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Regime de Despesa Privada Obrigatória (RDPO)

2 Maio, 2013

Finalmente foi encontrada uma alternativa à austeridade, a melhor ideia cainesiana de sempre:

Proponho que o Estado imponha temporariamente um regime de despesa privada obrigatória. Nesse regime os titulares de depósitos bancários dispõem, no máximo, de seis meses para gastar uma fracção do saldo na compra de bens e serviços em território nacional. Findo esse prazo, do montante ainda por gastar é transferida para o Tesouro a parte que corresponde à taxa média actual de IVA e de impostos específicos.

14 comentários leave one →
  1. ARP permalink
    2 Maio, 2013 19:59

    Hoje deve ser o dia das piadas. Primeiro com Gaspar a destruir 208 mil empregos, agora com esta ideia extraordinária.
    Uma política de consumo obrigatório que se não for cumprida dá em confisco. Eu não sei se estes gajos bebem demais, fumam demais ou se são simplesmente parvos.
    Nunca me passaria pela cabeça que houvesse alguém com o descaramento de associar o seu nome a tamanha imbecilidade. Este e outro que há uns dois anos defendia que as heranças fossem para o Estado porque os herdeiros acabariam por destruir o dinheiro todo devem estar no top dos idiotas. Mas… são professores universitários e “investigadores”. A par com o exemplo de Zorrinho dá bem para ver a espécie de trogloditas que a academia tem no seu seio.

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    • Joaquim Amado Lopes permalink
      2 Maio, 2013 20:47

      Subscrevo totalmente.
      Achei particularmente “engraçado” (no sentido de “imbecil”) o uso do argumento de que “o sector privado (…) faz escolhas sem desperdício quando usa os seus próprios recursos” para defender a imposição de que o sector privado consuma aquilo de que não precisa.
      .
      A escolha “com menos desperdício” é usar este “investigador” e quem concorde com ele para fazer cola.
      .
      Por outro lado, esta “ideia caiseniana” seria uma forma de esvaziar completamente os “cofres” dos bancos, através da exportação das poupanças (dos mais abonados) ou transferência para debaixo dos colchões (dos com menos posses).

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  2. Fincapé permalink
    2 Maio, 2013 20:16

    “Regime de Despesa Privada Obrigatória”
    Esta ideia é bem melhor do que assaltarem as contas sem apelo nem agravo e sem que sejam imediatamente detidos pela Justiça.
    Alguns boches alemães, tão estimados pela liberalidade portuguesa, preferem o assalto sem defesa e propagandeiam-no. Eu prefiro um aviso antes, ainda por cima com alternativas.
    Não sei se ouviu um economista de Chipre, prémio Nobel da Economia, que fez parte das negociações sobre a intervenção na banca, reafirmar que as ideias do assalto e confisco do dinheiro foi da Alemanha, bem como a ideia de sacarem também aos depósitos inferiores a 100 mil euros. Os boches desmentiram sempre.
    http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=648129&tm=6&layout=123&visual=61

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  3. Empalador de anormais permalink
    2 Maio, 2013 20:45

    A poupança privada agora deixou de ser propriedade ? Se se estiver a amealhar para construir uma casa própria, pelo caminho vai-se dando de mamar aos que tudo estouram ? E depois vai-se para o Bairro Social ?

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  4. 2 Maio, 2013 21:09

    é o que eu digo : votem pcp . esta gentinha ( este cromo , o ps , o psd ) quer apropriar-se do património dos outros sem ter qualquer responsabilidade por ele , por tanto , fiquem com tudo , a responsabilidade também. e daqui por uns anos talvez se assista a um processo de descubanização 🙂

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  5. asa permalink
    2 Maio, 2013 22:20

    Feb 2007 – Jun 2010 – Economic advisor for the Deputy Minister of Finance and Secretary of State for the Budget

    Uma parte do CV do Keynino.

    Efetivamente, Socialismo é é capitalista.

    Sem capital não há socialismo, com socialismo não há capital.

    O socialismo como via para o comunismo esbarra nesta antítese, esta pescadinha, A pitaórica deu uma queda de 8% ao PS. por alguma razão, o discurso é de Urso.

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  6. Portela Menos 1 permalink
    2 Maio, 2013 22:53

    obrigar a consumir…por decreto?
    Passos/Gaspar (ainda) não se tinham lembrado disso?

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  7. a.sameiro permalink
    2 Maio, 2013 23:03

    ainda acababamos com os dep.a prazo fanados pelo estado como em vreta.por favor não lhes vão dar ideias

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  8. Malaquias permalink
    3 Maio, 2013 00:05

    E temos que aturar gente deste calibre.

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  9. 3 Maio, 2013 00:37

    Esse esperto não sabe que a grande maioria dos portugueses gasta 100% do rendimento mensal quando paga as contas de renda, água, gáz, electricidade e alimentação e quando chega o fim do mês o saldo da conta é quase nulo ou negativo.
    Pelo menos ele mostra-nos que vive bem, com saldo bancário passível de ser tributado ou esbanjado.

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  10. Lucas Galuxo permalink
    3 Maio, 2013 02:50

    Universidade Técnica de Lisboa, ISCTE, Jornal de Negócios, todos perderam um pouco de credibilidade. Há lugares mais apropriados para exibir indigência intelectual.

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  11. André permalink
    3 Maio, 2013 07:55

    Ok, isto é demais… Concordo que se faça impostos nos juros, eles acabam por ser uma transação de uma instituição para uma pessoa, mas que se roube, descaradamente dinheiro às pessoas é completamente diferente.
    1.º O dinheiro nas contas bancárias poupa dinheiro ao Estado. Se os bancos tiverem grandes reservas de poupanças, precisarão de muito menos apoio estatal e consequentemente a despesa pública será menor.
    2.º O dinheiro nas contas bancárias dá dinheiro ao Estado. Acho que em Portugal continental pagamos 18% dos juros? É algo assim, não é? De qualquer forma ainda são uns bons milhões.
    3.º Trata-se de uma medida que não é ética. Se formos liberais, nunca aceitaremos uma obrigação de gastar dinheiro só porque sim. Se formos socialistas, sociais-democratas (todas aquelas fações mais ligadas ao keynesianismo) não aceitamos que o Estado nos roube descaradamente sem que nos dê melhores serviços públicos (ou pelo menos que faça os cortes em setores que não afetem a população).
    4.º É uma medida que pode promover a falência bancária. Com isto, muita gente com poupanças médias poderá tirar o dinheiro do banco, levando de novo a uma falta de capitalização da banca e a novos apoios estatais (sempre a aumentar a despesa…).
    5.º É surrealista a partir do momento em que os nossos governos têm vindo a incentivar a poupança e agora estariam a destruir todo o trabalho feito até então.
    6.º Neste país já existem impostos sobre o rendimento. Não é preciso criar impostos sobre o próprio dinheiro que já foi rendido. Se querem aumentar os impostos, criem novos escalões no IRS e aumentem esse imposto (e não outro) nas classes mais privilegiadas. Não vamos andar a criar impostos absurdos sobre o capital, já nos chega o IMI (embora atue de um modo diferente).

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  12. Malaquias permalink
    3 Maio, 2013 15:13

    Eu não vou para as ilhas Caimão
    Porque que fica mais barato
    Meter tudo o que puder
    Debaixo do meu colchão

    E quando alguém aparecer
    Para o colchão vistoriar
    Leva com um taco de basebol
    Até os cornos lhe rachar

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  1. Oh, valha-me Deus! | O Insurgente

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