa que inspirou a construção de grandes catedrais e mosteiros e os encheu de crentes por séculos. Mas, quando um extremista de direita, Anders Breivik, matou na Noruega 77 pessoas com uma terrível fúria homicida, isso evidenciou um desenvolvimento do romance da história do Ocidente: uma aliança in nuce entre crentes e não crentes para promover uma renovada identidade cristã da Europa. O cristianismo europeu e a cruz serão o símbolo sob o qual todos aqueles que pretendem preservar as nossas tradições culturais poderão unir-se para garantir a nossa defesa comum”, havia escrito Breivik em seu delirante manifesto de 1.500 páginas. “A cruz deveria servir de símbolo que une todos os europeus, sejam eles ateus ou agnósticos”. Se Breivik pode ser considerado um cristão em boa fé, dada a sua ausência de uma “relação pessoal com Jesus Cristo e Deus”, como ele próprio escreveu, será argumento de muitas discussões. Não existe, todavia, nenhuma dúvida que ele seja um crente devoto no interior de um “cristianismo entendido como plataforma de identidade cultural, social e moral”. Na realidade, esta tem sido precisamente a realidade para um número indefinido de não crentes. Um exemplo importante foi a jornalista italiana Oriana Fallaci, que transcorreu os seus últimos anos antes da morte, ocorrida em 2006, a invectivar contra a imigração islâmica que, no seu ver, estava transformando o continente naquilo que ela chamava “Eurásia” [Eurábia?]. Fallaci gostava de se definir como uma “atéia cristã” – um conceito interessante – porque considerava que o cristianismo teria fornecido à Europa uma espécie de baluarte cultural e intelectual contra o Islã. Existe também um historiador escocês, politicamente conservador, Niall Ferguson, que se define “um incurável ateu”, mas é também um expoente de primeiro plano em invocar a restauração da cristandade porque, como afirma, não seria suficiente a “resistência religiosa” do Ocidente nos confrontos com o Islã radical. (Ferguson dedicou seu último livro, Civilization: the West and the rest (Civilização: O Ocidente e o resto do mundo), à sua nova parceira, Ayaan Hirsi Ali, nascida na Somália e agora atéia holandesa, que está promovendo os valores do cristianismo em relação àqueles do seu mundo de nascimento, o Islão. A moderna cruzada pela cristandade da parte dos não crentes tende a encontrar as próprias raízes no temor nos confrontos com a imigração muçulmana, mas também seria alimentada pelas preocupações pela deterioração da cultura européia e, no fim de contas, também pela nostalgia de um longo período de tempo durante o qual o nosso velho continente estava no centro dos negócios mundiais. Para alguns ateus, manter a identidade européia seria um motivo suficiente para pôr de parte a longa inimizade entre eles e as igrejas e os crentes, que ainda remonta ao secularismo da época das Luzes e ao anticlericalismo da Revolução francesa, diversamente dos Estados Unidos – onde as disputas entre ateus e crentes são ásperas e persistentes – na Europa os não crentes conservadores tem encontrado aliados prontos, adequados, em alguns líderes religiosos do continente, em particular no papa Bento XVI. Já antes de ser eleito papa, em abril de 2005, o cardeal Joseph Ratzinger promoveu o esforço do Vaticano, aliás, sem sucesso, de ver reconhecida a identidade cristã do continente no interior da nova constituição da União européia. Também havia rejeitado a idéia de permitir à Turquia muçulmana o ingresso na União européia. “A Europa é um continente unido do ponto de vista cultural”, havia dito a uma revista francesa, “não somente uma entidade geográfica”. Como Papa, Bento XVI havia acabado por abrandar sua oposição ao ingresso da Turquia na UE, mas continuou a insistir que a cultura européia cristã deva ser salvaguardada, não obstante o fato de a fé religiosa entre os europeus se encontrar agora diminuída. Em agosto de 2005, poucos meses após sua eleição ao sólio pontifício, Bento XVI havia encontrado secretamente Fallaci, e, com a notícia, os muçulmanos ficaram agitados. Mas, os muçulmanos ficaram ainda mais ressentidos por ocasião do controvertido discurso do pontífice, um ano depois, em Regensburg, na Alemanha, quando ele havia descrito o Islã como inclinado à violência e alheio à Europa cristã. “As tentativas de islamização do Ocidente não podem ser negados”, havia declarado numa entrevista de 2007 o mais estreito colaborador de Bento XVI, monsenhor Georg Gänswein. “E o perigo consequente pela identidade da Europa não pode ser ignorado em nome de um presumido sentimento de respeito”. “A parte católica vê claramente como estão as coisas”, acrescentou, “ e diz que ainda é demasiado”. Mas também alguns ateus se dão conta disto, e são igualmente felizes em afirmá-lo. Um dos defensores mais importantes da cristandade na vertente atéia é o filósofo e político italiano Marcello Pera. Em 2004 ele manteve uma série de conferências com o então cardeal Ratzinger sobre sua visão comum da necessidade de restaurar a identidade cristã na Europa para combater tanto o Islã como a degeneração moral. Mais tarde, Bento XVI escreveu o prefácio para o livro de Pera, “Porque devemos dizer-nos cristãos”, que promove a tese de Bento XVI que a civilização ocidental poderá ser salva contanto que se viva “como se Deus existisse”, embora alguém seja crente ou não. Não se trata, de fato, de um argumento novo: já no século XVII, o filósofo francês Blaise Pascal havia declarado que mesmo que a existência de Deus não possa ser provada, a gente deveria agir com v o se Deus existisse porque em todo o caso não se teria nada a perder, mas somente tudo a ganhar. Mas, a versão atualizada parece ser vencedora em algumas circunstâncias. Numa sentença histórica recente, a Corte européia dos direitos do homem estabeleceu que a Itália poderia continuar a expor o crucifixo nas salas de aula das escolas públicas, porque a cruz de Jesus representaria um símbolo “histórico e cultural”, antes do que religioso. Enquanto o Vaticano acolheu com favor tal decisão, outros se interrogam se o custo não teria sido demasiado alto: praticamente, o esvaziamento do seu significado religioso com a finalidade de preservar oseu significado cultural, é um recipiente vazio, não importa o quanto seja atraente do lado de fora, já que pode depois ser preenchido com toda espécie de crenças… valia a pena pensar nisto.

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  31. ti miguel antonio permalink
    16 Abril, 2013 18:13

    A Europa cristã necessita do cristianismo para sobreviver? Esta pergunta poderia parecer estranha para uma cultura religiosa que se estendia da Grã Bretanha ao Bósforo, uma cultura nascida de uma fé profunda e amplamente difusa que inspirou a construção de grandes catedrais e mosteiros e os encheu de crentes por séculos. Mas, quando um extremista de direita, Anders Breivik, matou na Noruega 77 pessoas com uma terrível fúria homicida, isso evidenciou um desenvolvimento do romance da história do Ocidente: uma aliança in nuce entre crentes e não crentes para promover uma renovada identidade cristã da Europa. O cristianismo europeu e a cruz serão o símbolo sob o qual todos aqueles que pretendem preservar as nossas tradições culturais poderão unir-se para garantir a nossa defesa comum”, havia escrito Breivik em seu delirante manifesto de 1.500 páginas. “A cruz deveria servir de símbolo que une todos os europeus, sejam eles ateus ou agnósticos”. Se Breivik pode ser considerado um cristão em boa fé, dada a sua ausência de uma “relação pessoal com Jesus Cristo e Deus”, como ele próprio escreveu, será argumento de muitas discussões. Não existe, todavia, nenhuma dúvida que ele seja um crente devoto no interior de um “cristianismo entendido como plataforma de identidade cultural, social e moral”. Na realidade, esta tem sido precisamente a realidade para um número indefinido de não crentes. Um exemplo importante foi a jornalista italiana Oriana Fallaci, que transcorreu os seus últimos anos antes da morte, ocorrida em 2006, a invectivar contra a imigração islâmica que, no seu ver, estava transformando o continente naquilo que ela chamava “Eurásia” [Eurábia?]. Fallaci gostava de se definir como uma “atéia cristã” – um conceito interessante – porque considerava que o cristianismo teria fornecido à Europa uma espécie de baluarte cultural e intelectual contra o Islã. Existe também um historiador escocês, politicamente conservador, Niall Ferguson, que se define “um incurável ateu”, mas é também um expoente de primeiro plano em invocar a restauração da cristandade porque, como afirma, não seria suficiente a “resistência religiosa” do Ocidente nos confrontos com o Islã radical. (Ferguson dedicou seu último livro, Civilization: the West and the rest (Civilização: O Ocidente e o resto do mundo), à sua nova parceira, Ayaan Hirsi Ali, nascida na Somália e agora atéia holandesa, que está promovendo os valores do cristianismo em relação àqueles do seu mundo de nascimento, o Islão. A moderna cruzada pela cristandade da parte dos não crentes tende a encontrar as próprias raízes no temor nos confrontos com a imigração muçulmana, mas também seria alimentada pelas preocupações pela deterioração da cultura européia e, no fim de contas, também pela nostalgia de um longo período de tempo durante o qual o nosso velho continente estava no centro dos negócios mundiais. Para alguns ateus, manter a identidade européia seria um motivo suficiente para pôr de parte a longa inimizade entre eles e as igrejas e os crentes, que ainda remonta ao secularismo da época das Luzes e ao anticlericalismo da Revolução francesa, diversamente dos Estados Unidos – onde as disputas entre ateus e crentes são ásperas e persistentes – na Europa os não crentes conservadores tem encontrado aliados prontos, adequados, em alguns líderes religiosos do continente, em particular no papa Bento XVI. Já antes de ser eleito papa, em abril de 2005, o cardeal Joseph Ratzinger promoveu o esforço do Vaticano, aliás, sem sucesso, de ver reconhecida a identidade cristã do continente no interior da nova constituição da União européia. Também havia rejeitado a idéia de permitir à Turquia muçulmana o ingresso na União européia. “A Europa é um continente unido do ponto de vista cultural”, havia dito a uma revista francesa, “não somente uma entidade geográfica”. Como Papa, Bento XVI havia acabado por abrandar sua oposição ao ingresso da Turquia na UE, mas continuou a insistir que a cultura européia cristã deva ser salvaguardada, não obstante o fato de a fé religiosa entre os europeus se encontrar agora diminuída. Em agosto de 2005, poucos meses após sua eleição ao sólio pontifício, Bento XVI havia encontrado secretamente Fallaci, e, com a notícia, os muçulmanos ficaram agitados. Mas, os muçulmanos ficaram ainda mais ressentidos por ocasião do controvertido discurso do pontífice, um ano depois, em Regensburg, na Alemanha, quando ele havia descrito o Islã como inclinado à violência e alheio à Europa cristã. “As tentativas de islamização do Ocidente não podem ser negados”, havia declarado numa entrevista de 2007 o mais estreito colaborador de Bento XVI, monsenhor Georg Gänswein. “E o perigo consequente pela identidade da Europa não pode ser ignorado em nome de um presumido sentimento de respeito”. “A parte católica vê claramente como estão as coisas”, acrescentou, “ e diz que ainda é demasiado”. Mas também alguns ateus se dão conta disto, e são igualmente felizes em afirmá-lo. Um dos defensores mais importantes da cristandade na vertente atéia é o filósofo e político italiano Marcello Pera. Em 2004 ele manteve uma série de conferências com o então cardeal Ratzinger sobre sua visão comum da necessidade de restaurar a identidade cristã na Europa para combater tanto o Islã como a degeneração moral. Mais tarde, Bento XVI escreveu o prefácio para o livro de Pera, “Porque devemos dizer-nos cristãos”, que promove a tese de Bento XVI que a civilização ocidental poderá ser salva contanto que se viva “como se Deus existisse”, embora alguém seja crente ou não. Não se trata, de fato, de um argumento novo: já no século XVII, o filósofo francês Blaise Pascal havia declarado que mesmo que a existência de Deus não possa ser provada, a gente deveria agir com v o se Deus existisse porque em todo o caso não se teria nada a perder, mas somente tudo a ganhar. Mas, a versão atualizada parece ser vencedora em algumas circunstâncias. Numa sentença histórica recente, a Corte européia dos direitos do homem estabeleceu que a Itália poderia continuar a expor o crucifixo nas salas de aula das escolas públicas, porque a cruz de Jesus representaria um símbolo “histórico e cultural”, antes do que religioso. Enquanto o Vaticano acolheu com favor tal decisão, outros se interrogam se o custo não teria sido demasiado alto: praticamente, o esvaziamento do seu significado religioso com a finalidade de preservar seu significado cultural, é um recipiente vazio, não importa o quanto seja atraente do lado de fora, já que pode depois ser preenchido com toda espécie de crenças… valia a pena pensar nisto.

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  32. joao permalink
    16 Abril, 2013 18:28

    Viscoiso dixit “Só em Bruxelas, os belgas muçulmanos constituem 25,5% da população, o que não deve ser muito diferente da população escolar. E nem por isso eles pedem que à sexta-feira não haja aulas”…POIS NÃO, só pedem comida halal nos refeitórios, salas de oração para muculmanos, aulas separadas por género e piscinas com horários diferenciados para homens e mulheres. Para uma minoria não está mal. Quando forem uma maioria certamente que 0s belgas viverão felizes para sempre…….

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  33. Fincapé permalink
    16 Abril, 2013 18:45

    Caro ti miguel antónio,
    Se em vez de duas vezes, colocasse só uma, e se em vez de colar o texto pusesse este link, melhorava a apresentação do blogue e tornava mais fácil a leitura dos comentários. Como leitor e humilde comentador, agradeço. Obrigado. 😉
    http://www.ihu.unisinos.br/noticias/46534-uma-europa-crista-sem-cristianismo-

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  34. Fincapé permalink
    16 Abril, 2013 18:49

    Ao que isto chegou: eu ter de dar razão ao Tiradentes, 15:25. 😉

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  35. Não Interessa permalink
    16 Abril, 2013 19:00

    Ei não tirem o nome do Natal à beata da Matos e à sua profissão de amigo imaginário.

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  36. piscoiso permalink
    16 Abril, 2013 19:27

    joao (18:28)
    Pedir, podem pedir o que quiserem. Qual é o problema?
    Se o Governo belga aceita ou não aceita as petições, certamente que visará o bem comum.
    Nos EUA, um país de imigrantes, todas as minorias resolvem os seus problemas mantendo as suas idiossincrasias originais. Desde a citadina Chinatown às rurais seitas dos mais variados credos.
    Os habitantes originais, os índios, até vivem em reservas.

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  37. Buiça permalink
    16 Abril, 2013 21:05

    Não sei se para “respeitar a matriz cristã” da Europa, ou outras matrizes quaisquer, vale a pena também continuar a tratar o preto como um animal, o árabe como infiel, o norte europeu como bárbaro, a mulher pode também ficar devidamente “resguardada” no papel que a religião lhe atribui, qualquer dia o preservativo é proibido no carnaval para repor a natalidade, etc.
    A separação entre os Estados e as religiões ou é ou não é – não é só um bocadinho.
    Por exemplo, se chamarem ao Natal festa do Solstício os poucos milhares de anos de vida das religiões actuais logo ficam reduzidos à gota de água que são perante os milhões de anos do “deus” sol.
    Cumps,
    Buiça

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  38. ti miguel antonio permalink
    16 Abril, 2013 22:18

    es que yo tengo verdaderamente sentadas mis bases , son preguntas verdad , dudas que escucho decir por todos lados , cosas que siendo cristiano catolico cryente no me gustaa de hasta los prpios cristianos y cosas que no me gustan de otras personas , cosas de la vida de siempre , por eso creo que lo mas importante de todo es el respeto , y creo que tenes razon las respuestas las tengo que contestar yo mismo , tengo que leer , buscar , investigar .creo que se dicen tantas cosas de los catolicos , de los cristianos , y otras religiones . yo creo en dios jesus y maria y estoy seguro de lo que creo pero la verdad es que no quiero solo decir q creo por q tego fe , en eso es verdad quiero saber de que forma , con repeto ,decir bien las cosas pdoemos llegar a una buena charla .
    creo que con lo que me pusiste , tu seindo ateo o lo que seas me dan ganas de decirte como persona y cristiano que cree en Dios , que sos muy inteligente , creo q un lider una persona q enseña tendria que decilre eso mismo a sus alumnos , q cada uno busque las respuestas que no la saquen de otras personas , o se juegen por lo que quieren y creen. la verdad asi me da gusto comentar , y puse eso por q sabia q si ponia de una creo en dios tal vez te lo tomarias mal. enserio te digo sos un capooo , en argentino quiere decir q sos un genio y decubri q crellendo o no en dios pensamos cosas parecidas igual
    un gustoo

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  39. licas permalink
    16 Abril, 2013 22:19

    Enquanto a *tal raiz cristão* prevaleceu, todas os vícios e brutalidades
    da religião feita norma civil permaneceram; e duraram para cima de milénio e meio.
    Voltarmos ao mesmo para não ofender os muçulmanos estabelecidos na Europa,
    NÃO CAIREMOS NESSA.
    Se não estiverem bem aqui:__________________________ rua.

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  40. licas permalink
    16 Abril, 2013 22:27

    Só a apenas 200 anos é que nos livrámos da *sarna*
    dos preceitos religiosos servirem de normas coercivas do
    cidadão comum.
    Eles, os Muçulmanos, ainda andam atrasados um milénio,
    MAS , ENFIM, se o quiserem, ninguém irá interferir nas nações
    em que predomina a crença. NÃO NOS VENHAM TIRAR CÁ O QUE FOI
    UMA CONQUISTA ARDUAMENTE CONSEGUIDA!

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  41. Fincapé permalink
    16 Abril, 2013 22:46

    Isto também é jacobinismo, mas ao contrário:
    http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO139910.html?page=0
    Bem diziam que era preciso quotas para haver mais mulheres na política. 😉

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  42. J.J Pereira permalink
    16 Abril, 2013 23:07

    Ironias da História : pelo andar da carruagem, será a eterna “santa Rússia” a desepenhar o papel de campeã do Cristianismo — aliás já o está a fazer, ao considerar-se em estado de guerra com o terrorismo islâmico.
    E , segundo consta, por aquelas paragens não se atendem a estados de alma…

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  43. licas permalink
    16 Abril, 2013 23:17

    piscoiso
    Posted 16 Abril, 2013 at 19:27 | Permalink
    joao (18:28)
    Pedir, podem pedir o que quiserem. Qual é o problema?
    Se o Governo belga aceita ou não aceita as petições, certamente que visará o bem comum.
    Nos EUA, um país de imigrantes, todas as minorias resolvem os seus problemas mantendo as suas idiossincrasias originais. Desde a citadina Chinatown às rurais seitas dos mais variados credos.
    Os habitantes originais, os índios, até vivem em reservas.
    __________________________
    Este Poicoiso continua, sempre que tem oportunidade, a confirmar-se como cretino chapado.
    O Governo (qualquer que seja, não pode permitir que a pretexto da religião dos *pobrezinhos
    imigrantes* as leis do país sejam desprezadas. Por exemplo se uma mulher casada tiver c. c.
    comércio carnal!!!) com homem diferente do seu marido este não terá o direito de matá-la.
    (à pedrada que é o método preconizado no Alcorão). E assim por diante.
    Quanto aos E. U: esses tais das seitas mais diversas, nas zonas reservadas a eles, estão livres
    de serem fiéis os seus hábitos (dede que não incorram em crimes contra a Humanidade.
    PORÉM, uma vez fora dos *redis* não podem obrigar as Leis do Estado a satisfazerem-lhes
    as idiossincrasias/manias OF COURSE.

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  44. YHWH permalink
    17 Abril, 2013 06:57

    Foi tantas vezes assim: os fanáticos providos de um mero entendimento simplista das religiões agarrarem-se aos seus farrapos como posses suas, tentando contrariar infantilmente a ordem do tempo e a sucessão evolutiva do pensamento, ainda que mágico-mítico-religioso. Infelizmente também assim atentam contra o outro pensamento…

    Barsoma de Nisíbis deixou adeptos…

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  45. Fala Barato permalink
    17 Abril, 2013 10:36

    e a prisão perpétua fica tão bem aos religiosos! Ou a fogueira para os matar a todos e livrar a sociedade da ignorância.

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