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a triste fábula de um animal feroz

28 Abril, 2013
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Aquele cujo nome não se pronuncia e que tomou posse de um lugar que não lhe pertence parece ter arrumado, por agora, com as pretensões de mando de um certo animal feroz. Aquele cujo nome não se pronuncia conseguiu que as principais figuretas que anteriormente circundavam o animal feroz o abandonassem em troca de poleiro, e deixou desabrigadas duas ou três sem qualquer expressão, que não entenderam o que se passou nos últimos dias. Semelhante desautorização nunca tinha sido feita ao animal feroz. Nem sequer por aquele cujo nome todos sabemos qual é, e que, de momento, é o único ponto de convergência dos ódios do animal feroz e das renovadas tropas daquele cujo nome não se pronuncia. Provavelmente por pouco tempo, porque aquele cujo nome não se pronuncia carece das boas graças daquele cujo nome todos sabemos qual é para chegar aonde quer. O animal feroz, que recentemente regressara, impante, às luzes da ribalta, arrisca a transformar-se num protagonista solitário, a recitar monólogos ressentidos na sua prédica dominical, vazios de sentido, de objectivos e, progressivamente, de audiências. Aquele cujo nome não se pronuncia tirou o tapete debaixo dos pés do animal feroz, no exacto momento em que ele o voltara a pisar. O tapete da porta de entrada da sua casa. Da toca do animal feroz, que deve, também por isso, estar agora ferocíssimo. A vingança será terrível.

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14 comentários leave one →
  1. balde-de-cal permalink
    28 Abril, 2013 19:30

    ‘morreu o rei. viva o rei’
    «-é fartar, vilanagem!»
    todos para a gamela e para o gamanço

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  2. pedro permalink
    28 Abril, 2013 19:44

    Era desejável que o governo governasse ,melodramas de portas e outros ,dispenso bem. Será que conseguem cortar a cabeça do polvo,monstro(estado mastodonte) e deixar as empresas e as pessoas a trabalhar.Parece que o sr gaspar respondeu ao cds/pp que só havia três observatórios. Isto é verdade.Solicito ao cds/pp ,que já agora, pergunte quantas associações existem a comer à mesa do orçamento ,parece que são milhares. Algumas destas costumam morder na mão que lhes dá o comer!

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  3. Golp(ada) permalink
    28 Abril, 2013 20:01

    Isto tá minado de quadrilhas organizadas, já não bastava a EDP agora também a ERSE.
    Todos comem da gamela.
    .
    Dr. José Gomes Ferreira:
    Depois do programa de hoje, creio ser fundamental discutir publicamente um outro aspecto obscuro da relação ERSE-EDP que, neste caso, se trata de um verdadeiro conluio:
    Ouvi algures que a ERSE estabeleceu um acordo com a EDP, relativamente à cobrança da energia reactiva aos consumidores privados. A componente reactiva do consumo de energia, resulta principalmente do funcionamento de motores (frigoríficos, máquinas de lavar, etc., bem como PCs e calhas fluorescentes mais antigas, entre outros) e não é medida com os contadores electromecânicos (os que têm o disco giratório).
    Por este motivo, a EDP inclui no preço do kW doméstico, um valor adicional para se cobrar da energia reactiva.
    Mas agora, os novos contadores digitais (bi-horários, etc.), INCLUEM AUTOMATICAMENTE OS kW ADICIONAIS DE ENERGIA REACTIVA NA CONTAGEM DE ENERGIA CONSUMIDA!!!.
    Resultado, não só pagamos demais pela energia que consumimos, como agora, ainda PAGAMOS A ENERGIA REACTIVA A DOBRAR! E os valores podem ser muito elevados!!
    Dr. José Gomes Ferreira, é a minha única esperança de que este assunto possa ser trazido a público, para que, pelo menos, este abuso da EDP seja travado – Só a exposição mediática levará a alguma evolução, já que o regulador (ERSE), se sente muito confortável com a situação, em lugar de defender o interesse público.

    Como não sei se a mensagem chegará ao destinatário, peço a quem leia e se interesse (nem toda a gente se sente incomodada com os preços da EDP), que a divulgue, na esperança que chegue até alguém mediático e com “cojones” para pegar no assunto publicamente.

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  4. 28 Abril, 2013 20:47

    Há gente que só está bem a dizer mal… http://lishbuna.blogspot.pt/2013/04/a-petunia-murcha-suave-e-fofa.html

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  5. Portela Menos 1 permalink
    28 Abril, 2013 21:12

    E sempre vao cortar nas pensoes para cobrir o roubo-incompetencia dos “gestores” do bloco central, referentes aos swaps?
    Quem é que tem, entao, vivido acima das possibilidades?

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  6. @!@ permalink
    28 Abril, 2013 22:12

    Isto parece Mão-Morta/Rowling

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  7. 28 Abril, 2013 22:36

    10 dias e nem uma palavra sobre os swaps.
    Já aqui tinha escrito há meses sobre o cabecilha que esteve empoleirado na administração da Metro Lisboa.
    Da esquerda nem palavra.
    R.

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    • Portela Menos 1 permalink
      28 Abril, 2013 23:08

      .
      Portela Menos 1
      28 Abril, 2013 21:12
      E sempre vao cortar nas pensoes para cobrir o roubo-incompetencia dos “gestores” do bloco central, referentes aos swaps?
      Quem é que tem, entao, vivido acima das possibilidades?

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  8. Fincapé permalink
    28 Abril, 2013 23:01

    Então, caro Rogério, quem tem mais informação sobre o caso é o Gaspar. Parece que, há dois anos, quando assumiu a pasta governativa foi logo informado do assunto. Suponho que ouvi esta a Marques Mendes, na missa de sexta-feira.
    E quem saberá a sério sobre CDS (que nome, heim!) é mesmo o Borges. O antigo banco dele, o Goldman Sachs, vendia daquelas coisas como tremoços. O JP Morgan também, mas não conheço feirantes deles em Portugal.

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    • neotonto permalink
      29 Abril, 2013 14:03

      Então, caro Rogério, quem tem mais informação sobre o caso é o Gaspar. Parece que, há dois anos, quando assumiu a pasta governativa foi logo informado do assunto. Suponho que ouvi esta a Marques Mendes, na missa de sexta-feira.

      Este Rogerio é em verdade um auténtico cromo. Guapo sim, a rabiar. Mais um cromo…

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  9. Fincapé permalink
    28 Abril, 2013 23:07

    “A triste fábula de um animal feroz” fez-me lembrar, principalmente, pelo número de personagens, o filme “O Bom, o Mau e o Vilão”, só que numa versão em que não há bom. Ah! E é realmente triste.

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  10. Castrol permalink
    29 Abril, 2013 10:45

    Os Bichos!!
    Agora andam entretidos uns com os outros, em guerras instestinas pouco dignificantes. Perigoso vai ser quando virarem a atenção para o pobre do contribuinte…
    Tenham medo, tenham muito medo…

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